Jornalismo

TCU aprova contas do governo de 2011 com ressalvas

No Tribunal de Contas da União (TCU), o relator das contas apresentadas pelo governo federal referentes ao ano de 2011, ministro José Múcio Monteiro Filho, recomendou hoje (23) a aprovação dos dados, com ressalvas. Segundo ele, as contas foram desempenhadas dentro da legalidade e das regras constitucionais. Porém, ele identificou deficiências em alguns setores implementados no ano passado.

O TCU faz hoje sessão extraordinária para apreciar o relatório e parecer prévio de José Múcio sobre as contas apresentadas pelo governo federal referentes ao ano de 2011.

Como exemplo de deficiências nas contas públicas, José Múcio citou algumas obras referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com o ministro, detalhes sobre algumas obras mostraram deficiências de gestão e engenharia. Segundo ele, há, ainda, “problemas de qualificação profissional” no que se refere aos projetos de desenvolvimento sustentável.

Os presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), participaram de parte da sessão.

O relator mencionou também que os valores das atuais taxas de juros acabam influenciando de forma negativa as obras na área de desenvolvimento sustentável como um todo. José Múcio ressaltou que o Brasil deve levar ainda cerca de duas décadas para conseguir chegar ao mesmo patamar – na área de desenvolvimento sustentável – dos países mais desenvolvidos do mundo.

Desenvolvimento sustentável é um dos temas considerados prioritários pelo governo da presidenta Dilma Rousseff. O assunto terá destaque na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

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Jornalismo

Twitter falso de Dilma recebe prêmio internacional

O Twitter falso da presidente Dilma Rousseff, o “Dilma Bolada”, foi premiado pelo Shorty Awards, espécie de Oscar do Twitter. A organização do evento, porém, cometeu uma gafe ao anunciar que o perfil oficial da conta da presidente seria o premiado. Dilma, no entanto, não posta na sua conta oficial do microblog desde antes de assumir a Presidência.

O perfil fictício de Dilma possui quase 32 mil seguidores e não trata sobre política. O administrador e criador da conta, o estudante Jeferson Monteiro, usa a ferramenta como forma de fazer humor envolvendo o nome de Dilma. “Euzinha estou na Índia e o Michel Temer na Coreia do Sul. Neste exato momento o presidente é o Marco Maia, quem não conhece dá RT”, diz um dos posts.

“Eu admiro a Dilma. Ela é durona e está fazendo um bom trabalho. Muita gente vem falar comigo que gostou mais dela depois do meu twitter. A única coisa que falta é ela cumprir a promessa de campanha de continuar a tuitar. Daí, a gente teria um canal direto como tem com o presidente dos Estados Unidos Barack Obama”, afirmou Monteiro.

Fonte: Estadão

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Jornalismo

[VÍDEO] Dilma é vaiada em encontro com prefeitos em Brasília

A coisa caminhava bem. Convidada de honra, Dilma Rousseff discursava para uma platéia de cerca de 3 mil gestores municipais. Gente arrebanhada pela 15ª Marcha dos Prefeitos a Brasília. A fala da presidente, como de hábito, era entrecortada por aplausos. Até que…

A alturas tantas, a audiência impacientou-se. O discurso de Dilma já se encaminhava para o final e a oradora não dissera palavra sobre o tema que mais interessava aos prefeitos: a redivisão dos dividendos do petróleo. De repente, a prefeitada pôs-se a gritar: “Royalties, royalties, royalties…”

Dilma viu-se compelida a responder. E o fez à sua maneira: “Petróleo, vocês não vão gostar do que eu vou dizer. Não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem pela distribuição de hoje para frente.”

A presidente deu por encerrada sua participação. Alguns dos prefeitos esboçaram uma salva de palmas. Mas as vaias soaram mais alto. O mestre de cerimônias apressou-se em proclamar o fim da cerimônia.

Fonte Josias de Souza

Opinião dos leitores

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Economia

"Não veta, Dilma": Lei florestal ganha apoio de ruralistas na internet

Uma campanha lançada nesta semana na internet defende que o Código Florestal aprovado pela Câmara no final de abril seja sancionado na íntegra pela presidente Dilma Rousseff.

Em reação à campanha ambientalista “Veta, Dilma”, o movimento “Não Veta, Dilma”, com perfil no Twitter e site (www.naovetadilma.com), começou a divulgar e-mails na última quarta-feira.

A mensagem apela ao bolso: “Não veta, Dilma, ou o preço da comida vai subir”.

O texto diz que 61% das matas nativas estão preservadas, e que o país “produz uma das melhores e mais baratas comidas do mundo”.

Apesar de não identificar os organizadores –o perfil do Twitter não respondeu contato feito pela reportagem–, o movimento já tem similares pela internet (como o “Aprova tudo, Dilma”, no Facebook) e é apoiado por representantes ruralistas.

Os números do material, por exemplo, são idênticos aos divulgados pela CNA, que afirmou, via assessoria, que o “Não Veta, Dilma” se alinha às propostas da entidade.

A Frente Parlamentar da Agropecuária, com 268 membros, pretende, na semana que vem, começar a encampar os bordões “Não veta, Dilma” e “Aprova tudo, Dilma”.

Fonte: Folha

Opinião dos leitores

  1. E quem vai pagar para o pequeno produtor replantar suas margens? quem vai pagar pela aquisição de mudas, pelos dias de serviço de plantio?… e quando tivermos grande parte de nossas terras transformadas em matas, onde plantaremos alimentos? como fica o agronegócio, carro- chefe de nossas divisas? O estrangeiro desmatou à vontade e agora quer ditar regras para o nosso desenvolvimento. Por que não reflorestam Wall Street?
    Pelo aproveitamento criterioso e sustentável de nossas florestas. Podemos aproveitá-las de forma inteligente!
    [email protected]
    http://gitahylivrepensar.blogspot.com

  2. Vetar o projeto é ir contra a maioria dos deputados federais e contra a opinião da sociedade que é representada por eles.
    Procure uma floresta nos EUA e se encontrar alguma me diga, e são as  ONGs , que geralmente representam interesses estranhos a nós,  que fazem pressão contra o governo brasileiro.
    Foi e é assim com as ONGs que incentivam indígenas a destruirem fazendas, a expulsarem produtores de comida barata do povo brasileiro, para que índigenas assumam as terras que são ricas em minérios e riquezas naturais variadas e sabem que indios aceitam uma garrafa de cachaça em troca de tudo.
    A Dilma, parece, é mais esperta do que o seu antecessor e não vai cair nessa armadilha!
    Se Ela vier a vetar, contrariando o anseio popular, por certo teremos um movimento social forte  de pressão ou uma mudança das pessoas que hoje governam.

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Economia

Mudança na caderneta de poupança protege pequeno poupador, diz presidenta

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (7) que a mudança para novos depósitos nas cadernetas de poupanças, anunciada pelo governo na semana passada, vai proteger o pequeno poupador, além de permitir que as taxas de juros continuem caindo.

A nova regra prevê que, quando a taxa básica de juros for menor ou igual a 8,5% ao ano, os rendimentos da caderneta serão fixados em 70% da taxa Selic. Anteriormente, o critério de remuneração da poupança era 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). A Selic está fixada em 9% ao ano.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que não são cobrados, sobre os rendimentos da caderneta, Imposto de Renda ou taxa de administração e que, por isso, quando os juros caem, a poupança se torna mais atraente.

“A caderneta de poupança é um patrimônio dos brasileiros e o governo tem obrigação de protegê-la, de torná-la cada vez mais segura e mais rentável para o pequeno poupador. É isso que estamos fazendo. Não podemos aceitar que agora, quando estamos baixando os juros, ela se torne uma forma de lucro fácil para aqueles que só querem especular.”

Dilma considerou a mudança simples, justa e correta. “O que nós fizemos foi criar uma regra para o futuro, para um futuro com taxas de juros mais baixas, que são o que nós queremos para o Brasil daqui para frente”, completou, ao lembrar que a nova regra só vale para novos depósitos.

“A poupança continua sendo um investimento excelente, rentável e com a mesma segurança de sempre. Continua e continuará como o melhor tipo de investimento para a maioria dos brasileiros”, destacou.

Por Paula Laboissière da Agência Brasil

 

 

 

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Jornalismo

Rosalba entrega relatório sobre situação do RN à Dilma

Acompanhada dos secretários de Estado Betinho Rosado (SAPE) e Gilberto Jales (SEMARH), a governadora Rosalba Ciarlini participa na tarde desta segunda-feira (23), em Aracaju, da reunião da presidenta Dilma Rousseff com os governadores da região Nordeste. O encontro acontece no Palácio Olímpio Campos – importante espaço cultural de Sergipe. Em pauta, a seca que maltrata a região. A reunião acontece a portas fechadas, na presença exclusivamente dos governadores e da presidenta Dilma Rousseff.

“Queremos o apoio imediato para que a gente possa ampliar o atendimento à população”, falou Rosalba, lembrando que o Estado do RN já está com mais de 70 cidades sendo abastecidas com carros pipa, das 139 que tiveram decretado o estado de emergência. “Precisamos de agilidade para ampliar a oferta de água, precisamos de apoio, que pode ser o Bolsa Família, ou que o Governo Federal crie uma bolsa específica para que as pessoas tenham segurança alimentar. Precisamos de obras que sejam complementares a outras já existem para aumentar a oferta de água. As barragens que estão programadas, por exemplo, que os recursos sejam liberados o mais rápido possível”, expressou a Governadora.

Na oportunidade, Rosalba Ciarlini entregou à presidenta Dilma, um documento que relata a situação do Rio Grande do Norte e sugere várias ações urgentes para amenizar a situação, entre elas a emergência-cartão estiagem dos municípios e estado, as cisternas, os sistemas de abastecimento de água simplificado e aguadas (barreiros), dentro do Programa Água Para Todos; a construção de duas mil barragens subterrâneas, tecnologia milenar aperfeiçoada pela EMBRAPA, capaz de efetivamente diminuir o impacto da seca com custo de R$ 21 milhões.

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Jornalismo

Em reunião com Dilma e governadores do NE, Rosalba defende criação de Bolsa Estiagem

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) vai defender daqui a pouco, durante encontro dos governadores do Nordeste com a presidenta Dilma Rousseff (PT), em Aracaju, que o Governo Federal crie uma espécie de Bolsa Estiagem, nos moldes do Bolsa Família, como forma de minimizar os efeitos da seca que assola a região Nordeste. Dilma Rousseff almoça neste momento com os nove representantes dos Estados nordestinos, no Palácio Museu Olímpio Campos, na capital sergipana. Em seguida, às 15h, haverá um encontro a portas fechadas entre governadores e presidenta.

A presidenta veio a Sergipe para a assinatura de um acordo, entre a Vale e a Petrobrás, para que a mineradora dê continuidade à exploração de potássio no Estado, reduzindo a necessidade de importação pelo Brasil de uma das matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

Procurada pelos governadores para discutir os efeitos da seca considerada das piores dos últimos 30 anos, determinou o agendamento do encontro para ouvir reivindicações e apontar possível ajuda.

As proposições que a presidenta deverá ouvir hoje certamente serão diversificadas. O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), por exemplo, defendeu que a União eleve em R$ 0,10 por cada litro de leite do repasse que faz aos Estados, neste ano de 2012. O governador Jacques Wagner (PT), da Bahia, lamentou a situação caótica de municípios baianos e disse que aguarda um aceno positivo de Dilma Rousseff.

Fonte: Tribuna do Norte

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Política

Dilma tem aprovação recorde, mas Lula é favorito para 2014

A presidente Dilma Rousseff bateu mais um recorde de popularidade, mas seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, é o preferido dos brasileiros para ser o candidato do PT ao Planalto em 2014.

A informação é da reportagem de Fernando Rodrigues, publicada na Folha deste domingo.

Esse é o resultado principal da pesquisa Datafolha realizada nos dias 18 e 19 deste mês com 2.588 pessoas em todos os Estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O governo da petista é avaliado como ótimo ou bom por 64% dos brasileiros, contra 59% em janeiro.

Trata-se de um recorde sob dois aspectos: é a mais alta taxa obtida por Dilma desde a sua posse, em 1º de janeiro de 2012, e é também a maior aprovação presidencial com um ano e três meses de mandato em todas as pesquisas até hoje feitas pelo Datafolha.

Editoria de Arte/Folhapress

 

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Jornalismo

Dilma convida Rosalba para reunião de governadores em Sergipe

A presidente Dilma Rousseff aproveitou a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Militar, nesta quinta-feira (19), em Brasília, para convidar, pessoalmente, a governadora Rosalba Ciarlini para a reunião de Governadores em Sergipe. O encontro vai acontecer na próxima segunda-feira (23).

A presidente Dilma Rousseff quer conversar com os Governadores para colher sugestões ao plano emergencial para a estiagem no Nordeste. Na rápida conversa que tiveram, Dilma e Rosalba falaram sobre a necessidade de medidas urgentes para o enfrentamento da seca. “A presidente perguntou como estava o RN e respondi que já estamos com 139 municípios em emergência e em alguns deles, os efeitos da seca já ultrapassaram a zona rural”, adiantou a Governadora.

Dilma Rousseff esta se antecipando a reunião entre os Governadores marcada para terça-feira próxima, em Brasília. Eles iriam encaminhar as sugestões para o plano emergencial do Governo Federal, a partir dessa discussão conjunta. Como houve a convocação da Presidente da Republica, a reunião de Brasília poderá ser cancelada. Vai depender da avaliação dos Governadores, na segunda-feira.

Opinião dos leitores

  1. Gostaria de saber  
    Gostaria de saber se o nosso outro governador foi à posse e falou também com a nossa presidente Dilma, já que ele tem mais prestigio  e voz de mando aqui com os secretários de estado!!

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Cultura

Dilma, Eike e Graça Foster estão na lista dos mais influentes do mundo pela Times

A presidenta Dilma Rousseff foi novamente incluída na lista anual das 100 pessoas mais influentes do mundo, elaborada pela revista norte-americana Time. Além de Dilma, que figuoru na lista do ano passado, há mais dois brasileiros na relação: a presidenta da Petrobras, Graça Foster, e o empresário Eike Batista. O perfil de Dilma foi escrito pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, que não aparece na lista.

“Hoje, com a liderança de Dilma Rousseff, vimos um Brasil convencido de que seu interesse nacional está absolutamente ligado aos interesses de seus vizinhos”, diz Cristina Kirchner, no texto publicado na revista.

A lista da Time menciona ainda os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, a presidenta do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netaniahu.

No perfil, Cristina Kirchner destaca a personalidade forte e desafiadora de Dilma: “uma vez eu vi uma foto de Dilma Rousseff, aos 22 anos. Ela estava em pé na frente de um tribunal militar, em 1969, e os juízes escondiam seus rostos com as mãos. Ela exalava desafio.”

Em seguida, diz a presidenta argentina: “a mulher que eu conheci em 2003, quando ela se tornou ministra de governo [de Minas e Energia] do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha o mesmo compromisso [de desafio] que vi na menina [na foto de 1969].”

Cristina Kirchner relatou ainda que ela e Dilma compartilham “muitas experiências pessoais” comuns, como a herança imigrante, o ativismo, a militância jovem e os desafios enfrentados por “mulheres que tentam crescer em um espaço dominado pelos homens”. “Nós concordamos que a desigualdade social é o maior problema que enfrentam nossos países”, disse ela.

A lista completa com os 100 nomes das pessoas que mais influenciam no mundo pode ser vista na página da  revista na internet.

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Jornalismo

O medo de uma CPI da ‘tia do PAC’ e do Governo do PT

Mal mergulhara na CPI do Cachoeira, o petismo se deu conta de que colocara para andar uma iniciativa de dois gumes. Na ânsia de jantar os ossos da oposição, levara à mesa um banquete que incluía a Delta e todo o etcétera que vem junto com ela. Em seu artigo desta quarta (18), o repórter Elio Gaspari traz, mastigados, os riscos. Disponível aqui, em plataforma aberta, o texto vai reproduzido abaixo:

Materializou-se um pesadelo do comissariado petista. Foi ao ar o grampo em que o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira, Delta diz que ‘se eu botar 30 milhões [de reais] na mão de um político, eu sou convidado para coisa para c….. Pode ter certeza disso, te garanto’.

A versão impressa dessa conversa surgiu em maio passado, numa reportagem da revista ‘Veja’. Ela descrevia uma briga de empresários, na qual dois deles, sócios da Sygma Engenharia, desentenderam-se com Cavendish e acusavam-no de ter contratado os serviços da JD Consultoria, do ex-ministro José Dirceu, para aproximar-se do poder petista. A conta foi de R$ 20 mil.

À época, o senador Demóstenes Torres, hoje documentadamente vinculado a Carlinhos Cachoeira, informou que proporia uma ação conjunta da oposição para ouvir os três empreiteiros. Deu em nada, como em nada deram inúmeras iniciativas semelhantes. Se houve o dedo de Cachoeira na denúncia dos empresários, não se sabe.

Diante do áudio, a Delta diz que tudo não passou de uma ‘bravata’ de Cavendish. O doutor, contudo, mostrou que sabe se relacionar com o poder. Tem 22 mil funcionários e negócios com obras e serviços públicos em 23 Estados e na capital.

No Rio de Janeiro, participa do consórcio da reforma do Maracanã. Seu diretor regional de Goiás era interlocutor frequente de Carlinhos Cachoeira. Na última eleição, Cavendish botou R$ 1,1 milhão no cofre do Comitê Nacional do PT e R$ 1,1 milhão no PMDB. Em ambos os casos as doações foram legais.

Em apenas 15 meses, durante o segundo mandato de Sérgio Cabral, de quem Cavendish é amigo pessoal, a Delta conseguiu contratos no valor de R$ 1,49 bilhão, R$ 148 milhões sem licitações. Suas contas com o PAC chegam a R$ 3,6 bilhões.

Talvez o comissariado petista pensasse que o grampo de 2009 seria sepultado. Seu erro foi, e continua sendo, acreditar que pode empurrar esse tipo de conta para mais tarde. Se o comissário Ruy Falcão acreditou que a CPI em torno das atividades de Carlinhos Cachoeira exporia a ‘farsa do mensalão’ (rótulo criado por Lula), enganou-se.

O PT tem um encontro marcado com as malfeitorias de seu comissariado. Desde 2004, quando apareceu o primeiro grampo de Cachoeira, no qual ele corrompia um servidor que se tornaria subchefe da Casa Civil, a questão é simples: corta na carne ou continua a contaminar o organismo.

O que o comissariado vem fazendo é mostrar-se poderoso o suficiente para dobrar as apostas. Tamanha é sua onipotência que há nele quem creia ser possível contaminar ministros do Supremo Tribunal Federal.

Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo e ex-ministro de Lula, condena a possibilidade de o ministro José Dias Toffoli vir a se declarar impedido de julgar o mensalão, mesmo tendo sido assessor do PT, da Casa Civil de José Dirceu e advogado-geral da União de Lula. Nas suas palavras: ‘Ele não tem esse direito’. (O ministro Ricardo Lewandowski, em cuja mesa está o processo do mensalão, pertence a uma próspera família de São Bernardo, em cuja Faculdade de Direito diplomou-se.)

Passaram-se sete anos do surgimento da palavra ‘mensalão’ e o PT continua adiando a hora da faxina. Na semana passada, os comissários flertaram com a ideia da criação de uma CPI que supunham letal para a oposição. Em poucos dias, descobriram que estavam enganados.

Fonte: Josias de Souza

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Política

CPI do Cachoeira tira sono de Dilma e divide PTistas

A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o empresário Carlos Cachoeira e suas relações com políticos começou a preocupar a presidente Dilma Rousseff e rachou o PT, seu partido, informa reportagem de Catia Seabra, Natuza Nery e Andreza Matais, publicada na Folha desta sexta-feira.

Petistas disseram que a presidente não gostou de a CPI ter sido anunciada durante sua viagem aos EUA, nem da participação de alguns de seus principais ministros em uma reunião na semana passada que acabou dando o pontapé à investigação parlamentar.

Segundo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a CPI mista –que reunirá deputados e senadores –será instalada na próxima terça-feira (17).

Até lá, líderes partidários vão recolher as assinaturas necessárias para que o pedido de CPI seja encaminhado à Mesa do Congresso.

Para ser instalada, a CPI precisa do apoio de, no mínimo, 27 senadores e 171 deputados (do total de 81 senadores e 513 deputados).

Pelo texto apresentado ontem que pede a criação da comissão, as investigações devem se debruçar sobre as práticas criminosas do empresário Carlos Cachoeira, desvendadas pelas operações “Vegas e Monte Carlo”, da Polícia Federal. O texto também fala da relação do empresário com agentes públicos e privados.

Em tempo: O governador Agnelo Queiroz (PT-DF) reconheceu nesta quinta-feira, por meio do porta-voz do governo do Distrito Federal, que esteve uma vez com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, investigado por suspeita de comandar um esquema de jogo ilegal.

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Política

Demóstenes quebra silêncio para criticar pacote de Dilma

A torrente de evidências da ligação promíscua de Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira não privou o senador apenas de sua antiga biografia. Tirou dele também o senso de realidade.

Imerso em denúncias, Demóstenes decidiu quebrar um silêncio que já durava 15 dias. Neste sábado (7), veiculou um artigo no blog que mantém na internet. O título é instigante: “Um Brasil maior para os pequenos.”

Um leitor apressado poderia imaginar que o senador propugna por um país de dimensões grandiosas. Um Brasil grande o bastante para acomodar pessoas que, como ele, apequenaram-se. Engano.

Lendo-se o texto (disponível aqui), percebe-se que Demóstenes ainda se julga em condições de posar de gigante. Em 13 parágrafos, não anotou uma mísera paralavra sobre a crise moral em que se encontra mergulhado.

Dedica-se no artigo a criticar as medidas de estímulo à indústria anunciadas por Dilma Rousseff há cinco dias. Chama as providências de “saco de bondades”. Sustenta que o pacote “trouxe menos que o esperado”.

Como se nada estivesse sucedendo à sua volta, Demóstenes ainda mantém no cabeçalho do site um selo que já não orna com sua condição de náufrago: “CPI da Corrupção, eu assinei”.

No momento, a única investigação parlamentar com alguma chance de vingar no Congresso é a CPI do Cachoeira. Alheio ao novo cenário, Demóstenes leva os lábios ao trombone para queixar-se da desatenção de Dilma com os “empreendimentos de fundo de quintal, das lojinhas sem registro, dos feirantes.”

Escreve: “São esses os que clamam no deserto da falta de financiamento, da ausência absoluta de condições de giro. O governo, que garante não abandonar a indústria, poderia completar a frase: ‘… não importa o tamanho’.”

Avalia que “os gargalos são abissais para grandes e pequenos”. Mas toma as dores dos “micros”, cujo “poder de pressão se resume ao grito diante dos juros em empréstimos, em geral com agiotas clandestinos.”

Acrescenta: “A esperança é que, mesmo aos sustos, a eles chegue a sacola de facilidades sacudidas pelo governo quando a quebradeira se avizinha.” Há um mês, esse Demóstenes combativo do artigo talvez fosse tomado a sério.

Hoje, arrisca-se a ser visto como um músico do Titanic. A história registra que, no célebre naufrágio, podia-se ouvir dos barcos salva-vidas a orquestra tocando até o fim. A caminho do fundo, Demóstenes recusa-se a ajustar o repertório.

Parece imaginar que ainda há no salão ouvidos dispostos a dar atenção a qualquer nota que não se pareça com uma boa explicação. A última manifestação de Demóstenes antes desse artigo viera em 23 de março, na forma de um lote de notas no twitter.

Numa delas, o senador anotara: “Não faço parte nem compactuo com qualquer esquema ilícito, não integro organização ilegal nem componho algo do gênero.” Desde então, avolumaram-se os grampos telefônicos em que soam as conversas vadias que denunciam o contrário.

A despeito de tudo, Demóstenes serve seu artigo à platéia de costas para os fatos. É como se, sem se dar conta do desnível do chão, o senador atribuísse a vertigem ao redor à má procedência do champanhe servido na embarcação.

Queixa-se no texto da precariedade da infraestrutura no Brasil de Dilma : “Enquanto isso, rodovias, portos, aeroportos, ferrovias e a burocracia seguem seu curso, tragando sonhos de todas as extensões.”

Com água pelo nariz, as caldeiras explodindo do seu lado, os tubarões entrando pelas escotilhas, Demóstenes mantém-se agarrado ao trombone enquanto afunda. Quando cair em si, estará tocando suas últimas notas: “Glub-glub-glub…”

Fonte: Josias de Souza

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Jornalismo

Ibope: Popularidade de Dilma cresce e chega a 77%

Foto: Roberto Stuckert Filho

A popularidade da presidenta Dilma Rousseff aumentou cinco pontos percentuais, passando de 72%, em dezembro de 2011, para 77%, em março de 2012. Os dados fazem parte da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, divulgada hoje (4).

O percentual de pessoas que confiam em Dilma subiu de 68% para 72%, no mesmo período. Já a parcela da população que considera o governo ótimo ou bom manteve-se estável em 56%.

As áreas mais mal avaliadas foram: impostos (65% desaprovam), saúde (63%) e segurança pública (61%). Já as mais bem avaliadas foram: combate à fome e à pobreza (aprovada por 59%), meio ambiente (53%), combate ao desemprego (53%).

Além disso, 60% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa da CNI/Ibope ouviu 2002 pessoas em 142 municípios entre os dias 16 a 19 de março. A margem de erro é 2 pontos percentuais.

Fonte: Agência Brasil

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Jornalismo

Rosalba e Micarla continuam com grandes índices de desaprovação; Dilma segue bem avaliada

As mulheres do Rio Grande do Norte a frente do Poder Executivo não andam agradando muito a população. A prefeita Micarla de Sousa (PV), praticamente no fim do mandato, e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), quase no meio do mandato, ainda não conseguiram emplacar um bom governo, mostrando resultados para a população, melhorando o básico como a segurança, a saúde e a educação.

A sensação que a população tem é de que está tudo igual a antes, senão pior. Essa sensação foi refletida na pesquisa Consult/Sinduscon divulgada na manhã/tarde desta terça-feira (3). Micarla continua com alto índice de rejeição. Exatos 88,8% dos entrevistados desaprovam a gestão da Borboleta. A Rosa não fica pra trás e conseguiu atingir a marca de 59,7% de desaprovação.

A exceção ficou mais uma vez com a presidenta Dilma Rousseff (PT). Dando continuidade ao governo populista de Lula com foco na ampliação dos programas sociais, a chefe do Executivo federal obteve a aprovação de 63,3% dos entrevistados.

A pesquisa Consult/Sinduscon de opinião pública foi realizada entre os dias 29 de março e 31 de março e entrevistou mil pessoas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o processo de número 009/2012 e tem uma margem de erro de 3% para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%.

Pesquisa de avaliação

Micarla de Sousa
Aprova 4,9%
Desaprova 88,8%
Sem opinião 6,3%

Rosalba Ciarlini
Aprova 22,8%
Desaprova 59,7%
Sem opinião 17,5% 

Dilma Rousseff
Aprova 63,3%
Desaprova 21,8%
Sem opinião 14,9%

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Política

Na Índia, Dilma recebe o título de doutora Honoris Causa

A presidenta Dilma Rousseff cumpre agenda hoje (28) em Nova Délhi, na Índia. Às 14h30 (6h no horário de Brasília), participa da cerimônia de outorga do título de Doutora “Honoris Causa” pela Universidade de Délhi.

Às 16h30 (8h em Brasília), a presidenta Dilma terá encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

Às 19h30 (11h em Brasília), Dilma Rousseff assiste à apresentação de música e danças típicas para, em seguida, participar do jantar oficial em homenagem aos chefes de Estado do Brasil, Rússia, China e África do Sul oferecido pela presidenta da Índia, Pratibha Patil. Será às 20h10 (11h40 em Brasília) no Palácio Presidencial.

Fonte: Blog do Planalto

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