Saúde

CORRIDA CONTRA COVID: Vacina da farmacêutica Moderna tem 100% de sucesso e gerou respostas de imunização

A corrida pela vacina contra o novo coronavírus teve um marco nesta terça-feira. A vacina da farmacêutica Moderna, uma das mais promissoras do mundo, foi finalmente publicada no prestigioso New England Journal of Medicine. As ações da companhia subiram 16% após o fechamento do pregão dessa terça-feira com a divulgação dos resultados do estudo. As ações já tinham quadruplicado este ano após o início dos testes da vacina. Às 7h30 desta quarta-feira o bom resultado da Moderna impulsionava os índices futuros de Dow Jones em 200 pontos e de Nasdaq e S&P 500 em 100 pontos.

Na publicação, a Moderna confirmou o que se esperava desde que as primeiras notícias surgiram, há dois meses. A vacina é majoritariamente segura e gerou respostas de imunização que podem proteger os pacientes. A autarquia de saúde do governo americano afirmou que as descobertas corroboram a importância de novas, e decisivas, fases de testes. O governo americano já demonstrou interesse em comprar 300 milhões de doses de vacina em janeiro de 2021.

A Moderna vai agora começar um teste com 30.000 pessoas começando no dia 27 de julho que vai dar a resposta final se a vacina funciona ou não. A Moderna foi a primeira farmacêutica a fazer testes em humanos e, com essa notícia de hoje, pode ser a primeira a lançar comercialmente seu produto. A companhia aposta numa linha própria, usando RNA mensageiro que ensinaria o corpo humano a produzir anticorpos “em branco” para impedir o vírus antes que ele de fato inicie a infecção.

Na publicação, a Moderna divulgou que conduziu uma primeira fase de testes com 45 adultos entre 18 e 55 anos, que receberam três diferentes dosagens. A resposta de anticorpos foi maior com a maior dosagem, mas todos os testados conseguiram proteção contra a covid-19. O percentual de efeitos adversos (21%) foi considerado aceitável pelos pesquisadores. Uma segunda fase de testes, com 600 adultos, está em andamento.

As divulgações dos avanços transformaram a Moderna num fenôneno do mercado financeiro: seu valor de mercado quadruplicou esse ano, para 29 bilhões de dólares. Além da Moderna, três outras pesquisas estão nariz a nariz na disputa pelo pioneirismo.

A Pfizer divulgou semana passada que sua vacina experimental, feita em parceira com a startup BioNtech, deu bons resultados com 45 voluntários, o que credencia a companhia a produzir até 1 bilhão de doses até 2021.

Outras duas vacinas têm o Brasil como campo de testes. A chinesa Sinovac, por sua vez, fechou uma parceria com o governo de São Paulo, que começou ontem a recrutar 9.000 voluntários para uma terceira fase de testes (a mesma em que entrará a Moderna). A Astrazeneca, em parceria com a universidade Oxford, também tem testes em curso no Brasil, e afirma que a vacina pode ficar disponível ainda este ano. A pretensa vantagem da companhia é usar uma plataforma já testada em vírus como Mers e Ebola.

Testes clínicos de uma vacina que está sendo desenvolvida na Rússia contra o novo coronavírus também foram concluídos, segundo a Universidade de Sechenov. A chefe da pesquisa, Elena Smolyarchuk, afirmou à agência de notícias russa TASS que a pesquisa mostrou que a vacina é efetiva contra a doença. Apesar disso, a vacina, que é desenvolvida pelo Gamaleya Institute, consta na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como em “fase 1 de testes”.

Exame

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Saúde

Vacina contra Covid-19 testada no Brasil pode ter registro liberado em junho de 2021, diz reitora da Unifesp

Foto: Mladen Antonov/AFP

A vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e testada no Brasil, poderá ter o registro liberado em junho de 2021, de acordo com Soraia Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em entrevista à GloboNews.

Ao todo, 50 mil pessoas participam dos testes em todo o mundo, 10% delas no Brasil: 2 mil em São Paulo, 2 mil na Bahia e outras 1 mil no Rio de Janeiro. O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Unifesp coordena a aplicação da vacina em São Paulo, que começou em junho com voluntários da área da saúde.

“Com a quantidade de pessoas que estão recebendo a vacina no mundo, é possível que tenhamos resultados promissores no início do ano que vem e o registro em junho”, afirma Soraia Smaili, reitora da Unifesp.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a vacina de Oxford como a mais adiantada no mundo e, também, a mais avançada em termos de desenvolvimento. Um dos centros que testa essa vacina é coordenado por uma brasileira, a cientista Daniela Ferreira, doutora pelo Instituto Butantan.

Testes em humanos e duplo-cego

A universidade conseguiu reduzir de 18 para 12 meses o período de testes da Fase 3, última etapa dos estudos, por ser uma vacina emergencial.

Neste estágio, parte dos voluntários recebe a vacina e parte recebe placebo, sem que saibam em que grupo estão inseridos, o que é conhecido como “duplo-cego”. Os voluntários serão acompanhados por um ano.

“A vacina de Oxford é uma candidata bastante forte e está bem avançada, [mas] é preciso respeitar o tempo do estudo. E precisa ter os resultados, pelo menos, dos 6 primeiros meses, pra saber qual o conjunto dos resultados”, explica Smaili.

“Juntando todos os resultados, eles poderão ter o registro em 12 meses, ou seja, junho do ano que vem”, estima a reitora da Unifesp.

Mais de 160 vacinas contra Covid em testes

De acordo com a OMS, há 163 vacinas sendo testadas contra o coronavírus, sendo que 23 delas estão na fase clínica, que é o teste em humanos. Os números são do balanço da organização com dados até 14 de julho.

As etapas de produção de uma vacina envolvem 3 fases:

Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;

Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;

Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário

Embora os estudos avancem em todo o planeta, o prazo de 12 a 18 meses para liberação é considerado um recorde. A vacina mais rápida já criada, a da caxumba, levou pelo menos quatro anos para ficar pronta.

Outra hipótese contra a qual todos os pesquisadores lutam é a de que uma vacina efetiva e segura nunca seja encontrada. O vírus do HIV, que causa a Aids, é conhecido há cerca de 30 anos, mas suas constantes mutações nunca permitiram uma vacina.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Outro dia tinha uma matéria aqui falando que a vacina até dezembro será distribuído 30 milhões de dose e janeiro 70 milhões de dose, agora vem essa reportagem dizendo que que só em junho de 2021 que teremos uma
    Vacina , eu não estou entendendo é mais nada ..

    1. Se, é a melhor do MUNDO libera logo 200 MILHÕES de doses. Veja o que pela frente temos: NATAL, ANO NOVO e CARNAVAL.

  2. Vamos ter que voltar a normalidade, tomando os cuidados necessários, é impossível a sociedade ficar na dependência da volta a normaludade somente após o uso da vacinação.
    Não existe possibilidade de nos mantermos economicamente e nem psicologicamente bem.

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Saúde

Com eficácia e previsão para agosto/setembro, Rússia confirma que vacina para covid-19 testada em humanos terá resultado definitivo até o fim do mês

Foto: Freepik

A Rússia anunciou nesta quarta-feira, 14, que fez os primeiros testes clínicos em seres humanos de uma vacina contra o novo coronavírus, que serão concluídos no fim de julho. A previsão é que o imunizante seja registrado e entre em “circulação civil” entre os dias 12 e 14 de agosto. Já o início da produção em massa é aguardado até setembro por parte de empresas privadas.

Os testes, organizados pelo ministério da Defesa da Rússia e o Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, começaram em meados de junho em um hospital militar de Moscou, com um grupo de voluntários composto, principalmente, por militares russos, mas também por alguns civis.

O primeiro grupo, de 18 voluntários, “concluiu sua participação e saiu do hospital”, afirmou o ministério da Defesa em um comunicado.

A tarefa principal para o grupo era comprovar a segurança da vacina e a tolerância do organismo humano a seus componentes, segundo o ministério.

Os voluntários permaneceram hospitalizados durante 28 dias depois da vacinação, que aconteceu em 18 de junho, e foram objetos de exames diários.

Durante o período, as funções vitais dos corpos dos voluntários permaneceram “dentro dos limites da normalidade, sem que nenhum efeito adverso grave ou complicação fosse registrado”, afirma o comunicado.

Um segundo grupo de 20 voluntários, vacinado em 23 de junho, está atualmente em isolamento no hospital sob controle médico.

Os testes clínicos da vacina devem ser concluídos no fim de julho, segundo o ministério.

A Rússia registra 746.369 casos de coronavírus e 11.770 mortes por COVID-19, segundo os dados oficiais.

Com AFP e A Tarde – UOL

Opinião dos leitores

  1. Guerra de propaganda. 18 e 20 voluntarios é um numero muito pequeno para se confirmar a seguranca e eficacia de uma vacina. Agosto na verdade vai começar a terceira fase com um nr bem maior. Mas ainda testagem.

    1. Quem toma Ivermectina e Cliroquina , que não tem comprovação nenhuma , toma essa aí numa boa .

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Saúde

Rússia conclui testes e quer distribuir vacina contra a covid-19 em agosto

Foto: Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo

A Rússia está mais perto de se tornar o primeiro país a iniciar a distribuição de uma vacina contra o coronavírus para a população. O país anunciou hoje que concluiu parte dos testes clínicos necessários para comprovar a eficácia da imunização desenvolvida por iniciativa do governo russo. A expectativa é de que a distribuição comece já em agosto.

“A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura”, disse Yelena Smolyarchuk, chefe do centro de pesquisas clínicas da Universidade Sechenov, à agência de notícias estatal TASS.

A vacina aprovada foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei. Segundo o diretor da instituição, Alexander Gintsburg, a previsão é que que a vacina “entre em circulação civil” entre 12 e 24 de agosto.

O Ministério da Saúde russo ainda realizará testes bioquímicos da vacina, mas espera finalizar o processo até setembro, mesmo mês para o qual Gintsburg prevê o início da produção em massa por laboratórios privados.

A vacina russa está perto de ser distribuída porque os testes clínicos começaram em junho. A Universidade Sechenov agrupou 38 voluntários remunerados para o estudo. Parte deles já receberá alta nesta quarta-feira (15), quando terão completado 28 dias em isolamento. A intenção foi protegê-los de outras possíveis infecções.

Os voluntários têm entre 18 e 65 anos e ainda serão monitorados por mais seis meses.

Também no mês passado, o exército russo iniciou uma outra frente de testes clínicos da vacina. O estudo vai durar dois meses e segue em andamento.

A Rússia é o quarto país do mundo com o maior número de pessoas contaminadas pelo coronavírus. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o país tem mais de 730.000 pessoas infectadas e já passou de 11.000 mortes causadas pela covid-19.

UOL

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Saúde

Pfizer, candidatas a vacina contra o coronavírus da BioNTech obtêm o status de “via rápida” da FDA

Foto: Arquivo/Reuters

Duas vacinas de coronavírus experimental desenvolvido em conjunto pela empresa de biotecnologia alemã Biontech ( BNTX.O ) e US farmacêutica Pfizer gigante ( PFE.N ) receberam ‘fast track’ designação do regulador de drogas dos EUA, disseram as empresas nesta segunda-feira.

Os candidatos, BNT162b1 e BNT162b2, são a mais avançada das pelo menos quatro vacinas sendo avaliadas pelas empresas em testes em andamento nos Estados Unidos e Alemanha.

As ações da Pfizer subiram cerca de 2% e as ações listadas nos EUA da BioNTech subiram cerca de 6% antes do sinal.

No início deste mês, as empresas disseram que o BNT162b1 apresentava potencial contra o vírus e foi bem tolerado em testes em humanos em estágio inicial.

Os primeiros dados do julgamento alemão do BNT162b1 devem ser divulgados em julho, disseram as empresas.

Se os estudos em andamento forem bem-sucedidos e o candidato a vacina receber aprovação regulatória, as empresas disseram que esperam fazer até 100 milhões de doses até o final deste ano e potencialmente mais de 1,2 bilhão de doses até o final de 2021.

As empresas disseram que esperam iniciar um grande teste com até 30.000 participantes no final deste mês, se receberem a aprovação regulatória.

O status fast track da Food and Drug Administration é concedido para acelerar a revisão de novos medicamentos e vacinas que mostram o potencial de atender às necessidades médicas não atendidas.

Reuters

Opinião dos leitores

  1. Se a Pfizer conseguir desenvolver uma vacina será a segunda vez que ela salvará a humanidade.

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Saúde

EUA firmam maior contrato com empresa para fabricação de vacina contra a covid-19: US$ 1,6 bilhão

Foto: Dado Ruvic – 10.abr.2020 / Reuters

O programa de vacina contra a Covid-19 dos Estados Unidos — chamado Operação Warp Speed — anunciou nesta terça-feira (7) o maior contrato já feito pelo governo para combater a pandemia: US$ 1,6 bilhão com a Novavax, uma companhia de biotecnologia de Maryland.

O presidente e CEO da empresa, Stanley Erck, disse em entrevista à CNN nessa segunda (6) que a vacina da Novavax pode estar no mercado no primeiro trimestre de 2021.

A Novavax é a quarta companhia a receber fundos federais para conduzir testes clínicos da Fase 3 em grande escala e fabricar uma vacina contra o novo coronavírus. Cada teste deve ser feito com 30 mil pessoas.

Em maio, o governo deu mais de US$ 1,2 bilhão à gigante farmacêutica AstraZeneca para o desenvolvimento de uma vacina. Moderna e Johnson & Johnson também firmaram contratos da Fase 3.

Os dados dos testes clínicos da Fase 1 da Novavax, conduzidos em 131 pessoas, devem sair no fim deste mês, afirmou Erck. Ele espera que a Novavax comece os testes da Fase 3 no último trimestre do ano ou no fim de setembro.

A Moderna espera iniciar seus testes da Fase 3 ainda neste mês. Alguns participantes dos estudos vão receber a vacina e outros, placebo ou uma injeção que não faz nada no organismo.

O pacote de recursos que a Novavax recebeu vai permitir que a empresa teste a vacina e aumente a produção logo após uma possível aprovação dos órgãos de controle, com o objetivo de entregar 100 milhões de doses até fevereiro, segundo Erck.

Como a vacina age no corpo

A vacina da companhia contém uma pequena porção do novo coronavírus, chamada proteína spike, que fica no topo do vírus. O objetivo é enganar o sistema imunológico, fazendo-o pensar que a spike é, na verdade, todo o vírus. O sistema imunológico cria uma resposta, que será usada posteriormente para atacar o vírus real.

“Acho que temos um alto nível de confiança de que nossa vacina desencadeará a resposta imunológica apropriada para gerar vários anticorpos”, explicou Erck.

A Novavax usou a mesma tecnologia para fabricar possíveis vacinas para o ebola e a influenza. A companhia ainda estuda essas substâncias em humanos e nenhuma delas está no mercado no momento.

Erck disse que está “otimista” com o trabalho da Novavax e que sua equipe trabalha “24 horas por dia, 7 dias por semana” na vacina. “Todos entendem a importância do que estamos fazendo.”

Em junho, a empresa anunciou um contrato de US$ 60 milhões com o Departamento de Defesa dos EUA para entregar 10 milhões de doses ao órgão.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Espionagem americana? Nem pensar. Afinal, o 'american way of life' é o melhor, tem que ser mantido. Será que isso é tão difícil de entender?

  2. Vai chegar pro gado com certeza.
    Os que torcem pela pandemia, e que o nosso Bolsonaro fique doente, vão permanecer comendo capim.
    Bando de abutres.

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Saúde

Teste de vacina de covid-19 funciona e gigante farmacêutica Pfizer pode produzir 1 bilhão de doses

(Dado Ruvic/Reuters)

Julho já começou com uma boa notícia e a vacina experimental contra o novo coronavírus produzida pela gigante farmacêutica Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia BioNTech demonstrou bons resultados em testes com humanos. A vacina estimulou a resposta imune dos pacientes saudáveis, mas também causou efeitos colaterais, como febre, em doses mais altas.

O estudo foi randômico e testado em 45 voluntários que receberam três doses da vacina ou placebo; destes, 12 receberam uma dose de 10 microgramas, outros 12 tomaram 30 microgramas, mais 12 receberam uma dose de 100 microgramas e nove foram tratados com a versão em placebo da vacina. A dose mais alta, de 100 microgramas, causou febre em metade dos participantes do teste — por conta dos efeitos colaterais, o grupo não recebeu uma segunda dose.

Depois de uma segunda dose da injeção três semanas depois da primeira, 8,3% dos participantes do grupo de 10 microgramas e 75% do grupo de 30 microgramas também tiveram febre. Outro sintoma apresentado foram distúrbios de sono. Os pesquisadores, no entanto, não consideraram os efeitos colaterais sérios e não resultaram em hospitalizações.

A vacina foi capaz de gerar anticorpos contra a covid-19 e alguns deles neutralizaram o vírus, o que pode significar que é capaz de parar o funcionamento dele, mas ainda não se sabe se esse nível mais alto de anticorpos é realmente capaz de gerar imunidade à doença. A Pfizer irá conduzir novos estudos em breve para provar que quem tomou a vacina é 50% menos vulnerável ao vírus.

A novidade foi divulgada no site Medrxiv, principal distribuidor de descobertas científicas que ainda não foram revisadas por pares. Os resultados ainda não foram publicados em um jornal científico.

As empresas não divulgaram as diferenças dos efeitos da vacina por gênero, etnia ou faixa etária. As próximas fases do teste também serão focadas nos Estados Unidos. Se tudo der certo, a expectativa da companhia é produzir até 100 milhões de doses da vacina até o final deste ano e mais 1,2 bilhão até o final de 2021.

Com os resultados positivos, a Pfizer viu suas ações subirem mais de 4% na bolsa americana.

Outras vacinas também já estão sendo testadas em humanos, como é o caso da produzida pela Moderna e também a da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

De acordo com o relatório A Corrida pela Vida, produzido pela EXAME Research, unidade de análises de investimentos e pesquisas da EXAME, as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina já contam com o financiamento de pelo menos 20 bilhões de dólares no mundo. Desse valor, 10 bilhões foram liberados por um programa do Congresso dos Estados Unidos. Mais de 200 vacinas estão sendo desenvolvidas atualmente.

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. Quanto representa a participação chinesa no Capital da Pfizer? No início da crise os chineses compraram muitas ações nas bolsas.

  2. Apesar a Pfizer ter uma boa fatia do mercado aqui no BR, isso deve demorar muito pra chegar. Parece q tou vendo, o pouco q chegar vai ser num preço exorbitante

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Saúde

Vacina contra covid-19 pode ser distribuída este ano, diz Astrazeneca

Foto: Dado Ruvic/Reuters

A vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, com testes no Brasil, poderá ficar disponível à população ainda este ano. A afirmação foi feita por Maria Augusta Bernardini, diretora-médica do grupo farmacêutico Astrazeneca.

O grupo anglo-sueco participa das pesquisas da universidade inglesa em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

“Esperamos ter dados preliminares quanto a eficácia real já disponíveis em torno de outubro, novembro”, disse Bernardini. Segundo ela, apesar de os voluntários serem acompanhados por um ano, existe a possibilidade de distribuir a vacina à população antes desse período.

“Vamos sim analisar, em conjunto com as entidades regulatórias mundiais, se podemos ter uma autorização de registro em caráter de exceção, um registro condicionado, para que a gente possa disponibilizar à população antes de ter uma finalização completa dos estudos”, acrescentou, destacando que os prazos podem mudar de acordo com a evolução dos estudos.

Segundo ela, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem se mostrado disposta a colaborar. A vacina está atualmente na fase três de testes. Isso significa, de acordo a Unifesp, que a vacina se encontra entre os estágios mais avançados de desenvolvimento. O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e um dos motivos que levaram à escolha foi o fato de a pandemia estar em ascensão no país.

“O Brasil é um grande foco de crescimento, de mortalidade, o que nos coloca como ambiente propício para demonstrar o potencial efeito de uma vacina. Para isso precisamos ter o vírus circulante na população e esse é o cenário que estamos vivendo”, disse Bernardini. Ela participou, hoje (29), de uma conversa, transmitida ao vivo pela internet, com o embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan.

A diretora-médica da Astrazeneca também destacou que a atuação de pesquisadores brasileiros em Oxford e sua reputação foi outro fator influenciador para trazer a pesquisa para o Brasil. “Isso fortaleceu a imagem a reputação científica do Brasil, além de facilitar, trazer com agilidade o estudo em termos de execução”.

Vantagens da vacina de Oxford

Segundo ela, a vacina de Oxford tem vantagem sobre outras em desenvolvimento no mundo pois, além de usar uma plataforma já conhecida e testada em vírus como Mers e Ebola, funcionaria com uma dose única. “Estamos desenvolvendo uma vacina em dose única. É um diferencial. […] Outro diferencial que temos é que sabemos que potencial da geração de anticorpos é muito forte, muito positivo”.

R7, com Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Parabéns aos pesquisadores de Oxford pela descoberta. Entretanto, essas etapas científicas de validação de resultados estão demorando demais. Protocolos científicos devem ser revistos, especialmente em uma pandemia global, que requer uma vacina imediatamente.

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Saúde

Testes de vacina contra covid-19 mostram completa eficácia, diz grupo chinês

Foto: Arnd Wiegmann/Reuters 

O grupo farmacêutico chinês China National Biotec Group (CNBG) informou neste domingo, 28, que uma vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela empresa se mostrou capaz de imunizar todas as pessoas que receberam as doses. Participaram desta etapa 1.120 indivíduos, sendo que todos produziram anticorpos contra o vírus causador da covid-19.

“Com referência a produtos similares no passado, combinados com dados humanos existentes, sugere-se inicialmente que a nova vacina desenvolvida seja segura e eficaz”, diz o texto publicado pela CNBG na rede social chinesa WeChat.

Na nota, o grupo também disse ter construído uma fábrica em Pequim com capacidade de produzir até 120 milhões de unidades da vacina a cada ano.

UOL, com Estadão

Opinião dos leitores

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Saúde

Covid-19: testes preliminares da vacina de Oxford chegam a 90% de proteção

Foto: reprodução

O governo brasileiro anunciou, neste sábado (27), uma parceria com o Reino Unido para a testagem e produção de uma vacina contra a Covid-19, que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca. O princípio ativo será transferido para o Brasil, junto com as demais tecnologias, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) será a responsável por embalar em doses que serão ofertadas à população.

Em entrevista para a CNN, o infectologista e pesquisador da Fiocruz, Júlio Croda, ex-chefe do departamento de imunização e doenças transmissíveis do Ministério da Saúde na gestão de Luiz Henrique Mandetta, fez uma análise sobre as diferenças entre as vacinas do Instituto Butantan e da Universidade Oxford. Em suma, ele explica que a plataforma de produção é o que as difere, e destaca a importância de haver mais de um tipo de testagem.

“É essencial, no Brasil, que a gente tenha opções. É muito difícil nesse momento a gente fazer uma escolha porque os estudos de fase três ainda não estão concluídos. É importante que exista iniciativa tanto do governo federal, como do governo de São Paulo em transferência de tecnologia e em produção local da vacina. No final, se as duas vacinas forem eficientes, nós teremos dois produtos para ofertar para a população em um tempo mais curto”.

Segundo o médico, o estudo mais avançado é o da vacina de Oxford. “Já está em estudo de fase três, os pacientes já estão sendo recrutados, em São Paulo, pela rede D’Or. Então, a gente espera que os resultados, se forem positivos, estas 30 milhões de doses já estejam disponíveis entre dezembro e janeiro”. Pacientes do grupo de risco e profissionais de saúde serão priorizados na primeira etapa de vacinação.

De acordo com o infectologista, os testes preliminares da vacina de Oxford já foram divulgados e demonstram uma eficácia de 90% na proteção contra a Covid-19. No entanto, ainda é preciso observar por quanto essa imunidade protetora individual irá perdurar. “O tempo da ciência não é o tempo da necessidade em termos de saúde pública. Temos que aguardar os resultados em relação ao acompanhamento, principalmente da imunidade destes pacientes que foram recrutados e que serão recrutados no futuro aqui no Brasil”.

CNN Brasil

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  1. Perai, deixa vê se eu entendi, não tem ninguém curado? apenas eevitaram a doença? É isso mesmo kkkkk

    1. O médico David uip, consagrado médico infectologistas que estava inclusive na linha de frente do governo dória, ficou com covid e adivinha o que ele tomou para o combate a doença, vou desenhar para os esquerdopatas. H O D R O X I C L O R O Q U I N A.

    1. E vocês acha qual foi o medicamento que curou mais de 50% dos afetados no mundo pelo covid19? e aonde está esses curados?

      NO BRASIL

    2. Vá se estudar e se informar melhor hiena. A cloroquina e nenhum outro remédio até agora cura a doença. Apenas evita o agravamento e a morte se aplicado no tempo devido. A ignorância é triste. O que se procura é uma vacina. Entendeu ou quer que desenhe.
      Faça o seguinte: se for infectado não autorize o uso da cloroquina e nem dos outros remédios. Fácil. Duvido!!!

    3. Amigo antenado, calma! Não é porque enfeitaram sua testa com antenas ? que você deve ficar tão nervoso assim. Isso é normal hoje em dia.

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Saúde

Metade dos russos rejeitariam vacina contra coronavírus

Foto: Dado Ruvic/Reuters

Uma pesquisa realizada pelo centro de opinião pública FOM, veiculada nesta sexta-feira (26), indicou que 50% da população da Rússia não aceitaria ser vacinada contra o novo coronavírus em futuro próximo.

De acordo com a enquete, apenas 44% dos entrevistados responderam positivamente à pergunta feita sobre a eventual imunização para o patógeno, que provoca a covid-19.

Entre os motivos que levaram os russos a rejeitar a vacina estão a desconfiança em uma vacina feita às pressas e a falta de certeza sobre existir uma forma real de imunidade contra o novo coronavírus, entre outras respostas.

Segundo os dados detalhados divulgados pela FOM, as pessoas de até 45 anos são a maioria entre os que não querem ser vacinados.

Além disso, 48% dos entrevistados acredita que a imunização que está sendo elaborada na Rússia será de boa qualidade, contra 20% entre os que não concordam com essa possibilidade.

Segundo boletim mais recente divulgado pelo governo local, há 620.794 infectados no país.

EFE

 

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Saúde

Pazuello anuncia que Brasil deve assinar acordo para produção de vacina de Oxford nesta semana

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O governo federal pode assinar nesta semana um acordo para produzir no Brasil a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica AstraZeneca, disse nesta terça-feira (23) o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

“Nós estamos fechando com a Casa Civil a assinatura já, o compromisso de participação do Brasil. Já estamos com as ligações paralelas com a universidade e com a AstraZeneca já bem adiantadas envolvendo aí a Fiocruz, a Biomanguinhos”, disse Pazuello durante audiência em uma comissão mista do Congresso Nacional que acompanha a pandemia.

“A Casa Civil está analisando essa assinatura nos próximos momentos, de hoje para amanhã, essa semana”, acrescentou o ministro.

Pazuello disse ainda que o governo também estuda parcerias similares para outras vacinas que se mostraram promissoras contra a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, até o momento.

No último fim de semana, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) iniciou os testes da vacina desenvolvida por Oxford em voluntários brasileiros, após esses exames clínicos terem sido aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no início do mês.

Reuters

 

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Saúde

Testes com vacina de Oxford contra covid-19 começam em São Paulo; Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido envolvido com a ChAdOx1 nCoV-19

Foto: selimaksan

Os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, contra a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, tiveram início no último fim de semana na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), informou em nota na noite de segunda-feira a Fundação Lemann, que financia o projeto.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Unifesp, com 2 mil voluntários em São Paulo e com outros mil no Rio de Janeiro, onde os testes serão realizados pela Rede D’Or. RELACI.

“No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford”, informou a Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann.

De acordo com a Unifesp, os voluntários em São Paulo serão profissionais de saúde de entre 18 e 55 anos e outros funcionários que atuam no Hospital São Paulo, ligado à Escola Paulista Medicina, da Unifesp.

No início do mês, a Unifesp informou que os testes com voluntários brasileiros contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o final deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

A vacina, cujo pedido de testes no Brasil foi feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela farmacêutica AstraZeneca, está atualmente na Fase 3 de testes, “o que significa que a vacina encontra-se entre os estágios mais avançados de desenvolvimento”, disse a Unifesp.

O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e um dos motivos que levaram à escolha foi o fato de a pandemia estar em ascensão no país.

Outra vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, deverá começar a ser testada no Brasil no mês que vem em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo. Este teste, de acordo com o instituto, será financiado pelo governo paulista e deverá contar com 9 mil voluntários. Caso a vacina seja bem-sucedida, o acordo prevê a possibilidade ser produzida localmente pelo Butantan.

UOL

 

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Geral

Prevista para outubro, vacina da AstraZeneca deve imunizar contra Covid-19 por 1 ano

(Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil)

A potencial vacina contra o coronavírus da AstraZeneca provavelmente fornecerá proteção contra a infecção por cerca de um ano, disse o presidente da empresa, Pascal Soriot, em uma estação de rádio belga nesta terça-feira.

A farmacêutica britânica já iniciou os testes em humanos da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, com um estudo de fase 1 no Reino Unido prestes a ser concluído em breve e um estudo de fase 3 já iniciado, afirmou ele à emissora Bel RTL.

“Acreditamos que ela irá proteger por cerca de um ano”, disse Soriot.

A AstraZeneca informou no sábado que assinou contratos com França, Alemanha, Itália e Holanda para fornecer até 400 milhões de doses da vacina em potencial à União Europeia.

A empresa também fechou acordos com o Reino Unido e os Estados Unidos.

“Se tudo correr bem, teremos os resultados dos ensaios clínicos em agosto/setembro. Estamos fabricando em paralelo. Estaremos prontos para entregar a partir de outubro, se tudo correr bem”, acrescentou.

Época com Reuters

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  1. Esses vagabundos de esquerda, sempre com hipocrisia deslavada. Tomem amoxilina seus asnos demoniacos! Vcs tem gonorreia cerebral.

  2. Viva a Ciência, VIVA as universidades, VIVA os centro de pesquisas, VIVA os professores, VIVA o CNPq, VIVA a CAPES, VIVA as agências de fomento à pesquisa, VIVA a Fiocruz…
    Graças a eles a humanidade têm evoluído e passado por tempos tenebrosos como o atual.
    Aos terraplanistas, negacionistas, bolsonaristas e imbecis só o desprezo.

  3. Vivas à civilização! Se a humanidade dependesse de bárbaros como os brasileiros, estaríamos na idade da pedra lascada e lascados!

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Saúde

Vacina contra 4 tipos de meningite passa a integrar calendário vacinal de Natal

A partir de 8 de junho, o Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI), da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS Natal), iniciou um novo tipo de ciclo vacinal contra a meningite. A mudança ocorreu em todas as salas de imunização do município através da Meningocócica ACWY, que passou a integrar o calendário da capital, destinada a adolescentes de 11 e 12 anos de idade. Antes, o imunobiológico disponibilizado tinha função de proteger apenas contra o tipo C da doença. A nova vacina conjugada, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, é mais eficiente e completa.

“Vamos continuar recebendo os dois tipos de imunização, contudo, a Meningocócica ACWY, que imuniza contra quatro tipos de meningite é ofertada aos adolescentes; já a Meningocócica C vai ser utilizada em crianças de 03 meses a 01 ano, visto que também é necessário imunizar esse público de forma precoce como forma de prevenção”, indica Vaneska Gadelha, Chefe de Agravos Imunopreveníveis de Natal.

O procedimento operacional padrão, desenvolvido pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), orienta que a Meningocócica C deve ser aplicada aos 03 e 05 meses, com reforço aos 12 meses. Para a Meningocócica ACWY basta uma dosagem única para imunizar o indivíduo jovem.

Sobre a Meningite

A Meningite é uma doença grave, que provoca inflamação das meninges – membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus ou por bactéria. O risco de contrair meningite é maior entre crianças menores de cinco anos, principalmente até 1 (um) ano de idade. No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais na primavera-verão.

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Saúde

Além da vacina, Oxford avança em injeção de anticorpos contra covid

Foto: Erasmo Salomão/ Divulgação/ Ministério da Saúde

Cientistas da Universidade de Oxford, responsáveis pelos estudos mais promissores na busca por uma vacina contra a covid-19, estão avançando também em estudos paralelos para um tratamento com anticorpos. Segundo pesquisadores, a terapia deve ser importante para idosos, grupo de risco da covid-19, e pessoas que não respondam bem a uma eventual vacina, ainda em fase de desenvolvimento.

Pascal Soriot, executivo-chefe da AstraZeneca, conglomerado farmacêutico parceiro da universidade britânica, descreveu o tratamento como uma “combinação de dois anticorpos” ou “anticorpos clonados” para tentar reduzir o risco de resistência a um deles. Os cientistas da gigante farmacêutica no Reino Unido e nos Estados Unidos afirmam que os testes estão em “velocidade máxima” e esperam que o tratamento possa entrar em produção no próximo ano.

Tratamentos com anticorpos são diferentes de vacinas. No primeiro caso, a “defesa” do organismo é injetada diretamente no sangue do paciente. Uma injeção de anticorpos, que arma o corpo instantaneamente para neutralizar o vírus, pode ser decisiva nos primeiros estágios da covid-19. Já a vacina estimula o sistema imune a produzir sua própria defesa.

Nos dois casos, seja com vacina ou com a terapia com anticorpos, a intenção é reduzir ou impedir a replicação do vírus no organismo, acelerando a recuperação. Tratamentos semelhantes com anticorpos já se mostraram eficientes contra outras doenças virais, como H1N1. Embora um tratamento eficaz com anticorpos possa ser vital, principalmente para idosos, os executivos reafirmam a vacina como uma prioridade. A razão seriam os custos. Terapias com anticorpos são mais caras do que as vacinas.

Nesta semana, a AstraZeneca anunciou acordos internacionais para a produção de 1,7 bilhão de doses da vacina e continua em busca de novos parceiros. Os acordos já firmados são com o Reino Unido, os Estados Unidos, a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (Cepi), a Aliança de Vacinas (Gavi) e o Instituto Serum, da Índia, um dos maiores fabricantes mundiais de vacinas. O instituto indiano está explorando parcerias “paralelas” com a AstraZeneca e pode aumentar o financiamento para o tratamento com anticorpos.

Promissora

Das mais de cem vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento hoje no mundo, a de Oxford é a que está na fase mais avançada de testes, a 3, que vai aferir a eficácia do imunizante em pelo menos 10 mil pessoas. A meta dos pesquisadores é conseguir antes do fim deste ano um registro provisório da vacina e um sinal verde dos órgãos reguladores para seu uso em caráter emergencial.

A vacina será testada também no Brasil, em pelo menos dois mil voluntários. O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a participar da testagem. Os testes serão coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Serão mil voluntários em São Paulo e outros mil no Rio, os dois Estados que concentram a maioria dos casos brasileiros da covid-19.

O País foi escolhido para participar do teste porque a epidemia ainda está em ascensão por aqui – diferentemente do que ocorre no Reino Unido. O Brasil está em negociações para se tornar um dos produtores mundiais da vacina. A produção brasileira abasteceria toda a América Latina. O acordo do governo com a iniciativa privada colocaria o País na dianteira, em um momento em que corria o risco de estar no fim da fila da vacina.

Estadão

 

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