Economia

Instituições financeiras reduzem, pela décima vez seguida, a estimativa para a inflação este ano

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Instituições financeiras reduziram, pela décima vez seguida, a estimativa para a inflação este ano. Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,42% para 3,28% em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,78% para 3,73%, na segunda redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,5% ao ano.

O mercado financeiro alterou a expectativa para o fim de 2020 de 5,5% para 4,75% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano, a mesma previsão há duas semanas. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano, há 12 semanas.

Crescimento da economia

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é mantida em 0,87% em 2019, há seis semanas consecutivas.

As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, em R$ 3,95.

Agência Brasil

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Política

VÍDEO: Minuto na Câmara Municipal de Natal, data 14-10-2019

INFORME PUBLICITÁRIO

Minuto da Câmara no ar trazendo os assuntos mais importantes debatidos na semana que passou, na Câmara Municipal de Natal, disponibilizado nesta segunda-feira(14).

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Denúncia

Governo cobra da Shell explicação sobre barris de óleo no litoral nordestino

Governo cobra da Shell explicação sobre barris de óleo no litoral nordestino
FOTO: ADEMA

 

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer que a Shell explique o aparecimento de barris ligados à empresa no litoral do Nordeste. Os barris, que têm a inscrição de um lubrificante fabricado pela empresa, foram encontrados na praia da Formosa, em Sergipe.

O esclarecimento sobre o achado foi requisitado pelo Ibama, a pedido do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente).

A Shell Brasil esclarece que o conteúdo original dos tambores não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira. “São tambores de lubrificante para embarcações, produzido fora do país. Ibama está ciente do caso”, disse a empresa em nota.

A equipe do presidente Jair Bolsonaro ainda busca repostas a respeito das manchas de óleo em praias do Nordeste brasileiro. O número de pontos atingidos pelo derramamento de petróleo tem aumentado nos últimos 30 dias, mas ainda não se sabe a origem do vazamento.

Análises do Ibama e da UFBA (Universidade Federal da Bahia) apontaram que o óleo é venezuelano, o que o governo do país nega. Em comunicado conjunto, o Ministério do Petróleo e a empresa estatal de petróleo PDVSA disseram que não receberam nenhum relato de clientes ou subsidiárias sobre vazamentos de petróleo perto do Brasil.

Simulações de computador feitas por pesquisadores indicam que a origem das manchas de óleo nas praias do Nordeste está no alto-mar, a pelo menos 400 km da costa.

(Folhapress)

Opinião dos leitores

  1. Governo eficiente é isso aí: foco em descobrir se o óleo é de direita ou de esquerda. Resolver/conter o problema é besteira.

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Educação

Twitter do PSDB dispara sobre Weintraub “doença terminal da Educação no Brasil”

O perfil do PSDB no Twitter chamou Abraham Weintraub de “doença terminal da Educação no Brasil”.

É uma resposta às críticas do ministro da Educação a Fernando Henrique Cardoso.

Sabado, durante a cúpula conservadora, Weintraub comparou o ex-presidente tucano à Aids. Segundo ele, FHC “enfraqueceu nosso organismo” e abriu caminho para Lula.

“Então você tem a doença oportunista e você tem a Aids. Quem enfraqueceu nosso organismo foi justamente Fernando Henrique.”

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Pegou ou já veio com a doença do outro pra falar tanta asneira… !!! trabalhar que é bom, melhorar algo e mostrar a que veio nada né???!!!que povo ruim, o brasileiro tá é mais afundando com esses caras!!!!

  2. Claro, depois o ano 1986 no brasil foram eleitos so presidentes vagabundos e ladroes como Collor ,FHC, Lula, Dilma e Temer. Foram os mais pior que o brasil conheceu

  3. A educação brasileira é um verdadeiro caos, como pode uma " elite intelectual " adorar um ladrão. Só garanto uma coisa, esse ministro não terá como fazer pior, pois lá era pra ter o melhor senso crítico do País, e pelo contrário, o que vemos é uma manadas de professores e alunos teleguiados por um ladrão analfabeto.

  4. Gostaria que fosse postado algo sobre o período áureo da educação no Brasil… Pois, quase aos 50, sempre ouvi sobre o "caos da educação", sucateamento do ensino, desvalorização dos educadores… Agora tem alguma novidade?

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Política

Depois de dissolução do Congresso, popularidade de presidente do Peru vai a 79%

No início do mês, o presidente do Peru, Martín Vizcarra, dissolveu o Congresso e convocou eleições antecipadas.

Duas semanas depois, pesquisa da Ipsos mostra que a popularidade do presidente peruano chegou a 79%.

No Peru, a tentativa de enterrar os escândalos da Odebrecht abriu o caminho para o fechamento do Congresso e o bloqueio do Supremo.

O ANTAGONISTA

 

Opinião dos leitores

  1. Esse exemplo tem que ser copiado pelo governo brasileiro, fechar o congresso e convocar novas eleições com 50% de ocupantes das duas casas legislativas. Outra importante solução, seria de barrar candidatos a postos de deputados e senadores que tivessem mais de dois mandatos, só assim teríamos o congresso realmente como a cada do povo e não empresa de políticos profissionais que está por lá a quase trinta ou quarenta anos mamando nas tetas do contribuinte e praticando todo tipo de falcatruas para roubar o dinheiro público desse País.

  2. Aqui no Brasil só acontece de fechar o Congresso e STF se as Forças Armadas for convocada a assumir o Governo. Tá demorando demais.

  3. Quase toda ditadura começa com grande popularidade. Depois é só choro e ranger de dentes…

  4. Qualquer presidente que faça o mesmo no Brasil, irá ter uma aprovação maior que isso, se for junto com o stf, chega nos 90% de aprovação. Fácil.

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Política

PSL libera Bolsonaro, Flávio, Eduardo e mais 20 deputados, mas sem dinheiro

O PSL promete liberar Jair Bolsonaro, seus filhos e cerca de 20 parlamentares se eles assinarem um compromisso público abrindo mão do dinheiro do fundo partidário.

Júnior Bozzella disse a Gerson Camarotti:

“Já que o presidente é contra o fundo eleitoral e partidário nas campanhas, e os deputados signatários também são, a narrativa é que o problema não é o dinheiro. Queremos que eles assinem um documento público com valor jurídico – do presidente, Eduardo, Flávio e todos os 20 deputados – abrindo mão do fundo e indo embora do partido. Já que o problema não é o dinheiro, não vejo problema todos eles assinarem, assim não precisam procurar justa causa e serão todos liberados.”

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Cúpula do PSL está nem aí para que deputados fiquem ou abandonem a sigla de aluguel. Tudo que lhe interessa é administrar a verba de quase meio bilhão de reais que cairá em sua "caixa preta" no próximo ano.

  2. O partido não tinha dinheiro e apenas 1 deputado, graças a Bolsonaro ganharam muitos parlamentares e com isso viram as contas bancarias esborrando dinheiro, agora querem se livrar de Bolsonaro e ficar com a grana. Por isso defendo a extinção desses partidos e todo mundo se candidatar de maneira avulsa, partidos só servem para roubar o dinheiro da população.

  3. taí o porquê da questao!!! algum presta?????? quem tem politico de estimaçao atente pra isso, ou seja abra do olho !!!!

  4. Eu vejo uns palhaços aí nos comentários kkkk até 2026 vai ficar muita gente maluca com o melhor presidente que esse Brasil já viu é Bolsonaro 2022.

  5. Essa excrescência chamada de fundo partidário é um grande tapa na cara dos contribuintes brasileiros. Continuem aplaudindo seus políticos prediletos, eles agradecem !

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Política

PSL só ganhou duas de 43 eleições suplementares desde vitória de Bolsonaro

Desde que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito, há um ano, 43 cidades elegeram os sucessores de prefeitos cassados pela Justiça. O resultado das votações mostra como o PSL ainda tem a busca por capilaridade como grande desafio antes das disputas municipais de 2020. Foram apenas sete as cidades onde o partido do presidente lançou candidatura desde outubro de 2018, tendo eleito prefeitos apenas em Pimenta Bueno (RO), em dezembro de 2018, e em Mirandópolis (SP), no mês passado.

A preparação do PSL para as disputas pelas prefeituras , a definição dos candidatos e principalmente a distribuição dos recursos partidários para as campanhas estão no centro da briga do grupo ligado a Bolsonaro com o comando formal da legenda, presidida pelo deputado Luciano Bivar .

Segunda sigla com maior representação no Congresso Nacional, o PSL garantiu uma fatia de R$ 103 milhões do fundo partidário para distribuir entre a direção nacional e os diretórios regionais neste ano. Além disso, no ano que vem deverá receber cerca de R$ 200 milhões do fundo eleitoral . Para Bolsonaro, o desempenho eleitoral em 2020 é crucial para ampliar a presença de aliados em municípios por todo o país, de olho em uma base que impulsione sua candidatura à reeleição em 2022 . O racha com Bivar, acusado por Bolsonaro de falta de transparência na gestão dos recursos do partido, trouxe à tona as tensões internas do PSL na construção dessas candidaturas nos municípios.

As eleições suplementares são as realizadas fora de época em virtude da cassação de prefeitos. Dos 43 pleitos que ocorreram desde que Bolsonaro se elegeu, segundo dados do TSE, o PSL lançou três candidaturas no estado de São Paulo e também teve postulantes a prefeito em Minas, Rio, Espírito Santo e Rondônia.

Éverton Sodário, apelidado de “Bolsonaro caipira” , foi o segundo prefeito eleito pelo PSL no Brasil após a eleição presidencial. Ele deverá assumir a prefeitura de Mirandópolis ainda este mês. Antes dele, Delegado Araújo havia sido eleito em Rondônia na esteira da vitória de Bolsonaro, no segundo turno, e do governador do PSL Marcos Rocha.

Reflexo da crise no PSL

Sodário usou a família Bolsonaro na campanha, mas disse que as questões nacionais e ideológicas tiveram importância menor na disputa municipal. Ele acredita que isso se repetirá nas eleições de 2020.

— Os temas locais predominaram, e o viés ideológico ficou em segundo plano aqui. O morador quer saber do asfalto da sua rua e menos da reforma da Previdência — disse o prefeito eleito.

Em Paulínia, também no estado de São Paulo, a presença do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e um investimento de cerca de R$ 250 mil do fundo partidário não foram suficientes para eleger Capitão Cambuí, o candidato do clã Bolsonaro. O policial militar terminou em quinto lugar na disputa vencida por Du Cazellato (PSDB) em setembro. Com cerca de cem mil habitantes, Paulínia é a maior das 43 cidades que elegeram um novo prefeito. Situada na região de Campinas e conhecida por ser um polo petroquímico do estado, a cidade deu a Bolsonaro vitória nos dois turnos da eleição presidencial.

Cambuí minimizou a possibilidade de uma transferência de voto de Bolsonaro nas eleições municipais e citou a “falta de maturidade” do partido nas urnas como um dos fatores que contribuíram para a derrota.

— O PSL é um partido que era pequeno e ainda precisa de muita estrutura. Falta maturidade. Tivemos muitas dificuldades. As características locais são mais fortes em disputa de prefeitura — disse o policial.

Cambuí sentiu os efeitos da briga entre a família Bolsonaro e a direção do PSL. O candidato terminou a campanha devendo R$ 200 mil a fornecedores porque o diretório nacional, controlado por Bivar, não liberou os cerca de R$ 450 mil que o PSL estadual, presidido por Eduardo Bolsonaro, havia prometido para sua campanha.

Pouco antes da eleição, o partido destituiu Lucia Abadia do comando do diretório municipal para indicar um nome mais próximo de Eduardo Bolsonaro.

— Acharam que era só colocar Eduardo Bolsonaro na campanha e ele (Cambuí) estaria eleito. Não foi assim. Foi um fiasco — disse Lucia.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. MUITO BOA essa matéria, PROVA QUE O PSL não está aR$R$R$R$ticulando com RECURSO PÚBLICO para eleger seus candidatos, prática que foi adotada no Brasil como forma de manutenção no poder. Não existe "santo" na política, mas agora não vemos a corrupção institucionalizada como troca para eleger os candidatos do partido que está no poder, prática realizada até passado muito recente.

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Finanças

Com queda nos juros, busca por crédito tem o maior crescimento desde 2010

A administradora de empresas Sara Ramos Aurélio, de 24 anos, tinha, em maio deste ano, dívidas em atraso de R$ 7 mil entre cheque especial e cartão de crédito. Ela gastou com roupas, celular, viagens, restaurantes e acumulou pendências incompatíveis com a sua renda mensal de R$ 5 mil. “Em maio, cheguei ao meu limite”, conta. A saída foi buscar R$ 8 mil em uma linha de crédito mais barata, o consignado, para se livrar da dívida antiga e mais cara.

Agora, por três anos, todo mês o banco vai descontar R$ 280 diretamente do seu salário para ir quitando o novo financiamento. “O juro menor me motivou a renegociar a dívida”, diz. Foi o que deu coragem à administradora para assumir, na semana passada, um financiamento de 30 anos para a compra da casa própria, avaliada em um pouco mais de R$ 200 mil.

Sara engrossa as estatísticas de milhões de brasileiros que procuraram crédito neste ano. Até agosto, a demanda do consumidor por financiamentos teve a maior expansão dos últimos nove anos. Desde janeiro, o aumento do número de pessoas que buscaram crédito foi de 10,3%, em relação a igual período do ano passado, segundo a empresa de informações financeiras Serasa Experian. Essa marca só foi superada em 2010, quando a procura avançou 16,4% – mas em uma economia que cresceu 7,5%.

Juros ao consumidor em queda (mesmo que num ritmo muito mais lento do que o recuo da taxa básica de juros, a Selic), inflação bem comportada (que dá mais poder de compra), e emprego em lenta recuperação estão entre os motivos que têm levado mais brasileiros a buscar financiamentos.

A maior procura é por linhas que emprestam dinheiro vivo. Dados do Banco Central mostram que a concessão de crédito destinada a renegociação de dívidas cresceu 32,9% entre janeiro e agosto, em relação aos mesmos meses de 2018, e liderou o ranking dos financiamentos aprovados a pessoas físicas com recursos livres no período.

Na vice-liderança está o crédito consignado, com avanço de 32,5%, seguido pelo cartão de crédito parcelado (30,5%) e o crédito pessoal (22,3%). Já as concessões para a compra de bens de maior valor que ampliam o patrimônio também aumentaram, porém em ritmo mais moderado. As aprovações de crédito para a compra de veículos cresceram 18,8% entre janeiro e agosto, na comparação anual, e os financiamentos imobiliários avançaram 8,8%.

“Os novos recursos vindos do crédito estão sendo usados sobretudo para renegociar dívidas antigas pendentes e complementar o orçamento das famílias, que continua apertado”, afirma o economista-chefe da Serasa Experian, Luiz Rabi.

“Muita gente está substituindo dívida mais cara por uma mais barata e existe mais qualidade na decisão da tomada de crédito”, observa Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, associação que reúne as financeiras. Na sua avaliação, o brasileiro está atrás dinheiro tanto para pagar dívidas como para complementar o orçamento. “O crédito para consumo cresce também, mas é mais comedido.”

Juros

Desde o fim de 2016 até hoje a taxa básica de juros caiu abaixo da metade, de 14% para 5,5% ao ano. No mesmo período, o juro ao consumidor recuou quase um terço, de 74,48% para 52,06% ao ano.

Neste ano, a redução de um ponto porcentual na Selic ajudou, na avaliação de Rabi, nas linhas de crédito de renegociação de dívidas, cujo juro era de 4% ao mês em janeiro e caiu para 3,6% em agosto.

O BC vem cortando a taxa básica, mas reduções na mesma proporção não estão acontecendo nos juros na ponta porque, na avaliação de Rabi, o canal do crédito está obstruído pela própria situação difícil que se encontra o consumidor.

Pesquisa da Serasa mostra que há no País 63 milhões de brasileiros com dívidas em atraso. Inclusive, acrescenta o economista, a inadimplência da pessoa física dentro dos bancos tem subido ligeiramente nos últimos meses. “Não dá para imaginar que a redução da Selic vá gerar um impulso muito grande de consumo e possa reativar rapidamente a economia. Antes disso, as pessoas estão resolvendo os seus problemas de endividamento e inadimplência.”

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Opinião dos leitores

  1. Vamos lá gente, já fizemos isso antes com LULADRAO e agora termina de quebrar geral. Eita país vei fufu, será que ainda tá muito longe esse fundo do poço?

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Educação

Em 1 ano, ensino a distância rouba 120 mil alunos de cursos presenciais

crescimento acelerado da educação a distância (EAD) tem contribuído para o encolhimento do ensino presencial no Brasil, o que pode mudar em pouco tempo o cenário da formação superior no país. Em um ano, quase 120 mil alunos migraram de uma modalidade para a outra.

O número consta de estudo feito pelo Semesp (entidade das mantenedoras de ensino superior) com base nos microdados do Censo da Educação Superior feito pelo Inep (instituto ligado ao MEC).

Vista com desconfiança por parte dos conselhos profissionais do país, a EAD registra índices de evasão elevados, ao mesmo tempo em que tem demonstrado maior capacidade de atrair alunos.

A transferência de estudantes para a modalidade tem tido impacto especialmente sobre os cursos noturnos.

Há cinco anos, eles eram o destino de mais da metade dos ingressantes no ensino superior privado. Em 2018, a proporção se inverteu pela primeira vez, e a parcela de alunos que entra em faculdade particular via EAD pela primeira vez superou a do ensino presencial noturno —45,7% contra 36,7%. Nos diurnos, também houve queda, de 20,8%, em 2013, para 17,6% em 2018.

Ao comparar os censos de 2016 e 2017, o Semesp constatou que parte dessa mudança se deveu à migração de alunos: 119.811 mudaram do presencial para a EAD.

O salto na educação a distância tem contribuído para o ensino superior brasileiro estar apenas estagnado, em vez de em declínio. De 2017 a 2018, as matrículas na modalidade presencial, responsável por três quartos do total, caíram 2,1%, e as de EAD aumentaram 17%. Com isso, o sistema como um todo cresceu 1,9%.

O resultado preocupa, uma vez que a proporção de jovens de 18 a 24 anos na universidade no país, em 18%, está distante da meta do Plano Nacional de Educação de chegar a 33% em 2024, o que aproximaria o Brasil de países desenvolvidos.

Como a EAD tende a atrair alunos mais velhos, pode ser um erro apostar nela para aumentar essa taxa, mesmo com as mensalidades menores, afirma Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp. A média de idade da modalidade é de 31 anos, contra 24,6 da presencial.

“Os jovens sem vaga em universidade pública e sem financiamento estudantil estão indo direto para o mercado de trabalho”, afirma. “Educação a distância é importante, mas não pode ser vendida como a grande solução.”

A demanda pela ampliação do financiamento estudantil não tem sido bem recebida no governo Jair Bolsonaro (PSL). Indagado sobre o Fies por um representante do setor privado em evento no mês passado, o ministro Abraham Weintraub afirmou: “Vocês vão ter que se virar”.

Outra característica da EAD que dificulta a ampliação do ensino superior é o seu alto índice de evasão, que chegou a 36,5% em 2018, contra 26,5% do presencial.

A qualidade de parte dos cursos é outra fonte de preocupação. No Enade de 2017, que avaliou universitários de licenciaturas e ciências exatas, 46% das graduações a distância tiraram notas 1 e 2, as mais baixas na escala de 1 a 5, ante 33% das presenciais.

Já na edição de 2018 do exame, que examinou cursos de administração, comunicação social e tecnológicos, o desempenho foi similar.

Conselheira da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Josiane Tonelotto afirma que há um estigma sobre a EAD e que os problemas da formação de professores no Brasil estão presentes nas duas modalidades de ensino. Ela cita pesquisas que mostram que esses cursos tendem a receber alunos com pior desempenho escolar.

Em relação à capacidade da EAD de incluir os jovens, ela diz que isso tem ocorrido cada vez mais. A média de idade na modalidade, no entanto, cai bem lentamente —foi de 32, em 2010, para 31 em 2018. A mediana há uma década é de 30 (metade dos alunos têm mais, e metade, menos).

“A EAD vai ter as duas missões. Vai incluir o aluno que não estaria no ensino superior e encontra a chance de estudar e também tomará parte do espaço do presencial”, diz.

Alunos que fizeram a migração da sala de aula tradicional para o ensino por computador apontam como motivo as mensalidades mais baixas e a flexibilidade da EAD.

Contribui também a já significativa parcela de conteúdo remoto nos cursos presenciais, diz Ricardo Holz, presidente da associação dos estudantes de EAD.

Portaria editada pelo governo Michel Temer (MDB) no último dia de 2018 ampliou para até 40% a carga horária a distância em cursos presenciais. “Muitos alunos que mudam reclamam que pagavam mais caro para boa parte do curso não ser presencial”, diz Holz.

FOLHAPRESS

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Comportamento

Damares quer que agressores de mulheres fiquem sem exercer funções públicas por cinco anos

ministra Damares Alves (Direitos Humanos) vai pedir que agressores de mulheres fiquem proibidos de exercer funções públicas por cinco anos.

Ela deve enviar nesta semana uma proposta legislativa com esse teor à Casa Civil. A regra valeria inclusive para servidores concursados.

MÔNICA BERGAMO

Opinião dos leitores

  1. Ai tá certo. Não pode querer é humilhar, ridicularizar, rebaixar a pessoa que fizer a opção sexual diferente impondo moralmente a pessoa pra vestir azul ou rosa.
    Problemas sociais em nosso país não faltam pra querer enquadrar a pessoa que usa seu direito a liberdade.

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Diversos

[FOTOS] Manifestantes protestam a favor da derrubada do Hotel Reis Magos

Um grupo de manifestantes protestou nesse domingo (13) a favor da derrubada dos escombros do Hotel Reis Magos. Um grupo percorreu de carro da Via Costeira até a frente do antigo empreendimento.

Confira as imagens…

 

Opinião dos leitores

  1. Gatos pingados representantes do interesse econômico co. suas famílias.
    A comunidade do entorno não está nessa fotografia com minúscula participação.
    A história deve ser preservada, pous um povo sem memória é um povo que não valoriza as suas origens e descendência.
    O poder econômico pouco se importa com o que precisa devorar para ter exclusivamente lucros. Pode ser a Amazônia ou o pré sal.
    Quem se beneficiará exclusivamente com a entrega sem qualquer preocupação com a preservação histórica desse patrimônio que já foi cartão postal de Natal?
    Ou melhor, será que não se pode tombar e explorar economicamente esse bem (AO MESMO TEMPO), que é parte do patrimônio cultural do RN?

    1. Deve ser alguma piada sua… nao faz sentido tombar lixo e entulho.. e nem todo lixo tem historia..

  2. Galera vocês representam todos os ex-funcionários, colaboradores e estagiários deste hotel que por muito pouco não trouxe desgraça para a nossa cidade nos anos 90 quando parte dele veio abaixo sem ter mais ninguém por perto. Parabéns! NOSSO APOIO A DERRUBADA DESTA OBRA É PRA ONTEM… PRA JÁ! Estamos juntos e no próximo contem conosco.

  3. Tem 100 pessoas e um trator a mais nessa manifestacao em favor do desenvolvimento do que a promovida pelo PT em favor do atraso.

  4. Essa máquina aí da foto, ta esperando o que pra limpar esse entulho??
    Mãos a obra, derrubem o que restou dessa sucata.
    Logo!!
    Já!!

  5. Imprecionante como ainda uma menoria seboza, insiste em manter esse resto de construcao que so oferece maldição ao local.
    A tempos q isso era pra ter cido demolido e dar lugar a uma bela estrutura oferecemdo emprego e qualidade aos moradores e Turistas!

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Economia

Netflix, Spotify e Uber passam a fazer parte do cálculo da inflação

Transporte por aplicativo (como Uber, 99 e Cabify), integração de transporte público, serviços de streaming (como Netflix e Spotify) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura são alguns dos 56 novos subitens que compõem a cesta da nova estrutura do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Deixarão de ser pesquisados aparelho de DVD, assinatura de jornal e máquina fotográfica.

Ao todo são 377 produtos e serviços, baseados nos resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018. Entre os novos itens, o grupo de transporte será, a partir de 2020, o principal componente do IPCA, respondendo por 20,8% do índice oficial de inflação do País.

O grupo supera, pela primeira vez, o de alimentação e bebidas, responsáveis futuramente por 18,9% da taxa. Mesmo se tornando o principal componente do Índice, o grupo transportes diminuiu a sua participação, de 22,0% para 20,8%. O peso do item transporte público caiu de 4,50% para 3,16%.

O primeiro resultado com a nova ponderação, referente a janeiro de 2020, deve ser divulgado em fevereiro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). São seis subitens a menos que na estrutura atual, baseada na POF 2008-2009 e em vigor desde janeiro de 2012.

A cidade de São Paulo apresentou crescimento na participação da nova estrutura, de 30,67% para 32,32%, junto a capital do DF, que de 2,80% passou a 4,09%. As respectivas capitais foram as que mais ganharam participação, ao contrário da região metropolitana do Rio de Janeiro, que de 12,06% passou a 9,41%.

Estadão Conteúdo

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Tecnologia

Por que celular com câmera de mais megapixels não significa fotos melhores

Sempre que a Apple, Samsung ou qualquer outra grande marca lança um novo telefone celular, os usuários olham para a tela, para a bateria e principalmente para a câmera.

O modelo mais recente do iPhone, o 11, carrega uma lente de 12 megapixels. Já o Samsung Galaxy Note 10 inclui uma de 16.

Por outro lado, a versão Mate 30 da Huawei possui um sistema de câmera tripla, composto por um sensor de 40 megapixels, uma grande angular ultra ampla de 16 megapixels e uma lente objetiva de oito megapixels.

Parece incrível, não? Mas o que isso significa na prática?

A verdade é que a crença de que mais megapixels nos proporcionam uma foto de qualidade superior é falsa.

Muitos consumidores são guiados pela quantidade, porque, no final das contas, cinco megapixels não soam tão bem quanto oito, mesmo que a câmera produza excelentes fotos. E, na mesma lógica, se oito é bom, 12 tem de ser ainda melhor.

Porém, de acordo com especialistas, a qualidade das imagens não funciona segundo essa lógica.

O “segredo desagradável” por trás dessa forma de classificar a câmera de um celular “é que [se basear] apenas [n]o número de megapixels é uma maneira ruim de prever o desempenho fotográfico”, diz a revista americana Scientific American.

Para entender isso, devemos ter em mente que o número de megapixels se refere à resolução da câmera. A resolução afeta o tamanho da imagem e não a qualidade.

Esses números nos dão uma ideia de quanto podemos ampliar uma imagem sem perder a nitidez. Ou seja, se você deseja imprimir sua foto em tamanho A4, não importa qual celular você escolhe.

Se sua intenção é imprimi-la em um formato grande, como um A2, então é melhor considerar o número de megapixels.

Por outro lado, a maioria das fotos tiradas com telefones celulares acaba publicada nas redes sociais, compartilhada pelo WhatsApp ou enviada para um site, que precisa de fotos leves para carregar bem.

O tamanho importa

Para Sergio Barbero Briones, pesquisador do Instituto de Óptica do Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha, o que importa é o tamanho dos pixels e não a quantidade deles.

E esse tamanho é determinado pelo sensor que coleta a luz. “Sem luz, não há foto”, dizem fotógrafos experientes.

“Quanto menor o pixel, melhor”, diz Barbero.

E se não fosse pelo fato de que as leis da física têm muito a dizer sobre a aparência da sua foto final, “poderíamos alcançar uma resolução infinita”, afirma o pesquisador.

Mas isso não é possível porque sempre teremos o que é conhecido como “ponto de difração”, derivado da natureza das ondas da luz. É esse o fenômeno que coloca limitações técnicas na resolução.

“O tamanho do sensor de imagem é importante e, em geral, quanto maior o sensor, maiores seus pixels. E quanto maiores os pixels, mais luz ele pode coletar”, resume a Scientific American.

“Quanto mais luz você pode capturar, melhor a imagem”, diz ele.

Normalmente, o fabricante do telefone celular especifica o tamanho do sensor da câmera. Mas eles costumam fazer isso com uma figura intuitiva para os consumidores médios.

Te diz alguma coisa saber que o sensor do iPhone 8 é 1/3 ou que, no Samsung Galaxy S9, ele é de 1/2,6?

Na verdade, esses números são uma divisão, mas o que você precisa saber é que quanto menor o divisor (3 ou 2,6), maior e melhor é o sensor. No caso acima, o sensor da Samsung é um pouco melhor que o da Apple.

Portanto, da próxima vez que você quiser saber o quão boa é a câmera do celular, não se deixe guiar apenas pelo marketing.

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Economia

Aposentado do INSS pode aumentar renda sem ir à Justiça; saiba como

Aposentados e pensionistas podem contar com vantagens capazes de ampliar a renda mensal. O acréscimo depende da capacidade do beneficiário em comprovar direitos não requisitados ou ignorados pelo INSS.

O Agora relacionou situações pouco conhecidas pelo público que podem resultar em ganho financeiro.

O primeiro exemplo desse tipo de desconhecimento é também um dos mais comuns: a possibilidade de acumular pensão por morte e aposentadoria.

De acordo com as regras atuais, ambos os benefícios podem ser recebidos por um mesmo segurado, independentemente do valor de cada um deles.

A reforma da Previdência prevê limitar o valor dos benefícios recebidos, mas isso não será aplicado aos casos em que o direito aos dois benefícios foi adquirido antes da mudança da legislação previdenciária, que ainda depende do segundo turno de votação no Senado.

O acúmulo de aposentadorias do INSS e de regimes próprios de servidores públicos também é permitido.
Para receber os dois benefícios, o cidadão deve possuir contribuições suficientes para se aposentar nos dois sistemas, sem utilizar recolhimentos realizados ao mesmo tempo em ambos os regimes.

Aposentados por invalidez que precisam permanentemente de um cuidador têm direito de receber um acréscimo de 25% na renda. A majoração devido à grande invalidez, como o benefício é conhecido, precisa ser confirmada pela perícia médica do INSS.

Revisões administrativas —realizadas pelo próprio INSS, sem ação judicial— também são oportunidades para o aumento da renda, pois diminuem o desconto provocado pelo fator previdenciário.

As revisões mais comuns são utilizadas para comprovar vínculos rejeitados pelo INSS na concessão do benefício. Mas há outras possibilidades mais específicas.

Por exemplo, quem recebeu auxílio-doença ou teve uma aposentadoria por invalidez cancelada e depois voltou a realizar contribuições pode revisar a renda para ter o período de afastamento por incapacidade contado como tempo de contribuição.

A mesma lógica de acréscimo de tempo de serviço pode ser aplicada às revisões de aposentadorias de quem comprova o trabalho antes dos 16 anos (aposentadorias concedidas a partir de 17 de outubro de 2018) e de trabalhadores expostos a ambientes insalubres.

Dicas

PARA AMPLIAR A RENDA | DIRETO NO INSS
Parte dos aposentados pode receber uma renda extra
Confira situações que permitem aumentos nos ganhos

1 – ACUMULE BENEFÍCIOS DO INSS
É permitido acumular aposentadoria e pensão por morte do INSS. Para isso, o segurado precisa atender às exigências dos dois benefícios.

Exemplo
Uma mulher de 60 anos fica viúva de um aposentado do INSS e começa a receber a pensão
Ela também paga o INSS como contribuinte facultativa e atinge 180 recolhimentos (15 anos)
Além de ter direito à pensão, ela ainda cumpre as exigências para se aposentar por idade
A segurada pode pedir os dois benefícios para o INSS, a pensão e a aposentadoria por idade

Sem risco de perder
Quem já recebe um benefício e pede outro não corre risco de perder uma das rendas

2 – RECEBA DUAS APOSENTADORIAS
Quem é aposentado do setor público pode receber também uma aposentadoria do INSS. O contrário também vale, ou seja, o aposentado do INSS pode se aposentar como servidor.

Como funciona
É preciso cumprir os requisitos de dois regimes de previdência para ter duas aposentadorias
Também é permitido transferir contribuições de um regime previdenciário para o outro
Mas não é possível transferir recolhimentos que já foram aproveitados em uma aposentadoria

Exemplo:
Uma professora de 60 anos se aposenta com 25 anos de contribuição ao regime próprio
Antes de ser professora, ela trabalhou 15 anos em um escritório, com carteira assinada
Por cumprir a carência de 15 anos de contribuição, ela pode se aposentar pelo INSS

Duas aposentadorias e uma pensão
O segurado que recebe duas aposentadorias de diferentes regimes previdenciários pode receber pensão por morte do INSS, desde que preencha as exigências do benefício.

3 – AUMENTO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
O aposentado por invalidez pode ter o seu benefício aumentado em 25%. O direito existe para beneficiários que dependem da ajuda de um cuidador.

É preciso comprovar:

O aposentado deve comprovar a “grande invalidez”
A constatação é feita por um médico perito do INSS
É necessário possuir exames e laudos médicos atuais
Revisão

Em muitos casos, o segurado se aposenta por invalidez, mas sem direito à majoração
Mas se o beneficiário sofreu o agravamento da incapacidade, ele pode revisar o benefício

4 – INCLUA O AUXÍLIO-DOENÇA NO CÁLCULO

O auxílio-doença pode ser contado como tempo de contribuição
Para isso, o auxílio deve estar intercalado entre contribuições
A regra também vale para aposentadoria por invalidez cancelada
O período de auxílio deve estar na contagem do tempo contribuído
A informação pode ser consultada na carta de concessão do benefício
Revisão

Quem já é aposentado e não teve o auxílio contado pode pedir a revisão
Nesse caso, o prazo para revisar o cálculo é de dez anos após a concessão

5 – PEÇA UMA REVISÃO

A revisão do cálculo inicial da renda é um direito de todos os beneficiários
A correção solicitada no posto do INSS não exige a contratação de advogado
O pedido é pelo 135 ou na internet (inss.gov.br/servicos-do-inss/revisao)
Dica
Ao fazer o pedido de revisão, informe exatamente o que considera errado no benefício

Documentos

Apresente ao INSS documentos que comprovem o direito ao aumento no valor da renda
A documentação exigida varia de acordo com o tipo de análise que o segurado solicitar
Correção do salário
Se o valor da contribuição considerada pelo INSS não corresponde aos salários recebidos, o trabalhador deve comprovar a verdadeira renda por meio de:

Holerites
Anotações na carteira profissional
Extrato do FGTS (fornecido pela Caixa Econômica)
Reconhecimento de vínculo
Se o motivo da revisão é a falta de algum emprego no cálculo da aposentadoria, é necessário apresentar provas da existência do vínculo com os seguintes documentos:

Ficha de registro do funcionário (acompanhada de declaração da empresa)
Carteira profissional original com o registro do vínculo de trabalho
Testemunhas (o INSS poderá exigir nome e contato de três testemunhas)
Dez anos
O prazo para pedir a revisão do cálculo da renda é de dez anos apos o mês seguinte ao saque do primeiro benefício.

Nesses casos, quando esse período acaba, a solicitação pode ser negada, pois haverá a decadência do direito à revisão.

Congelado
Enquanto revisa um benefício, o INSS congela a contagem do prazo.
A contagem fica suspensa até a conclusão da análise do pedido.

Não há prazo
Se o erro não fez parte do cálculo inicial, não há limite de tempo para pedir revisão.
Diferenças provocadas por mudanças na lei, por exemplo, não possuem decadência.

Atrasados
Ao comprovar erro no valor da renda, o segurado tem direito de receber os atrasados.
Os valores retroagem até cinco anos antes do pedido de revisão apresentado no posto.

6 – CONVERTA TEMPO ESPECIAL EM COMUM

O tempo trabalhado em locais onde existe risco para a saúde é considerado especial
A conversão do tempo especial em comum ajuda a aumentar o período de contribuição
Essa conversão diminui o desconto do fator previdenciário no cálculo da aposentadoria
Se o tempo especial não entrou no cálculo da renda, o aposentado pode pedir a revisão
Para atividades com insalubridade considerada baixa, cada ano especial equivale a:

1,2 ano comum, para a mulher
1,4 ano comum, para o homem

Sem desconto
O segurado tem a aposentadoria especial, sem desconto do fator previdenciário, se a revisão comprovar que ele ficou na atividade insalubre por:

15 anos (atividades de alto risco para a saúde, como mineração no subsolo)
20 anos (atividades de risco moderado, como na superfície das mineradoras)
25 anos (atividades de risco baixo, como em indústrias químicas e metalúrgicas)
É preciso comprovar

Até 28 de abril de 1995, a atividade especial é comprovada pelo registro na carteira profissional. Após essa data, a comprovação se dá por formulários fornecidos pelo empregador. O nome do formulário varia de acordo com o período de exercício da atividade especial:

PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) -> Desde 1º de janeiro de 2004
LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho) -> De 14 de outubro de 1996 a 31 de dezembro de 2003

Dirben-8030 -> De 26 de outubro de 2000 a 31 de dezembro de 2003
DSS-8030 -> De 13 de outubro de 1995 a 25 de outubro de 2000
Dises BE 5235 -> 16 de setembro de 1991 a 12 de outubro de 1995
SB-40 -> 13 de agosto de 1979 a 11 de outubro de 1995

7 – CONSIDERE O TRABALHO NA INFÂNCIA

O INSS reconhece que o trabalho do menor de 16 anos conta na aposentadoria
Quem não teve esse direito concedido pode solicitar uma revisão para o INSS
A regra vale para benefícios solicitados a partir de 19 de outubro de 2018

Documentos
O trabalhador urbano precisa de documentos em seu nome para provar a atividade
Recibos de pagamento e contratos de trabalho podem ser provas para a revisão

COMO FAZER OS PEDIDOS AO INSS
Por telefone -> Ligue 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h
Pela internet -> Acesse meu.inss.gov.br (é preciso fazer um cadastro)

Atendimento
O INSS poderá marcar uma data para atender o segurado
No dia marcado, leve a documentação que comprova o direito

Folha de S.Paulo

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Religião

Irmã Dulce esgota pacotes de viagem para o Vaticano; veja curiosidades

A cerimônia de canonização de Irmã Dulce, que neste domingo (13) se tornou a primeira santa brasileira após missa rezada pelo papa Francisco no Vaticano, contou com a presença de fiéis e políticos.

Leia curiosidades sobre o evento que transformou a baiana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (1914-1992) em Santa Dulce dos Pobres.

PREÇO MACARRÔNICO
Antes mesmo do início da celebração, ambulantes ofereciam medalhinhas com o rosto da Santa Dulce dos Pobres. “Muito barato”, repetiam alguns deles em um enroscado português. Ao custo de € 1 (R$ 4,50), as medalhinhas não tiveram boa saída, segundo um deles. Nas vias principais que levam ao Vaticano, um pacote de 12 rosários com a imagem da santa brasileira era vendido por € 6 (R$ 27).

TURISMO DA FÉ
Muitos devotos que assistiram à missa na praça São Pedro viajaram à Itália com pacotes de agências de turismo. Deolinda Oliveira, funcionária de uma operadora de Salvador, acompanhava um grupo de 108 pessoas, que pagaram entre R$ 8.000 e R$ 11 mil cada um, por oito dias no país, com visita a outras cidades que atraem religiosos, como Assis, terra de São Francisco. Ela calcula que cerca de 3.000 pessoas em Salvador tenham vindo com agências. “Todas as vagas se esgotaram e não vendemos mais por falta de lugar na parte aérea.”

VAI PELA SOMBRA
Os políticos brasileiros que não integravam a comitiva oficial do governo chegaram à praça São Pedro para a cerimônia caminhando, enquanto os da comitiva foram de carro. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), acompanhado da mulher, foi um dos primeiros: ele entrou na área reservada às 8h05 (horário local, 3h05 em Brasília), mais de duas horas antes da missa.

ME REPRESENTA
O deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE), como os demais, acompanhados pela mulher, foi um dos parlamentares que pegou corona no avião da FAB (Força Aérea Brasileira) que levou Mourão –ele ficou na plateia, não junto à comitiva oficial, que viu a missa ao lado do altar papal. Indagado sobre a razão da viagem, o pernambucano alegou que a canonização da baiana era “muito importante para o Nordeste”.

RECADO DIVINO
O senador baiano Angelo Coronel (PSD-BA), também acompanhado pela esposa, deixou o Vaticano dizendo-se impressionado com a ausência de menção nominal do papa ao vice-presidente Hamilton Mourão —o pontífice mencionou apenas 2 dos 5 chefes de delegações: o presidente da Itália, Sérgio Mattarella, e o príncipe Charles. “Parece ter sido um recado claro ao Brasil e à maneira que o país está sendo governado”, disse.

ESQUENTA
Quando muitos ainda chegavam à praça, por volta das 8h50 (horário local), a cantora baiana Margareth Menezes e o sanfoneiro cearense Waldonys usaram o microfone principal da cerimônia para apresentarem “Doce Luz”, canção dedicada à Irmã Dulce. Com o som ruim, pouca gente percebeu. A animação só ocorreu mesmo após a missa, quando, na rua principal que leva à basílica, os dois foram cercados por fãs e cantaram juntos. Margareth, aniversariante do dia, ganhou parabéns e se emocionou.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Viva Santa Dulce dos pobre, aquela que fez muito sem falar nada, agora temos aqui aqueles que falam muito e nunca fizeram nada por ninguém, muito menos por um pobre.

  2. Perca de tempo!São vaidades humanas que não influenciam em nada o Reino de Deus!Todas as santidades estabelecidas pelo julgamento humano um dia vão ser colocadas em xeque!No juízo final!Onde tantos ficarão decepcionados e frustrados mediante o veredicto divino!

  3. Quase 100% dessas passagens foram pagas por nós, imbecis contribuintes. apesar de não conhecermos distância acima de 100 km das nossas casas, pagamos passagens aéreas pra esses, que já são privilégiados em termos de salários e patrimônios. Absurdo!

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Política

Styvenson apresenta projeto que pode barrar possível candidatura de Lula

O senador Styvenson Valentim (PODE-RN) apresentou projeto de lei que veda a participação de pessoas condenadas criminalmente ou por ato de improbidade administrativa na propaganda eleitoral.

A proibição valeria durante o período em que os alvos estiverem cumprindo pena restritiva de liberdade.

A matéria, apelidada pelos parlamentares de “Tira Lula”, tramita em caráter terminativo, por isso basta ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça. Na eleição de 2018, o PT explorou fortemente a imagem do petista, nos estados e na disputa presidencial.

Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

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