Jornalismo

"O único projeto do governo é a reeleição de Rosalba", dispara Robinson Faria

Por interino

Por mais que negue o ressentimento, o vice-governador Robinson Faria, presidente regional do PSD, deixou transparecer sua mágoa com o “casal”, como ele se refere à governadora Rosalba Ciarlini e seu marido Carlos Augusto Rosado, com quem rompeu no ano passado.

Na entrevista que concedeu ao O Poti/Diário de Natal, Robinson disse que sua amizade com o senador José Agripino foi cortada, criticou a inexistência de projetos do governo – “O único projeto do governo é a reeleição de Rosalba” – , a situação precária da população em termos de saúde e segurança e disse que o seu partido, organizado em 132 municípios do RN, disputará as eleições deste ano em, pelo menos, 50 cidades potiguares.
Quais as perspectivas do PSD para as eleições de 2012?

O PSD está organizado em 132 municípios, com diretórios formados. É lógico que não vamos ter candidatos a prefeito em todas essas cidades. O número preciso de candidatos a prefeito eu não tenho. Mas acredito que disputaremos a prefeitura em mais de 50 cidades. Em outras situações, teremos candidatos a vice-prefeito e formações da chapa proporcional. Temos uma capilaridade muito boa. O PSD está espalhado em todas as regiões do estado.

O partido poderá indicar o vice numa chapa encabeçada pela ex-governadora Wilma de Faria?

Não tem nada definido ainda no quesito apoio. Até porque não teria como definir sem consultar o partido. Eu tenho que reunir os deputados estaduais José Dias e Gesane Marinho, o deputado federal Fábio Faria, o diretório, antes de ter uma definição. Será uma decisão coletiva. Mas na conversa que teve individualmente comigo, Wilma cogitou a possibilidade de o PSD indicar o vice dela, caso venha a apoia-la na disputa pela prefeitura de Natal.

O senhor também conversa com o PT e com o ex-prefeito Carlos Eduardo?

Como sou presidente estadual do partido, eu tenho sido procurado por todos os pré-candidatos a prefeito de Natal. O PSD é um partido que tem o vice-governador, um deputado federal, dois deputados estaduais bem votados em Natal e que são bons parlamentares. José Dias é muito atuante, Gesane tem uma votação muito boa na cidade. Além disso, o PSD, tudo indica, terá o terceiro maior tempo de televisão do Brasil, pois tem 57 deputados federais. Com isso, o partido fica sendo muito cortejado.

O tempo de TV vai valer ouro na campanha de Natal e Mossoró. A eleição na capital é feita praticamente na televisão, com pouca força dos comícios. O deputado estadual Agnelo Alves (PDT) já acenou para uma aproximação com o PSD em Natal. Também já tive reuniões com o deputado estadual Fernando Mineiro (PT). Os dois também buscam o PSD. A todos eles eu disse que ainda não tenho uma resposta. Não vou responder pela minha simpatia pessoal. A definição será do grupo.

O senhor acredita na possibilidade de união da oposição em Natal?

Não cabe a mim essa decisão. Eles estão se encontrando entre si. Já ouve encontro de Wilma com Carlos Eduardo. Já existiram conversas de Fátima Bezerra, Mineiro e Wilma. Então, não posso me antecipar e escolher um candidato que amanhã possa até não ser mais candidato e vir a apoiar outro. Meu desejo era que as oposições seguissem unidas já no primeiro turno. Mas acho muito difícil. Gostaria que lançássemos uma chapa forte na primeira etapa. Mas, os sinais não indicam este sentido.

Quais seriam os nomes para representar a chapa forte de oposição?

É difícil responder. Até agora, Wilma não lançou-se candidata. Ela própria já adiou várias vezes o lançamento do seu nome. Ela é um nome forte, assim como também o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT). Mas, as pesquisas mostram que 80% dos natalenses ainda nãoescolheram seus candidatos a prefeito de Natal. Então, fica difícil dizer quem é mais forte quando o eleitor ainda não se interessou por escolher seu candidato a prefeito.

Quais os nomes que o PSD tem hoje para oferecer como vice na formação de uma chapa?

Qualquer nome, menos o meu. Eu não pretendo ser, pois já sou vice-governador do estado. Mas, tem Fábio, Gesane, José Dias, que são nomes que estão aí. Eles não externaram desejo de integrar a chapa. Mas são lembrados pelos pré-candidatos. São nomes com credibilidade. Fábio tem a simpatia dos jovens. José Dias é experiente, com sete mandatos. Já Gesane é uma mulher de força, uma novidade. Nunca falei com eles sobre isso. Mas os pré-candidatos veem neles essas características.

O senhor aceitaria trocar a vice-governadoria pela vice-prefeitura?

Não vejo razão para isso, pois entrei com capital político-eleitoral para ser vice-governador. Fui um vice eleito. Não seria correto com o eleitor que votou na governadora Rosalba Ciarlini (DEM), em grande parte por euser vice dela, eu abrir mão do cargo para ser candidato a vice-prefeito de Natal só por causa da contingência política.

Como é sua relação com Rosalba hoje, após o rompimento?

Não tenho atuação no governo. Nunca fui procurado por ninguém do governo até hoje para, sequer, dar uma mera opinião. Então, não há relação nenhuma. Mas, sou consciente das minhas obrigações, da liturgia do cargo que ocupo. Dou expediente normalmente como vice-governador do estado. Estou à disposição do estado, independente da questão política. Politicamente, não tenho mais nenhuma ligação com o grupo da governadora Rosalba Ciarlini.

Qual a estrutura da vice-governadoria?

É mínima. Vereadores do interior talvez tenham maior estrutura do que o gabinete do vice-governador. Tem em torno de seis cargos comissionados apenas. Por sinal, nem estão preenchidos todos, porque eu era secretário de Recursos Hídricos e, com a dificuldade que o estado tinha para a contratação de pessoal, fui o primeiro a dar o exemplo e não preencher todos os cargos, nem no gabinete da vice-governadoria nem na secretaria.

O seu último projeto como deputado estadual foi a criação do “Cidadão sem Fome”, que visava a educação fiscal e a assistência às famílias carentes. Hoje, o programa não funciona mais. O governo sequer pagou o que devia ao fornecedor. Isso se deve às dificuldades do governo ou à falta de vontade política?

Eu não tenho informações de dificuldades financeiras. Já foram publicadas várias matérias na imprensa mostrando que o estado teve superávit de arrecadação. Só de ICMS o estado arrecadou R$ 1 bilhão a mais em 2011 em relação a 2010. E agora mesmo teve um novo recorde de arrecadação. Então, acredito que seja mesmo a má vontade, por ser um projeto que tem o rosto do vice-governador, que na época era deputado estadual. É muito vinculado a mim esse “Cidadão sem Fome”. Acredito que por isso o governo está deixando acabar. É uma decisão política deles.

Fonte: O Poti

Opinião dos leitores

  1. Mas  isso é bem claro e sr. com certeza  sabia disso, apenas     lhe descartaram antes do previsto.

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Turismo

Rosalba anuncia que vai investir R$ 4 milhões em divulgação para o Turismo

Em audiência com dirigentes de entidades do setor turístico do Rio Grande do Norte na tarde desta quinta-feira (23), a governadora Rosalba Ciarlini, ao lado do secretário de Estado do Turismo, Ramzi Elali, anunciou o investimento de R$ 4 milhões para a divulgação do destino turístico RN no primeiro semestre deste ano. Representante das entidades turísticas, presentes no encontro, enalteceram a sensibilidade da governadora ao pleito do setor. “É fundamental a sensibilidade da governadora Rosalba Ciarlini ao anunciar este apoio para o turismo. Principalmente, sinalizando positivamente com a mídia para o primeiro semestre”, disse Habib Chalita, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, ABIH-RN.

“Faz parte do meu programa de governo divulgar o estado do Rio Grande do Norte de modo constante”, disse a governadora Rosalba Cialrini ao conduzir o encontro com os líderes do turismo potiguar que apresentaram análises estatísticas do setor no Nordeste dos últimos dois anos. “Esse estudo que apresentamos para a governadora mostra o turismo no destino Natal, com estatísticas comparativas dos estados do Nordeste de 2010 e 2011, e apresenta medidas a serem tomadas em 2012”, explicou o secretário de Estado do Turismo, Ramzi Elali.

Após a apresentação dos representantes do turismo, Rosalba Ciarlini lembrou dos investimentos feitos pelo Governo do RN no primeiro ano de sua gestão. “Investimos em 2011 R$ 2 milhões em uma campanha emergencial do Rio Grande do Norte. Foi a retomada da divulgação do RN como destino no país”, enfatizou a governadora. “Precisamos de uma ação constante de promoção do RN como destino turístico. A última ação foi feita há mais de dez anos, ainda no governo Garibaldi. Desde então, apesar da propaganda boca-a-boca feita pelos turistas que saem satisfeitos de nosso Estado, estamos gradativamente perdendo para destinos como o Ceará, Pernambuco, Alagoas e Bahia que fazem um trabalho maciço de divulgação. Chegou nossa hora de avançar também no turismo”, salientou a governadora.

Max Fonseca, presidente da Abrasel, disse que participou da reunião com a governadora para buscar soluções para o setor e que saiu do encontro extremamente satisfeito com o que ouviu da governadora Rosalba Cialrini. A mesma opinião teve o diretor presidente do Convention Bureau, George Costa, salientando a sensibilidade da governadora para o momento atual do turismo. “A governadora Rosalba Ciarlini foi sensível com o turismo do Rio Grande do Norte e determinou investimentos neste semestre e temos tudo para reverter nossa situação no 2º semestre”, disse George Costa. O coordenador da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomercio, George Gosson, acrescentou que a promoção turística para ter o efeito esperado tem que ser constante e ao longo de todo o ano. “E foi com essa possibilidade que a governadora Rosalba Ciarlini acenou para o setor turístico, que será parceiro em ações de divulgação e promoção”, disse George Gosson.

Fonte: Assecom

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Jornalismo

Mineiro critica mensagem anual da governadora Rosalba

O deputado Fernando Mineiro fez críticas, esta manhã, à mensagem da governadora Rosalba Ciarlini lida ontem na Assembleia Legislativa, no tocante aos investimentos de R$ 35 bilhões anunciados para aplicação em três anos no Programa RN Maior, a ser lançado pelo governo do Estado.

O parlamentar oposicionista disse que está torcendo muito para que isso aconteça, mas fazendo uma comparação com o que está previsto para aplicação em infraestrutura, este ano, fica difícil acreditar que esses recursos sejam disponibilizados, mesmo com a participação da iniciativa privada.

“No orçamento deste ano há uma previsão do governo em investir, com recursos próprios, 859 milhões de reais. Com o corte no orçamento, previsto pelo próprio governo, vão ser investidos apenas R$ 626 milhões. Vai ser preciso muito tempo para se chegar ao montante de R$ 35 bilhões. Há divergência entre a mensagem da governadora e o detalhamento do orçamento”, disse.

Em seu pronunciamento em plenário, Fernando Mineiro disse que ia sugerir ao governo que utilize recursos do Fundo de Combate à Pobreza no Programa de Merenda Escolar e no Programa RN Mais Justo, que vai ser lançado no próximo mês.

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Política

Rosalba ainda destaca a "herança maldita de Wilma e Iberê" para justificar primeiro ano de governo

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) entrou o ano de 2012 com o mesmo discurso de 2011. A estratégia de utilizar o argumento da “herança maldita” para justificar as deficiências do governo continua. Na mensagem anual lida ontem pela democrata na Assembleia Legislativa, mais uma vez Rosalba destacou as dívidas herdadas do governo anterior, afirmando que, por isso, os resultados não foram os desejáveis. No entanto, frisou que tem uma perspectiva positiva para este ano que se inicia.

“Confio que, se 2011 foi o ano de reconstruir, o ano de superar um desequilíbrio fiscal poucas vezes visto na administração estadual, 2012 será o ano de acelerar, com mais e melhores resultados, o nosso projeto de desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Norte. A travessia até 2012 não foi fácil. O quadro que encontramos superou as piores expectativas”, declarou a governadora.

Segundo a governadora, “o Legislativo é testemunha do nosso esforço de reorganização do Estado, porque muitas medidas e ações importantes foram aprovadas aqui ou aqui tiveram origem. Uma parceria importante, que nos ajudou a restaurar a governança e a credibilidade do Governo”. Para Rosalba, 2011 foi de adequação fiscal e equilíbrio financeiro para o estado. Ela justuficou que as medidas impopulares tomadas foram importantes para sanar as finanças. A governadora também agradeceu o apoio da presidenta Dilma Rousseff (PT) e da bancada federal, que, segundo ela, esteve unida em torno dos interesses do Rio Grande do Norte.

“Todos (da bancada federal), indistintamente, defenderam os interesses do estado, apoiando nosso governo na busca de recursos e ações do governo federal para solucionar os graves problemas que ainda afligem o povo norte-rio-grandense. Não tivemos nenhuma dificuldade no trâmite de nossas demandas junto ao governo federal. Pelo contrário. Podemos testemunhar a inequívoca orientação da própria presidenta Dilma para dar ao rio grande do norte o tratamento dispensado a qualquer outra unidade da federação”, destacou.

Além de justificar as deficiências do primeiro ano de gestão e agradecer o apoio político que teve, Rosalba Ciarlini usou a mensagem para fazer mais promessas. Ela prometeu começar a implantar seus projetos para “fazer acontecer” a partir deste ano, com novos programas na saúde, educação e assistência social.

A democrata destacou como carro-chefe do seu governo o programa “RN Maior”, que englobará ações em diversas áreas, incluindo parcerias público-privadas. De cunho social, o programa tem como base a qualificação profissional, com geração de emprego e renda. Ela também prometeu investimentos na área de infraestrutura, com ênfase nas obras necessárias para a Copa do Mundo de 2014.

Diário de Natal

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Jornalismo

Propina na Casa da Moeda era em Cash

Relatório de uma operadora financeira de Londres diz que o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci recebeu, em dinheiro vivo, US$ 6,15 milhões de “comissão” de fornecedoras da estatal, informa reportagem de José Ernerto Credencio e Andreza Matais, publicada naFolha deste sábado.

A entrega, segundo relato da corretora, seria feita num apartamento de Denucci no Rio de Janeiro.

O ex-presidente da Casa da Moeda, afirma não ter “consistência” a informação de que recebeu dinheiro de comissão de fornecedoras da estatal.

Conforme revelou a Folhaa demissão de Denucci aconteceu após o governo descobrir que o jornal preparava reportagem sobre “offshores” que Denucci e integrantes de sua família mantinham no exterior.

Outra reportagem mostrou que o ministro da Guido Mantega (Fazenda) foi informado sobre as suspeitas de irregularidades há alguns meses.

A indicação de Denucci para o cargo também é controversa. Mantega diz que os padrinhos do ex-titular da Casa da Moeda são deputados do PTB.

Já o presidente nacional da legenda, Roberto Jefferson, diz que o partido apenas chancelou a indicação feita pelo ministro.

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Jornalismo

Governo tira do AR vídeo com homossexuais se acariciando; veja

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=LOEdLkxSw4s

Na semana passada, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de prevenção contra a Aids. Coisa voltada para o Carnaval. Decidiu-se priorizar o público gay. Por quê? As estatísticas mostram que é entre os homossexuais que a doença prolifera com maior intensidade.

Em 1998, para cada dez heterossexuais com Aids, havia 12 homossexuais infectados. Em 2010, a relação já era de dez para 16. No ano passado, anotou-se um crescimento de 10,1% na incidência da doença entre os gays.

A campanha do ministério revelou-se compatível com o objetivo traçado. Levou-se ao site da Saúde sobre Aids uma publicidade em que dois homossexuais aparecem trocando carícias numa boate. Ao final, um convite ao uso da camisinha.

Pois bem. Durou pouco a ousadia oficial. Nesta quinta (9), o ministério retirou da web a peça recém-veiculada. Alegou-se que fora concebida para ser exibida apenas em locais fechados. Onde? Como? Não foi dito. Afirmou-se apenas que a exibição no portal do ministério deveu-se a “um equívoco”.

Na véspera, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) dissera que encontra-se em fase final de produção um vídeo comportado o bastante para ser exibido em canais abertos de TV. Decerto exibirá duas beatas desaconselhando o sexo. Quem sabe fique pronto depois da Quarta-Feira de Cinzas, quando Inês já será morta.

Quanto ao filme censurado, cabe perguntar: por que diabos gastou-se dinheiro público na produção de uma peça destinada a ficar vem escondidinha? O Congresso deveria aprovar uma lei proibindo a censura de qualquer publicidade com cenas explícitas de hipocrisia.

Josias de Souza

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Finanças

Rosalba vai apertar ainda mais o cinto nos gastos

Durante um ato solene no Centro Administrativo, ontem pela manhã, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) afirmou, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, que vai aumentar o arrocho fiscal e administrativo, pelo fato de o governo não ter conseguido sair do limite prudencial, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com a folha de pessoal. “Vamos ter ainda medidas duras e difíceis”, destacou.

Segundo a governadora, o controle de gastos continua pelos próximos meses. “Nós precisamos manter o ajuste fiscal e administrativo”, disse Rosalba à TN, acrescentando que no ano passado, o governo conseguiu “ter algum resultado mas não foi ideal”. Enfática, a governadora afirmou que precisa ter esse cuidado porque “se não houver um ajuste, não teremos aval do tesouro nacional para programas importantes como os de saneamento e da Copa”.

A gestora teme que o Governo Federal cancele os convênios e  apoio para financiamentos. O Executivo estadual fechou 2011 acima do limite prudencial previsto na LRF. No 3º quadrimestre, da receita corrente líquida de R$ 5,915 milhões, o governo Rosalba Ciarlini destina quase a metade – 48,35% para despesas de pessoal, quando o recomendável é estar abaixo de 46,55%. O limite máximo é 49%.

Os dados foram publicados no Relatório de execução do Orçamento Fiscal e da Seguridade, na edição do Diário Oficial do Estado de 31/01. Ontem, os servidores protocolaram um pedido de audiência com a governadora, no Gabinete Civil do Governo, na expectativa de serem recebidos na próxima semana.

Ao ser questionada acerca do retorno das gratificações e da implantação dos Planos de Cargos e Salários, Rosalba disse que essa é uma questão que “preocupa muito” e que “gostaria de poder atender e de melhorar cada vez mais a vida do servidor, porque entendo como importante, mas por outro lado, se tiver condições é que chegaremos lá”.

A governador afirmou que não se negará  a receber os representantes dos servidores estaduais. “Eu sempre recebi e vou voltar a recebê-los sim. Vamos conversar com muita sinceridade para que possamos avançar no nosso Estado”, afirmou Rosalba. A entrevista à Tn foi concedida durante a entrega de 29 viaturas à Empresa de Assistência Técnica e Rural do RN – Emater e 240 kits de informática, sendo 200 para as escolas escolas de inclusão digital e 20 para os escritórios da Emater.

Na entrevista à TN, a governadora disse que o Estado estava sem capacidade de pagamento das dívidas contraídas e, por isso, o governo teve dificuldades para obter aval do Tesouro Nacional para a retomadas de operações de crédito já contratadas e suspensas, para novas contratações. “Agora ti o sinal verde para fazermos os projetos que estão em andamento”, afirmou.

Em entrevista ao jornal de Fato de Fato, o  secretário estadual de Planejamento e Finanças, Francisco Obery Rodrigues Júnior, disse que a  equiparação do salário dos professores com o piso nacional implicou num reajuste de 33%. Além disso, houve o acordo judicial com a Polícia Civil, que representou aumento de R$ 59 milhões, a promoção horizontal na saúde e a contratação de mais profissionais, que resultaram em mais R$ 80,25 milhões.

Ele disse que “isso é fato concreto” e que “já repercutiu no relatório fiscal do terceiro quadrimestre”. O secretário lembrou que a LRF fixa em 60% da arrecadação os gastos com a em folha de pagamento. “Os 40% restantes”, disse Obery, são para manter a saúde, educação, segurança e outras ações. “É importante refletir uma coisa: se a sociedade quer que o Estado invista toda a sua arrecadação na folha de pagamento”,  finalizou.

Fonte: Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Rosalba deu um agrado à Polícia.
    Esquece(será?) que o estado tem mais uns 80 mil funcionários, multiplique isso por 5 e veja a avalanche de votos que vai ser contra ela e quem ela apoiar. Não tem máquina(principalmente nesses tempos de MP de olhos abertos) de governo que derrube isso.

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Jornalismo

Denúncias derrubam sétimo ministro do governo Dilma em 13 meses

Com o saída do ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP-BA), a presidenta Dilma Rousseff perdeu seu sétimo ministro após denúncias de corrupção em 13 meses de gestão. Negromonte se junta agora a Carlos Lupi (PDT-RJ) do Trabalho, Orlando Silva (PC do B-SP) do Esporte, Pedro Novais (PMDB-MA) do Turismo, Wagner Rossi (PMDB-SP) da Agricultura, Antonio Palocci (PT-SP) da Casa Civil e Alfredo Nascimento dos Transportes (PR-AM).

Também deixaram o governo os ministros Nelson Jobim (PMDB-RS), que foi afastado do Ministério da Defesa após declarações polêmicas, e Fernando Haddad (PT-SP), que deixou o Ministério da Educação para se dedicar à pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo.

7 de junho: Antonio Palocci é o primeiro ministro do governo Dilma a cair, depois de suspeitas de ter praticado tráfico de influência em favor de sua empresa de consultoria, a Projeto. A crise teve ainda como efeito colateral a substituição do então ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio (PT-RJ). Dilma trocou Luiz Sérgio por Ideli Salvatti – a ex-senadora assumiu a pasta de Relações Institucionais e o peemedebista foi para o seu lugar, passando a comandar o Ministério da Pesca.

6 de julho: Menos de um mês depois da saída de Palocci, caiu o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. A situação de Nascimento ficou insustentável após a publicação de diversas reportagens denunciando um esquema de corrupção comandado por ele dentro da pasta.

17 de agosto: Alvo de uma série de denúncias de corrupção, Wagner Rossi sai da Agricultura. Segundo reportagem da revista Veja, o suposto lobista Julio Fróes teria “uma sala com computador, telefone e secretária na sobreloja” do prédio, onde funciona a Comissão de Licitação da pasta. Já o jornal Correio Braziliense publicou reportagem que revelava que o ministro viajava de carona no jato executivo de uma empresa do setor de agronegócio com contratos com o ministério. Rossi rebateu e negou todas as denúncias.

14 de setembro: Pedro Novais deixou o comando do Turismo depois das denúncias de mau uso de dinheiro público. Ele foi acusado de pagar o salário de uma empregada doméstica com dinheiro da Câmara e de usar um funcionário do gabinete do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) como motorista de sua mulher em horário de trabalho. Novais reassumiu sua vaga na Câmara.

26 de outubro: A saída de Orlando Silva do comando da pasta foi provocada por denúncias feitas à revista Veja pelo policial militar João Dias Ferreira, que acusou o ministro de corrupção. No centro dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ele rebateu a notícia de que teria recebido propina como parte de um esquema montado na pasta.

4 de dezembro: Carlos Lupi acerta sua demissão do Ministério do Trabalho. Ele decidiu deixar a parta ao ser informado que não tinha mais o apoio da presidenta. “Não dá mais”, disse Lupi a um dos aliados dentro da legenda da qual é presidente em exercício.

Fonte: Portal iG

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Política

Acusado de várias irregularidades mais um Ministro deixa o governo Dilma

Na bica de tornar-se ex-ministro, Mário Negromonte informou a aliados do seu partido, o PP, que deixará a pasta das Cidades. Comunicação desnecessária. Todo mundo já sabe.

Empurrado pelo Planalto e pelas circunstâncias, Negromonte disse que entregará sua carta de demissão a Dilma Rousseff hoje, dia em que a presidente retorna da viagem a Cuba e ao Haiti.

Deixa a Esplanada, segundo afirmou, porque lhe faltam as condições “políticas e pessoais” para manter-se na poltrona. Vilson Covatti (PP-RS), um dos interlocutores do quase-ex-ministro, informa: “Ele está determinado e disposto a fazer isso amanhã.”

Se Dilma digerir a sugestão da bancada de deputados do PP, o substituto de Negromonte deve ser o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), atual líder da legenda na Câmara.

Fonte: Josias de Souza

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Polícia

Dilma: Corrupção e incompetência

O tempo está sendo implacável com a imagem que arduamente a presidente Dilma Rousseff tenta construir para si – como fez durante a campanha eleitoral de 2010, com a inestimável colaboração de seu patrono político, o ex-presidente Lula -, de administradora capaz, tecnicamente competente e defensora da lisura e da moralidade dos atos públicos. É cada vez mais claro que tudo não passa da construção de uma personagem de feitio exclusivamente eleitoral.

As trocas de ministros no primeiro ano de mandato por suspeitas de irregularidades são a face mais visível dos malefícios de um governo baseado não na competência de seus integrantes – como seria de esperar da equipe de uma gestora eficiente dos recursos públicos -, mas em acordos de conveniência político-partidárias que levaram ao loteamento dos principais postos da administração federal. O resultado não poderia ser diferente do que revelam os fatos que vão chegando ao conhecimento do público.

A amostra mais recente dos prejuízos que essa forma de montar equipes e administrar a coisa pública pode causar ao erário é o contrato assinado em 2010 pelo Ministério do Esporte com a Fundação Instituto de Administração (FIA) para a criação de uma estatal natimorta. O caso, relatado pelos repórteres do Estado Fábio Fabrini e Iuri Dantas (30/1), espanta pelo valor gasto para que rigorosamente nada fosse feito de prático e porque o contrato não tinha nenhuma utilidade.

A FIA foi contratada para ajudar na constituição da Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016, legalmente constituída em agosto de 2010 para executar projetos ligados à Olimpíada de 2016. De acordo com o contrato, a FIA deveria “apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividade da estatal”. A empresa não chegou a ser constituída formalmente – não foi inscrita no CNPJ nem teve sede, diretoria ou empregados -, pois, em agosto do ano passado, foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, para ser liquidada. E por que, apenas um ano depois de a constituir, o governo decidiu extingui-la? Porque ela não tinha nenhuma função. Mesmo assim, a fundação contratada recebeu quase R$ 5 milhões – uma parte, aliás, paga depois de o governo ter decidido extinguir a empresa, cuja criação fora objeto do contrato com a FIA.

Em sua defesa, o Ministério do Esporte afirma que a contratação se baseou na legislação. É risível, no entanto, a alegação de que “os estudos subsidiaram decisões, sugeriram alternativas para contribuir com os debates que ocorreram nos governos federal, estadual e municipal e deram apoio aos gestores dos três entes para a tomada de decisões mais adequadas”.

Mas tem mais. Pela leitura da mesma edição do Estado em que saiu a história acima, o público fica sabendo que, de 10 contratos na área de habitação popular firmados pela União com Estados e municípios, 7 não saíram do papel. Pode-se alegar, como fez a responsável pela área de habitação do Ministério das Cidades, que alguns Estados e prefeituras não estavam tecnicamente capacitados para executar as obras ou realizar as licitações previstas nos contratos de repasse de verbas federais. Isso significa que o governo federal se comprometeu, por contrato, a transferir recursos a quem não estava em condições de utilizá-los adequadamente, o que mostra no mínimo falta de critério.

Além disso, o programa que assegurou boa parte dos votos da candidata do PT em 2010, o Minha Casa, Minha Vida, sobre o qual Dilma falou maravilhas, na Bahia, antes de partir para Cuba, praticamente não saiu do papel no ano passado, e continuará parado em 2012, se não for mudado em alguns aspectos essenciais, alertam empresários do setor de construção civil.

E muitos outros programas considerados prioritários pelo governo Dilma se arrastam. Os investimentos efetivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), outra grande fonte de votos para Dilma em 2010, são bem inferiores aos programados, e boa parte se refere a contratos assinados em exercícios passados.

O problema não é novo. A má qualidade da gestão é marca da administração do PT. E Dilma tem tudo a ver com isso, pois desempenha papel central nessa administração desde 2003.

Editorial do Estadão

Opinião dos leitores

  1. Realmente o tempo está sendo implacável com a presidenta Dilma: recorde de aprovação no primeiro ano de governo.

  2. Ah tá… Estadão né? Normal. Anormal era se tivesse falando bem de um governo que tem mais de 70% de aprovação popular. Aí sim era estranho. Como é normal também um filiado ao PSDB tomar para sí um editorial de um jornal de "direita".

    A propósito, como anda o Tucano João Faustino? Ninguém mais ouviu falar… Será que batu asas para São Paulo, aonde tem cargo no governo Tucano?

  3. Como o próprio texto fala, o problema com a FIA é de 2010, ano no qual Dilma não era presidenta.
    Quanto a demitir ministros com acusações sob si, não vejo onde isso é um defeito.
    Já sobre o Minha casa Minha vida, pode-se falar que não atingiu números esperados, mas dai a criticar o programa e falar que ele quase não saiu do papel é no mínimo falta de informação.
    O PAC realmente enfrenta problemas de execução, com inúmeros atrasos, mas considerando nossa legislação, além de problemas de corrupção de funcionários, empresas que fraldam licitações e etc, isso não chega a ser uma novidade.

  4. Só poderia vir do Estadão um editorial reacionário e fascista com este, o Estadão como quase tudo que são paulo produz e esteticamente retrogrado, patrulheiro e revenchista, não é a toa que amarga um terceiro lugar na preferencia da ciade governada por um Opus Dei assessorado por uma boneca enrustida louca por holofotes, neo nazista por Natureza, dá pra entender, mas os numeros provam outra coisa, a aprovação da presidente so faz subir, esse mesmo estadão foi derrotado juntamente com o PIG inteiro, são velhos perdedores, os blogs de direita tambem são facilmente percepciveis de acordo com o que reproduzem, foram derrotados tambem, tanto em nivel nacional, como estadual e municipal.

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Educação

Governo fecha ano sem concluir nenhuma creche

Para cumprir uma promessa de campanha feita pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Educação terá que inaugurar pelo menos 178 creches por mês, ou cinco por dia, até o fim de 2014. Na disputa presidencial de 2010, Dilma afirmou que iria construir 6.427 creches até o fim de seu mandato, mas a promessa está longe de se concretizar.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo ProInfância – que cuida da construção dessas creches – pagou até agora R$ 383 milhões dos R$ 2,3 bilhões empenhados. No primeiro ano de governo, a execução do ProInfância ficou em 16%. Nenhuma obra foi concluída.

Principal aposta do PT nas eleições de 2012, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad deixou o ministério para se candidatar à Prefeitura de São Paulo sem entregar nenhuma das creches prometidas pela presidente. Nas últimas campanhas em São Paulo, as creches têm sido destaque. Seu sucessor, Aloizio Mercadante, tomou posse na última terça-feira prometendo atender à promessa de Dilma. “Vamos cumprir a meta de criar mais de 6 mil creches e dar às crianças brasileiras em fase pré-escolar acolhimento afetivo, nutrição adequada e material didático que as preparem para a alfabetização”, disse o ministro.

Na campanha, Dilma chegou a fixar a meta de construir 1,5 mil unidades de ensino por ano. Reforçou a promessa no programa de rádio da Presidência: “A creche é também muito importante para as mães, para que possam sair para trabalhar tranquilas, sabendo que seus filhos estão recebendo atenção e cuidados,” disse na última segunda-feira.

Déficit. O déficit do País hoje é de 19,7 mil creches. Para se alcançar uma das metas do Plano Nacional de Educação é preciso triplicar o número de matrículas nessas unidades. O plano propõe aumentar a oferta de educação infantil para que 50% da população até três anos esteja em creches até 2020. Atualmente, esse índice está em 16,6%.

Norte e Nordeste têm os menores porcentuais de matrículas nessa faixa etária, segundo o Movimento Todos pela Educação. A pior situação é a do Amapá, que tem menos de 4% das crianças matriculadas. Em São Paulo, a taxa de matrículas é de 26,7%.

Fonte: Estadão

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Jornalismo

Presidente da Datanorte critica o próprio Governo

O processo de liquidação das dívidas e posterior extinção da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte (Datanorte) tem dividido opiniões. De um lado, o Governo assegura que a autarquia é um celeiro de substanciais dívidas e que não dispõe de maiores favorecimentos ao Estado. Por outro, defensores da empresa alegam que ela detém um considerável potencial arrecadador, advindos do seu patrimônio e de um financeiro que – ao cabo de uma quitação total dos débitos trabalhistas – pode somar divisas importantes ao Executivo. Neste último grupo está o atual diretor-presidente da Datanorte, que também é procurador do Estado, Marcos Pinto.  Ele não se coloca na condição de oponente à decisão de fechamento da autarquia, mas ressalta que as razões pelas quais a atual administração resolveu encerrar as atividades da empresa poderiam ser vistas de uma outra forma. O diretor garante, por exemplo, que não vê a empresa como um balcão de prejuízos ao Poder Público. “Não vejo porque existe um patrimônio imobiliário muito grande, existe uma fonte de recursos muito grande que deixou de ser explorada. Um exemplo é a Metasa que nunca pagou um centavo à Datanorte e que vale muito”, assinalou o diretor.

Aldair DantasDatanorte vai ser extinta pelo governo até o final do ano e terá parte do patrimônio leiloado

Marcos Pinto se ressente de não dispor a devida atenção por parte do Governo no período de aproximadamente um ano desde que está à frente da autarquia. E é  esse um dos motivos que o fez desistir de continuar no comando da autarquia. Para ele, outro problema é que “o governo não tem colaborado”.  Ele alerta também para os planos da atual administração de criar outras estatais. “Me admirei quando ouvi que a governadora pensa em abrir a CDM [Companhia de Desenvolvimento Mineral do Rio Grande do Norte, extinta no Governo Garibaldi Filho], uma vez que essa empresa já encerrou as atividades e seu passivo e patrimônio estão incorporados aqui”, complementou. Um outro aspectivo, alvo de crítica do diretor é o fato de a Datanorte ser responsável pelos salários de aproximadamente mil servidores quanto não dispõe da força de trabalho de 100 deles. “Esse é um dos motivos do sufoco da empresa”, declarou o diretor.  A folha de pessoal da autarquia para 2012 está projetada para R$ 54,1 milhões. O Governo considera o valor alto.

Marcos Pinto é querido pelos servidores da Datanorte. Quando avisou a intenção de deixar o comando da empresa foi logo procurado por servidores que informaram o descontentamento com a notícia. Mas ele ressalta que pertence de fato à PGE e é do seu interesse retornar às atividades de procurador. Desde que assumiu a autarquia, o diretor enxugou o quadro de funções em comissão e contemplou os efetivos. Antes eram 131 cargos comissionados, marca que foi reduzida para 37. Por outro lado, ele resolveu agraciar parte dos servidores de carreira – atualmente 22 deles recebem gratificações que variam de R$ 1,1 mil a R$ 1,3 mil. Esse “plus” no salário dos funcionários foi possível graças ao corte no número de comissionados. “Transformei alguns cargos em gratificações para os efetivos”, disse.

Para mostrar que a Datanorte não é um buraco perdido no Estado, como quer fazer crer a administração, ele assinala que em 2011 se constatou um superávit de R$ 625 mil. O problema é que enquanto a autarquia tem no encalço a justiça cobrando e executando o pagamento das dívidas trabalhistas, as quais somam em torno de R$ 60 milhões, muitos devedores da empresa não cumprem com as obrigações. O nível de inadimplência dos que devem à Datanorte é consideravelmente alto. “Vai desde moradores de unidades habitacionais até donos de hotéis na Via Costeira, que não quitam dívidas que têm conosco”, destacou ele.

Fonte: Tribuna do Norte

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Política

PR desembarca no governo Rosa sem consultar os Vereadores da Capital

Chega ao fim hoje a novela da adesão do Partido da República (PR) ao governo Rosalba Ciarlini (DEM), com a nomeação do presidente do partido em Natal, o ex-juiz eleitoral Fábio Holanda, para a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc). De acordo com a assessoria de imprensa do governo, o ex-secretário Tiago Cortez pediu demissão alegando motivos de ordem pessoal. A exoneração de Cortez e a nomeação de Holanda serão publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje. A posse do novo secretário será na segunda-feira, às 16h.

A participação da legenda no governo do DEM foi fechada na última terça-feira, em reunião do deputado federal João Maia (PR) com o senador José Agripino (DEM), a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM). A adesão vinha sendo costurada desde o segundo semestre do ano passado por Agripino. Faltava o convite oficial de Rosalba e o espaço que o novo aliado iria ocupar na gestão, o que foi resolvido nos entendimentos firmados nesta semana.

A aliança dos republicanos com os democratas não ficará somente no âmbito estadual. A intenção dos dois partidos é formar junto com o PMDB um bloco para disputar as eleições do próximo ano na maioria dos municípios do Rio Grande do Norte. Os lideres das três siglas já frisaram que respeitarão a realidade da política local de cada cidade. No entanto, confirmaram que farão um esforço para unir as siglas sempre onde for possível.

Embora haja a intenção de formar um bloco governista nos principais municípios do estado, DEM, PR e PMDB enfrentarão dificuldades para unir suas bases. Em Natal, o vereador Adão Eridan (PR), que é cotado até para ser indicado como vice pelo partido para a majoritária, se posiciona contra o alinhamento político da sigla com o DEM. Ele defende uma aliança da sigla com a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) ou o ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT). Em Mossoró, o presidente interino do partido, Genivan Vale, defende uma composição com a deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Com a adesãooficial do PR ao governo, Rosalba Ciarlini ganhará o reforço do deputado estadual George Soares (PR). O parlamentar apoiou a candidatura do ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) nas eleições de 2010, por orientação de João Maia, presidente estadual do partido. Ele aguardava a definição do seu líder para mudar de posição. O deputado estadual Vivaldo Costa (PR), que apoiou a candidatura democrata, já faz parte da base do governo. A adesão uniu novamente a legenda, que estava divida desde a última eleição. (Allan Darlyson) para o Diário de Natal

Do Blog: Esse blogueiro teve a informação que os dois Vereadores do PR na capital não foram consultados pela direção do Partido, nem muito menos comunicado pelo atual presidente na sigla em Natal, o advogado Fábio Holanda que vai assumir a Secretária.

Contatado por esse blogueiro os Vereadores Adão Eridão e Assis Oliveira não se mostraram satisfeitos pela forma que as demandas vem sendo gerenciadas no Partido. Sem escutá-los.

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Jornalismo

Thiago Cortez deixa Sejuc e Fábio Hollanda assume o cargo

O advogado Thiago Corteza pediu exoneração na tarde desta quinta-feira (12) do cargo de secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc). Em seu lugar assume o também advogado Fábio Hollanda, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e presidente municipal do PR.

O pedido de Thiago para deixar a Secretaria foi feito hoje e a exoneração dele já deve sair amanhã no Diário Oficial do Estado (DOE), juntamente com a exoneração da equipe do advogado. O mesmo documento também deve trazer a nomeação de Fábio Hollanda que inicia os trabalhos a frente da pasta a partir da próxima semana.

Mesmo se desligando da administração direta, Thiago continuará na governadora Rosalba Ciarlini. Ele desempenha o papel de advogado na equipe jurídica da Rosa, desde os tempos em que ela era senadora. Cortez volta a desempenhar a função também na próxima semana a frente do seu escritório de advocacia.

Fábio Hollanda foi escolhido por ter um relacionamento próximo com o partido da governadora. Entre 2005 e 2007, ele foi assessor parlamentar da liderança do DEM no Senado Federal. Além disso, como presidente municipal do PR, ele representa mais uma conquista de espaço da legenda dentro do governo da Rosa. Hollanda tem amplo conhecimento da política e das leis pelo tempo de serviços prestados como juiz eleitoral.

 

Opinião dos leitores

  1. O Thiago Cortez pediu exoneração, por que já sabia que ia ser descartado? E a sua secretária Zuleide, também vai no pacote? Sim porque Dr. Fábio Holanda merece coisa melhor, falo em termos de qualificação. Quero ir visitar o amigo e ser melhor recebida.
    Boa sorte Amigo.

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Jornalismo

Mais de 63% dos natalenses aprovam governo de Dilma Rousseff

A pesquisa Consult/Sinduscon foi realmente uma das mais esperadas dessa semana como o blog ouviu comentários. Não bastando, a avaliação da Prefeitura e do Governo do Estado, ela também trouxe números da Presidência da República.

Em Natal, 63,5% da população aprova os trabalhos da presidenta Dilma Rousseff a frente do Executivo federal. Uma fatia de 23,8% dos entrevistados, porém, tem outra visão e desaprova o governo da petista. Exatos 12,7% dos entrevistados não tinham opinião formada.

A encomenda da pesquisa divulgada hoje foi feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). Nela, foram entrevistadas mil pessoas de 43 localidades de Natal. Essa é a primeira pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) este ano.

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Jornalismo

Rosalba atinge desaprovação de 59,6% da população

Não é só a prefeita Micarla de Sousa que não anda bem na opinião pública. A governadora Rosalba Ciarlini também está com mais da metade da população desaprovando sua gestão.

A pesquisa Sinduscon/Consult revelou que 59,6% da população desaprova o governo da Rosa. Quase metade disseram o contrário. Do total de entrevistados, 25,1% aprovam a atuação da democrata a frente do Governo do Estado. Outros 15,3% não tinham opinião formada quando foram entrevistados.

O blog acredita que os principais problemas enfrentados pela governadora tenham sido as constantes declarações de “retrovisor” sempre olhando para trás e pouco para frente, aliado aos vários embates com os servidores públicos. Ainda está em tempo de reverter esse placar.

A encomenda da pesquisa da Consult foi feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). Nela, foram entrevistadas mil pessoas de 43 localidades de Natal. Essa é a primeira pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) este ano.

 

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