Saúde

Brasil usa vírus da gripe e bactérias para criar vacina contra covid-19

Foto: Reuters

Pesquisadores brasileiros de diferentes instituições estão empenhados em produzir uma vacina nacional contra o novo coronavírus, o que garantiria agilidade no combate à pandemia e independência de outros países. Para isso, são testados desde o vírus causador da gripe até o mecanismo usado por bactérias para enganar o sistema imune.

Essa, inclusive, é a estratégia em que o Instituto Butantan concentra seus esforços. Quando estão em ação no organismo, as bactérias liberam vesículas feitas de suas membranas externas. Essa ação confunde o sistema imunológico do corpo humano.

“A gente quer acoplar a proteína do coronavírus na superfície dessas vesículas, assim, estamos fingindo ser o vírus”, esclarece Luciana Cerqueira Leite, pesquisadora do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan.

De acordo com Luciana, essa pequena partícula, produzida em laboratório a partir da cultura de dois tipos de bactéria – uma para fabricar a vesícula e outra a proteína igual ao do coronavírus -, possibilita aumentar 100 vezes a produção de anticorpos e também é capaz de estimular a ação de células de defesa.

“Nós já fizemos todo esse processo para a produção da vacina contra a esquistossomose [que já está em testes clínicos], então metade [da produção] já está concluída”, afirma.

Após a fabricação, a vacina será testadas em camundongos, a fim de verificar sua segurança e eficácia. A expectativa é que essa fase tenha início em um intervalo de seis meses a um ano.

A tática de pesquisadores da USP

Essa etapa já foi alcançada pela equipe coordenada pelo professor Jorge Kalil, do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP). Eles também apostam em uma imitação do novo coronavírus.

Mas, nesse caso, a simulação é feita com o uso de VLPs (virus-like particles, em inglês), moléculas que se assemelham ao vírus, mas não possuem material genético para a replicação viral.

A vacina ainda será aplicada em camundongos transgênicos. Eles serão modificados com o receptor ACE-2, a enzima que o coronavírus usa para entrar na célula. Kalil deu mais detalhes sobre cada etapa em entrevista ao R7.

Em conversa com a Rádio USP, o professor destacou que existe um caminho “razoável” a ser percorrido para ir dos testes em camundongos aos testes em humanos.

“Tem vários testes em animais que serão feitos, para provar que a ideia funciona, ou seja, que os animais desenvolem anticorpos neutralizantes. Para depois, ver a toxicidade e segurança”, descreve.

Eficácia em humanos

Após verificar esses aspectos em animais, é preciso fazer o escalonamento, que significa produzir grande quantidade da vacina em boas práticas de laboratório para que ela seja testada nas pessoas. De acordo com Kalil, esse processo pode durar, no mínimo, um ano e meio.

O plano é realizar duas fases de testes em humanos: uma para verificar se a vacina é tóxica e outra para saber qual o regime de vacinação mais apropriado para desencadear respostas do sistema imunológico, ou seja, para o corpo começar a combater sozinho o novo coronavírus.

Caso essa etapa seja bem-sucedida, a vacina começará a ser produzida em larga escala e distribuída para o mercado. “Talvez leve dois anos, dois anos e meio”, estima Kalil.

Vacina para gripe e coronavírus

A equipe coordenada por Kalil troca informações com a da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) de Minas Gerais, que trabalha na produção de uma vacina bivalente: capaz de combater o novo coronavírus e o influenza, que causa a gripe.

“Nós modificamos geneticamente o vírus da gripe, que é o vírus influenza, para que ele produza tanto as proteínas do vírus da gripe quanto uma proteína que nós chamamos de imunogênica, uma proteína que induz resposta imune, no caso ao Sars-CoV-2. Esperamos que uma pessoa vacinada com esse vírus tenha uma proteção contra a covid-19 e também à influenza”, explica o pesquisador Alexandre Vieira Machado

Os testes em camundongos devem ser finalizados só no meio do ano que vem. Os próximos passos percorrem as mesmas etapas já descritas por Kalil, mas devem ter como cobaia os hamsters.

Corrida mundial

A pesquisadora Luciana ressalta que os países que estão mais avançados na busca por uma vacina já tinham uma experiência prévia adquirida em razão de outras epidemias, como a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Severa) e a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), também causadas por outros coronavírus.

“Seria interessante que assim que uma vacina for aprovada, essa tecnologia fosse distribuída [a outros países] para ampliar a capacidade de produção”, afirma a pesquisadora. “Aqui temos capacidade de produção, mas isso envolve muitas negociações internacionais, o que dificulta o processo”, pondera.

Kalil, por sua vez, defende que a melhor saída é produzir uma vacina brasileira. “Essa vacina, se nós não tivermos a nossa, se for feita na Inglaterra, primeiro eles vão vacinar os ingleses, depois americanos, depois europeus, depois chineses… Para nós termos acesso a essa vacina, vai demorar”, analisa.

R7

Opinião dos leitores

  1. A melhor forma de combater será produzir uma vacinaBrasileira, porque o Covid-19 sofreu mutações ao atingir a fase de transmissão comunitária no Brasil. “Nosso” vírus e um pouco diferente dos demais países. Então, somente as instituições de pesquisa brasileiras poderão encontrar uma vacina eficaz

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Esporte

MP abre inquérito para investigar contrato do Governo do Estado com a Arena das Dunas

Foto: Divulgação

O Ministério Público abriu inquérito para investigar irregularidades no contrato do Governo do Estado com a Arena das Dunas, após relatório da Controladoria Geral apontar suposto prejuízo de R$ 421 milhões aos cofres públicos.

O promotor responsável pela investigação, Leonardo Cartaxo, também apontou o relatório do Tribunal de Contas do Estado que reprovou os contratos.

O caso também está sendo analisado em uma CPI na Assembleia Legislativa.

Justiça Potiguar

Opinião dos leitores

  1. Título da matéria correto: MP abre inquérito para investigar contrato do Governo ROSALBA com a Arena das Dunas. Já que meu outro comentário que citava ROSALBA e AGRIPINO não foi aceito!

    1. Eu acho que vai pegar mesmo é o período da época de Rosalba…

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Judiciário

Celso de Mello sinaliza voto contrário ao inquérito das fake news

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Ao rejeitar a apreensão do celular de Jair Bolsonaro, Celso de Mello sinalizou que poderá votar pela inconstitucionalidade do inquérito das fake news, aberto de ofício por Dias Toffoli e tocado por Alexandre de Moraes sem participação do Ministério Público.

O ministro argumentou que, no sistema penal brasileiro, é adotado o sistema acusatório, pelo qual investigações e diligências só podem ser pedidas pela polícia ou pelo MP, nunca determinadas por iniciativa do Judiciário.

“É inviável a requisição judicial para a instauração quer de inquérito policial (CPP, art. 5º, II), quer de procedimento de investigação penal pelo próprio Ministério Público,  pois, em tais singulares hipóteses, já se delineia o entendimento da impossibilidade constitucional de o magistrado (ou o Tribunal) ordenar a abertura de procedimento investigatório, não importando se ‘ex officio’ ou mediante provocação de terceiro (o noticiante)”, observou o ministro.

Celso de Mello citou ainda voto de Luís Roberto Barroso num julgamento de 2014 que defendeu a inconstitucionalidade de resolução do TSE que permite ao juiz instaurar, por conta própria uma investigação:

“Tais preceitos normativos apresentam-se ‘em aparente violação ao núcleo essencial do princípio acusatório’ (grifei), que consagra, em sede de ‘persecutio criminis’, a nítida e clara separação orgânica e funcional que deve haver entre as atividades de investigar, de acusar, de defender e de julgar”, escreveu Celso de Mello, em remissão ao voto de Barroso.

Citou ainda uma decisão mais antiga do STF, de 2004, que derrubou artigo da antiga lei contra organizações criminosas, de 1995, que dava aos juízes o poder de recolher, pessoalmente, dados fiscais e bancários, cujo sigilo tenham sido quebrados por iniciativa própria.

“Não se mostra lícito ao Poder Judiciário determinar “ex officio” ou mediante  provocação de terceiro (noticiante) a instauração de inquérito, o oferecimento de denúncia e a realização de diligências  (como, p. ex., a medida cautelar de busca e apreensão de aparelhos celulares), sem o prévio requerimento do Ministério Público, consoante tem sido proclamado pela jurisprudência deste próprio Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro.

Os argumentos coincidem com os apresentados pela Procuradoria Geral da República para suspender a investigação sobre ataques aos ministros do STF. A principal ação contra o inquérito, protocolada pela Rede e com o pedido da PGR, será julgada no dia 10 no plenário do STF.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Os meios importam, a fake news e quem as promove que são os maiores males desse país, então, nesse entido, a CPI das fake news é quem deveria estar avançando nisso e não o inquérito de ofícil do STF.

  2. Para aumentar mais ainda a ação ditadorial, os acusados não tem acesso ao processo para se defenderem.
    As ações comunistas ,para tirsr o JB ficam ,cada dia que passa mais claras

  3. O q porra tem na cabeça um ministro ao dar procedimento em ações q não ão em nada. Só consumindo o erário público

  4. Apenas as mulas da esquerda insistem na legalidade do "inquérito das fake news" !!! É inconstitucional ! Rasgaram a constituição !

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Diversos

Distanciamento social é baixo no RN, aponta estudo; veja taxa em municípios

Foto: iStock

Em um momento crítico quanto aos números da contaminação pelo novo coronavírus no Rio Grande do Norte, estudo atualizado do projeto Isola.ai revela que o distanciamento social, principal medida de contenção da pandemia recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), permanece baixo. No domingo, 31 de maio, o RN se posicionou entre os dez estados com menor isolamento ao atingir 49%.

Com base nos dados da startup In Loco, o Isola.ai vem monitorando o isolamento social desde o início da pandemia e tem verificado que os municípios onde houve maior contaminação pela covid-19 tendem a respeitar mais o isolamento. No último dia de maio, Natal e Parnamirim alcançaram 52%, enquanto Mossoró chegou a 50%, no entanto, tais números estão distantes dos 70% ideais.

O índice de distanciamento social na capital, porém, conta com importantes variações internas. Seguindo padrão observado em outras semanas, a Zona Sul de Natal tende a apresentar maiores valores de isolamento do que regiões como a Norte e a Oeste, o que pode ser um reflexo das desigualdades socioeconômicas que dificultam a adesão ao distanciamento social, aponta o estudo.

Outras cidades monitoradas apresentam índices ainda menores. Em Caicó, por exemplo, mesmo com o decreto de bloqueio total de serviços não essenciais, apenas 48% da população permaneceu em casa. Já os municípios de Santa Cruz, Currais Novos e Pau dos Ferros tiveram 43% de adesão às medidas de distanciamento.

Também são apresentados no estudo os municípios com maior isolamento por mesorregião potiguar. No Agreste, destacou-se Sítio Novo (53%); na Central, o município de Serra Negra do Norte (60%); Espírito Santo (53%), no Leste; e Encanto (53%) no Oeste Potiguar. Por outro lado, Lagoa Salgada (35%), Caiçara do Norte (23%), Pedro Velho (40%) e Taboleiro Grande (26%), nas mesmas regiões respectivamente, obtiveram os piores indicadores.

Isola.ai

Constituído por uma equipe de 13 pesquisadores da UFRN, da Universidade de Pernambuco (UPE), do Instituto Curie (França) e outras instituições do Brasil e do exterior, o projeto Isola.ai busca soluções interdisciplinares para a pandemia utilizando técnicas de Ciência dos Dados e Inteligência Artificial. As avaliações publicadas também podem ser conferidas no site do Observatório do Nordeste para Análise Sociodemográfica da Covid-19 (ONAS-Covid19).

Liderada pelo professor Ivanovitch Silva, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEEC), a iniciativa conta com os docentes Rafael Gomes (PPGEEC), Leonardo Bezerra, do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia da Informação (PPGTI), e Luciana Lima, do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem). Também integram o grupo os egressos da UFRN Marcel Ribeiro-Dantas (Instituto Curie) e Gisliany Alves (PPGEEC).

Colaboram ainda pesquisadores das seguintes instituições: Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dublin City University, da Irlanda, e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), do Amazonas.

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Educação

Comunidade acadêmica discute retomada das atividades presenciais na UERN

Um momento rico de debate em torno de soluções para o retorno das atividades acadêmicas na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), suspensas desde 31 de março devido à pandemia do Covid-19.

Nesta segunda-feira (01), diretores de Unidades Acadêmicas, representes do Fórum dos Chefes de Departamentos Acadêmicos, do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Associação dos Docentes (ADUERN) e do Sindicato dos Técnicos Administrativos (SINTAUERN) discutiram com a equipe de gestão universitária e com a Comissão Especial de Consulta alternativas para a retomada de atividades acadêmicas na Instituição.

A Comissão de Consulta apresentou os estudos que estão sendo desenvolvidos para a retomada presencial das atividades, nas dimensões acadêmica, de infraestrutura e de tecnologia. De acordo com a reitora em exercício, Fátima Raquel Morais, o objetivo da comissão é apontar as necessidades e sugerir soluções para que Universidade esteja pronta para a retomada presencial, embora ainda não seja possível prever quando as atividades presenciais poderão voltar a acontecer.

“Não sabemos quando tudo isso vai acabar, mas sabemos que nada será como antes. Sabemos também que será uma retomada gradual, pois temos em nossa comunidade, professores, estudantes e técnicos com comorbidades, que não poderão voltar à rotina de trabalho presencial de imediato. Além disso, a UERN terá que disponibilizar álcool e outros insumos para o retorno das pessoas em seus ambientes. Tudo isso está sendo analisado cuidadosamente, discutido e deverá compor um documento para orientar a Universidade neste momento”, explicou a reitora em exercício.

Se por um lado a UERN traça estratégias para a retomada presencial, por outro, a Instituição estuda alternativas para a oferta de atividades neste momento de isolamento social. O pró-reitor de Ensino de Graduação, Wendson Dantas, apresentou uma proposta de oferta de componentes na modalidade de ensino remoto em semestre especial.

A ideia é utilizar meios digitais e/ou não digitais no processo de ensino-aprendizagem através da oferta de disciplinas de forma remota. A adesão tanto para professores quanto pra estudantes não é obrigatória, não havendo nenhum prejuízo para o estudante ou o professor que não se inscrever nesta modalidade. Os professores poderão ofertar até uma disciplina e os estudantes se inscrever em até dois componentes curriculares. A proposta deverá ser enviada nesta semana para apreciação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE).

“Este modelo está sendo utilizado por outras Instituições de Ensino Superior do país. A vantagem para o estudante é que ele poderá cumprir neste período de isolamento social parte dos componentes acadêmicos do seu curso, e até disciplinas optativas. Outra vantagem é que, dependendo da adesão, irá contribuir para que as salas de aula estejam com menos estudantes no retorno da modalidade presencial, respeitando as orientações de distanciamento que precisarão ser adotadas neste novo momento”, argumentou o pró-reitor.

Para os estudantes que queiram aderir ao semestre especial e tenham dificuldades de acesso à internet, a Pró-Retoria de Assuntos Estudantis (PRAE) irá lançar, caso a proposta seja aprovada pelo CONSEPE, um edital para disponibilizar bolsas com o objetivo de garantir aos estudantes em condições de vulnerabilidade social, recursos para esse acesso à tecnologia.

Ainda no mês de junho, haverá uma nova reunião para avaliar o momento e traçar as estratégias para a retomada das atividades presenciais e acadêmicas na UERN.

Opinião dos leitores

  1. Fátima aproveita e fecha esse sangrador de dinheiro público, pois não é obrigação do RN manter universidade. Transfere todos os alunos para universidades privadas pagando uma bolsa e direciona os professores para a rede estadual de ensino. Fazendo isso vc vai ver a quantidade de recursos vai ficar no caixa.

    1. O cara defende fechamento de universidades e escola mas não dá um piu aos bilhoes doados aos empresários através de renúncias fiscais.

    2. Nossa mocinho nunca tinha ouvido uma pérola dessa. Investimento em educação seja ela q qualquer nível nunca foi e nunca será sangrado dos cofres públicos. Acredito q vc se equívoco e quis dizer de outras fontes, tais como contratos c terceiros, emendas parlamentares, entre outras tantas. Aí sim é uma sangria, melhor rever sua opinião. Muito feio.

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Educação

UFRN regulamenta oferta de atividades acadêmicas remotas

Foto: Cícero Oliveira

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aprovou nessa segunda-feira, 1° de junho, a regulamentação, em caráter excepcional, da oferta de atividades remotas da graduação, da pós-graduação e do ensino básico, técnico e tecnológico. O projeto piloto de estudo remoto ocorrerá de forma não obrigatória, ou seja, de maneira facultativa para estudantes e professores.

Diante do atual contexto da pandemia de Covid-19, visto que não há previsão de retomada das atividades acadêmicas presenciais, a instituição de ensino deu início ao planejamento de ações para curto, médio e longo prazo. Dessa forma, a decisão do Consepe pelo período suplementar com oferta de atividades remotas faz parte de uma iniciativa de curto prazo, que foi fruto de uma discussão descentralizada – realizada nos Centros e Unidades Acadêmicas Especializadas -, avaliando as especificidades de cada curso, além das necessidades e da realidade dos estudantes e docentes.

Para o reitor José Daniel Diniz Melo, devido à atual realidade dinâmica e pouco previsível, as instituições federais de ensino superior do país vêm discutindo como será o futuro das atividades universitárias. “Docentes, técnicos e estudantes da UFRN estão trabalhando intensamente no enfrentamento ao novo coronavírus. Além disso, os trabalhos administrativos tiveram que se adaptar rapidamente à nova realidade e seguem funcionando de forma remota. Na mesma perspectiva, o planejamento das atividades acadêmicas nunca foi deixado de lado e estamos constantemente ouvindo a comunidade universitária e analisando as alternativas possíveis para o contexto atual”, explicou.

A pró-reitora de Graduação e relatora da proposta do Período Letivo Suplementar Excepcional, Maria das Vitórias de Sá, explicou que a discussão sobre o tema na universidade surgiu com dois objetivos, que são proporcionar aos estudantes a opção de cursar componentes curriculares e reduzir a quantidade de pessoas circulando no campus, quando for possível retomar as atividades presenciais, visto que há a possibilidade de restrição de aglomerações.

Nessa perspectiva, a oferta de componentes curriculares ou outras atividades acadêmicas remotas têm o intuito de oferecer “um ecossistema educacional que forneça acesso temporário e planejado a suportes de ensino e instrução, em resposta ao fechamento de escolas e universidades em tempos de crises e em formato de ensino distinto da Educação a Distância, que é uma modalidade de ensino planejada com proposta pedagógica, materiais, ambiente e formato próprios”, conforme a resolução. Fica instituído ainda, extraordinariamente, o Auxílio de Inclusão Digital a ser concedido a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, visando subsidiar o acompanhamento de atividades acadêmicas em formato remoto.

Pós-Graduação

No âmbito da pós-graduação, os programas, residências e cursos de especialização ficam autorizados a ministrar aulas remotas, mediante plano de atividades aprovado pelo Colegiado do Curso, em concordância com o diretor do Centro ou da Unidade Acadêmica Especializada e com a Comissão de Pós-Graduação da UFRN. De forma facultativa, o docente utilizará a Turma Virtual do sistema oficial da UFRN, além de outras plataformas virtuais para mediação das atividades.

Graduação

Já na graduação, fica instituído o Período Letivo Suplementar Excepcional (2020.3), que consiste na oferta de componentes curriculares e outras atividades acadêmicas, em formato remoto e facultativo, para docentes e estudantes com status “ativo” ou “formando”. Os professores poderão utilizar a Turma Virtual do sistema oficial da universidade ou outras plataformas virtuais, já os discentes poderão cursar até 180 horas, em componentes curriculares do tipo disciplina, módulo ou bloco.

Para os cursos de graduação da educação a distância, fica preservada a utilização do ambiente virtual de aprendizagem Moodle Mandacaru Acadêmico, sem adesão ao formato remoto. Contudo, assim como para os cursos da modalidade presencial, o calendário 2020. 1 continua suspenso. Para participar das atividades remotas, as matrículas serão realizadas pelos alunos no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA).

Ensino básico, técnico e tecnológico

As unidades que desenvolvem Educação Básica, Técnica e Tecnológica da UFRN ficam autorizadas a ofertar, de forma remota e em caráter excepcional, componentes curriculares e outras atividades acadêmicas. A oferta deverá ser apresentada por meio de plano de atividades acadêmicas excepcionais e aprovado pelo colegiado do curso ou instância deliberativa correspondente.

Outras ações em planejamento

Para o médio prazo, as discussões sobre o período letivo 2020.1 continuam acontecendo e ainda haverá deliberação no Consepe. Dessa maneira, os alunos que não participarem do Período Letivo Suplementar Excepcional terão suas matrículas garantidas para quando for possível retornar as atividades presenciais.

Para longo prazo, a Reitoria formou uma comissão de especialistas para estudar e propor metodologias inovadoras. Essa ação faz parte do Plano de Gestão para o quadriênio de 2019 a 2023, que foi aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni), em dezembro de 2019. As metodologias propostas pelo grupo serão ainda discutidas pela comunidade universitária.

A resolução 023 do Consepe sobre a regulamentação da oferta de atividades acadêmicas no formato remoto está disponível no Boletim de Serviços do dia 01/06/2020, que pode ser conferido no Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos (SIPAC).

Opinião dos leitores

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Finanças

TCE/RJ rejeita, por unanimidade, contas de 2019 do governo Witzel

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou, por unanimidade, as contas do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, referentes a 2019. O relatório, apreciado nessa segunda-feira (1º), seguirá para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para ser votado pelos deputados.

O conselheiro Rodrigo Nascimento, relator do processo, foi seguido pelos demais conselheiros: Christiano Lacerda, Marcelo Verdini e Andréia Siqueira Martin. A presidente do TCE, Mariana Montebello, que só vota em caso de empate, proclamou o resultado.

“O Tribunal de Contas do Estado, por unanimidade, delibera pela emissão de parecer prévio contrário à aprovação das contas do chefe do Poder Executivo do estado, excelentíssimo governador Wilson Witzel, referentes ao exercício de 2019. Foram apontadas sete irregularidades para embasamento do parecer prévio contrário. Foram apontadas 39 impropriedades. Foram exaradas 65 determinações e foi dirigida uma recomendação”, resumiu Montebello.

Relatório

Segundo o relatório, durante 2019, o governo do estado não cumpriu o investimento mínimo nas áreas de saúde e educação. O governo aplicou 11,46% das receitas de transferência de impostos em ações e serviços públicos de saúde, valor menor do que os 12% exigidos pela Lei Complementar nº 141/12 e pelo artigo 198 da Constituição Federal.

Na educação, o governo aplicou 24,43% em gastos com manutenção e desenvolvimento do ensino, descumprindo o limite mínimo de 25% determinado no artigo 212 da Constituição Federal. O governo também não cumpriu o disposto na Lei Federal 12.858/13, que regulamenta a destinação para as áreas de educação e saúde de parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural.

O relatório ainda ressalta a destinação de apenas 1,41% dos recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza ao Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social. Este montante foi inferior ao percentual mínimo de 5%, fixado na Lei Estadual nº 4.056/02.

Além dessas, outras três irregularidades foram apontadas: a não inclusão na base do Fundeb das receitas resultantes do adicional do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o repasse à Fundação de Amparo à Pesquisa (Faperj) de apenas 1,05% da receita tributária do exercício, descumprindo o mínimo de 2%, e a utilização dos recursos do Fundo Estadual de Investimento e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social para pagamentos de despesas com pessoal.

Governo do Rio de Janeiro

O TCE enviará à Alerj o relatório, que será analisado pela Comissão de Orçamento. A comissão discutirá o relatório e dará parecer sobre as contas, que depois serão votadas em plenário como um decreto legislativo. O governo do estado, procurado pela Agência Brasil para se pronunciar sobre o resultado, se manifestou em nota.

“Apesar da reprovação das contas, o Governo do Estado do Rio de Janeiro conseguiu derrubar quatro das 11 irregularidades apontadas pelo TCE, durante a sessão especial que julgou as contas de 2019. A derrubada é uma vitória para o governo, e deixa claro o aperfeiçoamento das contas, a partir de uma defesa técnica e bem estruturada. O problema das contas do estado é estrutural, e vem de alguns anos. No ano passado, por exemplo, foram apontadas 14 irregularidades, e nenhuma pôde ser derrubada.”

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. O impeachment deste mal caráter está próximo, já gastou centenas de milhões em hospitais de campanha porém dos seis prometido só tem um funcionando e não funciona 100% do programado.

  2. O Brasil parece não ter jeito. O cara é ex-juiz federal, mas é forte candidato, segundo as notícias, à condenação criminal.

  3. Assembleia legislativa e TCE do RJ sao formados por homens e mulheres da mais alta probidade. Saberão julgar por motivos tecnicos o mais probo governador do Brasil.

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Diversos

Universal Studios Japão e Museu do Louvre reabrem em 8 de junho e 6 de julho, respectivamente

Foto: Divulgação

Universal Studios Japão reabre no próximo dia 8 de junho

O Universal Studios Japão reabre suas portas no próximo dia 8 de junho após três meses de operações suspensas por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O parque na primeira semana só receberá visitantes provenientes de Osaka que possuem o passe anual. Uma semana depois (a partir do dia 15), passa a ser permitida a entrada de qualquer cidadão daquela cidade.

Somente no dia 19 de junho que a Universal permitirá a entrada de turistas provenientes da região de Kinki, englobando as cidades de Kyoto, Hyogo, Nara, Wakayama and Shiga. Todas as datas estão de acordo com a decisão do governo japonês de afrouxar o estado de emergência em todo o país na última semana, embora tenha pedido para que os cidadãos evitem cruzar fronteiras de municípios pelo menos até dia 19.

Diversos protocolos aprimorados de higiene e procedimento de boas práticas de saúde serão implementados nesta reabertura. Como acontecerá com a abertura dos parques da Universal em Orlando, haverá prática de distanciamento social, visitação diária ao parque controlada e reduzida; número controlado e reduzido de visitantes em atrações, em shows, e de assentos nos restaurantes; e maior limpeza e desinfecção de locais de alimentação, veículos das atrações, banheiros e outros pontos.

De acordo com o portal The Japan Times, enquanto o Universal Studios Japão já abrirá a partir deste mês, representantes de Disneyland Tóquio e DisneySea Tóquio afirmaram que a suspensão temporária de suas operações durará um pouco mais por conta de um temor que surgiu recentemente sobre uma segunda onda de contágio pelo coronavírus.

Em Orlando, nos Estados Unidos, o Universal Parks & Resorts anunciou planos de reabertura em fases do Universal Orlando Resort a partir de 5 de junho. A reabertura será gerenciada e incluirá uma vasta gama de novos e aprimorados procedimentos de boas práticas de saúde, segurança e higiene, com base nas diretrizes do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e das autoridades de saúde.

Já os hotéis do Universal Orlando Resort começam a reabrir as portas a partir de 2 de junho. A reabertura será gerenciada e em fases, incluindo uma série de novos e aprimorados procedimentos de saúde, segurança e higiene. Aqueles que ficarem nos hotéis do complexo poderão visitar os parques temáticos nos dias 3 e 4 de junho, antes da abertura ao público geral.

Museu do Louvre reabre em 6 de julho

Foto: Divulgação

O museu do Louvre, em Paris, será reaberto em 6 de julho, após a determinação do governo francês, que permitiu que museus e locais históricos reabrissem suas portas após a pandemia de coronavírus. A França deve aliviar ainda mais as restrições impostas para combater o vírus a partir de terça-feira (2), mas somente em julho os principais museus e atrações serão reabertos, embora alguns planejem fazê-lo em junho.

O ministro da Cultura, Franck Riester, confirmou na última sexta-feira (29) que usar uma máscara seria obrigatório para visitar museus na França, e alguns terão que criar sistemas de reservas para evitar grandes fluxos de visitantes. “A implementação de um sistema de reservas e novos sinais nos permitirá oferecer o máximo de segurança aos visitantes, além de usar uma máscara e respeitar o distanciamento social”, afirmou o Louvre em comunicado.

Ele acrescentou que as reservas online para visitar o Louvre quando reabrir em 6 de julho serão abertas em 15 de junho. O museu está fechado desde 13 de março. “Mesmo que pudéssemos descobrir os tesouros do Louvre de maneira virtual durante o bloqueio, nada pode substituir a emoção de conhecer um trabalho de maneira real”, disse o diretor do Louvre, Jean-Luc Martinez.

O Louvre aumentou sua presença virtual durante o confinamento e disse que agora é o museu mais seguido do mundo no Instagram, com mais de quatro milhões de seguidores.

Para outros locais, a antiga residência real, o Chateau de Versailles, nos arredores de Paris, será reaberta em 6 de junho, enquanto o Museu de Orsay, obra-prima impressionista, será inaugurado em 23 de junho, informou o Ministério da Cultura. O icônico Centro Pompidou de arte moderna de Paris será reaberto em 1º de julho.

Mercado & Eventos, com informações do The Japan Times

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Educação

MEC autoriza que atividades remotas passem a valer como carga horária

Foto: Pixabay

O Ministério da Educação (MEC) homologou parcialmente o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com regras sobre a educação na pandemia, suspendendo o trecho que falava sobre avaliações e exames, e mantendo a autorização para que as atividades remotas passem a valer como carga horária.

Para repor a carga horária no retorno às aulas, o documento homologado pelo MEC sugere o uso de períodos como férias, sábados e também o aumento do horário de atividade escolar. Para a educação infantil, são recomendadas atividades educativas para que as famílias e as crianças não percam o contato com a escola. Já nos primeiros anos do ensino fundamental, foi recomendado o acompanhamento da família, e atividades que não pressuponham a substituição dos professores pelos responsáveis pelo estudante. O documento pede que as escolas levem em consideração a situação de cada estudante e da família, para evitar o aumento da desigualdade e da evasão escolar. Mas com a suspensão do trecho de avaliações e exames, as redes de ensino seguem sem definição sobre como vão mensurar a aprendizagem dos alunos durante e depois da quarentena.

Desde março, as aulas estão suspensas em todo o Brasil. Um levantamento do G1 apontou que 16 estados planejam considerar atividades remotas como carga horária do ano letivo – equivalendo-as às aulas presenciais: AC, AP, AM, CE, GO, MA, MG, MS, PB, PR, PI, RN, RS, RR, SP e SC. Com isso, pretendem cumprir o mínimo de horas letivas exigidos por lei. Em 1º de abril, uma medida provisória assinada estipulou que em 2020 as escolas deverão cumprir o mínimo da carga horária, mas não o de dias letivos.

O documento do CNE havia sido aprovado em 28 de abril, mas a validação ocorreu mais de um mês depois. O despacho está no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (1º).

De acordo com o despacho, o MEC deixou de homologar o item 2.16, e submeteu para reexame do CNE. O item fala que as avaliações e exames deverão levar em conta “os conteúdos curriculares efetivamente oferecidos aos estudantes, considerando o contexto excepcional da pandemia, com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono no ensino fundamental e médio” (leia trecho completo mais abaixo).

Aulas suspensas

A decisão de suspender as aulas presenciais foi tomada pelas redes de ensino entre 11 e 23 de março. Desde então, cada estado e município tem se organizado para oferecer atividades remotas aos estudantes, mas sem que haja uma coordenação nacional que garanta isonomia de aprendizagem.

Alguns estados e municípios adquiriram conteúdo de empresas privadas que fornecem educação a distância, seja por meio de plataformas online, ou até televisão e via rádio. Em outros casos os próprios professores viraram youtubers e passaram a produzir aulas online, sem que antes recebessem treinamento.

Um levantamento nacional feito pelo G1 e publicado em 21 de maio aponta o cenário da educação do Brasil durante a pandemia. Apesar dos esforços das redes e dos docentes para manter o ensino e a aprendizagem, estudantes relatam falta de acesso a computadores, internet, falta de espaço adequado para estudar em casa e, mesmo quando há toda a estrutura, eles dizem ter dificuldade de acompanhar as aulas. Graciela Fell, que tem uma filha matriculada na rede estadual de Santa Catarina, relatou à reportagem que “está sendo uma educação de faz de conta.” Já a professora Tassiane Barreto, de Sergipe, avalia: “A rede pública parou”.

Enem sem data

Em meio ao cenário de incertezas, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) segue sem data para ser aplicado – a prova é usada como critério de seleção em diversas universidades públicas e particulares. O cronograma deverá ser definido em uma enquete com os candidatos inscritos através da página do participante.

A decisão ocorreu após a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) entrarem com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo que o Enem fosse adiado; e depois de o Senado aprovar o adiamento de exames de acesso ao ensino superior, entre eles o Enem.

Neste ano, 6,1 milhões de pessoas se inscreveram no Enem. As inscrições precisam ser validadas após pagamento da taxa de inscrição, cujo prazo se encerrou na quinta-feira (28). O MEC ainda não divulgou um novo balanço com o número de candidatos esperados para a prova.

Leia a íntegra do trecho que não foi homologado:

Sugere-se que as avaliações e exames nacionais e estaduais considerem as ações de reorganização dos calendários de cada sistema de ensino para o estabelecimento de seus cronogramas. É importante garantir uma avaliação equilibrada dos estudantes em função das diferentes situações que serão enfrentadas em cada sistema de ensino, assegurando as mesmas oportunidades a todos que participam das avaliações em âmbitos municipal, estadual e nacional.

Neste sentido, as avaliações e exames de conclusão do ano letivo de 2020 das escolas deverão levar em conta os conteúdos curriculares efetivamente oferecidos aos estudantes, considerando o contexto excepcional da pandemia, com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono no ensino fundamental e médio.

Sugere-se também que os sistemas de ensino desenvolvam instrumentos avaliativos que podem subsidiar o trabalho das escolas e dos professores, tanto no período de realização de atividades pedagógicas não presenciais como no retorno às aulas presenciais, a saber:

criar questionário de autoavaliação das atividades ofertadas aos estudantes no período de isolamento;

ofertar, por meio de salas virtuais, um espaço aos estudantes para verificação da aprendizagem de forma discursiva;

elaborar, após o retorno das aulas, uma atividade de sondagem da compreensão dos conteúdos abordados de forma remota;

criar, durante o período de atividades pedagógicas não presenciais, uma lista de exercícios que contemplam os conteúdos principais abordados nas atividades remotas;

utilizar atividades pedagógicas construídas (trilhas, materiais complementares etc.) como instrumentos de avaliação diagnóstica, mediante devolução dos estudantes, por meios virtuais ou após retorno das aulas;

utilizar o acesso às videoaulas como critério avaliativo de participação através dos indicadores gerados pelo relatório de uso;

elaborar uma pesquisa científica sobre um determinado tema com objetivos, hipóteses, metodologias, justificativa, discussão teórica e conclusão;

criar materiais vinculados aos conteúdos estudados: cartilhas, roteiros, história em quadrinhos, mapas mentais, cartazes; e

realizar avaliação oral individual ou em pares acerca de temas estudados previamente.

G1

 

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Saúde

COVID-19: Com imunologista brasileira à frente, vacina de Oxford entra na fase três de testes clínicos e já é produzida em larga escala

Foto: Ilustrativa

A vacina contra a covid-19 em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, entra esta semana em sua fase três de testes clínicos, em que ao menos dez mil pessoas serão vacinadas em todo o país para averiguar a eficácia do produto. Dentre as mais de 70 vacinas em desenvolvimento em todo o mundo, a de Oxford é considerada a mais avançada e uma das mais promissoras.

Para que essa terceira fase, da testagem maciça, não leve muito tempo, Oxford conclamou 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido a testar o novo imunizante. À frente da testagem na Escola de Medicina Tropical de Liverpool, também no Reino Unido, está a imunologista brasileira Daniela Ferreira, de 37 anos, especialista em infecções respiratórias e desenvolvimento de vacinas.

Mas a aposta neste imunizante é tão grande que, mesmo ainda longe de aprovação, o produto já está sendo produzido em larga escala. O objetivo é ter já o maior número possível de doses prontas para distribuição assim que o produto for aprovado, evitando um possível novo atraso na proteção da população mundial. “O que eu posso dizer é que dentro de dois a seis meses teremos os dados para dizer se a vacina protege ou não.”

“A ideia não é ter uma competição entre os países”, explicou Ferreira, em entrevista ao Estadão. “O que está acontecendo agora, é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver uma colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços.”

A vacina de Oxford é a mais avançada do mundo. Em que fase da testagem estamos e como a Escola de Medicina Tropical de Liverpool entra no estudo?

Passamos da fase um para a fase três em apenas dois meses. Agora, na fase três, a vacina será testada em dez mil pessoas para verificarmos sua eficácia. Para isso, Oxford recrutou 18 centros de pesquisas em todo o Reino Unido, entre eles o meu grupo, de Liverpool. Vamos testar 550 voluntários.

Vocês já começaram a testar a vacina?

Na semana passada, fizemos o recrutamento dos voluntários e alguns exames para saber se são saudáveis, se podem receber a vacina, se não foram já expostos ao vírus, todas essas coisas. Metade receberá a vacina controle e a outra metade, a vacina ativa.

E depois disso? É esperar?

Os ensaios de eficácia geralmente são assim. Esperamos um certo tempo para ver qual o número de infecções registradas no grupo de controle em comparação ao do grupo que recebeu a vacina ativa. Precisamos de um certo tempo para estimar a eficácia da vacina.

O fato de parte da população ainda estar em isolamento não pode interferir nesse resultado?

Já estamos saindo do lockdown. Já passamos do pico da epidemia e, agora, o número de infecções está caindo. Mas, sim, isso pode afetar. Por isso, nesta fase três, estamos dando prioridade a recrutar profissionais da área de saúde porque esse é o grupo de pessoas com a maior chance de adquirir a infecção.

Como a senhora mesma afirmou, vocês conseguiram passar da fase 1 a fase 3 em apenas dois meses. Como foi possível acelerar tanto esse processo que, normalmente, leva muito mais tempo?

A razão pela qual os ensaios puderam ser acelerados é que essa plataforma já tinha sido usada para vacinas contra outras doenças. Ou seja, era um vírus diferente, mas já tinha sido injetada em mais de mil pessoas. Por isso, já sabíamos que era segura e isso nos permitiu ser mais acelerados. Por isso também, desde o começo dos testes já estávamos avaliando a eficácia. Mas nenhuma etapa foi pulada e o rigor científico foi o mesmo.

Pode explicar melhor esse conceito de plataforma?

Estamos usando um vírus atenuado da gripe comum (adenovírus), que infecta macacos. Material genético semelhante ao que constitui uma proteína do novo coronavírus é adicionado. Essa proteína fica na superfície do vírus e é a grande responsável pela infecção. Com essa vacina, esperamos fazer com que o corpo produza anticorpos e possa reconhecer o novo coronavírus no futuro, evitando sua entrada nas células.

O coordenador da iniciativa de Oxford, Adrian Hill, disse em entrevista na semana passada que a chance de o grupo chegar a uma vacina eficiente seria de 50%. Achei pessimista….

A pergunta foi qual era a chance de completarmos o ensaio clínico com um número suficiente para conseguir demonstrar se a vacina é eficaz. Há muitos aspectos a se pensar para saber se uma vacina vai funcionar ou não. Porque não se trata apenas da eficácia da vacina em si. É preciso saber se ela pode ser produzida rapidamente e em larga escala, se será acessível globalmente, se terá preço razoável ou poderá ser distribuída de graça. Enfim, tudo isso entra na conta. Não adianta, por exemplo, uma vacina que proteja muito bem, mas esteja disponível apenas para um milhão de pessoas. E há ainda outro problema: precisamos saber se conseguiremos um número de casos suficiente para atestar a eficácia (se o número de casos da doença cair muito rapidamente, poderia não haver casos suficiente)

Todas essas questões devem ser levadas em conta também na hora dos investimentos?

Sim. E o que acho muito bom é que não temos um candidato, mas mais de 70, sendo que pelo menos cinco já estão na fase um dos testes clínicos. Como numa corrida de cavalo, vários vão cruzar a linha de chegada. Teremos que avaliar qual será o melhor candidato para ser administrado globalmente. Temos de ser capazes de produzir bilhões de doses. Os maiores investimentos devem ser dados para esses candidatos.

Mas tem como controlar isso?

Temos a Cepi (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations), uma coalizão sem fins lucrativos que reúne diversas entidades filantrópicas e países e coordena os esforços de vacinas para epidemias. Desde a epidemia de ebola de 2016 percebemos que havia a necessidade de um grupo para coordenar, de termos uma missão única, um trabalho direcionado. Então, existem regras bem claras: não se pode manter a patente, o produto deve ser acessível a todos, globalmente, enfim, existem mecanismos. A ideia não é ter uma competição entre os países. O que está acontecendo agora, é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços. E é importante ressaltar que ela não será útil apenas para os próximos seis meses, mas para os anos futuros.

Existe algum indício de que tenhamos que produzir sempre novas vacinas, sazonalmente, como acontece com a gripe?

Pelos dados que já temos, do sequenciamento do vírus, ele é bem mais estável do que o vírus da gripe. Pelo menos neste momento não parece que será o caso.

Uma vacina contra a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que causou uma epidemia em 2003, estava sendo desenvolvida mas acabou sendo deixada de lado quando a doença desapareceu. Esse conhecimento prévio ajuda?

Claro, muito. A vacina de Oxford é um exemplo perfeito, porque usa essa mesma plataforma, um adenovírus, usada antes na Sars e também na Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio, que foi identificada em 2012). Na verdade, a vacina da Sars já estava pronta para ser testada, mas como o número de casos da doença caiu muito rapidamente, não se conseguiu provar a sua eficácia. Mas já tínhamos os dados de segurança, isso acelerou o processo.

Mas o grupo de Oxford é o mais acelerado….

Todas as etapas têm de ser cumpridas, temos de passar por todas com o mesmo rigor. Mas o que poderia ser feito em dois anos pode ser feito em dois meses. Isso depende da logística de que você dispõe, do número de voluntários, da quantidade de pessoas que consegue vacinar ao mesmo tempo. Em um projeto normal, por exemplo, Oxford poderia fazer essa terceira etapa sozinha, ao longo de dois anos. Mas, para acelerar, fez uma parceria com 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido, entre eles o nosso.

Em quanto tempo a senhora acha que poderemos ter uma vacina pronta?

Esses números voltam e mordem a gente. O que eu posso dizer é que dentro de dois a seis meses teremos os dados para dizer se a vacina protege ou não. Não só da nossa vacina, mas de outras também. Agora, daí ao ponto de ter uma vacina aprovada e bilhões de doses prontas para serem distribuídas globalmente, é outra história, é outro número.

Existe um temor de países em desenvolvimento, como Brasil, de sermos os últimos a receberem a vacina. Até o laboratório começar a produção e até chegar a nossa vez de recebermos podemos perder muito tempo?

A AstraZeneca (o laboratório farmacêutico por trás da iniciativa de Oxford) já está produzindo a vacina. Não tem ninguém sentado, esperando os resultados. Imagino que isso esteja acontecendo também com outras vacinas. É um risco, claro, mas deve ser assumido. Porque a reputação da indústria também está em jogo. Essa é a maior epidemia que enfrentamos em cem anos, é um dever das indústrias farmacêuticas estarem nesse jogo. É um dever moral usar o conhecimento, a logística e a linha de produção de que dispõem para tentar resolver o problema. Não tem como resolver isso apenas dentro da universidade.

Mas os EUA, por exemplo, investiram US$ 1 bilhão (quase R$ 5,4 bilhões nesta vacina, e já está certo que receberão 350 milhões de doses.

Sim, e parte desse dinheiro está sendo usado no desenvolvimento da vacina em troca de doses futuras. É natural que alguns países estejam à frente. Mas, como disse antes, há mecanismos de ação global para assegurar que uma vacina seja fornecida também para países com uma economia não tão saudável.

Estadão

 

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Judiciário

Celso de Mello rejeita pedido para apreender celular de Bolsonaro e de Carlos Bolsonaro

Celso de Mello rejeitou o pedido apresentado por PDT, PSB e PV para apreender os celulares de Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro no inquérito sobre a interferência do presidente na Polícia Federal.

Na decisão, obtida por O Antagonista, o ministro afirmou que os partidos não têm legitimidade para solicitar diligências essas, que cabem exclusivamente à Procuradoria Geral da República.

O ministro acolheu o parecer contrário apresentado por Augusto Aras e adotou a mesma posição de pedidos semelhantes apresentados ao STF.

“Não se mostra lícito ao Poder Judiciário determinar ‘ex officio’ ou mediante provocação de terceiro (noticiante) a instauração de inquérito, o oferecimento de denúncia e a realização de diligências (como, p. ex., a medida cautelar de busca e apreensão de aparelhos celulares), sem o prévio requerimento do Ministério Público”, escreveu.

Mas além disso, Celso de Mello considerou que o pedido não estava bem fundamentado para uma medida tão drástica.

“Quanto a esse ponto, o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado que a quebra do sigilo telefônico ou telemático de qualquer pessoa, mediante busca e apreensão de seu aparelho celular, só pode ser legitimamente decretada, desde que seja tal ato precedido de deliberação provocada por pedido adequadamente fundamentado e no qual se indique a necessidade objetiva de adoção dessa medida extraordinária”, afirmou.

“É preciso advertir que a quebra de sigilo não pode converter-se em instrumento de devassa indiscriminada dos dados – bancários, fiscais, pessoais e/ou telefônicos – postos sob a esfera de proteção da cláusula constitucional que resguarda a intimidade, inclusive aquela de caráter financeiro, que se mostra inerente às pessoas em geral, razão pela qual a cláusula de sigilo, como regra geral e enquanto valor constitucional que é, não pode nem deve ser exposta a intervenções estatais ou a intrusões do Poder Público, quando desvestidas de causa provável ou destituídas de base jurídica idônea”, escreveu, em outro trecho.

Na notícia-crime, os partidos de oposição também queriam a apreensão dos celulares de Maurício Valeixo, Sergio Moro de Carla Zambelli.

Eles pediam que a PGR acuse formalmente Bolsonaro por falsidade ideológica, prevaricação, advocacia administrativa, coação no curso do processo e obstrução de Justiça. Quanto a isso, a decisão caberá novamente a Augusto Aras.

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Esse cara tem q ser preso. Isoladamente, beber leite pode ser apenas apoio ao laticínio,1 marcha c/ tochas pode ser p/ iluminar, 1 Sec. da Cultura pode plagiar Goebbels por acidente, usar 1 bandeira apropriada por grupos neofacistas pode ser coincidência. Mas é mta coincidência qdo TUDO acontece junto né?

  2. Esse povo tem que entender, que essas coisas só eram possíveis contra Lula e Dilma. Quem é o doido que vai enfrentar um doido com mais 30% de apoiadores que pensam e se comportam como ele? Claro que ninguém é doido. Os apoiadores já foram mais de 30%, mas alguns já estão estão curados do fanatismo cego que impede a visão e o raciocínio lógico. Só pra lembrar, que o motivo da queda de Valeixo, foi a PF investigando deputados do PSL.

    1. Deixe de fanatismo !!! Lula foi condenado e responde a vários outros processos.

  3. Não é doido! O homi disse q n entregava ele ia já deferir p deferir p passar vergonha! A formiga sabe a folha q corta!

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Judiciário

Lava Jato acelera processo contra acusado de repassar propina da Odebrecht para Rodrigo Maia

Enquanto um inquérito sobre Rodrigo Maia envolvendo corrupção, lavagem e caixa 3 patina no Supremo, avança rapidamente em Curitiba um processo envolvendo o mesmo caso, mas que tramita de forma separada na primeira instância da Lava Jato.

A ação tem como réu Roberto Lopes, dono da Praiamar e da Leyroz, empresas que teriam sido usadas pela Odebrecht para pagar propina a Maia, segundo a Polícia Federal. No último dia 6 de maio, Lopes teve bens bloqueados e se tornou réu; no ano passado, teve os sigilos bancário e fiscal quebrados.

O empresário é acusado de doar R$ 100 mil para Rodrigo Maia em 2010 e R$ 200 mil em 2014, parte de um total de R$ 1,6 milhão que a Odebrecht teria repassado ao presidente da Câmara, e ao pai, Cesar Maia, entre 2008 e 2014.

Os dois foram indiciados pela PF em agosto do ano passado.

Na época, Edson Fachin pediu a Raquel Dodge uma posição no caso, para denunciar ou arquivar. Sem resposta desde então, o ministro cobrou uma nova posição da PGR, desta vez de Augusto Aras, mas o procurador-geral não deu sinal do que vai fazer.

Ontem, valendo-se da demora numa resolução, a defesa Roberto Lopes pediu ao Supremo que as medidas contra ele, determinadas por Luiz Antonio Bonat, sejam canceladas, porque, segundo os advogados, não deveria estar na 13ª Vara Federal do Paraná.

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Este processo deveria ir pra frente para diminuir a arrogância dele, mas sabemos que não vai dar em nada de novo,

  2. É por isso que o Botafogo está com o "C" na mão, chantageado pelos milicianos produtores de dossiês, que usam as instituições públicas aparelhadas, como seus braços para atacar adversários e proteger os aliados, amigos e família.
    Agora dá pra entender porque está segurando os pedidos de impeachment do aprendiz de Ditador capacho de Trump.

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Comportamento

Blogueiro e influencer preferido dos bolsonarista investe nas redes socias contra Ministro próximo do presidente e Twitter do Exército

Allan dos Santos, influencer e blogueiro mais referendado pela família Bolsonaro e um dos alvos da PF na operação da semana passada contra as fake news, mais do que nunca anda vendo fantasmas.

Domingo, disse que um dos ministro mais próximos do presidente, Luiz Eduardo Ramos era um “traidor comunista”.

“Se o @MinLuizRamos não repudiar isso veementemente, saibam que temos um traidor comunista dentro do Palácio do Planalto.”

Também via Twitter, Ramos respondeu ao ataque, mas de modo comedido: “Tenho orgulho de estar trabalhando no governo Bolsonaro. Sou seu amigo pessoal há mais de 40 anos e sei dos ataques injustos que ele sofre de todos os espectros políticos. Assim como ele, respeito as instituições e os valores democráticos. Estamos juntos, presidente!”

Nesta segunda, postou em seu Twitter uma nova loucura. Agora, contra o Exército. Escreveu:

— O perfil oficial do @exercitooficial não segue o Presidente @jairbolsonaro e nem @gen_heleno, mas segue ONU e STF. Preciso dizer alguma coisa? #OGolpeJaFoiDado

 

Opinião dos leitores

  1. O governo e seus apoiadores desmoralizam até generais, lamentável. Basta ser honesto e sensato que eles atropelam através de ataques, quem quer que seja.
    É aquele velho ditado: "Quem com porcos se junta, farelo come."

  2. Será que não escapa um?
    Se fosse louco manso, tudo bem. Mas com acesso à internet, eles mobilizam o hospício todo!

  3. Eu estou começando a achar que os tais "comunistas" dos quais esse povo fala tanto, são eles mesmos, kkkkkkkkkkkk.

  4. Isso, o general é um comunista infiltrado. Demita ele, Presidente. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  5. Certissimo Allan dos Santos, concordo com vc, se nao está do lado do nosso amado Presidente, homem de bem e de paz não é! Chega desses comunistas!!! Eu não sabia que a pagina oficial do exercito não segue nosso capitao! Acho que isso é só algum equivoco do exercito! Cristao de bem e a familia tradicional está do lado do Messias Bolsonaro e quem nao esta, que saia do Brasil. Fechado com Bolsonaro!

    1. Eu vou ficar no Brasil, mas estou fechado com Moro 2022.

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Política

Moro agiu de forma “covarde” e defendia “outra ideologia” e “graças a Deus” ficou “livre” dele, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que o ex-ministro Sergio Moro agiu de forma “covarde” e servia a outra “ideologia”. Bolsonaro criticou as posições de Moro em relação a armas e a medidas de isolamento social e disse que “graças a Deus” ficou “livre” dele.

— Vocês estão entendendo um pouquinho sobre quem estava no meu lado. Essa IN (instrução normativa) 131 é da Polícia Federal, mas por determinação do Moro. Ignorou decretos meu e ignorou lei, para dificultar a posse e o porte de arma de fogo para cidadão de bem — disse Bolsonaro a apoiadores, no Palácio da Alvorada.

O comentário foi feito após um dos apoiadores criticar uma instrução normativa (IN) da Polícia Federal. A medida, no entanto, foi publicada pela PF em novembro de 2018, ou seja, antes de Sergio Moro assumir o Ministério da Justiça, em janeiro de 2019.

Bolsonaro, então, fez referência a uma portaria, assinada por Moro pelo também ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que autorizava o uso de força policial para forçar indivíduos suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus a ficar em isolamento ou quarentena e que foi revogada na semana passada. De acordo com o presidente, Moro queria editar outro texto, que multasse quem descumprisse as medidas de isolamento.

— Tem uma portaria também, que o ministro novo revogou, apesar de não ter força de lei, ela orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta o Moro, de forma covarde, ficou calado. E ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua. Esse era o cara que estava lá perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era nossa. Graças a Deus ficamos livres dele.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Quem age de forma covarde é aquele político que PROMETE QUE VAI COMBATER A CORRUPÇÃO e, quando é eleito, esquece as promessas de campanha.

  2. Tomara que o povo tenha juízo em 2022 e não votem no primeiro turno nem na turma do Lula e nem em Bolsonaro , se não for impedido até lá .
    O centro com Mandetta ou alguém com um passado sem condenações deve ser o caminho .
    O planalto não pode ser creche e nem casa de mãe Joana .

  3. Ser contra desativar coaf, criação do juiz de garantia, sentença 2a instância sem prisão, afrouxar as leis contra Corrupção, intervenção nas ações da PF. Se isso é ideologização, acredito que a maioria da população brasileira tem as mesmas posições do Sérgio Moro, 2022 tá chegando pra alinhar ao herói nacional.

    1. Tome vergonha na face, usando um nick de patriota e se preocupando mais com a família do que com a nação. Moro ao prender Lula pavimentou a eleição de Bolsonaro, e por tabela, de seus asseclas.

  4. Enquanto esse senhor não se preocupar em efetivamente governar, acabando de vez com essas palhaçadas na mídia, entrevistas sem sentido, esquecer o passado, estamos ferrados. Será que vai ser assim o tempo que lhe resta? Moro já foi tem uns dois meses, está teoricamente calado, e o presidente fica nadando nas suas besteiras, ou é para se manter notícia, ou é burrice mesmo.

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Economia

Após queda do PIB, governo quer incentivar exportações. Indústria teme invasão de produtos chineses

Após um Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre considerado a prévia da crise que será registrada entre abril e junho, o governo quer incentivar exportações para ajudar na retomada do crescimento.

As medidas estão sendo negociadas entre representantes do setor produtivo e integrantes da equipe econômica. A disposição do governo para conceder benefícios nesta seara atende parte dos pedidos da própria indústria, que teme uma invasão de produtos chineses após o fim da pandemia.

Após a divulgação da retração de 1,5% do PIB no primeiro trimestre, o ministério da Economia, disse que o resultado ‘coloca fim a recuperação econômica’ do Brasil, mas o ministro Paulo Guedes exaltou o desempenho das exportações. Em evento, disse que ‘o que é maldição acabou virando uma benção‘. Para ele, as vendas externas podem melhorar previsão do PIB do ano.

Hoje, segundo os dados mais recentes do IBGE, as vendas de bens e serviços para fora do Brasil respondem por 14,7% do PIB. Segundo fontes, uma das frentes da negociação é ampliar desonerações nas vendas para o exterior.

Embora essas operações já sejam praticamente isentas de impostos, exportadores penam para conseguir reaver créditos tributários, como PIS e Cofins, que deveriam ser repassados pelo governo federal.

A estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) é que o total devido pela União aos exportadores gira em torno de US$ 5 bilhões. A ideia é facilitar o acesso a esses créditos, o que impulsionaria o setor exportador.

Outro custo adicional que está sendo discutido é o Adicional ao Frete da Marinha Mercante, cobrado em algumas operações.

Também está sobre a mesa o aumento da alíquota do Reintegra, hoje em 0,1%. O programa tem por objetivo devolver, parcial ou integralmente, o resíduo tributário remanescente na cadeia de produção de bens exportados.

Na prática, trata-se de uma restituição aos exportadores e, quanto maior a alíquota, maior essa compensação — que já chegou a ser de 3% no passado.

— É preciso devolver o que os exportadores já pagaram indevidamente. O país também deve investir pesado em infraestrutura, redução da burocracia e em uma reforma tributária — disse o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

A necessidade de melhorar o perfil exportador, em um momento de queda das vendas de produtos industrializados — somente em maio, a comercialização de manufaturados caíram 15,85% em relação ao mesmo mês do ano passado —, foi um dos principais temas discutidos em uma reunião na semana passada entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e dirigentes de mais de 40 entidades que representam o empresariado brasileiro.

Risco com importações

Em outra frente, setores pedem proteção temporária, de cerca de seis meses, para evitar prejuízos com o aumento de importações, principalmente de produtos chineses e coreanos. Mas a possibilidade de elevação de tarifas aduaneiras e imposição de cotas, mesmo emergenciais, estaria descartada no momento.

O presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Mello, disse que alguns setores, incluindo o siderúrgico, manifestaram essa preocupação ao ministro da Economia. Disse que a indústria estará fragilizada quando a pandemia acabar.

Marco Polo foi um dos empresários que participaram, ao lado de Guedes e do presidente Jair Bolsonaro, de uma marcha ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pressionar pela reabertura da economia. Ele tem sido um dos principais interlocutores entre o setor produtivo e o time de Guedes.

— A indústria brasileira terá de enfrentar duas potências mundiais que, além de venderem as matérias-primas por preços muito baixos, não seguem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e têm práticas predatórias no comércio internacional — disse Marco Polo.

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, reforçou que uma invasão de produtos chineses é um risco:

— A exportação só está funcionando pelo lado agrícola. Do lado das importações, não podemos ser ingênuos de achar que esses produtos que estão sobrando no planeta não virão para o Brasil.

O GLOBO

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Criação de lei contra fake news é apoiada por nove em cada dez brasileiros, aponta Ibope

Tema de ao menos dois projetos de lei em discussão no Congresso — um deles deve começar a ser votado hoje no Senado —, a criação de uma legislação contra a disseminação de fake news nas redes sociais é defendida por nove em cada dez brasileiros. De acordo com pesquisa Ibope, encomendada pela rede de mobilização Avaaz, a maioria da população (90%) concorda que é preciso obrigar as empresas responsáveis pelas plataformas digitais a protegerem a sociedade contra a desinformação.

O apoio à regulamentação é maior entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos (96%), moradores da Região Nordeste (94%) e por quem tem o ensino fundamental completo (94%). A lei contra fake news também tem maior adesão entre mulheres (93%), jovens (na faixa de 25 a 34 anos chega a 93%), pretos e pardos (92%) e evangélicos (92%).

A pesquisa foi feita pelo Ibope por telefone entre os dias 28 e 29 de maio de 2020, com cerca de mil pessoas acima de 16 anos, em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O Senado começa hoje a analisar um projeto de lei do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) que trata sobre o assunto. O texto estabelece normas e mecanismos de transparência para redes sociais e serviços de mensagens da internet para combater abusos. Outro texto semelhante foi apresentado na Câmara.

Checagem de fatos

Entre as medidas em discussão no Congresso questionadas pela pesquisa, a que tem maior índice de aprovação diz respeito às correções de verificadores de fatos independentes. Para 81% dos brasileiros, o Parlamento deve obrigar por lei as empresas de redes sociais a mostrarem artigos com checagem de fatos independentes para todas as pessoas expostas a conteúdo falso ou enganoso, enquanto 15% discordam da medida.

Segundo o Ibope, 76% dos entrevistados concordam com a proposta de exigir que as redes sociais rotulem contas automatizadas, os chamados perfis “robôs”. Outros 20% discordam e 4% não souberam responder. Além disso, 71% concordam que as redes sociais informem em anúncios e postagens quem pagou por eles. Para o mesmo número de entrevistados, o Congresso deve exigir que as empresas de mídia sociais removam contas falsas que tentam enganar as pessoas, e ao mesmo tempo, garantam que usuários possam usar outro nome em seus perfis por motivos de segurança ou por serem contas de humor.

Para 68%, o governo não está fazendo o suficiente para lidar com a desinformação, enquanto 24% avaliam que faz o suficiente. A confiança é ainda menor na forma como as empresas que controlam as redes sociais, como Facebook, YouTube e Twitter, tratam o tema. De acordo com a pesquisa, 72% não confiam nelas, contra 20% que confiam na ação das plataformas.

Preocupação

O levantamento aponta ainda que 76% dos eleitores estão muito preocupados ou um pouco preocupados com as notícias falsas e com a desinformação na internet e redes sociais, enquanto 22% disseram que não estão preocupados. Outros 15% discordam da medida, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Para a coordenadora de campanhas da Avaaz, Laura Moraes, os dados apontam que os brasileiros querem combater a desinformação de forma a equilibrar a proteção de todos os seus direitos. Ela cita a crise associada ao novo coronavírus como exemplo do impacto das fake news na sociedade:

— Nossas sociedades estão sendo inundadas de fake news sobre diversos temas, histórias que podem manipular resultados de eleições, que fazem famílias se separarem e, agora, demonstramos que essas histórias têm o peso da morte. Não é exagero: mentiras matam e fatos podem salvar vidas.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. #SQN Tem que ser muito idiota para apoiar lei que censura sua liberdade, e mais idiota ainda para acreditar em pesquisa do "Ibope".

  2. Mentira, Ibope e grande mídia que dominam as FAKE NEWS mais uma vez prestando um desfavor ao povo, uma matéria dessas nem deveria ser publicada, Ibope não tem credibilidade, lamentável.

  3. Meu Deus do céu,

    Quem danado acredita nisso? Isso é uma palhaçada! Esse instituto a cada dia que passa mostra-se mais safado do que já era!! Essa imprensa, a cada dia percebe que não manipula mais o povo e tentam a todo custo voltar a controlar as narrativas do país! Vai pra caixa prego Ibope e Globo!

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