Ibama rejeitou relatório contra navio grego suspeito de derramar óleo antes da operação da PF

Relatório da empresa Hex Tecnologias Geoespaciais que baseia investigação da Polícia Federal sobre origem de manchas de óleo — Foto: Reprodução

O relatório que embasou a Operação Mácula, da Polícia Federal, deflagrada em novembro contra navios suspeitos de derramar petróleo no litoral, já havia sido rejeitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O documento se baseava na localização de uma mancha, com aparência de óleo, e no rastreamento de navios que passaram por aquele ponto. Entretanto, para o Ibama, as provas eram frágeis.

O aspecto da mancha, a falta de dados como a localização, o satélite usado e a composição colorida para montar a imagem – elementos que trazem credibilidade a documentos técnicos como este – foram cruciais para que o estudo fosse rejeitado, disse em entrevista ao G1 Pedro Bignelli, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), ligado ao Ibama.

A mesma declaração foi dada a deputados nesta terça-feira (17), durante um depoimento a deputados na CPI do Óleo, que investiga o desastre ambiental na Câmara.

Estudo da HEX

Segundo Bignelli, a empresa HEX Tecnologia, responsável pelo relatório, havia feito um estudo em que apontava uma mancha com aparência de óleo ao lado da trajetória de navios.

Em outubro, os responsáveis pela HEX foram até o Ibama apresentar a descoberta. Como a empresa tem contrato de prestação de serviço com o Ibama, eles pediram que fosse emitida uma ordem de serviço para pagar o trabalho.

“Há uma cláusula no contrato que permite a eles fazerem isso, não é ilegal. Mas como envolvia uma quantia expressiva de dinheiro, e eu ao bater o olho vi ali problemas, remeti ao meu diretor a minha avaliação”, conta Bignelli.

“Expliquei para o meu diretor que eu não tinha sido convencido, pelo aspecto da mancha e pela falta de informação no relatório. Eu trato essas imagens [de satélite] há 25 anos, tenho dois doutores no assunto aqui que ajudaram a avaliar. Disse [ao diretor] que não arriscaria meu currículo naquele relatório, que não acreditava naquele documento” – Pedro Bignelli, coordenador-geral do Cenima

No dia seguinte, segundo Bignelli, a HEX Tecnologia foi à Polícia Federal apresentar o relatório, que foi aceito pela corporação e submetido à Superintendência do Rio Grande do Norte. Em 1º de novembro, a operação foi deflagrada.

“Após a operação eu tive acesso ao relatório completo e fiz o caminho inverso: fui buscar as imagens que eles haviam usado e comprovei que meu veredito estava certo. Não era óleo, era clorofila” – Bignelli

Novos estudos sobre a origem do óleo

Bignelli afirma que o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) está desenvolvendo um novo estudo para localizar a origem das manchas de óleo.

Já que as análises de pontos mais próximos à costa brasileira ainda não apontaram uma hipótese que explicasse o que causou o maior desastre do litoral do país, os pesquisadores do Inpe passaram a vasculhar regiões a Oeste, mais próximas à África, para ver se encontram possíveis derramamentos de óleo.

“O Inpe conseguiu colecionar uma série de gráficos de navios e imagens mais a Oeste, mais à África, e também dados meteorológicos”, diz Bignelli. “O problema é que em nenhum momento este óleo foi detectável [na superfície], então não sabemos o que houve no meio do caminho [entre o derramamento e o aparecimento no litoral]”, afirma.

Mais de 100 dias de registro de manchas

Mais de 100 dias após a primeira mancha surgir em agosto, na Paraíba, 966 pontos do litoral do Nordeste e estados do Sudeste já foram atingidos pelo óleo, segundo o mais recente balanço do Ibama.

Em algumas semanas, as manchas de óleo se espalharam pelos 9 estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e, em novembro, chegaram ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro.

Para Pedro Bignelli, será difícil encontrar uma explicação para o desastre. “Perdemos o timing”, afirmou ao G1.

“Perdemos o ‘timing’. Quanto mais passa o tempo, mais difícil encontrar a origem das manchas de óleo. Você perde as conexões, precisa mapear as correntes e, como espalhou demais, puxar o fio da meada é complicado” – Pedro Bignelli, coordenador-geral do Cenima.

Investigações

Mais de um mês após as manchas surgirem na Paraíba, o presidente Jair Bolsonaro determinou em 5 de outubro que fosse feita uma investigação para encontrar de onde vinha o petróleo. Ele deu o prazo de 48 horas para que fossem apresentados “os dados coletados e as providências adotadas”. Entretanto, as ações se concentravam em limpar as praias, já que a mancha não era visível na superfície do oceano.

Em 25 de outubro, a Petrobras informou que o óleo recolhido nas praias tinha características semelhantes àquele produzido na Venezuela.

Em 1º de novembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Mácula e apontou um navio grego como suspeito pelo derramamento: o petroleiro Bouboulina. Ele se tornou alvo da operação porque carregou 1 milhão de barris do petróleo tipo Merey 16 cru no Porto de José, na Venezuela, no dia 15 de julho, e zarpou no dia 18 com destino à Malásia, passando pelo Brasil em 28 de julho. Foi nesta data que a empresa HEX Tecnologias Espaciais disse ter encontrado manchas de óleo no oceano próximo à costa por onde passou o Bouboulina. O relatório foi base da operação da PF.

A empresa responsável pela embarcação no Brasil, a Delta Tankers, negou a suspeita e afirmou que “não há provas” de que o navio Bouboulina vazou petróleo na costa do Brasil. Dias depois a empresa foi notificada e, desde então, a Marinha não divulga novidades sobre a investigação.

No início de dezembro, o comandante de Operações Navais da Marinha, Leonardo Puntel, afirmou em audiência no Senado que não há provas que identifiquem o responsável pelo vazamento.

G1

 

IBAMA alerta que desde o dia 1º de dezembro até 31 de maio ocorre o período de defeso da lagosta no RN

Foto: Divulgação/Ibama

O IBAMA alerta que desde o dia 1º de dezembro até 31 de maio ocorre o período de defeso da lagosta no rio Grande do Norte, e no restante do litoral brasileiro compreendido entre o Amapá e o Espírito Santo. Dia 07 se encerra o prazo para os envolvidos na comercialização da lagosta preencherem a Declaração de Estoque de Lagosta.

O formulário para a declaração pode ser obtido no setor de protocolo da Superintendência do Ibama no RN, situada na Avenida Almrante Alexandrino de Alencar, 1399, Tirol, Zona Leste de Natal. Após o preenchimento da declaração, deve-se protocolar no mesmo setor, acompanhada das notas fiscais que atestem a procedência da lagosta a ser comercializada durante o período do Defeso.

O Ibama informa ainda que a venda de lagostas durante o período de defeso não é proibida. Entretanto, o consumidor final também tem responsabilidades ao adquirir esse pescado. As regras são as seguintes:

· A cada compra exija sempre nota fiscal e cópia da declaração de estoque – especialmente se for viajar de avião. Esses documentos são a garantia de que o consumidor agiu legalmente, caso seja parado pela fiscalização.

· Bares e restaurantes que servem lagosta também devem apresentar ao cliente, quando solicitada, a declaração de estoque. Não se envergonhe de exigir o documento – é seu direito!

· Respeite os tamanhos mínimos: a lagosta da espécie “vermelha” deve ter cauda de pelo menos 13 cm. Para a lagosta “cabo-verde” o tamanho mínimo da cauda é de 11 cm.

· Não compre lagosta em pedaços ou filetada, pois é proibido. A lagosta deve estar sempre inteira ou pelo menos a cauda deve estar intacta.

Não comprar lagostas de vendedores ambulantes ou em praias, porque podem ter sido capturadas no período de defeso. Ao comprar em peixarias peça para ver a declaração de estoque, com o carimbo do Ibama.

· Se o documento não for apresentado, o consumidor deve recusar a compra.

Irregularidades devem ser denunciadas ao Ibama Rio Grande do Norte pelo telefone (84) 3342-0472, e para obter mais informações, orientações ou fazer qualquer denúncia sobre o defeso da lagosta, é necessário ligar para (84) 3342 0470 na DITEC/IBAMA/RN.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. nasto disse:

    Só podem comer LAGOSTA os meninos de BRASÍLIA. É só observar a licitação.

Ibama descarta óleo e informa que manchas registradas no litoral sul em imagens aéreas são sombras de nuvens e águas de rio

   

Fotos: Almir

Atualizado às 15h40

Em contato na tarde desta sexta-feira(01) com o Blog, o Ibama informa que o registro em fotos em destaque é a Foz do Rio Curimataú. De um lado Baía Formosa, e do outro, Barra do Cunhaú. De acordo com o órgão, as manchas são sombras de nuvens, e a parte mais escura ocorre normalmente porque é proveniente das águas doces e matéria orgânica que descem do rio.

Por fim, o Ibama destaca que a área está sendo monitorada diariamente por terra e ar e não há registros de novas chegadas de óleo.

 Fotos: Almir

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nilson disse:

    Nenhuma mancha foi registrado. Asa fotos retratam sombras de nuvens. Área foi sobrevoada ontem pelo monitoramento do IBAMA, além de rastreada por georreferenciamento, sem indicação de mancha de óleo.

VÍDEO: Com apoio da Marinha, Exército, Ibama, Defesa Civil e voluntários, ministro Ricardo Salles acompanha e participa de recolhimento de óleo em PE

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, encontra-se na região próxima de Recife, acompanhando os trabalhos de recolhimento do óleo venezuelano.

O recolhimento e monitoramento vem sendo realizado pelo  IBAMA, Marinha, Exército, Defesa Civil, municípios e o voluntários. “Parabéns a quem se dedica e age, enquanto outros apenas politizam e polemizam”, disse o ministro.

Óleo venezuelano

Um estudo realizado pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA) aponta que o petróleo que atinge o litoral do Nordeste veio da Venezuela. A informação foi divulgada pela diretora da entidade, a pesquisadora Olivia Oliveira.

“Nossos estudos agroquímicos evidenciam que o óleo é proveniente de uma bacia da Venezuela. Foram diversas análises geoquímicas, a partir da coleta dessas amostras. Esse trabalho realmente revelou que se trata de um petróleo produzido na Venezuela”, afirmou Olivia.

De acordo com a diretora do Instituto da UFBA, o resultado que comprova a nacionalidade do resíduo foi encontrado após diversos testes comparativos com sete amostras coletadas em Sergipe e duas na Bahia.

“Nós temos diversos dados da literatura onde mostram perfis cromatográficos, resultados que nós produzimos no laboratório. Além disso, nós temos um banco de óleo de diversas partes do mundo, que também fazemos essa comparação. Através de análises como essas, chegamos ao resultado”, disse.

Segundo a pesquisadora, os dados apontam também que a substância se assemelha com petróleo cru. Ainda não há informações, no entanto, de quanto tempo o resíduo está no mar, nem se é proveniente de um navio ou não.

“Se parece muito com petróleo cru. Mas não deixamos a possibilidade de ser bunker, combustível de navio. Seria um óleo mais pesado. Um óleo mais de resíduo. Mas ainda não temos a real certeza. O óleo apresentava uma certa degradação. Pode ser um óleo cru, como poderia ser bunker, onde a parte crua, onde a parte do diesel que é utilizada com esse bunker foi evaporada”, completou a diretora.

Conforme a pesquisadora, todas as análises desenvolvidas na UFBA serão encaminhadas para Instituto do Meio-Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

Com acréscimo de informações do G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vitor Silva disse:

    Botem também os presidiários pra trabalhar neste mutirão de limpeza, afinal, presos só estão comendo, dormindo e tramando novos crimes de dentro da cadeia… .botem pra trabalhar

  2. Jorge disse:

    É LULADRAO na cadeia
    É dilmanta sendo processada
    É dólar na cueca
    É quebradeira nos fundos de pensões
    É rombo de um trilha no BNDES
    É Palocci detonando toda a quadrilha
    Mininu isso é que é ter ladrão, e muito mais apoiadores de ladrão, ou seja…..

  3. EU QUERO A DIPLOMAMATA QUE PAPAI PROMETEU disse:

    Lama no rio;
    Fogo na mata;
    Chumbo no pobre;
    Óleo na praia
    E nenhuma ação efetiva do Bozo… Só passeios e mamata para os filhos

  4. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Não aparece nenhum FDP de ONG , ONU , aquela rapariga da MICHELE BACHELET para sair em defesa da orla brasileira????

    • Evan Jegue disse:

      Você é bem educado.

    • E. costa disse:

      Oxi!! Depois de todas as ofensas!?meu caro, o seu miliciano de estimação tem que assumir suas responsabilidades de governante deste país, pq quem tentou resolver até agora foi o povo nordestino que ele despreza e as ONGs. Para ele no momento , o mais importante é presentear o filho com algo q ele goste e passar a mão nos 300 milhões do fundo partidário

Operação Corrupião: ex-chefe do Ibama em Mossoró, Armênio Medeiros é condenado por corrupção

Foto: Reprodução

Uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) resultou na condenação do ex-chefe do Ibama em Mossoró, Armênio Medeiros da Costa, por corrupção passiva. Ele foi preso em fevereiro de 2018, dentro da chamada Operação Corrupião, e denunciado por receber propina de empresários e até mesmo de um pescador, entre os anos de 2017 e 2018. Em troca, prometia “rasgar” multas por crimes ambientais e livrar empresas de fiscalizações mais severas.

Armênio Medeiros foi sentenciado a oito anos de reclusão e pagamento de multa, além da perda do cargo público, mas ainda poderá recorrer em liberdade. De acordo com o MPF, as condutas do réu geraram não só prejuízos ao meio ambiente, como também perdas financeiras ao Ibama, que deixou de arrecadar multas, sem contar o dano à imagem da instituição junto à sociedade. A ação penal é de autoria do procurador da República Aécio Tarouco e tramita sob o número 0806708-44.2018.4.05.8401.

Todos os detalhes aqui no Justiça Potiguar.

 

Ibama identifica 99 locais do Nordeste com mancha de óleo e diz que origem da substância é a mesma, mas ainda não esclarecida

Foto: Instituto Verdeluz/Divulgação

As manchas negras que têm aparecido em praias do Nordeste desde o início de setembro já atingiram 99 locais em 46 municípios de 8 estados, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Uma investigação do órgão aponta que o óleo que está poluindo as praias têm a mesma origem, mas ainda não é possível afirmar de onde ele viria. Segundo a Petrobras, trata-se de óleo cru, que não é produzido no Brasil.

O G1 questionou o Ibama sobre quais seriam as 99 localidades e as 46 praias, e aguarda retorno.

O óleo já atingiu ao menos oito tartarugas e uma ave bobo-pequeno ou furabucho (Puffinus puffinus), conhecida pela longa migração. Segundo o Ibama, uma das tartarugas foi devolvida ao mar e outra foi encaminhada a um centro de reabilitação. Os outros sete animais morreram.

Nas redes sociais é possível ver moradores compartilhando vídeos e fotos dos bichos cobertos por óleo negro. A recomendação do Ibama é que, nestes casos, a população acione os órgãos ambientais competentes para que os animais sejam avaliados antes de devolvidos ao mar.

Até o momento, não há sinais de que peixes e crustáceos estejam contaminados, de acordo com o Ibama, mas o instituto recomenda que banhistas e pescadores não tenham contato com o óleo.

O Ibama pediu apoio à Petrobras para fazer a limpeza das praias e a empresa afirmou que vai disponibilizar 100 pessoas para o trabalho. O G1 perguntou ao Ibama quando a limpeza deverá começar, e aguarda retorno do órgão.

Veja o que foi visto em cada estado aqui em reportagem do G1.

IBAMA investiga e monitora manchas de óleo no litoral do RN

Foto: Redes Sociais

O IBAMA está monitorando as manchas de óleo que vem aparecendo nas praias do Rio Grande do Norte desde o dia 07. As primeiras pelotas de óleo surgiram na Via Costeira, em Extremoz e Muriú. No dia 10 apareceram na praia de Camurupim, em Nísia Floresta e em Pipa, no município de Tibal do Sul. Nos dias 09 e 10 de setembro os técnicos do IBAMA fizeram vistorias nessas praias e coletaram amostras que seguiram para análise no RJ.

O esforço do IBAMA, no momento, segue em duas frentes:

– investigar a origem dessas manchas por meio da análise do óleo encontrado e pelo monitoramento de imagens de radar e satélite;

– orientar as prefeituras que tem as praias afetadas para que façam a limpeza do local e destinem adequadamente o material contaminado.

Enquanto aguarda o resultado da análise do óleo derramado, o IBAMA continua fazendo o monitoramento e orientação nas praias do Rio Grande do Norte. Mas, segundo seus agentes, identificar a fonte de vazamentos de óleo no mar é por muitas vezes difícil. Quase sempre as investigações não são satisfatórias visto a grande extensão de água e suas correntes, além das várias causas de aparecimento de manchas de óleo nas praias. O óleo pode ter decantando há algum tempo e só agora ressurgiu, sendo carregado pelas correntes até as praias.

O avião de monitoramento do IBAMA sobrevoou a faixa litorânea do Nordeste no início da semana passada e na ocasião não foram vistas manchas de óleo na água. Os técnicos do IBAMA e do IDEMA orientam aos funcionários das prefeituras, e aos banhistas que se propuseram a limpar, para que usem luvas e botas para recolher as bolhas de óleo. São indicadas ainda, as empresas tais como, CRIL e Brasólio, competentes para receber esse material de contaminação e fazer seu descarte de forma sustentável. E, em caso de animais sujos de óleo deve-se entrar em contato com o IBAMA (3342-0413) e o Projeto Cetáceos da Costa Branca (8843-0058)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Tenho certeza que vão concluir que foi culpa de Bolsonaro! KKKKKKK

FUNDAMENTAL: Ibama lança edital para contratar empresa que monitore desmatamento

Floresta Amazônica – Valter Campanato/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou edital no Diário Oficial da União dessa quarta-feira (21) chamamento público de empresas especializadas no fornecimento diário por imagens de satélites de alta resolução espacial para geração de alertas diários de indícios de desmatamento.

O documento, assinado pelo diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges de Azevedo, diz que a medida justifica-se pela “busca de uma solução viável e operacional para atuação mais eficiente, eficaz, efetiva e com maior celeridade na gestão das ações de fiscalização ambiental no combate ao desmatamento ilegal e exploração florestal seletiva ilegal na região Amazônica”.

O texto do edital diz ainda que o Ibama, por mor meio de sua Diretoria de Proteção (Dipro), objetiva combater o desmatamento ilegal na Amazônia Legal de forma preventiva ou, no mínimo, contemporânea, para que seja possível interromper a ação criminosa, viabilizando uma atuação mais expedita e não permitindo a evolução e consolidação da ocorrência do ilícito.

Nesse sentido, segundo o instituto, faz-se necessário obter alertas de desmatamento diários das áreas mais críticas na Amazônia, em uma área pré-determinada de aproximadamente de 1 milhão de quilômetros quadrados, distribuídos a leste dos estados do Acre e Rondônia, norte de Rondônia e Mato Grosso, sul do estado do Amazonas e meio norte do estado do Pará.

Queimadas

Hoje (22), Bolsonaro voltou a dizer que as queimadas na Amazônia são criminosas e que organizações não governamentais (ONGs) podem estar por trás dos incêndios. “Pode ser fazendeiro, pode, todo mundo é suspeito, mas a maior suspeita vem de ONGs”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quinta-feira.

O presidente ressaltou que o governo está investigando o crime, mas que não existem provas de quem está provocando as queimadas. “A Amazônia é maior do que a Europa, como vai combater incêndio criminosos nessa área? E é criminoso, mas você não vai pegar quem está tacando fogo lá, só se for em flagrante”, disse. “É um indício fortíssimo de que são ONGs. Não se tem prova disso, se vocês não pegar em flagrante quem está queimando e buscar quem mandou”, acrescentou.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Observador disse:

    Pode ser ate um pescador pescando em area ambiental em Angra dos Reis, o responsavel por essas queimadas. Pensei q ele ja tivesse fechado esse tal.de ibama.

Ex-diretor do Idema é nomeado superintendente do Ibama no RN

O ex-diretor do idema, Rondinelle Silva Oliveira, foi nomeado para exercer o cargo de superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama), no Rio Grande do Norte.

Rondinelle, de fato, realizou um excelente trabalho no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte(Idema), e tem qualificação para desenvolver seu trabalho no órgão nacional, na esfera regional.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ana leticia disse:

    Espero que no IBAMA esteja diferente das outras secretarias do estado, onde vários estagiários estão ditando as ordens, onde funcionários efetivos com 10, 20 ou 30 anos sendo cobrado por um punhado de moleques que mal saíram das fraldas, é a completa inversão de valores.

    • Flavio disse:

      Vixe, na secretaria de educação tem exatamente uma situação dessas descrita acima, estagiário sem nem está formado ainda, cheio de moral e dando ordens nos funcionários antigos, concursados e tendo o completo apoio das chefias, ABSURDO e falta de respeito com os profissionais de Educação. Essa Secretaria atual é conivente ou será que ainda não sabe dessa realidade. Fico vendo e imaginando como os funcionarrios se sentem frente a esse abuso sem poder fazer absolutamente nada.

  2. Chaves Costa disse:

    Parabéns!!! Devemos defender projetos que acreditamos!

  3. Santanense disse:

    Parabéns Rondinelli, eficiência e transparencia em pessoa. Ótima escolha

  4. Assis Oliveira disse:

    De Parabéns o IBAMA!! Uma Grande Escolha, se a Política não atrapalhar, em pouco tempo vamos ter grandes Mudanças para Melhor!!
    SUCESSO AMIGO!!

Ibama diz que Samarco não pagou nenhuma multa aplicada pelo órgão após desastre em Mariana

Milhões de m³ de lama de rejeito vazaram da Barragem de Fundão em Mariana — Foto: Reprodução/GloboNews

Mais de três anos após o rompimento da barragem de Mariana (MG), que deixou 19 mortos, a mineradora Samarco, que tem a Vale como uma de suas controladoras, não pagou nenhuma das 25 multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com o órgão ambiental, as multas somam R$ 350,7 milhões. O Ibama informou, por meio de nota, que desde a tragédia, a Samarco “insiste em recorrer” das multas, mesmo com todas as penalidades confirmadas administrativamente, “buscando afastar sua responsabilidade pelo desastre”.

Procurada, a Samarco informou que até dezembro de 2018 destinou R$ 5,2 bilhões em ações de reparação dos impactos causados pelo rompimento da barragem e que já pagou multa de R$ 45 milhões aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

Sobre as multas aplicadas pelo Ibama e por outros órgãos, a empresa informou que “há aspectos jurídicos em análise”.

A barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³de lama de rejeito. Desse total, 43,7 milhões de m³ vazaram. Os rejeitos atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho.

Até o rompimento da barragem I da Vale, em Brumadinho (MG), o caso de Mariana era considerado o maior desastre ambiental do Brasil. Apenas um mês depois, foram retiradas 11 toneladas de peixes mortos, oito em Minas e três no Espírito Santo. Três anos depois, estes estados ainda sentem os impactos ambientais.

Segundo o Ibama, além das multas aplicadas, também foram aplicadas 73 notificações com o objetivo de “exigir a adoção de medidas de regularização e correção de conduta, entre outras ações”.

Além de todas as penalidades administrativas, 22 pessoas e quatro empresas respondem na Justiça pelo desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem da Samarco – 21 delas por homicídio. Até o momento, nenhum dos investigados foi condenado judicialmente pelo caso.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Escritor é apelido, o nome próprio dele é Excretor.

  2. escritor disse:

    Essa multa de Mariana tem que ser cancelada. A do pescador Bolsonaro que tava com uma vara de pesca em area de protecao foi anulada.

Nota sobre embargo do Terminal Salineiro de Areia Branca pelo IBAMA

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) está concentrando todos os esforços no objetivo de atender as exigências do IBAMA relacionadas ao Terminal Salineiro de Areia Branca.

O Diretor-Presidente, Fernando Dinoá Medeiros Filho, está se encaminhando à Brasília para reuniões junto ao Ministério do Meio Ambiente e IBAMA, além da disponibilidade para assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), tendo em vista já dispor de um Plano de Ação elaborado e pronto para ser executado.

IBAMA x EMPRESÁRIOS: Adriano Gadelha diz que política não resolve discussões técnicas

O chefe de gabinete da senadora Fátima Bezerra, Adriano Gadelha, emitiu uma nota sobre o impasse gerado entre a classe empresarial e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que ultimamente tem dificuldo o desenvolvimento econômico do Estado. Na nota, Adriano afirma que Fátima não vai se posicionar quanto a discussões de classes e que o problema, segundo ele, técnico não vai ser resolvida pela política, apadrinhamento ou pelo compadrio.

No mesmo documento, Adriano recomendou aos envolvidos a procurarem os direitos na Justiça e que sentem para conversar na tentativa de encontrar uma solução para o problema. Confira a nota na íntegra:

Caro BG,

Sobre conteúdo repercutido por você via blog de Anna Ruth Dantas, o qual trata de afirmações do presidente do Sinduscon-RN no sentido de convocar a senadora Fátima Bezerra para o debate acerca de ações do Ibama e de cobrar a defesa da classe produtora do RN, é necessário esclarecer:

1) As classes produtora e trabalhadora do Rio Grande do Norte contarão sempre com a solidariedade e a parceria do mandato da senadora para o desenvolvimento do Estado, sempre de forma transparente e no cumprimento das regras legais vigentes, no caso em questão, da legislação ambiental;

2) O mandato da senadora não compactuará com nenhuma disputa entre órgãos institucionais ou com possíveis perseguições a quem desejar produzir e gerar empregos cumprindo a legislação. Da mesma forma, jamais tomou ou tomará qualquer atitude no sentido de tutelar o funcionamento de qualquer órgão do serviço público;

3) Se existe alguma dúvida quanto à competência dos órgãos de defesa do meio ambiente (para essa questão específica) a nível estadual (Idema) e federal (Ibama) que o Ministério Público e o Poder Judiciário sejam provocados a arbitrar a questão. O que não pode é alguém achar que essa discussão, que tem caráter eminentemente técnico e legal, possa ser resolvida pela política, apadrinhamento ou pelo compadrio;

4) O mais adequado é que os órgãos ambientais nos níveis municipais, estadual e federal acordem uma rotina comum de trabalho que incluam as políticas de licenciamento e fiscalização, que possibilite uma maior segurança aos empreendedores;

5) Por fim, é urgente que os diversos segmentos envolvidos – produtores, trabalhadores, ambientalistas e órgãos de segurança e defesa ambiental estadual e federal – sentem-se à mesa com a devida participação e mediação do Ministério Público para uma pactuação que vise garantir a produção sustentável e o desenvolvimento do Estado.

Obrigado pela atenção,

Adriano Gadelha
Coordenador do mandato da senadora Fátima Bezerra

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jose A Fernandes disse:

    Quem é Adriano Gadelha? Foi eleito pelo estado para qual cargo eletivo? Tem mandato?
    Será que a SENADORA FÁTIMA BEZERRA acha tão desprezível a classe produtora do estado que não merece resposta? Merece uma nota de 'coordenador de mandato'…….

  2. guilherme disse:

    IMAGINE UM CARA DESSES COMO DEPUTADO OU PREFEITO DESASTRE TOTAL

  3. Fmacedo disse:

    Está falta de clareza e contradições das leis ambientais estão afundando o Brasil. O aparelhamento do estado está nos levando na direção do atraso. Precisamos retomar o desenvolvimento. O que empresário e empreendedor precisa é de regras claras, diminuindo a interferência do burocrata, atenuando o risco dos ganhos indiscretos.

  4. Antonio Prudencio disse:

    Coordenador do mandato ? Kkkkkkk

  5. Jorge disse:

    Típico do PT ,o negocio deste partido é dar a BOLSA ESMOLA ,para se perpetuar no poder às custas dos miseráveis

  6. Ricardo disse:

    O negócio do PT é que as empresas fechem, para os trabalhadores passem a depender financeiramente do governo federal através do bolsa família.

  7. Luciana Morais Gama disse:

    Vou repetir novamente, a LEI COMPLEMENTAR 140/11 diz tudo. Acessem o google e vejam o que diz essa lei federal.

IBAMA apreende 800 kg de lagosta na praia de Muriú

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) apreendeu na manhã desta sexta-feira (30), na praia de Muriú, no litoral norte potiguar, um carregamento com 800 kg de lagosta.

Segundo o órgão, as lagostas foram pescados no período de defeso, que proíbe a pesca e distribuição do pescado. A carga foi encontrada em dois pontos clandestinos não especificados.

Vale lembrar que o defeso vai até este sábado (31).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sabido disse:

    Seria interessante fiscalizar para saber para onde vai estes 800 kg de lagosta.
    Mais um desvio para a copa (aperitivo para politicos)…

    Tenso…
    Não tem jeito..
    ROUBAM de cara lavada…….

  2. Gerusa disse:

    poderia por gentileza averiguar o porque das escadas que dão acesso as praias de tibau do sul e pipa foram interditadas às vésperas da copa do mundo

MPF obtém afastamento de ex-chefe de escritório do Ibama em Mossoró envolvido em fraudes

Ministério Público Federal (MPF) em Pau dos Ferros obteve liminar garantindo o afastamento de Francisco Linduarte Lopes do cargo de técnico ambiental do Ibama, pelo prazo de 180 dias. A decisão da Justiça Federal foi tomada dentro da Ação Civil Pública ajuizada pelo MPF contra o servidor e sua filha, Francisca Dilcicléa Lopes de Souza, por ato de improbidade administrativa.

De acordo com a ação do MPF, assinada pelo procurador da República Tiago Misael de Jesus Martins, um esquema que beneficiava empresas com inclusão de informações ambientais falsas no Cadastro Técnico Federal (CTF), descoberto pela “Operação Malha Verde” em 2012, incluía três panificadoras situadas em Pau dos Ferros e contava com o auxílio de Francisco Linduarte, que ocupava a função de chefe do Escritório Regional do Ibama em Mossoró.

Segundo o Ministério Público Federal, a filha do servidor, Francisca Dilcicléa, conhecida como “Cléa”, utilizava a influência do pai, bem como a estrutura do Escritório Regional do Ibama em Mossoró, para prestar serviços de assessoria em matéria ambiental a empresas privadas, em alguns casos ilicitamente.

O juiz Federal Hallison Rêgo Bezerra concedeu a liminar afastando Francisco Linduarte por entender que os autos do processo evidenciam “indícios de prática de ato ímprobo pelos demandados”. Dentre tais indícios estão os depoimentos dos empresários autuados na “Operação Malha Verde”, que apontaram Francisca Dilcicléa como responsável pela inserção dos dados ambientais falsos de suas empresas no CTF.

O magistrado cita a sindicância realizada pelo Ibama e que concluiu que Francisco Linduarte se valeu do cargo de chefia para beneficiar o esquema ilícito gerenciado pela filha. Ele permitia que ela transitasse livremente e distribuísse o cartão de sua empresa de assessoria nas dependências do escritório; bem como utilizasse os computadores do instituto para lançar as informações das empresas assessoradas; além de dar prioridade ao atendimento das solicitações dessas empresas.

A decisão justifica o afastamento considerando que pelo fato de o servidor já ter exercido função de chefia, “patente é a possibilidade de influência do réu no ânimo das testemunhas que vierem a depor no processo, mormente ao se considerar que das oito testemunhas arroladas pelo Parquet Federal, cinco são servidores lotados na autarquia ambiental”.

MPF-RN

Diferente do dirigente local, o Presidente Nacional diz que o IBAMA não vai ser obstáculo ao desenvolvimento do RN

“O Ibama não vai ser obstáculo ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte”. A garantia foi dada pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardy, durante reunião com o secretário de Estado do Turismo, Renato Fernandes e representantes do trade turístico nesta segunda-feira (16), em Brasília.

O objetivo da reunião foi levar ao conhecimento do presidente do Instituto a situação de impasse com a superintendência do órgão no Rio Grande do Norte referente a Via Costeira. Além do secretário, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis seccional RN (ABIH), Habib Chalita, participou da reunião na sede do Ibama.

Fernandes disse que Zanardy quer saber toda a situação que vem acontecendo em Natal com relação ao projeto da Via Costeira. “Nós apresentamos a proposta e mostramos o embasamento técnico para o que é pretendido”, informou o titular da Setur.

Após a apresentação, o presidente do Ibama pediu um prazo de 30 dias para analisar o projeto e o processo em questão. “Mesmo sendo um assunto minucioso, pedimos a ele que houvesse certa agilidade”, disse o secretário. “A reunião foi bastante proveitosa e o presidente foi bastante receptivo conosco”, finalizou.

Secretário de Turismo se reúne com presidente do Ibama para debater Via Costeira

O secretário de Estado do Turismo, Renato Fernandes, vai a Brasília nesta segunda-feira (16) onde participa junto com representantes do trade turístico do Rio Grande do Norte de audiência com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardy.

O objetivo da reunião, que será realizada às 17h30, é levar ao conhecimento do presidente a situação de impasse com a superintendência do órgão no Rio Grande do Norte referente a Via Costeira.

Nas últimas semanas, empresários do turismo, principalmente hoteleiros, têm criticado o posicionamento considerado “radical” do Ibama quanto à liberação de novos empreendimentos na Via Costeira.

Renato Fernandes viaja confiante que o impasse será solucionado e, dessa forma, Natal e o Rio Grande do Norte não sejam prejudicados uma vez que ambos são grandes destinos turísticos dentro do país.