Feirantes em Natal assinaram um abaixo-assinado com mais de 2.200 assinaturas em documento que classificam como “injustiça oficializada”. Há uma revolta dessa classe trabalhadora, que diz que a Prefeitura ‘resolveu então desencadear uma verdadeira perseguição sobre as feiras livres”, através da secretaria SEMSUR.
Reclamam da exigência de distanciamento entre as bancas das feiras de 2 metros. “Bancas transmitem Covid? Pasmem, no mundo inteiro, o distanciamento indicado pela OMS, é de 1,50 metros entre as pessoas”, questiona um trecho.
Os feirantes citam a distância de 1,50m em supermercado ou num banco, e dizem que somente em Natal, o prefeito lança um decreto com 2 metros de distância entre as bancas das feiras.
“Não havendo possibilidade de ampliação do espaço físico das feiras, o resultado disso é que dezenas e dezenas de feirantes, por falta de espaço, sem nenhum tipo de auxílio da parte da Prefeitura, estão sendo cortados das feiras livres. Impedidas de trabalharem num ofício que foi considerado essencial à vida pela Governadora do Estado”, queixam-se os feirantes.
A classe ainda diz que o “Prefeito precisa entender que o que é essencial não é somente a mercadoria e sim, o feirante e seu ofício”.
E ainda reforça a crítica:
“Os fiscais da SEMSUR vão às feiras e, em meio a gritos, choro e ranger de dentes, fazem cumprir o decreto do Prefeito e quando perguntados onde está a base científica para esse distanciamento exagerado, ineficaz e prejudicial, eles respondem: não sabemos, estamos aqui para cumprir ordens”.
No documento, os feirantes ainda destacam a importância das bancas:
“1º – É o objeto de exposição de sua mercadoria. Todos nós sabemos que um dos princípios do marketing do comércio e das vendas é a exposição daquilo que se pretende vender. Ninguém vende nada escondendo seu produto. O feirante não vai acordar de madrugada, ir para o Ceasa e depois ir para a feira para manter o seu produto dentro de caixas. As caixas são para o transporte da sua mercadoria assim como as bancas são para a exposição das mesmas”.
E pontuam:
“Fazendo uma simples comparação, as bancas equivalem às gôndolas de um supermercado. Pergunto: O prefeito decretou a retirada das gôndolas dos supermercados? Resposta: Não. Porque? Por que a formiga sabe a folha que corta”.
A classe também cita outro ponto sobre a banca:
“2º – As bancas protegem os feirantes e os clientes. Como assim? O feirante chega às 4h da manhã na feira e sai às 16h da tarde. Resumindo, passa tranquilamente umas 12 horas na feira. O cliente vem de casa ou do trabalho, entra na feira e, em cerca de uma hora, compra sua mercadoria e vai embora. Resumindo, o feirante tem durante o dia, muito mais tempo de exposição e risco de contrair a covid-19”.
“As bancas são para as feiras assim como são as gôndolas para o supermercado, restringindo e distanciando pessoas. E o que o Prefeito faz? Retira as bancas contribuindo com o desemprego, o prejuízo financeiro e com a propagação da covid-19”, reclamam os feirantes em abaixo-assinado, que ainda destacam que não conseguiram contato direto com a Semsur.
os parças que tavam guardando a droga e munição vão ter q pagar a mercadoria aos chefes da facção com a vida… menos alguns CPFs…
Avante bravos PMs, não deixem esta turma do tráfico em paz. Obs: só faltou informar se foi pego algum meliante.