Finanças

VÍDEO: Open banking dará mais chance de conseguir crédito a quem tem ‘nome sujo’; entenda

Foto: Reprodução/G1

Ter o “nome sujo”, no Brasil, é sinônimo de ser mau pagador. O consumidor assim classificado tem acesso restrito a crédito no mercado, ou seja, dificilmente consegue contratar um empréstimo, fazer uma compra parcelada ou adquirir um cartão de crédito. Todavia, especialistas apontam que a implementação do open banking tende a flexibilizar a situação dos inadimplentes. (VÍDEO AQUI).

Open banking é o novo sistema do Banco Central (Bacen) que permite o compartilhamento de dados bancários dos consumidores entre as instituições financeiras. É o próprio consumidor que define quais dados autoriza compartilhar, além de definir o prazo no qual essas informações ficarão disponíveis.

A restrição ao crédito não integra a lista de informações que podem ser compartilhadas no open banking. Isso porque os birôs de crédito, como são chamados os bancos de dados de “nomes sujos” no país, não fazem parte das instituições participantes do novo sistema.

“Só podem participar do open banking as instituições reguladas pelo Banco Central. Os birôs não são instituições financeiras, nem instituições de pagamento, por isso estão fora desse novo sistema”, explicou Leonardo Enrique, head de open banking da Serasa Experian, um dos principais bancos de dados de restrição ao crédito no Brasil.

Os birôs são alimentados por bancos e empresas dos mais variados segmentos que enviam a eles os dados dos clientes inadimplentes. O envio da informação de inadimplência faz com que o Cadastro de Pessoa Física (CPF) do consumidor seja negativado até que a dívida seja paga. Se o débito não for quitado, o registro é mantido pelo prazo de cinco anos.

O open banking não altera em nada o funcionamento dos birôs, incluindo o prazo de negativação do CPF inadimplente. Segundo Enrique, essa informação continuará sendo usada pelos bancos e instituições financeiras na hora de analisar a concessão de crédito ao consumidor.

O especialista da Serasa aponta, porém, que a transparência dada às informações bancárias por meio do open banking permitirá uma análise mais profunda da capacidade de pagamento da pessoa, ampliando as chances dela conseguir dinheiro emprestado no mercado.

“O open banking oferece mais uma camada de informações que as instituições financeiras vão ter para analisar aquele cliente. Ele traz a oportunidade de olhar a capacidade financeira da pessoa como um todo. Ela pode estar com o nome sujo, mas tem uma movimentação bancária satisfatória, por exemplo, para ter acesso àquele crédito que solicita”, apontou Enrique.

Rogério Cardozo, diretor executivo da Simplic – fintech norte-americana dedicada à concessão de empréstimos no Brasil desde 2014 – também aponta que o novo sistema do Bacen tende a permitir que os consumidores inadimplentes consigam crédito no mercado, seja por meio de um cartão de crédito com limite pré-aprovado ou, até mesmo, de um financiamento habitacional.

“Eu não vejo o open banking impactando negativamente a situação de quem nem nome sujo. Ao contrário, o que eu vejo é valor agregado com acesso às informações transacionais do consumidor, já que as instituições poderão consultar desde o extrato bancário à movimentação do cartão de crédito dele”, diz.

Cardozo enfatiza que “essa camada transacional vai permitir modelos mais aderentes por parte de quem oferta o crédito”. Ou seja, as instituições financeiras terão informações adicionais sobre a capacidade de pagamento de cada cliente e poderão, a partir delas, oferecer modalidades de crédito diferenciadas para cada perfil.

“Toda informação adicional sempre ajuda na tomada de decisão. Tem instituições que querem tomar mais riscos, outras que querem tomar menos. Então, com o open banking se consegue botar mais gente neste mercado de crédito”, destacou Cardozo.

‘Mapa da inadimplência’

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontou que, em agosto, a inadimplência atingiu novo recorde no Brasil. Ao final do oitavo mês do ano, 72,9% das famílias possuíam alguma dívida. Trata-se do maior percentual é o maior desde 2010, quando teve início a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O recorde anterior (71,4%) havia sido registrado em julho.

Já os dados mais recentes da Serasa Experian mostram que, até julho, cerca de 62,2 milhões de brasileiros estavam com o nome sujo, contingente que corresponde a aproximadamente 30% de toda a população do país, estimada em 213 milhões na última projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento da Serasa, entre janeiro e abril a inadimplência aumentou em cerca de 2%, atingindo cerca de 63 milhões de brasileiros. Desde então esse número vem se reduzindo mensalmente, acumulando queda de 1,2% no período – entre junho e julho a variação foi de -0,46%. Já na comparação com julho do ano passado, houve queda de 2% no número de consumidores com o CPF negativado no país.

O “Mapa da Inadimplência” traçado pela Serasa em julho revela que:

as mulheres são maioria (50,1%) entre os brasileiros inadimplentes;

elas também são maioria (54%) entre aqueles que negociaram a dívida;

a maioria (35,5%) dos inadimplentes tem entre 26 e 40 anos de idade;

a 2ª maior proporção de inadimplentes (35,3%) tem entre 41 e 60 anos;

a maior parte das dívidas (29%) são com bancos ou cartões de crédito;

serviços básicos (água, luz e gás) representam 23,59% do total de dívidas;

a inadimplência no varejo (13,09%) aparece em terceiro lugar no ranking;

SP concentra o maior número de inadimplentes (14,75 milhões, 23,7% do total);

RJ aparece no 2º lugar do ranking, com 6,09 milhões, ou 9,6% do total;

MG ocupa a 3ª posição, com 5,76 milhões de inadimplentes, ou 9,2% do total;

BA (3,98 milhões ou 6,4%) e PR (3,24 milhões ou 5,2%) ocupam a 4ª e a 5ª posição;

Como limpar o nome

Quem tem o nome sujo só tem duas opões para regularizar a situação: pagar o que deve, ou esperar o prazo de prescrição da dívida, a partir do qual ela não pode mais ser cobrada – o que pode levar até 10 anos.

Para quitar a dívida, é preciso procurar diretamente a empresa a credora da dívida e tentar renegociar o pagamento. Muitas empresas oferecem facilidades para os inadimplentes regularizarem a situação, como o parcelamento do débito ou até a retirada de juros.

G1

Opinião dos leitores

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Finanças

Open banking: Começa o compartilhamento de dados entre bancos que pode facilitar crédito; entenda

Banco Central, em Brasília: Open banking: Começa hoje compartilhamento de dados entre bancos que pode facilitar crédito Foto: Jorge William / Agência O Globo

Os clientes de grandes bancos e fintechs começarão a perceber em seu dia a dia os efeitos do chamado Open Banking.

A partir de hoje, as pessoas poderão escolher se e com que instituição financeira vão compartilhar seus dados cadastrais, além de informações sobre transações em sua conta e histórico de crédito.

A ideia é que, com essas informações em mãos, as instituições financeiras possam oferecer produtos personalizados e mais baratos.

Outra mudança poderá ser sentida no momento de abrir conta em um banco ou fintech. Com o compartilhamento de dados cadastrais, o processo deve ficar mais simples e rápido.

A promessa é que esse compartilhamento de dados estimule a competição, o que deve levar à redução das taxas cobradas pelos bancos, inclusive de juros.

Por exemplo, se uma fintech obtiver acesso a um histórico de crédito de 15 anos de um cliente de um grande banco, ela poderá oferecer produtos mais baratos e personalizados para essa pessoa.

Além disso, futuramente, uma empresa pode lançar um agregador de ofertas de crédito e, usando o histórico de crédito de um cliente, apresentar aquelas mais baratas e com melhores condições.

— O Open Banking acirra a competitividade, você consegue colocar instituições entrantes que trazem nos processos custos menos onerosos que instituições mais tradicionais. Quem ganha com isso, no fim, é o consumidor — afirma Luciana Simões Rebello Horta, advogada do escritório Baptista Luz Advogados.

A primeira fase deveria ter começado em 15 de julho, mas foi adiada pelo Banco Central (BC) a pedido das instituições financeiras, que queriam mais tempo para preparar seus sistemas. Na primeira fase, as instituições abriram informações básicas, como canais de atendimento e serviços oferecidos.

O BC ressalta que nenhum compartilhamento de dados será feito sem autorização prévia. O prazo de compartilhamento tem limite de 12 meses e pode ser revogado a qualquer momento pelo cliente. Ao fazer a operação, bancos e fintechs deverão descrever todas as informações a serem compartilhadas.

O advogado Guilherme Guimarães, sócio fundador do Guilherme Guimarães Advogados, lembra que o cliente deve avaliar se as instituições financeiras estão prestando informações claras sobre o uso dos dados:

— O cliente deve ficar atento sobre quais as medidas de segurança serão utilizadas pelas instituições financeiras na proteção dos seus dados, especialmente no caso de as operações ocorrerem com parceiros e correspondentes.

A segunda fase será implementada em quatro etapas, que se estenderão até 24 de outubro. Mas a terceira fase do Open Banking está marcada para começar em 30 de agosto.

Nela, será possível fazer um pagamento usando o saldo da conta de uma instituição a partir do aplicativo de outra.

A segunda fase será implementada de forma escalonada em quatro ciclos. No primeiro, que vai desta sexta-feira até 12 de setembro, 0,1% da base dos clientes das instituições terão acesso às APIs (sigla em inglês para Interface de Programação de Aplicações) que permitirão a criação, consulta e revogação de consentimento de compartilhamento de informações.

Durante esse tempo, o Open Banking vai funcionar das 8h às 18h nos dias úteis.

No segundo ciclo, de 13 a 26 de setembro, o compartilhamento será de informações relacionadas às contas de depósitos à vista, poupança e contas pré-pagas. Essa fase terá um limite de 0,5% da base de clientes e funcionará também das 8h às 18h, em dias úteis.

Do dia 27 de setembro até 10 de outubro, os clientes poderão compartilhar informações de seus cartões e operações de crédito. O limite será de 1% da base, e o horário de funcionamento será das 8h às 18h de segunda a quarta-feira, e 24 horas por dia às quintas e sextas-feiras.

No quarto e último ciclo, que vai de 11 a 24 de outubro, todas as informações dos ciclos anteriores poderão ser compartilhadas 24 horas por dia, sete dias por semana. O limite será de 10% da base de clientes.

O início da fase 3 está marcado para 30 de agosto. Uma das novidades será a possibilidade de iniciar um pagamento usando o saldo da conta de uma instituição a partir do aplicativo de outra.

Por exemplo, se o cliente só tiver saldo em uma conta de um banco tradicional e quiser utilizar o aplicativo de uma fintech para fazer o pagamento de um boleto com esse saldo, isso será possível.

Na fase 4, o Open Banking se expande para além dos bancos, e dados de operação de câmbio, investimentos, seguro, previdência complementar aberta e contas-salário poderão também ser compartilhados com várias instituições. O início está marcado para 15 de dezembro.

O Globo

 

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Economia

Governo federal publica MP que abre crédito a micro e pequenas empresas

Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

Medida provisória (MP) que cria o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC) foi publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. Diferentemente de outra MP já editada pelo governo, a 992/20, que cria o Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), a nova MP tem como alvo apenas micro e pequenas empresas, produtores rurais e microempreendedores individuais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões.

Segundo a Secretaria-Geral de governo, o PEC cria incentivos para os bancos emprestarem a essas empresas e empreendedores, “ao conceder um tratamento mais vantajoso à base de capital das instituições financeiras participantes”. Pelo texto, o programa será capaz de gerar até R$ 48 bilhões em crédito. A operacionalização se dará com recursos das próprias instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Se aprovada pela Câmara e pelo Senado, ficará a cargo do Conselho Monetário Nacional fixar as regras gerais desses empréstimos, como taxa de juros, duração e carência. Já a supervisão do programa ficará sob a responsabilidade do Banco Central.

A expectativa do governo, com a medida, é garantir a oferta regular de serviços e programas voltados à população em geral, especialmente a mais vulnerável, para minimizar os efeitos provocados pela pandemia de covid-19.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. No segmento de combustível não temos o que reclamar,o mito disse que iria subir a gasolina toda semana e está honrando o prometido,segundo a agência em Novembro chega a R$ 10.00.

    1. Fale com sua governadora para baixar o ICMS sobre os combustíveis. A gasolina do RN é a mais cara do Nordeste e a 3a. mais cara do Brasil. Culpa do Bozo também, “cumpanhera”?

    2. Direita Honesta, se informe primeiro pra dizer que o ICMS é o mais alto. Todos os estados vizinhos possuem a mesma alíquota ou maior. De “honesta”, tu num tem é nada. Só o mau caratismo mesmo.

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Geral

Bolsonaro sanciona lei que facilita crédito a famílias e empresas

FOTO: MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que facilita o acesso de famílias e empresas ao crédito bancário. Conforme o texto publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (1º), as instituições financeiras ficam dispensadas, até 30 de dezembro de 2021, exigir documentação de regularidade fiscal para liberar os recursos.

A proposta, originada em uma MP (Medida Provisória) do Planalto busca reduzir os impactos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus. O texto original concedia o benefício até 30 de junho, mas o prazo foi prorrogado pelos deputados.

“A sanção presidencial é de grande valia, pois auxiliará as medidas de combate aos efeitos econômicos e sociais decorrentes do enfrentamento à pandemia de covid-19, franqueará às empresas melhores condições de acesso ao mercado de crédito, bem como permitirá maior taxa de sobrevivência de empresas”, destaca o governo.

Entre os documentos que não serão cobrados de empresas e pessoas físicas estão a comprovação de quitação de tributos federais, a certidão negativa de inscrição na dívida ativa da União, a certidão de quitação eleitoral, a regularidade com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), a regularidade na entrega da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e a comprovação de pagamento do ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural) para os tomadores de empréstimo rural.

Outra inovação trazida pela MP trata da determinação de que micro e pequenas empresas, cooperativas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e setores mais afetados pela pandemia recebam tratamento diferenciado na captação de crédito ofertado com recursos públicos.

Aposentados e pensionistas também deverão ter acesso a condições facilitadas em empréstimos viabilizados com verbas oficiais até o final do ano, nos termos do regulamento a ser editado pelo Poder Executivo.

R7

 

Opinião dos leitores

  1. O comentário seletivo dos vermelhos não vai aparecer por aqui. Eles não gostam da simples ideia do País dar certo. Preferem a volta da roubalheira, e do Barbudo Encantador de Jumentos. Depois, nós, cidadãos de bem, é que somos gado… vai entender.

  2. Presidente Arroxado!! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 Os pequenos empresários que sustentam o país agradece Presidente 👏🏻👏🏻

  3. Com 14 milhões de desempregados devido a pandemia, essa é a hora de investir nas pequenas empresas, que é onde são gerados as maiores quantidades de emprego.

  4. A imprensa militante de vermelho ficam pra morrer, além disso não irão divulgar esta noticia. Os antes democráticos de plantão irão cometer suicídio, com mais uma boa ação do capitão entre tantas outras que não são noticiadas pela imprensa macabra.

  5. Que Presidente bom da gota serena é esse Bolsonaro.
    A turma vermelha fica se mordendo. Hô Véio arroxado do cunhão rôxo é esse Bolsonaro.

    1. A esquerdalha vai criticar, para eles o melhor é manter os bolsas esmolas para o povo improdutivo e a igualdade na miséria, com a corrupção como forma de governo.

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Economia

Governo federal envia ao Senado acordo com o BNDES e o BID para abertura de nova linha de crédito de até US$ 750 milhões para micro, pequenas e médias empresas

Foto: Reprodução/Instagram/Fábio Faria

O governo federal enviou para o Senado o acordo firmado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a abertura de uma nova linha de crédito de até US$ 750 milhões para micro, pequenas e médias empresas.

O programa também prevê um aporte de US$ 100 milhões pelo BNDES. Ao todo, o volume destinado para as empresas será de aproximadamente R$ 5 bilhões. Para ser confirmado, o programa precisa ser apreciado pelo Senado Federal.

O financiamento é parte do programa de crédito emergencial para manter o funcionamento das empresas e a manutenção dos empregos diante da pandemia da Covid-19. Além disso, o empréstimo também visa à recuperação do investimento produtivo e a facilitar a aquisição de máquinas, equipamentos, veículos, bens e serviços para a produção.

A projeção do Ministério da Economia e do BID é de que a medida beneficie 11 mil empresas de até médio porte que foram afetadas pela crise.

A informação é destaque nas redes sociais do ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Opinião dos leitores

  1. Difícil é o Bradesco, Itaú, B.Brasil,Caixa Econômica, deixa junto a receita federal o pequeno e alguns médios ter acesso, basta ver o exemplo do Ano passado. Eu não acredito e nada sério quando tem banco privado direcionado via lastro no banco central. Eu não acredito que quem realmente precisa tenha acesso. Só vejo empresários rico abrindo algo ou comprando dos que estão lascado que não tiveram acesso no ano passado, penso que já tarde senhor ministro. Deixo os banco privados chutar o sangue do médios e pequenos. Eu não acredito em ministro que é acionistas majoritário em banco. Concordo com as ações do governo federal. Porém tá muito lenta. A economia tá na UTI.

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Diversos

DESABAFO DE UM LEITOR: Quem danado consegue pegar uma linha de crédito da AGN?

Um leitor do Blog do BG enviou resposta da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN) a sua solicitação de crédito para tentar sobreviver na pandemia no estado do Rio Grande do Norte. Verifique a resposta e veja como é fácil:

“Bom dia, em resposta a solicitação para análise de pesquisa cadastral identificamos que existem anotações restritivas para o seguinte documento:

SERASA – CNPJ – BANCO BRADESCO

SERASA – CNPJ – PROTESTOS (NATAL)

Para darmos continuidade ao cadastro e a solicitação de financiamento precisamos que todos os envolvidos estejam sem restrições. Lembrando que é necessário o aval de um terceiro para empresas que não são constituídas de pelo menos 2 sócios, nesse sentido, é preciso enviar número da documentação do avalista e cônjuge se for o caso. Qualquer dúvida, entrar em contato.

Atenciosamente,
Subgerência de Cadastro.
Tel.: 84 3232-2601”.

Opinião dos leitores

  1. Sugestão que dou ao governo estadual e AGN, que se as restrições for de pequena monta, e o empréstimo seja superior ao pleito, que as dívidas das restrições sejam pagas pelo Emprestimo, com limite máximo de quitação de 30% por cento do valor liberado! Simples e possível! Abs Marcio Lima

  2. Será que na linha do tempo dessa pessoa sua dívida no SPC e SERASA foi gerada pós pandemia ou pré pandemia?
    Só citar uma dívida sem contexto deixam algumas interrogações.

  3. Muita gente estava contando com essa ajuda para sobrevier ao último decreto vigente. Desse jeito ninguém tira um centavo da AGN. Nos próximos 15 dias vai ser uma quebradeira sem precedentes. É preciso rever isso com urgência.

  4. Também estou sendo prejudicado por essa política de concessão de crédito da AGN. No meu caso minha Esposa possuí um Salão de Beleza é Empreendedora Formalizada (MEI), nome limpo etc. Mas quando fomos solicitar o crédito, pediram meu CPF já que sou o cônjuge, até aí tudo bem meu nome estava sem restrições nos Órgãos de Proteção, tais como Serasa, SPC e SCPC, mas "eles" (a AGN) acharam uma pendência minha no Banco Central de uma dívida que até prescreveu e por isso não foi viabilizado a Linha de Crédito nesse momento em que estamos passando. Em vez de ajudarem estão atrapalhando! Fica o meu desabafo.

  5. O governo estadual deveria está com restrições no SPC e Serasa, pois deve 2 folhas aos servidores. Em vez disso, recebeu inúmeras transferências e repasses do governo federal. Onde foram aplicados esses recursos se nem um hospital de campanha a governadora conseguiu abrir ???

  6. Essa é apenas a primeira análise, após realizar os devidos ajustes Serasa e Protestos, caso disponha de recursos para pelo menos tirar as certidões e limpar o nome, ainda tem as análises cadastrais da PJ e da PF titular ou titulares da empresa, depois ainda tem a Situação Fiscal que com certeza vão pedir 05 certidões negativas no mínimo.
    Aí quando ultrapassar todas as barreiras burocráticas, vem o tiro de misericórdia que tem que ter um avalista que não tenha nenhuma restrição e patrimônio maior que o empréstimo /financiamento solicitado.
    Em síntese o cidadão diante de toda essa situação já quebrou em muitos pedaços, que nem um aspirador industrial será capaz de juntar.
    É assim, que chega às pseudas ajudas do desgoverno Fátima!

  7. BG, na realidade a AGN é a mais burocrática e são muitas exigências para nós que trabalhamos legalmente e empregamos legalmente, coisa que não deveria porque estão emprestando dinheiro dos nossos impostos, mas outras instituições também tem muitas exigências e que na realidade só tem acesso a credito os grandes empresários que estão classificados como atividade essencial, por toda essas dificuldades e a falta de sensibilidade do Ministério da Economia(GOVERNO FEDERAL) esta quebrando e deixando muita gente endividado, lamentável mais é a realidade em que vivemos. JEAN REGIO

  8. Perguntar não ofende. Para o Governo dar 5.000.000,00 Cinco milhões para o consórcio nordeste para compra de RESPIRADORES inexistentes,teve todo esse zelo com o erário ? Só tem Pelé e o empresário que se LASQUE!

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Diversos

RN, por meio da Agência de Fomento, anuncia linhas de crédito para bares, restaurantes e setor do turismo

O Governo do Estado, por meio da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte, simplificou uma série de exigências para concessão de financiamentos e assegura a disponibilidade de R$ 10 milhões em crédito para capital de giro destinado a bares, restaurantes e empresas com atuação relacionada ao setor de turismo e lazer.

O financiamento via Fundo Geral do Turismo (Fungetur) pode ser realizado com uma carência de até 12 meses e o pagamento parcelado em até 36 meses. A taxa de juros é de 5% ao ano. Já no caso do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o prazo é de 36 meses, incluindo até 12 meses de carência, e uma taxa de juros de 1,32% ao ano + IPCA, para financiamento no valor de até R$ 50 mil.

E diante de diversos pleitos do setor, a instituição realizou a simplificação dos processos internos para assegurar uma velocidade ainda maior na liberação do crédito e passa a não exigir mais a apresentação de balanço financeiro para financiamentos de até R$ 50 mil. Também foi dispensada a apresentação de licenciamento ambiental para bares e restaurantes.

O plano de negócio a ser entregue junto à documentação pode ser simplificado, assim como, empresas limitadas passam a ter os sócios como avalistas dos financiamentos, agora, sem a exigência anterior de apresentação de um terceiro como avalista. A Agência, inclusive, tem trabalhado para disponibilizar, além dos canais digitais já ofertados, uma plataforma online própria para facilitar o acesso ao crédito.

O presidente da seccional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no RN, Paolo Passariello, aprovou as medidas propostas. “A Abrasel vê como muito importante o anúncio do Governo com apoio às empresas do setor de Alimentação Fora do Lar através da AGN. As medidas surgiram do diálogo aberto para que se buscassem alternativas para os Bares e Restaurantes. Uma boa conquista, mas precisamos ainda mais para evitar um abalo nas empresas e a demissão em massa”, conclui Passariello.

Para mais informações ou iniciar o processo para contratação do crédito, o empreendedor pode entrar em contato via whatsapp ou telefone através dos números 84 99136-1897 ou 99640-0700 e também pelo email [email protected] No caso de financiamentos via Fungetur, as empresas precisam estar no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Mtur – Cadastur. O cadastro é gratuito, sai em até cinco dias úteis e pode ser feito através do site www.cadastur.turismo.gov.br.

Confira as principais medidas do novo pacote:

• Garantia de R$ 10 milhões em crédito para o setor;

• Crédito via Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para o setor;

• Dispensa da exigência de balanço financeiro para financiamentos até R$ 50 mil;

• Dispensa de apresentação de licenciamento ambiental para bares e restaurantes;

• Apresentação de plano de negócio simplificado;

• Dispensa da exigência apresentação terceiro como avalista para empresas limitadas;

• Ampliação da equipe do setor para dar mais celeridade ao processo de liberação o crédito;

• Elaboração de plataforma online própria para facilitar o acesso ao crédito.

Confira documentação básica necessária:

• Cadastro no CADASTUR

(https://cadastur.turismo.gov.br);

• Contrato social e aditivos;

• CNPJ;

• Documento pessoais dos sócios;

• Certidão de casamento dos sócios;

• Alvará de funcionamento em dia;

• Certidões estadual e municipal.

Opinião dos leitores

  1. Na campanha, ela copiou desavergonhadamente o plano de governo do Piauí! Porque não cópia agora o que ele tá fazendo lá, dando auxílio emergencial? Muito bobo esse fatão, viu?

  2. Vão pegar empréstimo e pagar com o quê???
    Se estão sendo proibidos de abrir, de trabalhar, vão fazer qual milagre pra pagar??
    Tá mais pra arapuca do que para socorro …

  3. Atenção com a boca e os os dentes Santos, vai que a governadora aparece, dão um chute cruzado na direção dela e pega na tua boca…..os PS estão fechados. Se vc estiver sobrevivendo mamando, pode ficar sem o emprego.

    1. Os PSs estão cheios por conta de pessoas como seu Mintomaniaco que estimula pessoas como vc, que certamente já deve ter contraido covid, se contaminar. Depois fica vibrando com o nimero cafa vez maior de mortos.

  4. Sem lógica! Se estão fechando tudo! Fora a inviabilidade pelas garantias solicitadas e tanta documentação, eita burocracia! Vamos desburocratizar!!

  5. Muito fraco essas medidas do desgoverno.
    O caba ja está lascado sem poder trabalhar com a polícia em cima e ainda quer que o caba se endevide mais ainda nos bancos.
    É de lascar.
    Além de queda coice.
    Porque não da isenção dos impostos??
    Porque não paga um auxílio pros trabalhadores do setor??
    Partido dos trabalhadores tá cada dia se tornando o partido dos Trambiqueiros.
    Tá é acabando com o RN.
    Gerando desemprego todos os dias.
    Pense numa esculhanbaçao.
    Pense num desmantelo grande.
    Ô governo ruim da gota serena.
    Nunca vi igual em toda história do RN.

  6. Como o empresário vai tomar empréstimo se não pode abrir para o público ou tem horário reduzido onde o apurado não cobre nem as despesas? E a ajuda aos desempregados que perderam o emprego?

    1. Pense numa inteligência e ajuda interessante. Crédito para empresários quase que falidos, o grande perdedor são os trabalhadores, esses deveriam ser o alvo de qualquer ajuda. Como o COVID a fome mata, deixa as pessoas desequilibradas e provoca um furação em suas vidas. Essa medida é galhofa com os pequenos desse estado, essa governadora deveria ter vergonha por uma proposta dessas.

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Finanças

XP entra no mercado de cartões de crédito e promete juros 50% mais baixos do que o mercado

Foto: Divulgação

Com promessa de juros pelo menos 50% abaixo do que cobram os grandes bancos, a XP está entrando no mercado de cartões de crédito, como adiantou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO.

A empresa lançou nesta quarta-feira o cartão de crédito XP Visa Infinite, que também não terá cobrança de anuidade. Nas compras online feitas em parceiros da XP, o cliente terá a devolução de 1% do valor da compra dada pelo próprio cartão, e mais 2% a 10% das lojas que integram o market place da companhia para ser investido em fundos de investimento oferecidos pela XP.

— Não queremos ganhar no rotativo do cartão. Taxas de 12%, 13% ou 14% ao mês cobradas pelos bancos não são sustentáveis. Queremos que, se o cliente tiver que tomar dinheiro emprestado, pague taxa próxima a 2%, que eu ainda acho alta – disse Guilherme Benchimol, presidente da XP.

O cartão da XP terá média de juros no rotativo de 5,9% ao mês e, no parcelado, de 3,9%. Não há acúmulo de pontos para milhagem como nos demais cartões de crédito oferecidos no mercado.

A ideia da XP é quebrar esse paradigma, disse Bruno Guarnieri, chefe de produtos digitais da empresa. O cartão também não tem número fixo por questões de segurança. O número é rotativo e muda quando o cliente utiliza o cartão pelo aplicativo.

— Todo o processo para obtenção do cartão é feito digitalmente e o cliente já pode utilizá-lo imediatamente após concluir o processo – disse Guarnieri.

Conta digital virá em breve

O cartão estará disponível para clientes da XP que tenham pelo menos R$ 50 mil investidos, mas a ideia é que ele chegue a todos os 3 milhões de clientes da empresa. Podem ser emitidos pelo menos seis cartões adicionais.

Segundo Benchimol, os clientes da XP também possuem conta corrente e cartão de crédito, além de pagar despesas, em grandes bancos.

Com a oferta do cartão de crédito nesta semana, e de conta digital em breve, a ideia é que ele passe a concentrar seus investimentos, pagamento de compras e despesas na XP.

— Isso poderia elevar os ativos da XP de R$ 700 bilhões atualmente para R$ 1,4 trilhão, sem a entrada de nenhum novo cliente – disse Benchimol.

O limite oferecido pelo cartão será oferecido de acordo com os investimentos e comportamento de compras do cliente. O dinheiro que o cliente recebe de volta nas compras será investido num fundo de renda fixa, que oferece 100% do CDI.

Mas o cliente pode sacar o dinheiro desse fundo e aplicar em outro produto de sua preferência. O dinheiro recebido de volta nas compras feitas nos 25 parceiros da XP também pode ser gasto. O objetivo é que até o final do primeiro semestre, o número de parceiros chegue a 50.

Benchimol observou que o sistema de milhagem, com acúmulo de pontos, acaba sendo ineficiente porque quando o cliente quer trocar seus pontos acaba sendo prejudicado pelo câmbio.

O resultado é que acaba trocando sua milhagem por ‘liquidificadores e batedeiras’ que não usa.

— Devolver parte do dinheiro das compras ao cliente permite que ele invista e gaste da forma que quiser – disse ele.

O Globo

Opinião dos leitores

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Economia

Isenção de IOF volta a valer e crédito para os brasileiros fica mais barato a partir desta terça

A partir desta terça-feira (15), e até final do ano, fica mais barato para os brasileiros obterem crédito. Isso porque volta a valer, nesse período a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre essas operações.

A alíquota original, de 3%, foi zerada em abril, para ajudar a mitigar os impactos da pandemia do coronavírus sobre a economia. A medida, que inicialmente deveria valer por três meses, foi sendo prorrogada – na última, foi estabelecido prazo até 31 de dezembro.

No final de novembro, no entanto, o governo antecipou a volta do IOF para compensar a isenção das contas de luz dos moradores do Amapá, que enfrentaram este mês uma crise no fornecimento de energia elétrica que deixou o estado sem luz por vários dias. Na semana passada, o governo voltou atrás mas uma vez, e decidiu isentar as operações de crédito dessa cobrança por mais 15 dias.

Expansão do crédito

Com IOF zerado e juros em queda, os últimos meses viram uma forte expansão do crédito no país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos brasileiros concederam R$ 2,6 trilhões em crédito no período de março a 23 de outubro, incluindo novas operações, renovações e prorrogações de contratos.

De acordo com o Banco Central, o volume total do crédito ofertado pelos bancos cresceu 1,9% em setembro (último dado disponível), para R$ 3,809 trilhões. Em doze meses, o crescimento do volume total do crédito bancário acelerou de 12,2% para 13,1%.

Já o financiamento de imóveis disparou: foram R$ 13,9 bilhões em outubro de 2020, um aumento de 84% em relação ao mesmo mês de 2019. Desde o início do ano, foram financiados mais de 320 mil imóveis, somando R$ 92,67 bilhões.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Hô Véio Bom.
    Pense num presidente preocupado com a população brasileira.
    Nenhum presidente fez isso até os dias de hoje.
    Mito, MITO

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Diversos

Sinapro/RN comemora decisão do CARF: investimento em propaganda gera crédito de PIS/COFINS

Foto: Divulgação

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o CARF, definiu que os investimentos em propaganda que forem feitos pelas empresas podem gerar direito a créditos no PIS/COFINS. A decisão é definitiva e é o primeiro precedente consolidado para empresas do comércio varejista. O resultado foi comemorado pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte, o Sinapro/RN. A definição sobre o assunto veio após uma decisão favorável às Lojas Insinuante, atual Ricardo Eletro, em janeiro deste ano. O caso transitou em julgado somente agora, sem possibilidades de recurso.

A decisão a favor da Ricardo Eletro mantém a redução de um auto de infração de R$ 258 milhões para R$ 125 milhões. A empresa foi autuada pela Receita Federal por receber de seus fornecedores a chamada verba de propaganda cooperada (VPC), usada para incentivar as vendas de produtos por meio da contratação de agências de publicidade. A fiscalização considerou tratar-se de uma atividade de prestação de serviços sobre a qual incidiria 9,25% de PIS e Cofins. A defesa da Ricardo Eletro alegou que os valores recebidos para pagar a propaganda devem ser considerados insumos por serem essenciais. E como são incluídos na base de cálculo do PIS e da Cofins devem gerar direito a créditos.

Em 2018, o Superior Tribunal de Justiça já havia decidido que deve ser considerado insumo tudo que for imprescindível para o desenvolvimento da atividade econômica. Para o presidente do Sinapro/RN, Odemar Neto, a decisão significa uma vitória para o setor, já que, normalmente, somente as indústrias e as prestadores de serviço têm direito a créditos das contribuições sobre os insumos utilizados na produção, de acordo com o entendimento da Receita Federal.

“O desenvolvimento da atividade comercial não pode ser desassociada dos gastos com propaganda. O momento da nossa economia exige que as empresas façam esse investimento para atingirem os seus consumidores, para que o consumo volte a acontecer e a economia possa girar. É claro que os gastos com publicidade estão diretamente ligados à produção e a revenda. A decisão do CARF também surge como uma boa opção de recuperação de caixa, ainda mais no atual contexto de crise”, explicou Odemar.

Com informações da Valor Econômico

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Diversos

Conselho do FGTS reduz juros no crédito imobiliário popular no Norte e Nordeste

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (8), em reunião extraordinária, redução de juros no crédito imobiliário popular no Norte e Nordeste. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, que apresentou o voto no conselho, o objetivo é promover o acesso de mais famílias ao financiamento habitacional nessas duas regiões, que têm, historicamente, baixos índices de contratação de financiamento habitacional.

Nos últimos cinco anos, dos recursos disponibilizados para o Nordeste, 23% não foram utilizados por falta de demanda. No caso do Norte, o percentual chega a 78%.

Segundo o ministério, as mudanças na sistemática de financiamentos na área de habitação popular vão possibilitar que o FGTS tenha mais recursos disponíveis para novas contratações. Haverá redução da parcela de spread bancário (diferença entre o valor pago pelo banco aos correntistas e o cobrado nas operações de crédito) pago pelo fundo aos agentes financeiros operadores do programa.

Conforme o novo desenho, uma parcela maior da remuneração dos agentes financeiros passa a ser assumida pelos mutuários, que, por outro lado, serão beneficiados por juros finais mais baixos ao longo do contrato.

As regiões Norte e Nordeste serão contempladas com a redução de juros em até 0,5 ponto percentual para famílias com renda até R$ 2 mil mensais. Os juros poderão chegar a 4,25% ao ano para cotistas do FGTS e, nas demais, a 4,5%, ofertando a menor taxa de juros na história num programa habitacional. Com isso, as famílias terão uma menor prestação mensal na aquisição de novos imóveis pelo programa, explicou o ministério.

Foto: Ministério do Desenvolvimento Regional/divulgação

Parcelas suspensas

O Conselho Curador do FGTS também aprovou uma medida destinada às instituições financeiras responsáveis pelas operações de crédito do setor de habitação popular. O conselho suspendeu, por até seis meses, o pagamento dos financiamentos contratados por meio dos programas Carta de Crédito Individual, Apoio à Produção de Habitações e Carta de Crédito Associativo. A proposta também foi apresentada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, que atendeu pedido de bancos e financeiras.

As operações de crédito foram realizadas com recursos do FGTS. Segundo o ministério, pleitos similares já foram atendidos em maio e junho deste ano, em razão de demandas dos setores de saneamento básico e mobilidade urbana, devido a pandemia de covid-19.

A expectativa é gerar, durante o período de suspensão, um alívio para os agentes financeiros de até R$ 3 bilhões, contemplando os contratos de financiamento vigentes dos mutuários de pessoa física. De acordo com o ministério, a decisão não gera prejuízos ao FGTS, já que não significa o cancelamento, mas a postergação das parcelas e a diluição do débito ao longo do período residual dos contratos. Os pagamentos serão realizados de forma parcelada, com a atualização financeira devida, considerando que o início do ressarcimento ao fundo se dará a partir de janeiro de 2021.

Agência Brasil

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Finanças

Caixa tem novas linhas de crédito com garantia de imóvel e taxas de juros mais baixas

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (30) que, a partir do dia 3 de agosto será disponibilizada uma nova linha de crédito imobiliário para pessoa física. Por possibilitar o uso de imóveis como garantia, procedimento chamado home equity, a nova modalidade possibilita taxas de juros mais baixas.

“É uma modalidade de crédito pessoal muito usada nos Estados Unidos, que possibilita uma taxa de juros menor, na comparação com outras modalidades de crédito pessoal, e uma garantia mais sólida”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, ao fazer o anúncio por meio da página do banco no Youtube.

A contratação dessa modalidade, denominada Real Fácil Caixa, pode ser feita tanto para imóveis comerciais como residenciais. “Vamos oferecer três modalidades de taxas: corrigidas por TR [Taxa Referencial], IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o principal indicador inflacionário do país] ou taxa fixa”, explicou Guimarães ao informar que, neste primeiro momento os imóveis usados como garantia têm de estar livres de ônus.

No caso da TR, será cobrada uma taxa e, no do IPCA, taxa a partir de 0,7% ao mês e com garantia de até 60% do valor do imóvel. Com a modalidade IPCA, será a taxa mensal a partir de 0,60% ao mês, com garantia de 50% do valor do imóvel. Já a taxa fixa será de 0,8% ao mês, com garantia de 60% do imóvel. Em todas as modalidades, o prazo máximo de financiamento é de 15 anos.

“As taxas de balcão, que são oferecidas independentemente do relacionamento com o banco, ficarão em 0,9% mais TR, tendo como cota máxima de financiamento 60% do valor do imóvel”, acrescentou Guimarães.

Segundo Guimarães, ao criar as novas linhas de financiamento, a Caixa tem expectativa de “emprestar R$ 40 bilhões”. Ou seja, aumentar em mais de dez vezes os atuais R$ 3,5 bilhões, que representam 32% do market share que a coloca como líder em um mercado que movimenta R$ 11 bilhões no Brasil.

A contratação desses créditos pode ser feita nas agências da Caixa e nos correspondentes CAIXA Aqui. É possível fazer simulações e comparações de juros e condições de empréstimo por meio do site do banco.

Compra de terrenos e construção

Guimarães anunciou que, também a partir de 3 de agosto, o banco reduzirá a taxa de juros cobrados de pessoas físicas para construção individual ou aquisição de lote individualizado. A decisão levou em conta o fato de as medidas de isolamento social decorrentes da pandemia terem despertado o interesse por novas formas de habitação, com aumento da procura por casas com quintal, espaço e proximidade com a natureza, sem aglomerações ou elevadores.

No caso de de lotes urbanizados, os valores financiados poderão variar de R$ 50 mil a R$ 1,5 milhão, com taxa de juros efetiva de até TR mais 8,5% ao ano. A cota de financiamento é de até 70% sobre o valor de avaliação do terreno. O prazo para pagamento da dívida é de até 20 anos.

Nas modalidades destinadas à aquisição de terreno e construção e de construção em terreno próprio, as taxas de juros podem chegar à TR mais 6,5% ao ano.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O BG, e.as regras para a contratação?
    Como por exemplo se os mutuários estiverem com o nome sujo?
    Que nesta pandemia muitos ficaram.

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Finanças

VÍDEO: Caixa lança linha de crédito que antecipa saque-aniversário do FGTS; empréstimo a partir R$ 2 mil com juros a 0,99% ao mês

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Foto: Reprodução/Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (23) que pessoas que optaram pelo saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) poderão antecipar até três parcelas dos valores anuais – ou seja, correspondentes a três anos de retiradas.

O cliente do banco poderá acessar uma linha de crédito a partir de R$ 2 mil, que é o saldo mínimo necessário que o usuário precisa ter para participar. Não há teto para o valor solicitado, no entanto, podendo chegar até o saldo total. A taxa de juros será de 0,99% ao mês.

O detalhamento foi feito pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em vídeo divulgado pelo canal do banco no Youtube nesta quinta.

A adesão já está liberada, segundo a Caixa, mas os recursos só estarão disponíveis a partir de segunda-feira (27). A contratação será 100% digital, podendo ser feita pela internet por meio do site da Caixa, do FGTS, ou ainda pelo aplicativo do FGTS.

A expectativa é que 1 milhão de clientes faça a antecipação, o que vai corresponder a R$ 5 bilhões em créditos.

Saque-aniversário

O saque-aniversário foi uma modalidade criada pelo governo em 2019 para permitir a retirada de parte do saldo da conta do FGTS anualmente, no mês do aniversário do trabalhador e nos dois meses seguintes.

O trabalhador que opta por esse saque perde o direito à retirada do saldo total de sua conta do FGTS quando é demitido sem justa causa, o chamado saque-rescisão.

Segundo números da Caixa, 61 milhões de trabalhadores estão vinculados ao FGTS. Desse total, 6,1 milhões (10%) optaram pelo saque-aniversário.

R7

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Diversos

Empresa potiguar oferece soluções de crédito em meio à pandemia

Com a crise econômica provocada pela pandemia, micro e pequenas empresas têm recorrido a chamada antecipação de recebíveis para driblar as dificuldades e aumentar o capital de giro, aquele dinheiro disponível para manutenção do negócio. Diante deste cenário, a empresa Valor Futuro, já ofereceu mais de 1,5 milhão em crédito, através do adiantamento de notas fiscais ou duplicatas, neste período.

“É natural a demanda por crédito aumentar em situações como essa que estamos vivendo e a antecipação de recebíveis é uma modalidade que vem crescendo por ter menos burocracia que os bancos tradicionais”, explica o mestre em gerenciamento de riscos e finanças corporativas, o professor Márcio Carvalho Brito, cofundador da Valor Futuro.

A empresa, que apresenta soluções financeiras para micro e pequenos negócios, prevê que o segmento de antecipação de recebíveis tenha um crescimento de 200% até 2021, quando a economia ainda estará se restabelecendo.

“Na prática funcionamos como um banco para esses empreendedores. Por exemplo, um cliente fez uma venda no valor de 3 mil reais para receber até dezembro. O que fazemos é conceder este valor à vista mediante um deságio de até 3%. Para este cliente, receber o recurso agora foi fundamental para a manutenção de seu negócio”, explica Bertone Marinho, CEO e sócio da Valor Futuro, que fica localizada no Corporate Tower Center, mas que realiza toda a transação on-line.

Para a empresa conceder o crédito, o interessado precisa se cadastrar no site, enviar a documentação exigida para a análise e pode receber o valor solicitado no mesmo dia.

Para mais informações:
Tel / Whastapp: (84) 3346 4660

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Política

Câmara dos Deputados aprova crédito de R$ 639 milhões para ações na pandemia

FOTO: © Pedro França/Agência Senado

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a Medida Provisória (MP) 942/20 que destinou crédito extraordinário de cerca de R$ 639 milhões para a Presidência da República e dos Ministérios da Educação, da Justiça e Segurança Pública, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. De acordo com o texto, os recursos devem ser usados em ações de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A matéria agora segue para análise do Senado.

Os recursos para atendimento da MP, decorrem de cancelamento parcial de programações orçamentárias do Ministério da Educação, derivadas do cancelamento de emendas do relator-geral do Orçamento de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE).

Ao justificar o pedido, o governo federal disse que a necessidade de realocar recursos se deve em razão do aumento exponencial dos casos de infecção humana pelo novo coronavírus, “que impõe a necessidade da adoção de diversas ações emergenciais em diferentes frentes do Governo, com o propósito de prestar assistência e prover as ferramentas necessárias à prevenção, contenção e combate aos danos e agravos à população em decorrência da pandemia global.

Os recursos serão destinados entre outros órgãos, para a Secretaria Especial de Comunicação Social, a Polícia Rodoviário Federal, a Força Nacional de Segurança, a Fundação Nacional do Índio, além de universidades e hospitais universitários.

Entre as ações que devem receber os recursos estão a produção de agentes de limpeza e desinfetantes, como o álcool gel; manutenção de equipamentos médicos que se encontravam inoperantes nos hospitais universitários federais; compra de equipamentos de proteção individual, aquisição de equipamentos para testes laboratoriais, atendimento às comunidades indígenas devido às ações de combate à pandemia; no reforço na área de segurança, além de campanhas de informação para a população.

Agência Brasil

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Diversos

AGN lança linha de crédito exclusiva para jovens empreendedores do RN

Foto: Divulgação

A Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN-RN) criou mais uma ferramenta de estímulo ao empreendedorismo e apoio aos novos negócios protagonizados por jovens. O Credjovem, mais uma linha de financiamento do programa Microcrédito do Empreendedor Potiguar, já está disponível para contratação e chega em um importante momento para assegurar a manutenção de negócios e garantir a geração de renda, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O Credjovem atende empreendimentos geridos por jovens entre 18 e 29 anos – formais ou informais, do campo ou urbanos, solidários ou convencionais – aliada à capacitação para utilização do recurso e sobrevivência na crise. Para ter acesso ao crédito, além de já ter um empreendimento em curso, o jovem deve estar sem pendências com seu CPF ou CNPJ (se Microempreendedor Individual) e passar por cadastro e triagem a ser realizado pela SEMJIDH, bem como, participar de capacitação e acompanhamento da execução do plano de negócio.

Os jovens poderão obter financiamentos com valores que podem chegar até R$ 12 mil, sendo este o valor máximo para operações realizadas por empreendedores formalizados como Microempreendedor Individual (MEI). Para aqueles que atuam de maneira informal, os financiamentos podem chegar até R$ 3 mil. A carência é de 90 dias para contratos assinados até 30 de junho.

O financiamento é condicionado a análise de crédito do cliente realizada pela AGN-RN, após triagem pela SEMJIDH. O prazo para quitação das parcelas é de 12 meses para informais e de 24 meses para os profissionais formalizados. A taxa de juros varia de 1,5% a 1,7% ao mês a depender da natureza do financiamento. O cliente que efetuar o pagamento em dia terá um bônus de adimplência, ou seja, os juros serão subsidiados pela própria Agência.

A capacitação e orientação para elaboração do plano de negócios e gestão de empreendimentos acontece através de parceria com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e contará ainda com apoio, a depender do perfil do negócio, da SEDRAF (Secretaria Estadual do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar) e SETHAS (Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social).

Os jovens que buscarem o financiamento deverão cumprir, dentre outras exigências, o disposto na legislação relacionada a prevenção e combate ao trabalho infantil, trabalho adolescente (salvo na condição de aprendiz) e na condição análogo ao escravo, sob pena de não liberação do crédito.

Para se inscrever, o jovem precisa entrar em contato com a Subsecretaria da Juventude via e-mail ([email protected]) para preenchimento dos formulários para análise de viabilidade. Caso tenha alguma dúvida, basta enviar email para o mesmo endereço com o respectivo questionamento.

Para a diretora-presidente da AGN, Márcia Maia oferecer condições de competitividade e manutenção do negócio durante a pandemia é fundamental para minimizar os prejuízos decorrentes da crise no cenário econômico atual e assegurar acesso ao sistema nacional de fomento.

“Sabemos da dificuldade, especialmente dos jovens em busca do primeiro emprego, de buscar uma vaga, ainda mais neste momento de pandemia. E neste cenário de crise, torna-se fundamental oferecer alternativas através do empreendedorismo uma saída para transformar talentos em negócios. construir uma alternativa para garantir renda e reconhecimento de seus empreendimentos”, afirma Márcia Maia.

Para Gabriel Medeiros, Subsecretário da Juventude da SEMJIDH, é fundamental oferecer oportunidade aos jovens para desenvolverem seus empreendimentos e garantirem renda. “O objetivo principal é contribuir para a sustentabilidade de empreendimentos de jovens durante o período da epidemia do COVID-19 a fim de garantir a autonomia financeira da juventude a partir do incentivo a geração de renda”, destaca.

Sobre o Credjovem

• Limite de financiamento: Até R$ 3 mil (informais) / Até R$ 12 mil (formais)

• Carência: 3 meses

• Juros: 1,5% ao mês (investimento) e 1,7% ao mês se capital de giro

• Condição especial: Se parcelas forem pagas em dia, há bônus de adimplência (juro zero)

• Garantia: avalista (permitido aval cruzado/aval solidário)

• Prazo para quitação: 12 meses (informais) e 24 meses (formais)

 

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