SÃO PAULO – Para tentar reagir à apatia da direção nacional do PT e ao imobilismo do governo federal em relação à pré-candidatura de Fernando Haddad (PT), o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, braço operacional do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, articula para integrar publicamente à pré-campanha a senadora Marta Suplicy (PT), o ministro Aloizio Mercadante e próprio Lula.
Para fazer um ato robusto em prol de Haddad, Marinho convidou os três para a inauguração do primeiro Centro de Educação Unificado (CEU) de São Bernardo, no dia 14 de abril. O evento deverá contar ainda com a mulher de Lula, Marisa Letícia, cuja mãe, Regina Rocco Casa, já falecida, dará nome ao centro.
O objetivo do evento é dar uma demonstração de força da pré-candidatura que, além de não ter podido contar com Lula, doente, nem com tempo de TV que ajude a tornar Haddad conhecido, vem sendo torpedeada pelos partidos da base aliada ao governo federal, que recusam apoiar o ex-ministro até que a presidente Dilma Rousseff atenda a seus pleitos.
Marta, afagada com o gesto do prefeito que insistiu em manter a nomenclatura CEU, vitrine da gestão da senadora à frente da Prefeitura paulistana, já aceitou o convite. Deve ser sua primeira agenda pública com Haddad desde que foi pressionada a deixar a prévia petista.
Desde então, vem sendo instada a fazer gestos em favor de Haddad, sobretudo para conquistar para o pré-candidato os votos da periferia da cidade, onde ela foi bem votada nas duas últimas eleições municipais. Mercadante também já deu sinais ao prefeito de que aceitará o convite.
Lula. Depois de se encontrar com Haddad, em reunião agendada para a semana que vem, Lula deve tirar uns dias de folga para descansar no interior de São Paulo e terminar o período de recuperação de sua saúde.
Moradores do município de Luis Gomes (450 km de Natal) estão sofrendo há 139 dias com a falta de água nas torneiras.
O problema ocorreu depois que o único manancial que abastece o município, o açude dona Lulu Pinto, secou.
Eles se queixam de que os caminhões-pipas, que trazem água diariamente enviados pela Caern (Companhia de Águas e Esgotos do RN) para minimizar os transtornos, não são suficientes para atender a todos, que se veem obrigados a comprar água a preços exorbitantes, que chegam a R$ 350 por mês.
Foto:Francisco Morais/site Serra/UOL
A imprensa nacional já começa a repercutir a situação no município. O Bol e o Uol deram matérias sobre o assuntos.
A imprensa paraibana já começou a repercutir/comemorar a transferência para o estado de parte da produção da fabrica da Coteminas em São Gonçalo que será fechada para construção de um mega complexo imobiliário comercial de 885 mil metros quadrados, mas que a curto prazo está gerando uma demissão em massa de cerca de R$ 500 funcionários potiguares.
A Comissão Permanente de Vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Comperve – UFRN) vai divulgar, no próximo sábado (17), às 8h, as novas regras para o processo seletivo de 2013.
A principal mudança deve ser a adoção do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) para ingresso na instituição federal.
O presidente do grupo Coteminas, Josué Gomes da Silva, anunciou ontem a Governadora do Estado Rosalba Ciarlini e ao prefeito de São Gonçalo, Jaime Calado, o fechamento da unidade da fábrica em São Gonçalo – inaugurada em 1986 – e a demissão de 40% dos seus funcionários.
Os outros 60% dos empregados serão reaproveitados na unidade da Coteminas localizada em Macaíba. Parte da produção será deslocada para Campina Grande.
No espaço da unidade da Coteminas de São Gonçalo será construído com complexo imobiliário e comercial com shopping center, hotel, centro empresarial e de convenções, teatro e escola.
O investimento é da ordem de R$ 1 bilhão.
As obras começam na próxima semana, após a remoção do maquinário da fabrica que produz fios, tecidos e roupas de cama e detém mais de 30% do mercado nacional de roupas de cama, mesa e banho.
As fortes chuvas registradas na última terça-feira fizeram com que algumas lagoas de captação da cidade atingissem o seu limite máximo na manhã de ontem.
Para evitar transtornos, o sistema de bombeamento já foi acionado na maioria delas.
Num período de 24 horas, entre as 7h da manhã de terça e as 7h de ontem, havia chovido 42 milímetros, de acordo com cálculo feito pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn).
A previsão é de que as chuvas permaneçam no mesmo ritmo até o próximo domingo. Até ontem, choveu 140,7 mm, mais da metade do esperado para o mês de março – a estimativa é de que até o final do mês chova 210 mm.
De acordo com Francisco Júnior, todas as lagoas de captação estão funcionando normalmente e não devem ser motivo de preocupação para a população. Ele afirma que o cronograma de chuvas e de limpeza das lagoas está transcorrendo normalmente e que todas as lagoas estão dentro das expectativas de funcionamento.
Comentário do Blog: Tomara realmente que o sistema de bombeamento das lagoas de captação de Natal funcione perfeitamente nesse e nos próximos meses, porque como se sabe março representa apenas o início do período de chuvas na capital potiguar. A tendência é que abril, maio e principalmente junho e julho a coisa fique mais “pesada” e se o poder público não tiver feito o seu dever de casa no que diz respeito a drenagem e escoamento cenas como de alagamentos como as que o natalenses presenciou nas últimas terça e quarta feiras dessa semana podem ser só o prenuncio de uma tragédia grande
Luana Piovani se envolveu em mais um barraco no Twitter nesta quinta-feira (15).
A atriz ironizou a festa de lançamento da revista “G Magazine” com o stylist Matheus Mazzafera na capa.
“E o lançamento da ‘G Magazine’ do it gay m malhafera?!?”, escreveu a atriz. “Quanta gente importante foi, pasmei!”
“Cadê as famosa amiga dele, gente?”, questionou Luana, referindo-se às modelos de quem o repórter do “Superpop” diz ser amigo.
Irritado, Matheus respondeu: “Estavam todas ocupadas com teu chá de bebê! VACA”.
“Eu não tenho amigas famosas nem preciso delas para ser it porra nenhuma, mei kilo!”, replicou a atriz.
“Você não tem amigos famosos e nem [não] famosos”, cutucou o stylist. “Repense na vida! Para que tanto ódio nesse coração, mulher?! Seja mais feliz!!!”
“Não é ódio, amore, está precisando de um dicionário”, ironizou. “É indignação com a falta de bom senso… Boa sorte com as vendas do mastro erguido.”
Moacyr Lopes Junior/Alexandre Rezende/Folhapress
A atriz Luana Piovanni, que foi chamada de “vaca” pelo stylist Matheus Mazzafera após comentário sobre festa
Os partidos da base aliada em rota de colisão com a presidente Dilma Rousseff deram início a uma ofensiva ao Planalto com ameaças a ministros e desengavetamento de projetos que dão arrepios ao governo.
Escolhido pelo PMDB para relatar o Orçamento de 2013 depois do despejo da liderança governista no Senado, Romero Jucá (RR) trabalhará a favor da emenda constitucional que implanta o orçamento impositivo. A proposta obriga o governo a cumprir a lei orçamentária tal qual saiu do Congresso. Se aprovada, o governo não poderá, por exemplo, mexer nas emendas dos parlamentares. Neste ano, ao anunciar um corte R$ 55 bilhões no Orçamento, o ministro Guido Mantega (Fazenda) passou a tesoura nos R$ 18 bilhões destinados pelos senadores e deputados a obras em suas bases, justo num ano eleitoral.
O PR do líder no Senado, Blairo Maggi (MT), que anunciou o ingresso na oposição na quarta-feira, tentou ajudar PSDB e DEM ontem a convocar a ministra Miriam Belchior (Planejamento) à Comissão de Infraestrutura do Senado. A justificativa é banal: falar sobre a construção de uma siderúrgica no Pará.
Em outra via de retaliação, o PMDB prepara nos bastidores uma manobra para salvar as emendas parlamentares de 2013. A ideia é aproveitar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem e incluir no texto um artigo tornando compulsória a liberação de recursos para emendas.
Na LDO deste ano, a base aliada ensaiou um movimento para tornar obrigatório o atendimento aos políticos, mas não teve coragem de enfrentar a pressão do governo. Agora, com a crise instalada em todos os partidos, os defensores dessa proposta acreditam que sairão vitoriosos.
O prazo para as liberações de recursos em ano eleitoral se encerra em 30 de junho e a LDO tem de ser aprovada até 17 de julho. Como a expectativa geral é de que a base não será atendida nas liberações das emendas que tiveram o pagamento suspenso pelo governo, os patrocinadores da proposta acham que o combustível para a aprovação será a irritação redobrada dos aliados à véspera da eleição.
Rebelião em cascata. Os problemas para o Palácio do Planalto ultrapassam o PMDB e o PR. A bancada evangélica luta contra a autorização para a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios de futebol durante a Copa da Fifa de 2014. O governo insiste que tem um acordo com a Fifa para liberar o álcool.
No PV, o desgosto é com o novo Código Florestal e a possibilidade de anistia a quem desmatou ilegalmente áreas de preservação permanente. Setores do PSB não digeriram a pressão do PT para a sigla apoiar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de SP. O PC do B cobra do PT apoio a candidaturas e uma diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O PDT luta para manter o Ministério do Trabalho.
O Rio Grande do Norte é um dos cinco estados investigados pelo Ministério da Saúde (MS), que apurou um desvio no valor de R$ 30 milhões referente aos repasses para o Programa de Glaucoma. Segundo o ministério, R$1,8 milhão é o montante que deve ter sido desviado em quatro clínicas oftalmológicas potiguares. Além do RN, Alagoas, Paraíba, Maranhão e Minas Gerais, receberam no período de janeiro de 2008 a junho de 2011, R$ 142,9 milhões em recursos destinados ao tratamento da doença. O valor corresponde a 66% da quantia gasta em todo o Brasil nesse período.
Apesar do nome das unidades em que foram encontradas irregularidades não ter sido divulgado, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) garantiu que o único caso constatado no estado foi encontrado em Assu – muito embora, o Ministério da Saúde tenha declarado que fez a auditoria em quatro clínicas. Um hospital oftalmológico no município realizou, em um período de apenas seis meses, mais de 192 mil procedimentos -alguns até no estado da Paraíba – e apresentou uma fatura ao MS no valor de quase R$ 10 milhões. Detalhe: a população do município contabiliza 55 mil moradores.
De acordo com o secretário estadual de saúde, Domício Arruda, o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), alertou a secretária quanto a quantidade exorbitante de procedimento realizados em Assu. A auditoria feita pelo órgão estadual constatou que uma única clínica atendia praticamente todo o Rio Grande do Norte. “A clínica conveniada ao Ministério da Saúde terceirizava os serviços em municípios por todo estado. Ela deveria atuar em Assu e nos municípios mais próximos que estavam pactuados”, explicou. O faturamento da rede de acolhimento da unidade aumentou tanto, que de dezembro de 2010 a junho de 2011, eles faturaram quase R$ 10 milhões. Alguns desses procedimentos foram feitos na Paraíba e enviados ao Ministério como se tivessem sido realizados em Assu.
Domício lembrou que o programa funciona sem intervenção da Sesap – todos os municípiosno estado têm gestão plena – e que a verba é repassada diretamente pelo Governo Federal. A unidade conveniada ao SUS faz a consulta, os exames e oferece um colírio ao paciente. Todo o custo do atendimento é pago pelo Ministério da Saúde. Para exemplificar o montante de recurso repassado, o secretário disse que o colírio mais barato pago pela União custa R$ 28. “Como eles compram em quantidade com certeza o valor deve ser bem menor”, opinou Domício.
Ao todo, o Ministério da Saúde encontrou 29 unidades, com algum tipo de irregularidade, nos cinco estados investigados. A medida adotada pelo órgão, desde fevereiro (final da auditoria) foi suspender preventivamente o pagamento referentes às consultas e tratamento da doença faturados nos estados. Porém, Domício garante que no Rio Grande do Norte os pacientes que precisam do colírio distribuído através da unidade de oftalmológica de Assu não serão prejudicados.
“Depois do alerta feito pelo Ministério, o hospital voltou a atuar somente onde estava habilitado e nós organizamos uma rede de assistência com outros prestadores”, declarou o secretário. Domício disse que conversou com os representantes da Prefeitura de Assu para garantir que se clínica não quiser mais continuar na cidade, a secretaria conseguirá outro prestador de serviço. Mas, apesar da garantia, todo estado tem apenas 10 unidades participantes do Programa de Glaucoma.
A Sesap disse que em janeiro de 2011 apenas 37 municípios tinham gestão plena na saúde, número que passou para 161 este ano, portanto, a responsabilidade sobre os recursos é dos municípios. Contundo, em casos como este, cabe ao gestor estadual coordenar como será organizada a rede de atendimento ao paciente.
O governo brasileiro quer tornar o vinho importado mais caro ou retirá-lo da prateleira como forma de proteger a indústria nacional.
Após analisar as compras nos últimos anos, o governo concluiu que as importações causaram um “prejuízo grave à indústria doméstica” e decidiu abrir uma investigação para imposição de salvaguarda, a medida comercial mais dura no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC), cujo resultado prático será a imposição de uma quantidade máxima de vinho importado ou aumento dos tributos cobrados na aduana.
O foco principal são os vinhos portugueses, italianos e chilenos. Os europeus, segundo os produtores brasileiros, tornaram-se mais baratos com a crise financeira internacional. “Na esteira do desenfreado crescimento das importações, motivado por excesso de oferta, os preços caíram, obrigando os intermediários locais, a fim de evitarem estocagem, a desovarem seus produtos importados a preços mais reduzidos ainda”, diz o texto apresentado pela indústria ao governo.
Já os vinhos chilenos não pagam imposto de importação desde o ano passado, conforme um acordo assinado com o Mercosul. A desoneração, no entanto, não foi automática, mas gradual, justamente para dar tempo aos fabricantes brasileiros se prepararem. Em 2006, por exemplo, o imposto era de 22,6%.
Segundo Christian Bernardi, presidente da Associação Brasileira de Enologia, o vinho depende “do solo e do clima de cada região”, mas para fins tributários o brasileiro, chileno ou francês são a mesma coisa. “O Brasil ainda é um mercado consumidor muito jovem, o consumidor ainda é muito sensível a apelos que estão fora da garrafa, como o preço.”
Protecionismo
A investigação dividiu especialistas. Para o ex-secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Ivan Ramalho, “o Brasil não será acusado de protecionista por causa disso”, uma vez que a medida está prevista nas regras da OMC. “A salvaguarda exige uma série de medidas obrigatórias de investimentos, inovação, por parte da indústria nacional, existe de fato uma grande avalanche de importados.”
Na avaliação do consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, o foco do governo deveria ser outro. “A expansão da classe média ampliou o mercado de vinhos, que vem sendo conquistado por importados”, analisou. “Seria mais eficiente aumentar qualidade e competitividade do produto nacional, pois excesso de protecionismo terá efeitos contrários.” Até hoje, o País só implementou duas salvaguardas, para brinquedos e o coco ralado.
O secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte (Sejuc), Fábio Hollanda, está disposto a deixar o cargo. Insatisfeito com o quadro de auxiliares e com a falta de estrutura estatal no que diz respeito principalmente à política de ressocialização de presos, Hollanda já comunicou à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e ao deputado João Maia – presidente estadual do Partido da República (PR) e tutor da ida dele à Sejuc – que pretende deixar a pasta.
Adriano Abreu
“Não é um ultimato. O cargo, juridicamente, é da governadora. Eu não terei nenhum constrangimento em deixar a Secretaria. Eu terei constrangimento em ficar na Secretaria e não conseguir desenvolver um bom trabalho com o dinheiro do contribuinte do Rio Grande do Norte. Se dependesse de mim, na condição de presidente do PR em Natal, o partido entregaria a Secretaria e manteria uma posição independente do ponto de vista administrativo do Governo Rosalba Ciarlini”, falou Hollanda, em entrevista exclusiva à TRIBUNA DO NORTE na tarde de ontem.
Sobre a fuga da penitenciária de Alcaçuz ocorrida poucos dias após ele assumir a Sejuc, Hollanda foi incisivo: “Os presos fugiram por um enfrentamento, fugiram por falta de cuidado, fugiram por negligência e fugiram porque alguns agentes públicos fizeram de conta que estavam segurando os presos e resolveram abrir a porta pra eles saírem”.
Empossado secretário de Justiça e Cidadania há exatos dois meses, Hollanda ainda não recebeu nenhum salário, assim como as diárias das viagens que fez. Além disso, o homem que comanda o sistema prisional do Rio Grande do Norte vem sofrendo ameaças por telefone, sente-se seguido nas ruas e não conta com escolta da Polícia Militar.
Fábio Hollanda disse não temer pela própria vida, mas está receoso pelas dos filhos. “Eu soube através de informações oficiais do Ministério da Justiça que como o Comando Vermelho está aqui é necessário que se tenha cuidado e eu não tenho escolta. Por quê? Porque essa escolta precisa ser feita pela Polícia Militar, através de homens do Bope e eu os pedi, e eles não foram enviados. Até a minha vida eu aceito colocar em risco, desde que eu veja o sistema evoluindo, mas as dos meus filhos não”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou nesta quinta-feira que é proibido fazer campanha no Twitter antes do período permitido por lei, a partir do dia 5 de julho, do ano eleitoral. A decisão foi tomada no julgamento do caso específico de um recurso de Índio da Costa (PSD), multado por divulgar uma mensagem na rede social quando concorria à vice-presidência da República em 2010. Na ocasião, o político foi penalizado em R$ 5 mil por pedir votos para o tucano José Serra, líder de sua chapa, antes da data permitida.
Por quatro votos a três, os ministros mantiveram a multa e afirmaram que o Twitter é um meio de divulgação de propaganda eleitoral. Portanto, a Justiça Eleitoral deve coibir irregularidades praticadas, assim como faz com propagandas indevidas na televisão, no rádio, em revistas e em jornais.
Se os adversários políticos detectarem alguma ilegalidade nas mensagens eleitorais divulgadas no Twitter, devem denunciar a prática à Justiça Eleitoral, como ocorre com outros meios de comunicação.
A Polícia Federal prendeu na tarde desta quinta-feira, 15 de março, em um Shopping desta capital, um funcionário terceirizado, 33 anos, lotado na área de imigração do Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim, no exato momento em que este recebia propina em dinheiro de um cidadão norueguês, sob pretexto de que o estrangeiro havia ingressado no país em desacordo com a lei brasileira.
As investigações do Núcleo de Inteligência da PF tiveram início imediatamente após a mulher do estrangeiroprocurar a sede da Superintendência do órgão em Natal para relatar que no último dia 03 deste mês, enquanto aguardava a chegada do marido que vinha do exterior, umprestador de serviços da PF que trabalha no atendimento a passageiros lhe procurou, no saguão daquele aeroporto, orientando-a a acompanhá-lo até o Setor de Imigração, alegando que havia um “impeditivo legal” para que aquele passageiro ingressasse no país.
Na presença da esposa, que é brasileira, o funcionário contratado liberou o ingresso do estrangeiro, orientando-os aaguardarem um contato posterior, quando então “resolveriam a pendência”, até porque o norueguês retornaria para o seu país ainda este mês.
Desde então, aquele atendente passou a manter contatos telefônicos com o casal, exigindo que lhe pagassem vantagem financeira indevida. Na data de hoje, o suspeito determinou local, horário e a forma do recebimento da propina.
Com base nestas informações e com a colaboração das vítimas, os policiais se dirigiram até o estabelecimento comercial indicado e aguardaram a chegada do acusado, o qual recebeu voz de prisão em flagrante, logo após ter aceito a importância indevidamente solicitada no valor deR$ 200,00 (duzentos reais) visando permitir que o norueguês retornasse para o seu país de origem, sem qualquer tipo de embargo.
Por ser considerando servidor público, o funcionário terceirizado foi preso pela prática do crime de corrupção passiva, uma vez que as provas indicam que solicitou o dinheiro e infringiu dever funcional. Em caso de condenação, o suspeito poderá pegar até 12 (doze) anos de reclusão. É Importante ressaltar que o envolvido, mesmo se tratando de um trabalhador terceirizado, responde como se funcionário público fosse, conforme previsto no Código Penal.
Após ser submetido a exame de corpo de delito, o acusado encontra-se custodiado na Superintendência da PF e deverá ser transferido nas próximas horas para o sistema prisional do Estado, onde permanecerá à disposição da justiça.
O nome da operaçãoé uma referência ao processo de afastamento e limpeza de algo nocivo e prejudicial. Com a prisão do funcionário terceirizado, a Polícia Federalremove e extirpa dos quadros de prestadores de serviço, um componente que feriu e contrariou a principal regra do serviço público que é a honestidade e probidade.
Enquadramentos na lei
Art. 327 do CPB – Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.§ 1º – Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.
Art. 317 do CPB – Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763 , de 12.11.2003)
§ 1º – A pena é aumentada de um terço, se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
Caro blogueiro, existe algo terrível, impactante, por trás desta notícia: a chaga da TERCEIRIZAÇÃO !!. Vc imagina um policial federal, com o salário que recebe, se vendendo por míseros R$ 200,00 ? Aliás, pelo que conheço – e muito – da Polícia Federal, um agente desta valorosa Instituição não se venderia nem por R$ 20.000.000,00 ou mais !!!
O governo estuda privatizar a infraestrutura aquaviária e terrestre dos portos, hoje nas mãos das companhias Docas. E também está decidido a dar continuidade ao programa de concessão das rodovias federais, para resolver gargalos que elevam o custo Brasil e prejudicam as exportações brasileiras. No caso das rodovias, existem “filés” que podem ser concedidos ao setor privado, segundo fontes da área.
Na avaliação de integrantes do governo, investir em portos e rodovias é ainda mais urgente do que nos aeroportos — em processo de concessão — para estimular o crescimento da economia. O problema da infraestrutura aeroportuária tem mais visibilidade na mídia, por conta da classe média que está viajando mais de avião, disse um interlocutor. Mas os gargalos nos portos impactam diretamente a competitividade dos produtos nacionais.
Com problemas financeiros e de gestão, as Docas não conseguem supervisionar e cobrar investimentos dos terminais privados, que pagam uma taxa de arrendamento pelo uso das instalações. As estatais também não fazem a sua parte e não investem na melhoria dos acessos de navios e caminhões; em sistemas de dragagem, que necessitam de intervenções permanentes; em sinalização; e nas vias férreas dentro dos portos. Além disso, as amarras de toda empresa pública, como a exigência de licitação para as compras, também dificultam a gestão, segundo a fonte.
O resultado é o atraso no embarque e desembarque de mercadorias, com longas filas de navios e de contêineres. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no porto de Santos, o maior do Brasil, um contêiner fica parado em média 17 dias, enquanto a média mundial é de apenas cinco dias.
A privatização da infraestrutura aquaviária e terrestre é uma iniciativa inédita e vai exigir estudos detalhados, como aconteceu com os aeroportos. De acordo com dados da Secretaria Especial de Portos, são sete Companhias Docas que administram 18 portos dos 34 existentes. O restante foi concedido a estados e municípios. São portos públicos, por exemplo, o de Santos, do Rio, de Salvador, de Fortaleza, de Vitória.
No caso das estradas, o governo considera que existe um grupo de rodovias muito atrativas para a iniciativa privada. Por exemplo, as BRs 040 (Belo Horizonte-Brasília); 381 (Belo Horizonte-Ipatinga); 050 (Uberada-Catalão, passando por Uberlândia); 262 (Belo Horizonte-Uberlândia) e a 060 (Brasília-Goiânia).
Há um consenso entre os técnicos do governo de que o Estado, mesmo realizando obras e duplicando as rodovias, não consegue fazer a manutenção necessária nos trechos pavimentados. Por isso, alguns consideram que é melhor ampliar as concessões no setor, reforçando os quadros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do que pôr dinheiro público no DNIT.
Além disso, o governo quer impulsionar as PPPs (Parcerias Público-Privadas), no caso das rodovias. A equipe de presidente Dilma Rousseff, ao contrário de Lula, não tem resistência a esse tipo de parceria. Alertado pelo Tesouro Nacional, a gestão anterior evitava as PPPs, por temer o dispêndio de recursos do Orçamento, em caso de desequilíbrio econômico financeiro dos contratos.
Ladrões com equipamento de mergulho invadiram a parte submersa do navio Costa Concordia, naufragado na costa da ilha italiana de Giglio, e roubaram um objeto tradicional da embarcação: o sino da embarcação. Autoridades admitiram nesta quinta-feira que a peça foi roubada há duas semanas e estava a oito metros de profundidade.
A polícia italiana reforçou que foi aberta uma investigação para apurar a identidade dos criminosos. O sino tem a inscrição do nome do navio e o ano em que a embarcação foi batizada. Os ladrões tiveram que passar por um sistema de vigilância de lasers e pela marinha italiana para conseguir levar a peça.
– Só consigo imaginar que alguém roubou o sino para servir como uma espécie de lembrança mórbida – disse Sergio Ortelli, prefeito de Giglio. – Na minha opinião, essa peça não tem nenhuma importância. Já colocamos a estátua de Nossa Senhora, que estava dentro do navio, em nossa igreja. Isso tem um significado mais importante.
O Costa Concordia naufragou ao se aproximar demasiadamente da ilha de Giglico, cuja costa é famosa por abrigar rochas sólidas e corais, bastante visitados por turistas. O acidente matou 25 pessoas e sete continuam desaparecidas. Mais de 4.200 passageiros estavam a bordo.
Comente aqui