Carta Capital:
As regras dos quartéis podem ser incompatíveis com as regras da Constituição?
A resposta deveria ser não. Mas, no Brasil, duas décadas e meia após o fim do regime militar, a resposta é sim. Por descaso ou omissão superior e, pior ainda, talvez por legado autoritário, as “leis” na caserna estão em constante rota de colisão com certas práticas essenciais à democracia.
Um exemplo recente ocorreu na quarta-feira 22, na Base Aérea de Natal (RN). Essa organização militar foi criada, em 1942, para dar sustentação à luta, travada em nome da democracia, do acordo dos aliados contra as tropas nazistas que ocupavam o Norte da África. A gravidade do episódio, à margem dessa ironia histórica, está no relato do confronto com o autoritarismo travado por Lorena Costa, defensora pública federal, titular do 2º Ofício Criminal, no Rio Grande do Norte. Eis um resumo do que ela descreveu e encaminhou aos integrantes da Defensoria Pública da União (DPU):
“Tive as minhas prerrogativas funcionais totalmente desrespeitadas por sargentos, tenentes e o coronel da Base Aérea, uma vez que fui impedida de visitar um assistido em razão de ter me negado a realizar revista, na qual teria de ficar nua perante uma sargento (…).
A esposa do assistido afirmou que vai visitá-lo e é submetida à revista na qual tem de ficar nua, se agachar e fazer força, por três vezes seguidas, a fim de verificar se carrega consigo algo suspeito (…) como estava muito desesperada, ficou temerosa de retornar ao local, e virar alvo de abusos outros, eu me comprometi a acompanhá-la.
Assim que cheguei ao local, me apresentei como defensora pública da União e fui acompanhada por um sargento – Júnior – até uma sala. Lá entrando, a sargento – Érika – me perguntou se conhecia os procedimentos de revista e me disse que eu teria de ficar nua. Acho que perdi a fala, de tanta indignação (…) ela chamou outro sargento – Félix. Relatei as prerrogativas da minha função. Ele distanciou-se e foi ligar para um tenente. Após uns vinte minutos, voltou e disse que era ‘norma da casa’ e que, se eu não realizasse a revista, não poderia ter a entrevista com o assistido.
Pedi então para que me fornecesse uma declaração de que tinha sido impedida de ter contato com o preso por ter me negado a realizar a revista, além de me apresentar a norma que me obrigaria a tal dever ‘legal’. Claro que ele se negou, tendo eu pedido para falar com o dito tenente.
Esperei mais uma meia hora. Fiz para o tenente – Gabriel – o mesmo discurso (…) ele insistiu na negativa, afirmando que havia recebido orientação do setor jurídico. Continuei argumentando sobre a inconstitucionalidade (…) ele se afastou para ligar para um coronel – Lima Filho – (…) voltou e disse que, definitivamente, eu não poderia conversar com o preso.
(…) Fiquei estarrecida com a situação. Não resisti à medida apenas pelo fato de ser defensora pública, mas, sobretudo, na qualidade de cidadã livre e que vive sob a égide de um Estado Democrático de Direito, no qual não há mais espaço para abusos como esse, contra ninguém e por nenhuma ‘autoridade’.
Nunca tinha visitado um estabelecimento pertencente às Forças Armadas, mas senti que a ditadura por lá ainda não acabou e não se teve notícia da Constituição Federal de 1988”.
Brunão, o cara é fera. Não o acho que Nicolelis seja antipatico. Isso para mim pouco importa. O que importa é o potencial que ele tem de trazer conhecimento cientifico, como também investimentos para nossa cidade e nosso estado. Quem passa na estrada para escola agricola de Jundiai, ver o centro de estudo liderado por Nicolelis. Um empreendimento de qualidade. E em Natal, o que é que custa calçar a rua onde está a escola dele. Vamos lembrar que Nicolelis está disputando um Prêmil Nobel e que é professor em universidade nos EUA, ou seja, o cara é fera. Forte Abraço.
Sinceramente, mesmo sendo potiguar, vejo que o nosso estado não merece esse instituto.
A única instituição parceira é a UFRN. De resto nunca virão falar sobre o que é realmente ciência.
Garanto que se ele estivesse em São Paulo, o instituto já tinha se desenvolvido bem mais.
É triste mais é a verdade!!!
E por quê será que poucos conhecem? A imprensa local nem se dá ao trabalho de ir lá.
A imprensa do resto do país vez ou outra destaca o maravilhoso trabalho que o cientista faz por aqui.
A imprensa daqui é fraca e o NOVO JORNAL é um retrato perfeito das mídias controladas aqui no RN.
Controle de mídias já. Concessão do Estado não deveria servir para jogos políticos, como ocorre aqui no estado potiguar.
Pelo amor de Deus, agora vão implicar com um dos maiores, senão o maior, cientistas do País, porque não deu uma entrevista????? A imprensa nunca aceita um não, quer estar sempre acima do bem e do mal….
Da mesma forma, os políticos que sustentam o Novo Jornal nunca deram uma satisfação à sociedade.
E os políticos, mais do que Nicolelis, têm obrigação de se comunicar e dar satisfação ao público.
Nicolelis pode deixar de dar entrevista para quem ele quiser (principalmente para um jornal que fala mal de sua pessoa), mas os políticos não podem fazer isso!
Os políticos autoritários, reacionários, tradicionais estão com medo da pessoa de Nicolelis e vem fazendo ataques à sua pessoa. Pergunto: para quê tanto medo? Estavam acostumados a governar a provinciana Natal sem alguém forte para contestá-los?
Caro Bruno, o nosso cientista é bossal e antipático. Imagine se tivesse a importância do nosso Câmara Cascudo. ,menos, menos professor. Imagina se ganhar o Nobel?
Bruninho, boa noite…. se não me falhe a memória a rua onde localiza o instituto do cientista, não é pavimentada nem asfaltada porque o Ministério Público e a promotora do meio ambiente não autoriza tal feito. A imprensa deveria checar, né???? porque nao basta atirar pedra no executivo sem ao menos ver o outro lado.
Seu blog tá sendo o melhor do RN. Parabéns…. show de bola!!!! Abraço