Economia

Governo Rosa paga aos produtores de leite

Com o pagamento de R$ 1.178.668,30 realizados na última sexta-feira, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte quita o pagamento das duas quinzenas de Janeiro/12 e duas quinzenas do mês de fevereiro/12 do Programa do Leite, relativos ao Programa de Aquisição de Alimentos – modalidade leite (PAA-Leite), parte do programa do Leite que é realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome (MDS).

O governo realizou, também, na última sexta-feira (23) o pagamento de mais R$ 2,5 milhões, que quita o pagamento das duas quinzenas do mês de janeiro/12, referentes à parte do programa que é realizado exclusivamente com recursos do Governo do Estado. Até a próxima terça-feira (27) o Governo do Estado do Rio Grande do Norte quitará o pagamento das duas quinzenas do mês de fevereiro/12, efetuando o pagamento de mais R$ 2,5 milhões.

“Assumimos um compromisso com a cadeia produtiva do leite e estamos cumprindo. Reorganizamos o programa e as finanças; saldamos as dívidas. O programa Leite Potiguar contempla nova organização e estrutura do “programa do leite”, com mais agilidade e menos burocracia, para que os benefícios desse programa sejam sentidos por todos: produtores e população”, disse a governadora Rosalba Ciarlini anunciando mudanças do programa do leite que passa a se chamar Leite Potiguar, que entrega, por dia, 113.425 litros de leite de gado e 4.233 litros de cabra em todos os municípios do Rio Grande do Norte, totalizando 117.658 litros/dia para as famílias beneficiadas.

No dia 15 de março a governadora Rosalba Ciarlini recebeu 11 associações e sindicatos do agronegócio potiguar, na Governadoria, e entre os compromissos firmados; o de regularizar o pagamento do programa até o final do mês de março.

Sensível ao pleito dos representantes, a governadora Rosalba Ciarlini em relação ao “Programa do Leite” comunicou que todos os processos que estivessem em conformidade teriam as quinzenas quitadas, como efetivamente estão sendo pagas. Por ano são investidos R$ 62 milhões no programa, somente com recursos do Governo do Estado.

Está mantido, também, o acordo feito com o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RN (SINDLEITE-RN) para quitar os débitos deixados pela gestão anterior. O valor devido, cerca de R$ 3,4 milhões, será pago em oito quinzenas, a partir deste mês de março, paralelamente ao pagamento das quinzenas de 2012.

Além de quitar a dívida da gestão anterior, o Governo do Estado trabalha para reestruturar o Programa do Leite a partir de sua municipalização. Este novo formato vai facilitar a logística de distribuição tanto para as cidades quanto para a população.

“Com as medidas que estão sendo adotadas, como a centralização do orçamento na Emater e com a municipalização do programa, vamos garantir a agilidade do pagamento, a melhora e o controle da distribuição e entrega do leite aos beneficiários, numa parceria exitosa com as prefeituras”, afirmou Ronaldo Cruz, diretor-presidente do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater).

Os municípios de Georgino Avelino, Bom Jesus, Monte Alegre, Cerro Corá, Tibau do Sul e São Paulo do Potengi foram visitados por uma Comissão de Inspeção para a pré-implantação do novo formato que se chamará Leite Potiguar. A intenção é implantar a filosofia do novo programa em todos os 167 municípios.

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Polícia

FOTO: Conheçam o Caveirão do BOPE/RN

Foto e Texto - Via Certal Natal

O veículo é um carro-forte adaptado para as operação do (BOPE). Pesando quase 8 toneladas acomoda até 11 policiais. O veículo já está no BOPE – RN na avenida João Medeiros Filho e irá ser usado em operações especiais  em guetos e favelas da cidade e região metropolitana ou em operações especiais que necessitem do uso do veículo bruto.

Opinião dos leitores

  1. Deve ser para rosalba e carlos augusto andar, com medo da população do rn e do servidores do estado.

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Jornalismo

FOTO: Homem coloca fogo no próprio corpo em protesto contra a China

Um exilado tibetano coloca fogo no próprio corpo para protestar contra a presença de presidente chinês Hu Jintao na Índia, em Nova Déli. Hu chega ao país no dia 29 de março para participar da reunião dos BRICS, que reunirá os presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e da África do Sul.

Foto Reuters - Folha

Opinião dos leitores

  1. quem confia no DEUS de Israel não precisa atear fogo no seu proprio corpo 
    sabe que oque esta escrito no livro do apocalipse sabe que a palavra é verdadeira e tem que se cumprir…

  2. Aqueles que confiam no Senho são como os montes de Sião, que nunca se abalam…"menos ainda incendeiam seu próprio corpo"…..

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Judiciário

CNJ quer Ficha Limpa no Judiciário

O Conselho Nacional de Justiça reúne-se nesta segunda (26). Vai à bancada uma pauta gorda: 126 itens. Entre eles uma inusitada proposta. Sugere que seja editada resolução impondo a aplicação da Lei da Ficha Limpa também no Judiciário.

De acordo com o texto, pessoas condenadas por órgãos judiciais colegiados ficariam proibidas de exercer cargos de confiança ou funções comissionadas em todas as repartições do Poder Judiciário.

Chama-se Bruno Dantas o conselheiro que atua como relator da proposta. Deve votar a favor da higienização. O que torna inusitada a resolução não é o seu conteúdo, mas a sua necessidade.

A lógica e o bom senso indicam que não fica bem ao Judiciário contratar pessoas condenadas pelo Judiciário. Espanta que seja necessário editar uma resolução estabelecendo o óbvio.

A platéia, com uma colônia de pulgas atrás da orelha, se pergunta: quantos sentenciados estariam ocupando hoje cargos de confiança e funções comissionadas nas varas e nos tribunais?

Fonte: Josias de Souza

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Esporte

Torcedor do Palmeiras baleado antes do clássico contra o Corinthians morre no hospital

O torcedor palmeirense André Alves, o “Lezo’’, de 21 anos, morreu na noite deste domingo, horas depois de ter sido baleado na cabeça durante briga entre torcedores do seu time e do Corinthians, na avenida Inajar de Souza, um importante corredor para moradores da região da Freguesia do Ó e Brasilândia. A confusão envolveu 500 pessoas e teve pelo menos mais um baleado.

André foi socorrido logo após levar o tiro e levado por policiais militares para o Hospital Cachoeirinha. Teve parada cardíaca e os médicos conseguiram reanimá-lo. Mas por volta das 20 horas, ele acabou não resistindo.

A briga foi consequência de uma emboscada armada por torcedores corintianos para cercar e agredir um grupo de palmeirenses. O local é um reduto recorrente de brigas entre torcidas. Os confrontos costumam acontecer todas as vezes em que há jogos entre os times na cidade.

O confronto, segundo moradores da região, foi agendado nas redes sociais – expediente que também é comum entre os membros das organizadas.

Há a suspeita de que a emboscada tenha sido uma revanche de corintianos contra os palmeirenses por causa de confrontos anteriores -no ano passado, no dia do clássico entre as equipes no primeiro turno do Brasileiro (que ocorreu em Presidente Prudente, a 550 km da capital) um torcedor corintiano foi morto por membros de organizadas palmeirenses. Seu corpo foi encontrado às margens do rio Tietê. Ninguém foi preso.

CLIMA TENSO
O confronto entre os torcedores na manhã do jogo deixou o clima tenso nos arredores do Pacaembu. A Polícia apertou o cerco ao estádio para evitar que novos confrontos ocorressem. Uma divisória formada por chapas de metal, com cerca de 2,30 m de altura, foi instalada na rua Comendador Passalácqua para separar as facções. O local é onde se localiza a entrada da torcida visitante. No caso deste domingo, dos palmeirenses.

Próximo do Pacaembu, o maior trabalho foi para controlar a entrada de corintianos pelo portão principal do estádio. Minutos depois de a partida começar, milhares de pessoas ainda estavam do lado de fora, na praça Charles Miller, e tentaram forçar a entrada. A PM, com bombas de efeito moral e efetivo reforçado na frente do portão principal do estádio, conseguiu impedir a invasão dos torcedores. Durante jogo também houve confronto entre a PM e torcida. (Colaborou Luciele Velluto)

Fonte: Estadão

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Denúncia

Rato é flagrado nas gôndolas de chocolate das Lojas Americanas

Os ratos fazem a festa em uma filial das Lojas Americanas na Rua Gavião Peixoto, no bairro de Icaraí, em Niterói. Um leitor que preferiu não se identificar flagrou um roedor sob as gôndolas, que estariam repletas de fezes do animal, inclusive sobre os produtos. A gerência da unidade afirma que os ratos migraram de uma obra que fica ao lado da loja, e que a desratização já foi providenciada. O contato com fezes e urina de ratos pode transmitir doenças, como a leptospirose, e desinterias. A Vigilância Sanitária de Niterói prometeu vistoriar o estabelecimento nesta semana.

Em relato enviado ao Eu-repórter, o leitor demonstra surpresa pelo fato de a loja ainda não ter sido interditada. Na noite da última quarta-feira, ele foi à unidade comprar uma barra de chocolate: “quando puxei a barra, fezes de rato caíram na minha mão. Ao olhar com mais atenção, reparei que o balcão estava cheio de fezes e que haviam barras de chocolate roídas pelos animais. Ao olhar embaixo das gôndolas, o que encontro? Um rato enorme dormindo no chão”.

A assessoria das Lojas Americanas afirmou que, assim que foi constatada a presença de ratos em uma obra ao lado da unidade, a gerência acionou o serviço de desratização, “que vem sendo realizada diariamente”. Os possíveis acessos dos roedores à loja também foram lacrados, de acordo com a nota da empresa.

A contaminação de alimentos por fezes ou urina de ratos pode causar disenterias, como a salmonelose, além de doenças mais sérias, como a leptospirose, afirma cartilha elaborada pela Gerência de Controle de Roedores da Comlurb, a companhia de limpeza urbana do Rio. Entre as recomendações para evitar infestação por roedores está a boa organização do ambiente, o que poderia evitar a formação de ‘ninheiras’, o armazenamento adequado dos alimentos e a separação do lixo.

A 300 metros da unidade da Gavião Peixoto, outra filial das Lojas Americanas parece não prezar por essas regras de prevenção. Apesar de não ter sido identificada a presença de ratos, o estabelecimento fica permanentemente bagunçado, segundo o leitor Marcelo Rocha. Ele fotografou uma caçamba de lixo perdida no meio de caixas e produtos espalhados pelas gôndolas. A assessoria das Lojas Americanas disse que busca constantemente oferecer o melhor aos clientes, “primando pela limpeza, atendimento e correta apresentação das lojas”.

Além de ratos, baratas, pombos e até gatos já foram flagrados por leitores em estabelecimentos comerciais do Rio de Janeiro. Os supermercados são os campões de denúncias do Eu-repórter. No mês passado, a unidade do Extra na Avenida Maracanã foi interditada pela Vigilância Sanitária que constatou infestação por baratas. Em novembro passado, o setor de sucos e refrigerantes da unidade de Vila Isabel foi interditado após a publicação de foto de uma barata andando sobre a caixa registradora. Poucos dias antes, técnicos constataram a presença de fezes de pombo sobre alimentos à venda na unidade da Rua Mariz e Barros, na Tijuca.

Em fevereiro passado, fotos de uma barata passeando em meio às caixas de suco de laranja do Guanabara da Rua Maxwell, em Vila Isabel, também motivaram a interdição de parte do supermercado. O Wal-Mart da Tijuca foi multado em R$ 1.071,04 após um leitor fotografar gatos circulando sobre caixas de leite. Já o Mundial da Praça da Bandeira foi autuado depois que uma internauta filmou um rato na área de laticínios.

Fonte: O Globo – Eu Repórter

Opinião dos leitores

  1. Ratos nunca vi… mas bagunça nas prateleiras e mercadorias sem preço é só o que tem em todas as lojas Americanas aqui de Natal/RN

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Esporte

América com gol aos 47 segundo tempo vence o ABC e quebra tabu de 2 anos

Com um gol de Pingo, aos 47 minutos do segundo tempo, o América venceu o ABC no clássico-rei do segundo turno. O América chegou aos 10 pontos e de quebra derrubou um longo tabu de dois anos sem vencer seu maior rival. Colocou fim também à invencibilidade de Leandro Campos nos confrontos diante do alvirrubro.

O América teve as melhores oportunidades durante a partida e também maior domínio. O gol nos acréscimos da partida premiou o melhor desempenho do alvirrubro em campo.

Foi uma partida tensa, de muitas faltas também. Foram onze cartões amarelos e muitas jogadas ríspidas e uma arbitragem que poderia ter sido mais enérgica no aspecto disciplinar.

O técnico Roberto Fernandes mudou a postura tática do América, foi uma equipe mais consistente na defensiva e com variações de jogo no ataque, mais agressiva e com personalidade.

O América quebrou o tabu e a vitória foi merecida.

Fonte: BlogdoGringo

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Jornalismo

Reportagem mostra saída para melhorias do trânsito em Natal, que não tem grandes obras há 10 anos

Há pelo menos 10 anos Natal não recebe obras de mobilidade urbana de grande envergadura. Paralelo a isso, a cada mês 2,5 mil novos veículos são registrados em Natal, ou seja, 30 mil carros por ano começam a circular no sistema viário da capital potiguar. O resultado é o que se vê nas ruas da capital potiguar: trânsito complicado e congestionamentos cada vez maiores.

 Para tentar minimizar os problemas enquanto as obras de mobilidade urbana previstas para a cidade não chegam, a saída tem sido o investimento em pequenas intervenções, como instalação de rotatórias, implantação de sinalização e reorganização de vias. “Ninguém espera revolucionar o trânsito de Natal ou acabar com os engarrafamentos da cidade com essas pequenas intervenções. São medidas paliativas com prazos de validade estipulados, mas que ajudam muito na fluidez do trânsito”, diz o secretário de mobilidade urbana de Natal, Márcio Sá. Ajudar ajuda, mas não resolve.

O trânsito de Natal tem sido motivo deestresse e reclamação de muitos motoristas. Mas, para quem acha que está ruim, é bom saber que a situação pode piorar, e muito. O doutor em engenharia de transporte, Enilson Santos, defende que Natal ainda não vive um caos no trânsito, mas está seguramente caminhando em direção a ele. “Eu diria que caótico, academicamente e tecnicamente falando, não é um adjetivo que eu possa usar hoje para definir o trânsito de Natal.

O que a gente poderia chamar de trânsito caótico é aquele que gera congestionamento em qualquer lugar, a qualquer hora de qualquer dia. Porque o estabelecimento do caos se dá quando não se precisa de nada para que exista um congestionamento. Eu diria que a gente está em um trânsito que revela uma tendência rápida ao congestionamento sistêmico, que já apresenta sinais preocupantes de congestionamentos em alguns momentos, mas são todos estatisticamente previsíveis. Mais do que previsível, é para mim uma certeza estatística que vai haver congestionamento às 18h na Salgado Filho”.

Enilson defende aideia de que é possível fazer muito com pouco dinheiro e por causa disso já conquistou a fama de “defensor dos projetos pobres”.

“Natal tem uma experiência, da década de 90, que não foi tão pequena, em que o Detran, com uma equipe muito pequena, projetou varias intervenções de pequeno porte que deram uma folga durante muito tempo para o trânsito de Natal. Eu cito duas que podem ser consideradas geniais: o alargamento da boca da Mor Gouveia quando chega na Prudente de Morais, que foi um investimento mínimo e permitiu uma maior fluidez naquela região; e a conexão com possibilidade de tráfego entre a Romualdo Galvão e a Hermes da Fonseca, na altura da Praça Augusto Leite. Isso desafogou o tráfego na Hermes porque a Romualdo passou a ser uma opção. Essas intervenções do Detran, dos vindos de 1995, foram muito significativas para mostrar que é possível fazer muito com pouco dinheiro”, aponta o especialista.

Um exemplo mais recente de pequena intervenção aplicado em Natal e com resultados positivos foi a implantação do projeto Via Livre na Avenida Romualdo Galvão. A medida fez com que o tráfego na via passasse de 4 mil veículos por dia para 10 mil, e a velocidade média no local passasse de 27 km/h para 40 km/h. A fluidez da Romualdo Galvão ajudou a desafogar um pouco o trânsito nas Avenidas Prudente de Morais e Salgado Filho.

Males para o bem

Recentemente a secretaria de Mobilidade Urbana fechou alguns retornos em avenidas bastante movimentadas de Natal, como a Amintas Barros, Antonio Basílio e Bernardo Vieira. A princípio, as reclamações vieram de todos os lados, mas, alguns meses depois da mudança a população já elogia a iniciativa.

“Eu confesso que não gostei quando fecharam esse retorno da Bernardo Vieira [em frente ao IFRN] porque agora a gente tem que ir lá embaixo para retornar, mas, hoje, eu vejo que a situação do trânsito melhorou muito nesse ponto. Antes, tinha congestionamento aqui por causa do retorno, hoje não tem mais”, disse o empresário Jonas Souza de Araújo, 39. “Toda mudança que se faz no trânsito traz críticas, é inevitável, porque por mais que a maioria seja beneficiada com a mudança sempre terá alguém que será prejudicado, e esse vai reclamar”, disse o secretário de Mobilidade Urbana, Márcio Sá.

Apesar disso, ele diz que várias intervenções realizadas recentemente em Natal foram aprovadas pela população e ajudaram a resolver alguns problemas pontuais. “Na Alexandrino de Alencar com a Rui Barbosa nós sinalizamos a rotatória e reorganizamos o trânsito, hoje os congestionamentos ali são bem menores. Essa foi uma solução que se gastou muito pouco e resolveu o problema, mas, claro, gerou reclamações no início”, disse. Ele cita ainda a instalação de uma rotatória na Avenida Floriano Peixoto, próximo ao Palácio dos Esportes, que diminuiu consideravelmente o número de acidentes no local.

Fonte: O Poti

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Jornalismo

Brasil é referência de transformação social para iraquianos, diz embaixador

Nas ruas de Bagdá, capital do Iraque, as pessoas tentam manter a rotina, passeando e fazendo compras, apesar do clima de apreensão e medo que ainda existe em decorrência de oito anos de ocupação estrangeira.

Há três semanas no país, o primeiro embaixador do Brasil no Iraque, depois de 21 anos sem um representante na região, Ánuar Nahes, disse à Agência Brasil que o objetivo do governo brasileiro é colaborar com os iraquianos para a reconstrução econômica e social.

Nahes destacou ainda que há um grande interesse das autoridades iraquianas em conhecer os detalhes dos programas de transferência de renda do Brasil e fazer parcerias comerciais e de cooperação técnica.

A seguir, os principais trechos da entrevista do embaixador à Agência Brasil.

ABr – De longe, imagina-se que a vida em um país em guerra é impossível, é assim mesmo?
Ánuar Nahes – Cheguei há três semanas ao Iraque, mas posso falar apenas de Bagdá. A vida aqui segue uma rotina normal, as pessoas vão ao parque, trabalham e passeiam. O comércio também está aberto. É como há algum tempo, quando se referia ao Brasil e à violência, muitos estrangeiros se perguntavam: “Como se vive em um país assim?”. No Iraque, há focos de violência, sim, mas são focos.

ABr – A missão do senhor é ser o primeiro embaixador do Brasil no Iraque, depois de 21 anos, quando o governo decidiu fechar a embaixada em Bagdá e transferir as atividades para a Jordânia. Ainda se lembram dos brasileiros aí?
Nahes – O Brasil deixou uma boa impressão aqui, pois muitas empresas nas áreas de petróleo e construção civil atuaram no país durante anos. Também houve muito comércio de maquinários e implementos agrícolas. A carne de frango consumida aqui é do Brasil. Organizar a embaixada é cooperar com a reorganização do país também. Estamos instalando as comunicação, fazendo contatos e trabalhando, na próxima semana, chegam os móveis de Omã [capital da Jordânia].

ABr – Mas já no ano passado, o senhor começou a atuar quando organizou a primeira reunião de trabalho da Comissão Mista Brasil e Iraque. Quais são as prioridades?
Nahes – Essa reunião foi em setembro [de 2011], em Brasília. No segundo semestre deste ano, deve haver outra. Há um desejo de fechar parcerias comerciais e de cooperação técnica em várias áreas. Os iraquianos trabalham pela reconstrução do país em muitos setores, não só no político e econômico.

ABr – O Brasil, então, pode colaborar com esse processo de reconstrução?
Nahes – Claro, há muito interesse deles [os iraquianos] em conhecer mais os nossos programas sociais, como o da agricultura familiar, o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família. Brasil e Iraque são países que têm mais em comum do que parece, por isso pode haver essa parceria também.

ABr – Para quem não conhece o Oriente Médio, é difícil imaginar afinidades entre Brasil e Iraque.
Nahes – No Iraque, assim como em outros países da região, que passaram e ainda vivem a chamada Primavera Árabe, pessoas que antes não tinham voz, agora têm. É uma grande transformação social. O Brasil também viveu e vive uma transformação social, quando se observa a ampliação do poder de compra e a ascensão das classes que antes eram menos favorecidas. O Brasil é referência [para os iraquianos] por sua experiência. São sociedades diferentes? São, mas com algo em comum.

ABr – Depois de tanto tempo em guerra, há poucos brasileiros no Iraque?
Nahes – Ao que tudo indica, sim. Mas esse levantamento ainda está sendo feito. Não fomos procurados ainda por ninguém. Mas queremos saber quantos são os brasileiros que vivem aqui e onde estão também.

ABr – Nos últimos dias, diversos carros-bomba explodiram matando pelo menos 60 pessoas e ferindo mais de 100 em sete cidades iraquianas. O clima de insegurança persiste no país?
Nahes – Ainda há uma situação de insegurança social, pois grupos organizados de insurgentes e criminosos atuam em várias cidades e causam medo. No meu caso, recebi orientações para só deixar a Embaixada do Brasil e a residência para compromissos específicos, em carro blindado, com comboio e usando seguranças.

Fonte: Agência Brasil

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Jornalismo

Triste constatação: Crescem denúncias de abuso sexual contra adolescentes

O juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Sérgio Maia, julgou, nos últimos quatro anos, 308 casos de abuso sexual cometidos contra menores de idade em Natal. O número pode parecer pequeno se comparado com o tamanho da população. No entanto, até semana passada, a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA) instaurou 43 inquéritos e remeteu 35 à Justiça. Os casos se repetem quase que diariamente. Os acusados são, na maioria das vezes, parentes ou pessoas que têm proximidade e confiança da vítima. O combate e investigação desse tipo de crime, no Rio Grande do Norte, são incipientes. Há apenas uma unidade da DCA para atender todo Estado.

O tema voltou à discussão às vésperas do Carnaval desse ano. No dia 17 de fevereiro, a polícia prendeu o motoboy José Antônio da Silva, 31 anos. Ele é acusado de cometer vários estupros contra menores de idade de ambos os sexos em diversos bairros da cidade. José Antônio agia à luz do dia e abusava de suas vítimas no meio da rua. O acusado, que já foi preso outras vezes pelo mesmo crime, é pai de um casal de filhos. No início desse mês, o menino completou 12 anos. O pai, preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Panatis, não vê o filho desde que foi preso. “Minha vida acabou. No aniversário do meu filho, não pude dar os parabéns a ele porque estou preso”, disse José Antônio.

Com a mesma aparente tristeza que pronuncia a frase acima, o acusado conta como agia com as crianças de 8 a 15 anos que ele abusava. “Eu via a pessoa na rua e não sabia o que acontecia. Alguma coisa me dominava e eu fazia. Esse problema eu tenho desde 2001. Já pedi ajuda para resolver e ninguém faz nada. Só me julgam sem saber o que acontece comigo”. José Antônio não conhecia suas vítimas. Na DCA, até sexta-feira passada, 14 meninas e 13 meninos já tinham reconhecido o motoboy como “monstro” que os violentou.

De acordo com especialistas, o caso de José Antônio é uma exceção à regra. Segundo o psicólogo Jean Von Hohendorff, as estimativas apontam que cerca de 80% dos casos de violência sexual são perpetrados por pessoas que possuem relacionamento próximo com as vítimas. “O vínculo de confiança que uma criança possui com um adulto pode ser utilizado para o cometimento de uma agressão, sendo estes vínculos mais presentes entres pessoas próximas”, explica.

(mais…)

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Jornalismo

TSE define convenções partidárias para o período de 10 a 30 de junho

Na resolução 23.373,  o Tribunal Superior Eleitoral define as escolhas e os registros dos candidatos. As convenções deverão ocorrer entre os dias 10 e 30 de junho. Obrigatoriamente, os partidos deverão encaminhar as atas para a Justiça Eleitoral.

Por essa resolução, os partidos políticos e as coligações solicitarão ao Juízo Eleitoral competente o registro de seus candidatos até as 19 horas do dia 5 de julho de 2012. Sobre o número de candidatos nas chapas proporcionais, em resolução a Corte Eleitoral decidiu que cada partido poderá requerer o registro de candidatos para a Câmara Municipal até 150% do número de lugares a serem preenchidos.

Fonte: Panorama Político

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Jornalismo

Briga generalizada entre membros da Gaviões da Fiel e Mancha Verde deixa um gravemente ferido

Mais de 500 membros da Gaviões da Fiel e da Mancha Verde entraram em confronto na tarde deste domingo, na Avenida Inajar de Souza, zona norte da capital paulista, antes da partida entre Corinthians e Palmeiras, no Pacaembu, às 16 horas, pelo Campeonato Paulista.

Segundo a Polícia Militar, um dos membros da Mancha Verde foi baleado e permanece internado em estado gravíssimo no Hospital Cachoeirinha, também na zona norte de São Paulo. Ainda de acordo com a polícia, entre 500 e 1000 torcedores se envolveram no conflito, supostamente marcado pela internet. Houve disparos, várias pessoas ficaram feridas e, até agora, pelo menos quatro homens foram presos.

O mando do jogo deste domingo é do Corinthians e, por isso, apenas cerca de dois mil ingressos foram vendidos aos palmeirenses, que, na hora da briga, estavam se dirigindo ao estádio, acompanhados por duas viaturas da Polícia Militar.

Fonte: Estadão

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Esporte

América tenta quebrar jejum de dois anos sem vitórias sobre o ABC

Após uma semana cheia de declarações esquentadas dos dirigentes de ABC e América, hoje as equipes entram em campo, daqui a pouco, mais exatamente às 16h, no Nazarenão, para a disputa do Clássico Rei do futebol potiguar. Sem vencer o maior rival há dois anos, alvirrubro busca quebrar o tabu e se aproximar da liderança. Já o alvinegro quer seguir na ponta da tabela e afundar ainda mais o adversário.

A última vitória americana sobre os abecedistas foi em 2010, ainda no primeiro turno do Campeonato Estadual. O placar foi de 2 a 1, no antigo Machadão. De lá para cá foram oito jogos, com sete vitórias do ABC e um empate. Além disso, são 10 gols marcados pelo ABC, contra 2 do alvirrubro.

Para tentar acabar com a sequência de maus resultados diante do seu maior rival, o América aposta suas fichas no técnico Roberto Fernandes, que teve toda a última semana apenas com treinamentos. Acostumado com grandes jogos pelos clubes onde passou, o comandante declarou que já sabe da importância do encontro de hoje, principalmente pelo momento que a sua equipe vive.

“É um momento complicado. Não é bom ficar tanto tempo sem vencer o rival. Até por isso os jogadores estão altamente concentrados para o jogo e querendo quebrar essa tabu. Apesar do jogo não ser tão decisivo para o campeonato, precisamos da vitória”.

Mesmo com menos de um mês dentro do clube, Fernandes disse que sabe bem o que acabou acontecendo nos outros encontros entre os rivais e o que é preciso para obter um bom resultado. “Dos três jogos este ano, dois foram 1 a 0. Então se você tem três bolas na trave e o adversário ganha de 1 a 0 a finalização tem que ser trabalhada, mas teve clássico que o América tomou quatro gols, então não é só o ataque. Temos que buscar o equilíbrio: atacar bem e se defender melhor ainda”, comentou.

Para o volante Ricardo Baiano, o momento é de pensar apenas em vencer, mesmos sem jogar bem. “Hoje o mais importante é vencer. Jogamos bem nos últimos clássicos, mas não conseguimos sair com a vitória. O resultado positivo é o mais importante para o grupo, independente de jogar bonito ou não”, afirmou.

A escalação para o duelo será um mistério até momentos antes da bola rolar. Sem poder contar com Soares, que fica de fora por 30 dias, existe a possibilidade de Lúcio Curió começar jogando.

* Com informações d’O Poti

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Jornalismo

Amazonense que 'comprou' pedra no lugar de Iphone 4S recebe celular

O homem surpreendido com uma pedra no lugar de um Iphone 4S recebeu o celular 48 horas após ter reclamado o ocorrido à Apple. Gilvandro Silva afirmou ao G1 que ainda na quarta-feira (21) teve o retorno da empresa americana depois de negociações com uma representante no Brasil.

Segundo o morador de Parintins, 369 km de Manaus, a entrega do aparelho foi realizada pela mesma empresa que entregou a correspondência com a pedra no dia 19 deste mês. “Recebi o Iphone em uma caixa totalmente diferente da primeira. Ela veio lacrada com plástico”, disse.

Gilvandro buscou contato com o serviço de atendimento ao consumidor da Apple no Brasil e foi encaminhado a negociações na sede americana. “O atendente daqui do Brasil quis me dar um prazo de dez dias mas não aceitei. Foi aí que ele me encaminhou para uma atendente nos Estados Unidos, que me pediu dois dias para resolver o problema. Quando foi na quarta, recebi o celular”, afirmou ao G1.

O consumidor gravou o momento em que abriu a correspondência. Ele contou ainda que conviveu com desconfianças sobre a veracidade do ocorrido. “Muita gente falando que eu tava mentindo. Sinceramente, se eu tivesse enganando eles saberiam. A Apple não mandaria um celular assim sem mais nem menos”, disse.

Pedra no lugar de Iphone

Gilvandro Silva comprou o Iphone 4S no site da Apple no dia 3 de março. O morador de Parintins adquiriu o smartphone para presentear a esposa. A embalagem continha uma pedra no lugar de um celular. O caso foi registrado na 3ª Delegacia Interativa de Polícia de Parintins.

Fonte: G1

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Jornalismo

Empresário Natalense cai no conto do vigário e fica sem lenço e sem documento

Está no Desaboya.com

Triste momento da web.
Um casal se conheceu quinta-feira, pela internet, aqui em Natal.
Ele… Gente bem conhecida, bem parecido e que, em princípio, jamais cairia em contos de vigário.
Ledo engano.
No sábado os dois se encontraram num restaurante – também bem conhecido da cidade e do restaurante o homem, um empresário do setor imobiliário, foi deixar a moça em casa, que disse morar na Hermes da Fonseca.
Antes, a mulher simulou passar mal, fez o homem para o carro pelas náuseas e… Três comparsas seus entraram no carro, na Mipibu, em Petrópolis e…
Foram até a casa da vítima, num condomínio residencial e, sem que ninguém desconfiasse de nada os quatro bandidos levaram o que puderam no carro da vítima que foi abandonada, por volta de três horas da manhã, nas imediações da Universidade Federal.
Até um cofre foi colocado no carro, além de dinheiro, jóias e, claro, o juízo da vítima.
Triste, lamentável… mas história bem repetida no noticiário policial.
Ainda tem quem saia com gente através da internet sem que antes…
Oh, minha gente!

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Jornalismo

Enildo Alves diz que candidatura de Carlos Eduardo é frágil

Com mais de vinte anos de mandato consecutivo, o vereador Enildo Alves (DEM), contraditoriamente, é o líder da prefeita Micarla de Sousa (PV) na Câmara Municipal. O DEM abandonou o barco da prefeita pouco mais de um ano depois de Micarla assumir a prefeitura.

Nessa entrevista que concedeu ao O Poti/Diário de Natal, Enildo Alves falou do trabalho que realiza como médico credenciado pelo SUS na periferia da cidade, criticou a população por se contentar com uma administração que apenas tapa buracos e não poupou o seu mais ferrenho adversário, de quem já foi auxiliar: o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves. Ao contrário do que afirmam todas as pesquisas de opinião, Enildo diz que considera “a candidatura de Carlos Eduardo muito frágil”. O líder da prefeita acusa Carlos Eduardo de ter traído o PSB, de não ouvir a opinião dos correligionários e de ter praticado irregularidades na prefeitura.

O senhor é candidato à reeleição?

Tentarei, mais uma vez, colocar meu nome à disposição da população de Natal. Represento o segmento médico, tenho minhas bases nesse setor. Tenho sido correspondido porque minhas votações têm sido crescentes, desde o primeiro mandato.

Durante esses seus seis mandatos, o que o senhor diria que fez em favor da população de Natal?

Eu faço uma análise real e até com certa humildade do que é ser vereador da cidade. A gente não faz projeto de lei que mude radicalmente nossas vidas, pra deixar bem claro. Se existe algum projeto que possa mudar nossas vidas, é lá no Congresso Nacional. Não é aqui na Câmara Municipal de Natal. Temos uma certa limitação. A maioria absoluta dos projetos de lei apresentados nesta Casa é inconstitucional. Isso fere até o juramento.

Não apresentei tantos projetos, mas os que apresentei foram constitucionais. Minha atuação tem sido mais no sentido de mediar conflitos, problemas entre a gestão da prefeitura e funcionários, como principalmente da população com as secretarias, por meio de requerimentos, para a resolução de questões do dia a dia. Acho sim, o requerimento um instrumento bastante utilizado na resolução dos problemas. Projetos de lei realmente existem alguns interessantes, mas o principal instrumento nosso realmente é intermediar as demandas da população com a prefeitura e principalmente junto às secretarias.

O senhor disse que sempre foi ligado à ex-governadora Wilma de Faria (PSB), mas cita que posteriormente houve uma dissidência. Por que o senhor deixou de seguir a liderança de Wilma para acompanhar o deputado federal Rogério Marinho?

Eu tenho ótima relação com dona Wilma. Tenho grande respeito e admiração. Dona Wilma foi um marco na política do Rio Grande do Norte, principalmente na conquista de espaço da mulher. Ela marcou uma era. O grande erro político, que ela ainda paga por ele, foi na eleição de 2008, quando ela preteriu a candidatura de Rogério Marinho, depois de toda uma mobilização do partido para lançá-lo candidato a prefeito. Nas vésperas das convenções, houve o acordão e o partido abriu mão de apoiar uma candidatura legítima e preparada para buscar projetos pessoais dela. Naquela ocasião, Wilma entendeu que elegendo Fátima com o apoio de Lula seria senadora de férias.

Então, acho que ela quebrou um compromisso com o próprio partido, ao abrir mão de uma candidatura própria do PSB, que vinha governando a cidade por 12 anos seguidos. Havia uma orientação nacional do partido de ter candidatura própria em todas as cidades com mais de 100 mil habitantes. Então, quem quebrou o compromisso foi dona Wilma. Dessa forma, não concordei com o que ocorreu e me afastei dela politicamente, até que consegui a justa causa na Justiça e deixei o PSB.

A tendência natural, então, seria o senhor migrar para o PSDB, do deputado federal Rogério Marinho.Por que então o senhor optou pelo DEM?

Minhas ligações políticas, tirando Wilma, são com o senador José Agripino (DEM). E foram José Agripino e Marcílio Carrilho que me levaram a apoiar Wilma. Foi quando eu me liguei a ela. Marcílio era líder de Wilma em 1989, quando me convidou para fazer parte da base do governo dela. Eu era filiado ao PMDB. Deixei o partido. A partir dali, me vinculei a Wilma, a pedido de Marcílio e José Agripino. Então, minhas ligações históricas politicamente são maiores com Marcílio e Agripino do que com Wilma. Então, não foi estranho que eu tenha optado pelo Democratas. Tenho grande amizade com Marcílio e voto em José Agripino desde 1990.

Hoje, o nome de Wilma de Faria é melhor do que o de Carlos Eduardo para prefeito?

Não tenho dúvida disso. Wilma, pelo menos, se fez um bom governo no primeiro mandato, no segundo foi muito ruim. Tem sido histórico isso. A reeleição deve entrar em cheque no futuro, porque quase sempre o segundo mandato é pior do que o primeiro. Tenho percebido issoem alguns estados e capitais. Com o governo Lula (PT), não sei se o segundo mandato foi melhor do que o primeiro. Wilma conhece muito bem a cidade e tem uma capacidade administrativa muito grande. Agora, parece que o estado tinha uma dimensão muito maior para a gestão que ela queria fazer. É diferente governar uma cidade, mesmo que seja a capital, de pegar o abacaxi do estado, cheio de problemas nos 167 municípios. A própria Rosalba governou Mossoró três vezes de forma excelente. Está tendo dificuldade para governar o estado. Com a experiência que Wilma tem de três mandatos como prefeita e dois como governadora, ela será uma grande gestora se for eleita prefeita de Natal.

O senhor é líder da prefeita Micarla de Sousa na Câmara. De acordo com as pesquisas de opinião, a administração é desaprovada por cerca de 90% do eleitorado natalense. O senhor não teme que essa rejeição respingue em sua candidatura no pleito deste ano?

Eu tenho andado muito pela cidade. Atendo pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nas comunidades mais humildes. O meu mandato de vereador e meu projeto de reeleição não têm sido contaminados em nenhum momento pelo fato de eu apoiar a gestão Micarla de Sousa. Pelo que vejo, acredito que não seja tão grande a reprovação como indicam as pesquisas. Não consigo compreender uma coisa.

O governo do PT, em nível nacional, que vai completar nove anos agora, foi um desastre na área de saúde, que eu conheço bem. É também um desastre na educação, nas universidades públicas brasileiras, na educação do segundo grau também. Não andamos bem. O Brasil perde para a Argentina, Paraguai, Chile. Isso só na América. Então, a saúde no governo do PT foi péssima, a educação também, a segurança não preciso nem falar. São três situações que estão sempre sendo criticadas pela população. Então, não consigo entender o alto índice de aceitação do governo do PT, mesmo com deficiências nessas três áreas importantes.

Como explicar a rejeição?

Micarla teve avanços significativos na saúde e na educação, com muitas melhorias, mas não tem boa avaliação nas pesquisas. Então, parece que administrar uma cidade é só fazer a limpeza e tapar os buracos. Parece que o povo quer isso. Eu fico até preocupado em ver avanços na saúde e educação, principalmente, e a prefeita ser mal avaliada. Mas tenho certeza que se nesses três ou quatro meses ela der banho de asfalto na cidade e mantiver as ruas limpas, isso vai mudar completamente. Aí eu me preocupo. Será que administrar uma cidade é só tapar buraco e recapear asfalto?

O senhor acha que a prefeita ainda tem condições de reverter o quadro desfavorável e disputar a reeleição?

Eu sou o líder da prefeita na Câmara, onde tenho defendido seus projetos, tentado derrubar os que não interessam, mantido os vetos dela. Defendo o governo do ponto de vista administrativo. Politicamente, me filiei ao Democratas e não ao PV. Então, isso não cabe a mim responder. Mas, uso muito uma frase de Magalhães Pinto: “Política é como uma nuvem. Você olha e está de um jeito. De repente, está de outro”. Não existe o impossível. A própria presidente Dilma Rousseff tinha apenas 2% nas pesquisas e ganhou a eleição. Fernando Bezerra, quando foi candidato a governador, tinha 65%. Não foi nem para o segundo turno. Que existe possibilidade de ela reverter a situação, existe. Se essas obras de mobilidade que começaram agora tivessem sido iniciadas há um ano, as chances seriam ainda maiores. Eu não sei se, agora em março, a 7 meses e meio da eleição, ela irá se tornar uma candidata competitiva. Mas a possibilidade existe.

O senhor descarta a possibilidade de apoiar uma possível candidatura da prefeita Micarla de Sousa?

Na hora que eu defini minha filiação ao Democratas, em função da fidelidade, para onde o partido for, eu irei. Parece-me que o caminho natural do DEM não será apoiar a reeleição de Micarla, embora ela seja prefeita hoje por causa da legenda. Foi o maior apoio que ela teve em 2008, principalmente em tempo de televisão. O fato de eu estar com a prefeita hoje não é estranho, tendo em vista a participação do democratas na eleição da prefeita.

Então o senador José Agripino é responsável pelos resultados da administração de Micarla?

Eu acho que democracia é isso. Você pode votar em alguém, depois rever seu voto. Não existe responsabilidade de Agripino pelos atos da gestão. Eu acho que a prefeita tem juventude, determinação, representa renovação do quadro político do estado. Acredito que José Agripino a apoiou nessa condição. Numa cidade de porte médio como é Natal, tendo um boicote do governo do estado e do governo federal, ninguém consegue fazer nada. É preciso entender que havia uma crise econômica sem precedentes, quando Micarla assumiu. Houve boicote total do governo Lula e do PSB, que governava o estado. Não foi feito nenhum convênio. Aqueles que hoje fazem oposição à prefeita Micarla de Sousa tiveram ações contra a cidade. Então, Agripino não é culpado. O boicote que ela teve foi muito grande. A própria governadora Rosalba Ciarlini teve que arrumar o estado no primeiro ano, mas já sinaliza com parcerias. Já Dilma, com quem ela tem boa relação, também por causa da Copa do Mundo, vai viabilizar obras agora. Mas, foram praticamente três anos sem nenhuma obra importante para a cidade.

Qual o caminho que o senhor acha que o DEM deve seguir no pleito deste ano?

Eu sou novo no DEM. Estou evitando dar declarações em nível de partido. Pelo que tenho visto pela imprensa, o único candidato que o Democratas teria viável para a prefeitura seria o deputado federal Felipe Maia, que até tirou o nome das pesquisas e anunciou que não é candidato. O democratas sinaliza que o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é o candidato natural . Então, acho que o projeto será esse. Sendo esse, é claro que vou seguiro meu partido.

Em entrevista a uma emissora de rádio local, o ex-prefeito comentou a possível formação do futuro secretariado. O senhor acha que ele é o prefeito de férias?

Não. Claro que não. Há uma leitura (das pesquisas) que o ex-prefeito Carlos Eduardo e os que estão por trás do seu projeto de voltar à prefeitura não querem fazer. Hoje, 75% do eleitorado de Natal não têm candidato definido. Dos 25% que têm, ele aparece com 40%. Então, ele tem um voto em cada 10. Ou seja, nove não querem votar nele. É uma candidatura que eu considero frágil. Se é frágil em termos de número, ele também está num partido pequeno, não vai construir grandes alianças e é um político que não expira confiança.

Por que?

Ele, se elegendo, não escuta ninguém. Em 2005, ao assumir o segundo mandato, com amplo apoio do PSB, que tinha a governadora, dois deputados federais, três estaduais e oito vereadores, o partido não foi consultado para indicar uma ASG. Parece que ele disse: “agora o governo é meu”. Ele personalizou a administração. Em vez de fortalecer o PSB, ele incentivou as pessoas ligadas a ele, como Justina Iva, Raniere Barbosa e Aparecida França, a se filiarem a outros partidos.

Como explicar essa postura?

É uma postura estranha para quem deveu muito ao PSB. Ele só foi prefeito de Natal por causa de Wilma, que era prefeita e renunciou. Depois, ele chega a dizer que a equipe era boa. Disse que era uma equipe campeã. Foi um desastre na educação. A saúde ficou sucateada, com 5 unidades fechadas pelo CRM, R$ 10 milhões em remédios jogados fora. Também sacou R$ 22 milhões do fundo previdenciário para pagar contas, um crime previsto na Constituição Federal. O parque da Cidade foi inaugurado duas vezes inacabado, para fazer campanha eleitoreira para a candidata dele: a deputada Fátima Bezerra. E o Machadão passou por uma reforma que teve superfaturamento de quase R$ 5 milhões. O TCU e o TCE mostram várias ilegalidades referentes à obra. Eu acho a candidatura dele muito frágil. Na televisão, os adversários dele mostrarão tudo isso.

O senhor considera que houve mau uso do dinheiro público na gestão do ex-prefeito?

Não tenho a menor dúvida. Têm publicações no Diário Oficial, no último semestre de 2008, onde houve excesso de receita. Se havia um planejamento orçamentário com uma estimativa de receita que foi superada, por qual motivo ele ainda usou o dinheiro da previdência para pagar obras? Havia dinheiro. Isso para mim é mau uso do dinheiro público.

Por que então, diante de tudo isso, o senhor deu sustentação à gestão de Carlos Eduardo desde o primeiro momento?

Eu era do PSB e ele também. Nós brigamos pela eleição dele. Wilma me pediu para apoiá-lo. Mas meu distanciamento começou a partir das convenções de junho de 2008. Foi também quando comecei as críticas porque ele fez tudo isso.

Fonte: O Poti

Opinião dos leitores

  1. Parei quando ele diz: "O governo do PT, em nível nacional, que vai completar nove anos agora, (…) é também um desastre na educação, nas universidades públicas brasileiras".Se tem uma coisa em que o governo federal não falhou foi em investimento em educação a nível universitário. Aqui no próprio RN, a expansão da UFRN e, principalmente, da UFERSA, teriam sido impensáveis em épocas anteriores, onde a regra era sucatear.

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