Política

21 secretários parlamentares da Câmara morreram em decorrência da covid-19

A Câmara dos Deputados registrou até o fim de fevereiro a morte de 21 secretários parlamentares em decorrência de complicações após contraírem a covid-19. Mais da metade dos óbitos aconteceu entre os meses de janeiro e fevereiro, quando 11 servidores vieram a óbito.

Segundo resposta da Câmara a pedido de acesso a informação, há ainda 19 servidores aposentados que também não resistiram à doença.

A Câmara contabiliza oficialmente 482 casos confirmados entre servidores efetivos, secretários parlamentares e cargos de natureza especial (CNE) desde março do ano passado. Vários servidores que contraíram o vírus têm reclamado de não conseguir acessar a plataforma da própria Câmara para informar que testaram positivo.

Esses relatos podem indicar que, ao menos o número de casos, deve ser maior que o oficialmente divulgado.

Vai aumentar

A situação se agravou após a decisão da Mesa Diretora, na época presidida por Rodrigo Maia, de determinar a realização de eleição presencial para a nova direção da Casa, o que aglomerou cerca de três mil funcionários.

Maia afirma que foi voto vencido e responsabiliza o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que, segundo ele, “formou maioria” na Mesa para determinar a eleição presencial. “Essa acusação de assassino eu não aceito”, diz ele.

O ex-presidente da Câmara enviou depois ao Diário do Poder a ata da reunião que decidiu pela eleição presencial por 4×3 votos. Nela, foi registrado que “o deputado Rodrigo Maia, presidente, votou a favor do parecer, pelo voto híbrido, no dia 2 de fevereiro, enfatizando que a decisão da Mesa afetará não apenas deputados que fazem parte do grupo de risco, mas também os funcionários, que são aproximadamente dois mil.”

Alguns funcionários, obrigados a comparecer, acabaram se infectando e levando o vírus para casa e o efeito foi o esperado. Familiares contraíram a doença e alguns se encontram intubados ou apresentando graves sintomas.

DIÁRIO DO PODER

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Política

Juros que Flávio Bolsonaro paga ao BRB são mais altos que de 87% dos clientes

Nada teve de “camarada” a taxa cobrada do senador Flávio Bolsonaro (RJ) para o financiamento de uma casa de luxo adquirida em Brasília. Em 2020, segundo apurou esta coluna, o BRB financiou 235 operações de crédito imobiliário indexadas ao IPCA e 205 delas foram fechadas com taxas melhores do que a contratada pelo filho do presidente.

O contrato de Flávio prevê taxa de 3,65% ao ano mais IPCA, enquanto 87% dos demais clientes de crédito imobiliário pagarão taxa de 3,40%. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O BRB negociou 3,65% ao ano com Flávio e outros 28 clientes. Só um dos 235 financiados pagará 4,75% e 205 negociaram taxa menor: 3,40%.

O banco não comenta taxas de crédito dos clientes, mas os números dos financiamentos e suas taxas foram confirmadas por duas fontes do BRB.

O senador Flávio Bolsonaro pagou R$6,5 milhões por sua casa no Setor de Mansões Bom Bosco, em Brasília, e financiou parte do valor no BRB.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Gente! O problema é a taxa de juros relacionada ao valor financiado e as condições individuais de pagamento.

  2. Claudio Humberto, tu esqueceu de passar pano naquele cantinho ali….
    Muuuuummmmmm
    Só faltou dizer que o DH não veio das rachadinhas…?

    1. Coitado do rapaz. Estão cobrando juros abusivos. Cabe um pedido de indenização à Gilmar Mendes.

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Cidades

Com pandemia, nascimentos caem 24% nos primeiros dois meses de 2021

A quantidade de nascimentos caiu 24% nos primeiros dois meses de 2021 no país, mostram dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda ocorre cerca de nove meses após o início da crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus.

Em janeiro e fevereiro deste ano, cartórios do Brasil registraram pouco mais de 336,7 mil nascimentos. Esse é o registro mais baixo para os dois meses juntos desde ao menos 2003, início da série histórica do IBGE. No ano passado, foram registrados 443,3 mil novos brasileiros nesse mesmo período. Devido ao tempo gestacional (cerca de nove meses, em gestações sem complicações), a maior parte das crianças que nasceram em 2020 é fruto de relacionamentos de 2019.

O Metrópoles usou dados da Arpen Brasil referentes aos anos de 2021 e 2020 e da pesquisa estatística do Registro Civil do IBGE, que traz informações de 2003 a 2019. A fonte dos números é a mesma: cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais.

Apesar de os dados de fevereiro de 2021 serem parciais, uma vez que os pais têm até 15 dias para registrar o nascimento da criança, não deverão ocorrer incrementos significativos, explica a diretora da Arpen Andrea Gagliardi. Foram emitidas 125,3 mil certidões de nascimento em fevereiro deste ano. “Pode, sim, haver um incremento, mas a experiência nos diz que não terá muita variação. A maioria dos registros são feitos logo nos hospitais”, diz. “O que a gente percebe é que a pandemia afetou a vida cotidiana das pessoas, que estão decidindo adiar casamento e ter filhos. As consequências disso começam a se revelar agora”, complementa a especialista.

Pesquisa feita em março do ano passado pela empresa Famivita, especializada em produtos ligados à fertilidade, indica que uma em cada três (35%) mulheres com intenção de engravidar alterou os planos devido à pandemia. Em outubro, a Famivita perguntou a 11,8 mil mulheres (em sua grande maioria grávidas e tentantes) que acompanham o site da empresa se pretendem engravidar nos próximos 12 meses. Resultado: 46% disseram que não.

Essa queda no número de nascimentos também tem sido registrada em outros países. Na Espanha, onde a pandemia começou pouco antes que no Brasil, a quantidade de pessoas que nasceram em dezembro e janeiro caiu 22,6% em relação aos mesmos meses dos anos anteriores.

Segundo dados publicados no jornal El País, em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, período no qual normalmente nascem as crianças concebidas em março e abril, foram registrados quase 45 mil bebês. “São 13,1 mil crianças a menos”, diz.

O professor Fernando Sobrinho, do Departamento de Geografia da UnB, avalia que o Brasil já vem percebendo, ao longo dos últimos anos, uma queda na quantidade de nascimentos, mas a pandemia foi algo “fora da curva”, intensificando a situação. “Além da tendência de queda, existe a questão da crise. O casal pensa: ‘Como eu vou colocar uma criança num momento em que o hospitais estão dedicados a cuidar da pandemia? E se a mulher contrair Covid?’”, ressalta o professor.

“Temos também a diminuição de renda da população, provocada pelo fechamento do comércio, e a altíssima taxa de desemprego. Então, os casais pensam muitas vezes antes de ter um filho neste momento”, complementa o geógrafo.

Sobrinho ressalta que fenômeno parecido foi registrado durante os surtos da H1N1 e da Chikungunya – nessa situação, caso a picada do mosquito ocorra no início da gestão, é possível que a criança nasça com doenças congênitas. “A população brasileira vai continuar crescendo, em um ritmo mais lento, mais ou menos até 2038. A partir daí, a taxa de reposição geracional será entre 0 e 1 filho por mulher em idade adulta. Agora, a pandemia vai intensificar isso”, completa.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. O problema é que as pessoas mais esclarecidas que se planejaram para não ter filhos durante a pandemia, por conta do risco, da crise, porém os menos esclarecidos, que nem sempre tem condições de dar uma criação digna com saúde e educação com certeza não fazem parte desses números.

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Saúde

Em 14 Estados, 4,3 mil pacientes da covid-19 estão na fila por leito

Pelo menos 4.352 pessoas diagnosticadas ou com suspeita de covid-19 aguardavam nessa terça-feira, 9, por um leito de atendimento em hospitais do País – 2.257 delas estavam na fila da UTI. O dado, que reforça a noção de descontrole da pandemia, foi obtido pelo Estadão com base em um levantamento com as secretarias estaduais de Saúde. Na terça, o Brasil registrou 1.954 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas, maior balanço diário desde o começo da crise sanitária.

Quatorze Estados informaram ter paciente em algum grau de espera, seis disseram que não têm fila e sete não responderam ou disseram não ter os dados consolidados de lista de espera. Dezesseis Estados apresentavam ontem taxa de ocupação de UTIs igual ou superior a 80%.

A situação mais crítica é a do Paraná, Estado que registra a maior fila, com 1.071 doentes aguardando transferência anteontem – 519 deles por um leito de terapia intensiva. Na sequência estava São Paulo, com mil pacientes na espera (não foram especificados quantos são por UTI ou por leitos clínicos).

Os outros Estados da região Sul, que vêm registrando cenas de colapso desde a semana passada, continuam em situação crítica. São 388 nomes na lista de espera por UTI em Santa Catarina – que tem a maior taxa de ocupação do País (99,16%) – e 248 no Rio Grande do Sul. Também em situação delicada está a Bahia, onde 326 pacientes aguardavam ontem por uma vaga de UTI (veja quadro nesta página).

‘Temos de escolher quem mandar para a UTI’

Infectologista de dois dos maiores hospitais de Porto Alegre (um público e outro privado), Alexandre Zavascki conta que os profissionais estão tendo de utilizar respiradores não ideais para pacientes com covid diante da falta de equipamentos do tipo. “São respiradores que seriam adequados para um paciente que está apenas anestesiado durante uma cirurgia. Não são ventiladores com capacidade plena em todos os parâmetros”, diz o especialista.

Ele relata ainda que a tão temida escolha de quais pacientes priorizar em um cenário de colapso já está acontecendo no Rio Grande do Sul. “A gente vê pacientes graves no leito comum e sabe que não tem vaga. Temos de escolher quem mandar para a UTI e alguns deles não resistem a essa espera”, diz.

Zavascki conta que o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, uma das unidades onde ele atua, chegou ao ponto de não ter mais espaço físico para a colocação de camas. “Abrimos uma sala que era de recuperação pós-cirúrgica para leitos covid e lotou. Depois, abrimos uma sala maior desse tipo para covid e também lotou. Agora, abrimos a sala de recuperação pós-cirúrgica infantil e está indo para o mesmo caminho. Não tem mais para onde expandir. O próximo passo do colapso é as pessoas morrerem nas ambulâncias ou em casa”, disse ele.

No Pará, embora a rede pública ainda não tenha entrado em colapso, os hospitais privados já não têm como aceitar mais doentes, segundo relato do médico Robson Tadachi, diretor técnico de uma das unidades da Unimed Belém. Ele conta que a operadora não encontra leitos disponíveis nos hospitais da rede credenciada. “Chego a ter 50 pacientes na espera por dia e todas as unidades que pedimos leitos estão lotadas. É uma sensação de enxugar gelo porque chegam cada vez mais pacientes”, diz.

Um exemplo da situação dramática pela qual passa o Brasil ocorreu no fim de semana passado, quando o governo de Mato Grosso acionou o sinal de alerta. Mesmo com uma fila não tão grande na comparação com outros Estados – 44 à espera de uma vaga de UTI –, mas com a segunda maior taxa de ocupação do País (98,96%), a Secretaria de Saúde enviou um pedido de ajuda para outros Estados.

O secretário checou se alguém tinha condições de aceitar transferência de pacientes do Estado com covid-19. Com um nível de ocupação elevado em todo o País, nenhum deles respondeu positivamente.

No sábado, a morte de um enfermeiro de Cuiabá comoveu os profissionais de saúde do Estado. Ele havia trabalhado por anos, até se aposentar, no pronto-socorro municipal da cidade e acabou morrendo justamente pela falta de leito de terapia intensiva.

O momento de expansão desenfreada do vírus observado em todo o País é agravado pela exaustão dos profissionais de saúde. “Estamos vivendo um momento de muita piora mesmo e a grande dificuldade é não ter um auxílio do governo, então não tem como fazer um isolamento efetivo”, comenta o infectologista Bruno Ishigami, do Hospital Oswaldo Cruz, de Recife. O Estado tinha ontem 95% de ocupação dos leitos de UTI públicos.

“Isso está nos angustiando. Só escuto meus amigos falando: ‘velho’, eu não aguento mais, tô cansado. É 2020 se repetindo, estamos presos no ano passado, só que está pior”, lamenta o médico. “A explosão de casos ainda não se refletiu muito em aumento de mortes, mas imaginamos que logo vai acontecer, o que está nos dando muito medo. Se no Rio Grande do Sul a segunda onda foi muito pior, aqui como vai ser?”

ESTADÃO

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Saúde

Ministério Público investiga compra de quase R$ 700 milhões de máscaras com empresa de luxo

O Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar o contrato de importação de 240 milhões de máscaras de proteção contra a Covid-19 no valor de R$ 691,7 milhões firmado pelo governo Bolsonaro no ano passado.

A compra foi fechada em abril com uma empresa de Hong Kong, representada no Brasil pela 356 Distribuidora, uma importadora de produtos de luxo.

Procurado pela coluna, o Ministério da Saúde não comenta. A investigação corre em sigilo.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Os esquerdopatas não tem capacidade de analisar, vocês podem dividir 692 por 240 dá R$ 2,88 por máscara , a
    n95 pode custar de R$ 5,00
    a R$80,00 qualll tipo de máscara foi comprada nem a máscara de pano vocês compram por este valor.
    Mais uma historinha desta midialixo, para tentar criar uma crise no governo.

    1. 240 milhões de máscaras ? N95 é para profissionais de saúde .
      Muita mascara né ?
      Pra quem e negacionista .
      Isto é xuxo.

  2. Se a informação estiver correta, cada máscara saiu por menos de R$ 3,00 (três Reais), enquanto em qualquer feira-livre, o pessoal está vendendo a R$ 5,00 (cinco Reais) a unidade, então, onde está o indício de corrupção ou desvio????

    1. Você está comparando o preço de UMA máscara comprada na feira com o de 240 MILHÕES?

  3. Tem governadores que não estão dando conta de aplicar as que estão aqui, o que dirá essas se for liberadas.
    Vou dizer uma coisa que precisa urgentemente acabar no Brasil, é essa tal de reeleição, pensem num troço maléfico.
    Esses fdp só pensam nisso, pode ter certeza, esse cabaré todinho em volta dessas vacinas é provocado por causa dessa reeleição.
    Isso tem que acabar.

    1. Isso mesmo, concordo plenamente. Fazendo ou não a sua parte, o político não deve ter outra chance de roubar

  4. É muito roubo em um único país, não entendo como ainda não quebrou. O povo têm os governantes que merecem. Nação de gente hipócrita.

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Saúde

Governadores do Nordeste querem pedir a Biden liberação de 10 milhões de doses de vacina estocadas nos EUA

Os governadores do Nordeste receberam a informação de que um lote de 10 milhões de vacinas de Oxford/AstraZeneca está estocado nos EUA, ainda sem data para ser aplicado. Eles tentam confirmar a notícia. Caso ela se confirme, pretendem pedir, em carta enviada ao governo Joe Biden, a liberação para o Brasil.

As doses não estariam sendo ainda aplicadas porque os EUA ainda não teriam treinado profissionais para aplicar especificamente a vacina de Oxford —neste momento, a maior parte da população norte-americana está recebendo os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

Em outra frente, eles pretendem convencer a OMS (Organização Mundial da Saúde) a antecipar o envio de doses já previstas para o Brasil de vacinas do consórcio Covaxin. “O mundo está dizendo que o Brasil é um risco, por estar com a epidemia descontrolada, com recordes de contaminações e mortes e que pode ser um celeiro de novas variantes do coronavírus. É preciso nos ajudar a solucionar o problema. E a solução são mais vacinas”, diz o governador do Piauí, Wellington Dias (PI-SP), que preside o Consórcio de Governadores do Nordeste.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O bidê vai dá as vacinas, insumos e doar alguns bilhões de dólares para o Brasil tratar dos infectados,
    O bidê é um cara muito humano e adora o Brasil.
    Esses deputados, governadores e prefeitos adoram ficar de mimimi e jogar conversa fora para aparecer.

  2. Estão mais que certos os estados do nordeste de correr atrás de uma vacina , pq se depender do genocida do Bolsonaro nós vamos todos morrer . Triste realidade a nossa ?.

    1. Babaca só assiste globolixo, ver a situação no exterior como está também Otário.

    2. E o dinheiro dos respiradores que virou fumaça? Essa cambada não brinca em serviço, eles farejam longe uma oportunidade para desviaram dinheiro público camuflado em compras!!!

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Saúde

Onze indícios reforçam que Pazuello e cúpula da Saúde sabiam de escassez de oxigênio e se omitiram

Pelo menos 11 indícios, que podem ser usados como prova, reforçam que a cúpula do Ministério da Saúde tinha conhecimento prévio sobre a grave escassez de oxigênio nos hospitais em Manaus e foi omissa diante do tamanho do problema. O ministro Eduardo Pazuello é suspeito de crimes e investigado em inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal).

Os indícios estão em um relatório assinado pelo próprio ministro, em um documento da secretaria-executiva da pasta, em um plano de contingências montado para lidar com a crise no Amazonas, em relatórios de grupos independentes enviados ao estado e em emails e documentos da White Martins, empresa contratada pelo governo local para abastecer as unidades de saúde.

A Folha revelou no domingo (7) que um diretor da White Martins enviou um email ao Ministério da Saúde pedindo “apoio logístico imediato” para transportar 350 cilindros de oxigênio gasoso, 28 tanques de oxigênio líquido, 7 isotanques e 11 carretas com o insumo a Manaus. A mensagem foi enviada no dia 11 de janeiro e não foi atendida em sua maior parte. Três dias depois, o sistema colapsou e pacientes morreram asfixiados nos hospitais.

As tratativas para tentar garantir o transporte se deram com o próprio ministro, que é general da ativa do Exército, e com dois coronéis do Exército nomeados por Pazuello na secretaria-executiva. Um dos coronéis foi o destinatário do e-mail. O email não é o único indício de ciência e omissão da cúpula do ministério diante do que ocorria em Manaus e do que viria a ocorrer. A reportagem reuniu mais dez elementos de prova dessa situação.

O próprio Pazuello escreveu, em um “relatório parcial de ações” referente ao período de 6 a 16 de janeiro, que houve a detecção da “gravíssima situação dos estoques de oxigênio hospitalar em Manaus”, “logo no início do período”. Segundo o ministro, a quantidade de insumo era “absolutamente insuficiente para o atendimento da demanda crescente”.

O relatório foi elaborado em 17 de janeiro. Segundo Pazuello, a evolução da escassez de oxigênio “fez crescer de importância a visita, já programada, do Ministério da Saúde e seu secretariado a Manaus, alterando, inclusive, a programação original, para que fossem incluídas visitas a instalações ligadas ao armazenamento e manejo de oxigênio hospitalar”. O general esteve em Manaus entre 10 e 13 de janeiro. O colapso ocorreu no dia 14.

De fato, as instalações da White Martins foram visitadas pelo ministro da Saúde, dias antes do colapso, conforme documentos produzidos pelo ministério. Representantes da empresa se reuniram ainda com Pazuello e com coronéis da pasta na manhã do dia 11, horas antes do envio do e-mail com o pedido de “apoio logístico imediato”, não atendido. A informação é confirmada pela própria empresa. O aviso a autoridades federais não ficou documentado apenas nesse e-mail. Uma estratégia da empresa vem sendo documentar esses avisos de maneiras distintas.

Ao MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas, que instaurou um inquérito civil público para investigar as responsabilidades sobre as mortes por asfixia no estado, a White Martins fez duas anotações sobre o governo federal, em documento enviado no dia 15, dia seguinte ao colapso. “Esforços não foram suficientes para atender a essa demanda descontrolada e abrupta ocorrida na última semana, que multiplicou em cinco vezes o patamar histórico de demanda do produto, atingindo o inesperado nível de 70 mil m3/dia, com viés de crescimento”, afirmou no documento o diretor jurídico da empresa, Gustavo Aguiar da Costa. “E tudo isso foi constantemente informado e registrado junto às autoridades públicas que estão à frente da questão junto ao estado do Amazonas e ao governo federal, com absoluta transparência”, completou o executivo.

Segundo Costa, entre as iniciativas da White Martins estavam “reuniões periódicas com o comitê de crise do governo do estado do Amazonas e do governo federal”. A empresa também escreveu um e-mail, em 7 de janeiro, com alerta sobre a escalada da escassez de oxigênio no Amazonas. A mensagem foi enviada à Secretaria Estadual da Saúde e também ao Ministério da Saúde, no dia 8 do mesmo mês, segundo o próprio ministro informou em documento remetido ao STF.

Diante do avanço do inquérito no STF, o gabinete de Pazuello decidiu mudar a versão sobre esse email. Seu número dois na pasta, o coronel Élcio Franco, produziu um novo documento, também enviado ao STF, para dizer que o email não chegou ao ministério no dia 8, mas no dia 17 –três dias após o colapso, portanto.

A mesma secretaria-executiva, comandada por Franco, registrou num documento que, no dia 10, a “prioridade zero nos serviços no dia de hoje é o suprimento de oxigênio e balas de O2 para os hospitais, SPA, UPAs do estado do Amazonas”. Os dados usados são do centro de operações, segundo a secretaria-executiva.

Outro indício foi uma chamada telefônica da própria Secretaria da Saúde do Amazonas, pedindo ao ministério ajuda para abastecimento de oxigênio. O plano de contingência para a crise no estado também fala em “estrangulamento do fornecimento de O2 para os estabelecimentos de saúde”. Órgãos independentes enviados ao estado constataram, com antecedência, um uso “inadequado” de oxigênio nos hospitais e o aumento exponencial do consumo.

Um farto material sobre a realidade dos hospitais foi produzido ainda por equipe da Força Nacional do SUS, convocada e enviada a Manaus pelo próprio ministro da Saúde. A crise do oxigênio já foi abordada em relatório referente ao dia 8 de janeiro, quando houve uma mudança do “foco da reunião”, diante de relato de “colapso dos hospitais e falta da rede de oxigênio”.

Os relatórios documentaram dia a dia a evolução da escassez do insumo e chegaram a prever quando haveria o colapso. A existência dos documentos e o conteúdo trazido por eles foram revelados pela Folha em reportagem publicada em 19 de janeiro. A Folha questionou o Ministério da Saúde no começo da tarde de segunda (8) sobre os indícios apurados. Não houve resposta até a publicação da reportagem.

Os 11 indícios

– Email da White Martins, em 11 de janeiro, pedindo a coronéis do Ministério da Saúde “apoio logístico imediato” para transporte de oxigênio;
– Email da White Martins, em 7 de janeiro, apontando a escalada da escassez de oxigênio. Ministro disse que email chegou no dia 8. Depois, gabinete mudou a versão. Mensagem só teria chegado três dias após o colapso;
– Relatório de ações referentes ao período de 6 a 16 de janeiro, assinado pelo ministro, em que diz ter detectado “gravíssima situação dos estoques de oxigênio hospitalar em Manaus”, “logo no início do período”;
– Visita de Pazuello a instalações da White Martins em Manaus;
– Reunião do general e de coronéis do Ministério da Saúde com representantes da White Martins em Manaus;
– Documento de diretor jurídico da White Martins ao MPF no Amazonas, em que aponta ter havido informação e registro da situação “junto às autoridades públicas que estão à frente da questão junto ao estado do Amazonas e ao governo federal”, além de “reuniões periódicas com comitê de crise do governo federal”;
– Relatório do centro de operações da secretaria-executiva do ministério, referente a ações em 10 de janeiro, com registro sobre “prioridade zero” no suprimento de oxigênio aos hospitais;
– Chamada telefônica da Secretaria da Saúde do Amazonas ao ministério pedindo ajuda com oxigênio;
– Plano de contingência com registro de “estrangulamento” no fornecimento de oxigênio;
– Constatação de uso inadequado de oxigênio por grupos independentes mandados ao Amazonas;
– Relatórios da Força Nacional do SUS com registros da escalada da crise entre os dias 8 e 13 de janeiro, até o colapso no dia 14.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Os lacradores deliram todos os dias pensando que o governo Bolsonaro vai cair. Se fosse o governo do POSTE Já tínhamos virado uma Venezuela.
    As têtas não existem mais bando de “come capim estragado”.

  2. Ainda bem que capitão nos prometeu um gov técnico. Já imaginou se assim não fosse? Que vergonha! Recém-nascidos morreram em virtude da escassez de oxigênio! Que diabo de patriotas são esses? Pede pra sair Pazuello, você é um incompetente!

  3. E isso aconteceu mesmo sendo o General especialista em logística. Imagina se não fosse.
    Mas nesse governo de bundões, tudo é só aparência e a culpa é sempre dos outros.

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Política

Prefeitura do Natal diz que Governo do Estado mente em propaganda

A Prefeitura do Natal diz que o Governo do Estado mentiu em propaganda. A Prefeitura divulgou no seu Instagram nesta terça-feira (9) uma publicação criticando informações trazidas em propaganda audiovisual do Governo. Confira propaganda aqui. Em réplica, a Prefeitura realizou esta publicação:

Em respeito a verdade

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece diante da desinformação espalhada no dia de hoje que com os equipamentos enviados pelo Governo do Estado para o Hospital de Campanha de Natal foi possível montar apenas 3 leitos de UTI.
Dos 15 monitores citados, 10 foram enviados pelo Ministério da Saúde direcionados à Prefeitura do Natal, dois não estão em uso porque não vieram com os acessórios. Dos 23 ventiladores citados, 14 são ventiladores de transporte, não são utéis para abrir UTIs, 4 foram devolvidos por problemas técnicos, 2 não estão em uso por falta de acessórios e 3 estão efetivamente em uso.
Os fluxometros não foram solicitados, nem são usados em UTI, o mesmo com relação às válvulas.
Cabe ainda destacar que cada leito de UTI necessita de 4 bombas de infusão por paciente, mas no caso da Covid chega a ser necessário no minimo 6 bombas de infusão por leito.
Com relação aos medicamentos e antibióticos, o que ocorre é permuta corriqueira e natural entre unidades hospitalares.
No mais, não custa lembrar que boa parte dos recursos repassados pelo Estado ao Município é financiada pelo governo federal. E que Natal, afinal, fica no Estado do Rio Grande do Norte. Os natalenses merecem, portanto, o apoio e o respeito do Governo do Estado. Não é favor, é obrigação.

 

 

 

Opinião dos leitores

    1. Se não fosse o governo federal, o RN estava morto com todos os seus cidadãos de bem. Já os corruptos, estavam na mamata.

      O prefeito de Natal salvou a cidade.

  1. Eu pensei que Álvaro fosse um pouco mais competente que isso, até pq ele é médico de formação. Mas o que parece é que ele tem uma má vontade com o governo do estado a ponto de passar por esse papel ridículo de mentir e prejudicar o andamento do bem comum. Lamentável.
    Muito pequena essa atitude, prefeito. Sim, prefeito com p minúsculo!

    1. Fátima GD, o pior Governo que o RN já teve em todo sua história.

      Falta com a verdade, mente descaradamente e tem uma leva de lunáticos sustentados pelo cabide de emprego que não faz nada e só recebe.

  2. Nesta briga politiqueira perde (inclusive a vida) a população de Natal e do Rio Grande do Norte, enquanto os babões de um lado e de outro ficam se atacando e defendendo seus patrões.

  3. Como sempre interesses pessoas acima da coletividade. Desde o início dos tempos foi assim e vai continuar, o pobre e o mais necessitado pagando caro pela ganância e soberba de quem detém o poder. Moramos em um país onde o cidadão não tem valor e o pior, não enxergamos, ao invés de reivindicarmos os nossos direitos, perdemos tempo defendendo esses hipócritas de partidos diversos. Está na hora de deixarmos a cegueira política e ingenuidade de lado. Cortar na própria carne com certeza eles não vão fazer.

  4. Quando esse prefeito vai parar de fazer política e combater o vírus? Esse cidadão só tá pensando em 2022.

    1. Exatamente. E não só ele, Fatão também. Deixa passar essa pandemia e iniciar a campanha ano que vem pra tu ver o derramamento de dinheiro, pagando de salários antecipados, quitação dos atrasados. Política é uma raça que precisa entrar em extinção.

    2. vcs são muito é besta , não só o prefeito está pensando em 2022 , estão pensando todos , o prefeito, a governadora, deputados e até vereadores, se liguem, não tome partido por candidato nenhum, nenhum pensa no povo.

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Saúde

Revista ‘Lancet’ publica estudo revelando resposta imune de até 98,4% para vacina Covaxin


Foto: divulgação

A revista Lancet, uma das mais renomadas no meio médico, publicou os resultados dos estudos clínicos da vacina indiana Covaxin, que recentemente pediu à Anvisa autorização para uso emergencial no Brasil.

De acordo com o estudo feito em 380 voluntários, chegou a 98,4%no 56º dia após a primeira dose ou 28 dias depois da segunda a resposta imune à vacina desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech, que é representado no Brasil pela Precisa Medicamentos. Apesar de não indicar que a eficácia seja nesse patamar, é um ótimo indicativo.

O estudo foi feito no sistema duplo-cego, quando nem o voluntário nem o médico sabe quem recebeu o medicamento e quem recebeu placebo.

Os pesquisadores acompanharam os voluntários durante todo o período e a maior queixa foi de dor no local da injeção, reportada por 7% deles. O sintoma mais frequente foi de febre leve, reportada por 3% dos participantes, e mal-estar, relatado por 2% deles.

O governo federal já encomendou 20 milhões de doses da Covaxin para auxiliar na imunização do país contra a covid-19.

Dirigentes da Precisa vão se reunir com a Anvisa na próxima terça-feira (16) para avaliar a documentação do pedido de uso emergencial.

Opinião dos leitores

    1. Pois é! A pandemia está derrubando até as mecas da Medicina. Primeiro a OMS e agora a Lancet.
      Se não fossem os Drs. com suas observações clínicas…

  1. Çei!!
    A mesma que desacreditou da ivermectina.
    Um pé na frente, outro pra trás.
    É assim que vou pensar a respeito da revista.
    Isso até o amanhã.

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Tecnologia

Chinesa Huawei está descartada para fornecer rede privada de 5G para governo, diz ministro Fábio Faria

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que a chinesa Huawei não poderá fornecer equipamentos para a rede privativa de comunicação do governo. Líder mundial na tecnologia 5G, a empresa tem sido excluída de redes governamentais por diversos países do mundo, disse o ministro. Os produtos da Huawei, no entanto, poderão integrar as futuras redes 5G que atenderão empresas e consumidores brasileiros.

“Hoje a Huawei não está apta a participar da rede privativa do governo”, disse o ministro, em audiência pública sobre o 5G na Câmara dos Deputados. “Já são vários os países que estão fazendo redes privativas e a Huawei não entrou em nenhuma até agora.”

Apesar das pressões norte-americanas sobre diversos países para banir a Huawei das redes 5G, o governo brasileiro decidiu não vetar a companhia, o que somente poderia ser feito por decreto presidencial. Por outro lado, o governo decidiu impor às operadoras, entre as obrigações que elas deverão cumprir no leilão, a construção de uma rede segura de uso exclusivo do governo.

Para fazer esta rede, uma portaria do Ministério das Comunicações estabelece que as teles deverão optar por fornecedores que atendam aos requisitos mínimos de segurança e padrões de governança corporativa exigidos no mercado acionário brasileiro, como regras de governança, transparência e visibilidade sobre as decisões da companhia. Não será obrigatório que as empresas tenham capital aberto.

As exigências levaram a interpretações de que essa alternativa evitou um banimento mais amplo da Huawei nas redes do 5G que serão usadas pela população, como queriam as operadoras e a área econômica do governo, mas impediu que equipamentos da fornecedora sejam utilizados para transportar informações do governo – como desejavam as alas militar e ideológica.

De acordo com o ministro, a restrição não afeta em nada a companhia chinesa, que não teria manifestado interesse em integrar essa rede segura nem em fazer adequações que permitissem sua eventual participação. “Estive na China e eles não têm interesse em fazer a rede privativa do governo”, disse.

Procurada para comentar as declarações do ministro, a Huawei evitou polêmica. “A Huawei está no Brasil há mais de 23 anos, sempre trabalhando com integridade, ética e transparência. Estamos comprometidos com nossos clientes, parceiros e com a transformação digital do País”, disse a empresa.

Faria disse que a finlandesa Nokia tem se especializado nesse tipo de solução para governos e foi a fornecedora escolhida para a rede privativa dos Estados Unidos. Ele disse ainda que a rede segura “não é para o governo Bolsonaro“, mas para o País e para as próximas administrações também.

“Como é comunicação sensível, colocamos pré-requisitos nessa comunicação, como um acordo de acionistas que seja o mesmo do mercado acionário brasileiro”, afirmou o ministro. “É direito do governo escolher que parceiro vai querer”, acrescentou.

Faria disse ainda que as teles manifestaram preocupação com o fato de que a Telebrás poderá operar a rede privativa do governo, pois a estatal teria privilégios e poderia até mesmo vir a concorrer com as teles privadas no mercado.

Ao se referir à rede privativa, a portaria do ministério faz remissão a um decreto que deixa claro que a função de gerenciamento da rede seria da Telebrás, mas o ministro disse que um novo decreto será editado para mudar essa atribuição. O Ministério da Economia também vê com restrições essa possibilidade, pois quer privatizar a estatal.

“Só será a Telebrás em último caso, se não tiver ninguém interessado em operar a rede”, afirmou o ministro. “Quem vai fazer a rede é o setor privado, e quem vai gerir é o privado também.

O Ministério das Comunicações propôs à Anatel que inclua no edital do 5G um teto de R$ 1 bilhão para a construção da rede privativa. A infraestrutura será de fibra óptica e deverá alcançar todo o território nacional onde houver órgãos públicos federais. No caso específico do Distrito Federal, sede do Executivo, as redes deverão ser móveis, e para os outros locais, fixa.

Além dos órgãos públicos, a rede segura deverá atender a todas as atividades de segurança pública, defesa, serviços de socorro e emergência, resposta a desastres e outras atribuições críticas que envolvam comunicação estratégica de Estado. Para isso, ela deverá conter criptografia. Segundo o ministro, os outros poderes, como o Legislativo e o Judiciário, além do Ministério Público, poderão usar a rede do governo caso desejem.

Estadão Conteúdo

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Economia

Governo da Paraíba concede isenção do pagamento da conta de água para bares, restaurantes e 26 mil famílias, por dois meses


Foto: Reprodução / Secretaria de turismo da paraíba

O Governo da Paraíba decretou isenção do pagamento das contas de água para bares, restaurantes, lanchonetes, pizzaria e sorveterias por dois meses (março e abril). A medida também vale para 26 mil famílias cadastradas na Tarifa Social da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba – Cagepa.

A decisão publicada em decreto faz parte de um pacote de 12 medidas sociais para minimizar os efeitos da pandemia de Covid-19 na Paraíba.

As informações foram oficializadas pelo governador João Azevêdo numa transmissão ao vivo pela internet. Na oportunidade, ele garantiu que não haverá lockdown no estado e classificou informações sobre a questão como “fake news”.

Entre as outras medidas anunciadas pelo Governo da Paraíba, e que passam a valer imediatamente, estão a distribuição de 600 mil cestas básicas (100 mil para pessoas em situação de vulnerabilidade social e 500 mil para alunos da rede estadual de ensino), o reajuste de 42% no valor do Cartão Alimentação (que passa a ser de R$ 50 e vai beneficiar 52 mil famílias) e o aumento das refeições nos restaurantes populares (de 184 mil para 276 mil refeições).

A gestão estadual ainda vai adquirir 500 toneladas de alimentos e 60 toneladas de peixe da Agricultura Familiar que serão distribuídas com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Todas essas medidas têm efetividade por dois meses.

Confira as 12 medidas:

– Distribuição de 100 mil cestas básicas com pessoas em condição de vulnerabilidade social e segmentos mais afetados pela crise

– Distribuição de 500 mil cestas básicas para os alunos da rede pública estadual nos meses de março e abril

– Duplicação da destinação de recursos das ações do Projeto Acolher para atender as necessidades de custeio das Instituições de Longa Permanência para Idosos

– Ampliação do atendimento dos Restaurantes Populares com aumento de 50% no número de refeições diárias fornecidas pelo prazo de dois meses

– Aquisição e distribuição de 60 toneladas de peixes destinadas ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social

– Aquisição de 500 toneladas de alimentos aos produtores da Agricultura Familiar para distribuição às pessoas em situação de vulnerabilidade social

– Ampliação das ações de assistência social e segurança alimentar voltadas à população em situação de rua, com aumento de 50% no número de refeições diárias fornecidas

– Reajustar em 42% o valor do Cartão Alimentação, passando para R$ 50 para as atuais 52 mil famílias beneficiárias do programa por dois meses

– Manutenção de parcelamento dos débitos do ICMS em até 60 meses, nos termos de legislação específica

– Suspensão do corte de água, pela Cagepa, por atraso de pagamento da cobrança de tarifa para consumidores residenciais, com consumo de até 10 metros cúbicos, por mês, pelo prazo de 60 dias

– Isenção do pagamento das contas de água de 26.000 famílias cadastradas na Tarifa Social junto à Cagepa, durante os meses de março e abril de 2021

– Isenção do pagamento das contas de água de bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes e sorveterias, cadastradas junto à Cagepa na razão social da empresa, durante os meses de março e abril de 2021

Com informações de G1-PB

Opinião dos leitores

  1. A Paraíba está muito na frente do RN!!! Já estão vacinando os idosos com 74 anos. Aqui é uma verdadeira desorganização e falta de respeito. O prefeito, a governadora, o secretário de saúde do estado e município tomaram a vacina??? Qual a idade deles?? Vamos atrás de uma solução pros idosos acamados. MP cadê vc????

  2. Parece que tem governador fazendo o dever de casa, vamos esperar acções concretas da nossa Fatao.

    1. BG.
      A caern pode também fazer isto, além do mais o seu presidente e os diretores pelo que foi divulgado alguns meses atrás na imprensa, ganham mais do que o Presidente da Petrobras.

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Política

Câmara aprova admissibilidade da PEC emergencial

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (9) a admissibilidade da PEC (proposta de emenda à Constituição) 186 de 2019, conhecida como PEC emergencial.

Foram 366 votos a 118, e 2 abstenções . Propostas de emenda à Constituição precisam de 3/5 dos votos para ter o mérito aprovado. A admissibilidade, porém, pode ser pela maioria dos deputados presentes na votação. O placar indica que os apoiadores do projeto estão mobilizados.

A proposta tem mecanismos de contenção de gastos públicos e autoriza o governo a gastar R$ 44 bilhões com uma nova versão do auxílio emergencial.

O benefício deve consistir em 4 parcelas de R$ 250, em média, pagas a trabalhadores informais afetados pela pandemia. O projeto autoriza o governo a aumentar sua dívida para bancar o auxílio emergencial.

A expectativa era que o mérito fosse votado na 4ª feira (10.mar.2021), mas quando este texto foi publicado a sessão ainda estavam em andamento. Se a Câmara aprovar a proposta sem alterações, o texto poderá ser promulgado. O Senado já o aprovou.

O relator na Câmara, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), anunciou na tarde desta 3ª feira que proporia ao plenário da Casa a aprovação da proposta da forma como foi elaborada pelo Senado.

Houve pesado lobby para beneficiar agentes de segurança na votação da PEC. O próprio presidente Jair Bolsonaro chegou a defender alterações, desde que não atrasassem a tramitação do projeto.

A proposta, porém, foi amarrada pelo Senado de uma forma que tornou impossível abrir excessões para apenas uma categoria sem que os senadores precisassem analisar o projeto de novo depois de alterado pelos deputados.

Daniel Freitas, então, sugeriu a líderes usar emendas supressivas para suavizar os mecanismos da PEC emergencial que prefeitos, governadores e o presidente da República podem usar para conter gastos com servidores.

Emendas supressivas retirariam trechos do projeto do Senado. As partes que tivessem aprovação das duas Casas poderiam ser promulgadas. O problema é que concessões feitas por esse método beneficiariam todos os servidores, consumindo o potencial de contenção de despesas do projeto.

A ideia foi descartada. A decisão de manter o texto foi tomada em reunião de líderes da na Casa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na manhã desta 3ª feira. Depois, Lira e o relator foram ao Palácio do Planalto. Relataram a Bolsonaro que não haveria brechas para os agentes de segurança.

O Poder360 apurou que quem havia convencido o presidente Jair Bolsonaro a aceitar blindar os agentes de segurança na PEC emergencial tinha sido o líder do PSL, Major Vitor Hugo (GO). Ele é próximo do presidente da República. Os agentes de segurança são uma das principais bases políticas do bolsonarismo.

Integrantes da equipe econômica ficaram revoltados com Vitor Hugo. Diziam, reservadamente, que ele tinha vendido a Bolsonaro a ideia de que era necessária essa desidratação no projeto para a PEC ser aprovada.

A admissibilidade é um estágio da tramitação em que são analisados aspectos formais. Por exemplo, se o projeto não vai contra alguma cláusula pétrea da Constituição.

Normalmente esse procedimento é feito na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Os colegiados, porém, ainda não estão funcionando. O martelo sobre quais partidos ficariam com as presidências de quais comissões foi batido mais cedo nesta 3ª.

Há pressa para aprovar a PEC porque ela viabiliza o pagamento da nova edição do auxílio emergencial. Arthur Lira deu uma tramitação expressa à proposta, votando a parte da CCJ diretamente no plenário.

Para ter o mérito aprovado a proposta precisará ter ao menos 308 votos dos 513 deputados em 2 turnos.

Conheça o texto

A proposta autoriza o uso de superávit de fundos públicos para pagar dívida pública. Os Estados e o Distrito Federal ganham mais 5 anos para pagar precatórios, dívidas originadas de decisões judiciais.

Do jeito que está hoje, a PEC permite que Estados, municípios e a União estanquem o aumento de alguns gastos nas seguintes situações:

despesas correntes  – quando ultrapassam 95% das receitas;

regime extraordinário – quando é acionado o regime extraordinário fiscal em situações de calamidade, necessário para financiar a nova versão do auxílio emergencial.

As travas disponíveis para os gestores nesses casos podem impedir contratações, aumentos de salários, promoções e progressões funcionais de servidores, entre outros mecanismos.

O projeto também exige que o governo reduza gastos tributários em 8 anos. Gastos tributários são despesas indiretas causadas, por exemplo, pela concessão de benefícios fiscais.

A ideia inicial do Executivo para essa PEC era que ela permitisse cortes de gastos, não apenas contenção. Houve desidratação. Para ser votado no Senado, ainda, foi adicionado ao projeto o conteúdo de outras duas PECs

187 de 2019 – que facilitava o remanejamento de recursos de fundos públicos;

188 de 2019 – que alterava a divisão de recursos entre União, Estados e municípios.

Poder 360

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Judiciário

Gilmar Mendes estipula multa de R$ 200 mil a Moro: “Erro inescusável”


Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em seu voto que o ex-juiz Sergio Moro pague ao menos R$ 200 mil de custas processuais pela sua condução do caso do tríplex do Guarujá envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o magistrado, Moro cometeu um “erro inescusável”.

“Ficarão nulos os atos do processo principal, pagando o juiz as custas do caso de erro inescusável. Rejeitada [a sentença], evidenciando a malícia do incipiente, a este será imputada a multa de R$ 200 mil a 2 contos de réis”, disse Gilmar Mendes, ao votar pela suspeição de Moro.

Com duras críticas ao ex-ministro da Justiça e aos procuradores da Operação Lava Jato, o magistrado entendeu que houve prejuízos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos processos da força-tarefa.

“Maior escândalo da história da Justiça Federal no Brasil”, declarou Gilmar, ao avaliar as ações da Lava Jato.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Não tenho a menor dúvida de que a aplicação da multa aplicada por Gilmar Mendes a Moro, por infundado “erro inescusável” no processo de LuLa, não teve como objetivo penalizar Moro, mas sim gerar temor em todos os juízes que ousem processar apadrinhados de quaisquer dos onze “deuses” do Supremo, que a partir de agora, às escancaras, fará reinar a impunidade absoluta àqueles que lhe são próximos.

    Por oportuno, “erro inescusável” foi sim o de Gilmar, em acolher em sede de Habeas Corpus, que não comporta exame de provas, matéria que somente poderia ter sido tratada através do expediente próprio, qual seja, a Exceção de Suspeição.

    Até quando vamos ter que suportar cenas vergonhosas como protagonizadas por esses “deuses”?

    1. Seu comentário é perfeito. Parabéns. É estranho que esse senhor GM resolveu "virar a casaca" contra a Operação Lava Jato justamente quando a operação estava investigando certa figuras do PSDB. Muito estranho.

    2. Perfeito! O que o "supremo" tá fazendo é pedagógico; mostrar aos juízes e promotores que "pensam" em "pegar" criminosos de colarinho que o "sistema", aquele lá do Filme Tropa de Elite "é foda e continua foda"! Não ouse investigar esse tipo de criminoso…o sistema processual brasileiro, se houver muita "boa vontade" dos juízes, sobretudo os dos tribunais, vai dar para esse tipo de criminoso duas "penas": prisão domiciliar…curtindo nas mansões construídas com dinheiro público roubado ou "prescrição"…só burro não vê…Brasil já deu

  2. Estamos caminhando para o abismo. As consequências virão e serão amargas. Um dia essas aberrações desse STF serão contidas pelos verdadeiros patriotas desse país.

    1. Já fumou a bosta de burro hoje ? Delira mais bobão , o leproso 9dedos vai voltar pra cadeia, quem viver verá !

  3. O poste agora vai mijar no cachorro. Como já se imaginava todo o produto dos roubos serão devolvidos aos ladrões que ainda cobrarão juros e correção por terem sidos incomodados qdo realizavam suas falcatruas. Critiquei muito os militares qdo derrubaram o governo em 64, mas pelo jeito o temor deles tinham fundamentos. Nosso país é uma vergonha para o mundo civilizado.

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Saúde

Brasil registra mais de 9,8 milhões de curados da Covid-19


Foto: reprodução/Facebook

O Brasil registrou nesta terça-feira (9) mais 60.898 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 9.843.218 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas já representa 88,5% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil é mais de nove vezes superior ao número de casos ativos (1.010.841), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que pelo menos 93,8 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.

Opinião dos leitores

  1. Esse número de curados é relativo, já que é possível uma reinfecção. Melhor focar nas medidas para acelerar a vacinação e na conscientização de todos em não se aglomerar e uso de máscara. Ah, já ia esquecendo, fora Bozo!!

  2. Respondendo ao MANÉ!
    Sugiro que você se atualize, em primeiro lugar, a pandemia na África nao está controlada, segundo da dos da OMS, em segundo lugar, o remédio que vc usa pra matar PIOLHO, não é e nem foi eficaz para controlar a pandemia nem na África, nem em canto nenhum do mundo.

    1. Respondendo a sua pergunta, é Imensurável!!.
      Não tem como contar.
      Ja por falta de leitos , respiradores e ventiladores pulmonar, o percentual é grande tambem!
      É imensurável só que é possível contar, com muita clareza.
      Satisfeito?
      Enorme!

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Economia

Empresas podem pedir aumento de carência para pagar Pronampe; Prazo foi estendido de oito para 11 meses

O Ministério da Economia informou hoje (9) que os bancos poderão estender o prazo de carência de pagamento do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) de oito para 11 meses. A mudança no texto do regulamento foi aprovada pela assembleia de cotistas do Fundo de Garantia de Operações (FGO), realizada ontem (8).

De acordo com a pasta, a ata da reunião será publicada ainda nesta terça-feira (9) e, na sequência, ocorrerá o envio de um comunicado oficial aos bancos.

As empresas que desejarem prorrogar a carência da linha do Pronampe devem procurar as instituições financeiras com as quais firmaram os contratos de crédito. Segundo a Economia, a mudança no prazo da carência não necessita de aprovação no Congresso, porque o trecho foi vetado na lei que institui o programa e reajustado no regulamento do FGO.

O programa

O Pronampe foi criado em maio do ano passado pelo governo federal para auxiliar financeiramente os pequenos negócios e, ao mesmo tempo, manter empregos durante a pandemia de covid-19. As empresas beneficiadas assumiram o compromisso de preservar o número de funcionários e puderam utilizar os recursos para financiar a atividade empresarial, como investimentos e capital de giro para despesas operacionais.

De acordo com o Ministério da Economia, o programa disponibilizou mais de R$ 37 bilhões em financiamentos para quase 520 mil micro e pequenos empreendedores.

“Originalmente, o Pronampe permitiu que o empreendedor tomasse até 30% do seu faturamento anual em empréstimos com as seguintes condições: prazo de pagamento de 36 meses, carência de até oito meses e taxa de juros de, no máximo, Selic + 1,25%. As instituições financeiras que aderiram ao Programa puderam requerer a garantia do Fundo Garantidor de Operação (FGO), regido pela Lei nº 12.087/2009, em até 100% do valor da operação”, informou a pasta.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

    1. Precisa a prefeitura do Natal fazer alguma coisa nessa direção.
      Quem sabe no ISS.
      Aí fatão copia.

  1. BG, O PERCENTUAL DE EMPRESAS COMTEMPLADAS POR ESSE PROGRAMA FOI MUITO BAIXO EM RELAÇÃO A NOSSA ATIVIDADE RESTAURANTE QUE É UMA DAS MAIS ATINGIDA PELA PANDEMIA, CASO NÃO TENHA ASSISTÊNCIA DE ALGUM PROGRAMA NESSE SENTIDO TODA A ATIVIDADE DE RESTAURANTE FICARÁ EM UMA SITUAÇÃO MUITO DELICADA, JÁ OUVÍ VC FALAR SOBRE ESSE ASSUNTO NO JORNAL DE MEIO DIA, MAS ATÉ AGORA NÃO TEMOS NENHUMA POSIÇÃO DE NUNHUM GOVERNANTE(ESTADUAL-AGN OU FEDERAL-MINISTERIO DA ECONOMIA), LAMENTAVÉL. JEAN REGIO – RESTAURANTE VENEZA GRILL ALECRIM

  2. As pequenas e médias empresas do RN estão aguardando 50% de desconto no ICMS durante seis meses após o retorno normal das atividades. Seria o justo!

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Política

‘Stalking’: Senado tipifica perseguição obsessiva como crime e prevê reclusão e multa


Foto: Marcello Casal / Paulo Cappelli

O Senado aprovou em sessão remota nesta terça-feira (9), por 74 votos a 0, o projeto que inclui no Código Penal o crime de perseguição – que consiste em seguir alguém reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando a integridade física ou psicológica da vítima ou invadindo sua liberdade ou privacidade.

O texto tipifica a prática conhecida como “stalking” e define pena de reclusão de seis meses a dois anos e pagamento de multa para quem for condenado. A proposta, que já havia passado pela Câmara, vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O projeto, de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF), foi aprovado em sessão dedicada à pauta feminina em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado na segunda-feira (8). Os senadores também analisaram outras propostas de ampliação de direitos e de proteção às mulheres

O texto que tipifica o crime de “stalking” também diz que incorrerá na prática quem perseguir reiteradamente a vítima, restringindo sua capacidade de locomoção.

A pena de reclusão será aumentada em metade caso o crime seja cometido:

– contra criança, adolescente ou idoso;

– contra mulher por razões da condição do sexo feminino;

– por duas ou mais pessoas, ou

– com o emprego de arma.

Relator da proposta, o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) destacou que a prática do “stalking” já é crime em países como França, Itália, Alemanha, Índia, Holanda e Portugal.

“O novo tipo penal proposto supre uma lacuna em nossa legislação penal, que, embora criminalize o constrangimento ilegal e preveja como contravenção penal as condutas de perturbação do sossego alheio e perturbação da tranquilidade, não trata da perseguição reiterada”, disse o parlamentar no relatório.

A pena de reclusão é reservada a condenações mais severas. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirmou que a pessoa que cometer o crime não será necessariamente presa, mas disse que é importante acrescentar o crime à lista do Código Penal.

“Para se chegar a uma sentença penal condenatória em que se aplique uma pena, seja de um, seja de seis meses, seja de dois, seja de três, o regime não será necessariamente o fechado, salvo alguma excepcionalidade muito grave. Mas, evidentemente, a previsão desse tipo de situação no Código Penal como um crime autônomo ao crime de ameaça, fazendo prever isso como um crime que pode ser punido […] já é um grande avanço”, afirmou Pacheco, que é advogado criminalista.

A prática de “stalking” ocorre em cenários de relacionamentos abusivos e de violência doméstica. O agressor pode, por exemplo, monitorar as atividades e a rotina da vítima, por meio das suas redes sociais, e usar essas informações com objetivo de intimidá-la.

A legislação atual já penaliza o ato de perturbação da tranquilidade. A Lei Maria da Penha também prevê medidas protetivas, para proteger as vítimas, em caso de violência psicológica.

Quando o projeto passou pela Câmara, os deputados estabeleceram a pena de reclusão de um a quatro anos, além do pagamento de multa. Mas os senadores consideraram a punição desproporcional em relação à prevista para outros crimes e decidiram fixar a punição em reclusão de seis meses a dois anos, ou seja, menor.

G1

Opinião dos leitores

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