Jornalismo

Secretaria de Saúde já registrou 91 notificações de casos de dengue no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através de sua área técnica de vigilância da influenza e doenças agudas respiratórias, divulgou nesta terça-feira (5) a situação epidemiológica do vírus influenza A (H1N1) no Rio Grande do Norte.

Desde o início do ano até o último dia 2 de junho, foram recebidas 91 notificações para H1N1, sendo 10 casos confirmados (com um óbito registrado) e 61 casos descartados. O caso confirmado mais recente foi de uma criança de um ano de idade, residente em Natal, hospitalizada no dia 16 de abril. A criança recebeu alta no dia 7 de maio e passa bem.

Stella Leal, responsável pela vigilância da influenza na Sesap, afirma que é preciso intensificar a vigilância das crianças hospitalizadas com sinais de gripe, já que dos dez casos confirmados para H1N1, sete foram em crianças menores de 14 anos.

O alerta para os profissionais de saúde é para que, diante de casos hospitalizados com febre acima de 38 °C, tosse ou dor de garganta e dispnéia, acompanhada ou não de manifestações gastrointestinais, seja solicitada a coleta de secreção, preferencialmente, até o 7° dia do início dos sintomas.

Lavar as mãos com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal, além de não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca são as principais medidas de prevenção.

Opinião dos leitores

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Cultura

Potiguares apresentarão a cultura potiguar em Cuba e Portugal

Artistas, pesquisadores e gestores da cultura potiguar estarão presentes em eventos nacionais e internacionais durante este mês de junho, com o apoio do Governo do RN/ Fundação José Augusto. Estudos, trabalhos e produção serão apresentados.

Cuba

Geraldo Cavalcante e Guaraci Gabriel participam em Havana, Cuba, no período de 16 de maio a 16 de junho da Bienal de Cinema de Havana. Na mostra, produzida pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica, realizada de 01 a 4 de junho, os produtores cinematográficos vão apresentar 8 filmes realizados no RN :

 “Lendas do Catu”, produzido em Goianinha; “Os Causos de Tomás Cabe” de São Tomé, “Belíssima”, trabalho dos produtores de Caicó; “O Retorno”, trabalho dos artistas de Jardim do Seridó; “Esquizofrenia”, produzido em São José do Mipibu; “O Pacto”, que contou com o apoio da Prefeitura de Serra Negra do Norte; “Em família” envolveu artistas e produtores de São José de Campestre, São Gonçalo do Amarante e Macaíba; e, as “As Marias”, que envolveu equipes de Santana dos Matos, Areia Branca e Natal.

Além de participarem da Mostra será entregue ao governo cubano os trabalhos da Escola Fidel Castro de Canguaretama e da Escola José Martim de Santa Fé, Cuba, que destacam o líder Fidel Castro. Na agenda de Geraldo e Guaraci, constam contatos com a Escola de Cinema de Santo Antonio de los Banos com o objetivo de estabelecer parcerias na área de cinema entre o Governo do Estado e Cuba.

Portugal

O fotógrafo norte riograndense Teotônio Roque participa em Serpa, Portugal, da IX Edição de Encontros de Cultura realizado pelo Centro Internacional de Música e Dança do Mundo Ibérico – MUSIIBERIA, que se realiza no período de 7 a 17 de junho. Teotônio participa com fotografias de uma exposição coletiva de fotógrafos de origem latina e deverá negociar com os organizadores do encontro a vinda da exposição para o Estado.

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Educação

Mineiro critica governo por retirar reajuste dos professores

A suspensão do reajuste salarial dos professores da rede estadual de ensino, implantada em abril, mas retirada no pagamento de maio para alguns servidores, foi questionada pelo deputado Fernando Mineiro (PT). O deputado disse que antes da sessão plenária de hoje (5) foi procurado por diversos professores que se sentiram prejudicados com a medida.

No mês anterior, o governo implantou o piso nacional do Magistério, mas em maio, o reajuste foi retirado do contracheque daqueles que estão à disposição de entidades filantrópicas, como a APAE, Clínica Heitor Carrilho, que atende mais de 500 crianças, o Instituto de Cegos, Adote, entre outras. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTE/RN, emitiu nota afirmando que irá manter audiência na Secretaria de Educação para maiores esclarecimentos. “O governo não apenas suspendeu o reajuste, mas retirou esse mês”, afirmou.

As instituições citadas por Mineiro, além de outras em praticamente todo o RN, mantém convênio com o governo do Estado, que tem o compromisso de ceder professores e demais servidores para que as entidades se mantenham funcionando. “Fui procurado por uma professora com mais de vinte e cinco anos de atuação que teve mais da metade do salário retirado esse mês”, disse o deputado.

Concurso

Mineiro também cobrou a sequência ao concurso da Polícia Militar, para que convoque os aprovados. “A justiça já se mostrou favorável e agora espero que o governo não recorra, porque já foi notificado”, disse o parlamentar.

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Polícia

FOTOS Exclusivas: Quadrilha exploda Banco do Brasil em São José do Campestre

Por volta das três horas da manhã uma quadrilha em um Uno Preto trouxe terror a São José do Campestre.

Eles invadiram o Banco do Brasil da cidade e explodiram literalmente toda a agência no intuito de roubar os dinheiros dos caixas eletrônicos, apesar de terem conseguido explodir os caixas, a ação dos marginais não teve êxito, uma vez que o dinheiro não foi roubado.

 

 

 

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Jornalismo

Bandidos fazem onze reféns durante assalto aos Correios no interior

Notícia trágica que reflete bem a situação da segurança no Estado acaba de ser publicada no portal DN Online. Confira:

A agência dos Correios da cidade de Lagoa dos Velhos, distante 80 quilômetros de Natal, foi assalta no início da tarde desta segunda-feira (04). Onze pessoas, sendo dias crianças, foram feitas reféns durante a ação dos bandidos, que estavam armados com pistolas. Os ladrões fugiram em um Corolla prata.

Inácio José Alves, que estava na agência no momento do assalto, contou ao DN ONline que um homem entrou no local pedindo informação sobre uma farmárcia. Um dos clientes deu a resposta, indicando onde tinha uma farmácia e o horário de funcionamento. Em seguida, o bandido sacou a arma e anunciou o assalto. Outros dois bandidos armados entraram no local para dar suporte. Eles mandaram todo mundo ficar sentados, em silêncio, em quanto o funcionário do local abria o cofre.

Ainda segundo Inácio José, um quarto bandido ficou dando apoio, em frente a agência, em um Corolla. Ele teria ligado para um dos homens dentro da agência, perguntando se a ação iria demorar. Inácio escutou quando o bandido respondeu que faltavam quatro minutos para o cofre abrir.

A quadrilha levou todo o dinheiro da agência e prendeu os reféns na sala onde fica armazenado o cofre. “Eles disseram que não queriam o nosso dinheiro. Queriam apenas o dinheiro do governo. Eles também levaram o CPU, onde tinham as imagens de segurança, e os chips dos celulares”, disse.

Uma pessoa, que estava com o celular no modo silencioso, e não entregou para que fosse retirado o chip, conseguiu acionar a polícia.

Inácio José ressaltou que os ladrões fizeram ameaças durante toda a ação. Eles estavam bem vestidos e aparentavam ter entre 25 e 35 anos.

Os bandidos fugiram em direção ao município de São Paulo do Potengi.

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Educação

Rio Grande do Norte não cumpriu regra de investimento mínimo em educação

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

A Constituição Federal determina que estados e municípios devem investir em educação pelo menos 25% de sua arrecadação com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Levantamento feito por meio do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) mostra que em 2010 pelo menos dois estados e 52 municípios não cumpriram a regra. Eles aplicaram percentuais inferiores ao que estabelece a lei. Há ainda 60 cidades que não informaram os dados ao sistema, administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e que também são consideradas em situação irregular. Os dados de 2011 ainda não foram consolidados.

Na lista dos estados que não cumpriram o mínimo em 2010 estão o Rio Grande do Sul e o Rio Grande do Norte. De acordo com a secretária de Educação do Rio Grande do Norte, Betania Ramalho, até a gestão anterior os gastos com aposentados eram computados no cálculo feito pelo estado, o que não é permitido pelas regras do Siope. Por isso, em 2010 o patamar de investimento ficou em 22,4%. “A partir de 2011, nós desagregamos esses dados e identificamos que isso feria uma demanda da Constituição. Neste ano, já estamos retirando os aposentados do cálculo, mas isso será feito em escalonamento”, explicou a secretária.

O Rio Grande do Sul foi o estado que aplicou o menor percentual em educação em 2010: 19,7%. O secretário de Educação, Jose Clovis de Azevedo, culpa o governo anterior. Segundo ele, houve um decréscimo dos investimentos na área entre 2008 e 2010. “Em 2011, já sabemos que investimos 28%, recuperando um pouco a perda. Certamente em 2012 o investimento será ainda maior”, disse. A conta que o estado gaúcho fez para 2011, entretanto, inclui os gastos com aposentadoria que não são contabilizados pelo Siope. De acordo com Azevedo essa metodologia é aceita pelo Tribunal de Contas do estado. Em outras unidades da Federação também há divergência sobre a inclusão dos aposentados no cálculo e não há um entendimento comum sobre a regra, apesar de o governo federal não considerar esse gasto um investimento direto em educação.

Para a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, as 52 cidades que não investiram o mínimo constitucional nas suas redes de ensino representam um número pequeno se for considerado o total de prefeituras no país: 5.565. Ela avalia, entretanto, que o problema não pode ser desprezado. “O percentual é pequeno, mas para as crianças desse município [que investiu menos] significa muito. A nossa maior preocupação é que as crianças não podem dar a sorte ou o azar de nascer em um município onde o gestor se preocupa mais ou menos com educação; A vinculação é necessária e precisa ser cumprida”, defende.

Para Cleuza, o problema ocorre, em muitos casos, pela má gestão do dinheiro. A maioria dos secretários de Educação não é o gestor pleno dos recursos para a área, que acabam administrados pelas secretarias de Finanças ou Planejamento. Dessa forma, é mais difícil ter um controle rigoroso do que é aplicado. “Com isso, o grau e a importância [dos recursos da educação] se diluem na administração pública”.

Na lista dos municípios “inadimplentes”, a maioria é do Rio Grande do Sul (nove), Paraná (sete), de Minas Gerais (sete) e São Paulo (seis). O restante das prefeituras que não cumpriram a regra é do Acre, de Alagoas, do Amazonas, Amapá, da Bahia, do Ceará, Espírito Santo, de Goiás, do Maranhão, Pará, de Pernambuco, do Piauí, Rio de Janeiro, de Roraima e Sergipe.

As informações incluídas pela prefeitura ou pelo verno estadual no Siope são declaratórias e a veracidade dos dados é de responsabilidade do ente federado. Quando o FNDE detecta que um município aplicou menos do que determina a Constituição, as informações são automaticamente enviadas ao Ministério Público Federal (MPF) que as encaminha a um promotor de justiça do estado. “O governo municipal ou estadual terá a chance de se defender e pode ser aberto um inquérito civil público”, explica o coordenador do Siope, Paulo Cesar Malheiros. O ente federado também pode ficar impossibilitado de receber recursos de transferências voluntárias do governo federal.

Veja o percentual de investimento em educação de cada estado em 2010

Acre – 26,21%

Alagoas – 25,61%

Amapá- 32,04%

Amazonas – 25,78%

Bahia – 26,28%

Ceará – 29,20%

Distrito Federal – 29,28%

Espírito Santo – 30,57¨%

Goiás – 27,48%

Maranhão – 26,72%

Mato Grosso – 26,01%

Mato Grosso do Sul – 32,51%

Minas Gerais – 27,25%

Pará – 25,33%

Paraíba – 26,54%

Paraná – 31,79%

Pernambuco – 26,45%

Piauí – 27,27%

Rio de Janeiro – 27,17%

Rio Grande do Norte – 22,40%

Rio Grande do Sul – 19,70%

Rondônia – 26,21%

Roraima – 25,65%

São Paulo – 30,18%

Santa Catarina – 26,19%

Sergipe – 28,31%

Tocantins – 25,90%

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Economia

Ritmo de consumo cresce no RN mais rápido que no país

O potencial de consumo no Rio Grande do Norte cresce acima da média nacional. À exemplo da previsão de despesas com viagens, outros 20 itens analisados pelo Índice de Potencial de Consumo (IPC Maps 2012) tiveram incremento na previsão para 2012 em comparação com os gastos em 2010. O consumo global dos potiguares deverá chegar a R$ 34,411 bilhões este ano, de acordo com IPC Maps.

Os itens que mais cresceram no Estado, neste período, foram o potencial de consumo com viagens (45,5%), gastos com veículo próprio (38,4%) e comer fora de casa (29%). Na média nacional, a variação nos mesmos itens, nos últimos dois anos, foi de 25%, 22% e 19%, respectivamente. Com a melhoria no poder aquisitivo, se criam hábitos de consumo diferentes, explica o coordenador da pesquisa Marcos Pazzini. “Há uma maior folga no orçamento para realizar sonhos, como viajar, trocar ou comprar um carro, que antes não era feito. Isso gera um deslocamento das despesas para bens que não são de primeira necessidade”, analisa.

A justificativa apontada pelo estudo é que no Rio Grande do Norte, a saída de domicílios das faixas de menor renda para as maiores ocorrem de forma mais intensa. “Isso causou um dinamismo no potencial de consumo em todas áreas maior que o verificado na média do país”, analisa. A tendência, segundo Pazzine, é de manutenção desse crescimento puxado pelo cenário econômico  favorável, oferta de emprego em alta e queda das taxas de juros.

O calculo do potencial consumo analisa o PIB Nacional, com base nos dados de 2011, divulgados em março pelo IBGE, sob a ótica do consumo final das famílias. Ou seja, quanto a população usou de dinheiro para viver no Brasil no último ano. Com isso é feita a projeção para 2012 levando em consideração a expectativa de crescimento da economia e a taxa de inflação para o período. O resultado considera ainda a quantidade de domicílio por classe econômica na área urbana e na área rural de cada município além de  Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE.

Fonte: Tribuna do Norte

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Jornalismo

Problemas que levaram a pane elétrica no Giselda Trigueiro eram de conhecimento das autoridades

Essa notícia é reflexo do descaso com a coisa pública. Ontem, todo mundo tomou ciência da pane elétrica que atinge do Hospital Giselda Trigueiro, mas o que pouca gente sabe é que o caso era de conhecimento das autoridades através delatórios elaborados por profissionais da saúde. Confiram a matéria da Tribuna do Norte assinada pela repórter Sara Vasconcelos.

A sobrecarga no sistema elétrico que culminou na interdição da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Giselda Trigueiro (HGT), no dia 18 de maio, já vinha sendo denunciada, nos últimos seis meses. Profissionais de saúde montaram um relatório com fotos que foi encaminhado à direção do Hospital, antes mesmo da pane. Problemas nas instalações elétricas e hidráulicas, rachaduras no teto e  paredes foram responsável pela inutilização do espaço que possui sete leitos. Há 17 dias, os leitos foram transferidos para o Hospital Ruy Pereira. Nos últimos meses, revela o infectologista da unidade Roberto Medeiros, os defeitos nas instalação elétricas e hidráulicas resultaram na perda de 20 bombas de infusão – usadas para injetar medicação dos pacientes -, além de aparelhos de ventilação mecânica, usados para manter pacientes respirando, e duas máquinas de hemodiálise. Sem estes a reativação do setor continua sem previsão, apesar do restabelecimento da rede elétrica, por meio de gambiarra.

“Há cerca de dois anos que a nossa equipe médica vem denunciando as péssimas condições de trabalho daquela UTI e a medida tomada foi a remoção para instalações também precárias, No (hospital Ruy Pereira”, denuncia o médico.

O relatório do UTI aponta desde deficiência de pessoal, problemas na infraestrutura como buracos no piso, vazamento de água dos aparelhos de ar condicionado nas paredes dos leitos, inclusive por cima das tomadas. A rede de gases acumula umidade e expele água para dentro dos respiradores. Além de dificuldade dos meios de diagnósticos para as doenças que tratamos. “É triste constatar como cena banal na UTI a chegada de pacientes que estão internados no Hospital há mais de um mês esperando para realizar uma tomografia, ressonância magnética ou ecocardiograma, dentro dos misturadores ar/oxigênio (blenders) dos ventiladores”, diz o texto.

O chefe da divisão dos Serviços Gerais do Giselda Trigueiro, Antonio Marinho confirmava à TRIBUNA DO NORTE, de ontem, que a direção do hospital e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) estavam cientes do risco de pane elétrica na UTI. A justiça deu prazo de 120 dias para que a Sesap conclua reformas na unidade, contudo, a direção não soube informar se a UTI seria reformada neste período.

Reabertura depende de equipamentos

O secretário estadual de comunicação Alexandre Mulatinho explicou que a reabertura da da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Giselda Trigueiro (HGT) depende da recuperação dos equipamentos danificados com a sobrecarga elétrica. Para isso, será realizada uma nova vistoria técnica nesta segunda-feira, dia 4, para avaliar os danos causados ao maquinário, além de um processo para tomada de preço. O secretário não antecipou qual será o processo de compra, por não estar definido a demanda de fornecedores. O trâmite entre avaliação, aquisição e entrega dos equipamentos é estimada em até 30 dias.

Na última quarta-feira, uma equipe de técnicos do departamento de engenharia das  secretarias de Estado da Infraestrutura (SIN) e Saúde Pública (Sesap) visitaram a unidade e a rede foi restabelecida. De acordo com Alexandre Mulatinho, o relatório não apontou os problemas nas instalações elétricas como causa da interdição da UTI, mas infiltrações no aparelhos de ar condicionado que passarão por manutenção. Nos próximos 120 dias, o governo deverá investir R$ 7 milhões na recuperação de hospitais, como o Giselda Trigueiro, Santa Catarina e João Machado, em Natal, além do hospital Alfredo mesquita, em macaíba, e Rafael Fernandes, em Mossoró.

O secretário estadual de comunicação Alexandre Mulatinho explicou que a reabertura da da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Giselda Trigueiro (HGT) depende da recuperação dos equipamentos danificados com a sobrecarga elétrica. Para isso, será realizada uma nova vistoria técnica nesta segunda-feira, dia 4, para avaliar os danos causados ao maquinário, além de um processo para tomada de preço. O secretário não antecipou qual será o processo de compra, por não estar definido a demanda de fornecedores. O trâmite entre avaliação, aquisição e entrega dos equipamentos é estimada em até 30 dias.

Na última quarta-feira, uma equipe de técnicos do departamento de engenharia das  secretarias de Estado da Infraestrutura (SIN) e Saúde Pública (Sesap) visitaram a unidade e a rede foi restabelecida. De acordo com Alexandre Mulatinho, o relatório não apontou os problemas nas instalações elétricas como causa da interdição da UTI, mas infiltrações no aparelhos de ar condicionado que passarão por manutenção. Nos próximos 120 dias, o governo deverá investir R$ 7 milhões na recuperação de hospitais, como o Giselda Trigueiro, Santa Catarina e João Machado, em Natal, além do hospital Alfredo mesquita, em macaíba, e Rafael Fernandes, em Mossoró.

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Judiciário

Presidente do TJ/RN contesta super-salários no Tribunal

A Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargadora Judite Nunes, contestou a afirmação veiculada nos meios de comunicação acerca de “supersalários” que estariam sendo pagos pelo Tribunal de Justiça, em decorrência da ausência de fixação do teto constitucional.

Afirma a Presidente que “o teto remuneratório existe sim, está previsto na Constituição e a sua regulamentação, para o Poder Judiciário de todo o país, se dá de forma detalhada pela Resolução nº 13 do CNJ e nós estamos observando rigorosamente tais normas”.

Segundo a Presidente, é preciso se tomar sempre o cuidado de observar, ao analisar qualquer contracheque, se ali não consta alguma verba expressamente excluída do teto constitucional, como o pagamento de dívida atrasada ou verbas indenizatórias, e que poderão aparentar que o teto foi ultrapassado. Também se deve observar que muitas vezes o valor que ultrapassa o teto é bruto e sobre ele incide o redutor, o chamado “abate-teto”, de forma à reduzi-lo ao limite constitucional.

Informou a Presidente, ainda, que dentro de sua função de fiscalização, determinou, no ano passado, a realização de auditoria na folha de pagamento do Tribunal de Justiça, destinada a averiguar, dentre outras questões, a observância do teto constitucional para a remuneração no serviço público. Tal auditoria foi realizada pelo Controle Interno do Tribunal, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça, tendo, a equipe de auditores, recebido capacitação e treinamento do próprio CNJ, do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União, o que ocorreu no mês de outubro de 2011.

Em março de 2012 foi apresentado à Presidência o Relatório Final da auditoria, que constata que após serem examinadas as Folhas de Pagamento dos meses de janeiro de 2010 a outubro de 2011, “não foram verificados pagamentos acima do teto constitucional” e que “as remunerações que ultrapassaram o teto sofreram redução através da aplicação da parcela redutora”, ou seja, não há pagamento de valores acima do teto estabelecido pela Constituição Federal e, sobre a remuneração daqueles que teriam direito a perceber acima deste valor, está sendo aplicado o chamado “abate-teto”, de forma a reduzir os valores recebidos até os limites constitucionais.

Esclareceu, por fim, que a auditoria se deu na folha paga pelo Tribunal de Justiça e na folha de magistrados aposentados paga pelo IPERN, mas elaborada pelo Tribunal, não abrangendo, evidentemente, os pensionistas, que é da responsabilidade exclusiva do órgão previdenciário, vinculado ao Executivo, não sendo elaborada nem paga pelo TJRN.

Concluiu a Presidente, por fim, que a Folha do Tribunal de Justiça está sendo paga rigorosamente dentro dos parâmetros constitucionais e de acordo com a Resolução nº 13 do Conselho Nacional de Justiça.

 

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Jornalismo

Acidentes com motos já respondem por 50% das mortes nas rodovias federais no RN

Reportagem da Tribuna do Norte de hoje mostra esse número alarmante sobre mortes com motociclistas no RN. Segue:

Os acidentes envolvendo motocicletas já respondem por 50% das mortes nas rodovias federais do Rio Grande do Norte. A estatísticas do Hospital Walfredo Gurgel, para onde vai a maioria das vítimas de acidentes de trânsito que ocorrem em Natal e no interior do Estado,   reforçam esse dado, pois das 5.291 pessoas feridas que deram entrada  naquele pronto-socorro no ano passado, 59,61% eram  motoqueiros.

Adriano AbreuAcidentes também aumentam número de vítimas feridas

De acordo com o Departamento da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte, nos últimos cinco anos, o percentual de mortes sobre veículo de duas rodas, nas BRs , que   foi de 29,38% em 2007, subiu para 43,72% no ano passado e somente neste primeiro semestre de 2012, foi a 50%.

Segundo o Núcleo de Acidentes da PRF, em 2007 morreram 177 pessoas vítimas de acidentes nas rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte, sendo pilotos ou carona de motocicletas. Em 2011, o número total de mortes foi de 183, dos quais 80 vítimas viajavam de motocicletas. Em 2012, essa relação foi 54 mortes, das quais 27 em duas rodas.

O índice de pessoas feridas também chama a atenção da PRF, pois dos 1.612 feridos, 632 ou 39,2% estavam em cima de uma moto. Já no ano passado foram 2.124 feridos, dos quais 1,157 (54,47%) estavam em duas rodas. Em 2012, dos 658 feridos, 350 (53,19%) envolveram-se em acidentes com motos.

As estatísticas do Hospital Walfredo Gurgel, que é referência em atendimento de politraumatismo no Estado, mostram que dentre as 5.291 vítimas ali socorridas, 3.154 eram motoqueiros, enquanto 997 eram passageiros de veículos automotores, 418 motoristas e 722 pedestres. No primeiro trimestre deste ano, a relação continua a mesma, o maior número de vítima é de motoqueiros (1.593), contra 335 pedestres, 168 motoristas e 513 pedestres.

MOTIVOS

O Samu Natal não tem dados atualizados sobre o número de acidentes e de vitimas envolvidas, mas o seu coordenador administrativo, Kleiber Rodrigues, disse que os casos de acidentes envolvendo motoqueiros é preocupante, inclusive porque é crescente o número acidentes envolvendo moto de 50 cilindradas, em que não se exige que o piloto tenha carteira de habilitação. “A gente vê  que, muitas vezes, é um garoto ou um adulto que nunca pegou numa moto e não passaram por uma auto-escola”, disse ele.

Mesmo não sendo obrigatória a carteira de habilitação para quem pilota esse tipo de veículo, Rodrigues disse que pelo menos a legislação de trânsito exige o uso de capacete: “Hoje mesmo (ontem) vi uma pessoa na garupa de uma moto dessa sem capacete e o piloto usando o capacete no braço”.

Além do crescente número de veículos rodando em Natal, avaliou Rodrigues, o aumento de motocicletas em circulação é muito maior, devido as facilidades que uma pessoa tem, agora, para adquirir um veículo desse tipo, porque o preço “é barato e e valor do financiamento muito baixo”.

Segundo Rodrigues, afora as mortes no trânsito, uma vítima de acidente de moto pode sofrer sequelas e até prejuízos financeiros e sociais, como ocorrem com motoboys, “que têm de se afastar do trabalho por algum período”, em casos de acidentes graves.

A informação do Samu Natal é que o maior número de acidentes de trânsito ocorrem nas avenidas Salgado Filho/Hermes da Fonseca – Engenheiro Roberto Freire – BR 101 e ainda na Tomaz Landim,  João Medeiros Filho e Moema Tinoco da Cunha Lima, na Zona Norte e na  Ranieri Mazili, Zona Oeste.

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Política

PEC para limitar Salários no RN começa a agitar a Assembleia Legislativa

Está no Diário de Natal de hoje, o governo terá grandes dificuldades para aprovar a PEC que cria o teto salarial no RN na Assembleia, quase metade dos Deputados tem salários acumulados, não vão querer perde uma das muitas boquinhas que eles tem. Segue reportagem:

Se o governo do estado enviar mesmo a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o teto remuneratório estadual para acabar com os supersalários prometida há dez meses, a matéria encontrará divergências na Assembleia Legislativa. A proposta visa acabar com os salários que ultrapassam a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 27,7 mil. No entanto, nem todos os deputados estaduais são favoráveis ao corte na folha. Entre os deputados o ambiente é de indefinição.

O deputado Fernando Mineiro (PT), que é da oposição, se mostrou favorável à ideia. Já o seu colega Nélter Queiroz (PMDB), que é da base governista, se posicionou contrário à PEC. Os deputados Gustavo Fernandes (PMDB), governista, e Fábio Dantas (PHS), oposicionista, disseram precisar analisar o conteúdo da matéria para tomar uma posição. A polêmica dos supersalários promete provocar um longo debate na Assembleia.

Para Fernando Mineiro, a existência do teto constitucional já dá prerrogativa ao governo para cortar os salários inconstitucionais. A avaliação do parlamentar é a mesma feita pelo Ministério Público (MP) na edição de ontem do Diário de Natal. O petista também defendeu a publicação da lista dos servidores beneficiados com as remunerações robustas. “Já faz mais de um ano que o governo prometeu enviar esse projeto e não enviou. Espero que envie logo. Também acho que o governo deve dar publicidade aos nomes, como prevê a Lei de Acesso à Informação”, observou.

Nélter Queiroz criticou a iniciativa do governo Rosalba Ciarlini (DEM). Ele adiantou que votará contra a qualquer proposta que vise reduzir salários dos servidores, mesmo que esses valores estejam acima do que prevê a Constituição. Na visão do peemedebista, a criação do subteto estadual é injusta. “Sou da base do governo, mas tenho meu posicionamento. Sou contra qualquer redução de salário dos servidores. Se o governo tem problemas com as finanças, que corte despesas e outros gastos, mas não na remuneração”, declarou.

Gustavo Fernandes e Fábio Dantas disseram ainda não ter um posicionamento formado em relação ao assunto. O peemedebista afirmou que ainda avaliará o teor da PEC, quando for enviada à Casa, para se posicionar sobre o tema. Dantas alegou desconhecer os supersalários, mas opinou que, “se são inconstitucionais, já deveriam ter sido revistos”, embora tenha enfatizado que só terá uma avaliação final quando analisar os itens que englobam a questão. Ambos ainda estão, no dito popular, “em cima do muro”.

Interesses contrariados

De acordo com uma fonte, o fim dos supersalários contraria os interesses particulares de alguns deputados estaduais. A fonte informou que há deputado que recebe como auditor fiscal aposentado e acumula com o salário de parlamentar. Existe também, segundo destacou, deputado que incorpora salários de ex-governador, médico aposentado, deputado aposentado e da atual atividade no legislativo.

Mais de 60% dos cerca de 500 supersalários pagos pelo estado estão “lotados” na Secretaria de Tributação e no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A informação é do procurador-geral do estado, Miguel Josino. São mais de 300 remunerações acima do teto constitucional pagos aos auditores fiscais, na maioria das vezes inativos, e servidores do TJRN, entre ativos, aposentados e pensionistas. Tem salário que chega a R$ 68 mil.

Limite Prudencial

Enquanto os supersalários inflam a folha de pagamento do estado, o governo continua com o gasto destinado ao pagamento de funcionários acima do limite prudencial previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No balanço do primeiro quadrimestre deste ano, apresentado ontem, o estado informou a destinação de R$ 2.974.221.215,06 para gastos referentes à folha de pagamento.

O balanço financeiro do primeiro quadrimestre leva em consideração as movimentações realizadas de maio do ano passado a abril deste ano. O limite prudencial do Rio Grande do Norte, equivalente a 95% do máximo que o governo pode gastar com a folha, é de R$ 2.901.655.363,48. A LRF impõe que o Estado só pode gastar até R$ 3.054.374.066,82 com a folha. O valor corresponde a 49% da receita líquida.

A previsão de Miguel Josino é de que a criação do subteto gere uma economia de R$ 3 milhões por mês, o que representaria uma redução de R$ 39 milhões por ano. O valor seria relevante para o estado voltar a ficar abaixo do limite prudencial. Caso a folha estivesse regularizada conforme a PEC que será apresentada na AL, o valor acima do limite prudencial seria de R$ 34 milhões. Como os supersalários ainda são pagos, esse valor foi de R$ 73 milhões.

O fato de o estado ter ficado mais uma vez acima do limite prudencial voltará a prejudicar as negociações do governo com as categorias de servidores que tiveram planos de cargos, carreira e salários em 2010. O governo alega que não pode cumprir o acordo pelo fato de a LRF não permitir.

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Social

Onde a dengue é mais alarmante é onde menos se tem ação para combate

Apesar do crescente número de casos de dengue, considerado alarmante pela Secretaria Estadual de Saúde, os municípios mais afetados pela epidemia ainda não definiram seus planos de ação para conter a doença. Segundo a subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica, esses planos estão sendo produzidos, sob a supervisão da Sesap, mas ainda não foram finalizados. O Ministério da Saúde incrementou o repasse de 35 municípios, considerados de alto risco, em 20%. A Sesap realizou uma entrevista coletiva na manhã de hoje para explicar a situação da dengue no Estado.

Em 2012 já foram notificados 13.724 casos até a semana 20, sendo que 31 óbitos são suspeitos de terem sido causados pela Dengue, o que chama a atenção para os casos graves da doença, que afeta todo o Estado, que possui 62 municípios com alta incidência da Dengue.

A prevenção da Dengue depende também de uma coleta regular de lixo e materiais como pneus, um eficiente sistema de abastecimento de água, que reduz a necessidade de armazenamento de água em tonéis, ações educativas desenvolvidas nas escolas, entre outras ações a serem desenvolvidas de forma conjunta. Os municípios ficam responsáveis pelo combate preventivo à proliferação do mosquito.

Fonte: Tribuna do Norte

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Política

Diário Oficial traz a nomeação de Renato Fernandes para Secretária de Turismo

Saiu hoje no Diário Oficial do Estado a nomeação de Renato Fernandes para Secretário Estadual de Turismo. Renato é indicação do PR do Dep. João Maia.

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Educação

Governo vai recorrer da decisão do TJRN sobre a greve da UERN

O Governo do Estado recorrerá da decisão publicada nesta quarta-feira (30) no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, onde a juíza convocada Sulamita Pacheco reconhece a legalidade da paralisação dos servidores e professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern).

Segundo o Consultor-Geral do Estado, José Marcelo Ferreira Costa, a decisão divulgada liminarmente será analisada pelo Governo, já que, apesar da greve ser considerada legal, existem algumas implicações que devem ser avaliadas, como o fato de garantir um percentual mínimo das atividades para a população, por exemplo.

O processo nº 2012.007272-3 – que requer a suspensão imediata da greve e retorno imediato ao trabalho de todos os servidores e professores da UERN – foi ajuizada na última sexta-feira (25) pelo Governo do Estado.

O Governo do RN, por meio da governadora Rosalba Ciarlini, buscou o diálogo e procurou a negociação para encaminhar o Projeto de Lei ao Parlamento condicionado à observância do limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas as propostas foram rejeitadas já que os professores e servidores somente aceitam o pagamento retroativo ao mês de abril de 2012.  Assim, coube ao Estado judicializar o assunto para tentar garantir que os alunos da UERN não sejam penalizados com a paralisação.

O Estado do Rio Grande do Norte se encontra acima do limite prudencial instituído pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e, dessa forma, a distribuição do reajuste possibilitaria a concessão dos aumentos aos servidores.

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Economia

Assembleia aprova projeto que libera convênio de R$ 400 mil para combater aftosa no RN

A Assembleia Legislativa aprovou, nessa quarta-feira (30),  o Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Walter Alves (PMDB) que reconheceu a Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern) como uma instituição de utilidade pública. Com a aprovação, o Estado poderá firmar um contrato de R$ 400 mil para o combate à febre aftosa com urgência.

O projeto foi dado entrada na manhã desta quarta-feira (30) junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para que a Faern pudesse firmar um convênio para combater a febre aftosa com regime de urgência. Essa pressa foi justificada pelo fato da compra das vacinas só poder ser feita até esta quinta-feira (31), último dia da campanha, e pelo fato dos criadores do RN só terem até o próximo dia 15 de junho para declarar os rebanhos devidamente vacinados.

Ciente da importância do tema,  os deputados que compõem o colegiado  de líderes da Assembleia Legislativa – Walter Alves (PMDB) Márcia Maia (PSB), Raimundo Fernandes (PMN) e Ezequiel Ferreira (PTB) – dispensaram a tramitação do projeto nas comissões e já colocaram em votação no plenário da Casa. O projeto terminou sendo aprovado à unanimidade.

Com o reconhecimento, a Governo e a Federação firmarão o convênio de R$ 400 mil para a aquisição de 150 mil vacinas e para a contratação de 80 técnicos aplicadores de vacinas de todo estado.

A Federação elogiou a iniciativa do parlamento ao lembrar que é importante para livrar o RN das barreiras sanitárias impostas com a aftosa, em decorrência da dificuldade da compra dos produtores em virtude da seca. Atualmente, o RN enfrenta barreiras sanitárias impostas pelos estados de Pernambuco e Ceará. Essas vacinas podem ajudar a resolver o problema.

O projeto já aprovado foi levado para a governadora Rosalba Ciarlini para que ela possa sancionar e promulgar a lei e, consequentemente, oficializar o convênio.

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Judiciário

Precatórios: Na gestão de Judite Nunes foram desviados R$ 5,5 milhões; na de Rafael Godeiro, R$ 5,2 milhões; e na de Osvaldo Cruz, R$ 2,9 milhões

O relatório final da comissão que investiga os desvios no setor de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte detalha, segundo informações as quais teve acesso a TRIBUNA DO NORTE, a forma e a quantidade de fraudes em cada gestão à frente do TJRN desde 2007 até 2011. O que se vê é que a quantidade de dinheiro desviado foi crescendo a cada gestão ao passo em que a forma de desvio foi se modificando. No fim das contas, na gestão de Rafael Godeiro houve mais fraudes – 394 – enquanto que na gestão de Judite Nunes houve a maior quantidade de dinheiro desviado: R$ 5,5 milhões.

O “ranking” de desvios nos precatórios do Tribunal de Justiça é o seguinte: na gestão de Judite Nunes, R$ 5,5 milhões; na gestão de Rafael Godeiro, R$ 5,2 milhões; e na gestão de Osvaldo Cruz, R$ 2,9 milhões. Há ainda cerca de R$ 60 mil cuja determinação para abertura de conta foi realizada por Expedito Ferreira, atual vice-presidente do TJRN, além de R$ 340 mil cujo responsável ainda não foi esclarecido. Como se sabe,  Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro respondem inquérito no Superior Tribunal de Justiça por suposta co-autoria nas fraudes. Já Judite Nunes e Expedito Ferreira não. O motivo, segundo informações é a ausência de assinaturas dos dois últimos em documentos que autorizam pagamentos de laranjas.

Judite e Expedito, segundo fontes da TRIBUNA DO NORTE, assinaram as autorizações para a abertura de contas judiciais para pagamentos de precatórios, vinculados a processos reais. Já a assinatura das guias de pagamento, que foram fraudadas, era feita por Wilza Dantas, ex-secretária geral do TJ, segundo determinação da presidência do Tribunal, que autorizava a secretaria geral a liberar esse pagamento. Já no caso de Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz, segundo parecer do Ministério Público Estadual e Conselho Nacional de Justiça, assinaram cheques e autorizações de transferências bancárias para laranjas.

A simples comparação dos números aferidos pela comissão de sindicância mostra diferenças significativas. Nos dois anos de presidência de Rafael Godeiro praticou-se sete vezes mais fraudes – em número operações – que na presidência de Judite Nunes. Em 2009 e 2010 foram 394 fraudes, totalizando R$ 5,2 milhões desviados. Mesmo assim no único ano de Judite Nunes à frente do Tribunal que se comprovou desvios, o valor final do desvio foi cerca de R$ 300 mil maior.

Essa discrepância se deu, de acordo com análise de uma das pessoas que acompanhou de perto a sindicância, porque os valores colocados nas guias de pagamento fraudadas eram maiores no ano de 2011. “Houve menos fraudes em 2011, mas as fraudes que existiram foram de valores vultuosos, por isso o valor total de prejuízo foi maior nesse ano”, diz a fonte. Uma outra fonte do jornal aponta que Carla Ubarana tem mantido em conversas extraoficiais a afirmação de que a fraude retirou dos cofres públicos algo entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões.

O relatório da comissão, como já explicado anteriormente pelo próprio TJRN, não faz “juízo de valor” acerca da atuação dos presidentes. Ou seja: relata, de forma documentada, o que aconteceu no setor, mas não tem a competência para imputar conduta ilegal por parte de nenhum dos envolvidos.

O trabalho final da comissão não tinha sido, até o fechamento dessa edição, remetido à Presidência do Tribunal de Justiça.  Apesar de despedida do desembargador Caio Alencar do TJRN estar marcada para hoje, há um prazo de envio do relatório até o dia 10 de junho. A publicação da aposentadoria do desembargador, por sua vez, deve ser feita na próxima sexta-feira.

Opinião dos leitores

  1. Quando será que vai ser divulgado a relação dos precatórios que foram fraudados de 2008 a 2011, as pessoas que receberam precatórios neste período tem direito de saber se realmente receberam o que era de direito.

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