Geral

Presidente do STJ tem resultado positivo para covid-19

Foto: © José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, teve resultado de exame positivo para covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Ele se submeteu a um exame e recebeu o diagnóstico ontem (26).

Segundo a assessoria do STJ, o magistrado, que tem 63 anos, não apresenta sintomas e continuará trabalhando de casa, em regime de quarentena. Dessa maneira, ele segue responsável pelo plantão do tribunal, no qual analisa pedidos urgentes, como liminares em habeas corpus, por exemplo. Noronha exerce a função até o fim da próxima semana, quando termina o recesso do Judiciário.

O STJ encontra-se em regime de trabalho remoto desde o início da pandemia, em março. As sessões de julgamento passaram a ser por videoconferência desde maio.

Agência Brasil

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Saúde

Covid-19: Apresentador Rodrigo Rodrigues entra em coma após trombose cerebral

Foto: Reprodução

O apresentador da Rede Globo Rodrigo Rodrigues está internado, desde a noite de sábado (25), em coma induzido, após sofrer trombose venosa cerebral. Rodrigues está hospitalizado em uma UTI do hospital Unimed Rio, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro. As informações são do site Uol.

Segundo o site, o apresentador precisou passar por uma cirurgia para diminuição da pressão intracraniana após a equipe médica confirmar uma trombose venosa cerebral, conhecida como TVC. Rodrigues foi diagnosticado com Covid-19, segundo o hospital.

Por meio de boletim, a unidade informou que, “neste momento, encontra-se sedado e internado na unidade de terapia intensiva”. Nesse domingo (26), a Rede Globo informou que o apresentador do programa “Troca de Passes”, do SporTV, havia sido afastado após diagnóstico confirmado de Covid-19 há cerca de 15 dias.

O apresentador trabalha na Globo desde 2019. Ele tem passagens pelo SBT, TV Cultura, TV Gazeta e Band entre as emissoras abertas.

O Tempo, com UOL

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Saúde

RN registrou taxa de isolamento social de 47,6% no final de semana

A Secretaria de Estado e Saúde Pública-Sesap atualizou os dados do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira(27). Na ocasião, foi informada que a taxa de distanciamento social neste fim de semana foi de 47,6%.

A Sesap ainda reforça o apelo para que a população só saia de casa em caso de real necessidade.

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Saúde

COVID-19: RN registra 492 pacientes internados, sendo 255 em leitos críticos; taxa de ocupação é de 66,6%

A Secretaria de Estado e Saúde Pública-Sesap atualizou os dados do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira(27). Na ocasião, foi informada a taxa de ocupação geral de leitos, que registra neste momento 66,6%, a menor desde maio.

A Sesap também informou que 492 pessoas estão internadas em hospitais públicos, privados ou filantrópicos, entre suspeitos, confirmados, pacientes em enfermaria ou críticos, que neste último caso, somam (255 críticos e 237 clínicos).

Entre regiões, a ocupação se encontra no seguinte cenário:

Seridó: 86%

Oeste (Mossoró):  70%

Alto Oeste (Pau dos Ferros): 60%

Região metropolitana de Natal: 62%

Mato Grande: 57%

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Saúde

Segundo Centro de Atendimento à Covid-19 de Natal inicia operação na zona Oeste

Foto: Divulgação

Localizado no Centro de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure), no bairro Nossa Senhora de Nazaré, o segundo Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19 começou a funcionar nesta segunda-feira (27) na zona Oeste de Natal. Pessoas que apresentem sintomas como febre, tosse ou dor de cabeça, podem procurar atendimento de segunda a quinta-feira, das 8h às 16h, e às sextas-feiras, das 8h às 12h. Lá, contarão com atendimento médico, testagem SWAB e acesso a tratamento medicamentoso, caso seja prescrito pelo médico responsável.

O Centro funciona nos mesmos moldes do que foi instalado no ginásio Nélio Dias, na Zona Norte. “Os dados epidemiológicos mostram que os casos estão agora se concentrando mais na zona Oeste. Por isso, resolvemos instalar mais esse Centro de Atendimento como uma referência para testar, isolar os casos positivos e evitar a transmissão, ao mesmo tempo em que iniciamos o tratamento precoce para evitar que a doença chega a fases mais agudas”, diz o prefeito Álvaro Dias, lembrando que os resultados obtidos na zona Norte foram muito positivos, com a queda constante dos casos registrados e das internações por causa da Covid 19 naquela região.

O secretário municipal de Saúde, George Antunes, lembra também do serviço que vem sendo prestado em toda a rede de atenção básica. “Essa ação é uma extensão do que vem sendo feito na rede de atenção básica, em que casos leves são atendidos pelo profissional médico, que define a melhor estratégia, de acordo com o caso clínico. Nossa intervenção aqui na Zona Oeste tem expectativa de pelo menos 30 dias de funcionamento”.

A estratégia de criação do segundo centro foi feita após observação de que a zona Oeste é uma das áreas que possui maior concentração de casos de Covid-19 na capital potiguar. Para se ter uma ideia, o bairro de Felipe Camarão é um dos bairros com maior incidência do novo coronavírus nesta região, contabilizando 654 casos confirmados e 2.234 suspeitos, de acordo com o último boletim epidemiológico de Natal disponibilizado na sexta-feira (24).

Para ter atendimento, o paciente deve levar CPF, Cartão SUS e comprovante de residência de Natal. A primeira etapa tem uma triagem com aferição de pressão, preenchimento de ficha e classificação de acordo com o quadro sugestivo de infecção do coronavírus: espera verde para assintomáticos e espera amarela para indivíduos com sintomas. Na segunda fase, é feita a consulta com profissional médico e definida a melhor estratégia para tratamento diante do caso clínico apresentado.

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Diversos

Covid-19: Telespectadora vai à Justiça contra a Globo por entender que emissora gera pânico

Foto: Reprodução

A Globo ganhou muitos “haters”, pessoas que criticam o trabalho do Jornalismo da emissora, durante a pandemia do coronavírus –como o caso da mulher que invadiu uma transmissão para dizer que a emissora mentia. Mas uma telespectadora foi além. Ela entrou com liminar contra a emissora por ser contra a maneira com que os telejornais divulgam os números da Covid-19 e por achar que isso causa pânico na população.

Em São João de Meriti, na região metropolitana do Rio de Janeiro, uma mulher chamada Rosemary Matias de Lima entrou com a ação judicial em junho para solicitar que a Globo mudasse a forma de divulgar as estatísticas sobre os casos confirmados e óbitos pelo novo coronavírus.

Rosemary considerou que a emissora deveria divulgar somente os números diários sobre a doença, e não os dados acumulados desde o início da pandemia (os telejornais da Globo oferecem ambos os tipos de informação). A telespectadora alegou que, por divulgar os números acumulados de casos e mortos, a Globo faltaria com dignidade às pessoas; que os dados divulgados seriam contraditórios e não dariam a exata dimensão da doença; que a emissora passaria a ideia de que a pandemia torna-se mais intensa a cada dia e que, consequentemente, essa forma de divulgação geraria pânico na população.

Diário do Centro do Mundo – via Notícias da TV – UOL

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  1. Desligue a televisão e vá ler um livro. Por pior que seja a obra, ainda pode ajudar no vocabulário…

  2. Se todo problema do Brasil fosse esse, seria ótimo, porque era só mudar o canal! A questão é que se fala da globo isso, globo aquilo, mas pergunte que sabem a programação todinha!

  3. Será que a tv dela veio travada na globo? Eu só assisto a Globo desde de 1974 e aí mudo a hora que quero ver outras programações.

    1. Desde de que me entendo de gente que eu e os que criticam, preferem ficar ligados na telinha esperando o "PLIM…PLIM". É O NOVO!KKKK.

  4. Até onde eu assistia a cerca de 04 meses atrás, realmente era um canal que só tocava o terrorismo, inclusive, fizeram questão de mostrar um por um, no fantástico, os primeiros 100 óbitos. Drama puro! Em nenhum momento eles divulgam o número de recuperados, ou pelo menos não divulgavam, quando eu assistia. É muito mais light assistir o canal da Record, ou Band. Ambas, que não fazem parte do tal consórcio, divulgam sempre todos os dados, incluindo o número de curados, que já ultrapassou a marca de um milhão e meio!

  5. Tem que divulgar sim, não pode ficar escondendo o estrago que o coronavírus tá fazendo no Brasil. Mesmo divulgando os extremistas dizem que é fake, imagine se não divulgassem. Deve ser uma negacionista de plantão.

  6. Como diz nosso grande BG, é simples, basta trocar o canal. É interessante como os que mais criticam de Globo Lixo são os que mais elevam a audiência da emissora. Faço sempre uma pesquisa anônima com alguns deles ligando na hora do Jornal Nacional e consigo ouvir o som da TV ligadinha na campeã de audiência.

  7. Tem um amigo meu qu desenvolveu uma crise de ansiedade muito grande por causa dessa emissora.
    Um grande estrago psicológico na sociedade brasileira.

    1. Absurdo. Assiste quem quer. A verdade é que o que passa no jornal nacional pauta todos os outros meios de comunicação, aí todo mundo acaba assistindo mesmo o jornal, para saber as maiores notícias. Quem não quiser assista o do sbt ou record, só que ninguém resiste e acaba indo para Globo aí depois reclama. Vai prá lá!!!!

  8. O gado que fala tanto das ditaduras da Venezuela e Cuba…..(esquecem sempre dos aliados dos americanos: Arabia Saudita, Bahrain, Qatar, Emirados Arabes, Jordânia…) querem o mesmo aqui. Hipócritas.

  9. Pode sofrer é uma sucumbência.
    Esta aí é outra negacionista.
    Coitada,vive num mundo irreal.
    As coisas estão melhorando,mas o vírus ainda está vivo.Com as vacinas,quase tudo voltara ao normal.

  10. Pessoal da Terra plana consegue se superar ……minha nossa!!! Toma cloroquina que melhora o pânico!!

  11. Judiciário caríssimo, e essa adoida me ajuiza uma ação, ainda deve ter pedido justiça gratuita! Piada pronta.

  12. A Globo vai mudar tudo com medo dessa ação. Fala sério, se não quer ver a Globo vai assistir o canal da igreja Universal logo.

  13. A Globo , só fala em mortes! Já deixei de assistir os jornais dela ! Ela causa pânico na população!

  14. É muito simples resolver esta questão. Não assistir os telejornais da Globolixo, simples assim! Temos tantas opções de outros telejornais.

  15. E o que a Justiça tem a ver com isso? O telespectador incomodado que faça o uso que julgar adequado do seu controle remoto.

    1. Né isso! Se dentro de casa as pessoas não sabem como usar seus objetos, ter ciência de como pode mudar as coisas, imagina essa criatura nas ruas, nas urnas !!

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Saúde

Cientistas buscam respostas para suspeitas de reinfecção em recuperados de covid-19

Foto: Getty Images

Um paciente é diagnosticado com covid-19. Tem sintomas que, com o tempo, desaparecem. Ele considera que superou a doença, e faz dois testes que dão negativo.

Seis semanas depois, os sintomas voltam, e agora seu teste para covid-19 dá positivo.

A situação de o que parece ser uma reinfecção por coronavírus foi narrada por um médico americano, Clay Ackerly, no site Vox. O caso isolado, que é acompanhado de outros semelhantes, gera preocupação porque poderia significar que, afinal, não teríamos uma resposta imunológica duradoura para o coronavírus.

No Brasil, um caso de possível reinfecção de um rapaz de 22 anos está sendo estudado em Minas Gerais. Um técnico de enfermagem teve um teste positivo para o coronavírus em abril, voltou a ser diagnosticado no final de junho e morreu no início de julho. O Hospital das Clínicas em São Paulo também investiga dois casos de possível reinfecção. Dois pacientes que tiveram testes positivos em maio, se recuperaram, e, agora em julho, tiveram testes positivos novamente.

A doença causada pelo vírus já matou mais de meio milhão de pessoas no mundo, e uma das maiores esperanças em meio a essa crise, além de uma vacina ou tratamento eficaz, era de que quem se recuperou da doença poderia estar imune a ela — pelo menos por mais do que só alguns meses.

Se isso não for verdade, a teoria da imunidade coletiva ou de rebanho, em que um grande grupo (segundo cientistas, mais de 60%) ficaria imune para interromper a cadeia de transmissão na população, iria por água abaixo. Se a imunidade dos curados da covid-19 tiver vida curta, poderíamos entrar em um ciclo sem fim de reinfecções.

Mas, apesar dos casos isolados de suspeitas de reinfecção, ainda não há evidências científicas de que isso seja uma possibilidade.

“Agora estamos começando a ver os retornos dos recuperados. A recuperação pode ser demorada, pode exigir fisioterapia e ainda mostrar lesões na tomografia”, conta a médica infectologista Tânia Chaves, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pará e do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). “Mas nesse período eu não vi nenhum caso que fizesse inferir que fosse uma nova infecção pelo Sars-CoV-2. Ouço relato de terceiros, mas a minha avaliação é que é muito prematuro para falarmos. A compreensão da imunidade é um caminho que nós ainda estamos percorrendo na escuridão.”

Ela diz, entretanto, que, pela falta de total compreensão sobre a covid-19 e por “estarmos em franco aprendizado diário”, é preciso “sim, estarmos atentos para possíveis casos de reinfecção pelo vírus”.

Para a microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do instituto de divulgação científica Questão de Ciência, é preciso “ficar de olho” nos casos isolados “para ter certeza de que são isolados, e de que não vão ser a regra”. “Ficamos com a antena ligada, mas é cedo para dizer”, afirma.

Autoridades de saúde da Coreia do Sul registraram, já em abril, centenas de casos de “reinfecção”, mas concluíram depois que essa segunda rodada de infecções seria provavelmente resultado de fragmentos inativos do vírus ainda presente nos pacientes.

Isso mostra que os casos isolados de possível reinfecção podem ser outra coisa. Além da encontrada pelos sul-coreanos, há outras explicações possíveis.

Uma delas é que os pacientes podem nunca ter se recuperado da primeira infecção, tendo ficado assintomáticos e, depois de um tempo, terem apresentado os sintomas novamente. Outra é que algum dos testes deu um falso negativo ou um falso positivo. Uma terceira hipótese: o sistema imune do paciente pode ter mantido o vírus a níveis que impediram o teste de captá-lo. E a última, que já é sabida e comum para outros tipos de vírus, é que algumas pessoas simplesmente não têm respostas imunes fortes o suficiente para os vírus, o que as deixa vulneráveis a eles.

De qualquer forma, a preocupação com a possibilidade de reinfecção tomou mais corpo com uma nova pesquisa publicada recentemente pelo King’s College, no Reino Unido, mostrando que nossos anticorpos contra o Sars-CoV-2 não durariam muito, caindo drasticamente — em até só dois meses, para algumas pessoas. A pesquisa ainda não foi revisada por pares e, portanto, ainda deve ser lida com cautela.

Além disso, já se sabe que os coronavírus de resfriados comuns provocam uma memória curta de defesa do organismo, com a maior parte das pessoas perdendo os anticorpos em 6 meses a um ano. As pessoas são reinfectadas por esses vírus o tempo todo — e o medo de cientistas é que isso seja verdade também para a covid-19.

Imunidade não é só anticorpo

A resposta para a pergunta sobre a reinfecção, contudo, pode não estar nos nossos anticorpos, mas sim nas células T. Pesquisas recentes mostram que as células T podem exercer um papel mais importante do que os anticorpos na nossa resposta ao Sars-CoV-2.

Mas o que são as células T e como isso afetaria a possibilidade de reinfecção?

O corpo tem dois principais mecanismos de defesa: o primeiro é a resposta inicial que as células dão aos patógenos estranhos que são identificados no corpo. É a chamada “resposta imune inata”. “A célula percebe que está infectada e dispara respostas da própria célula”, explica a virologista Luciana Costa, professora associada do Departamento de Virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Uma vez que é ativada, ela vai ativar os próximos níveis de defesa”. Esses próximos níveis ela chama informalmente de células “profissionais” do sistema imune.

É aí que entra o segundo principal mecanismo de defesa, a “resposta imune adaptativa”, dividida em dois braços. Os linfócitos B, ou células B, ativam os anticorpos. E os anticorpos atacam diretamente o vírus, ligando-se a ele. Já os linfócitos T, ou as células T, atacam as células infectadas pelo vírus e, quando são bem-sucedidas, o vírus que está lá dentro morre junto a elas, sem conseguir mais se replicar.

“Como o vírus é um parasita intracelular, ou seja, fica dentro da célula, a resposta T é muito importante. Para uma bactéria, que fica do lado de fora, por exemplo, a resposta de anticorpos é a mais importante”, explica Pasternak.

“O que esses trabalhos novos estão mostrando é que, em muitas pessoas em que você nem detecta anticorpos, você detecta uma resposta muito robusta de células T, mostrando que talvez elas se livrem do vírus sem nem produzir anticorpos, ou produzam muito pouco, que a gente não consegue detectar.”

Costa diz que as duas defesas, a de anticorpos e a das células T, são importantes. “Mas pode ser que, para este vírus, a resposta das células T seja mais eficaz. E aí, uma pessoa sem anticorpos ou com baixo nível de anticorpos para este coronavírus ainda pode estar protegida”, diz ela.

Mas medir anticorpos é mais simples e menos caro. Por isso, enquanto conclusões e decisões sobre a covid-19 têm tido os anticorpos como ponto de partida, até agora sabe-se muito pouco sobre o papel das células T na defesa do organismo contra esse vírus.

Uma pesquisa recente exatamente sobre as células T parece promissora. No estudo, publicado na quarta (15) na revista Nature, pesquisadores da Cingapura analisaram a resposta das células T em pessoas que se curaram da Sars, a pandemia de 2003 causada pelo coronavírus Sars-Cov, e em pessoas que se curaram da covid-19.

Primeiro, observaram nas pessoas curadas da covid-19 a presença de células T para atacar especificamente o Sars-CoV-2, o que já sugere que as células T exercem um papel importante nessa infecção.

Depois, estudaram a resposta de quem havia se curado da Sars. Já se sabia que os anticorpos de quem havia se curado da Sars caíam muito depois de dois a três anos. Mas ao estudar as células T, cientistas viram que havia uma memória robusta da defesa delas, e que essa memória durava 17 anos — de quando essas pessoas tiveram a Sars, em 2003. E mais: a defesa também tinha uma resposta imune pronta contra o Sars-CoV-2, mostrando uma espécie de imunidade cruzada por meio das células T.

Indivíduos saudáveis, sem infecção pela Sars ou pela covid-19, também foram testados. E mais da metade deles apresentavam células T específicas para a Sars-CoV-2. A hipótese é que isso aconteceria por exposição prévia a outros coronavírus, como aqueles que causam resfriados comuns, ou então por exposição prévia a outros coronavírus transmitidos por animais que não provocaram grandes reações nos humanos — e que algumas populações tiveram esses vírus, sem perceber.

A pesquisa foi feita em laboratório, sem observar a reação no organismo, e com um número reduzido de pessoas e de uma certa região do mundo. Portanto, não tem poder estatístico suficiente para render uma conclusão definitiva.

Apesar de o estudo sugerir que, mesmo com a queda de anticorpos depois de ter a doença, é possível que possamos contar mais com as células T, e não só os anticorpos, para ter a memória de nos proteger de futuras infecções, casos de reinfecções ainda deverão ser acompanhados — até para que se entenda como acontecem.

“Todo mundo fica ansioso que a gente tenha respostas e conclusões. Mas estamos falando de um tempo muito curto em que tudo começou a acontecer. Para estudos científicos é um tempo curto demais para termos conclusões prontas. O conhecimento adquirido é impressionante em tão curto tempo, mas as respostas vão vir aos poucos”, diz Costa, da UFRJ.

“Nossa compreensão de como estamos respondendo ao vírus ainda está engatinhando. E daí surgem casos isolados de reinfecção — que são casos isolados, não dá para dizer com certeza que isso é um risco real que todo mundo está vivendo —, mas é algo que precisa ser observado com cuidado”, diz Pasternak. “Porque vai que, né? Vai que realmente a gente tenha uma memória muito curta para esse vírus.”

Por outro lado, diz Pasternak, não estamos vendo muitos casos de reinfecção pelo mundo. “Se fosse tão comum, será que a gente não estaria vendo casos de reinfecção na China, na Coreia do Sul, que já passaram pela primeira onda? É porque a população provavelmente está protegida ou será que é porque o vírus realmente parou de circular nesses países?”, pondera.

“A questão é que só vamos saber com o tempo.” Isso porque todos os estudos para saber quanto tempo dura a imunidade do nosso organismo demandam isso mesmo: tempo.

BBC Brasil

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Saúde

Testagem para suspeitos de Covid-19 é ampliada em todo o RN

Foto: Reprodução

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), passa a ampliar, a partir desta sexta-feira, 24, a testagem do tipo RT-PCR para pessoas que apresentem sintomas compatíveis com a Covid-19.

A medida é um incentivo do Governo do Estado e do Governo Federal, através do programa Diagnosticar para Cuidar, visando a ter uma resposta mais qualificada para a Covid-19, por meio do diagnóstico precoce da doença. O teste será oferecido a pacientes que apresentem sintomas gripais e que estejam entre o primeiro e sétimo dia do início dos sintomas.

“Deixamos de ter grupos prioritários para testagem, e a partir de agora todo paciente sintomático que procure atendimento e se enquadre nas definições para coleta do exame RT-PCR, conhecido como isolamento viral, poderá realizar o exame”, explica a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Luchesi.

A testagem do tipo RT-PCR estava reservada a profissionais da saúde, segurança, idosos e pessoas com comorbidade e a ampliação irá contribuir para o enfrentamento da pandemia do coronavírus no Rio Grande do Norte.

Uma nota técnica, elaborada pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap (Suvige), foi enviada às secretarias municipais de saúde com as definições operacionais dos casos considerados suspeitos para a Covid-19. O documento está disponível no site da Sesap, na área destinada a informações sobre o coronavírus.

A realização do diagnóstico através de testes-rápidos sorológicos permanece sendo indicada para os casos que passarem do período de oportunidade de coleta para RT-PCR, ou seja, a realização dos testes-rápidos é indicada aos pacientes sintomáticos a partir do 8º dia de início de sintomas, e que esteja há pelo menos três dias assintomático.

Opinião dos leitores

  1. Não sei porque as pessoas que fazem doação de sangue não são testadas para o covid-19.
    Doei sangue semana passada e não foi feito o teste.

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Saúde

Fiocruz aguarda iminente aprovação da vacina de Oxford contra Covid-19 para começar produção; maquinário e insumos estão sendo preparados com antecedência

Foto: Reprodução/TV Globo

A fábrica de vacinas Bio-Manguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio, é considerada a maior da América Latina e está se preparando para produzir a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela universidade de Oxford, do Reino Unido.

A vacina de Oxford está na fase 3, a última, que determinará se é eficaz num grande número de pessoas. A universidade inglesa anunciou nesta semana que as experiências preliminares indicam que a vacina é segura e induziu resposta imune ao corpo dos voluntários.

O acordo entre a Fiocruz e a AstraZeneca, farmacêutica que adquiriu a vacina da Universidade de Oxford, foi anunciado no fim do mês passado, apesar de o contrato ainda não ter assinado.

Segundo o acordo, em dezembro, a Fiocruz vai receber ingrediente farmacêutico ativo (IFA) suficiente para fazer 15,2 milhões doses da vacina.

Depois desse processo, outras 70 milhões de doses de vacina poderão ser produzidas também até o início do ano pela Fiocruz. A preparação para a produção foi antecipada por conta da gravidade da pandemia, que preocupa o mundo inteiro, mas a distribuição e a imunização da população ainda dependem dos novos testes e da aprovação final.

O maquinário e os insumos estão sendo preparados. A fundação afirma que, apesar de uma preocupação mundial com a possível falta de frascos de vidro para distribuição, não deve enfrentar esse problema, pelo menos na fase inicial, de produção de 100 milhões de doses.

Os frascos utilizados serão os mesmos que hoje são usados para a vacina contra a febre amarela e, em cada um deles, caberão cinco doses da vacina contra o novo coronavírus.

“Nós receberemos a vacina congelada, ela vai passar por um processo de descongelamento de 2 a 3 dias. Uma vez que esteja na fase líquida, é transferida para um tanque em aço inox para ser envazada, rotulada e embalada. Eu diria que, provavelmente, é o maior desafio da história (da fábrica) de Bio-Manguinhos. A grande vantagem é ter passado por experiências semelhantes como foi o caso de epidemia de febre amarela, o surto de sarampo e poder usar toda nossa competência para responder mais esse desafio’, afirma Luiz Lima, vice-diretor de produção Bio-Manguinhos/Fiocruz.

O custo de produção inicial deve ser de cerca de US$3, mas tende a ser reduzido ao longo do tempo.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. A vacina de OXFORD, é melhor do mundo ja
    deveria produzir em massa e com antecedência, até porque , os resultados são promissores e positivo.

  2. Olha o nível intelectual dos comentários por parte dos eleitores no blog do BG…Digno de um PHD ou prêmio Nobel… Só enriquece o Blog e a sociedade Potiguar… Parabéns!

    1. Quem diria que em pelo século XXI, além de desacreditada, a ciência ainda tem que provar que a terra não é plana para quase 1/3 do país.

  3. Primeiro o gado que foi eleito junto com o Mito Bolsonaro.
    Aí se sobrar os bichos vermei, derrotados.
    A deles vem em massa da Venezuela, o cumpanheiro Maduro vai mandar.
    Kkkkkkk

    1. Não, meu nobre. O gado continua com a cloriquinis e com a vacina contra febre aftosa. Deixa a vacina de Oxford para quem acredita na ciência, nas Universidades, em terra redonda e nazismo como sendo um movimento de extrema direita.

  4. O gado véio continua com ivermectina e CLORIQUINA . Vacina para doidin agora não . MUNNNNNNN.

    1. Bolsonaro já saiu ? Não ? Quero roubar o país por mais 33 anos !!!!! Tirem esse homem daí !!! Ele não gosta de marcianos kkkkkk

    2. Os zumbis da esquerda passam dia e noite nas redes sociais espumando pela boca com cães raivosos.
      Seguem as ordens da cúpula da seita e do deus Lula kamon…

    3. Cala a boca Raimuuuuuuuuuuuudo , deixa de ser babão . Já tomou o Rivotril hoje nenen ?

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Saúde

COVID-19: RN tem 499 pessoas internadas, sendo 258 em leitos críticos; taxa de ocupação é de 74%, a menor desde maio

A Secretaria de Estado e Saúde Pública-Sesap atualizou os dados do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta sexta-feira(24). Na ocasião, foi informada a taxa de ocupação geral de leitos, que registra neste momento 74%, a menor desde maio.

A Sesap também informou que 499 pessoas estão internadas em hospitais públicos, privados ou filantrópicos, entre suspeitos, confirmados, pacientes em enfermaria ou críticos, que neste último caso, somam (258 críticos e 241 clínicos).

Entre regiões, a ocupação se encontra no seguinte cenário:

Seridó: 83%

Mato Grande: 80%

Região metropolitana de Natal: 74%

Oeste (Mossoró):  74%

Alto Oeste (Pau dos Ferros): 60%

Opinião dos leitores

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Saúde

Prefeitura abrirá a partir de segunda-feira novo Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19, na zona Oeste

Foto: Alex Régis

Na próxima segunda-feira (27), a Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS/Natal), dá início aos atendimentos à população de Natal no Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19 da zona Oeste. O local que sediará o serviço é o Centro de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure), em Nossa Senhora de Nazaré, e o funcionamento acontecerá de segunda a quinta-feira, das 8h às 16h, e às sextas-feiras, das 8h às 12h.

Devem procurar o atendimento, pessoas com febre, tosse e dor de cabeça, ou ainda com histórico de contato com pessoas com diagnóstico confirmado. O Centro contará com atendimento médico, testagem SWAB e acesso a tratamento medicamentoso, caso o médico prescreva. “Essa é mais uma ação da Prefeitura. Estamos ampliando nossos serviços na atenção básica para evitar que o vírus se espalhe, mas de nada adianta se a população não fizer sua parte. É preciso higienizar as mãos, usar máscaras e respeitar o isolamento social”, afirma Álvaro Dias, prefeito de Natal.

“De acordo com a mapa de calor epidemiológico de Natal, a zona Oeste é uma das áreas que possui uma concentração elevada de casos de coronavírus na capital potiguar. Por isso, decidimos abrir mais um Centro Covid-19 lá para melhor atender e tratar os moradores dessa região. Com esse tipo de ações na atenção básica, podemos observar que o fluxo de atendimento nas UPAs está caindo e queremos manter assim”, justifica George Antunes, secretário de Saúde de Natal.

“Definimos as Zonas Norte e Oeste como locais estratégicos de acesso a esse serviço para todas as zonas da cidade. Como a Zona Norte teve um número de casos expressivos positivados em nosso drive de testagem, iniciamos por lá. Agora, temos mais um ponto de apoio para tratamento precoce na Zona Oeste, mas ambos podem atender munícipes de qualquer bairro de Natal”, observa Rayanne Araújo, secretária adjunta de Atenção Integral à Saúde da SMS.

Para ter atendimento, o paciente deve levar CPF, Cartão SUS e comprovante de residência de Natal. A primeira etapa tem uma triagem com aferição de pressão, preenchimento de ficha e classificação de acordo com o quadro sugestivo de infecção do coronavírus: espera verde para assintomáticos e espera amarela para indivíduos com sintomas. Na segunda fase, é feita a consulta com profissional médico e definida a estratégia para tratamento diante do caso clínico apresentado.

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  1. Interessante que agora que os números estão caindo aparece o centro de atendimento , desde março estamos com a pandemia e os números sobrecarregados e sem atendimento justo a população mais carente sem leitos e sem apoio de teste, medicos, sem a devida atenção pelas autoridades, ae agora quando os números estão em queda que a prefeitura monta um CENTRO DE ATENDIMENTO, viva a eleição .

    1. Não sei se você percebeu.
      Os números começaram a cair justamente após o aumento da testagem e criação do centro na zona norte.
      Desconheço outra cidade com esse tipo de centro
      Geralmente, os Estados criam hospitais, atendem nas UBS ou upas.
      O Centro da zona norte é exclusivo para covid, em espaço amplo e com atendimento ambulatorial.
      Você deveria agradecer e elogiar em vez de ficar criticando por politicagem.
      Para a esquerda, quanto mais mortes e desemprego melhor, pois assim têm motivo para criticar.
      Agora Fátima quer dar a entender que a queda nos números é por causa dela…

  2. Cadê as ações do Governo do Estado ?
    Tão tudo caladinho, parece que perderam a lingua. Kkk kkk Hô esquerdalha incompetente.

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Saúde

RN amanhece com taxa de ocupação de leitos críticos em 74,2%, e mais de 70 disponíveis

Foto: Reprodução/LAIS/UFRN

Rio Grande do Norte amanhece nesta sexta-feira(24) com  75 leitos de UTI disponíveis e apenas 5 pacientes na fila. No caso dos leitos clínicos a disponibilidade é de 113 unidades para uma demanda de 9. Taxa de ocupação de UTI está em 74,2%. Os dados são do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS)/Regula.

Opinião dos leitores

  1. Graças a Deus,louvado seja o nome de Jesus Cristo,para sempre seja louvado.louvado seja Deus.

  2. Isso é efeito do distanciamento social, uso da mascara , gel , sabão e agua acompanhado do uso da IVERMECTINA. Se tomar no inicio dos sintomas faz efeito sim senhor. O resto é POLITICAGEM BARATA. Agora vão fiscalizar as praias , e outros lugares. Não esqueça que enquanto isso os LADRÕES estão agindo por toda NATAL e RN. POLICIA NA RUA é o que precisamos. Não adianta estarem passeando de CARROS que não prende nenhum LADRÃO. Tem que ter pontos estratégicos e isso a polícia sabe muito bem onde são.

  3. Espero vê logo logo, mortes zero por covid 19, para podermos ter tranquilidade de sairmos para trabalhar sem estarmos aterrorizados.

  4. Já é uma resposta às aglomerações. O povo vai aprendendo com os próprios erros

  5. Graças a DEUS. E que a população faça sua parte. Parabéns a todos da linha de frente médicos,enfermeiros,ASG etc. A todos o nosso muito obrigado. É aluta contínua….

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Saúde

Mais da metade dos trabalhadores da saúde no RN com Covid-19 estão recuperados

(Foto: Reprodução)

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), divulgou nesta quinta-feira (23), o Boletim Epidemiológico da Saúde do Trabalhador. O objetivo é apresentar um panorama sobre dados analisados relacionados aos casos confirmados de Covid-19 em profissionais de saúde do Rio Grande do Norte, desde o início da pandemia até o momento.

A análise tomou por base o banco de dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde Estadual (CIEVS). No RN, foram confirmados 4.778 casos de Covid-19 em profissionais de saúde, 12.620 foram descartados e 3.650 seguem como suspeitos. O CEREST realizou investigação para qualificação das notificações de casos confirmados e constatou que 2.039 profissionais não disponibilizaram número para contato ou não foi possível contactar, 63 já estão aposentados, 44 não exercem a profissão de formação, 07 realizam residência em outro estado e outros 101 já estavam afastados de suas atividades de trabalho antes do adoecimento por outros motivos.

Os demais 2.523 profissionais da saúde que testaram positivo para a Covid-19 no estado afirmaram exercer suas atividades laborais, sendo 1.055 em unidades públicas e 612 no serviço privado. Os outros 856 profissionais da saúde informaram trabalhar em instituições públicas e privadas. De acordo com a investigação, 589 profissionais da saúde alegam ter tido contato fora do ambiente de trabalho com caso suspeito e/ou confirmado do novo coronavírus, outros 21 relataram histórico de viagem nos meses de fevereiro ou março, quando a transmissão comunitária no RN ainda não havia sido decretada.

A maioria dos profissionais afetados são técnicos em enfermagem (36,08%), enfermeiros (11,8%) e médicos (8,5%). Cerca de 69% dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde consultados na pesquisa desenvolveram apenas sintomas leves ou moderados e 55% já estão recuperados. Com relação à faixa etária, 64% se encontram na faixa etária de 30 a 49 anos, o que pode ser um indicador no que se refere à maior incidência de casos leves e moderados.

Dos 4.778 casos confirmados de Covid -19 em profissionais de saúde, 42,7% residem em Natal, onde há a maior concentração de casos. Em segundo lugar está Parnamirim, com 10%, seguido de Mossoró, com 5,8% e de São Gonçalo do Amarante, com 3,2% dos casos. Foram registrados 27 óbitos entre profissionais de saúde, distribuídos na Região Metropolitana, e nas II e III Regionais de Saúde.

Os profissionais de saúde encontram-se entre os principais grupos de risco de infeção pelo Covid-19, em função do contato com os usuários que apresentam sintomas de infeção e procuram os serviços de saúde em busca de atendimento. Por isso, O CEREST ressalta que esses profissionais devem seguir os protocolos padrões de atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19.

O Centro destaca, ainda, que os serviços de saúde devem garantir que políticas e práticas internas minimizem a exposição ao vírus, realizando, por exemplo, capacitações junto as suas equipes de profissionais em relação ao uso do equipamento de proteção individual (EPI) e dispositivo de proteção respiratória, entre outros. Além disso, devem ser adotados os corretos procedimentos de desinfecção após o atendimento de casos suspeitos ou confirmados.

Opinião dos leitores

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Saúde

COVID-19: Nota aos médicos e comunidade acadêmica da UFRN atualiza informações sobre uso de medicamentos, e divergência entre professores ainda permanece, embora minoria

(Foto: Reprodução)

Foi divulgada hoje uma atualização para a nota produzida no início deste mês falando do uso de medicação e de terapêuticas no tratamento da covid-19. O documento foi produzido pelo Departamento de Infectologia (DINF/UFRN) do Centro de Ciências da Saúde(CCS/UFRN) e é direcionado aos médicos e à comunidade acadêmica da UFRN.

A nota teve sua primeira versão publicada em 7 de julho, quando o Departamento de Infectologia realizou uma reunião para apresentar e discutir dados da literatura científica que justificassem o uso de algumas medicações usadas para prevenção e tratamento de agravamento de saúde causado pela covid-19. A ideia era elaborar um documento para orientar profissionais da saúde e que pudesse ser atualizado sempre que novas evidências científicas fossem publicadas.

Com essa atualização, a nota passou a trazer um posicionamento a respeito do uso de terapia antitrombótica, ampliando as temáticas desenvolvidas no documento redigido anteriormente que trazia considerações sobre: o uso de medicamentos antes da exposição ao novo coronavírus para evitar infecção, o uso de fármacos para prevenir a infecção após a exposição ao vírus, a administração de remédios para controlar ou reduzir a multiplicação do vírus no organismo e o uso de terapêuticas com ação no sistema imune no tratamento de complicações decorrentes da covid-19.

A nota aborda o uso da cloroquina, da hidroxicloriquina, da azitromicina, da ivermectina, da dexametasona além de outros medicamentos utilizados no tratamento da doença. O documento reafirma que diante de novos estudos que venham a surgir, as recomendações do DINF/UFRN poderão ser atualizadas.

Leia posicionamento:

A Covid-19 é uma enfermidade pandêmica que registra números elevados de casos, inclusive no Estado do Rio Grande do Norte. O agente causal é o SARS-CoV- 2, um vírus contagioso por via respiratória e que pode produzir doença grave em cerca de 20% dos que se infectam. Entretanto, aproximadamente 80% dos infectados desenvolverão uma doença leve autolimitada ou uma infecção assintomática. Nestes casos, o uso de medicação específica é absolutamente dispensável, recomendando- se apenas o uso de medicações sintomáticas.

Em virtude do uso de fármacos para profilaxia pré ou pós-exposição ou com a finalidade de tratar de forma específica/adjuvante a COVID-19, o Departamento de Infectologia da UFRN (DINF) realizou uma reunião plenária em 07 de julho de 2020, onde compareceram todos os professores, com o objetivo de apresentar dados da literatura que justificassem o uso de tais medicações. Dia 16 de julho de 2020 foi realizada nova reunião plenária, para atualizações.

Neste sentido, apresentamos abaixo um resumo do que foi discutido e definido pelos professores do DINF.

O DINF esclarece que, caso haja nova evidência científica publicada, estas recomendações serão atualizadas.

1- Uso de medicação profilática pré-exposição.

Até o momento não há dados na literatura que justifiquem o uso de qualquer fármaco para evitar a infecção pelo SARS-CoV-2 ou ainda, que possa impactar na gravidade da doença antes que ela se estabeleça, como por exemplo a ivermectina. O tema profilaxia pré-exposição não tem sido contemplado por ensaios clínicos.

2– Uso de medicação para profilaxia pós-exposição.

Este ponto tem sido contemplado por ensaios clínicos randomizados e os resultados até agora apontam para ineficácia desta medida, como por exemplo, o uso da hidroxicloroquina para este objetivo. Aguardamos por publicações científicas que justifiquem a intervenção preventiva medicamentosa.

3– Uso de medicações que controlem ou reduzam a replicação do SARS- CoV-2 em humanos.

Até o momento o uso da cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina ou lopinavir/ritonavir não se mostraram eficazes no controle da replicação viral em ensaios clínicos em humanos. Não há evidência de impacto no curso clínico e prognóstico da
doença.

No tocante à ivermectina, não foi identificado nenhum ensaio clínico publicado em humanos relacionado ao seu uso no tratamento da COVID-19.

O Remdesivir não está disponível no Brasil até a presente data. Este medicamento parece ter uma ação no controle da replicação viral, todavia seu uso estaria recomendado somente para casos hospitalizados e graves.

4– Uso de terapêuticas que interfiram no curso clínico da enfermidade por agirem sobre o sistema imune, incluindo imunoterapia.

Dexametasona: evidência de um ensaio clínico sugere que baixa dose dexametasona (6 mg/dia) tenha benefício no manejo de pacientes graves, com necessidade de oxigênio suplementar. Até o momento, o uso de corticoide nos casos leves não está indicado, devendo-se enfatizar que o seu uso em fases iniciais da doença tem potencial de dano.

Quanto ao uso de inibidores de interleucina-1, inibidores de IL-6 (sarilumab, siltuximab e tocilizumab), imunoglobulina anti-SARS-CoV-2 ou plasma de convalescente, ainda não há dados suficientes que respaldem sua eficácia na COVID-19. No entanto, admitimos seu uso compassivo em pacientes graves e/ou no contexto de ensaios clínicos randomizados e aprovados pelas agências regulatórias.

5– Uso de terapia antitrombótica.

As evidências existentes sugerem que todos pacientes internados devem receber profilaxia antitrombótica. Anticoagulação plena deve ser iniciada tão logo surjam sinais clínicos e/ou radiológicos de tromboembolismo

Após ampla discussão dos temas, os professores do DINF concluíram que estas recomendações seriam as mais atualizadas, com base nas evidências científicas disponíveis, a serem seguidas pelos médicos e comunidade acadêmica.

Professores que estavam presentes e aprovaram esta atualização:

Prof. Kleber Giovanni Luz – Doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias/USP – Chefe do departamento.

Prof. André Luciano de Araújo Prudente – Especialista em Infectologia.

Profa Eveline Pipolo Milan – Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias /UNIFESP.

Prof. Hareton Teixeira Vechi – Especialista em Infectologia.

Prof. HenioGodeiro Lacerda – Doutor em Ciências da Saúde /UFRN.

Prof. Igor Thiago Borges de Queiroz e Silva – Doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias/USP

Profa.Manoella do Monte Alves – Mestre em Ciências da Saúde/UFRN.

Profa. Mirella Alves da Cunha – Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias/USP.

Professores que estavam presentes e não aprovaram esta recomendação:

Profa. Eliana Lúcia Tomaz do Nascimento – Doutora em Ciências da Saúde/UFRN

Profa. Denise Vieira de Oliveira – Especialista em Infectologia.

Professores que aprovaram a recomendação original, mas que estavam ausentes na reunião de atualização:

Profa. Mônica BaumgardtBay – Mestre em Ciências da Saúde/UFRN – Vice-Chefe do departamento. Ausência justificada por atividade acadêmica.

Profa.Marise Reis de Freitas – Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias/UNIFESP. Ausência justificada por férias.

ÍNTEGRA AQUI.

 

Opinião dos leitores

  1. Universidades públicas caríssimas, repletas de "esquerdinhas" e deixando de cumprir sua missão, que seria ENSINAR, para fazer política (favorável à esquerda, claro, "Lula livre!"). Tem que privatizar todas elas, começando pela UERN, sustentada por um estado pobre e com suas finanças quebradas. Quanto à essa discussão estéril e que já está fedendo faz tempo, a coisa é muito simples. Quem quiser fazer uso desses medicamentos, de baixo custo, usados há décadas e que vêm mostrando resultado prático POSITIVO contra esse vírus (esse é o mundo REAL), use. Quem não quiser tomar, vá tomar… outra coisa qualquer ou não tome nada e fique esperando o quadro se agravar. Quando estiver bem pior, vá atrás dos leitos de hospital que a governadora do PT NÃO CRIOU e dos respiradores que ela NÃO COMPROU (embora tenha mandado dinheiro para uma empresa fantasma). Recomendo também aos que não quiserem usar que adquiram logo um plano funerário e um lote no cemitério. Povo besta!

  2. Os doutores são do grupo do “kit entubação” use e será entubado : vem no kit dipirona e tylenol .

  3. Seria bom que explicassem porque pessoas de alto risco, quando foram submetidas a protocolos desenvolveram a forma leve da doença.
    pois a explicação que estes casos estariam entre os 80% que não vão desenvolver sintomatologia grave, é pífia e sem embasamento científico, pelo qual tanto prezam.

  4. Melhor ficar vivo empiricamente do que morto cientificamente. Já marquei o nome de cada que assinaram Essa nota pra nem passar por perto do consultorio. Passar Dipirona e Tylenol não precisa fazer medicina. Eles tem que ler o artigo do JAMA que indica que apenas 12 % da medicação utilizada pela cardiologia tem evidências científicas . E esses “cientistas” querem evidências num meio de um estado de “exceção “ como eh a pandemia. Só digo uma coisa : só olhar a bolsa de cada um que tem uma ivermectina dentro dela pra tomar profilaticamente. Podem assinar o que eu to dizendo. conheço meia dúzia deles que estão usando . “Pra mim vale . Pro povo por enquanto não vale” “só vale quando terminar a pandemia “ . Ah ta !

  5. Em suma, os que tem eficácia comprovada sao o Corticóide, o Remdesivir e os Anticoagulantes (pra evitar trombose). O resto não passa de placebo. Aliás, muita gente está tomando placebo por aí é não sabe…

    1. Pelo que li, nenhuma medicação tem comprovação, mas tenho certeza que se adoecerem, irão se tratar com alguma medicação que não possua comprovação científica.

  6. Fiquei em duvida se neste momento de guerra politica e durante uma troca de cartas dentro das classes medicas, a UFRN na mao destes, estao falando de ciencia ou politica, ou estao misturando os dois. Principalmente quando nao ha um consenso total entre todos eles. E a populacao de infectados vao fazer o que? ja que nao deram uma LUZ de solucao pra esta populacao, a nao ser ficar em casa ha mais de 3 meses, na qual neste periodo morreram 1600 pessoas. E o mais interessante, quando ninguem aguentou mais o "fique em casa", os indices parecem começar a cair, exatamente apos o baixo isolamento, segundo a confusa midia.
    Qual seria o papel da universidade neste contexto afinal? O que seria a ciencia de observacao, um metodo cientifico?

  7. Suponho q os nobres cientistas estão no dia dia na linha de frente no contato direto com os pacientes nos hospitais públicos e privados.
    É sabido q mesmo 40 horas e dedicação exclusiva podem clínicar. E vão só com EPIs sem tomar nada preventivamente?
    Se não é obrigatório, é defesa de opinião, quem quiser tomar toma quem.
    Discussão estéril

  8. É só não tomar. Ninguém está sendo obrigado. Discussão besta essa. Agora, não pode ser hipócrita e dizer que é contra e depois tomar, como se tem visto.

  9. Tão ineficaz que derrubou os casos e mortes no RN, mas isso é invisível nessa nota, tudo isso será fortemente julgado em vindouros 2023, 2024.

    1. Ricardo, o que seria da gente sem você? Ainda bem que você apareceu para desmentir o Dr. Kléber Luz! Por favor, deixe aqui seu contato, a população de Natal tem que procurá-lo diante de qualquer intercorrência infecciosa, nos ajude, ó sábio!

    2. Rapaz o que tem de médico, cientistas e pesquisadoresno RN é uma festa. Afirmam q as mortes diminuiran por causa do placebo. Será q usaram tb na Itália, França, Alemanha e etc? NÃO.
      Enquanto o mundo diz q esses remédio não servem para nada e até podem trazer efeitos colaterais, os cientistas daqui dizem o contrário.
      A propósito, não é permitido a pessoa sair por aí se medicando e por isso a anvisa probiu a venda.

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Saúde

Taxa de ocupação para leitos de UTI COVID-19, em Natal, está em 55%

Foto: Divulgação

O Boletim de taxa de ocupação de leitos da Rede de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS-Natal) desta quinta-feira (23), às 16h, mostram uma ocupação de 55% dos leitos destinados aos pacientes com a COVID-19 na capital do Estado. Do total de 45 leitos de UTI no Hospital Municipal e no Hospital de Campanha 25 leitos estão ocupados (55%), 12 estão livres (30%) e sete leitos estão bloqueados (15%).

Com relação aos leitos de enfermarias desses hospitais, a taxa de ocupação é de 40%, representando 60 leitos. Do total dos 150 leitos de enfermaria, 75 leitos estão livres (50%) e 15 estão bloqueados o que representa 10%.

Já nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Natal a taxa de ocupação é de 23%, sendo oito leitos. Dos 35 leitos de enfermaria das UPAS, 27 estão livres para pacientes com a COVID-19.

Leitos bloqueados: Leitos que se encontram em manutenção ou com falta de Recursos Humanos (RH).

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Saúde

EUA sugerem preço global de cerca de US$ 40 para vacina contra Covid-19

Mais de 160 vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, segundo a OMS Mulher segura frasco com a inscrição “Vacina Covid-19” em foto do dia 10 de abril de 2020 — Foto: Dado Ruvic / Reuters

O governo dos Estados Unidos criou um referência para o preço de uma vacina contra Covid-19 em um acordo de US$ 2 bilhões com a Pfizer Inc e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech SE, anunciado na quarta-feira, que provavelmente pressionará outras farmacêuticas a estabelecerem preço semelhantes, disseram analistas da indústria à Reuters.

O acordo, que depende de um produto aprovável, garante vacinas suficientes para se inocular 50 milhões de norte-americanos por cerca de 40 dólares por pessoa, aproximadamente o custo de uma vacina antigripal, e é o primeiro a oferecer um vislumbre do preço provável de vacinas contra Covid-19 bem-sucedidas.

Permite também que algumas farmacêuticas lucrem com seus esforços para proteger as pessoas do vírus que já matou cerca de 620 mil pessoas em todo o mundo – quase um quarto delas nos EUA.

Diferentemente do que acontece em outros acordos de vacina assinados pelo governo, a Pfizer e a BioNTech não serão pagas até sua vacina se mostrar segura e eficaz em um grande teste clínico essencial que deve começar neste mês.

O governo dos EUA, como outros, já havia firmado acordos para apoiar o desenvolvimento de vacinas contra Covid-19, alguns dos quais incluem entregas garantidas de doses, mas este é o primeiro a delinear um preço específico para produtos finalizados.

“O preço médio de uma vacina antigripal é cerca de 40 dólares”, disse Peter Pitts, presidente e cofundador do Centro para Medicina de Interesse Público. “Parece bom com esta comparação. Está dentro da média da sensatez.”

Até agora, as outras vacinas experimentais mais promissoras mostraram dados relativamente semelhantes de segurança e eficiência, o que leva a crer que nenhuma farmacêutica em particular conseguiria cobrar muito mais do que suas concorrentes, especulou Vamil Divan, analista da empresa de biotecnologia Mizuho.

O governo norte-americano concordou em comprar 100 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech a um preço que equivale a 39 dólares pelo que provavelmente será um tratamento de duas doses, ou 19,50 dólares por dose.

Especialistas de saúde acreditam que vacinas eficazes são necessárias para vencer a pandemia, que está abalando economias de todo o mundo, mas precisariam estar disponíveis para bilhões de pessoas, e as farmacêuticas estão sendo consideravelmente pressionadas para evitar buscar grandes lucros durante uma crise de saúde global.

G1

Opinião dos leitores

  1. Vou chutar: acho que o Trump não vai nos doar nem mesmo uma dose das vacinas compradas. Parece que vamos ficar só com a Cloroquina mesmo. Será que ele aceita uma troca? Dizem que a medicação é eficaz! kkkkkk

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