Em meio à pandemia, Banco Central prevê PIB de -6,4% e impacto intenso em comércio e indústria em 2020

O Banco Central (BC) revisou sua projeção para a economia brasileira em 2020 e passou a projetar uma retração de 6,4% no Produto Interno Bruto (PIB). A previsão consta no relatório de inflação, divulgado nesta quinta-feira (25).

A expectativa anterior da instituição, divulgada em março deste ano, era de estabilidade no nível de atividade, ou seja, sem alta nem queda do nível de atividade.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

A revisão da estimativa decorre dos impactos da pandemia do coronavírus, que têm interrompido a atividade econômica ao redor do mundo e aumentado o desemprego.

“A projeção para o PIB anual considera que o recuo no segundo trimestre será o maior observado desde 1996, início do atual Sistema de Contas Nacionais Trimestrais [do IBGE]”, informou o Banco Central.

A instituição acrescentou que esperar que essa contração do PIB no segundo trimestre deste ano “seja seguida de recuperação gradual nos dois últimos trimestres do ano, repercutindo diminuição paulatina e heterogênea do distanciamento social e de seus efeitos econômicos”.

Ao detalhar os componentes da estimativa para o PIB de 2020, o BC estimou crescimento de 1,2% da agropecuária, retração de 8,5% no nível de atividade da indústria e recuo de 5,3% no setor de serviços (com o comércio registrando uma contração de 10,8%).

Pelo lado da demanda, a estimativa é de uma queda de 7,4% no consumo das famílias e de 13,8% nos investimentos (formação bruta de capital fixo).

Para o mercado financeiro, o PIB terá uma contração de 6,50% neste ano

O Banco Mundial prevê uma queda de 8% no PIB brasileiro em 2020

O Fundo Monetário Internacional estima uma contração de 9,1% para a economia brasileira

Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira.

Inflação e taxa de juros

O BC também informou que a sua estimativa de inflação para 2020, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou de 2,6% (em março deste ano) para 2,4%.

Essa previsão considera a trajetória estimada pelo mercado financeiro para a taxa de juros e de câmbio neste ano e no próximo.

Em outro cenário, que considera taxa de juros (Selic) e câmbio estáveis, por sua vez, a previsão do Banco Central para a inflação oficial deste ano recuou de 3% para 1,9%.

As previsões estão abaixo das metas de inflação. Neste ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar de 2,5% a 5,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha ou abaixo das as metas, o BC pode reduzir os juros.

Quando previsões estão acima da trajetória esperada, a taxa Selic é elevada.

Se a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

O mercado prevê que a inflação oficial fique em 1,60% este ano e em 3% em 2021.

Para 2021 e 2022, no cenário de mercado (Selic e câmbio projetados pelos bancos), o Banco Central projetou uma inflação de 3,2% nos dois anos. Em março, no relatório de inflação anterior, as duas projeções estavam em 3,2% e 3,3%, respectivamente.

Sobre a taxa básica de juros, que está na mínima histórica de 2,25% ao ano, o BC informou que o “espaço remanescente para a utilização de política monetária [novo corte nos juros] é incerto e deve ser pequeno”.

“Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no grau de estímulo monetário será residual”, acrescentou.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    O que vai dificultar é resgatar as empresas falidas nesta pandemia que geraram milhões de desempregados, o governo conseguiu salvar 10 milhões de trabalhadores com medidas de ajuda a micro e pequenas empresas.
    Talvez o que ajude a diminuir a crise é a inflação baixa, juros baixo e superávit positivo, além de estímulo ao trabalho com investimentos do governo tendo como exemplo a lei de saneamento basico que gerará emprego em todo país.

  2. Cidadão pagador de impostos disse:

    Antes mesmo do coronavírus a economia já vinha desabando.

Guedes exige saber impacto de longo prazo para liberar concursos

Foto: Marcos Corrêa/PR

O Ministério da Economia vai exigir estudo de impacto orçamentário de longo prazo para autorizar concursos públicos federais, conforme instrução normativa publicada nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial da União.

A medida, assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, passa a valer a partir de 1º de julho deste ano.

Hoje, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias já preveem que as solicitações de concurso público tenham a estimativa de impacto orçamentário-financeiro no exercício em que entrar em vigor e nos dois exercícios subsequentes.

Em nota, o Ministério da Economia informou que a visão de longo prazo na análise da autorização vai dar mais subsídios para decisões por parte dos gestores públicos, já que o comprometimento da União com o servidor é, em média, de 69,8 anos.

Pelos cálculos apresentados pela pasta, um funcionário público fica em média 34,2 anos na ativa, 24,6 anos aposentado e 11 anos com direito a pensão aos seus descendentes.

“A tendência é que esses períodos sejam gradualmente maiores em virtude do aumento na expectativa de vida da população. Assim, a despesa com um servidor permanece na folha de pagamento durante toda a sua vida funcional ativa, passando pelo período de aposentadoria e continua até que o seu último dependente perca o direito à pensão”, disse o ministério.

A estimativa de impacto da despesa a longo prazo irá considerar, entre outros fatores, as progressões e promoções, os eventuais reajustes e a incorporação de gratificações.

Reuters

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gil disse:

    E militar que até um dia a pensão integral desses ficava para as filhas mesmo maiores de idade.??? e o contribuinte pagava essa mamata por mais de 100 anos. o soldo/pensão militar de Maitê Proença já tem mais de 60 anos. Até um dias desses havia pensão remanescente de militar que lutou na Guerra do Paraguai. Tem que acabar aposentadoria integral também para militar.

  2. Gilvan disse:

    ele esqueceu de informar os tributos pagos pelos funcionários públicos durante esse tempo e que já vem retido na fonte,também superestima o tempo de vida dos funcionários.o conjunto do funcionalismo presta bons serviços a sociedade.

  3. Manoel disse:

    1 trilhao pra banco teve.

  4. Antonio Turci disse:

    Concordo com você, Dinho. O ministro tem razão. Lembro, principalmente para a turma da esquerda, o velho provérbio: "QUEM ATIRA COM PÓLVORA ALHEIA, NÃO QUER SABER O TAMANHO DO TIRO".

  5. Otávio disse:

    Tem que terceirizar com impresas privadas o serviço público.
    Tem repartições públicas aí, que só trabalham, de segunda a quarta feira, na quinta e sexta é só enrolação, são funcionários públicos já enfim de carreira e antipáticos que nem o cão.
    Chega da dó, de quem precisa resolver alguma coisa com urgencia.
    Isso tem que mudar, tem que colocar sangue novo pra fazer rápido e ajudar as pessoas que precisam dos serviços.

  6. Ivan disse:

    Se fizer conta dos diversos custos individuais de nossá máquina pública, nunca mais farão nenhum concurso, além do fato da dificuldade de desligamento do mau servidor…Uma grande parcela do universo de servidores…

  7. José disse:

    Traduzindo, o Guedes disse: Não vamos contratar Paras……s
    Total desprezo pelo serviço público.

    • Dinho disse:

      Não colega! Isso é uma tradução sua. Ele tá preocupado com a capacidade de sustentar o sistema a longo prazo, mesmo a curta prazo já estando complicado. E novos mecanismos, como estão sendo usados no presente, tenderão a diminuir a necessidade de mão de obra sim. Mas se vc acha que isso é total desrespeito, é uma questão sua. Imagino um dia, o país mesmo controlado pela esquerda, não ter capacidade de pagamento, e ser obrigado a desmontar a máquina.

Com impacto do coronavírus, FMI prevê queda de 9,1% para o PIB do Brasil neste ano

Foto: Reprodução

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai ser duramente afetado pelos impactos provocados pela pandemia de coronavírus e deve recuar 9,1% neste ano, segundo a nova projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgada nesta quarta-feira (24).

Se confirmada a previsão do Fundo, o tombo da economia brasileira deverá será o maior em 120 anos, pelo menos. Em abril, o FMI estimava uma recessão de 5,3%.

A previsão do FMI também é mais pessimista que a de boa parte dos analistas brasileiros. No relatório Focus, do Banco Central, a projeção mais recente aponta para uma queda do PIB de 6,5%.

Os novos dados do Fundo publicados no relatório World Economic Outlook mostraram uma piora generalizada para a atividade econômica mundial, confirmando que os estragos econômicos da pandemia são mais intensos do que o previsto inicialmente. O FMI aponta, por exemplo, que o PIB global deve recuar 4,9% neste ano – a previsão anterior era queda de 3% -, com todas as regiões enfrentando um quadro de recessão.

“Pela primeira vez, projeta-se que todas as regiões experimentem um desempenho negativo (do PIB) em 2020. No entanto, existem diferenças substanciais entre as economias, refletindo a evolução da pandemia e a eficácia das estratégias de contenção”, escreveu o FMI em relatório.

Para as economias avançadas, o Fundo estima uma queda do PIB de 8%, enquanto as economias emergentes devem apresentar uma retração na atividade de 3%.

“A pandemia levou as economias para um grande lockdown, o que ajudou conter o vírus e salvar vidas, mas também desencadeou a pior recessão desde a Grande Depressão”, pontuou a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath. “Vários países começaram a se recuperar. No entanto, na ausência de uma solução média, a força da recuperação é altamente incerta e o impacto nos setores e países desiguais.

Piora fiscal

Com o aumento dos gastos públicos realizado pelos governos para conter o avanço da pandemia, o FMI também atualizou as projeções para o envidamento dos países.

Segundo o Fundo, as medidas fiscais anunciadas pelos países já somam mais de US$ 10 trilhões, acima dos US$ 8 bilhões esperados inicialmente em abril. Com esse afrouxamento fiscal, o FMI estima que a dívida bruta global deverá chegar a 101,5% do PIB neste ano.

Para o Brasil, o FMI estima que a dívida bruta vai alcançar 102,3% do PIB neste ano, recuando para 100,6% do PIB em 2021. Nos últimos anos, a questão fiscal tem sido o principal entrave da economia brasileira. O tamanho do endividamento brasileiro é considerado alto para um país ainda emergente.

Desde o início da crise, no entanto, os economistas avaliam que o governo está correto em ampliar os gastos públicos para conter o avanço da pandemia, mas dizem que essa piora fiscal deve ser restrita a 2020.

Retomada mais tímida

O FMI também revisou as projeções de crescimento dos países para 2021. Na nova leitura, o Fundo ficou mais pessimista para a atividade global. Agora, a expectativa de crescimento do mundo é de 5,4% no ano que vem, abaixo dos 5,8% projetados em abril.

Para o Brasil, no entanto, há uma pequena melhora. Em 2021, a projeção para a economia brasileira é de avanço de 3,6%, acima dos 2,9% esperados no relatório passado.

O desempenho brasileiro deverá ficar abaixo da previsões do Fundo para as economias emergentes, que devem apresentar expansão de 5,9%. Já as economias avançadas devem crescer 4,8%.

“Em 2021, projeta-se que a taxa de crescimento para os países emergentes e economias em desenvolvimento se fortaleça para 5,9%, refletindo amplamente a previsão de recuperação para a China (8,2 por cento)”, escreveu o FMI.

G1

AUXÍLIO EMERGENCIAL: “Se dependesse dos parlamentares, teria pelo menos mais duas ou três parcelas do mesmo valor, mas tem um impacto”, diz Maia

Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na manhã desta quinta-feira (4) que parlamentares têm manifestado apoio à prorrogação do auxílio emergencial no patamar atual (R$ 600) por mais dois ou três meses e cobrou do governo uma posição oficial sobre um valor que seja consenso entre a equipe econômica e o Congresso.

“Se dependesse dos parlamentares, do que eu estou ouvindo, você teria pelo menos mais duas ou três parcelas do mesmo valor, de R$ 600. Mas tem um impacto, ninguém está negando o impacto e também está negando, nem o governo, a necessidade de prorrogação do benefício. Se é um impacto grande, vamos tentar construir soluções.”

O Planalto sugere que o benefício seja prorrogado, mas em duas parcelas de R$ 300. Entretanto, esta proposta ainda não foi levada ao Congresso, segundo Maia.

“A gente sabe das dificuldades, entende a preocupação do governo e gostaria de ter uma posição oficial do governo. Que o governo encaminhe a matéria ao parlamento para que a gente possa fazer o debate, fazer um debate transparente.”

Para o presidente da Câmara, os próximos meses ainda serão de “queda grande” da atividade econômica, “impactando no emprego a na renda dos informais e dos mais vulneráveis no Brasil”.

Questionado se o Congresso poderia, por iniciativa própria, decidir um valor diferente do que o governo defende — a exemplo do que foi feito para se chegar aos atuais R$ 600 —, Maia disse que sim.

“O Congresso pode tomar iniciativa, mas é bom que o governo tenha uma posição clara para para a gente saber em que condições de impacto fiscal estamos trabalhando. A PEC da Guerra abre as condições para que o governo possa realizar esse gasto, mas todos nós sabemos que o nível de endividamento do governo federal é o nosso limite.”

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo disse:

    BG.
    Esse pescoço mole Botafogo é um "artista"

  2. Marcos Benício disse:

    Reduzam seus subsídios, deputado Rodrigo Maia, que aí vai ter dinheiro para pagar até 10 parcelas do Auxílio Emergencial. Façam essa caridade!

  3. AADF disse:

    Fácil de resolver. É só vcs ficarem sem receber e doar o dinheiro do fundo eleitoral. Com esse dinheiro da pra pagar mais uns 4 parcelas facilmente.

  4. Anti-Político de Estimação disse:

    Se esse gordinho sinistro e seus amigos do Centrão e dos demais partidos abrissem mão, pelo menos de uma parte, do famigerado fundo partidário, tudo seria mais fácil.

Redução gradual da quarentena pode minimizar impacto na economia, diz estudo

Foto: Unsplash

Uma abordagem cautelosa para aliviar as restrições de quarentena pode ser melhor para a economia global a longo prazo, pois evita a reimplementação do distanciamento social por novos surtos de Covid-19. Esta foi a conclusão de um novo estudo de modelagem liderado pela University College London, na Inglaterra, e pela Universidade de Tsinghua, na China.

O artigo publicado nesta quarta-feira (03), no Nature Human Behaviour, é o primeiro a avaliar de maneira abrangente os efeitos da quarentena na cadeia de suprimento global. Para isso os especialistas consideraram o impacto dos bloqueios em 140 países, incluindo alguns não diretamente afetados pela Covid-19.

O estudo constatou que bloqueios mais rigorosos impostos anteriormente (como o de dois meses imposto na China) são economicamente preferíveis a medidas mais moderadas impostas por quatro ou seis meses, já que a duração é mais importante para as economias do que sua gravidade. Isso ocorre porque as empresas podem absorver melhor o choque de um breve período, confiando em suas reservas, e porque bloqueios mais curtos causam menos interrupções nas cadeias de suprimentos regionais e globais.

Os pesquisadores também descobriram que países não diretamente afetados pela Covid-19 podem, no entanto, sofrer perdas de mais de 20% do seu PIB devido a quedas na demanda do consumidor e gargalos nas cadeias de suprimentos. Segundo os especialistas, as economias abertas ou altamente especializadas, como os países do Caribe que dependem do turismo e os países da Ásia Central, como o Cazaquistão, que dependem das exportações de energia, estão especialmente em risco.

“Nosso estudo mostra os efeitos de ondulação causados ​​por bloqueios ao longo da cadeia de suprimentos global, com os países não diretamente afetados pela Covid-19 ainda sofrendo grandes perdas econômicas”, disse Dabo Guan, líder da pesquisa, em comunicado.

A equipe acredita que uma redução gradual das medidas de quarentena ao longo de 12 meses minimizaria os impactos na economia em comparação com o término mais rápido das restrições. “Nossa análise quantifica os benefícios econômicos globais de respostas robustas de saúde pública e sugere que justificativas econômicas para reabrir negócios [precipitadamente] podem sair pela culatra se resultarem em outra rodada de bloqueios”, explicou o coautor Steven Davis.

Tendo em vista o cenário atual, os cientistas preveem uma segunda onda de contaminados pela Covid-19 — e acreditam que implementar um lockdown de dois meses simultaneamente em diversos países seria mais efetivo nesse cenário. De acordo com eles, o custo econômico de um bloqueio vai além das fronteiras nacionais e um choque mais curto e único é mais fácil de ser absorvido pela economia.

“Todas as principais economias viram suas cadeias de suprimentos sofrerem substancialmente com a Covid-19. Nossa análise oferece mais exemplos de que a mitigação do impacto econômico da pandemia do novo coronavírus exige um esforço global”, afirmou Xi Liang, pesquisador da Universidade de Edimburgo que também participou da pesquisa. “Caso isso ocorra em resposta à pandemia, será um excelente exemplo para gerenciar o impacto econômico de uma potencial crise no futuro.”

Galileu

Novo Plano Mansueto terá impacto de até R$ 222 bilhões, diz Tesouro

Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida, estima que o novo projeto de auxílio financeiro a estados terá impacto nas contas públicas entre R$ 148 bilhões e R$ 222 bilhões em 2020. A projeção consta de nota técnica divulgada pelo Ministério da Economia neste fim de semana.

“Esse conjunto extraordinário de recursos será todo financiado por meio do aumento do endividamento público, pois não há novas fontes de receitas em nenhuma esfera do setor público consolidado”, alerta o texto assinado pelo secretário que dá nome ao projeto original, Plano Mansueto.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou que o impacto do novo texto será de R$ 35 bilhões. No entanto, cálculos inicias da equipe econômica indicaram que o projeto vai comprometer R$ 180 bilhões do orçamento de 2020.

Segundo a nota técnica do Ministério da Economia, o déficit primário do setor público este ano deve ser de aproximadamente R$ 500 bilhões, valor próximo a 7% do PIB. A equipe adverte para um crescimento excessivo do déficit e da dívida pública.

“Assim, é importante que qualquer novo impacto fiscal seja debatido de forma cuidadosa para evitar um crescimento excessivo do déficit primário e da dívida pública do setor público além do estritamente necessário para reduzir os impactos econômicos e sociais da crise do Coronavírus e garantir os recursos necessários para o sistema de saúde de todos os entes da Federação”, diz o texto assinado pelo secretário.

Plano Mansueto

Inicialmente, o PLP 149/2019, construído pelo secretário do Tesouro, garantia auxílio financeiro a estados em crise empenhados com o ajuste fiscal. Em contrapartida, os governos estaduais se comprometeriam a limitar os gastos permanentes. Com a pandemia do novo coronavírus, o escopo do projeto foi alterado para garantir apoio emergencial a todos os estados.

De acordo com o presidente da Câmara, o objetivo do projeto original do Plano Mansueto ia ser distorcido se a votação ocorresse agora. “Hoje nós vivemos uma nova realidade: todos os estados estão passando por dificuldades”, disse ele. O Plano Mansueto precisará ser enfrentado provavelmente no segundo semestre, estimou Maia, mas no curto prazo todos os estados precisam recompor receitas para enfrentar a crise decorrente do novo coronavírus.

O novo texto suspende a dívida dos estados e do DF com a União, acaba com a obrigação de cumprimento do teto de gastos e concede perdão de multas decorrentes da suspensão de pagamentos. Também é criada compensação, por três meses, para a queda de arrecadação com o ICMS e o ISS. O substitutivo foi lido pelo relator, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), na última quinta-feira (9) e a votação está prevista para segunda-feira (13).

Cenários

O impacto do texto sobre as finanças públicas em 2020 será de pelo menos R$ 105 bilhões, estima o Tesouro Nacional no cenário mais conservador. No entanto, cada ponto do projeto incluiria outros bilhões na conta.

Deputados debatem, por exemplo, a extensão do projeto a prefeituras, o que não está contemplado pelo texto até o momento. Se os parlamentares incluírem a concessão de operações de crédito para os municípios com uma regra semelhante à dos estados, o Tesouro estima um acréscimo de R$ 39 bilhões no custo.

Para o pior cenário, de impacto de R$ 222 bilhões, a nota considera a inclusão de assuntos não relacionados com o combate à covid-19, que aparecem no

Disputa política

Enquanto autoridades buscam acordo em torno do projeto, bolsonaristas têm utilizado as redes sociais para defender o texto original. A narrativa dos apoiadores de Bolsonaro é de que os deputados, liderados por Rodrigo Maia, fazem alarmismos sobre a pandemia de covid-19 para conseguir mais recursos federais.

O que está em jogo, na verdade, é a “paternidade” de medidas de mitigação dos efeitos da pandemia. Ao repassar o dinheiro aos governadores, Bolsonaro não terá facilidade em se apropriar do bônus política das medidas – como aconteceu, por exemplo, no caso do auxílio emergencial de R$ 600.

Congresso em Foco

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. M.D.R. disse:

    Tios Patinhos, o BRASIL tem lastro, ninguém pode perde VIDAS que a vida ñ se recupera. A ECONOMIA , nos longos dos anos se recupera
    mas a vida ñ.

    • Direita-Honesta disse:

      Você já ouviu o termo "morrer de fome"? Acredita que pessoas podem morrer por causa tão "banal"? E depressão, suicídios, encargos AVC, falta de dinheiro para adquirir remédios e tratar doenças, será que pessoas também morrem por tais motivos? E latrocínios devidos a desespero por falta de dinheiro para prover o sustento da família? Olha, esse é o nível dessa gente que não se preocupa com o destino das pessoas, que usa o povo, principalmente os mais carentes, como massa de manobra para seus planos sórdidos.

Guedes diz que Brasil vai sofrer ‘impacto’ do coronavírus, mas que crise é passageira

Foto: Reprodução/Globo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (12) que o Brasil “vai tomar o impacto” da crise gerada pelo coronavírus, mas que ela é “passageira”.

Guedes fez o comentário ao ser questionado pelos jornalistas sobre a nova disparada do dólar que, nesta quinta, chegou pela primeira vez a R$ 5.

Na semana passada, o ministro afirmou que, se fizesse “muita besteira, o dólar poderia bater em R$ 5”.

Nesta quinta, o ministro esclareceu que, quando fez a declaração na semana passada, não estava se referindo apenas a ele ou ao governo, mas “ao Congresso, Senado, Câmara, Presidência da República, ministros, opinião pública informada pela mídia”. De acordo com Guedes “todos nós somos responsáveis” pela instabilidade que se reflete na disparada da moeda norte-americana.

Em seguida, o ministro defendeu que as disputas políticas envolvendo o governo Bolsonaro e o Congresso deem lugar a “um mutirão de solidariedade” para superar a atual crise.

“É uma crise passageira, uma pandemia, como foi dito do ponto de vista de saúde pública. Tem uma onda de impacto, um período de difusão, e depois ela cede também com força. Já está acontecendo isso na China. Vamos tomar o impacto agora”, disse Guedes.

Na quarta, em mais um capítulo da disputa entre Planalto e parlamentares, o Congresso derrubou veto do presidente Jair Bolsonaro e elevou o limite de renda para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

De acordo com o governo, esse aumento vai gerar um impacto de R$ 20 bilhões nas contas públicas apenas neste ano.

Para Guedes, que informou que o governo vai recorrer à Justiça e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar reverter a decisão sobre o BPC, a derrubada do veto foi um “sinal do Congresso Nacional” em um momento de disputa sobre as regras do orçamento impositivo – em que o Executivo e Legislativo competem pela prerrogativa de definir a destinação de recursos públicos.

“A nossa avaliação é que, se há algum espaço agora, é para justamente remanejar o orçamento para essas prioridades [área de saúde, por conta do coronavírus]”, disse.

“É hora de explorarmos as disputas? De jogamos os poderes uns contra os outros por pequenos deslizes de comentários? Ou é hora de tentarmos interpretar corretamente o que está sendo transmitido e tentarmos construir a saída juntos”, questionou.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. IBMENDONCA disse:

    Parece que o posto Ipiranga tá em crise…

  2. Ricardo disse:

    Impressionante a falta de informações que as pessoas tem em se referir ao dólar a 5,00 reais como fosse culpa interna e essa falta de esclarecimento é uma lástima.

    • Chico da Burra disse:

      Não é falta de informação meu amigo! É oposição sem argumento querendo utilizar-se de qualquer meio para derrubar o governo e tentar voltar ao poder, digo, à roubalheira!!!

  3. Observando disse:

    Reforma Trabalhista. Reforma Previdencia. E agora Reforma Tributaria, que vai tirar dos ricos e dar aos pobres. Agora vai.

    • Anti-Político de Estimação disse:

      "Tirar dos ricos e dar aos pobres" ??????????????? será que o que os fatos estão mostrando não é o contrário não ??.
      Eu só vejo os "tubarões" cada vez mais ricos e a classe média e o povão empobrecendo e perdendo direitos conquistados com muita luta.

  4. Bruno disse:

    Kat acredita mesmo é nós petralhas

  5. Vitor Silva disse:

    É triste, mas tbm didático: ontem Fábio Wajngarten fez piada com o coronavírus, hoje o resultado de seu exame deu positivo.

    Bolsonaro é outro que não se atém aos fatos, atacou a imprensa e chamou a pandemia de "fantasia"

    A realidade vai esmagando as fake news desse (des)governo

  6. Kat disse:

    Suposições…. Não fala nada com nada!!
    Disse que o dólar não chegarão a 5,00 reais e se chegasse era pq o governo tinha feito muita besteira..olha aí!!! Que a crise passa com as reformas, tudo balela. Queria muito que fosse verdade, não acredito mais em nada desse desgoverno.

    • Antenado disse:

      Então se mude para a Venezuela. Lá vc não vai ouvir falar, vai ver “in loco”.

Latam suspende voos entre Guarulhos e Milão por impacto do coronavírus

Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

A Latam suspendeu os voos entre São Paulo e Milão, que partiam e chegavam do Aeroporto de Guarulhos. Segundo a companhia aérea a medida foi tomada devido a queda da demanda resultante da propagação do novo coronavírus. Os sete voos semanais para a cidade italiana estão cancelados até o dia 16 de abril.

“Estamos observando o cenário desta contingência de saúde pública mundial e a decisão da companhia é baseada, em primeiro lugar, na propagação do vírus na Itália, assim como na queda atual na demanda da rota. A companhia é consciente do problema e espera que a situação se normalize o mais brevemente possível pelo bem-estar e saúde de todos os seus passageiros e tripulantes”, afirmou em nota o diretor-presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier.

Atendimento aos passageiros

A empresa informou ainda que está em contato com os passageiros com passagens em voos cancelados para tentar minimizar os transtornos. A empresa oferece três alternativas de acordo: remarcação da data (sem multa ou diferença tarifária), reembolso completo ou remarcação da origem/destino (sem multa, mas sujeito a pagamento da diferença da tarifa).

A companhia garanta que os passageiros que estão em Milão terão o retorno garantido em outros voos da Latam ou de empresas aéreas parceiras.

Lombardia

A região da Lombardia, que tem Milão como uma das principais metrópoles, sofre com um surto do novo coronavírus. Algumas vilas dessa parte da Itália chegaram a ser bloqueadas, impedindo o fluxo de entrada e saída de pessoas na tentativa de conter a disseminação da doença.

Os dois casos confirmados até o momento de coronavírus no Brasil são de pessoas que estiveram na região da Lombardia.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Quando essa gripe chegar aqui no RN, aí sim você vai ver a piada na área de saúde!

  2. Rivanaldo disse:

    Teremos 20 a 30 mil casos de Corona Vírus no Brasil em 25 dias …

    Nenhum voo vindo da Italia nos últimos 15 dias está sendo inspecionado …

    Piada esse ministro da saúde. PIADA!

Mais além de impacto de asteroide: estudo confirma teoria sobre verdadeira causa do fim dos dinossauros

Novas evidências geológicas corroboram para a comprovação de antigas teorias sobre como foram os dias após o impacto do asteroide que dizimou os dinossauros. O novo estudo contou com quase 25 pesquisadores e foi comandado pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Cerca de 66 milhões de anos atrás, um enorme asteroide atingiu a Terra na região em que hoje está o Golfo do México. O choque foi tão grande que resultou na extinção de 75% da vida existente à época, incluindo os dinossauros. Para os pesquisadores, isso aconteceu porque o objeto extraterrestre provocou incêndios, tsunamis e lançou tanto enxofre na atmosfera que bloqueou o sol, o que causou um resfriamento global intenso — e mortal.

A teoria é antiga, mas a nova análise, publicada pelo periódico científico PNAS, encontrou evidências concretas de que os cientistas estão certos. Segundo os especialistas, a investigação começou em 2016, quando a equipe extraiu material equivalente a quase 130 metros de altura de detritos geológicos acumulados na região em que ocorreu o impacto.

Para o pesquisador e coautor do estudo Jens Olof Ormö, uma das vantagens de estudar crateras é que os eventos seguintes a um impacto são muito bem conhecidos: “Podemos reconstruir uma sequência de eventos [por exemplo, ver quais sedimentos seguem um acima do outro]. Pelo tipo de sedimento [tamanho dos clastos (fragmentos), tipo e classificação], podemos saber se eles foram depositados rápida ou lentamente, e o tempo que levou”, disse, segundo El País.

Dentro da cratera, os pesquisadores encontraram carvão e um biomarcador químico associado a fungos que, quando presentes dentro ou acima de camadas de areia, sinalizam a existência de água. Como explicaram em comunicado, o achado sugere que a paisagem carbonizada foi varrida para dentro da cratera criada pelo asteroide.

Só isso já seria o suficiente para mudar para sempre os ecossistemas próximos ao impacto, mas foi o que aconteceu a seguir que realmente mudou o mundo. Para compreenderem o que aconteceu depois, os cientistas descobriram uma pista que, na verdade, não estava na composição geológica estudada — e aí reside a maior evidência de que eles estão certos.

Embora a área ao redor da cratera esteja cheia de rochas geralmente ricas em enxofre, a substância não foi encontrada. O fato corrobora a teoria de que o impacto resultou na vaporização dos minerais que continham o elemento, liberando-os na atmosfera.

Resultado? O enxofre — ao menos 325 bilhões de toneladas — refletiu a luz solar para longe da Terra, causando o resfriamento do planeta, o que teve um efeito devastador. “O verdadeiro assassino deve ser atmosférico. A única maneira de obter uma extinção em massa global como essa é um efeito atmosférico”, afirmou Sean Gulick, membro do grupo, em comunicado.

Galileu

 

Operação Impacto está de volta

As vésperas da eleição, alguns candidatos terão que gastar seu tempo de campanha se explicando na justiça. Depois da suspeição dos desembargadores Maria Zeneide Bezerra e Assis Brasil (juiz convocado), a magistrada Tatiana Socoloski (juíza convocada) assumiu a condição de relatora da Apelação Criminal do processo da Operação Impacto com todo de gás.

Já há despacho do processo, determinando a intimação dos réus. Os ainda vereadores Adão Eridam (PR), Adenubio Melo(PSB) Aquino Neto (PV) e Julio Protásio (PSB) terão oito dias para se pronunciar nos autos, assim como os demais réus.

Deflagrada em meados de 2007, a Operação Impacto investigou suposto envolvimento de vereadores, assessores e empresários em esquema de recebimento de propina para a aprovação de emendas ao Plano Diretor de Natal.

Com informações: Laurita Arruda

Operação Impacto: Condenados devem apresentar contrarrazões à Justiça

Os recursos interpostos pelo Ministério Público e pelos 16 condenados de corrupção no processo da Operação Impacto estão agora sob análise  do juiz da 4ª Vara Criminal de Natal, Raimundo Carlyle de Oliveira. A partir dessa fase, o magistrado determinará a intimação de todas as partes para contrarrazoarem os pedidos feitos. Após as devidas respostas, o processo deverá ser encaminhado para apreciação da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Os 16 condenados requereram a absolvição por falta de provas enquanto que o Ministério Público Estadual solicitou o aumento das penas – em média – em mais dois anos e meio e a mudança das punições do regime semiaberto para o fechado.

No recurso, os promotores do Patrimônio Público solicitaram também a reforma da sentença para condenar o presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Edivan Martins, pela prática de corrupção passiva, assim como o empresário Ricardo Cabral Abreu e José Cabral Pereira Fagundes, que foram inocentados pela prática do crime de lavagem de dinheiro.

Quando chegar ao Tribunal de Justiça o processo deverá ser distribuído para um dos magistrados da Câmara Criminal, que é composta pelos desembargadores Caio Alencar, Rafael Godeiro, Virgílio Macêdo e Zeneide Bezerra.

Operação Impacto: MP quer ver condenados cumprindo penas em regime fechado

Por interino

O Ministério Público Estadual, por intermédio das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Natal, apelaram ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte para reformar a decisão do Juiz da 4ª Vara Criminal, Raimundo Carlyle, na sentença da Operação Impacto. Em média, os representantes do MP requerem mais dois anos e meio de prisão para os condenados, o que implica na mudança do regime inicial das penas aplicadas, que deixa de ser semi-aberto e passa a ser o fechado.

No recurso, os Promotores do Patrimônio Público apresentam suas considerações e requerem também a reforma da sentença para condenar o Prefeito de Natal em exercício, vereador e presidente da Câmara Municipal, Edivan Martins pela prática de corrupção passiva. Na sentença, o vereador havia sido absolvido da acusação.

O Ministério Público, através de seus representantes legais, requer também que o TJ reforme a sentença do Juiz que inocentou o empresário Ricardo Cabral Abreu e José Cabral Pereira Fagundes pela prática do crime de lavagem de dinheiro.

Os Promotores do Patrimônio Público querem que o Tribunal de Justiça amplie a pena do empresário Ricardo Abreu fixando a pena-base em sete anos de reclusão e a pena definitiva em nove anos e quatro meses de reclusão, modificando o regime de cumprimento inicial da pena de acordo com a nova pena a ser aplicada.

Da mesma forma, os representantes do MP querem que os desembargadores reformem a sentença do Juiz de primeiro grau para agravar a pena do ex-vereador Emilson Medeiros e do vereador Dickson Nasser, fixando a pena-base em oito anos e três meses de reclusão e a pena definitiva em 10 anos e oito meses de reclusão, também modificando o regime de cumprimento.

A apelação também pede a reforma da sentença para fixar a mesma pena-base de oito anos e três meses e a pena definitiva de 10 anos e oito meses de reclusão para os ex-vereadores Geraldo Neto, Renato Dantas, Edson Siqueira, Aluísio Machado, Salatiel de Souza e Carlos Santos, além dos vereadores Adenúbio Melo, Júlio Protásio e Aquino Neto. Para o vereador Adão Eridan, o Ministério Público requer a fixação da pena-base e a pena definitiva de oito anos e três meses de reclusão, com mudança de regime de cumprimento da pena de acordo com nova pena a ser aplicada.

Os Promotores de Justiça do Patrimônio Público pedem, ainda, que o Tribunal de Justiça reforme a senteça do Juiz Raimundo Carlyle para ampliar a pena dos condenados Klaus Charlie, Francisco de Assis e Hermes Soares Fonseca, fixando a pena-base em oito anos e três meses de reclusão e a pena definitiva em 12 anos, um mês e 15 dias de reclusão, modificando também o regime de cumprimento.

Os representantes do MP se convenceram da sentença do Juiz com relação a Sid Fonseca, Joseilto Fonseca da Silva e João Francisco Garcia Hernandes, e não apresentaram recurso.

Mesmo tendo apelado da sentença, os Promotores de Justiça do Patrimônio Público ressaltaram a importância da condenação na luta contra a corrupção, enaltecendo mais uma vez o trabalho desenvolvido no âmbito da 4ª Vara Criminal da Comarca de Natal no processo que investigou a compra e venda de votos na reforma do Plano Diretor de Natal em 2007, quando foi deflagrada a Operação Impacto.

Impacto: MP ajuíza apelação criminal e pede condenação de presidente da Câmara Municipal

Os Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público ajuizaram hoje, 27, uma apelação criminal contra a sentença emitida pelo Juiz da 4ª Vara Criminal de Natal.

Na prática, como o prazo para recursos encerram na próxima segunda-feira, a apelação funciona como um pedido de dilação de prazo. Caso seja aceita, o Ministério Público terá mais oito dias para apresentar as suas contestações à sentença.

Na apelação os Promotores de Justiça manifestam o interesse do MP em pedir a reformulação da sentença no que diz respeito à absolvição de Edvan Martins, pela acusação de corrupção passiva; de Ricardo Abreu e José Pereira Cabral Fagundes, inocentados do crime de lavagem de dinheiro. Além desses, o Ministério Público deve recorrer também para pedir o agravamento das penas aplicadas aos demais envolvidos: Ricardo Abreu, Emilson Medeiros, Dikson Nasser, Geraldo Neto, Renato Dantas, Adenúbio Melo, Sargento Siqueira, Aluísio Machado, Júlio Protásio, Aquino Neto, Salatiel de Souza, Antônio Carlos Jesus dos Santos, Adão Eridan, Klaus Charlie, Francisco de Assis Jorge Sousa e Hermes Soares Fonseca.

Com relação a Sid Fonseca, Joseilto Fonseca da Silva e João Francisco Garcia Hernandes, os Promotores de Justiça não manifestaram o interesse de recorrer, tendo em vista afirmarem que se convenceram dos argumentos do juiz. Embora pretendam recorrer da sentença, eles destacam a importância dessa condenação na luta contra a corrupção e enaltecem a maneira ágil e empenhada com que foi conduzido o processo por parte da 4ª Vara Criminal de Natal.

Clique AQUI e veja a Apelação Criminal

Impacto: Renato Dantas diz que juiz o condenou pela mídia

O ex-vereador Renato Dantas não aceitou a decisão do juiz Raimundo Carlyle, titular da 2ª Vara Criminal, e já disse que vai recorrer. Através de sua página pessoal no microblog Twitter ele disse que o magistrado só tomou tal decisão por causa da mídia.

“Li a sentença, não encontrei nenhuma prova material de recebimento de propina. O juíz condenou pela mídia, vou recorrer. Cada vez mais me decepciono com o judiciário. Como pode uma pessoa ser condenada sem prova material?”, indagou.

Renato Dantas foi condenado por corrupção passiva.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ailton Ramos da Silva disse:

    olá boa tarde,

    não sou defensor de nem um dos vereadores, sou estudante de direito do 8º periodo da UNP, mais falo apenas como cidadão, ouvi a entrevista do ex vereador RENATO DANTAS, primeiro quero parabenizar pela coragem, pela atitude licita, transparente e posso dizer de respeito a sociedade, diferente dos outros, que mesmo alguns deles que tem programa de televisão, se quer usa para se defender, quem cala concente, ouvi a entrevista de renato dantas nas 98 fm, o programa reporter 98, se saiu muito bem, na minha opinião, só enfrenta uma entrevista daquela quem não tem nada haver com nada, eu diria que quem tem a conciencia tranqui-la, enfrenta uma sabatina, alem do entrevistador, que é muito competente, ROBSON CARVALHO, e a população, não conheço o ex vereador, nunca estive com ele, só quero aqui, ser justo.
    essa é minha opinião.

    Ailton Ramos

  2. Carlos disse:

    Pois não é…não era ele que dizia aos quatros cantos que era culpado…será que era só para a mulher não ter direito ao seu "patrimônio"???….esqueceu da entrevista que deu, Renato Dantas?

  3. Natalense Atento disse:

    Será que o ilustre ex vereador se esqueceu da entrevista que deu ao jornal de hoje dizendo que todo o seu patrimonio era fruto de corrupção?Ser réu confesso é a prova mais cristalina que existe,e quanto a midia ele entende bem, porque se exibe diariamente através do seu twiter

Processo da Operação Impacto chega ao fim

A Operação Impacto, que investigou a compra e venda de votos de vereadores da Câmara Municipal de Natal durante o processo legislativo de elaboração do novo Plano Diretor em 2008, foi encerrada hoje com a entrega da alegação final da defesa do ex-vereador Renato Dantas.

O processo da Operação Impacto já contabiliza 21 de pessoas acusadas, entre  políticos, advogados e empresários. Com a entrega da última documentação, o documento judicial foi concluído com 83 volumes e agora passa pela análise do juiz Raimundo Carlyle, titular da 4ª Vara Criminal. O processo chega ao fim cinco anos depois de deflagrada a operação e depois de várias mudanças de foro comum para especial.

A Operação foi deflagrada no dia 11 de julho de 2007 e tem denúncias contra os vereadores Francisco de Assis Jorge Sousa, Dickson Ricardo Nasser dos Santos, Adão Eridan de Andrade, Júlio Henrique Nunes Protásio da Silva e Edivan Martins Teixeira; contra os ex-integrantes do Legislativo Emilson Medeiros dos Santos, Tirso Renato Dantas, Adenúbio de Melo Gonzaga, Francisco Sales de Aquino Neto, Aluísio Machado Cunha, Edson Siqueira de Lima e Salatiel Maciel de Souza; além ds empresários Geraldo Ramos dos Santos Neto, Antônio Carlos Jesus dos Santos, Klaus Charlie Nogueira Serafim de Melo, Hermes Soares Fonseca,  Sid Marques Fonseca, Ricardo Cabral Abreu, José Cabral Pereira Fagundes,  João Francisco Garcia Hernandes e Joseilton Fonseca da Silva.