Jornalismo

Polícia Federal indicia Vale, Samarco e executivos por crimes ambientais em Mariana

Aerial view of the debris after a dam burst on Thursday, at the small town of Bento Rodrigues in Minas Gerais state, Brazil, Friday, Nov. 6, 2015. Brazilian rescuers searched feverishly Friday for possible survivors after two dams burst at an iron ore mine in a southeastern mountainous area. (AP Photo/Felipe Dana)
Foto: Felipe Dana / AP Photo

A Polícia Federal informou nesta quarta-feira que indiciou a Samarco, a Vale, a empresa VogBR e mais sete executivos e técnicos por crimes ambientais decorridos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015. Entre os indiciados, está o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi.

Segundo a PF, as empresas, os dirigentes e os técnicos foram indicados por provocar poluição em níveis que “resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”, de acordo com o previsto pelo artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais.

A PF informou que as investigações continuam e ainda podem ocorrer novos indiciamentos. O órgão esclareceu que sua atuação no caso se deve a sua atribuição para investigar crimes ambientais, tendo os dejetos atingido o leito do Rio Doce, que é bem da União. A atribuição de investigação das mortes fica com a Polícia Civil de Minas, que está na fase de verificação de laudos para poder concluir o inquérito. A tragédia deixou 17 mortos e dois desaparecidos.

Além do diretor-presidente da Samarco, foram indiciados o coordenador de monitoramento das barragens, a gerente de geotecnia, o gerente-geral de projetos e responsável técnico pela barragem Fundão, o gerente geral de operações, o diretor de operações e o engenheiro responsável pela Declaração de Estabilidade da barragem Fundão em 2015 da empresa que atestou a estabilidade das barragens.

Em nota, a Samarco protestou contra o indiciamento:

“A Samarco informa que não concorda com o indiciamento de seus profissionais porque até o presente momento não há uma conclusão pericial técnica das causas do acidente.”, diz o texto.

Já a Vale disse que “recebeu com surpresa a notícia de seu indiciamento”.

“O indiciamento reflete um entendimento pessoal do delegado e ocorre em um momento em que as reais causas do acidente ainda não foram tecnicamente atestadas e são, portanto, desconhecidas. Além disso, as suposições da Polícia Federal sobre uma teórica responsabilidade da Vale baseiam-se em premissas que não têm efetivo nexo de causalidade com o acidente, conforme será oportuna e tecnicamente demonstrado pela Vale”.

Na Vogbr, empresa de geotecnia que fez os estudos sobre as barragens de Germano, Fundão e Santarém, não havia ninguém da diretoria para comentar o indiciamento.

Fonte: O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Fiscais do Meio Ambiente retiram faixas irregulares de Nova Parnamirim

2660_1Uma equipe de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente (Semur) percorreu a Avenida Abel Cabral – em Nova Parnamirim, na manhã desta sexta-feira, 20, e retirou as faixas e placas irregulares dispostas em postes e cercas. A ação é realizada pela equipe duas vezes por semana com o objetivo de combater a poluição visual.

A colocação de faixas pela cidade é proibida. “Fotografamos as faixas, fazemos a identificação de quem fez o serviço e de quem contratou. E, em seguida, notificamos os responsáveis. Tb orientamos sobre os locais onde é permitida a realização de publicidade, como por exemplo, outdoor”, disse o fiscal Eder Rodrigues de Queiroz que esteve nessa fiscalização com Carlos Alberto Torres.

A retirada das faixas é aprovada pelos moradores. É o caso de dona Terezinha Garcia, 80, moradora na Avenida Abel Cabral. “Já paguei R$ 20,00 para um rapaz retirar a faixa colocada no poste em frente à minha casa. Mas, não adianta, no dia seguinte, eles retornam e colocam de novo”, diz indignada a moradora.

Segundo dona Terezinha a colocação das faixas em Nova Parnamirim é uma prática comum e tem deixado a cidade com muito poluição visual. “É feio demais. Ruim para os olhos e para a mente”, diz a moradora.

Além da poluição visual, a Secretaria de Meio Ambiente também tem combatido a poluição sonora. “Fazemos a fiscalização dos carros de som uma vez por semana. A população pode nos ajudar denunciando”, diz Carlos Alberto Torres.

As pessoas que quiserem fazer uma denúncia sobre poluição visual ou sonora podem entrar em contato pelo telefone: 3644-8245.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Semana do Meio Ambiente começa nesta terça-feira em Natal

 “Consciência e atitude mudam o mundo”, com este tema a Prefeitura do Natal realiza de 4 a 6 de junho, a Semana do Meio Ambiente 2013, que será realizada no Bosque das Mangueiras. A abertura acontece nesta terça-feira, 4, a partir das 9h da manhã com o lançamento de diversas ações voltadas a educação e recuperação ambiental da cidade. O evento é coordenado pela secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).

A programação começa a partir das 8h30, com a realização de oficinas pelos parceiros nos estandes, apresentação da Banda da Policia Militar e do Coral Som das Águas da Companhia de Esgotos do RN (CAERN). Na oportunidade serão lançados o projeto ‘À Sombra da Mangueira’, o programa Terra Viva pela Semurb e do Selo Internacional de Cooperação pela Água pelos Correios.

A programação segue até quinta-feira, 6, no Bosque das Mangueiras. Na sexta-feira, 7, acontece um ciclo de palestras na UnP, unidade da avenida Nascimento de Castro, com temas sobre Resíduos Sólidos, Fiscalização e Licenciamento Ambiental, Coleta Seletiva, mudanças climáticas, turismo e compensação de carbono, entre outras.

No sábado, a partir das 9 horas haverá uma caminhada nas trilhas do Parque da Cidade com um mutirão de limpeza por um grupo de escoteiros. O evento se encerra no domingo com passeio ciclístico, na região oeste da cidade, das escolas municipais, e uma caminhada na via costeira promovida pela OAB-RN.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Aquecimento global pode diminuir tamanho dos peixes, diz estudo

O aquecimento global está modificando não só a temperatura e a quantidade de oxigênio dos oceanos, mas também pode afetar consideravelmente o tamanho dos peixes, alertou um estudo publicado neste domingo.

Um dos elementos chave do tamanho dos peixes e invertebrados marinhos é sua necessidade energética: quando seu entorno já não é capaz de proporcionar esta energia para satisfazer suas necessidades, os peixes param de crescer. A quantidade de oxigênio na água é para os peixes uma fonte de energia.

“Obter oxigênio suficiente para crescer é um desafio constante para os peixes e, quanto maior o peixe, pior”, disse Daniel Pauly, biólogo do Centro de Pesca da Universidade de Columbia Britânica em Vancouver (Canadá, oeste).

“Um oceano mais quente e com menos oxigênio, como se prevê com o aquecimento global, será mais complicado para os peixes grandes, o que significa que logo deixarão de crescer”, acrescentou.

Pauly e seus colegas buscaram criar modelos do impacto do aquecimento global em mais de 600 espécies de peixes a partir de dois cenários climáticos comumente aceitos pelos especialistas para o período 2001-2050.

Segundo seus cálculos, o aquecimento médio no fundo dos oceanos continua sendo mínimo (poucos centésimos de um grau por década), assim como a diminuição da concentração de oxigênio.

Contudo, “as variações resultantes em termos de peso corporal máximo são surpreendentemente importantes”, disseram os pesquisadores no estudo publicado pela revista britânica Nature Climate Change.

Em geral, o peso máximo médio dos peixes considerados diminuiria de 14% a 24% entre 2001 e 2050. Seria o equivalente à perda de 10 a 18 quilos em um homem de 77 quilos.

O Oceano Índico será o mais afetado (24%), seguido do Atlântico (20%) e do Pacífico (14%), nas áreas tropicais ou temperadas.

“Este estudo indica que, se as emissões de gases do efeito estufa não forem reduzidas, as consequências serão maiores que o previsto nos ecossistemas marinhos”, alertaram os pesquisadores.

“Outros impactos das atividades humanas, como a pesca excessiva e a contaminação, podem agravar o problema”, acrescentaram.

Do Uol

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

Desmatamento da Amazônia afeta chuvas em países distantes da floresta, diz estudo

A perda de floresta tropical pode afetar pessoas a milhares de quilômetros de distância, de acordo com um novo estudo. O desmatamento pode causar uma grave redução das chuvas nos trópicos, com graves consequências para as pessoas, não só nesta região, mas em áreas vizinhas, disseram pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e do Centro de Ecologia e Hidrologia do Conselho de Pesquisa Ambiental Britânico.

O ar que passa sobre grandes áreas de floresta tropical produz pelo menos duas vezes mais chuva do que o que se move através de áreas com pouca vegetação. Em alguns casos, florestas contribuem para o aumento de precipitação a milhares de quilômetros de distância, de acordo com o estudo publicado na revista Nature.

Considerando as estimativas futuras de desmatamento, os autores afirmam que a destruição da floresta pode reduzir as chuvas na Amazônia em 21% até 2050 durante a estação seca.

“Nós descobrimos que as florestas na Amazônia e na República Democrática do Congo também mantêm a precipitação nas periferias destas bacias, ou seja, em regiões onde um grande número de pessoas depende dessas chuvas para sobreviver”, disse o autor do estudo, Dominick Spracklen, da Escola sobre a Terra e o Ambiente da Universidade de Leeds.

“Nosso estudo sugere que o desmatamento na Amazônia ou no Congo poderia ter conseqüências catastróficas para as pessoas que vivem a milhares de quilômetros de distância em países vizinhos.”

 

Da BBC Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polêmica

Moradores debatem sobre instalação de parques eólicos em dunas do Rio Grande do Norte

Deu no Uol. Uma reportagem trata da instalação do parque eólico nas dunas de Galinhos. A matéria mostra a polêmica envolvendo as licenças ambientais emitidas pelo Idema, a preocupação de moradores  e empresas que sobrevivem do turismo na região. A professora do curso de geografia da UFRN, Zuleide Lima, se diz preocupada com o local escolhido, explicando a fragilidade do terreno em Galinhos e alerta para o alto custo de manutenção do parque  eólico devido a movimentação da areia

Confira a reportagem na íntegra:

Paulo Francisco. Do UOL, em Natal

Uma das mais belas paisagens de Rio Grande do Norte, as dunas de Galinhos (160 km de Natal), está sendo modificada para dar lugar a um parque de energia eólica (a partir dos ventos). Mesmo sob protesto dos moradores, o Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte) autorizou a instalação de 72 aeogeradores sobre as dunas para geração de energia eólica.

Em 2009, o consórcio Brasventos ganhou em leilão da Aneel o direito de instalar e explorar três parques eólicos no Estado – dois em Galinhos e um no município vizinho de Guamaré. O investimento é de R$ 620 milhões. A previsão para o inicio da geração de energia nesses parques é o primeiro semestre de 2013.

Acontece que as dunas são o cartão postal de Galinhos, cidade com cerca de 2.000 habitantes que vive do turismo, da pesca e da extração do sal, e a instalação ali dos equipamentos pode mudar a paisagem e a economia locais. A cidade está dividida. Um grupo de cerca de 250 moradores já participou de um abaixo-assinado apoiando o consórcio Brasventos a instalar o parque no município. Já outro grupo é contra a presença dos aerogeradores nas dunas.

A movimentação de tratores e retroescavadeiras para a instalação dos aerogeradores vem mobilizando toda a região. Entidades do setor turístico entregaram no início do ano ao Idema um documento com cerca de 500 assinaturas pedindo o não licenciamento da instalação do parque eólico.Segundo a secretária de Turismo de Galinhos, Chesma Alves, o turismo das dunas faz circular no município mensalmente cerca de R$ 350 mil, totalizando R$ 4,2 milhões por ano.

“Nossa reivindicação é pela não implantação dos aerogeradores nas dunas. Queremos preservar a área do jeito que ela está hoje e transformá-la numa APA (Área de Preservação Ambiental)”, disse o presidente da Associação dos Bugueiros de Galinhos, Mário Helisson da Silva Lima, o “Ecinho”.

A hoteleira Ana Müeller, dona da pousada Peixe Galo, diz não entender como o Idema dá licença para destruir as dunas do Capim. “O mais sensato seria deslocar o parque para outra área, preservando as belezas naturais de um ‘paraíso’ ainda pouco explorado pelo turismo potiguar”, diz ela

A guia de turismo Patrícia Araújo, da empresa Marazul, que faz passeios para o litoral potiguar a partir de Natal, vai semanalmente para Galinhos com grupos de turistas.  Segundo ela, os turistas têm reagido com indignação com a presença das máquinas nas dunas.

Exigências

Para o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o Idema concedeu a licença ambiental de forma irregular, sem observar as Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e indo contrário às manifestações da comunidade de Galinhos. Uma ação do MP já está na Justiça contra o Idema e a Brasventos Eolo Geradora de Energia S/A e Eolo Energy S.A, responsáveis pelos parques.

“A resolução 369/2006 do Conama só permite fazer obras dentro de uma APP quando não há alternativa técnica de readequação do projeto. Nesse caso de Galinhos, existem outras áreas que poderiam ser utilizadas”, afirma o MP.

Mas o diretor Financeiro da Brasventos, James Clark Nunes, informa que o consórcio cumpriu todas as exigências do órgão ambiental do Estado para licenciar as usinas eólicas de Galinhos.Quanto ao Ministério Público questionar a regularidade da emissão da licença de instalação do parque Rei dos Ventos 1 e pedir a realocação de 22 aerogeradores, Nunes disse que não havia motivo, já que tudo foi feito dentro da lei ambiental.

“Não tem motivo para realocar os aerogeradores, o impacto ambiental é pequeno.  Já realocamos a posição de cinco deles que estavam mais próximo do povoado de Galos”, disse o diretor.

Licença

O diretor do Idema, Gustavo Szilagyi, afirmou que o órgão se baseia nas leis ambientais para aprovar os projetos de energia eólica no Estado e tem o Núcleo de Parques Eólicos dentro da Subcoordenadoria de Licenciamento Ambiental e Controle Ambienta (SLCA) só para cuidar desses processos envolvendo esta energia.

“São mais de 15 mil processos envolvendo licenciamento ambiental, renovação e transferência de titularidade, principalmente de projetos para usinas eólicas no Estado”, disse Szilagyi.

Com relação a Galinhos, o presidente do Idema foi proibido de falar pelo governo do Estado. A Assessoria de Imprensa do órgão orientou a reportagem do UOL a tentara contato com o procurador geral do Estado, Miguel Josino Neto, informando que só ele tem autorização falar sobre o caso.

Na Procuradoria Geral do Estado, uma secretária do procurador informou que ele estava viajando e ficou de retornar a ligação para marcar uma entrevista. Não houve retorno.

Problemas

A professora do curso de Geografia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Zuleide Lima, da disciplina de geografia do ambiente costeiro, diz conhecer bem a península de Galinhos. Segundo ela o ambiente costeiro de Galinhos é muito frágil.

O movimento da areia nessa área de dunas móveis é intensa, o custo de manutenção do parque será alto, podendo inviabilizá-lo. A não ser que a margem de lucro da geração dessa energia eólica seja muito alta

“O movimento da areia nessa área de dunas móveis é intensa, o custo de manutenção do parque será alto, podendo inviabilizá-lo”, disse a professora. “A não ser que a margem de lucro da geração dessa energia eólica seja muito alta, do contrário, o consórcio terá problemas.”

A Brasventos pensa diferente. Consórcio formado pela empresa paranaense J. Malucelli, Furnas e a Eletronorte, subsidiárias da Eletrobrás, ela está investindo cerca de R$ 400 milhões na instalação dos parques eólicos Rei dos Ventos 1 e 3 no município de Galinhos.

A empresa afirma que os parques eólicos tiveram as licenças concedidas pelo Idema e que a realocação de aerogeradores inviabilizaria todo o projeto. Os dois parques têem capacidade para gerar 90 MW, energia suficiente para atender a uma cidade com cerca de 800 mil habitantes.

 

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Questão ambiental ainda é pouco debatida por candidatos

Embora os brasileiros tenham vivenciado um ano marcado pela realização da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), pelo debate sobre o uso de sacolas plásticas e por planejamentos municipais voltados a ações sustentáveis como o fim dos lixões e a coleta seletiva de resíduos, ainda não é o atual processo eleitoral, iniciado há cerca de um mês, que posicionará a questão ambiental no centro dos debates políticos.

A despeito do espaço que o tema tem conquistado na agenda do país, nem os programas partidários eleitorais ou os eleitores consideram o meio ambiente uma área prioritária para a definição do voto na opinião de alguns especialistas.

“Dados os altos índices de poluição, devastação florestal, mudança climática etc. [o meio ambiente] somente vai adquirir centralidade para a população quando questões que afetam seu cotidiano estiverem mais bem solucionadas”, afirmou Rachel Meneguello, professora do Departamento de Ciências Políticas da Universidade de Campinas (Unicamp).

Os programas partidários continuam voltados para os temas que estão no topo do ranking de preocupações apontadas pelos eleitores em pesquisas de opinião. “Em um cenário em que o poder público não consegue dar conta de questões básicas, medidas como o fim das sacolas plásticas têm pouca adesão, porque se sabe que é uma medida muito parcial, e sua implantação afeta o cotidiano da maioria das pessoas, que não recebeu alternativa para dar conta, por exemplo, de parte do lixo doméstico”, acrescentou.

O resultado pode ser confirmado com o acompanhamento dos primeiros programas eleitorais apresentados pelos partidos. “Em São Paulo, todos os candidatos concentram a temática em problemas de saúde ou transporte, refletindo as reivindicações básicas do eleitorado para o Poder Público”, disse a professora, ao acrescentar que esses temas só deixarão de ser dominantes quando tiverem sido solucionados para a maioria da população.

Por outro lado, ainda há pouco investimento em uma política de educação e mudanças de hábitos que possa sustentar medidas importantes nessa direção. Algumas pesquisas sobre hábitos com relação ao meio ambiente mostram que as pessoas têm informação sobre os materiais que poluem o ambiente, mas a reciclagem ainda não atingiu números satisfatórios, devido à falta de tempo das pessoas, a falta de motivação e a falta de coleta seletiva no município.

Na semana passada, representantes da organização não governamental SOS Mata Atlântica lançaram, no Congresso Nacional, um projeto para atrair o comprometimento de candidatos com a área. Denominado Plataforma Ambiental 2012, o documento reúne os principais pontos da agenda socioambiental, que devem ser discutidos, respondidos e solucionados pelos dirigentes do país, como a implantação da Política Municipal de Meio Ambiente e o Sistema Municipal de Informações sobre Meio Ambiente, além da identificação de áreas de preservação permanente (APPs).

“Nunca ouvimos tanto falar em sustentabilidade, mas sustentabilidade para quem? Muita gente está falando sem saber sequer o que é. Tem gente prometendo coisas que não vai acontecer porque sequer é competência do vereador ou do prefeito”, alertou Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Além de atrair o comprometimento de políticos, a proposta é que o documento também seja usado pelos eleitores para acompanhar e avaliar seus candidatos, sob pelo menos cinco áreas de ação, como medidas voltadas ao desenvolvimento sustentável, clima, educação, saúde e saneamento básico.

“O candidato pode aderir, e o eleitor também pode levar a plataforma para o candidato e virar uma espécie de avalista desse candidato para ver se é promessa política ou fato”, acrescentou Mantovani.

Da Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Codern entrega Relatório de Avaliação Ambiental do Porto de Natal ao IDEMA

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA) recebeu na manhã desta quinta-feira (30) o Relatório de Avaliação Ambiental (RAA) para o Porto de Natal. O documento foi inicialmente apresentado ao público presente no auditório do órgão ambiental e em seguida entregue ao diretor geral do IDEMA, Gustavo Szilagyi, que o recebeu das mãos do presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Pedro Terceiro.

O RAA é uma das exigências da Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República e foi elaborado pela Fundação da Universidade Federal de Santa Catarina. De posse do relatório, o IDEMA irá apreciar os estudos para posterior emissão da Licença de Regularização de Operação (LRO) para o Porto de Natal.

De acordo com o presidente da Codern, a obtenção da licença ambiental por parte do IDEMA será o ponto inicial para a implantação das ações previstas no estudo, tais como o Programa de Educação Ambiental com a Comunidade do Entorno e Funcionários; Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS); Programa de Comunicação Social; e Programa de Inserção Social das Comunidades. “Após a regularização ambiental do Porto junto ao IDEMA, será possível implementarmos as atividades contempladas pelo projeto. Daremos ao Rio Potengi o respeito com o qual ele sempre mereceu ser tratado”, analisou Terceiro.

O Relatório de Avaliação Ambiental faz parte do Programa Básico de Regularização Ambiental (PBRA) da SEP e foi elaborado a partir de Termo de Referência do IDEMA. De acordo com o diretor geral do órgão ambiental, o documento trará subsídios aos técnicos do IDEMA para a posterior emissão da licença ambiental e suas condicionantes. “Estejam certos de que o IDEMA possui uma equipe técnica bastante qualificada para analisar esses estudos que serão determinantes para a emissão da licença ambiental do Porto”, observou Szilagyi.

Além dos diretores do IDEMA e do presidente da Codern, a reunião de apresentação e entrega do RAA do Porto de Natal contou ainda com a participação do diretor de revitalização e modernização portuária da SEP, Antônio Maurício Ferreira Neto, técnicos da UFSC responsáveis pela elaboração dos estudos, e técnicos do IDEMA e da Codern.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Bactéria pode gerar combustível a partir de dióxido de carbono

Um dos maiores problemas da atualidade é a emissão exagerada de dióxido de carbono, principalmente pela grande quantidade que é expelida dos automóveis no mundo inteiro — o que afeta perigosamente a camada de ozônio e causa o efeito estufa.

Os pesquisadores do MIT (Massachussetts Institute of Technology) encontraram uma bactéria que pode se alimentar de dióxido de carbono e, como resultado, criar isobutanol. Esse produto é um tipo de álcool que pode ser usado como combustível verde para a grande maioria dos veículos.

Com isso, seria possível retirar dióxido de carbônico da atmosfera, deixando a camada de ozônio mais segura e “esfriando” o planeta. Além disso, o isobutanol é dez vezes mais potente do que os biocombustíveis disponíveis até o momento.

A grande dificuldade do processo é o fato de que essa bactéria precisa ser alterada geneticamente para que o combustível possa ser gerado. Felizmente, os testes em laboratórios já deram resultados positivos. Agora, vamos esperar para que essa “esperança” possa ser usada na nossa realidade.

Com informações do site TechTudo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Márcia Maia propõe utilização de energia renovável em prédios públicos do Estado

A deputada Márcia Maia-PSB está propondo ao governo, por meio de requerimento encaminhado à governadora Rosalba Ciarlini e à secretária da Infraestrutura Kátia Pinto, a realização de estudo para utilização de energia alternativa e renovável – eólica e solar – nos prédios públicos do Estado, como escolas, hospitais e delegacias, dentre outros.

“A estagnação das fontes convencionais é promovida de certa forma pela saturação de produção energética das hidroelétricas, ocasionadas pelo movimento0 migratório. A ligação na maioria dos casos de redes clandestinas de energia sobrecarregando dessa forma as linhas de distribuição e transformadores, gerando os blecautes. Sendo o nosso Estado um dos maiores produtores de energia eólica, nada mais justo que o governo do Estado realize estudos para implantação desse tipo de energia alternativa nos nossos prédios públicos”, justificou Márcia.

A deputada também encaminhou expediente à Companhia Estadual de Habitação solicitando a construção de unidades habitacionais no município de Itajá. Segundo ela “muitas famílias daquele município sofrem com o problema da falta de casa. É importante que o Governo intensifique sua ação nessa área viabilizando moradia de qualidade para essas famílias”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Vereadores aprovam projetos para o meio ambiente e em homenagem ao administrador

Na sessão ordinária desta quinta-feira (16), a Câmara Municipal de Natal aprovou em segunda discussão o Projeto de Lei n° 106/2011 de autoria do vereador Maurício Gurgel (PHS) e Raniere Barbosa (PRB), além do Projeto de Lei nº 067/2012, proposição do vereador Ney Lopes Júnior (DEM).

O projeto dos vereadores Maurício Gurgel e Raniere Barbosa institui normas e procedimentos para reciclagem, gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico. “A instituição dessas normas tem um objetivo real e concreto. O destino correto desses resíduos irá refletir na preocupação das políticas de nossa cidade com o meio ambiente”, ressaltou o vereador Raniere Barbosa (PR).

Já o projeto do vereador Ney Lopes Jr., dispõe da criação do Dia Municipal do Administrador, a ser comemorado todos os anos no dia 09 de setembro. Os projetos seguem agora para sanção do Executivo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Cientista americano diz que CO² e gases do efeito estufa não provocam aquecimento global

A Humanidade e suas crescentes emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases do efeito estufa na atmosfera não têm nada a ver com o aquecimento global. Assim acredita Don Easterbrook, professor emérito de Geologia Glacial da Western Washington University, nos EUA, e apontado como um dos principais cientistas que contestam o consenso em torno do tema. Segundo Easterbrook, suas pesquisas, com base na análise de amostras de gelo retiradas das geleiras da Groenlândia, indicam que a Terra passa por constantes ciclos de aquecimento e resfriamento, com duração aproximada de 30 anos cada.

– Não acredito no aquecimento global primeiro porque não há dados físicos que comprovem que isso está acontecendo – afirma. – Tudo que os arautos das mudanças climáticas têm são modelos computacionais fundamentalmente errôneos. Basta ver que se alimentássemos um dos modelos do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU) com dados de 1980, suas previsões para o clima em 2010 não chegariam nem perto dos dados reais coletados naquele ano.

De acordo com Easterbrook, todo aquecimento das últimas décadas é fruto de um processo natural que já terminou, com evidências de que desde o ano 2000 a Terra entrou em uma tendência de resfriamento. Ele conta que seus estudos identificaram 40 ciclos de calor e frio nos últimos 500 anos e desde a última Idade do Gelo, há entre 10 e 15 mil anos, pelo menos uma dúzia de episódios em que a elevação da temperatura média do planeta atingiu 15 graus Celsius, mais de 15 vezes maior do que do que a alta atual, calculada entre 0,7 e 0,8 grau nos último século, sendo que nenhum deles estaria diretamente associado a aumentos na concentração de dióxido de carbono na atmosfera.

– O CO2 é incapaz de causar uma mudança climática significativa e não pode ser usado para explicar o pequeno aumento de temperatura atual – defende. – Basta ver que a partir dos anos 40, quando as emissões tiveram uma forte alta, a temperatura média da Terra caiu durante 30 anos enquanto a concentração de CO2 na atmosfera aumentava. Só a partir dos anos 70 a temperatura começou a subir e, mesmo assim, décimos de grau, o que não tem nenhuma relevância estatística.

Ainda segundo Easterbrook, todas as emissões de CO2 da Humanidade desde o início da Revolução Industrial mudaram em apenas 0,008% a composição da atmosfera, mais uma amostra de que o gás não pode ser o causador do último ciclo de aquecimento, que teria terminado por volta de 1999. Sua teoria é de que estes ciclos estão associados a variações na temperatura da superfície dos oceanos. Esta, por sua vez, seria afetada pela cobertura de nuvens do planeta, que mudaria de acordo com oscilações no campo magnético do Sol.

– Quanto mais fraco este campo magnético, maior é a formação de nuvens, o que tem um efeito de resfriamento, já que elas refletem a radiação solar antes dela alcançar a superfície da Terra – diz.

Para Easterbrook, o fato de o vapor d’água que forma as nuvens ser o gás mais atuante do efeito estufa no planeta, responsável por mais de 95% do aquecimento que faz dele habitável (se não houvesse o efeito estufa, a temperatura média da Terra seria da ordem de -18 graus Celsius), não contrabalança o efeito de resfriamento da maior reflexão de radiação. O cientista também rechaça argumentos de que a partir de 2000, quando acredita que o planeta começou a esfriar, foram registrados alguns dos anos mais quentes da História.

– Ocasionalmente podemos ter anos mais quentes ou mais frios, mas se calcularmos a média da temperatura na década veremos que não há um aumento, e sim uma tendência de queda relativa ao período entre 1961 e 1990, usado como base de comparação para a dita “anomalia” do aquecimento global – alega Easterbrook. – Temos que atentar que padrões de tempo são diferentes de padrões de clima. Falar de anos individualmente não faz sentido. O que temos que observar são tendências de longo prazo.

Na opinião do professor americano, todo discurso alarmista em torno do aquecimento global e das mudanças climáticas é uma estratégia de grupos interessados em obter dinheiro e poder dentro do sistema multilateral das Nações Unidas.

– É uma agenda que pretende controlar a população mundial, especialmente a dos Estados Unidos e outros países desenvolvidos, tanto que, diante da falta de evidências físicas do aquecimento, estão mudando o discurso para a questão da sustentabilidade – considera.

Embora diga ser “totalmente a favor” de um desenvolvimento sustentável que leve em consideração o uso racional dos recursos do planeta, com proteção da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida da população mundial, Easterbrook não acredita que as decisões em torno do tema devam ficar concentradas no âmbito da ONU.

– A grande questão é quem vai decidir sobre como usar os recursos que estão pedindo nestas negociações, US$ 100 bilhões, US$ 200 bilhões por ano – diz. – Se estes recursos forem usados para combater fantasmas como o aquecimento global, é um desperdício de dinheiro. Devíamos gastá-los para ajudar de maneira prática a melhorar a qualidade de vida das pessoas, para tirar elas e seus países da pobreza. Meu problema não é com os objetivos, mas com a forma de atingi-los. Dentro da ONU, não haverá fiscalização externa de como esses recursos serão gastos e em quê.

Fonte: O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Ibama falta a audiência sobre meio ambiente na Assembleia Legislativa

A ausência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) na audiência pública proposta para discutir a Lei Complementar Federal 140/2011, deu a tônica dos discursos proferidos na manhã de hoje. Em ofício, o superintendente estadual em exercício do Ibama, Robson Lopes de Santana, justificou a ausência do órgão pela data coincidir com reunião para entendimento conjunto sobre a mesma lei com outros entes do Sisnama (Idema, prefeituras municipais que aderiram a Política Estadual de Gestão Compartilhada, além do Ministério Publico Estadual e Federal). Todos os entes citados no ofício enviado à Casa no dia 21 de junho compareceram à discussão.

O propositor da audiência pública, deputado Nélter Queiroz (PMDB), disse que a data havia sido combinada em conjunto com o superintendente Alvamar Queiroz, há cerca de 30 dias. “A ausência do Ibama é uma falta de respeito à sociedade do Rio Grande do Norte e uma falta de sensibilidade com o desenvolvimento”, classificou.

A discussão em torno da LC 140/2011 começa na definição de que os Estados (incluindo o Distrito Federal) e os Municípios terão ampla autonomia para decidir o que pode e o que não pode ser feito no âmbito da gestão ambiental. Ou seja, passa para esses entes federativos a competência para dar a maioria das licenças ambientais e responsabilidade sobre a fiscalização. Mas isso não está acontecendo em Natal.

A problemática na cidade ocorre em torno da concessão e garantia de licenças ambientais liberando a construção de empreendimentos na Via Costeira. “O município tem todo o interesse em usar aquela área, mas resolvemos suspender todas as licenças por não termos segurança”, disse o Secretário Adjunto de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Sueldo Medeiros.

A concretização desses empreendimentos representaria a criação de 4,5 mil empregos e de mais de 7,5 mil novos leitos para a rede hoteleira, além de mais de R$ 450 milhões em investimentos, segundo o secretário estadual de Turismo, Renato Fernandes. “A nossa preocupação é que todas as análises técnicas são favoráveis para que o Ibama conceda essas licenças ambientais, mas isso não acontece. O empresário não quer investir em estado ou município que não dê clareza sobre o retorno de seu investimento”, frisou.

O “conflito” com o Ibama também foi destacado pelo diretor presidente do Idema, Gustavo Szilagyi, que reconhece situação semelhante em outros estados do país. Apesar de enfatizar a boa relação que possui com o gestor do órgão federal, Szilagyi afirmou que o Idema se sente “constrangido com as ações do Ibama por este não respeitar as ações do Idema”. Ele disse também “estranhar” observar que o agente ambiental nacional esteja ferindo a legislação em diferentes aspectos, quando promove uma série de embargos. E voltou ao caso da Via Costeira, cuja lei para ocupação data de mais de 40 anos, além da salvaguarda do Plano Diretor de Natal, que dá autonomia sobre a gestão da área e leis de outros municípios do RN, além da própria LC 140/2011.

O próprio Secretário de Meio Ambiente do RN, Gilberto Jales, reconheceu o teor polêmico da lei aprovada três dias após a aprovação do Novo Código Florestal. “Pelo fato de não deixar tão claro onde cada ente deve atuar é preciso que todos os órgãos discutam muito bem essa matéria”. Completando o pensamento do secretário, Gustavo Szilagyi frisou, com base na legislação, que o Ibama só pode atuar no âmbito municipal ou estadual quando não houver órgão capacitado ou conselho que atuem na região. “O que não é o caso de Natal, Extremoz, Mossoró, Caicó e outros municípios”, citou.

Encerrando as falas dos componentes do mesa, o deputado federal Henrique Alves (PMDB) fez coro nas críticas à ausência do Ibama na audiência pública. “É um descaso com o Poder Legislativo. Uma audiência que foi marcada com 30 dias de antecedência ser desmarcada poucos dias antes através de ofício. O IBAMA não pode se esconder atrás de um papel”, disse. O parlamentar garantiu que vai procurar a superintendência nacional do Ibama, em Brasília, para cobrar um posicionamento sobre a forma que o órgão vem atuando no Rio Grande do Norte. “Há cerca de um mês estive em Brasília com representantes da prefeitura de Natal, governo do estado e donos de hotéis para levar a situação. Chegamos a pedir que técnicos de lá de Brasília viessem até Natal para analisarem a situação sobre os casos de embargos da Via Costeira. Quando retornar, vou cobrar essa resposta”, disse.

LC 140/2011

A Lei Complementar nº 140, em vigor desde o dia 9 de dezembro de 2011, três dias após a aprovação do novo Código Florestal, foi sancionada pela presidente da República Dilma Rousseff. Ela regulamenta o artigo 23 da Constituição Federal, tratando da “cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da flora”.

Os artigos 8º e 9º dessa Lei Complementar estabelecem como competência dos Estados/Municípios atividades ambientais que exigem alto grau de conhecimento técnico e de estruturação e treinamento de pessoal para fiscalização de atividades nocivas ou potencialmente nocivas ao meio ambiente, tarefas que eram até então centralizadas na União, através do IBAMA ou do Instituto Chico Mendes – ICMBio. Em suma, a lei esvaziou as competências do IBAMA em favor dos Estados e Municípios.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Deputado propõe programa voltado para meio ambiente

“Plante Vida e Renove o Futuro”. É com esta denominação que o deputado Leonardo Nogueira-DEM pretende que o governo do Estado institua programa educativo na rede pública de ensino, com vistas à formação de cidadãos responsáveis e preocupados com a preservação do meio ambiente.

“No mundo globalizado em que vivemos, a preocupação constante com o meio ambiente é uma questão em pauta que não se pode deixar mais para o amanhã. Se quisermos que nossa sociedade tenha um futuro, precisamos hoje buscar uma conscientização para mudanças de posturas, que até então não eram prioritárias e que culminaram na degradação do nosso eco sistema”, disse o deputado ao justificar o seu requerimento apresentado na Assembleia Legislativa e destinado à governadora Rosalba Ciarlini.

Leonardo disse ainda que a Educação Ambiental, como componente essencial no processo de formação e educação permanente, com uma abordagem direcionada para a resolução de problemas, contribui para o envolvimento ativo da sociedade e torna o sistema educativo mais relevante e mais realista.

Segundo ele, o programa que está solicitando vai estabelecer uma maior interdependência entre esses sistemas e o ambiente natural e social, com o objetivo de um crescente bem estar responsável da comunidade.

“Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis e preocupados com a preservação do meio ambiente. Este é o objetivo da nossa proposição: ajudar a educar ecologicamente as nossas crianças e dar um pequeno passo em direção à sustentabilidade ambiental de nosso planeta”, afirmou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Nélter Queiroz critica atuação do Ibama

O deputado Nelter Queiroz (PMDB) soltou o verbo pra cima do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) durante a sessão plenária dessa terça feira (5) da Assembleia Legislativa. De acordo com o parlamentar, o Ibama está descumprindo a Lei Complementar 140, atrapalhando as ações do Governo do Estado e desempregando pessoas, ao fechar fechando cerâmicas e balneários.

“A maior seca do Estado é o terror do Ibama que não está respeitando a lei e causando prejuízos aos municípios do Estado. Está fechando empreendimentos de forma arbitrária, gerando desemprego de muitas famílias”, afirmou.

O deputado disse ainda que no final de semana o Instituto fechou  o balneário Portal do Vale, que funciona em Jucurutu,  que está com processo em tramitação para conseguir o licenciamento  junto ao órgão de fiscalização ambiental. Ele propôs uma audiência pública a ser realizada na Assembleia Legislativa para discutir essas questões de licenciamento e fechamento das empresas.

“Essa foi mais uma atitude sem base legal, pois a Lei é clara e diz que quando a empresa está funcionando e com processo de aquisição do licenciamento não pode ser multada nem fechada. O Ibama está com questões políticas para atrapalhar o governo de Rosalba”, afirmou.

Opinião dos leitores

  1. Não sabia nada sobre o Sr. Nelter Queiroz. Mas  impulsionada em mandar uma mensagem para este cidadão, procurei no Google o e-mail dele; e o endereço deste blog apareceu no Google com o nome dele.  
    Aproveito a oportunidade para te dizer que nunca tinha ouvido ele falar, muito menos o tenha  visto, entretanto hoje, 14/06/12 de manha liguei o rádio local e estava tento uma conversa entre duas pessoas e as vezes um jornalista falava. Só não mudei de estação porque este Sr. estava tão exaltado, suas palavras chispavam ódio, ele foi agressivo com outro interlocutor, mal educado, etc. Qual meu espanto quando falaram Deputado. Ai eu fiquei chocada em saber que um homem político seja tão grosseiro com um cidadão. E como mudei recentemente para esta cidade, uma coisa posso afirmar que já escolhi o primeiro politico que NUNCA votaria nele. O assunto me despertou curiosidade, fui ler na internet o assunto. Ai que piorou, pois minha conclusão é que ele está se esforçando para apoiar o descumprimento da lei vigente sobre a Via Costeira. Esta defendendo interesses econômicos (não sei de quem). Ele demonstra não gosta de Natal, talvez ele seja do interior e não ligue para Natal, o turismo, o meio ambiente, o direito das pessoas poderem ter a paisagem como bem comum. Um dia virão outros para substituir pessoas com este senhor. Sou favorável ao Governo, estadual e municipal cumprirem a lei e proteger a Via Costeira: não deixar que seja construído mais hoteis . E os que existem deveriam ser demolido os andares que estão acima da linha da calçada. 

  2. Bravo, Nelter!!!!!!!!!!! Chamo ainda a atenção para a Resolução 237 do CONAMA e seu art. 14. Neste sentido, o órgão ambiental não cumpre seus prazos para se manifestar quanto a expedição ou não de uma licença ambiental dentro do prazo de 6 meses a um ano (se depende deEIA/RIMA) e o particular que gera emprego e renda neste Estado é quem paga e sofre o constrangimento. EMPRESÁRIO È CIDADÂO e como tal, merece respeito!!!!!!!!!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Vetos do Código Florestal agrada bancada ambientalista e causa revolta da bancada ruralista

A decisão da presidenta Dilma Rousseff de vetar 12 pontos do novo Código Florestal foi bem recebida pelos ambientalistas na Câmara dos Deputados. Em coletiva de imprensa, o líder do Partido Verde, deputado Zequinha Sarney (PV-MA), considerou positivo o veto. “A princípio, a presidenta cumpriu os seus compromissos de segundo turno [das eleições de 2010]”.

Sarney ressaltou que os ambientalistas e o seu partido esperavam que a presidenta vetasse integralmente o novo código, por considerarem que ele é pior que o atual. Apesar disso, ele disse que, com os vetos parciais, a presidenta avançou ao estabelecer diretrizes para a política ambiental.

“O veto parcial é um complicador da clarificação jurídica da legislação sobre o Código Florestal. Parece-nos que esse veto parcial foi feito não pelo conteúdo, mas pelas preocupações políticas de não confrontar a base no Congresso Nacional”.

Para o deputado Antônio Roberto (PV-MG), que integra a Frente Ambientalista na Câmara, o principal avanço com os vetos foi o de não conceder anistia a quem desmatou irregularmente. “Essa é a nossa grande luta. Não faz sentido anistiar criminosos ambientais”.

Ele também considerou importante a garantia da recomposição de matas em margens de rios e que o percentual obrigatório de reserva legal foi mantido inalterado. “Não é o que o PV queria, mas é um avanço”.

A reação do relator da matéria na Câmara, autor do texto que foi modificado hoje, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), foi ponderada. Para ele, foi melhor que o veto tenha sido parcial e não ao texto todo. “Eu ficaria triste se houvesse um veto total. Até mesmo porque há coisas que não poderiam ser perdidas porque vem sendo discutidas no Congresso há mais de três anos”.

Apesar disso, ele lembrou que o Congresso irá votar a medida provisória (MP) que faz as mudanças no texto aprovado pelos deputados e pode derrubar as alterações impostas pela presidenta. “A gente vai analisar, aprovar o que for bom, e rejeitar aquilo que não atenda aos interesses. Quem legisla é o Congresso”.

Na mesma linha, o presidente da bancada ruralista, deputado Moreira Mendes (PSD-RO), evitou críticas diretas aos vetos. Ele reconhece que o texto aprovado “saiu capenga” porque os deputados não podiam mais acrescentar trechos ao que foi aprovado no Senado e quer uma nova discussão sobre esse assunto. “As informações que temos é que a MP está mais ou menos no mesmo caminho do projeto de lei que apresentamos logo após a aprovação do Código Florestal”.

No entanto, Moreira Mendes e Paulo Piau acham que pode haver enfrentamento entre os ruralistas e o governo no Congresso se houver veto ao Artigo 1º do código, recompondo na o texto que foi aprovado pelos senadores.

O artigo aprovado no Senado trata de princípios e diretrizes que devem ser observados na lei ambiental. Para os deputados, esses princípios trazem insegurança jurídica e, por isso, foram removidos do texto. “Se ela vetou o Artigo 1º e vier na MP com os fundamentos aprovados no Senado, vamos nos preparar para responder na Câmara. O artigo não pode ter princípios porque aí cada juiz ou promotor vai interpretar como quiser”, disse Moreira Mendes.

Já o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) considerou o veto “uma afronta ao Congresso Nacional”. Ele anunciou, por meio de nota, que o DEM irá entrar com um mandado de segurança na Justiça, além de uma questão de ordem no plenário da Câmara, contra a MP.

Os detalhes sobre os vetos e as modificações que serão colocadas no código por meio de medida provisória serão conhecidos na próxima segunda-feira (28) no Diário Oficial da União.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *