Polícia

PF deflagra 2ª fase da Operação Virus Infectio no Amapá; objetivo é investigar desvio de recursos para combate à covid-19

Foto: © Reuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (29) a 2ª Fase da Operação Virus Infectio, com o objetivo de desarticular organização criminosa por fraude em licitação e corrupção. As suspeitas são de que o grupo tenha desviado recursos públicos que seriam usados no enfrentamento do novo coronavírus (covid-19) no Amapá.

Cerca de 35 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva na capital do estado, Macapá. Entre as ações previstas para a operação, que conta com a participação do Ministério Público Federal, está o afastamento de uma servidora da Secretaria de Saúde do estado, informou a PF.

Na primeira fase da Operação Infectio, deflagrada no fim de abril, mandados foram cumpridos em uma empresa de equipamentos hospitalares, bem como na residência de seus sócios, suspeitos de superfaturamento no processo de aquisição de equipamentos de proteção individual.

Na época, a PF informou que as suspeitas recaíam em, pelo menos, seis dos 15 itens comprados por meio de “contrato firmado pelo Fundo Estadual de Saúde do Amapá, por meio de dispensa de licitação”.

Também foram verificados “indícios de superfaturamento” em lotes de materiais de proteção hospitalar, mostrando variações de valores significativas, com destaque para as máscaras duplas e triplas que atingiram patamares de 814% e 535% de sobrepreço, respectivamente.

Segundo a PF, o valor pago foi de aproximadamente R$ 930 mil. “No entanto, o valor de referência seria de quase R$ 291 mil, o que mostra que foram gastos cerca de R$ 639 mil a mais em relação aos preços médios praticados no mercado nacional”, informou, na época, a Polícia Federal.

Em nota, a PF disse hoje que na primeira fase foram constatados indícios de pagamento de vantagens indevidas, por parte de empresário, a servidora da Secretaria de Saúde “com o fim de agilizar os trâmites burocráticos de liberação de notas de empenho”.

Também foram identificados pagamentos que ocorriam por meio de transferências feitas por pessoas jurídicas, de propriedade do empresário, a uma pessoa da família indicada pela servidora.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e organização criminosa, o que pode resultar em pena de até 20 anos de prisão.

Agência Brasil

 

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Judiciário

Ministro da Justiça vê ‘atentado à democracia’ em operação da PF

Foto: Edu Andrade/Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, divulgou uma nota nesta quarta-feira (27) para dizer que a operação da PF (Polícia Federal) deflagrada para cumprir 29 mandados no inquérito das fake news fere a democracia. Entre os alvos da operação estão deputados ligados ao presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação de Mendonça, os parlamentares têm garantia “a ampla imunidade por suas opiniões, palavras e votos”. “Intimidar ou tentar cercear esses direitos é um atentado à própria democracia”, avaliou o ministro sobre o inquérito que investiga ameaças e difamação contra os ministros do Supremo e suas famílias.

“Vivemos em um Estado Democrático de Direito. É democrático porque todo o poder emana do povo. E a este povo é garantido o inalienável direito de criticar seus representantes e instituições de quaisquer dos Poderes”, escreveu Mendonça.

Mendonça ressalta ainda que “as diligências realizadas pela Polícia Federal nesses casos se dão no estrito cumprimento de ordem judicial” e defende que “que todas as investigações sejam submetidas às regras do Estado Democrático de Direito, sem que sejam violados pilares fundamentais e irrenunciáveis da democracia.”

Leia a íntegra da nota:

“Diante dos fatos relacionados ao Inquérito 4.781, em curso no Supremo Tribunal Federal, pontuo que:

1. Vivemos em um Estado Democrático de Direito. É democrático porque todo o poder emana do povo. E a este povo é garantido o inalienável direito de criticar seus representantes e instituições de quaisquer dos Poderes. Além disso, aos parlamentares é garantida a ampla imunidade por suas opiniões, palavras e votos.

2. Intimidar ou tentar cercear esses direitos é um atentado à própria democracia.

3. De outra parte, esclareço que, em 2019, enquanto Advogado-geral da União, por dever de ofício imposto pela Constituição, defendi a constitucionalidade do ato do Poder Judiciário. Em nenhum momento, me manifestei quanto ao mérito da investigação e jamais tive acesso ao seu conteúdo.

4. Da mesma forma, as diligências realizadas pela Polícia Federal nesses casos se dão no estrito cumprimento de ordem judicial.

5. Assim, na qualidade de Ministro da Justiça e Segurança Pública, defendo que todas as investigações sejam submetidas às regras do Estado Democrático de Direito, sem que sejam violados pilares fundamentais e irrenunciáveis da democracia.

Brasília, 27 de maio de 2020.

André Luiz de Almeida Mendonça
Ministro da Justiça e Segurança Pública”

R7

 

Opinião dos leitores

  1. Atentado a democracia, é uma reunião presidencial, onde se expõe , claramente agravos ao STF, onde passa boiada, quando uma ministra passa colocações sobre prender governadores, que lutam contra a " gripezinha", onde o presidente chama eleitores de bostinha e por aí vai.. Isso atenta contra a democracia. Sem falar no gabinete do ódio.

  2. Quando atinge gente do Bozo é contra, quando atinge os contrários ao Bozo é a favor. Acho que ele deveria ficar é calado pra não passar vergonha e deixar a PF trabalhar em paz.

  3. O Gado Minion, está desorientado, ontem aplaudiu a PF e a Justiça hoje crítica, está é a diferença entre o Gado Minion e seres humanos.

  4. O presidente cobrou que seus ministros fizessem a sua defesa. Rapadura é doce, mas num é mole não.

    Moro caiu fora logo!

  5. Foi só sair da AGU e virar MJ que o terrivelmente evangélico mudou de opinião. Acho que a crítica é facultada a qualquer um mas ameaças com uso da força merecem mesmo investigação e enquadramento.

  6. Quando as ações eram contra Dilma e Lula tudo era muito legal. Se for contra Witzel e Dória também é muito legal. Por favor alguém dá notícia de Queiroz???

  7. Oxe!! Mudou de ideia? Amo passado quando foi aberto o processo contra a revista Crusoé ele não se manifestou contra. Agora que pegaram a turma dos Bolsominions ele ficou contra?

    1. Exatamente, e é por isso mesmo que certas instituições do País JAMAIS podem ser aparelhadas, para não correrem o risco de serem utilizadas por grupos políticos criminosos.

    2. Carluxo concordo plenamente com vc amigo, Carlúcio desculpe ai o trocadilho kkkkkkkkkkkkkk.

    3. Pau que bate em Chico bate em Francisco. Que a PF investigue todos.

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Geral

STJ determina investigação de suposto vazamento de operação contra Witzel

O suposto vazamento da Operação Placebo, que tem entre os alvos o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, será apurado por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta quarta-feira (27), o magistrado solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a apuração do fato.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL) disse, um dia antes da operação, em entrevista à rádio Gaúcha, que governadores eram investigados por desvios na área da saúde. O ministro do STJ afirma que, se confirmado o vazamento, o autor deverá ser responsabilizado penalmente.

Gazeta do Povo

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Diversos

‘Ilegal e inconstitucional’: o que dizem os alvos da operação contra fake news

Foto: Reprodução/Twitter

A operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (27), referente à investigação sobre notícias falsas conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura ameaças a ministros da Corte, teve como alvo uma série de políticos, principalmente entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Entre os investigados estão os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Daniel Silveira (PSL-RJ), Carla Zambelli (PSL-SP), Felipe Barros (PSL-PR), Geraldo Junio do Amaral (PSL-MG) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), além dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Paulo Gil Diniz (PSL-SP).

No Twitter, Zambelli afirmou que a operação é “ilegal e inconstitucional” e deve ser repudiada por quem respeita a legislação brasileira.

“Toda pessoa que respeite a lei tem a OBRIGAÇÃO DE REPUDIAR essas buscas no âmbito de um inquérito ILEGAL E INCONSTITUCIONAL, sem fato determinado e já arquivado pela PGR” escreveu a deputada na conta que mantém na rede social.

“Se você aplaude a ação ilegal contra seu adversário, não adianta reclamar quando ela se voltar contra você”, completou.

Em uma segunda publicação na mesma rede, ela afirmou que os brasileiros vivem em “estado de exceção”.

“Está na hora do Sr. @davialcolumbre cumprir seu dever constitucional e analisar com carinho os pedidos de impeachment contra o responsável por esse absurdo”, escreveu, citando o presidente do Senado, David Alcolumbre, e se referindo ao ministro Alexandre de Moraes, que autorizou os mandados e comanda o inquérito no STF.

À CNN, Garcia disse “repudiar a ação e atitude” do ministro Alexandre de Moraes. Já no Twitter, ele chamou de perseguição a operação. “Polícia Federal no meu gabinete: a perseguição do inquérito inconstitucional 4.781 estabelecido pela ditatoga com o intuito de criminalizar a liberdade de expressão e a atividade parlamentar”, escreveu na rede social.

“A Polícia Federal está neste momento no gabinete do deputado estadual Douglas Garcia (PSL) para apreender computadores, suspeitos de terem sido utilizados para disparar informações falsas (fakenews), durante o horário de expediente, por funcionários públicos, com dinheiro público. Dentro de um ano e meio de mandato, essa é a segunda vez que a PF aprende máquinas do gabinete desse deputado para investigar essa relação com o disparo de fakenews”, afirmou o PSL, em nota.

Os agentes da PF cumprem 11 mandados de busca e aprensão na cidade de São Paulo, 3 em Araraquara, no interior de SP, 6 no Rio de Janeiro, 3 em Brasília, 3 no Paraná, 3 em Santa Catarina e 1 no Mato Grosso.

O inquérito, que corre em sigilo, foi aberto no dia 14 de março de 2019 pelo presidente do STF, Dias Toffoli, com a intenção de investigar a existência de uma rede de produção e propagação de fake news.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, determinou que os deputados que são investigados no inquérito que apura fake news e ameaças a integrantes da corte sejam ouvidos pela Polícia Federal em até dez dias.

A assessoria do deputado Filipe Barros informou que ele não foi notificado nem no gabinete em Brasília, nem em sua residência em Londrina sobre depoimento que supostamente deve prestar.

Roberto Jefferson

O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, também foi alvo da operação. À CNN, Jefferson disse que a PF estava em sua casa em Comendador Levy Gasparian, município do Rio de Janeiro já próximo de Juiz de Fora, Minas Gerais, para cumprir mandado de busca e apreensão, mas deixou o local sem levar nada.

Segundo Jefferson, os agentes da PF foram educados, muito gentis e informaram que estavam atrás de um fuzil não cadastrado, o mesmo que Jefferson teria publicado em uma foto nas redes sociais. Os policiais federais também estiveram na casa da ex-mulher de Jefferson, no interior do estado, por volta das 6h da manhã.

O ex-deputado informou que nada foi apreendido em sua casa e de sua ex-mulher e que armas que ele possui são todas públicas.

Questionado sobre ataques de políticos ao STF, Jefferson disse que isso vai continuar, infelizmente. Em suas redes sociais há ainda menções sarcásticas contra a ministra Cármen Lúcia.

Outros alvos

Fora do campo político, a PF foi atrás do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, do blogueiro Allan dos Santos, do músico e humorista Rey Biannchi, do youtuber Enzo Leonardo Suzin Momenti e da ativista bolsonarista Sara Winter.

A ativista Sara Winter confirmou no Twitter que os agentes da PF estiveram em sua casa no começo da manhã. Ela chamou o ministro Moares de covarde e disse que ele não a calaria.

“Levaram meu celular e notebook. Estou praticamente incomunicável”, escreveu na conta que mantém na rede social.

O humorista Rey Biannchi usou a mesma rede social para dizer que não ficou com medo da operação. “Sou honrado, íntegro e a Verdade está ao meu lado”, escreveu no Twitter.

Em outra mensagem publicada na mesma rede, ele afirmou que a operação era uma tentativa de coagi-lo.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. O stf JÁ PERDEU O SENTIDO DA PALAVRA. ESTÃO SE PREOCUPANDO COM PICUINHAS E DEIXANDO AS MAIS IMPORTANTES DE LADO, Q SÓ E SOMENTE ELE, O stf PODERIA DECIDIR.

  2. Relembrar Millôr nunca é demais: "O Brasil é o único país do mundo em que ratos põem a culpa no queijo". Foi assim ontem com a quadrilha petralha, é assim hoje com a milícia bolsotralha. E daí?

  3. investigar FAKE NEWS ? pelo amor de Deus , coloquem a policia Federal pra prender traficantes, ladrões de bancos, políticos corruptos, mas perder tempo com FAKE NEWS ? , tenha santa paciência, tanta coisa mais importante pra investigar.

    1. Quem cria fake News é bandido também. Os que propagam, algumas vezes, são só burros mesmo.

  4. Quando um juiz (Moro) combina com a parte Ministerio Publico Federal(Dalagnol) como vai ser o processo contra um ex presidente, outra parte(Lula), tudo vira normal. Vale pra todos, o fim do devido processo legal. Todos.

    1. Imagine vc sofrer uma ação policial, sem saber do que tá sendo acusado, ou que a especulável acusação nem crime é; onde quem inventa a lei incriminadora, prende, acusa e julga é a mesma pessoa. Tá achando bunitim pq não é contra vc, né?

    1. Até ontem tinha sido Bolsonaro que mandou retaliar os investigados, e hoje quem mandou?

  5. Moro é cirúrgico em desmoronar castelos e palácios. Bem que o Intercept falava. Mas ninguém acreditava. A turma de Coritiba está produzindo provas, indícios e convicções. O ex-juiz e ex-ministro é FODA! Chupa que é de uva, e não de Lula.

    1. Até o momento em que vc for devassado por emitir opiniões.
      Mas basta ficar quietinho.

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Diversos

‘Jamais patrocinei fake news’, diz empresário Luciano Hang sobre operação da PF

Foto: Reprodução/Facebook

O empresário Luciano Hang afirmou nesta quarta-feira (27), em live no Facebook, que nunca patrocinou fake news.

“Jamais patrocinei fake news. O que é? Fazer algo certo e transformar em errada. Queremos falar a verdade. Às vezes, tem um fato e varias versões. Eu sempre coloco a minha versão. Sempre produzimos conteúdo nas nossas redes sociais para os nossos fãs em todo o Brasil”, afirmou Hang.

O empresário é um dos alvos da operação da PF (Polícia Federal) desta quarta no âmbito do inquérito das fake news, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Hang afirmou que os ministros do STF estão no direito de investigar, mas que autoridades não vão encontrar regularidades em seus pertences apreendidos.

“Acho que [os ministros do STF] estão no direito deles, de irem atrás se tem a veracidade ou não, se alguém fez alguma coisa ou não contra os membros ou contra a alta Corte. Mas muita transparência. Meu celular e meu computador vão provar que jamais que fiz algo contra os seus membros e a Corte. É por isso que eu uso tanto as redes sociais, temos milhões de pessoas nos seguindo, para termos uma voz para todos os brasileiros”, disse Hang.

O empresário afirma que jamais atentou contra um ministro ou contra o Supremo. De acordo com Hang, “tudo o que eu penso eu coloco nas minhas redes sociais e jamais atentei contra um ministro ou o STF. E isso estará provado no meu computador e no meu celular”.

R7

Opinião dos leitores

  1. O BRASIL TEM EMPRESARIOS E EMPRESARIOS, IMAGINE ESSA FIGURA GROTESCA COMPARTILHANDO AS AULAS DE ETICA E DE FRATERNIDADE DA SENHORA LUIZA TRAJANO DONA DO MAGAZINE LUIZA

  2. Quando será que a esquerda vai aceitar a derrota nas urnas? Não fiquem inventando essas situações pra mudar o foco, o Brasil precisa de trabalho, não de retóricas descabidas, inclusive com o aval do STF, meu Deus onde vamos parar?

    1. Concordo plenamente com você : O Brasil precisa de trabalho.
      A questão é que quem deveria dar o exemplo, promovendo a união entre os brasileiros e "trabalhando de fato", é quem mais promove desunião, ódio e intrigas, deixando de trabalhar para se ocupar com coisas menores.

  3. Não se pode confundir liberdade de expressão com propagação de mentiras. Calúnia, injúria, difamação podem e devem ter consequências. Quanto à sonegação de impostos, é público e notório que os grandes devedores de impostos no país são os grandes empresários. Fiquemos bem atentos, analisando o que está acontecendo no país. O voto tem muitas consequências.

    1. Vc quer dizer, mentir?
      Embora para quem adora um mentiroso, isdo se torna o normal.

  4. O cara se defende de acusação de fake news com uma mentira. Típico dos apoiadores dessa organização criminosa que assumiu o país.

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Judiciário

Bia Kicis e Zambelli são alvo de operação em inquérito de fake news

A Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (27), referentes à investigação sobre notícias falsas conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura ameaças a ministros. As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

O inquérito, que corre em sigilo, foi aberto no dia 14 de março de 2019 pelo presidente do STF, Dias Toffoli, com a intenção de investigar a existência de uma rede de produção e propagação de fake news.

Alguns dos alvos são o ex-deputado federal Roberto Jefferson; a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP); a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF); o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP); o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan; o blogueiro Allan dos Santos, próximo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido); o músico e humorista Rey Biannchi; o youtuber Enzo Leonardo Suzin Momenti; a ativista bolsonarista Sara Winter; Edgard Corona, presidente da rede de academias Smart Fit; e o comandante Winston Rodrigues Lima, coordenador do Bloco Movimento Brasil. Eles tiveram computadores, celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos apreendidos. Ninguém foi preso, mas eles terão que prestar depoimento.

‘Milícias digitais’

O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. No domingo (24), ele condenou as “milícias digitais” e afirmou que o Poder Judiciário atuará com firmeza para responsabilizar usuários que espalham notícias falsas na internet.

Moraes desmentiu uma conversa de Whatsapp, atribuída a ele, na qual pede a ação de um atirador de elite durante uma manifestação de apoio a Bolsonaro no Palácio do Planalto.

“Lamentável que milícias digitais, criminosamente, inventem mensagens e perfis falsos e mentirosos, como esse anexo, para desgastar a Democracia e o Estado de Direito. O Poder Judiciário atuará com firmeza para responsabilizar esses marginais”, escreveu o ministro no Twitter.

Inquérito das fake news

Desde que foi aberto, o chamado “inquérito das fake news” sofreu forte oposição do Ministério Público Federal por ter sido iniciado de ofício (sem provocação de outro órgão) por Dias Toffoli.

Com a mudança do titular da Procuradoria-Geral da República (PGR), em setembro, foi alterada também a postura da instituição em relação ao inquérito. O procurador-geral Augusto Aras disse que Toffoli, ao determinar a abertura da apuração, “exerceu regularmente as atribuições que lhe foram concedidas” pelo Regimento Interno do Supremo.

O inquérito já identificou empresários bolsonaristas que estariam financiando um “bombardeio” virtual contra os ministros do STF. O custo dos ataques nas redes sociais pode chegar a R$ 5 milhões por mês.

As apurações indicam que esses empresários bancam despesas com robôs – programas de computador que podem ser usados para fazer postagens automáticas nas redes – e produção de material destinado a insultar e constranger opositores de Bolsonaro nas mídias digitais.

Com CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.
    A verdade tarda mais não falha. Os falsos cristãos seguidores do falso messias estão doentes. Não conseguem enxergar, nem raciocinar. Mas, há esperança. Já conheço pessoas totalmente curadas.

  2. Cuidado para não serem mitralhados pela milícia digital e real. Chamem o nosso herói CAPETÃO MICO MILICIANO e ele vai provar que os culpados são Lula e o PT. Tá ok???

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Judiciário

‘Inquérito político e ideológico’, diz Carlos Bolsonaro após operação da PF, em que não foi alvo

Foto: Dida Sampaio / AE

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) se manifestou logo após a operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de hoje para cumprir 29 mandados de busca e apreensão no inquérito das fake news que investiga ataques a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Carlos criticou o inquérito e a investigação.

“O que está acontecendo é algo que qualquer um desconfie que seja proposital. Querem incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta? Você que ri disso não entendo o quão em perigo está!”, escreveu o vereador carioca no Twitter.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Incrível como o STF deixa de trabalhar em seus longos processos que alguns a décadas esperam ser apreciados……mais o desvio de suas funções para fazer política e um nojo…..vão trabalhar….bando de abutres….

  2. Jogaram a carapuça pra cima, igual a um bouquet de flores, ele tratou de pegá-la e vesti-la imediatamente. Como diria um famoso comediante… 'Aí mente'…

  3. O manicômio amanheceu fervendo hoje! Adeus investimentos estrangeiros nesse país de milicianos e loucos!

  4. Ontem o Presidende Bostanaro elogiou PF contra Witzel, será q hoje o presidente vai continuar elogiando?

    1. Mostra o quão você desconhece como realmente funcionam os processos. No caso do RJ, a polícia federal abriu inquérito por indícios, investigou o caso e requisitou diligências e medidas juntamente como o MP. Essas, por sua vez, foram aceitas e determinadas pelo poder judiciário. Veja se encontram os mesmos elementos no caso das fake news, conforme determina nosso ordenamento jurídico.

  5. Isso é tudo fake do gabinete do amor. A culpa é de Lula e do PT. Tá ok??? O que importa é que Queiroz é inocente.

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Judiciário

Roberto Jefferson, Luciano Hang, deputado estadual de SP e blogueiro são alvos de operação da PF

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira (27) mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de notícias falsas e ameaças à Corte. O ex-deputado federal Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) e blogueiro Allan dos Santos são alvos. Os quatro são aliados do presidente Jair Bolsonaro.

As buscas com relação a Jefferson e Hang foram realizadas nas casas deles, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, respectivamente.

No caso de Garcia, as buscas foram realizadas no gabinete, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde computadores foram apreendidos.

As buscas sobre Allan dos Santos ocorreram na casa dele, em uma área nobre de Brasília.

Ao todo, a operação tem 29 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito.

Além de Rio de Janeiro e Brasília, há mandados para ser cumpridos também nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Histórico do inquérito

O inquérito para apurar a produção de notícias falsas e disseminação de ameaças a ministros do STF foi aberto em março de 2019, por ordem do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Tem que fechar. Se acham deuses. Falam tanto em democracia e quetem calar o povo. Hipócritas!

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Polícia

VÍDEOS: Carla Zambelli diz que não tinha informação e destaca que iminência de operação da PF já era de conhecimento público e divulgado pela mídia: “é só seguir uma linha de raciocínio”

 

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Uma publicação compartilhada por Carla Zambelli (@carla.zambelli) em

 

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Eu acho que o governador @wilsonwitzel deveria estar muito mais preocupado em achar bons Advogados para defendê-lo do que uma Deputada para acusar!

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A deputada federal Carla Zambelli divulgou nota dizendo que não teve conhecimento prévio de nenhuma operação da Polícia Federal.

Veja a íntegra:

“A respeito das notícias sobre suposto conhecimento prévio de operações da Polícia Federal, a assessoria de imprensa da deputada federal Carla Zambelli esclarece que:

1. É absurda e sem qualquer respaldo na realidade a interpretação de parcela da mídia de que a deputada saberia, com antecedência, a realização da operação “Placebo” realizada hoje no Rio de Janeiro contra autoridades do governo estadual.

2. O que foi reproduzido, ontem na entrevista à rádio Gaúcha, foram informações já conhecidas e publicadas na mídia de que em vários estados estavam sendo realizadas investigações da Polícia Federal e das respectivas polícias civis sobre esquemas de corrupção com recursos públicos federais.

3. Desde ontem, adversários políticos do governo Bolsonaro tentaram explorar politicamente alguns trechos da entrevista da parlamentar, tirando ilações levianas e fazendo acusações espúrias e sem qualquer fundamento.

4. Reiteramos que Carla Zambelli não tem conhecimento prévio de nenhuma operação da Polícia Federal ela denuncia mais essa tentativa da oposição ao governo Bolsonaro e de parte da mídia de a envolverem em atos irregulares, o que jamais foi feito e nunca o será.

5. Há de se destacar que a citada operação foi iniciada pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro e determinada pelo Superior Tribunal de Justiça, sem qualquer participação direta do governo federal.”

Opinião dos leitores

  1. Desculpa muito chula do ww.
    Pelo que eu saiba, um vazamento de uma operação favorece o réu. Só assim ele terá tempo pra destruir provas.
    Não tinha argumentos, inventou essa

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Polícia

Depósitos na conta de primeira-dama embasaram operação da PF contra Witzel

Comprovantes de pagamento para o escritório da primeira-dama do Rio, Helena Witzel, estão entre os elementos de prova que embasaram o pedido de busca e apreensão na residência oficial do governador do Rio, Wilson Witzel, na manhã desta terça-feira (26).

No pedido de operação na casa do governador e no escritório de sua esposa, o Ministério Público Federal afirma que provas provenientes da Justiça Federal demonstram vínculo bastante estreito e suspeito entre a primeira-dama e as empresas de Mário Peixoto, fornecedoras do estado.

Peixoto foi preso há dez dias pela Polícia Federal. A detenção ocorreu no âmbito das investigações da Operação Lava Jato sobre atos durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral. Mas, de acordo com a PF, a organização criminosa alvo da apuração manteve sua atuação nas contratações emergenciais voltadas para o combate à pandemia do novo coronavírus.

É atribuída a Peixoto a nomeação de cargos-chave no Detran, Cedae, Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Loterj, entre outros órgãos da atual administração estadual. A empresa de sua família, a Atrio Rio, já firmou R$ 81 milhões em contratos com a gestão Witzel, boa parte sem licitação. Ela atua na terceirização de mão-de-obra para o estado.

O empresário também contratou, durante a campanha eleitoral de 2018, o escritório de advocacia de Lucas Tristão, de quem Witzel declarou ser sócio. O acordo foi encerrado após o início do novo governo, em janeiro de 2019.

A operação da Polícia Federal desta terça-feira, autorizada pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mira também um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia no estado.

O inquérito no STJ foi aberto no último dia 13, com base em informações de autoridades de investigação do estado do Rio. Os mandados em cumprimento nesta quarta-feira foram solicitados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) na semana passada.

Pela decisão do ministro do STJ, Witzel e a primeira-dama, bem como os demais investigados, deverão ser ouvidos pela Polícia Federal. A Polícia Federal apreendeu o aparelho de celular e o computador do governador.

Entre os elementos que serviram de suporte ao mandado de busca e apreensão estão o contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios do escritório da primeira-dama com a empresa DPAD Serviços Diagnósticos, de Mário Peixoto, e comprovantes de transferência bancária entre as duas empresas.

Entre os elementos de provas apresentadas, há um email de 14 de abril de 2020, em que o braço direito de Mário Peixoto recebe do contador das empresas documentos relacionados a pagamentos para a esposa do governador.

Segundo o mandado de busca e apreensão, o MPF imputa indícios de participação ativa do governador quanto ao conhecimento e ao comando de contratações realizadas com as empresas investigadas.

Interceptações telefônicas e um ofício assinada pelo governador são apontados, no mandado de busca e apreensão, como indicativos de sua possível participação em irregularidades.

Em outubro de 2019, a UNIR Saúde —responsável pela administração em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)— foi proibida de fazer contratos com o poder público após constatação de irregularidades na prestação de serviços.

Em março, um oficio assinado pelo governador revogou essa portaria, comprovando, segundo o Ministério Público, provável envolvimento da cúpula do Poder Executivo Fluminense.

As investigações apontam transferência no valor de R$ 225 mil feita por empresas de Mário Peixoto para o escritório do secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Lucas Tristão.

O Ministério Público afirma que as provas coletadas em operações anteriores indicam que, no núcleo do Poder Executivo do Rio, foi criada uma estrutura hierárquica devidamente escalonada a partir do governador que propiciou contratações sobre as quais pesam forte indícios de fraude.

Os investigadores dizem que Witzel teria o comando das ações.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Esse governador safado do RJ vai ser mais um a ser encaminhado para um presídio, o bicho tá enrolado até o pescoço com a roubalheira institucionalizada no governo do RJ.

  2. Michele Bolsonaro tbm recebeu uns depósitos na conta supostamente vindos do Queiroz

  3. Desconfie sempre desses que fazem essa oposição irresponsável contra o presidente. E se falar "bozo… Aí já é caso patológico. Todos serão desmascarados. E o povo está vendo isso.

    1. Desconfiem sempre, também, daqueles políticos que se utilizam de versículos bíblicos para sustentar suas falas. Por outro lado, Bolsonaro e Lula se complementam, sendo as duas faces da mesma moeda.

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Polícia

FOTOS: Polícia Civil deflagra operação contra crime organizado e prende doze pessoas na Região do Trairi no RN

Fotos: Polícia Civil

Policiais civis da 9ª Delegacia Regional de Santa Cruz deflagraram, nesta sexta-feira (8), a Operação “Indicados”, com o objetivo de desarticular organização criminosa atuante em Santa Cruz e na Região do Trairi. Foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão e onze mandados de prisão, nas cidades de Santa Cruz e São Bento do Trairi. Também foram efetivadas prisões em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

Durante as diligências, foram apreendidos: um revólver, duas pistolas, sendo uma delas de marca “Glock”, e dois simulacros, além de dinheiro, droga e aparelhos celulares. O nome da operação, denominada “Indicados”, faz alusão às denúncias anônimas que deram origem às investigações, as quais embasaram os pedidos de prisão e busca e apreensão pela Polícia Civil. A ação contou com a participação de cerca de 60 policiais civis da Grande Natal e Interior.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

 

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Polícia

Polícias Civil e Militar deflagram “Operação Rescaldo” e prendem sete pessoas no interior do RN

Foto: Reprodução/site Polícia Civil

Policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Macau e policiais militares da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar deflagraram, nesta quinta-feira (7), a Operação “Rescaldo”, com o objetivo de combater ramificações de uma organização criminosa na cidade de Macau, que estavam praticando tráfico de drogas, homicídios, roubos e outros crimes. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, sendo um destes efetivado no município de Pendências.

Jéssica Paula do Nascimento Lucena, 28 anos, Regina Tavares da Silva, 35 anos, e Wendell Oliveira da Silva, 38 anos, foram presos em cumprimento a mandados de prisão pela suspeita da prática de tráfico de drogas e de integrar organização criminosa. Francisco Wilker da Silva Barreto, 20 anos, e Márcio José Araújo da Silva, 34 anos, foram presos em razão de mandados de prisão decorrentes de sentença condenatória pela prática de tráfico de drogas.

Joana D’arc Gardinali de Sousa, 38 anos, e Jurandir Irineu Pereira Neto, 25 anos, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo. Com eles, foram apreendidos uma pistola calibre .45, drogas, dinheiro, balança de precisão, caderno de contabilidade do tráfico de drogas e aparelhos celulares.

O nome da operação, denominada “Rescaldo”, faz alusão à iniciativa da polícia de evitar a continuidade da atuação de uma facção criminosa, que teve 20 integrantes presos em dezembro de 2019, durante uma operação realizada na cidade de Macau. “Rescaldo” significa calor refletido de uma fornalha ou de um incêndio; cinza que contém brasa. As prisões realizadas nesta quinta-feira (7) foram decorrentes de elementos de investigação obtidos na operação efetivada em dezembro.

A Operação “Rescaldo” contou com a participação de mais de quarenta policiais civis e militares da 5ª Delegacia Regional de Polícia e da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar, além da colaboração do Ministério Público Estadual. A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181.

http://www.policiacivil.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=230702&ACT=&PAGE=&PARM=&LBL=NOT%CDCIA

 

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Polícia

FOTOS: Após comprar lote de álcool gel adulterado, PF faz operação na Região de Curitiba

Fotos: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF ) deflagrou uma operação, na manhã desta quinta-feira (30), contra a produção e a venda de álcool gel adulterado no Paraná. Isso aconteceu depois de a PF comprar um lote do produto que tinha menos álcool do que o indicado no rótulo.

De acordo com a PF, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Fazenda Rio Grande e em São José dos Pinhais – que ficam na Região Metropolitana de Curitiba. Ninguém foi preso.

A ação foi batizada de “Acqua Gel” e verificou lotes de álcool gel, que estavam à venda, com o percentual de álcool enganoso, diferente do que dizia na embalagem.

O objetivo da operação, segundo a PF, é apurar outros se outros lotes têm o mesmo problema e se foram vendidos a mais órgãos governamentais e hospitais.

Lotes foram apreendidos, durante a operação, e vão ser submetidos à análise pericial.

Investigação

A investigação começou há 15 dias, segundo a PF.

O ponto de partida, conforme a PF, foi quando o Setor Técnico Científico (SETEC) identificou que um lote de álcool gel 65% – vendido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná – tinha, na verdade, 30% do álcool. Essa quantidade faz com que o produto perca a função de desinfecção e assepsia.

De acordo com a PF, exames periciais adicionais confirmaram o baixo percentual de álcool em todo o lote comprado pela corporação.

Assim que a adulteração foi percebida, o lote de álcool gel foi recolhido e substituído. Os novos produtos adquiridos pela PF também passaram por teste, sendo aprovados.

G1

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Polícia

Polícia Civil deflagra operação e prende sete pessoas na região do Seridó

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Policiais civis da Delegacia Municipal de Caicó, com apoio da 3ª Delegacia Regional de Polícia e das Delegacias Municipais de Santa Cruz e Caraúbas, deflagraram, nesta quinta-feira (12), a “Operação Soledade”, no município de Caicó. Foram cumpridos sete mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão, no bairro Soledade, contra suspeitos de integrarem grupos criminosos atuantes no município.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Caicó. Foram presos: Emerson Soares de Oliveira, conhecido como “Mecinho”,  Fagner Ribeiro de Oliveira, conhecido como “Fafá”,  João Victor da Silva, conhecido como “Cowboy”, José Alves Brito, conhecido  como “Zezinho”, Nadson Carvalho da Silva, conhecido como “NDS”, Nathan Gabriel Dantas, conhecido “Madimbu”,  Roberto Carlos Ferreira, conhecido como “Roberto DVD”. José Alves Brito e Robertos Carlos Ferreira também foram autuados em flagrante, respectivamente, pelos crimes de tráfico de drogas e violação de direitos autorais.

O trabalho investigativo realizado pela equipe da Delegacia Municipal de Caicó identificou possível envolvimento dos suspeitos em organização criminosa atuante na cidade e vinculação ao tráfico de drogas na região, além de outros crimes, como lavagem de dinheiro, descaminho, sonegação fiscal, posse ilegal de arma de fogo, crimes de homicídio e latrocínios ocorridos na cidade nos últimos anos.

O nome da operação remete ao bairro Soledade, local de cumprimento dos mandados e onde se constata atuação de grupos criminosos na prática do tráfico de drogas. A Polícia Civil pede para que a população continue enviando informações de forma anônima, por meio do disque denúncia 181 ou do número da Delegacia Municipal de Caicó: (84) 99634-2422.

policiacivil.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=226804&ACT=&PAGE=&PARM=&LBL=NOT%CDCIA

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Diversos

Governo e ministério discutem continuidade da operação do Aeroporto de São Gonçalo

Fotos: Edson Leite e Ricardo Borges

O Governo do Estado acertou com o Ministério da Infraestrutura a participação de um membro da gestão estadual no grupo de trabalho que vai acompanhar o processo para a nova licitação do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante.

A requisição para integrar o grupo foi feita diretamente pela governadora Fátima Bezerra ao ministro Tarcísio Gomes de Freitas e ao secretário nacional de Aviação Civil Ronei Saggioro Glanzmann durante reunião em Brasília-DF, na manhã desta quarta-feira (11). O nome indicado para compor o grupo de trabalho foi o do presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), Bruno Reis.

A reunião contou com a presença da bancada potiguar no Congresso Nacional, representada pelos senadores Jean-Paul Prates e Zenaide Maia e os deputados federais Natália Bonavides, João Maia, Benes Leocádio, Beto Rosado, Walter Alves, Fábio Faria e General Girão. Também participaram o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulo Emídio, os secretários de Estado Gustavo Coelho (Infraestrutura) e Ana Maria Costa (Turismo), o procurador geral do Estado, Luiz Antônio Marinho, e o adjunto, José Santana, além da subsecretária do Gabinete Civil, Laíssa da Costa.

A governadora voltou a destacar que o processo para substituição da Inframérica na gestão do aeroporto será monitorado de perto pelo Governo do Estado. “Vamos ficar 24 horas por dia acompanhando todo o processo. O ministro Tarcísio reiterou que a legislação obriga a concessionária a manter os serviços até que seja feita a transição. Nosso papel é acompanhar a manutenção dos serviços e dos empregos”, afirmou Fátima Bezerra.

O processo de relicitação da gestão do terminal aeroportuário, segundo o ministro da Infraestrutura, será tranquilo e sem prejuízos para quem chega ou sai do Rio Grande do Norte pelos ares. “Será feito um termo aditivo ao contrato da concessionária para que ela cumpra os requisitos de operação, mantenha o serviço de excelência dentro dos padrões internacionais até que seja feita a transição. De antemão, digo à população que há interesse concreto no equipamento. Teremos um bom operador, que com certeza vai trazer novos voos e novas oportunidades para aproveitar o grande potencial que o estado tem”, ressaltou Tarcísio Gomes de Freitas.

O Governo do Estado foi informado oficialmente pelo grupo argentino Inframérica no dia 5 de março sobre a desistência da operação do aeroporto, que foi licitada em 2011 como a primeira operação totalmente privada do setor no Brasil. Durante reunião, o vice-presidente do grupo, Jean Dedjeian, ressaltou os esforços do Governo do Estado para o crescimento do fluxo de voos e consequente incremento na atividade turística. O executivo também isentou a gestão estadual e a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante pela quebra de contrato, justificada pela empresa por seguidos prejuízos e dificuldades com a rigidez dos contratos e do marco regulatório da aviação.

Opinião dos leitores

  1. De que forma um estado literalmente quebrado pode influir em uma operação econômico-administrativa privativa do governo federal (do qual é inimigo político) com agentes do mercado? Conta outra lorota, Fatão GD, eu adoro.

  2. Se o povo não engoliu esse aeroporto não tem ministro, governadora, deputados, facção nenhuma que dê jeito. O povo vem de avião para João Pessoa e vai com agência paraibana para Pipa e de lá visita os poucos lugares que estão de pé no RN. Até de Fortaleza vão para PB, bem mais barato, ainda passeia na bela JP.

    Deveriam fazer um plebiscito pra ver e aproveita lacra o ASG com Riquinho preso dentro.

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Polícia

PF deflagra operação contra tráfico internacional de armas de fogo e cumpre mandados em Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante

Operação Gun Express visa desarticular grupo que importava, guardava, remetia e transportava armas ilegalmente

Foto: Ilustrativa

A Polícia Federal desencadeou, na manhã de hoje (05/03), a operação Gun Express para desarticular grupo especializado na prática do crime de tráfico internacional de armas de fogo, acessórios e munições.

No Rio Grande do Norte os mandados foram cumpridos nas cidades de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante. Além do RN, também foram efetuadas ações no Paraná, Bahia, São Paulo, Paraíba, Sergipe, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A operação inteira envolveu 310 policiais federais que estão cumprindo 62 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva.

A investigação teve início no primeiro semestre de 2018, quando a Polícia Federal identificou que armas de fogo estariam sendo remetidas pelos Correios, escondidas dentro de equipamentos de treino para artes marciais, como aparadores de chute, luvas e caneleiras. A partir daí a PF identificou que um grupo de pessoas dos estados do Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte atuavam em associação na importação, guarda, remessa e transporte de armas de fogo, acessórios e munições, que teriam como destino diversos outros estados do país, com destaque para Bahia e Rio Grande do Norte.

Foram realizadas, também, apreensões de armamentos e acessórios escondidos em tanques de combustíveis de veículos, usados durante o transporte para alguns dos Estados do nordeste.

A estimativa é de que o grupo remeteu e transportou, desde o ano de 2016, mais de 300 armas de fogo, investindo cerca de dois milhões de reais na compra do armamento. Foi identificado que parte do pagamento das armas era feito por intermédio de empresas de fachada controladas por suspeitos da Bahia e do Rio Grande do Norte para dar aparência lícita aos repasses financeiros feitos pelo sistema de transferências bancárias.

Estão sendo executados 27 bloqueios judiciais de contas bancárias e aplicações financeiras, bem como sequestro e arresto de bens de 26 pessoas físicas e 1 pessoa jurídica, além da constrição judicial de 10 veículos em nome de terceiros.
Foram decretadas ainda 6 medidas cautelares diversas da prisão para outras pessoas envolvidas na investigação.

A Polícia Federal indiciará 28 pessoas pela prática do crime de tráfico internacional de armas de fogo, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal em Curitiba/PR

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