Cidades

CTR Potiguar: aterro sanitário privado do RN está pronto para entrar em operação

Após todo processo de licenciamento, a Central de Tratamento de Resíduos – CTR Potiguar localizada no município de Vera Cruz, Região Metropolitana de Natal, finaliza os últimos preparativos para entrar em operação. Nesta semana, o primeiro aterro sanitário privado do Rio Grande do Norte recebeu a visita do prefeito do município e da diretoria do Idema, onde constataram a contribuição do empreendimento para o desenvolvimento sustentável e geração de emprego e renda na localidade.

“Desde o início das obras priorizamos trabalhadores locais e isso também vai acontecer quando entrarmos em operação nos próximos dias. Foram mais de cem pessoas trabalhando inicialmente, agora outras dezenas e isso é muito relevante no atual cenário econômico”, ressaltou o diretor da CTR Potiguar, Caio Magno.

O prefeito de Vera Cruz Marcos Cabral comentou a importância do empreendimento: “A chegada do aterro sanitário ao nosso município traz vários benefícios. Em primeiro lugar segurança ambiental, pois finalmente nos adequaremos à nova legislação, acabando com o lixão municipal que foi motivo de tantas ações do MPRN. Agora teremos a destinação correta do nosso lixo e a Central também promove vários empregos aos nossos munícipes. Isso é renda para as famílias e também para cidade, porque gera ICMS, proporcionando uma renda própria para ser investida em melhorias para nossa população” explicou.

A diretoria do Idema, representada pelo diretor-geral Leon Aguiar e Werner Farkatt, diretor técnico, também esteve no aterro sanitário juntamente com fiscais que fazem parte do órgão ambiental do RN. Leon Aguiar destacou a solução sustentável diante da deficiência dos municípios de cumprirem as metas das políticas de resíduos sólidos e uma nova perspectiva reforçada pelo pioneirismo da Central: “A gente vê o espirito dos empreendedores da CTR Potiguar de buscar novas tecnologias, fazer uma atividade cada vez mais inovadora não só para aterrar o lixo, mas para evitar aterrar o lixo, a reutilização, a reciclagem, tudo isso tem sido buscado e ficamos felizes em ter uma solução assim no nosso Estado”, ponderou.

Diretor da CTR Potiguar, Dâmocles Trinta comentou a satisfação pelo reconhecimento do Idema com o trabalho realizado: “é muito bom podermos oferecer uma nova perspectiva aos pequenos municípios e para todo esse setor do RN, um compromisso com o desenvolvimento sustentável. E esse reconhecimento vindo do órgão que foi responsável por todo licenciamento e fiscalização mostra que estamos no caminho certo”.

A Central de Tratamento está pronta para receber e processar resíduos sólidos de diversas cidades potiguares. A capacidade do aterro é de atender a demanda de até 1,150 milhões de pessoas. O empreendimento tem vida útil de 20 anos e capacidade para receber 537 toneladas de lixo por dia, podendo aumentar conforme a necessidade.

Números da CTR Potiguar

· 50,2 hectares é a área do empreendimento, sendo 14,63 hectares de mata preservada e 35,27 hectares de área construída.

· 1.150.000 pessoas é a capacidade de alcance do aterro, ou um terço do RN.

· 537 toneladas por dia é a capacidade atual de manejo.

· 123 pessoas foram necessárias para construir e operar o aterro.

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Saúde

Obsessão de Doria por marketing prejudicou anúncio de vacina 100% positivo, avaliam aliados e adversários

Mais uma vez o excesso de marketing de João Doria (PSDB-SP) atrapalhou o que poderia ser uma notícia só com pontos positivos, avaliam aliados e adversários do governador. O anúncio da criação da ButanVac seria excelente de qualquer forma e não havia necessidade de carregar nas tintas sobre ser 100% nacional, eles dizem.

Os políticos ouvidos pela coluna também analisam que, pelo momento, o tucano não precisava ter usado de ironia com Jair Bolsonaro no episódio. Como a Folha mostrou, o candidato a imunizante, chamado de 100% nacional, foi desenvolvido nos EUA, no Instituto Mount Sinai. Doria e Dimas Covas, do Butantan, não mencionaram a parceria em entrevista nesta sexta (26).

Nas redes sociais, o governador comemorou com a mensagem “Grande dia!”, slogan do presidente. Mais tarde o governo Bolsonaro anunciou que tinha a sua candidata à vacina (sem a grife do Butantan, mas com a USP de Ribeirão Preto). E mais, o pedido para testes clínicos, a mesma fase que está a ButanVac, tinha sido feito antes para a Anvisa, na tarde de quinta (25).

Na visão dos políticos, o episódio mostra que, de um lado, Doria exagera na dose, e, do outro, o governo federal se comunica mal —além de errar muito e ter negligenciado a pandemia por um ano. Doria disse não considerar ter passado do ponto e acha que foi transparente. Pessoas próximas a ele compararam a produção da vacina à da Embraer, que é nacional, mas usa peças do mundo todo.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. É só marketing para enganar os bestas. SÃO PAULO é o Estado com mais mortes no Brasil. Só ontem foram quase 1300 mortes. O Dória é o pior Governador do Brasil. O Fecha tudo não adiantou.

  2. Dória querendo imitar Lula e colocar Bolsonaro pra trabalhar, kkkkk. Tem que comer muito arroz com feijão pra fazer o presidente usar máscara, criar comitê, apoiar vacina, recriar auxílio… O Véio barbudo é duro, tem pareia não.

  3. Dória perdeu uma ótima oportunidade de se promover.
    A notícia correta seria que Butantã irá produzir a primeira vacina com insumos 100% nacionais. Essa notícia já seria fantástica.
    Daí, vem a vaidade e ganância, que faz o sujeito mentir e perder todo crédito conquistado.

  4. "A Butanvac, candidata a vacina anunciada pelo Instituto Butantan como sendo o primeiro imunizante 100% nacional, foi desenvolvida nos Estados Unidos, na Escola de Medicina Icahn do Instituto Mount Sinai, segundo afirmou a instituição à Folha.

    A informação, dada à reportagem pelo diretor e professor do departamento de microbiologia do instituto, Peter Palese, também consta em estudo publicado em dezembro de 2020 assinado por presquisadores do Mount Sinai e da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill."
    Acima, copiei parte do artigo, reproduzido um pouco mais "atrás" por este blog, sobre a criação dessa vacina. Esse Dória é só marketing político e autoritarismo. Nada mais.

  5. Toda vacina é bem-vinda. Mas, o Doria está MENTINDO quando diz que essa vacina foi criada pelo Butantã. Essa vacina é AMERICANA, conforme já foi provado. Esse assunto já foi motivo de um artigo recente, publicado neste blog. Esse governador só pensa no seu marketing político.

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Nacional

Aprovado pedido de impeachment do governador de SC por compra de respiradores sem licitação que nunca chegaram; Gestor foi afastado do cargo

O Tribunal Especial de Julgamento aceitou, por 6 votos a 4, a abertura de um processo de impeachment contra o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL). Com a decisão, Moisés é afastado do cargo e substituído temporariamente pela vice-governadora, Daniela Reinehr (sem partido).

Pelo entendimento do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), o presidente da Corte, desembargador Ricardo José Roesler, poderia decidir o prazo de afastamento entre o previsto em duas leis diferentes. Roesler optou pelo mais curto, o prazo de 120 dias previsto na Lei 1079, de 1950, a “Lei do Impeachment”. Carlos Moisés deixará o cargo na próxima terça-feira (30), quando for notificado oficialmente da decisão.

Ele responde por crime de responsabilidade pela compra de 200 respiradores no valor R$ 33 milhões, sem licitação. Dos 200 respiradores, chegaram apenas 50 e destes, somente 11 foram aproveitados. O tribunal especial que analisa o caso é formado por cinco deputados e cinco desembargadores.

Votaram a favor os cinco desembargadores e o deputado estadual Laércio Schuster (PSB). Votaram contra os deputados estaduais Marcos Vieira (PSDB), José Milton Scheffer (PP), Valdir Cobalchini (MDB) e Fabiano da Luz (PT). Esse é o segundo processo de impeachment aberto contra Carlos Moisés desde o início do mandato.

Em outubro, o governador de Santa Catarina foi afastado pela primeira vez, em processo que apurava possíveis irregularidades na concessão de aumentos salariais a procuradores do Estado sem a autorização da Assembleia Legislativa. Apesar da abertura do processo, Carlos Moisés retornou ao cargo no mês de novembro, após ter sido absolvido no julgamento do processo. O governador e a vice-governadora Daniela Reinehr são rompidos politicamente.

Os dois são novatos na política e se elegeram juntos, pelo PSL, na esteira do movimento político que elegeu o presidente Jair Bolsonaro. Carlos Moisés é bombeiro militar e concorreu a governador sob a alcunha de “Comandante Moisés”. Daniela Reinehr é advogada e produtora rural.

Assim como Bolsonaro, Reinehr deixou o PSL quando o presidente se desfiliou da legenda. A vice-governadora diz aguardar a criação do Aliança pelo Brasil para ingressar novamente em uma legenda.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. Se a moda pega kkkkkkkk, como pegou o GD, essa imitação de tudo, farsante e desorientado, estaria ferrada.

  2. Vejam que o deputado do PT votou contra o "impeachment". Logo, esse governador deve mesmo ser mais um corrupto, que deve ser apeado do poder. O PT SEMPRE está do lado que não presta. Do seu lado.

    1. Palestrante pé sujo, esse governador é aliado do seu “mito” de areia mijada.

  3. Pena que no RN não temos legisladores capazes de enfrentar uma contenda dessa contra a governadora Fátima com vários indícios irregulares. Ano que os juízes seremos nós, eleitores…

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Saúde

VERSAMUNE: Governo federal protocola pedido de testes de nova vacina feita no Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações anunciou nesta sexta-feira (26) que protocolou junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na última quinta-feira (25) um pedido para início dos testes clínicos em humanos de uma nova vacina contra Covid-19 desenvolvida no Brasil, chamada de Versamune-CoV-2FC.

O potencial imunizante é resultado de uma pesquisa financiada pelo ministério e coordenada pelo pesquisador Célio Lopes Silva, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), em parceria com a empresa brasileira Farmacore e a PDS Biotechnology. Em nota, Anvisa confirmou que recebeu o pedido de autorização de testes com a Versamune-CoV-2FC.

O anúncio foi feito horas depois de o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciar, na manhã desta sexta-feira, uma vacina desenvolvida inteiramente no Brasil pelo Instituto Butantan.

De acordo com o comunicado, a Versamune teve bons resultados em testes feitos com animais. “Os resultados dos estudos não-clínicos [toxicidade e imunogenicidade] obtidos até o momento demonstram qualidade e competitividade para ser um sucesso nacional e global no controle da Covid-19”, diz. “A vacina demonstrou capacidade de ativar todo o sistema imunológico – imunidade humoral, celular e inata, induzir memória imunológica e proteção de longo prazo”.

No início do mês, em entrevista coletiva, o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, citou a Versamune como uma das iniciativas brasileiras promissoras apoiadas pela agência.

Vários locais de pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos e no Brasil serão usados para progredir no desenvolvimento clínico da vacina, segundo as empresas parceiras do desenvolvimento. “A Farmacore liderará os esforços regulatórios e de ensaios clínicos no Brasil, enquanto a PDS Biotech continuará a contribuir com conhecimento científico e suporte operacional”, disse a nota.

A vacina tem como estratégia uma proteína recombinante do novo coronavírus, baseada numa plataforma desenvolvida pela PDS chamada de Versamune, que ativa células-T, que têm função imunológica. Em junho de 2020, já havia a possibilidade dessa vacina ser testada no país. O financiamento do MCTI ainda era estudado naquela época.

De acordo com o Ministério da Saúde, há 17 estudos pré-clínicos de vacinas contra Covid-19 em andamento no país.

Em pronunciamento nesta tarde, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que o anúncio do governo não está relacionado à Butanvac, divulgada mais cedo.

“No meu ponto de vista, não tem nada a ver uma coisa com a outra, um fato com o outro. Temos trabalhado nisso e tenho anunciado a sequência dos trabalhos há um certo tempo. Eu estava nessa expectativa para esse anúncio, foi uma coincidência”, afirmou, acrescentando que o momento pede “várias vacinas nacionais”. “É extremamente importante o desenvolvimento de vacinas nacionais, podemos adaptar com a nossa tecnologia que fica mais barato. O desenvolvimento ajuda outras vacinas também”, disse.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também se manifestou rapidamente. “O importante é vacinar a população brasileira. O Brasil já tem mais de 500 milhões de doses acertadas. Ainda não vacinamos como queremos e nos comprometemos que, em abril, teremos um milhão de doses aplicadas por dia”, declarou.

“Também queremos que haja parcerias com a iniciativa privada e com universidades para que consigamos ampliar as pesquisas no Brasil. Esse cenário pandêmico trouxe a possibilidade das pessoas entenderem a importância das pesquisas clínicas, isso gerou publicações em revistas de alto impacto. Essa agenda é uma agenda de Estado estratégica e que deve ser estimulada”, falou.

17 estudos de vacina no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, há 17 estudos de possíveis vacinas contra a Covid-19 em andamento no país, em estado pré-clínico, quando os estudos em humanos ainda não começaram.

A lista relaciona as duas vacinas nacionais anunciadas nesta sexta-feira (26), a Butanvac, do Instituto Butantan com a Dynavax e a PATH, e a Versamune, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), em parceria com a empresa brasileira Farmacore e a PDS Biotechnology.

CNN BRASIL

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Saúde

Queiroga diz a governadores que produção nacional fará Brasil vacinar 2 milhões

Em reunião com governadores na tarde desta sexta-feira (26), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o Brasil pode chegar a vacinar mais de 2 milhões de pessoas por dia quando o Instituto Butantan e a Fiocruz estiverem produzindo os imunizantes contra a Covid-19 em sua capacidade máxima.

Segundo a CNN apurou, Queiroga voltou a afirmar que, inicialmente, a meta é vacinar 1 milhão de brasileiros por dia e, conforme a produção evoluir, aumentar para 2,4 milhões de pessoas imunizadas diariamente. O ministro indicou, segundo relatos, que a ideia do governo é que a meta inicial de 1 milhão de doses diárias já comece a ser cumprida no mês de abril.

Queiroga estaria levando em conta, de acordo com governadores, um montante de 17 milhões de doses da Coronavac e de 21 milhões da AstraZeneca.

Na quarta-feira (24), o ministro da Saúde já havia afirmado ser possível triplicar o ritmo atual de vacinação — hoje na casa das 300 mil doses por dia — para chegar a cerca de 1 milhão de doses aplicadas diariamente. “O compromisso número um do nosso governo é a implementação de uma forte campanha de vacinação. Todos sabem o esforço que foi feito para buscar vacinas. Hoje sabemos que 95% da população brasileira deseja ser imunizada. E nós, agentes públicos, temos que envidar esforços para que o programa de vacinação tenha concretude”, afirmou Queiroga em entrevista coletiva.

Aos governadores, nesta tarde, Queiroga voltou a falar que o compromisso do governo é aumentar a capacidade de vacinação da população. De acordo com relatos, o ministro disse que as vacinas são o “maior ativo para vencermos a pandemia”.

Ele ressaltou que, neste momento, também estão sendo desenhadas estratégias para que o Brasil receba novas doses de vacinas ainda neste primeiro semestre.

Queiroga citou, por exemplo, uma articulação com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para antecipação de entrega das doses do consórcio Covax Facility e também a possibilidade de um aporte extra de vacinas junto aos Estados Unidos.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

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Economia

Honda suspende produção de carros no Brasil por causa da pandemia

A Honda anunciou, nesta 6ª feira (26.mar.2021), que irá parar a produção de carros no Brasil a partir do dia 30 de março, nas fábricas de Sumaré e Itirapina, ambas no interior de São Paulo. Segundo a empresa, a decisão foi tomada por causa do avanço da covid-19 no país.

Em nota, a Honda diz que pretende contribuir para a redução na circulação de pessoas. A empresa também afirma que levou em conta os impactos do coronavírus em toda a cadeia produtiva. As atividades devem ser retomadas no dia 12 de abril.

De acordo com a Honda, os trabalhadores das duas fábricas deverão compensar as horas referentes aos dias em que vão ficar sem produzir. O formato ainda está sendo discutido com o sindicato da categoria. A montadora também afirma que está empenhada não só em preservar a saúde dos colaboradores, mas também em reduzir inconvenientes ao consumidor.

PRODUÇÃO DE MOTOS

Além das fábricas de carros, a Honda produz motocicletas no país, na Zona Franca de Manaus. Em janeiro deste ano, por causa da crise na saúde enfrentada pela capital amazonense, a montadora japonesa também interrompeu as atividades.

Na nota desta 6ª feira, no entanto, a empresa não apresentou qualquer sinal de que possa fechar de novo a fábrica no Norte do país.

OUTRAS MONTADORAS

Além da Honda, as empresas Renault, Toyota e Nissan também anunciaram nesta 5ª feira (25.mar.2021) a paralisação na produção de veículos por conta do novo coronavírus.

A Renault vai interromper as atividades na fábrica de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a partir de 2ª feira (29.mar), com retomada prevista para 5 de abril. Já os trabalhadores das áreas administrativas trabalharão em home office.

Já a paralisação da Toyota da começa na segunda-feira (29.mar.2021), com retorno previsto para o dia 5 de abril nas linhas de São Bernardo do Campo, Sorocaba e Porto Feliz. Já a unidade de Indaiatuba retornará no dia 6 de abril. A empresa emprega 5,6 mil trabalhadores no Brasil.

A Nissan do Brasil decidiu suspender a produção na fábrica de Resende (RJ) por causa do agravamento da pandemia de coronavírus no país. A informação foi divulgada em nota (íntegra – 28KB).

A produção ficará suspensa de 26 de março a 9 de abril. Será retomada em 12 de abril. No período, os trabalhadores da fábrica entrarão em férias coletivas.

Segundo a Nissan, a medida foi realizada “buscando garantir a segurança de seus funcionários como parte do esforço de reduzir o impacto da pandemia, adaptar a empresa ao cenário atual dos desafios enfrentados pelo setor automotivo e garantir a continuidade do negócio”. Outras montadoras também pararam a produção devido à pandemia no Brasil: General Motors, Volkswagen, Mercedes-Benz, Scania e Volvo.

Leia a íntegra da nota da Honda:

“Honda Automóveis anuncia suspensão temporária da produção

Diante do agravamento da pandemia da covid-19 em diversas regiões do país, com o objetivo de contribuir com as medidas para redução da circulação de pessoas e, considerando os impactos dessa situação em toda a cadeia produtiva, a Honda Automóveis do Brasil informa a parada temporária de suas linhas de produção de automóveis, nas unidades fabris de Sumaré e Itirapina, de 30 de março a 9 de abril. A retomada está prevista para 12 de abril.

O formato de compensação das horas não trabalhadas no período está em negociação com o sindicato.

A Honda reforça que as medidas adotadas visam preservar a saúde e segurança das pessoas. Além disso, a empresa segue empenhada em minimizar os impactos da pandemia em sua cadeia de valor, bem como, os inconvenientes ao consumidor.”

PODER360

Opinião dos leitores

    1. Governadores apenas estão tentando parar o país com Lockdown. Se isso não interferir na economia do país e das pessoas, nada irá fazê-lo. Nesse país os únicos beneficiários estão sendo os servidores públicos, não sei de onde tá vindo o dinheiro, porque quem paga essa conta são os trabalhadores e empresas através dos impostos pagos, e esses estão sem faturar e receber dinheiro. se os governadores mandam parar de produzir…

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Nacional

Cientistas fogem do Brasil após ataques de extremistas sem punições

Fazer ciência sobre alguns temas no Brasil tem sido um desafio que vai além dos cortes orçamentários: a crescente barreira ideológica que se manifesta em ameaças e perseguição a cientistas vindas até de órgãos públicos. Entre os estudos que esse entrave tenta interditar, estão pesquisas na área que o país mais necessita no momento – o coronavírus.

Desde o início da pandemia, os ataques a cientistas que produzem material que desagrada grupos radicais de apoiadores do governo se intensificaram. Não é, porém, um fenômeno novo nem restrito a pesquisas médicas. Em 2018, a antropóloga e defensora dos direitos das mulheres Debora Diniz, da Universidade de Brasília, teve de deixar o país por causa de ameaças de morte.

Na última semana, a geóloga Larissa Mies Bombardi, da Universidade de São Paulo, lamentou em forte desabafo ter de tomar a mesma decisão como uma das consequências de suas pesquisas sobre agrotóxicos. A saída de alguns estudiosos do país é o efeito mais extremo de um fenômeno que ameaça a pesquisa como um todo. Há casos igualmente graves de cientistas que ficaram no Brasil, mas tiveram seus trabalhos abalados pelos ataques. O infectologista Marcus Lacerda coordenou, no início do ano passado, estudo sobre a eficácia da cloroquina contra o coronavírus.

Ele e os colegas, ligados à Fiocruz e à Fundação de Medicina Tropical em Manaus, foram atacados nas redes num movimento promovido até pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que tuitou em 17 de abril: “Estudo clínico realizado em Manaus pra desqualificar a cloroquina causou 11 mortes após pacientes receberem doses muito fora do padrão. Este absurdo deve ser investigado imediatamente. Os responsáveis são do PT. Mas isso é pura coincidência, claro…”

Ameaçado até de morte, Lacerda e a família tiveram de circular com escolta policial e uma investigação foi aberta para procurar os responsáveis. “Mas foram rapidamente arquivadas, não seguiram adiante. As que demoraram foram as investigações contra mim”, relata ele em entrevista ao Metrópoles.

“Demorou para as coisas se acalmarem”, conta o pesquisador. “Passado um ano, tivemos o arquivamento de todas as denúncias que vieram de deputados, que chegaram ao MPF, ao Conselho Federal de Medicina. Foram investigações que tomaram muito tempo, esforço, energia e recurso financeiro. É um desconforto que afeta a vida profissional e pessoal”, detalha ele, que chegou a decidir não trabalhar mais com Covid-19 depois do que aconteceu. “Mas ver Manaus passar por uma segunda onda pior do que a primeira não me permite ficar longe, vejo como uma missão”, explica ele, que se envolveu em uma pesquisa sobre a eficácia da CoronaVac na variante brasileira do vírus.

Apesar da sensação amarga de constatar a impunidade de quem faz ameaças tão sérias, o infectologista se sente realizado, porque pesquisas feitas após a que ele coordenou também não encontraram evidências da eficácia da cloroquina contra a Covid-19. “Mostra que nossa pesquisa estava certa, mas ainda assim precisamos conviver, um ano depois, com o absurdo de o presidente da República sair de uma reunião de coordenação da pandemia e insistir no discurso do tratamento precoce“, lamenta Marcus Lacerda.

Agrotóxicos e ameaças de morte

Também no caso da geóloga Larissa Bombardi não há indiciados pelas ameaças que tornaram impossível a sequência de seu trabalho no Brasil. Em carta aos colegas enviada no início do mês, ela lamentou esse afastamento. “Completei 49 anos na última semana, 31 dos quais vividos no Departamento de Geografia”, começou ela, em longo relato sobre sua trajetória.

As ameaças a ela pioraram após a publicação de um estudo seu, o atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, em inglês no início de 2019. “Recebi indicação de lideranças de movimentos sociais para que eu evitasse os mesmos caminhos, alterasse os meus horários, a minha rotina, de forma a me proteger de possíveis ataques dos setores econômicos envolvidos com a temática sobre a qual eu me debruço. Eu me perguntava: como uma mulher, mãe de dois filhos, única responsável pelas crianças poderia mudar algo na rotina?”, escreveu a professora.

“[Em junho de 2019] uma série de outras intimidações ao meu trabalho passou a acontecer, especialmente após a maior rede de supermercados orgânicos da Escandinávia ter boicotado os produtos brasileiros, a partir do conhecimento do conteúdo do Atlas, lançado no mês anterior em Berlim”, relembra.

Os episódios levaram a pesquisadora a planejar uma temporada fora do Brasil com a família, planos que foram atrasados pela pandemia de coronavírus. “Em agosto de 2020, na véspera do Dia dos Pais, fomos assaltados em casa”, prossegue a professora. “Levaram meu computador. Era um laptop antigo de baixíssimo valor, mas que tinha todo o meu banco de dados. No dia seguinte ao assalto, um parente me perguntou se poderia ter a ver com meu trabalho. Não sei se tem, talvez não tenha. Jamais saberei”, escreveu a geógrafa.

Na carta, a pesquisadora conta estar morando com os filhos em um local emprestado. “na expectativa de poder ficar um tempo fora do Brasil o quanto antes”. Ela revela ainda que já foi aceita em um programa de pesquisa de uma universidade europeia.

A guerra cultural contra a ciência

O cientista social Rafael Evangelista, da Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade e professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) avalia que o volume de ataques a cientistas no Brasil é um problema ligado à crescente força da extrema direita.

“Nas redes bolsonaristas é constante encontrar esse tipo de mensagem, algumas de sujeitos radicalizados incitados por autoridades. A ideia de ‘matar esquerdistas’ ou persegui-los de alguma forma é constantemente aventada. Aí, se os cientistas ou divulgadores se alinham na defesa da vacina ou na condenação ao kit Covid, são logo colocados na categoria esquerdistas. A perseguição é a quem discorda politicamente, categoria em que os cientistas acabam se encaixando por defenderem medidas racionais”, analisa ele.

Evangelista afirma também que o negacionismo que estimula as ameaças é amplificado por veículos extremistas na internet que apoiam o governo. “São veículos predatórios que vivem de produzir sensacionalismo para esse público. É com esses veículos que o presidente se comunica quase todos os dias no cercadinho. Alguns desses canais chegam a ter 500 mil views em uma semana, e a maioria tem pelo menos algumas dezenas de milhares. Produzir desinformação científica alinhada à extrema direita virou um negócio atrativo”, alerta o pesquisador.

Diretor-executivo do Instituto Questão de Ciência, o advogado Paulo Almeida avalia, em conversa com o Metrópoles, que faltam aos cientistas mecanismos para reagir aos crescentes ataques. “Para responder, cobrar, ir à Justiça. Se um pesquisador ligado a uma universidade é processado pelo seu trabalho, ele mesmo tem que lidar com a defesa, pagar advogado”, exemplifica ele.

Almeida denuncia também um movimento de instrumentalização de órgãos de investigação pelo negacionismo. “O doutor Marcus Lacerda, por exemplo, foi alvo de procuradores radicalizados, um uso da máquina pública para perseguição ideológica, que ainda tem o efeito de armar a milícia digital de argumentos falsos para atacar a ciência”, continua ele, que cobra das entidades que representam os pesquisadores uma defesa mais enfática da categoria. “Precisa ter um pouco de comportamento de classe, senão vamos continuar sofrendo perseguição sem muita capacidade de reagir”.

Uma resposta

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) mantém um grupo de trabalho sobre direitos humanos, que, segundo a vice-presidente da entidade, Fernanda Sobral, finaliza um apelo pelo respeito à liberdade de expressão dos pesquisadores.

“Está havendo uma penalização do trabalho científico, dos professores e da própria prática de pesquisa”, afirma Fernanda Sobral. “Vemos isso de várias formas. Há monitoração da coleta de dados, há restrições à livre apresentação do objetos de pesquisa, como ocorreu com o doutor Ricardo Galvão”, exemplifica ela, lembrando da demissão em 2019 do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sob a acusação de simplesmente divulgar dados públicos sobre o aumento do desmatamento da Amazônia.

A representante dos cientistas diz que essa interdição a seu trabalho está sistematicamente obrigando pesquisadores a saírem do país. “Muitos cientistas estão tendo que se asilar. Verdadeiramente, esse é o termo. Porque são ameaçados, como foi o caso da Debora Diniz, da UnB.”

O poder público

O Metrópoles entrou em contato com órgão públicos para falar sobre possíveis ações para coibir ataques a quem produz ciência. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação não respondeu. O Ministério da Justiça e Segurança pública argumentou que não cabe ao órgão investigar.

A Polícia Federal respondeu que, “a princípio, as situações relatadas não parecem ser de atribuição da PF” e não informou se algum procedimento foi aberto.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas não respondeu sobre as investigações ao infectologista Marcus Lacerda.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. DUVIDO que algum CIENTISTA que não tenha um discurso socialista, que trabalhe com foco na PESQUISA e CIÊNCIA, exclusivamente, seja contestado! Agora uma cambada de Socialistas tristinhos, com muita grana querem ir embora?! A PORTA TÁ ABERTA!!!

  2. Tem gente que diz que Deus deve estar acima de tudo e de todos, mas não se comporta como um verdadeiro Cristão. A intolerância não é de Deus e nem a agressividade. No Brasil atual, muitos têm medo de falar o que pensam por medo da corrente do ódio.

  3. Todos os professores e cientistas negacionistas que usam seus estudos para somente informar que determinada ação não tem efeito , sem uma solução, pode partir do pais que não farão falta.
    Já vão tarde!!!!!!

  4. A falta de incentivo à pesquisa é o principal fator. Eu falo por experiência própria. Estou deixando o Brasil e vou trabalhar em uma universidade no exterior pois recebi incentivo para tocar minhas pesquisas. Amo meu país, mas a atual situação se tornou incontrolável.

  5. Eu vejo muita gente aqui criticando, e pelos comentários da pra perceber que nenhum sabe de nada sobre pesquisa científica e como, dependendo de quem você mexe, as coisas podem ser complicadas. Eu sou cientista, fiz uma pesquisa sobre um aditivo, de uma empresa química, colocado em alguns plásticos para acelerar a degradação desses materiais. Um ano de pesquisa depois, os resultados encontrados mostravam que esse aditivo não cumpria em nada o que a empresa prometia, ou seja a empresa estava mentindo desacaradamente. Só em pensar em publicar os resultados, já haviam inúmeras ameaças. Não precisa dizer que por medo, foi melhor esquecer que essa pesquisa um dia existiu. Pergunto? Tem esquerda e direita aqui? Ou o problema está em quem estar ganhando muito dinheiro e está vendo seus interesses ameaçados? Acham que é só no Brasil? Pesquisem a respeito da indústria por trás do açúcar… e como ela financia pesquisas para limpar a barra dela no mundo todo. Por último, leiam o mundo assombrado pelos demônios de Carl Sagan, para abrir um pouco a mente de quem nega a ciência.

  6. "Péra" aí: e só tem cientista de esquerda, PeTralha? Bolas, a direita também faz ciência muito bem. Os tais "cientistas" que estão indo embora devem ter muito dinheiro. Afinal morar no exterior não é tão barato assim. Se estão com medo alguma coisa e porque algo de errado estão fazendo.

    1. Antônio Turci: 🤔🤔🤔
      🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴
      🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴🐴

  7. Exemplos não faltam até comentando aqui, a que ponto chega a ignorância e estupidez dos seguidores da Famílicia. O pior é que alguns são " até esclarecidos. " O País está doente com um câncer se espalhando rapidamente, quanto antes este tumor foi extirpado, mais cedo voltaremos a ser uma sociedade.

  8. BG, é verdade que se a esquerda voltar ao poder, vamos ter disciplina de ideologia de gênero nas escolas?

  9. Poder, ganância e muito dinheiro envolvido. Quer mais o quê? Esse País não tem jeito senhores. É por isso que tenho outras bandeiras no meu domicílio e com certeza não…….é melhor não falar o que penso, pode alguém tá olhando e me prender. Acabou a livre expressão. É censura com força.

  10. O texto reproduzido pelo blog, é tendencioso nos exemplos. O maior e principal foi esquecido: um candidato à presidência sofreu, não uma ameaça, mas uma facada por um militante de esquerda simplesmente porque era de direita e liderava as pesquisas. Nem por isso ele abandonou o país.

  11. Mais um artigo tendencioso dessa grande mídia militante (de esquerda). Quem está sendo perseguido, desde antes de eleito (até atentaram contra sua vida), é exatamente o presidente Bolsonaro. Os abutres lhe cercam, atrás de suas "boquinhas" perdidas. Só isso.

    1. Parabéns Direita Honesta pelo seu comentário. Vejam o exemplo de Jean Willis que deixou o país dizendo sofrer perseguição, que perseguição?? A esquerda tem essa mania, porém ninguém quer ir pra Cuba ou pra Venezuela.

    2. Caligula muda de nome, mas as merdas que escreve são as mesmas. Que doença….

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Saúde

Saúde contrata seguro internacional para eventos adversos de vacinas da Pfizer e Janssen

O Ministério da Saúde contratou seguro privado internacional para cobrir eventos adversos das vacinas contra a covid-19 da Pfizer e da Janssen. Os avisos das contratações pelo Departamento de Logística da Pasta estão publicados em edição extra do Diário Oficial da União que circula nesta noite.

Segundo o texto, a empresa Newline Underwriting Management Limited está sendo contratada por meio do Lloyds Broker the Underwriting Exchange Limited para o seguro das duas vacinas. No caso da Janssen, o valor a ser pago pelo governo brasileiro é de R$ 4,305 milhões. Para a vacina da Pfizer, o seguro contratado tem o valor de R$ 5,991 milhões.

Na semana passada, o governo federal assinou dois contratos para a compra de 100 milhões de doses que serão fornecidas pela Pfizer/BioNTech e outros 38 milhões pela Janssen, do grupo Johnson & Johnson. As duas empresas tinham como exigência para a venda dos imunizantes ao Brasil que o governo assumisse a responsabilidade por eventuais efeitos adversos da vacinação.

Projeto de lei aprovado pelo Congresso no início de março para autorizar a compra de vacinas diretamente por Estados, municípios e pelo setor privado, superou esse obstáculo, autorizando todos os entes da federação, incluindo a União, a assumir, em contratos com fabricantes de imunizantes contra a covid-19, a responsabilidade civil por possíveis eventos adversos pós-vacinação.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Pelo valor das vacinas e importância das mesmas, um seguro barato. 10 milhoes de reais. Podia ter comprado essas vacinas desde setembro do ano passado.

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Saúde

Número de vacinados contra a covid-19 chega a 14,8 milhões, 7% da população

A quantidade de pessoas vacinadas contra a covid-19 com ao menos a primeira dose no Brasil chegou a 14.883.220 nesta sexta-feira, 26, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número representa 7,03% do total da população brasileira. Nas últimas 24 horas, 808.643 doses foram aplicadas.

Entre os 14,8 milhões, 4.640.586 pessoas receberam a segunda dose, o que representa 2,19% da população com a imunização completa. Nas últimas 24 horas, 124.955 pessoas receberam essa dose de reforço. Somadas as primeiras e segundas doses, o Brasil aplicou no último dia 933.598 doses, segundo dados fornecidos por 26 Estados.

O Amazonas é o Estado onde mais vacinas foram aplicadas em números proporcionais à população: 9,78% dos habitantes foram imunizados com ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa até aqui é a do Pará, com 4,12% da população local vacinada. Em números absolutos, São Paulo vacinou 4,1 milhões de pessoas, seguido pela Bahia (1,2 milhão) e Minas Gerais (1,1 milhão).

Nesta sexta-feira, 26, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o Instituto Butantan vai pedir autorização para iniciar os testes clínicos da Butanvac, uma possível nova vacina contra a covid-19. O objetivo é ter 40 milhões de doses prontas até o fim deste ano.

O início dos testes clínicos com a vacina produzida pelo Instituto Butantan deve ser em abril, mas só vai começar após aprovação da Anvisa. A vacina terá toda a produção realizada no Brasil e utilizará a mesma tecnologia usada na vacina da gripe, que já é feita pelo instituto. Se os resultados forem positivos, a meta é iniciar a vacinação da população já em julho.

Após o anúncio, o governo federal também informou que outros imunizantes nacionais estão em estágio avançado. Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, um deles, desenvolvido pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, aguarda apenas autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar a ser testado em humanos.

O ministro disse ainda que deve levar cerca de três meses para para concluir as fases 1 e 2 e depois há outro cronograma para a fase 3, quando o imunizante é testado em um número maior de pessoas. Na primeira fase, o novo imunizante deve ser aplicado em 360 voluntários.

Veja dados de vacinação por Estado
UF: Número de vacinados – 1a. dose (% de vacinados 1a. dose)
TOTAL: 14.883.220 (7,03%)
AM: 411.448 (9,78%)
MS: 260.443 (9,27%)
SP: 4.105.967 (8,87%)
BA: 1.277.909 (8,56%)
RS: 963.223 (8,43%)
PB: 324.939 (8,04%)
DF: 237.417 (7,77%)
CE: 653.713 (7,12%)
SC: 508.899 (7,02%)
PE: 668.535 (6,95%)
PR: 750.655 (6,52%)
ES: 262.743 (6,47%)
RN: 222.416 (6,29%)
SE: 145.582 (6,28%)
GO: 429.612 (6,04%)
AL: 200.962 (6,00%)
RR: 37.418 (5,93%)
PI: 192.181 (5,86%)
MG: 1.182.035 (5,55%)
RJ: 964.246 (5,55%)
AP: 46.118 (5,35%)
AC: 43.375 (4,85%)
MA: 335.459 (4,72%)
TO: 70.421 (4,43%)
MT: 152.440 (4,32%)
RO: 77.347 (4,31%)
PA: 357.717 (4,12%)

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Vejam que a vizinha Paraíba vacinou quase 2 vezes os números do RN, isso deixa claro o uso das mãos fúnebre da governadora. Temos que reagir a esse assassinato doloso por parte do governo do RN.

  2. Ótima publicação! Assim podemos ter a perspectiva real de vacinação em termos relativos (percentual de imunizados) no Brasil e por Estado…

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Saúde

Casos sextuplicam entre adultos jovens e Fiocruz vê ‘rejuvenescimento’ da pandemia no Brasil

O Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disse nesta sexta-feira, 26, que os dados mais recentes apontam para um aumento de casos entre adultos jovens, movimento chamado de “rejuvenescimento” da pandemia pelos especialistas. A instituição diz que um dos efeitos dessa mudança é a contribuição para manutenção do cenário crítico na ocupação de leitos hospitalares.

A maior presença de jovens internados em hospitais é um fenômeno relatado por profissionais de saúde de diferentes regiões. O boletim da Fiocruz desta semana traduz essa impressão em números. Usando dados relativos a síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), que inclui majoritariamente casos de covid-19, a instituição disse ter observado um crescimento nos casos envolvendo adultos jovens ainda mais acentuado do que a média geral.

Na comparação da primeira semana epidemiológica do ano com a décima semana (7 a 13 de março), o número de casos cresceu 316%. Mas entre as faixas etárias de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos o crescimento foi de 565%, 626% e 525%, respectivamente. Ou seja, mais do que sextuplicaram. No caso dos óbitos, o movimento é menos expressivo, mas ainda presente. A alta total de mortes foi de 223%, mas no caso das faixas de 30 a 39, 40 a 49 e 50 a 59 o incremento foi de 353%, 419% e 317%, respectivamente.

Os especialistas explicam que um dos efeitos do rejuvenescimento da pandemia está ligado a ocupação de leitos. “Por se tratar de população com menos comorbidades – e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, frequentemente há um maior tempo de permanência na internação em terapia intensiva. De fato, a média da idade de pacientes internados vem diminuindo progressivamente. A média da idade dos casos na semana 1 de 2021 foi de 62 anos e de óbitos foi de 71 anos. Os dados mostram que na semana epidemiológica 10, os valores foram 58 anos para casos novos e 66 anos para óbitos.”

O observatório continua monitorando a taxa de ocupação de leitos de UTI no País. Nesta semana, o diagnóstico aponta que 24 Estados e o Distrito Federal registram taxas iguais ou superiores a 80% de ocupação, dezessete dos quais têm taxas maiores que 90%. Estão fora do patamar crítico o Amazonas, com ocupação de 79%, e Roraima, 64%. Entre as capitais, dezenove estão com taxas maiores que 90%.

Diante do cenário, os especialistas reforçam a defesa da adoção de dois grupos de medidas: 1) medidas urgentes, que envolvem a contenção da taxa de transmissão por meio de lockdown acompanhado de ampliação da oferta de leitos e prevenção ao desabastecimento de medicamentos e insumos; 2) medidas de mitigação, como ampliar a disponibilidade de máscaras e realizar campanhas para fortalecer o distanciamento social, com objetivo de reduzir a velocidade da propagação.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Parabéns aos canalhas "vermelhos", que negam leitos hospitalares ao povo (e desviam os recursos enviados pelo governo federal para uso na saúde), negam o tratamento precoce que vem se confirmando eficaz em todo o mundo , e estão destruindo empresas e empregos, arruinando a economia do país, com "lockdowns" sem qualquer comprovação científica de eficácia. De quebra, estão acabando com a liberdade das pessoas, de forma ditatorial. E ainda contam com a defesa de energúmenos "lambe-botas". Os pixulecos vão acabar, imbecis. Criem juízo.

  2. Enquanto isso a China de Xi Ji Ping rindo da cara mundo em cima de PIB positivo e em crescimento. As últimas sanções de UE e EUA demonstram que provavelmente as inteligências desses países já concluiu que o vírus foi fabricado em laboratório.

  3. Parabéns ao MINTO que pelo seu negacionismo de não querer apostar em vacinas e inépcia propiciou o atual caos que estamos vivendo na saúde…

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Mundo

Menina de 9 anos morre ao tentar cruzar fronteira com os EUA

Uma menina mexicana de nove anos morreu ao tentar cruzar a fronteira pelo vale do rio Grande, no Texas, onde os Estados Unidos e o México são separados por água e áreas florestais. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (26) pelo Serviço de Alfândega e Proteção das Fronteiras (CBP, na sigla em inglês).

A criança, que não teve sua identidade revelada, foi encontrada no último sábado (20), com a mãe, que é guatemalteca, e um irmão de três anos, também mexicano. Eles estavam inconscientes em uma ilha no lado do rio que pertence ao México. “Os agentes encontraram os indivíduos e imediatamente começaram a administrar os primeiros socorros durante o transporte dos imigrantes para a costa”, diz a nota do CBP. A mãe e o menino recuperaram a consciência, mas a menina, que foi levada pelos bombeiros a um serviço de emergência na cidade próxima de Eagle Pass, não sobreviveu.

Segundo o órgão, desde 1º de outubro, mais de 500 pessoas foram resgatadas tentando cruzar a fronteira ilegalmente apenas na cidade sulista. O governo de Joe Biden enfrenta críticas em relação à grave crise migratória no, com o maior aumento de migrantes dos últimos 20 anos em sua fronteira com o México. E o número de crianças desacompanhadas detidas na divisa tem disparado.

Cerca de 9.400 menores estão entre os detidos e expulsos no mês passado, ainda segundo dados do CBP. Se considerados os números de outubro a fevereiro, o total é de quase 30 mil crianças e adolescentes. Os centros de acolhimento de crianças, tanto os administrados pelo CBP ou pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês), estão superlotados.

Na terça (23), o governo divulgou imagens internas de um centro de detenção de imigrantes em Donna, no Texas, após críticas de descontrole na fronteira e restrições ao acesso da imprensa para acompanhar o trabalho das patrulhas. A divulgação das imagens pelo governo foi feita um dia após o site de notícias Axios revelar fotos internas do mesmo centro em Donna, mostrando condições de superlotação e improviso das instalações.

Nas imagens, é possível ver tendas com capacidade para 260 pessoas com lotação de até 400, sem respeitar o distanciamento social exigido pela pandemia do coronavírus.

Nesta sexta, duas delegações de legisladores, uma democrata e outra republicana, visitaram diferentes partes da fronteira. Em Donna, o senador Ted Cruz, usando um boné com a bandeira do estado, criticou a gestão do democrata. “O que está acontecendo é desumano”, disse. O também senador republicano pelo Texas John Cornyn afirmou que os agentes de fronteira e oficiais de saúde “estão sobrecarregados”.

A cerca de 320 km de distância, em Carrizo Springs, também no estado sulista, os democratas visitaram outro centro. A deputada Ilhan Omar, que chegou aos Estados Unidos como refugiada da Somália quando criança, disse que a situação dos menores lembrou sua própria trajetória. “Eu também fui uma menina que, como esses menores, fugiu de uma violência inconcebível”, afirmou.

Questionado sobre os problemas de imigração em sua primeira entrevista coletiva na quinta (25), Biden admitiu que “não há resposta fácil” e disse que é “totalmente inaceitável” ter crianças detidas por mais tempo do que a lei americana permite e em condições inapropriadas.

O presidente afirmou que “está trabalhando” para tirar os menores dos centros de detenção o mais rapidamente possível, com segurança, mas sem dar detalhes sobre a operação. “As únicas pessoas que não vamos deixar ficar sentadas sozinhas do outro lado do rio Grande, sem ajuda, são crianças”, disse.

FOLHAPRESS

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Saúde

Governo Bolsonaro pede ao STF para que policiais tenham prioridade na vacinação igual a trabalhadores de saúde

A Advocacia-Geral da União solicitou ao ministro do STF Ricardo Lewandowski que autorize a priorização da vacinação contra a Covid-19 de profissionais de segurança pública, colocando-os na mesma ordem de prioridade de trabalhadores da saúde.

O pedido é um reforço a demandas dos ministérios da Justiça, da Saúde e de governadores. A AGU pede que os profissionais de segurança sejam atendidos ao menos na mesma etapa que presos e trabalhadores do sistema carcerário.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O jogo de xadrez continua . Muitos não entendem , mas a hora do xeque-mate ainda chegará para a esquerda deste país.
    General Heleno é o escudeiro de Bolsonaro.

  2. O STF é quem diz se pode ou não? Isso é uma decisão administrativa do poder público. Absurdo.

    1. Governo incompetente… Não decide nada, tudo tem que pedir a benção ao STF, o executivo decide o que é prioridade, quem não gostar que conteste. FORABOZO 2022

  3. Pegadinha pra cima do Ministro. Quem define as prioridades que eu saiba é o governo. Plano Nacional de Vacinação. Ministerio Saúde.

  4. Precisa pedir ao STF? Quem governa esse país é o STF mesmo e nós estamos lascados por causa disso!
    O presidente não manda em nada, é uma rainha da Inglaterra.

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Economia

Equipe econômica avalia que Orçamento aprovado pelo Congresso é inexequível

Ao turbinar emendas parlamentares e cortar despesas obrigatórias, o Congresso aprovou um Orçamento para 2021 que, na avaliação da equipe econômica, é inexequível. Para cumprir o teto de gastos, o governo teria que fazer um congelamento orçamentário que paralisaria a máquina pública. O teto de gastos é uma regra aprovada pelo Congresso em 2016 para controlar as contas públicas. A norma constitucional impede que as despesas cresçam acima da inflação.

O contingenciamento orçamentário, que pode ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões, precisaria ser nas chamadas despesas discricionárias, que englobam gastos com energia elétrica, água, terceirizados e materiais administrativos, além de investimentos em infraestrutura, bolsas de estudo e emissão de passaportes, por exemplo. Um corte desse volume poderia interromper a prestação de alguns serviços públicos, segundo membros da equipe do ministro Paulo Guedes (Economia).

Por isso, a estratégia é tentar convencer parlamentares a trocarem a destinação de suas emendas, por exemplo, saindo de uma obra e passando a bancar um gasto obrigatório, como pagamento de aposentadorias e benefícios sociais, ou custeio da máquina pública. Emenda parlamentar é a forma de um congressista colocar sua digital numa verba para projetos na base eleitoral.

As despesas obrigatórias não podem ser congeladas para viabilizar o cumprimento do teto de gastos. Além disso, a previsão para esse grupo já está subestimada. Ou seja, o governo precisa achar mais dinheiro para evitar uma interrupção no calendário desses pagamentos.

Abono salarial e seguro-desemprego, para Previdência Social (que paga aposentadoria, pensões e benefícios como auxílio doença) e subsídios para agricultura familiar. O projeto seguiu para sanção presidencial.

A tesourada permitiu que o volume de emendas parlamentares subisse de cerca de R$ 22 bilhões para R$ 48,8 bilhões.

A estratégia da equipe de Guedes —usar emendas para bancar despesa obrigatória— deve enfrentar resistência no Congresso. O problema é que essa verba com digital dos parlamentares foi negociada inclusive por interlocutores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para destravar a aprovação do Orçamento de 2021, o que ocorreu com quase três meses de atraso.

Essas emendas dão ganhos políticos para deputados e senadores, de olho nas eleições de 2022. Esse capital eleitoral também atrai o governo, pois, com o desenrolar das obras, a avaliação de Bolsonaro tende a ser mais positiva.

Segundo membros da equipe econômica, para não deixar o teto de gastos estourar, será necessário inclusive contingenciar parte das emendas parlamentares, além de reverter o corte nas despesas obrigatórias.

Membros da equipe econômica avaliam que, sem as mudanças no Orçamento, os gastos para funcionamento da máquina pública ficariam bem abaixo de R$ 80 bilhões —patamar considerado mínimo.

Em 2019, por exemplo, o governo iniciou o ano com autorização para gastar cerca de R$ 130 bilhões com essas despesas não obrigatórias. O fraco desempenho da economia e a frustração nas receitas, porém, levaram a cortes nas verbas de ministérios, levando a cifra a um nível pouco abaixo de R$ 100 bilhões.

Com esse valor, a gestão pública já começou a ser afetada. Treinamentos, viagens e grupos de investigação da Polícia Federal sofreram restrições. Bolsas de estudos foram cortadas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Para economizar despesas, o Exército autorizou corte de expediente de trabalho.

O esmagamento das despesas discricionárias nos últimos anos foi provocado também pelo crescimento dos gastos obrigatórios da União, que não param de subir desde 2014. A fatia obrigatória atualmente é de cerca de 95% do Orçamento. O discurso a ser usado pela equipe econômica é que, apesar de o Congresso ter agravado o problema do Orçamento em 2021, os parlamentares também serão parte da solução para que os serviços públicos sejam prestados até o fim do ano.

Por ora, a aprovação do projeto libera o governo de amarras nos gastos. Com o atraso na análise das contas de 2021 pelo Congresso, o Orçamento do governo vem operando em uma espécie de piloto automático há quase três meses. A legislação define que a liberação de recursos deve ser restrita até que haja a aprovação definitiva pelos deputados e senadores.

A sanção do Orçamento vai permitir, por exemplo, que o governo antecipe para abril o início do pagamento da primeira parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Mas o cenário traçado para os próximos meses pela equipe de Guedes é bastante negativo com o formato atual do Orçamento.

Alguns técnicos defendem que o TCU (Tribunal de Contas da União) faça uma rápida análise do texto aprovado pelo Congresso, reforçando que a versão que saiu do Congresso é inviável. Outros acreditam que, por pressão, os parlamentares vão ceder e desistir de enviar dinheiro para obras diante da perspectiva de paralisação da máquina pública.

O governo conta com instrumentos para ajustar o Orçamento mesmo após a sanção. Para valores elevados, são usados projetos de lei que precisam passar pelo plenário conjunto do Congresso (Câmara e Senado) e podem remanejar verbas públicas previstas para o ano. Portanto, é possível que para cumprir o teto de gastos neste ano, o governo tenha que enfrentar mais uma votação no Legislativo.

GOVERNO PRECISA DE AJUSTE NO ORÇAMENTO PARA IMPEDIR PARALISAÇÃO DA MÁQUINA PÚBLICA:
– R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões é o cálculo preliminar do corte nas despesas
– Medida é necessária para cumprimento do teto de gastos
– Contingenciamento se dá nas despesas discricionárias, de custeio da máquina pública
– Esse grupo de despesa cairia para patamar bem abaixo de R$ 80 bilhões, patamar mínimo
– Ideia é convencer parlamentares a usarem emendas para bancar despesas de custeio
– Ala política do governo permitiu que emendas parlamentares no Orçamento de 2021 chegassem a R$ 48,8 bilhões, grande parte para obras e ações em bases eleitorais

FOLHAPRESS

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E ai, bora correr?

“Foram 12 meses à mercê da sorte e das reservas que já se esgotaram. Dos setores produtivos, o segmento de eventos está entre os mais afetados e seguimos sem perspectivas”

Por Breno Perruci / @eaiboracorrer

As palavras do título são de Stênio Bezerra, sócio proprietário da Hisports, uma das principais empresas promotoras de corridas de rua e eventos esportivos do Rio Grande do Norte. Ele se refere ao momento vivido pelo setor diante do impacto da pandemia mundial do Coronavírus. Desde o dia 17 de março de 2020, data da publicação do primeiro decreto estadual com as primeiras medidas restritivas e algumas proibições, o segmento vem acumulando uma série de impactos negativos e sucessivas perdas.

“Estamos vivenciando dias extremamente delicados. Nossas perdas são inúmeras e atingem uma cadeia gigante que abastece todo o país, que vai desde os fornecedores de medalhas, camisas, frutas, chip, número de peito, staffs, enfim, é muita gente. Eu sei de muitos fornecedores que quebraram e essa conta continuará sendo mesmo quando os eventos voltarem porque todos os custos subiram muito, como por exemplo de camisas e medalhas. Será impossível segurarmos os preços quando voltarmos. Até nisso nós ainda vamos sofrer”, reforça Stênio.

Durante o segundo semestre de 2020, a Hisports, ainda conseguiu realizar alguns poucos eventos em Natal e no interior, o que financeiramente não supriu a rombo deixado pelos meses passados e especialmente os seguintes, quando as proibições voltaram. A Grande reclamação da classe é relação à postura dos gestores, que segundo os empresários, decretam os fechamentos e por outro lado não oferecem nenhum tipo de contrapartida.

“Tanto o Governo do Estado, quanto a Prefeitura, nos cortam o poder de produzir e enquanto isso nós temos que seguir abastecendo os cofres pagando nossos impostos. Eles nem nos nenhuma opção, sequer alternativa de trabalhar com protocolos. E eu não vou dizer todos, mas eu não tenho dúvidas que existem sim alguns tipos de eventos esportivos que podem ser realizados dentro de uma segurança biosanitária baseada em procedimentos rígidos. A verdade é que temos gestores sem sensibilidade, burocratas e que não entendem a importância do esporte como caminho para melhorar a saúde das pessoas”, finaliza.

Outra empresa, mesmo drama

Além da Hisports, também conversei com representantes da HC Sports, outra entre as principais do ramo no RN. Trata-se de mais um caso claro entre empresas de produção de eventos que precisou se adequar e lutar para não fechar as portas em um cenário de verdadeiro caos. Dos mais de 15 eventos anuais que a HC realiza, nos últimos 12 meses apenas um pôde ser executado. Diante do cenário sufocante, a empresa elaborou um estudo para avaliar os impactos durante e pós pandemia, bem como alternativas de driblar a crise no intuito de permanecer viva.

“Fechamos nosso escritório pela primeira vez em 17 de março do ano passado, paralisando as atividades internas e deixando todos os nossos seis funcionários trabalhando de casa. Inicialmente não imaginávamos que esse período passaria de 30 dias e como não tínhamos eventos para março e abril, achávamos que teríamos tempo para que os problemas fossem sanados e as atividades retornassem ao normal. Perspectiva que não se confirmou e marcou nosso primeiro erro estratégico: o de não encerrar e/ou suspender contratos de trabalho de funcionários e empresas terceirizadas. Somando os terceirizados temos um total 16 funcionários entre: publicitários, jornalistas, empresas de estrutura e produtora de vídeo” destaca Gabriel Negreiros, um dos sócios proprietários da HC Sports.

O Pandemia do Covid-19 mudou drasticamente o setor e a forma como as empresas trabalham. O retorno ainda é uma incógnita e entender como se dará essa volta é fundamental. Dentro do estudo elaborado pela HC, vários questionamentos ainda seguem como tabus. Como seguir o trabalho sem uma perspectiva de retorno? Como planejar, antever, preparar e estabelecer novas condutas sem nenhum prognóstico de futuro? Para Gabriel, também é preciso defender a prática de atividade física como um aliado no fortalecimento da imunidade da população.

“Se os gestores tiverem essa visão, facilita o entendimento que competições esportivas se enquadram num modelo diferente de evento, como uma balada, por exemplo. Em janeiro último, demos uma demonstração que isso é possível, quando realizamos Festival Pé na Praia, na orla de Ponta Negra e Via Costeira. A competição se deu com protocolos estabelecidos em parceria com os órgãos competentes e a Prefeitura do Natal. Em espaço aberto, público reduzido e uma série de medidas que promoviam o distanciamento entre os atletas. Financeiramente não foi bom, mas a experiência foi fundamental. A prova foi fiscalizada e aprovada pela Prefeitura”, ressalta.

Corridas de rua em números

Em dados fornecidos pela ABRACEO – Associação Brasileira de Corridas de Rua e Esportes Outdoor, as atividades deste setor movimentaram em 2018 mais de 3,1 bilhão de reais em inscrições, patrocínios, venda de produtos personalizados, serviços de saúde, entre outros. A estimativa do SEBRAE, que colaborou com o estudo, esse mercado cresceria cerca de 75% até o final de 2021. A Abraceo ainda divulga que em 2018 foram realizados mais de 7 mil eventos no Brasil, chegando a movimentar mais de 5 milhões entre os inscritos. Existem aproximadamente 500 empresas organizadoras empregando cerca de 200 mil pessoas no ramo.

Opinião dos leitores

  1. O desgoverno dessa incompetente ecinepta está destruindo o RN. Como ficará esse estado depois dessa pandemia? O que sobrará DE BOM por aqui? Seremos uma Venezuela brasileira?

  2. Na Austrália onde houve DIVERSOS lockdowns (essas coisas que comunistas e petistas gostam talkei!) e apostaram em rastreio dos doentes, já há shows em ambiente fechado e até estádios lotados (70 mil espectadores) e SEM necessidade de usar máscaras mais! Essa é a diferença de gestão de crise que um governo pode ter em relação a uma pandemia! Já aqui, tivemos um presidente inepto e negacionista que negou máscaras, vacinas e propicia e propiciava aglomeração durante a pandemia e ainda hoje combate medidas de restrição de circulação! Desse jeito, só teremos eventos em 2022 e olhe lá!

    1. Verdade “Manoel F”, ele não mudou nada, ta caladinho agora com medo de cair por causa da sua irresponsabilidade, e incompetência. Quem está mandando agora é o CENTRÃO, ele está se equilibrando pra não cair. Fez o que tantos outros fizeram se rendeu avelha política, que tanto se vangloriava que não faria, e vez pra sobreviver(Mitoooo…).Enquanto isso, alguns, justificando, porque o governo federal mandou dinheiro pode lavar as mãos e criar a narrativa que a culpa é só de prefeitos e governadores. Cada um tem sua parcela de culpa, mas o governo central do Brasil (o governo federal) é o mais culpado. Até o congresso foi omisso, e demorou a agir e como os números da pandemia está subindo, causando um desgaste político e até um constrangimento internacional, estão tomando as rédeas desde desgoverno.

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Política

Lula e Lava Jato usam argumentos parecidos no STF, mas em direções opostas

Em um ponto argumentos da força-tarefa da Lava Jato e da defesa do ex-presidente Lula parecem convergir: o uso de arquivo eletrônico como prova não pode ocorrer se não houver garantias amplas de que ele não foi adulterado ou editado. Depende, porém, de qual arquivo eletrônico se estiver falando.

Se for o pacote com mensagens hackeadas do celular do procurador Deltan Dallagnol, os advogados de Lula não levam esse fator em consideração, mas a força-tarefa, sim. Já se o tema da discussão for os dados dos sistemas eletrônicos de contabilidade de propinas da Odebrecht, anexados como prova em Curitiba, os papéis se invertem: Lula acha que o arquivo pode ter sido violado, enquanto os procuradores rechaçam a hipótese.

Os debates no Judiciário sobre a integridade desses dois conjuntos de provas ao mesmo tempo opõem e aproximam os dois adversários mais ferrenhos da operação deflagrada no Paraná.

Curiosamente, tanto a validade como prova dos sistemas da Odebrecht quanto a das mensagens estão sendo motivo de debates no Supremo Tribunal Federal em uma mesma reclamação (tipo de recurso apresentado diretamente à corte), na qual o relator é o ministro Ricardo Lewandowski.

A defesa de Lula até anexou diálogos dos procuradores para reforçar sua hipótese de que pode ter havido violação ao sistema eletrônico da empreiteira. No caso dos arquivos da Odebrecht e também no pacote de mensagens no aplicativo Telegram as partes questionam a chamada “cadeia de custódia” desses arquivos.

A cadeia de custódia é o histórico documentado de armazenamento, manuseio e transferência de provas, que atesta que os elementos apresentados foram devidamente preservados. A defesa do ex-presidente tenta desqualificar o sistema de pagamentos da Odebrecht para enfraquecer a tese acusatória em uma ação penal na qual ele é acusado de receber como propina um terreno em São Paulo onde funcionaria a sede do Instituto Lula.

Esse processo tramita em Curitiba desde 2016, sem definição. Ordem do ministro do Supremo Edson Fachin, que anulou sentenças no último dia 8, estabelece que esse caso precisará voltar a tramitar desde seu início na Justiça Federal no DF. A decisão de Fachin será julgada pelo plenário do Supremo no próximo dia 14. “No que tange à cadeia de custódia, os documentos apresentados [pelo Ministério Público] são completamente insuficientes para confirmar que os elementos apreendidos pelas autoridades estrangeiras são exatamente os mesmos analisados pelos peritos da Polícia Federal”, escreveram os advogados de Lula em petição no fim do ano passado.

Já em relação às mensagens hackeadas, dois advogados contratados por Deltan e outros seis procuradores que integraram a força-tarefa disseram em petição, também no Supremo, em fevereiro: “Não houve qualquer demonstração de integridade/autenticidade dos materiais, nem de sua cadeia de custódia, sendo certo, portanto, que tais arquivos, por não terem sido periciados anteriormente à apreensão, são completamente desprezíveis do ponto de vista jurídico”.

Procuradas pela Folha, a defesa de Lula e a força-tarefa rechaçaram semelhanças entre as duas situações.

Até agora, a defesa de Lula tem tido mais vitórias nesses dois embates. Após decisão do STF, os advogados do petista conseguiram acessar em janeiro o arquivo eletrônico das mensagens hackeadas em 2019 no celular de Deltan e tem trazido a público mais detalhes das conversas que indicam colaboração do ex-juiz Sergio Moro com os investigadores.

A ordem foi expedida por Lewandowski, que determinou o compartilhamento com Lula das mensagens que lhe dissessem respeito, direta ou indiretamente, e que tinham sido apreendidas na Operação Spoofing, que investigou e prendeu os suspeitos de hackear celulares de autoridades. Na decisão, o ministro citou o direito do ex-presidente à ampla defesa e disse ver verossimilhança em seus argumentos.

O direito de Lula de acessar esses arquivos foi mantido em sessão da Segunda Turma da corte no dia 9 de fevereiro, com os votos favoráveis de mais três ministros. A defesa dos procuradores afirmou ao Supremo que não há como atestar que o material apreendido com os hackers corresponde àquilo que foi digitado por eles no aplicativo Telegram e que eventual perícia seria perda de tempo.

Parte dessas mensagens foi obtida primeiramente pelo site The Intercept Brasil e teve seu teor publicado posteriormente também por outros veículos de imprensa, como a Folha. Ao longo de dezenas de reportagens, nunca foi constatado nenhum indício de adulteração ou de edição no conteúdo dos diálogos. Já em relação aos arquivos eletrônicos da Odebrecht, os procuradores afirmam que houve um “alentado trabalho pericial” da PF que assegurou a idoneidade desse material na ação penal que envolve Lula e a empreiteira.

O ex-presidente, no entanto, contratou uma perícia particular que, diz, “indicou claramente, a quebra da cadeia de custódia das mídias onde estariam acauteladas cópias dos ‘sistemas’ da Odebrecht”. Lewandowski também levou em conta essa argumentação do petista e determinou no ano passado que a defesa do ex-presidente tivesse total acesso aos arquivos do acordo de colaboração da Odebrecht, o que inclui os dados dos sistemas de pagamentos guardados pela Polícia Federal.

Em sessão no Supremo em fevereiro, o ministro leu trechos de diálogos de procuradores, hackeados em 2019, e citou uma menção a suposto transporte do material em sacolas de supermercado. Para ele, isso reforça que os arquivos da empreiteira foram manuseados sem os devidos cuidados, em linha com o que diz a defesa.

O argumento da falta de confiabilidade como prova desses registros contábeis da empreiteira foi repetido na Justiça Eleitoral de São Paulo pela defesa do ex-governador tucano Geraldo Alckmin, que se tornou réu no ano passado em ação sobre suposto caixa dois pago pela empreiteira nas eleições de 2010 e 2014.

ADVOGADO DIZ QUE ARQUIVO FOI ‘MEXIDO’; PROCURADORA RECHAÇA COMPARAÇÃO

Procurada pela Folha, a defesa do ex-presidente Lula disse que questiona a quebra da cadeia de custódia dos sistemas da Odebrecht desde 2017 “com base em fatos revelados ao longo do processo”. “Peritos da Polícia Federal também reconheceram durante reunião com o perito Claudio Wagner, constituído pela defesa do ex-presidente Lula, que foi gravada com a ciência e a anuência de todos os presentes, que o arquivo foi ‘mexido’ antes de ter sido entregue à ‘Lava Jato'”, disse o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o petista.

Ele afirmou ainda que as cópias dos sistemas no Brasil “jamais foram comparadas com a via original que está na Suíça”. Já sobre as mensagens dos procuradores, Zanin disse que se trata de um material íntegro, “obtido pela Polícia Federal diretamente com a pessoa que admitiu ter feito o hackeamento e cujo conteúdo já foi confirmado por procuradores, por peritos, apresentadores de TV que foram referidos nos diálogos, além de diversos jornalistas, inclusive da Folha de S.Paulo, que analisaram os documentos”.

A reportagem também ouviu a força-tarefa, que disse que o “debate sobre cadeia de custódia nessas duas situações não é comparável”, por várias razões. “Ainda que o uso da expressão ‘cadeia de custódia’ de arquivos eletrônicos possa dar a impressão que se trata de questões semelhantes, há, na verdade, realidades opostas. A defesa do ex-presidente tenta desqualificar prova regularmente produzida por autoridades, dentro de autos públicos, submetida à ampla defesa e ao contraditório”, disseram os procuradores, em nota à Folha.

Já as mensagens, afirmam eles, são provas ilícitas porque “não foram obtidas por autoridades junto ao aplicativo Telegram ou no bojo de procedimentos legais”. “Ao contrário, foram obtidas por terceiros, hackers que incluem confesso estelionatário, contumaz violador de normas penais, com interesses ocultos.”

No comunicado, os procuradores também listaram o histórico de extração dos dados dos sistemas Drousys e MyWebDay, da Odebrecht, e disseram que a Polícia Federal “fez meticulosa análise em extenso laudo que confirmou a integridade” dos arquivos. Também mencionaram avaliação feita pela Procuradoria-Geral da República.

FOLHAPRESS

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Saúde

Casos de Covid entre pessoas de 30 a 39 anos cresce 565% em 2021, diz Fiocruz


Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou em boletim divulgado nesta sexta-feira (25) que os dados mais recentes da evolução dos casos de Covid-19 no Brasil apontam para o aumento dos casos da doença entre os mais jovens.

“O país se encontra em uma situação de colapso do sistema de saúde, ao mesmo tempo que a pandemia vem ganhando novos contornos afetando faixas etárias mais jovens: 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos”, aponta a Fiocruz.

O avanço foi verificado pelos pesquisadores nos dados semanais divulgados pelo ministério desde o começo do ano até o dia 13 de março. O aumento de casos foi de, respectivamente, 565,08% (30 a 39 anos), 626% (40 a 49 anos) e 525,93% (50 a 59 anos).

Foi sobretudo a explosão dos casos entre os adultos – e não de mortes – que levou os pesquisadores falarem em “novo contorno” e rejuvenescimento da pandemia.

“A concentração de casos nas idades mais avançadas tem reduzido, se deslocando para idades mais jovens.” – boletim da Fiocuz.

Os pesquisadores apontam que, desde o início da segunda onda, na Semana Epidemiológica 46, que compreende o período de 8 a 14 de novembro de 2020, foi observado um aumento de procura de pacientes jovens sintomáticos nos serviços de saúde.

“Este aumento foi maior que o verificado nas demais faixas etárias”, aponta a Fiocruz.

“A investigação chama atenção para o deslocamento da incidência para faixas mais jovens e a manutenção da mortalidade concentrada em faixas mais velhas. Esta mudança ainda é inicial e contribui para o cenário crítico da ocupação dos leitos hospitalares” – Boletim da Fiocruz.

Aumento de mortes é inferior

Segundo o boletim, ao comparar a Semana Epidemiológica 1 de 2021 e a 10 (7 a 13 de março) foi verificado um aumento absoluto de casos em 316,88%.

“No entanto, ao analisar as faixas etárias de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos, os pesquisadores observaram um aumento de casos de, respectivamente, 565,08%, 626% e 525,93% – o que sugere um deslocamento para as faixas etárias mais jovens”, analisa a Fiocruz.

Apesar disso, para as mortes, no entanto, a relação não segue os mesmos percentuais: o aumento, para este mesmo período, foi de 223,10%. A faixa de 30 a 39 anos teve aumento de 352,62% e houve incremento de 419,23% para a faixa de 40 a 49 anos e de 317,08% para a faixa de 50 a 59 anos.

“A média da idade de pacientes internados vem diminuindo progressivamente. A média da idade dos casos na semana 1 de 2021 foi de 62 anos e de óbitos foi de 71 anos. Os dados mostram que na semana epidemiológica 10, os valores foram 58 anos para casos novos e 66 anos para óbitos. Esta tendência também vem sendo observada em outros países, sempre que comparados os dados de primeira e segunda onda da pandemia”, aponta a Fiocruz.

G1

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