Cidades

Prefeito de Canguaretama doa salário para vítimas das enchentes de Baía Formosa

O município de Baía Formosa sofreu com a enchente que aconteceu em decorrência das fortes chuvas nesta última sexta-feira (26), resultando em famílias desabrigadas e perdas de utensílios das suas residências. A tragédia fez com o prefeito da cidade vizinha, Wellinson Ribeiro, de Canguaretama, doasse todo o seu salário do mês de fevereiro, no valor de R$ 21.000,00, para os moradores prejudicados. A ação ocorreu por meio de uma visita ao município neste domingo (28).

As chuvas alagaram ruas e casas no centro da cidade. Além disso, também foi registrado uma queda de energia. Foram 128 milímetros de água em 6 horas, durante a madrugada e a manhã da última sexta-feira, de acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

“Não há como ter um atitude ao ver familiares da cidade vizinha desabrigados com a enchente e perderem seus móveis, muitos quase perderam tudo de sua casas. O mínimo que decidi fazer foi doar meu salário de fevereiro para os amigos da cidade irmã, para que seja minimizado o problema. É a hora de juntos fazermos algo, que poderia ter acontecido conosco”, conta o prefeito Wellinson Ribeiro.

O vereador Netto Cavalcante, do Cidadania, fez o agradecimento. “Muitas famílias desabrigadas, famílias que perderam tudo e o prefeito, Wellinson Ribeiro, teve a solidariedade e um gesto muito nobre de vir doar o seu salário para ajudar a estas famílias. Desde já Baía Formosa agradece por uma atitude de solidariedade com o nosso povo”, disse.

A prefeita de Baía Formosa, Camila Veras de Melo Cavalcanti (Republicanos), acompanhada do seu pai e ex-prefeito do município, Nivaldo Melo, também se solidarizaram e decidiram repetir a atitude de Wellinson ao fazer doações como pessoa física, além de garantir todo o apoio público da gestão com novos auxílios aos moradores da cidade atingida.

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. Louvável a atitude do prefeito, só o que mesmo deveria lembrar que o salário dos servidores da Saúde do mês de Dezembro, deixado pela gestão anterior não foi pago aos servidores. Enfermeiros, fisioterapeuta dentre outros, que trabalharam durante a pandemia até hj que é março estão aguardando o prefeito Welinson Ribeiro pagar.

  2. Rapaz, votei em Camila, mas, infelizmente ela começou fraca e continua sem atitude de prefeita, na verdade quem manda é o pai. Vamos acompanhar!

    1. Ela só tomou uma atitude depois do exemplo do Prefeito de Canguaretama. Parabéns pela atitude de amor ao próximo! Ela só soube destruir a obra da praça.

  3. Muito louvável a atitude do prefeito de Canguaretama. Parabéns a ele e todos os envolvido na ação.

  4. A prefeita Camila deveria tbm reconstruir do seu próprio bolso a praça que ela junto com seus vereadores destruíram.

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Saúde

Sem ação, em duas semanas Brasil viverá cenário de guerra, dizem especialistas

“Vamos ter pessoas morrendo em casa ou morrendo na porta dos hospitais, porque não vamos ter onde interná-las. Vamos ter um cenário de guerra”, avalia Thaís Guimarães, médica infectologista e presidente da Comissão de Infectologia do Hospital das Clínicas. A análise ocorre no momento de maior recrudescimento da segunda onda da pandemia do novo coronavírus no país, em meio ao temor de um colapso no sistema público de saúde. O Brasil registrou na quinta-feira (25) o segundo maior número diário de mortes desde o início da pandemia, ao todo foram 1.541 óbitos por Covid-19 contabilizados em um período de 24h.

Em meio à crise da saúde pública, que ocorre nas cinco regiões do país, a CNN ouviu especialistas sobre as previsões para as próximas semanas epidemiológicas. “O cenário da pandemia para as próximas semanas se revela dramático. O que foi vivenciado em Manaus é o que devemos ter no resto do país nas próximas semanas”, diz Raquel Stucchi, professora da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Segundo a especialista, a alta transmissão da Covid-19 é um dos principais fatores responsáveis pelo agravamento da pandemia, assim como o deslocamento da faixa de idade dos pacientes internados para abaixo dos 50 anos — grupo que tende a aglomerar, em especial os jovens.

Para a professora de epidemiologia Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), as variantes da Covid-19 em circulação no país tendem a aumentar o índice de contaminação nas próximas semanas, principalmente quando combinadas com as aglomerações. “O que podemos supor é que a P1 (variante identificada em Manaus) vai se tornar dominante e se espalhar rapidamente”, afirma.

Apesar da circulação acelerada das variantes, a epidemiologista avalia que os estados não devem colapsar ao mesmo tempo. “Temos curvas epidêmicas diferentes em cada estado, por causa da adoção de medidas diferentes. É possível que a gente arraste essa pandemia no pior nível por mais tempo. Eu acredito que março vai ser muito ruim”, prevê. “Se o país inteiro chegar ao nível de Manaus, com pessoas esperando tratamento de UTI, não é nem colapso, é tragédia. Médicos darão sentença de morte aos pacientes por conta do longo período de tempo esperando um leito.”

Ethel afirma que a vacinação em massa é a principal medida que poderia ser adotada para frear o avanço do vírus e suspender a transmissão das variantes. “O que poderia mudar esse cenário é uma vacinação rápida, com mais de 1 milhão de pessoas sendo vacinadas por dia. Estamos colhendo agora a inação de 2020”, diz.

Efeito carnaval e colapso

A infectologista Raquel Stucchi explica que um colapso na saúde pública é caracterizado pela demanda de internação superior à capacidade de tratamento. “100% de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) é o colapso instalado. Mas, acima de 90% já estamos em colapso, porque não temos como fazer a rotatividade de leitos”, explica Thaís Guimarães.

De acordo com dados revelados pelas secretarias de Saúde, pelo menos quatro estados brasileiros ultrapassam 90% da taxa de ocupação das UTIs. A situação é mais crítica em Rondônia, que usa 97,5% de suas vagas. Depois aparecem Acre (93,3%), Roraima (92%) e Amazonas (91,9%) – os quatro localizados na região norte.

Apesar dos estados do norte estarem em colapso, diversas cidades de outras regiões do país vivem a mesma situação, como Araraquara, em São Paulo, que atingiu 100% da ocupação dos leitos de UTI no último dia 17 de fevereiro.

A crise no país ocorre poucas semanas depois do carnaval, cujas comemorações foram proibidas pelas autoridades em 202. No entanto, diversos casos de violações das medidas sanitárias foram observados neste período. “O colapso está relacionado a este evento, mas não é só por conta do carnaval. Temos o efeito das variantes e das aglomerações que ocorreram naquele momento. Esses dois elementos tiveram uma combinação desastrosa. Mas pode ser que outras coisas estejam contribuindo para o agravamento da crise, e a gente não tem pesquisa para ter certeza”, diz Ethel Maciel.

Medidas restritivas

Segundo a epidemiologista Ethel Maciel, apenas medidas rígidas de restrição da circulação podem coibir o colapso. “Deveríamos fazer lockdown, fechar tudo por 21 dias para evitar as mortes, mas não é possível neste momento por conta das pressões sofridas pelas autoridades. Deveríamos ter um plano nacional. O que fizermos agora vai refletir daqui 15 dias. A gente precisa de um pacto social para salvar vidas”, diz a professora.

Segundo levantamento da CNN, há oito estados em que há algum tipo de toque de recolher está em vigor: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Piauí e São Paulo. Na sexta-feira (26), o governo de SP decretou o retorno da Região Metropolitana de São Paulo para a fase laranja. Em São Paulo e no Distrito Federal, os governadores adotaram medidas de restrição de circulação no período da noite.

Para a infectologista Thaís Guimarães do Hospital das Clínicas, as restrições não são suficientes para evitar o colapso que se anuncia. “A medida restritiva das 5h às 23h ou das 20h às 5h não adianta nada, porque é de manhã que as pessoas estão circulando nas ruas”, afirma. “Precisamos impedir que as pessoas usem serviços não essenciais, como restaurantes e bares.”

Apesar da recomendação dos especialistas de que reuniões sejam evitadas, cidades como o Rio de Janeiro voltaram às aulas no pior momento da pandemia. Em outros casos, como na Bahia e no Rio Grande do Sul, a Justiça vem intervindo na decisão de governadores de obrigarem o retorno dos jovens às escolas. “É uma medida acertada não voltar às escolas em um momento de aceleração do vírus. Se a pandemia está acelerada no município, ela vai estar acelerada na escola porque ela está inserida nesse contexto”, diz Ethel Maciel.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. Faz um ano que esses especiais dizem isso, nada do estado guerra o q há e muito roubo de prefeito e governadores.

  2. Graças ao nove dedos que preferiu construir estádio e não hospitais.
    Será que esse infectologista nunca viu ninguém morrer em portas de hospitais?
    No Walfredo Gurgel, no Deoclecio Marques e no Tarcísio em Mossoró era o que mais acontecia.

  3. Os ESQUERDOPATAS são de um fanatismo lamentável, para eles quem está matando não é o vírus que veio da China Comunista que ainda atuou para esconder o vírus do mundo. Tampouco a falta de hospitais que deixaram de ser construído para a realização de Copa do Mundo e Olimpíadas nos governos petistas, que deixou como legado alguns elefantes brancos espalhados pelo país.
    Culpam o atual governante sem enxergar que todos os países estão sofrendo com a doença, muitos inclusive estão piores do que o Brasil. O Presidente tem sido essencial para tentar salvar a economia e evitar que muitos terminem na miséria e pobreza completa.
    Os ESQUERDOPATAS fanáticos ainda ignoram que há muito que o STF decidiu que o combate direto a pandemia cabe a governadores e prefeitos.

  4. A culpa é do povo por ter votado em um incompetente por ódio sem pensar nas consequências. Ri agora, chora depois.

  5. O presidente da República é o maior responsável. Seu governo não tem plano, não tem nada. É um amontoado de terraplanista e corruptos, cujo único objetivo é livrar-se um ao outro das garras da justiça.

  6. Essas PTRALHAS não abrem essas bocas para falar das eleições , na Europa o Bolsonaro também é culpado , nos Estados Unidos a culpa também é de Bolsonaro,

  7. Calma, muita calca!!
    Ésó uma pessoa comunista tocando terror.
    O garoto propaganda da globo mandetinha disse a mesma coisa.
    Não se confirmou.
    Aqui no RN. A turma da desgovernadora matou 11.300 em um mês.
    Também não se confirmou.
    Alardes!!

    1. Pixuleco imundice: Já tiraram Bolsonaro ? Tirem ele pq quero voltar a roubar o Brasil por mais 30 anos e ensinar com cartinha de sexo as crianças de 5 anos.

    2. Vai chorando pra ver se alguém acredita!! Tem emprego pra você, aqui no blog, por mais 6 anos. Só pra fazer essa palhaçada todos os dias.

    3. É, parece que gastar bilhões de reais em estádios, copa do mundo e Olímpiadas, ao invés de equipar e construir hotéis vai custar muito sofrimento e vidas humanas nesse Brasil. luladrão corrupto e assassino

    4. O RN com pouco mais de 200 leitos de UTI dedicados ao COVID, a governadora FECHANDO esses leitos em Mossoró e na Liga, com NENHUM hospital de campanha entregue, e você ainda tem coragem de vir aqui falar B0$7@!!!

    5. é não caro amigo , a culpa é dele , do stf , dos governadores e prefeitos , de todos os políticos, todos fazendo politicagem com esse vírus, enquanto vc briga contra o presidente e outros brigam a favor , eles se dão bem , é isso que eles querem , e só quem se lasca somos nós mesmo, quem se lasca é o povo , bolsonaro, lula , ciro , todos eles tem seus enormes salários, não estão nem aí pra vc nem pra ninguém, faça o seguinte…., se vc tem um bom salário e pode ficar em casa então fique, se vc não tem condições e tem que trabalhar então se cuide e vá trabalhar , não fique brigando por político menhum, nenhum depende do SUS, nenhum está preocupado com o povo .

    6. PIXU fazendo sucesso ! PIXU dando audiência . Bora Jacaré ? doido ?! Aí papai .

    7. Vai pixuca, luladrão 2022 e Brasil sediando novamente a próxima copa e Olímpiadas, enviaremos novamente dinheiro pra Venezuela, cuba, nicarágua… reconstruir a corrupção sistemica, Hospitais no chão.

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Esporte

Palmeiras vence o Grêmio fora de casa no 1º jogo da final da Copa do Brasil

Fora de casa, o Palmeiras começou bem a disputa pelo título da Copa do Brasil de 2020 contra o Grêmio. Com um gol do zagueiro paraguaio Gustavo Goméz, o Verdão bateu o tricolor gaúcho por 1 a 0 e agora depende apenas de um empate em casa para conquistar mais um título, depois de ser campeão do Paulista e da Libertadores na temporada.

Os dois times voltam a se enfrentar no próximo domingo (7), em São Paulo, na partida que definirá o campeão da Copa do Brasil. Com mais ímpeto na partida, o Palmeiras dominou as ações ofensivas no início do jogo e quase abriu o placar aos 25 minutos numa perigosa cobrança de falta de Rony.

Foi em outra bola parada, porém, que o Verdão inaugurou o placar. Aos 31, o zagueiro Gustavo Gómez aproveitou a cobrança de escanteio e subiu sozinho entre os defensores do Grêmio, na pequena área, para fazer o primeiro gol do jogo. Atrás no placar, o tricolor gaúcho tentou uma resposta rápida e, aos 40 minutos do primeiro tempo, Alisson chutou de fora da área de frente para o gol do Palmeiras. A bola, porém, apenas assustou o goleiro Weverton e passou por cima do travessão. Antes do fim do primeiro tempo, Luiz Adriano desperdiçou uma grande oportunidade de fazer o segundo gol dos visitantes. Depois de se livrar da marcação, ele ficou de frente para o goleiro Paulo Victor, mas chutou por cima do gol.

No retorno ao segundo tempo, o Verdão conseguiu neutralizar as ações ofensivas do Grêmio e, logo aos 10 minutos, chegou com muito perigo com Rony, que desperdiçou uma grande oportunidade de ampliar o placar. Aos 19 minutos, em uma disputa de bola na linha de fundo, Luan acertou Diego Souza com o cotovelo e acabou expulso. Por conta da pancada, o jogador tricolor sofreu um corte no supercílio e precisou de atendimento médico.

Mesmo com um a mais, o Grêmio não conseguiu se impor e, controlado pelo Palmeiras, precisará agora vencer por dois gols de diferença para ser campeão direto, ou ao menos empatar para levar a disputa da Copa do Brasil para os pênaltis em São Paulo.

CNN BRASIL

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Economia

Economia se recupera das últimas crises só em 2023, estima Austin Rating

A pandemia de covid-19 piorou as condições financeiras e o Brasil só retomará o nível de atividade econômica de 2013 em 2023, estima a Austin Rating. Cálculos da agência de risco com base nas projeções do mercado financeiro indicam que o país vai demorar 10 anos para superar os impactos da recessão de 2014 a 2016 e a crise sanitária de 2020.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) vai divulgar na próxima 4ª feira (3.mar.2021) o resultado para o PIB (Produto Interno Bruto) do país. As projeções do mercado financeiro, segundo o Boletim Focus do Banco Central, indicam que a economia brasileira vai tombar 4,4% em 2020. As estimativas obtidas pelo Poder360 mostram que a queda será de 4% a 4,5%.

A Austin Rating utilizou como base de dados o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, que é considerado a prévia do PIB brasileiro. Em dezembro de 2013, antes da crise de 2014, o nível de atividade econômica chegou aos 148,74 pontos-base. De acordo com a autoridade monetária, caiu para 138,33 pontos-base em dezembro de 2020. O nível de atividade do fim do ano passado indica que o país caiu 4,05% em comparação com 2019.

Os economistas e operadores do mercado financeiro avaliam que haverá crescimento de 3,29% em 2021, de 2,5% em 2022 e 2,5% em 2023. Considerando esse cenário, o nível de atividade econômica só vai voltar para o mesmo patamar de dezembro de 2013 em junho de 2023, ou seja, no próximo governo.

A Austin Rating também traçou cenários alternativos para a atividade econômica. No mais pessimista, de crescimento anual de 1%, a economia só retoma em abril de 2028 –ou seja, daqui a 7 anos. O mais otimista, de crescimento anual de 3% ao ano, o nível é atingido em julho de 2023.

PODER360

Opinião dos leitores

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Segurança

Ao custo de R$ 80 milhões, polícia da Câmara só atendeu a 70 ocorrências em 2020

A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados atendeu, ao longo de todo o ano de 2020, apenas 70 ocorrências nas dependências da Casa. Os dados, obtidos pelo Poder360 via LAI (Lei de Acesso à Informação), revelam uma queda de 60% no total de casos atendidos em relação a 2019.

A queda é natural, dado que na maior parte do ano passado a Câmara atuou de forma remota. Desde o fim de março, a maior parte dos deputados participou das sessões de maneira virtual. A medida visava a evitar aglomerações no plenário e dependências da Casa que poderiam facilitar a transmissão do coronavírus.

O valor total dos salários pagos aos 271 policiais legislativos da Câmara foi de R$ 80 milhões ao longo de 2020. O salário médio do servidor dessa categoria é de R$ 24.000. Varia de R$ 18.000 a R$ 30.000. Dessa forma, em 2020, o valor por caso foi superior a R$ 1 milhão. É só dividir os R$ 80 milhões pelas 70 ocorrências de 2020. O resultado é R$ 1,14 milhão.

A Polícia Civil do Distrito Federal, por exemplo, teve 246.400 ocorrências em 2020. já descontados os casos administrativos, de extravio de documentos por exemplo. O custo dos salários dos policiais no ano foi R$ 763,6 milhões. A divisão do valor pelo número de ocorrências registradas é R$ 3.099. É 0,27% do que se obtém pelo mesmo cálculo no caso da Polícia Legislativa da Câmara.

O custo da remuneração aos policiais legislativos ficou estável nos últimos anos. A categoria também é responsável pela segurança de quem trabalha na Câmara e pelo patrimônio (apartamentos funcionais usados por servidores e deputados) e bens mobiliários.

CRIAÇÃO

A categoria dos policiais legislativos da Câmara foi criada em 2003. O Senado transformou a segurança da Casa em polícia em 2002. Antes, crimes no Congresso eram investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal. Havia uma divisão. Uma delegacia da Asa Sul era responsável pelos casos da Câmara. E o Senado ficava sob responsabilidade de outra delegacia, na Asa Norte.

A repressão a eventuais ocorrências era feita pela Polícia Militar. Ao ser criada, a Polícia Legislativa adotou o que é chamado por estudiosos de segurança pública de “ciclo completo”, no qual a mesma polícia faz tanto a repressão quanto a investigação do caso. É um modelo distinto daquele adotado no Brasil como um todo, onde a repressão é atribuição da PM e a investigação, além de outros temas, fica sob o guarda-chuva da Polícia Civil.

Existe no Brasil uma série de forças policiais que não necessariamente se comunicam entre si. Além das Polícias Militar, Civil e Legislativa, há pelo menos outras 6 forças policiais atuando no país. São elas: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Guarda Portuária, Guardas Municipais e Polícia das Forças Armadas.

O MPF, recentemente, também passou a cogitar criar a sua própria polícia. Ela seria responsável por fazer diligências determinadas pelos procuradores, sem depender, para isso, da Polícia Federal.

OCORRÊNCIAS

A Polícia Legislativa não se ocupa somente das ocorrências registradas. Mas é exatamente essa atribuição que faz com que seja considerada polícia e não um departamento de segurança.

PODER360

Opinião dos leitores

  1. Faltou acrescentar a recente criada Polícia Judicial do Poder Judiciário Federal – PJF, que esta presente em todos os órgãos do poder judiciário federal no país.

  2. Poder legislativo é pra fiscalizar atos fo governo e criar leis, em qualquer lugar do 1o mundo isso é feito com estruturas mínimas, lógico que em todo o mundo deveria ser assim. Entretanto aqui montam uma estrutura pra empoderamento, riqueza, corrupção e reeleição dos que alí estão. Pior, tem gastos superior a varias pastas importantes de governo, e ainda temos q pagar essa imoralidade, e isso ninguém da mídia bate na tecla.

  3. Atacando a policia legislativa a troco de quê?
    Qual é o propósito do Poder360?
    Sem levar em conta se 80milhões é muito ou pouco, mas dividir o orçamento pela quantidde de ocorrências é muito mau caratismo.
    Se foram poucas as ocorrências, sinal que a polícia da Câmara está realizando um preventivo.

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Economia

Se aprovada, PEC emergencial já permitiria corte de gastos em 3 Estados

Se for aprovado, o relatório da PEC emergencial apresentado pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC) permitirá aos governadores do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte decretar medidas para melhorar a gestão fiscal e segurar o aumento de despesas no futuro. A proposta de emenda à Constituição permite ativar os chamados gatilhos de contenção de gastos, como proibição de concursos públicos e reajustes de salários de servidores, quando as despesas ultrapassarem 95% das receitas.

Nesses casos, caberá ao governador local decidir se aplicará as medidas de austeridade, que poderão vigorar enquanto as despesas correntes não caírem abaixo do nível de alerta. Outros 15 Estados e o Distrito Federal teriam incentivo a adotar as medidas porque as despesas passaram de 85% das receitas. Nesses casos, os chefes do Executivo deverão mandar propostas de lei de corte de gastos para o Legislativo.

Ficam fora 8 Estados: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia e Roraima. Em 2019, a lista contemplava apenas 4 deles. O pacote de socorro fiscal aprovado na pandemia aliviou as contas de todas unidades da Federação. Até dezembro de 2021, medidas de redução de gastos estão valendo para todas as regiões por causa da lei 173 de 2020, que foi uma contrapartida ao socorro de R$ 60 bilhões.

A PEC emergencial tem o apoio da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro. É por meio dela que o ministro Paulo Guedes (Economia) quer aprovar a cláusula de calamidade e a permissão para o pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial. O projeto é de difícil trâmite. Precisará de apoio de ao menos 49 votos entre os 81 senadores, em 2 turnos de votação. Na Câmara, necessitará de ao menos 308 votos dos 513 deputados, também em 2 turnos.

Por causa desse desafio, partes sensíveis podem ser retiradas até a votação do texto. Um dos pontos de resistência é o dispositivo que desvincula as despesas com a saúde e a educação. Atualmente, os Estados são obrigados a destinar 12% de suas receitas para a saúde e 25% para a educação. No Orçamento federal, os índices são de 15% e 18%, respectivamente.

A desobrigação não representa possibilidade de redução do gasto, mas desengessa o Orçamento, permitindo o remanejamento de recursos pelos gestores públicos –tese defendida por Guedes desde a campanha presidencial. Por causa de críticas, o relator já admitiu ao Poder360 que esse trecho será retirado do projeto.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse na 4ª feira que há possibilidade de a PEC ser fatiada. Haverá novas negociações nos próximos dias. O mais provável é que a proposta seja dividida. Primeiro sai o auxílio, depois os gatilhos serão discutidos. Mas não há garantia de aprovação.

PODER360

Opinião dos leitores

  1. E a carteira do BB q Guedes e seu banco abocanharam por uma ninharia, não vão investigar?

  2. Resumindo, o governo Bolsonaro vai meter o fumo nos servidores públicos civis mais uma vez.
    Só nos civis. Pq p os militares é picanha c cerveja Heineken comprado com dinheiro público.

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Política

Pacheco e Lira esperam que Bolsonaro não vete projeto que facilita compra de vacinas

Os presidentes do Senado e da Câmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL), respectivamente, fizeram uma ponderação ao presidente Jair Bolsonaro para evitar vetos às propostas em vias de votação que facilitam a aquisição de vacinas, como forma de agilizar os procedimentos.

Vacinação contra Covid-19 foi o tema central da reunião de Bolsonaro com Pacheco e Lira, com a participação dos ministros Paulo Guedes (Economia), Eduardo Pazuello (Saúde), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo).

Proposta de iniciativa do próprio presidente do Senado altera a lei de maneira a proteger o gestor público que assine contrato com o laboratório Pfizer, por exemplo, que exige ser previamente isentado de responsabilidade no caso de eventuais efeitos colaterais de sua vacina.

A reunião também tratou da pauta de votações no Congresso, como o próprio presidente Bolsonaro divulgou em seu Twitter. Os presidentes do Senado e da Câmara manifestaram otimismo em relação à aprovação da PEC Emergencial.

O grupo também discutiu a aprovação do novo auxílio emergencial e de projetos envolvendo estímulo ao emprego.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Pacheco e Lira sabem que será vetado. Com isso o Presidente tira o dele da reta. Volta para o congresso, que em votacao secreta derruba o veto. Ninguem vai saber quem votou a favor ou contra. Tudo já devidamente combinado.

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Economia

Governo já tem prontas mais três estatais federais para iniciar privatização

Após deflagrar o processo de privatização da Eletrobrás e também dos Correios, duas das maiores e mais problemáticas estatais federais, o governo Jair Bolsonaro tem prontas para levar a leilão outras empresas. O ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) fez o dever de casa e contribui com duas dessas estatais prontas para serem vendidas: a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S/A (Trensurb) e Cia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU-BH), que opera em Belo Horizonte. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A terceira na marca do pênalti é a Codesa, que opera o porto de Vitória, estatal subordinada ao elogiado ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura). A CBTU e a Trensurb estão no Programa Nacional de Desestatização (PND) desde setembro de 2019. Só falta empurrar para dentro do gol.

A Cia das Docas do Espírito Santo (Codesa) mofa à espera de sua privatização desde junho de 2018, quando foi incluída no PND. Ao longo dos anos, essas três estatais se transformaram em verdadeiras usinas de privilégios e regalias sustentadas pelo pagador de impostos.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Maravilha maravilha parabéns, eu privatizar privatização faz bem a nação e diminui a paratizitologia e a corrupção , só quem não gosta da privatização é a turma da improdutividade , Vc Bg ,Eu , é Evidente que tem uma parte que é do bem é produtiva , tem que privatizar , abrçs Jainê

  2. Estatal ou dá lucro pro governo distribuir pra nação em benefícios ou então é melhor vender mesmo.

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Saúde

No pior momento da pandemia, isolamento social cai para 37% no Brasil

Vivendo uma disparada de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o brasileiro abandonou uma das principais medidas de contenção do vírus: o isolamento social. Segundo dados do startup In Loco, somente 37,5% da população está cumprindo as medidas de distanciamento. É o pior índice de isolamento social da pandemia. Os dados foram compilados pelo monitor até o último sábado (27/2).

Com o avanço da doença, ao menos 10 estados e o Distrito Federal decidiram reforçar as medidas de isolamento. Na capital, o governo decretou lockdown para atividades não essenciais a partir deste domingo (28/2).

O Brasil tem mais de 10,5 milhões de casos confirmados e 254 mil pessoas morreram vítimas do novo coronavírus. A taxa de isolamento é calculada pela localização por GPS de 60 milhões de celulares.

Pelo país, o índice de isolamento social varia. No DF, por exemplo, a taxa está em 39,1%. Em São Paulo, estado mais populoso, a média está em 34% (veja dados por unidade da federação no mapa no fim da reportagem). Para o leitor ter dimensão de como o índice caiu, em 22 de março de 2020, 62,2% dos brasileiros estavam cumprindo as medidas.

A comunidade médica-científica é categórica: o uso de máscara e o distanciamento social são as principais medidas para diminuir a disseminação do vírus. A estratégia é importante mesmo com o início da vacinação.

Na última semana, o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Willames Freire Bezerra, pediu que a população volte a cumprir as medidas de distanciamento. “Vamos voltar a orientar a população localmente que precisamos isolar os contaminados, seguir os hábitos de higiene e proteção das nossas famílias e, acima de tudo, vacinar os grupos prioritários”, afirmou.

Na sexta-feira (26/2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o endurecimento das regras de distanciamento. “O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui para frente, o governador que fechar o seu estado, que destrói emprego, ele que deve bancar o auxílio emergencial. Não pode continuar fazendo política e jogar no colo do presidente da República essa responsabilidade”, afirmou durante visita ao Ceará.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os governos dos estados e municípios têm autonomia para a adoção de medidas restritivas, mas ressaltou que o governo federal tem responsabilidade e deve coordenar as ações de enfrentamento da pandemia.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

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Economia

Além do Bitcoin: criptomoedas em circulação no mundo somam US$ 70 trilhões

O crescimento do valor do bitcoin de quase 58% apenas em fevereiro deste ano chamou a atenção para a moeda digital, que hoje está cotada em US$ 52,8 mil (R$ 287,8 mil). Apesar de ser a criptomoeda mais famosa, ela está longe de ser a única. Juntas, as mais de 4,1 mil moedas digitais em circulação somam US$ 70 tri em valor de mercado. O bitcoin representa 1,4% desse valor, com US$ 983 bilhões.

O levantamento foi feito pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, na plataforma CoinMarketcap, que fornece informações sobre o mercado mundial de criptomoedas, e considera os valores da moeda às 18h dos Estados Unidos em 22 de fevereiro.

Depois do bitcoin, a principal criptmoeda em circulação é a Ethereum. Uma unidade da moeda custa US$ 1.711,93 (R$ 9.330,18). O total de valor de mercado dela é hoje de US$ 196,5 bilhões, o que equivale a 0,3% do total de valor de mercado das criptomoedas. Para além desses dois exemplos mais conhecidos há muitas outras criptomoedas. Ha, por exemplo, a Binance Coin, cuja unidade vale US$ 251,73 (R$1.369,41). Ela é a terceira maior criptomoeda em valor de mercado, com US$ 42,9 trilhões.

Nenhumas dessas é, entretanto, o dinheiro virtual com o maior valor unitário. Nesse quesito, a primeira colocação é da 42-coin, cuja unidade custa US$ 168,8 mil. O nome já dá uma pista de uma característica da criptmoeda: há apenas 42 delas em circulação. Por conta disso, apesar do alto preço unitário, o valor total dela é de apenas US$ 7,1 milhões (R$ 38,6 milhões).

Já em valor total, a maior é a Electronero Pulse, que sozinha engloba quase 77% do total do valor de todas as criptomoedas -sem ela, o valor total seria de US$ 16,2 trilhões. Uma unidade da Electronero vale US$ 0,000054 e seu valor total é de US$ 54 trilhões. Apesar do alto valor de mercado, a posição dela no ranking da CoinMarketcap é de 3211, o que mostra que ela não é muito difundida.

O diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Rodrigo Monteiro, aponta que é necessário cautela a se investir no setor. “É um mercado novo e ainda está sujeito a regulação”, resumiu. Enquanto essa legislação sobre o setor não vem, o melhor é buscar informações antes de decidir onde colocar o seu dinheiro.

De acordo com ele, para escolher através de qual exchange serão feitas as transações para criptomoedas, o ideal é ver se ela é situada no Brasil. “Tem as bolsas com sede no Brasil, que empregam aqui, e tem aquelas sediadas em paraísos fiscais e por conta da web estão em todo lugar. Imagina que vc faz uma transação e aquela empresa deixa de existir, quando você vai atrás não tem Procon porque ela esta em Singapura, Malta, e assim por diante”, disse.

“O Bitcoin começou tudo e a partir dela outras foram criadas. Existem umas quatro cinco principais, que são as principais em termos de transação e volume, mas tem um sem números, algumas com mais liquidez, outras com menos liquidez, mais voláteis, menos voláteis”, apontou.

Apesar de não recomendar moedas específicas na hora de investir, Monteiro apontou que sua preferência pessoal fica nas mais bem estabelecidas. “Em cripto, fico nas principais. Em mercado tão novo, essas moedas já tem nome, já são aceitas em larga escala, já tem empresas grandes montando posição em torno delas. Eu fico nessas”, resumiu.

Ele lembra também que por conta da volatilidade, as moedas digitais continuam sendo um ativo de alto risco. Por conta disso, não é aconselhável apostar todas as suas fichas no setor. “Achar que todo seu dinheiro tem que estar em cripto ativos é estar disposto a assumir um risco que não tem base”, analisou.

METRÓPOLES

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Cultura

Globo de Ouro 2021: ‘Nomadland’ é o melhor filme e ‘The Crown’, a melhor série de TV

A consagração da série The Crown, na TV, e do filme Nomadland, no cinema, além da grande derrota de Mank, que não levou nenhum prêmio, foram os destaques da cerimônia da 78ª cerimônia de premiação do Globo de Ouro, a primeira festa da temporada cinematográfica de Hollywood e que aconteceu de forma remota, online, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Celebrando os melhores do cinema e da TV, o Globo de Ouro teve momentos de forte emoção, assim como engraçados. No primeiro quesito, o destaque foi o discurso da cantora Taylor Simone Ledward, viúva de Chadwick Boseman, premiado postumamente como melhor ator de drama por A Voz Suprema do Blues. “Ele agradeceria Deus, seus ancestrais, a equipe do set. Ele diria algo lindo, inspirador, que amplificaria aquela voz que nos diz para seguir em frente. Não tenho as palavras dele, mas podemos celebrar aqueles que amamos”, disse ela, em homenagem ao ator, que morreu em agosto do ano passado, aos 43 anos.

Foi certamente o momento mais emocionante de uma cerimônia que contou com duas apresentadoras, Tina Fey em Nova York e Amy Poehler em Los Angeles. Diante delas, poucas mesas tomadas por uma plateia de mascarados, bem diferente da tradicional opulência que marca a festa.

Nomadland ganhou o principal prêmio da noite, como melhor filme de drama, além de melhor direção, para Chloé Zhao. Schitt’s Creek conquistou o troféu de melhor série de comédia (Catherine O’Hara faturou o prêmio de melhor atriz de comédia/musical). Já The Crown encerrou a noite abarrotado de prêmios: melhor série de drama, atriz (Emma Corrin), ator (Josh O’Connor) e atriz coadjuvante Gillian Anderson).

Não foram poucas as referências aos delicados problemas enfrentados pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, que organiza a festa. Seja no discurso sério de Tina Fey (“a inclusão é importante, vocês precisam mudar isso”), seja em tom de brincadeira (“ganhei porque todos os jurados são brancos”, disse Sacha Baron Cohen, eleito melhor ator de comédia por Borat: Fita de Cinema Seguinte, escolhido também como melhor filme do gênero), a crítica sobre a falta de diversidade entre os votantes foi um dos tópicos da noite.

Não faltaram discursos políticos, como o de Mark Ruffalo (melhor ator de minissérie ou filme para a TV, com I Know This Much Is True) defendendo a mãe Terra, ou mesmo de Jane Fonda, homenageada com o prêmio especial Cecil B. De Mille, que pregou a importância da contação de histórias nesse momento pandêmico: “Vamos falar de vozes que incluem todos, para que todos sejam importantes e todos mostrem suas histórias e se reconheça a diversidade”, disse ela.

A cerimônia online apresentou problemas técnicos logo no início, quando aconteceu o anúncio do vencedor de melhor ator coadjuvante em filme: o áudio do vencedor, Daniel Kaluuya, de Judas e o Messias Negro, falhou. Laura Dern, que apresentava o prêmio, chegou a se desculpar e a sair do palco, mas a voz do premiado surgiu e ele voltou à tela.

Confira a lista completa dos vencedores:

CINEMA

 

Melhor filme de drama

“Nomadland”

 

Melhor filme de comédia ou musical

“Borat: Fita de Cinema Seguinte”

 

Melhor atriz (drama)

Andra Day, “Estados Unidos vs. Billie Holiday”

 

Melhor ator (drama)

Chadwick Boseman, “A Voz Suprema do Blues”

 

Melhor ator (comédia ou musical)

Sacha Baron Cohen, “Borat: Fita de Cinema Seguinte”

 

Melhor atriz (comédia ou musical)

Rosamund Pike, “Eu Me Importo”

 

Melhor ator coadjuvante

Daniel Kaluuya, “Judas e o Messias Negro”

 

Melhor atriz coadjuvante

Jodie Foster, “The Mauritanian”

 

Melhor diretor

Chloé Zhao, “Nomadland”

 

Melhor roteiro

Aaron Sorkin, “Os 7 de Chicago”

 

Melhor animação

“Soul”

 

Melhor filme em língua estrangeira

“Minari” (Estados Unidos)

 

Melhor trilha sonora

Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste, “Soul”

 

Melhor canção original

“Io Sí”, de Laura Pausini, Diane Warren e Niccolò Agliardi, no filme “Rosa e Momo”

 

TV

 

Melhor série de drama

“The Crown” (Netflix)

 

Melhor série de comédia

“Schitt’s Creek” (CBC/Pop TV)

 

Melhor minissérie ou filme para a TV

“O Gambito da Rainha” (Netflix)

 

Melhor atriz (drama)

Emma Corrin, “The Crown”

 

Melhor ator (drama)

Josh O’Connor, “The Crown”

 

Melhor atriz (comédia)

Catherine O’Hara, “Schitt’s Creek”

 

Melhor ator (comédia)

Jason Sudeikis, “Ted Lasso”

 

Melhor atriz (minissérie ou filme para a TV)

Anya Taylor-Joy, “O Gambito da Rainha”

 

Melhor ator (minissérie ou filme para a TV)

Mark Ruffalo, “I Know This Much Is True”

 

Melhor atriz coadjuvante

Gillian Anderson, “The Crown”

 

Melhor ator coadjuvante

John Boyega, “Small Axe”

 

ESTADÃO

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Economia

Usina térmica de R$ 570 milhões da Petrobrás na Bahia vira ‘elefante branco’

A usina termoelétrica de Camaçari, um dos principais investimentos da Petrobrás na Bahia, e que seria um marco na história da estatal em projetos de energia para o setor industrial, tornou-se um elefante branco, com operações paralisadas, custos milionários e um destino completamente incerto. Só para a construção e compra total da usina, a estatal desembolsou mais de R$ 500 milhões, em valores corrigidos.

O Estadão apurou que a Petrobrás já pediu o encerramento formal das operações da usina, simplesmente porque não consegue vender a energia ao preço necessário para cobrir os custos de manutenção e a tecnologia usada na montagem da planta. À reportagem, a Petrobrás admitiu que ainda não sabe o que vai fazer com o maquinário da térmica. Esse é mais um dos desafios do general Joaquim Silva e Luna, que deve assumir a petroleira em março.

Erguida em 2001 ao custo de US$ 60 milhões, cerca de R$ 330 milhões na cotação atual, a usina, que tem capacidade de gerar 120 megawatts (MW) de energia, era resultado de uma parceria que a Petrobrás assinou com a portuguesa EDP. Três anos depois, a estatal brasileira decidiu, porém, que teria o controle total da usina, e desembolsou mais R$ 240 milhões, em valores corrigidos pela inflação, para ficar com 100% do negócio. Seguiram-se alguns anos de suprimento de energia. Já em 2017, porém, a usina movida a geração por gás estava completamente inviabilizada.

Depois de entregar a energia que assumiu em leilão, em janeiro de 2015 e dezembro de 2017, a térmica não conseguiu mais parar de pé. Ao pedir a revogação de concessão da usina, a Petrobrás justificou para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que a “Termocamaçari já não se mostra economicamente viável no mercado de energia”, por causa da “ausência de condições operativas”.

A Petrobrás alegou ainda que o restabelecimento das máquinas demandaria revisão geral dos equipamentos para troca dos componentes internos e outros serviços de reparo, “o que exigiria vultosos investimentos, sem garantia de remuneração”.

Hoje, a planta que seria a principal geradora de energia para o Polo Petroquímico de Camaçari está inviabilizada, gerando prejuízos mensais. A reportagem questionou a Petrobrás sobre os demais investimentos feitos na planta, seus gastos com manutenção e serviço, mas a empresa não se manifestou sobre esses questionamentos.

Em documento de caráter confidencial enviado à Aneel no dia 4 de fevereiro, a Petrobrás confirmou à agência que a planta já não tem nenhum contrato de fornecimento de energia em andamento e que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), responsável pela ligação da usina com a rede de transmissão, já foi informada sobre o pedido de revogação.

Na semana passada, a área técnica deu sinal verde para que o fim da contratação da usina seja concluído. A decisão ainda precisa ser oficializada pela diretoria da agência.

Turbinas desligadas

Desde 2019, a usina está com as três turbinas desligadas. Segundo laudos técnicos da Aneel, foram encontrados problemas no projeto da turbina, e há dificuldades de manutenção, já que o modelo usado na planta conta com menos de dez unidades em funcionamento em todo o mundo.

Em nota, a Petrobrás informou que, desde 2017, “a unidade está sem contrato de comercialização de energia, apesar dos esforços na busca de novos contratos que viabilizassem a continuidade”. Questionada sobre a planta e os equipamentos, a petroleira declarou que “serão conservados de modo a manterem a integridade operacional, enquanto se concluem os estudos que definirão a destinação da UTE (usina termoelétrica)”.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Oxe, o messias num ia consertar o Brasil??? Tô esperando!! Tô esperando os bandido morrer, esperando pena de morte, esperando dolar a 1 real e gasolina a 1,50… ôhh mesias sem futuro.

  2. Essa é mais uma herança maldita do PT e seus PeTralhas, como foi também a refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, roubaram o dinheiro do contribuinte brasileiro e hoje são vários elefantes brancos por esse país a fora. Só quem se deu bem nesses negócios foram os PeTralhas que levaram bilhões de reais em duas contas correntes.

  3. Governo petralha = desvio de dinheiro, corrupção, prejuízos, investimentos negativos (copa do mundo, Olímpiadas, empréstimos internacionais, passadena. Refinarias… Legião de retardados). Dá náuseas.

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Economia

Preço de matérias-primas sobe 40% e traz oportunidades para o Brasil

Apesar de a covid-19 estar ainda muito longe de ser debelada no mundo, as economias dos países, em geral, vêm se recuperando de forma razoavelmente rápida da forte queda provocada pela pandemia. A China, uma espécie de motor do mundo, é o maior exemplo disso. Um dos principais efeitos desse cenário é o aumento da demanda – e, consequentemente, dos preços – das matérias-primas.

De abril do ano passado (o fundo do poço na pandemia) até agora, as cotações em dólar das 19 principais commodities agrícolas, metálicas e de energia haviam subido, em média, 40%, de acordo com o índice Commodity Research Bureau (CRB), indicador que é referência no comportamento das matérias-primas.

É um avanço que interessa diretamente ao Brasil, um dos maiores fornecedores mundiais de produtos importantes nessa equação – como soja, milho, carnes e minério de ferro. Ainda não está claro, entre os analistas, se o mundo caminha para um novo “superciclo” das commodities, nos moldes daquele que se iniciou na primeira década dos anos 2000 – os preços atuais ainda estão 16,1% abaixo do pico registrado pelo CRB, em 2011. O que está evidente é que essa alta de preços abre boas perspectivas para o País.

Efeitos nas empresas

No ano passado, as exportações de soja subiram 9,6% e as de minério de ferro, 20,3%, em relação a 2019, segundo o Ministério da Economia. A alta do minério de ferro (que ultrapassa os 70% em relação ao início do ano passado) trouxe efeito, por exemplo, para as ações da Vale, que mais que dobraram de valor em relação ao início da pandemia. E fez com que a CSN conseguisse levantar R$ 5,2 bilhões com a abertura de capital de sua unidade de mineração, movimento que vinha sendo ensaiado há muitos anos.

Reportagem recente do Estadão já havia apontado que, enquanto indústria, varejo e serviços sentiram o baque provocado pelos efeitos da covid-19, o campo comemorava uma alta de quase 40% na renda obtida com a venda de grãos, fruto de uma safra recorde no País de mais de 250 milhões toneladas.

Já a recuperação dos preços do petróleo, que haviam desabado no início da pandemia, teve consequências – nesse caso, positivas e negativas – para a Petrobrás. A empresa fechou o quarto trimestre com um lucro de R$ 59,9 bilhões, revertendo perdas registradas nos três primeiros trimestres de 2020. Mas também foi justamente a alta das cotações que acabou provocando a saída do presidente da empresa, Roberto Castello Branco, após o presidente da República, Jair Bolsonaro, se dizer incomodado com o aumento dos preços dos combustíveis, uma vez que a política da Petrobrás atrela esses produtos à cotação internacional do petróleo.

Desafio é enfrentar os problemas estruturais

O superciclo das commodities anterior trouxe um período de bonança para o Brasil. Foram anos de fortes crescimentos do PIB – entre 2004 e 2008, o País cresceu, respectivamente, 5,8%, 3,2%, 4%, 6,1% e 5,1%. Essa boa fase, porém, acabou camuflando os problemas estruturais, apontam economistas, e as grandes reformas econômicas foram deixadas de lado. Quando o tempo de fartura se foi, o Brasil acabou mergulhando em uma forte recessão, da qual até hoje não conseguiu se recuperar.

Para os analistas, seja este um superciclo ou não, é importante não perder de vista que os problemas estruturais do País precisam ser atacados com urgência. “Isso (um eventual superciclo) não seria capaz de resolver a questão fiscal, nem acelerar o potencial de crescimento do País de forma significativa. Este segue travado pelo ambiente de negócios muito ruim, que não vai ser resolvido por um novo boom de commodities”, afirma o coordenador de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Armando Castelar. “O sentido de urgência poderia amainar um pouco, mas o problema não estaria resolvido e o potencial de crescimento sustentado não aumentaria de forma significativa.”

Roberto Attuch, CEO da OhmResearch, plataforma de análises independentes, também não vê nesse cenário de alta de preços das commodities um argumento para adiar reformas. “Hoje estamos numa situação bem diferente da que estávamos no governo Lula”, diz. Em 2005, a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) era bem menor do que é hoje e a situação fiscal não era tão delicada como a atual. Ou seja, desta vez, será muito mais desastroso jogar as reformas para baixo do tapete.

ESTADÃO

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Política

Por PEC do auxílio com ajuste fiscal, governo deverá fazer novas concessões

Apesar do recuo sobre o fim do piso para saúde e educação, líderes do Senado pressionam por uma desidratação ainda maior na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá as bases para a nova rodada do auxílio financeiro à população mais carente na pandemia e prevê medidas de controle de despesas. Com a base desarticulada no Senado, o governo enfrenta dificuldades para aprovar a chamada PEC Emergencial, no formato defendido pelo ministro Paulo Guedes (Economia).

O chefe da equipe econômica aposta na aprovação dessa proposta para destravar a pauta liberal apresentada ao Congresso e, a aliados, indicou que esse projeto pode definir a permanência ou não do ministro no governo. O governo continuará negociando com os líderes até esta segunda-feira (1º), quando um novo relatório da PEC deve ser apresentado, e avalia ceder em mais pontos polêmicos, como o corte nos repasses do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Mas isso ainda não deve ser suficiente para destravar a votação. Mesmo no PSD e PL, partidos aliados, há senadores que querem aprovar apenas o auxílio emergencial —sem as medidas de ajuste defendidas por Guedes.

A proposta, após votação no Senado, ainda precisa passar pela Câmara. O governo tem pressa porque pretende iniciar o pagamento do auxílio ainda em março. As negociações caminham para quatro parcelas de R$ 250, conforme o próprio presidente Jair Bolsonado já adiantou. “Há necessidade de separar os assuntos. Querem pegar algo já pacificado, que tem apoio de todos, e inserir uma matéria [as medidas de ajuste] que não vem ao caso agora. Estamos diante de uma pandemia e precisamos que os recursos financeiros cheguem às pessoas”, disse o líder do PSD no Senado, Nelsinho Trad (MS).

Esse cenário, na avaliação da equipe de Guedes, comprometerá o desempenho futuro da economia. Técnicos da pasta dizem que, sem ações de controle das contas públicas no horizonte, haverá queda de investimentos e uma sinalização ruim para o mercado financeiro em relação ao compromisso do governo com o ajuste fiscal. Nos últimos dias, a pandemia apresentou novos recordes e, com isso, foram adotadas, pelos estados e municípios, medidas de restrição de circulação de pessoas e fechamento temporário de atividades econômicas.

Isso inflou o discurso no Congresso de que a renovação do auxílio emergencial, mesmo que em parcelas menores que no ano passado, deve ser aprovada o quanto antes, deixando as discussões das medidas de controle de despesas de Guedes para um segundo momento. Esse discurso já tinha tomado uma ala do MDB e PSDB no Senado, partidos independentes, e também as siglas de oposição. Mas, no fim de semana, esse movimento cresceu, inclusive no MDB, maior bancada do Senado.

Interlocutores de Guedes afirmam que a PEC Emergencial precisa ser aprovada sem desidratação, pois, além dos efeitos futuros na economia, a proposta prepara terreno em caso de necessidade de um novo estado de calamidade no país. Na visão do Ministério da Economia, o texto apresentado aos senadores também está alinhado ao compromisso com a gestão da saúde pública diante do repique da pandemia.

Por isso, líderes governistas tentam articular ajustes pontuais na proposta, mas sem derrubar os trechos considerados vitais a Guedes, que são os gatilhos —medidas a serem acionadas automaticamente, por um período determinado, em caso de crise nas contas públicas. Esses gatilhos já foram apresentados ao Senado em 2019, mas até hoje o texto não avançou. Para reduzir as resistências, o governo cedeu em alguns pontos.

Inicialmente, por exemplo, havia a previsão de corte de jornada e de salários de servidores públicos como parte do pacote fiscal. Isso, porém, foi retirado do relatório da PEC, elaborado pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC). A versão mais recente do texto prevê prevê ações de menor impacto, como barreiras a concursos, reajustes salariais a servidores e à criação de despesas obrigatórias.

Na avaliação de governistas no Senado, é melhor desidratar a proposta, mas num patamar aceitável para a equipe econômica, do que correr o risco de deixar o plenário aprovar apenas a autorização para o auxílio emergencial. Além do corte nos repasses para o BNDES, a ala política estuda recuar na proposta que desobriga o governo a ajudar, por meio de um programa de financiamento, estados e municípios a pagarem precatórios (dívidas judiciais a empresas e pessoas físicas).

Esse é um pedido de prefeitos e governadores, que articulam para que o Senado mantenha a previsão de a União criar uma linha de crédito para que esses entes quitem as dívidas (precatórios). O governo também aceita desistir do trecho que retira da Constituição a possibilidade de a União intervir em um estado para reorganizar as finanças da unidade da federação.

A previsão era que a PEC Emergencial fosse votada na semana passada no Senado, mas não houve clima depois que Bittar manteve em seu relatório a proposta que acabaria com o gasto mínimo para saúde e educação. Bittar recuou para destravar a votação da PEC. Mas isso não foi suficiente para que o governo consiga uma base sólida para aprovar o texto.

Por ser uma PEC, é necessário o apoio de 49 dos 81 senadores. Sem o respaldo dos partidos de centro, como PSD e PL, e dos independentes, o governo enfrenta dificuldade em avançar na pauta prioritária de Guedes nesse momento. A votação está prevista para quarta-feira (3) no plenário da Casa.

FOLHAPRESS

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Saúde

Pazuello diz a presidentes de Câmara e Senado que vai liberar recursos para UTIs

Após decisão da ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), que obriga o retorno do financiamento de leitos de UTI (unidade de tratamento intensivo) em três estados, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em reunião no Palácio do Alvorada, na noite de domingo (28), que o pagamento será retomado.

“Falamos a respeito da questão dos leitos de UTI, desta questão dos estados que o Ministério da Saúde precisa pagar os estados. Só estava faltando a medida provisória para liberar o recurso, então, o ministro Pazuello disse que este problema também será resolvido”, afirmou à Folha o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Segundo Pacheco, o ministro confirmou que as demandas “são obrigações do Ministério da Saúde” que serão cumpridas. Mais cedo, uma decisão da ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou ao Ministério da Saúde o custeio de UTIs para pacientes de Covid-19 nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo. Os governadores dos três estados recorreram ao Supremo para a retomada do repasse, que vinha em queda gradativamente em 2021 pelo governo federal.

O problema, porém, vinha se estendendo em todo o país. Dados divulgados pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) mostram que, em dezembro de 2020, 12.003 leitos de UTI habilitados pelo Ministério da Saúde —ou seja, que contavam com financiamento federal. Em janeiro de 2021, esse número reduziu para 7.017, e em fevereiro fechará com apenas 3.187.

A habilitação prevê repasse de verba para custos com profissionais, equipamentos e insumos para manutenção do funcionamento dessas vagas de internação no SUS (Sistema Único de Saúde). O valor repassado é de R$ 1.600 por dia, pago por três meses, podendo ser renovado a pedido. Neste ano, porém, a falta de renovação fez reduzir o número de leitos financiados.

Na ação, o estado de São Paulo, por exemplo, cita que o Ministério da Saúde pagava 3.822 leitos de UTI até o último ano, número que caiu para 564 leitos neste ano. No Maranhão, não há mais leitos custeados pelo governo federal. Em nota divulgada após a decisão do STF, o Ministério da Saúde negou ter havido suspensão do pagamento de leitos e disse que “pagamentos têm sido feitos conforme demanda e credenciamento dos governos dos estados”.

Diz ainda que deve usar R$ 2,8 bilhões que foram solicitados ao Ministério da Economia e liberados por meio de medida provisória na última quinta para custeio dos leitos, com pagamento retroativo a janeiro. Embora negue a suspensão do financiamento, a pasta deixa de informar na nota, porém, que parou de habilitar e prorrogar o pagamento dos leitos nos últimos dois meses, como vinha fazendo até o ano passado quando encerrado o prazo de 90 dias —o que levou a uma queda brusca no total daqueles que recebem recursos federais.

Ainda na nota, o ministério diz que “o pedido feito à nobre ministra é injusto e desnecessário, uma vez que o SUS vem cumprindo com as suas obrigações”. Para isso, a pasta cita como exemplo um acordo feito na quinta com estados e municípios sobre um novo modelo de financiamento dos leitos.​

Pelo acordo, o valor previsto para custeio dos leitos deve ser mantido em R$ 1.600, mas o pagamento agora passará a ser mensal. Ainda de acordo com o ministério, os leitos não precisarão mais de prorrogação e “poderão seguir operando até o final da pandemia”. “Cabe, portanto, a cada governo fazer a sua parte”, completa a pasta, em nota.

Secretários de saúde, no entanto, frisam que a portaria que deve definir esse novo modelo ainda não foi publicada e que, com isso, a medida ainda não está vigor. O presidente Jair Bolsonaro, ministros da Economia, Saúde, Casa Civil e da Secretaria de Governo, e os presidentes da Câmara e do Senado, lado a lado em frente a estantes com livros

Na reunião desta noite, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu no Palácio da Alvorada também o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e os ministros Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). No encontro, divulgado por uma foto nas redes sociais de Bolsonaro, Pazuello também apresentou um cronograma de entrega de vacinas contra a Covid-19, segundo relatou Pacheco.

Nos últimos dias, a baixa oferta de doses levou capitais de diferentes estados a suspenderem temporariamente suas campanhas de vacinação —retomadas nesta semana ainda em meio a insegurança dos estados sobre o volume de doses. A previsão apresentada pelo ministro é de entregar mais 25 milhões de doses de vacinas em março e 45 milhões em abril. O valor corresponde a doses da vacina de Oxford, que tem sido importada pela Fiocruz até a produção das primeiras doses no Brasil, e Coronavac, do Butantan.

Nesta semana, a pasta fechou um contrato para obter 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin. O imunizante, no entanto, ainda não teve dados de eficácia divulgados e não entrou com pedido de registro ou uso emergencial na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “As pessoas estão ficando desesperançosas e a gente precisa dar esperança para o povo brasileiro. Obviamente nós precisamos efetivar, entregar”, afirmou o presidente do Senado.

Pacheco disse ter citado no encontro a possibilidade de acordo com a Pfizer e Janssen. Atualmente, o Congresso discute um projeto de autoria do senador que permite que União, estados e municípios sejam autorizados a “constituir garantias” e contratar seguros para eventuais riscos para destravar a compra da Pfizer. Segundo Pacheco, na reunião, membros do governo sinalizaram que devem apoiar o projeto, que prevê também a possibilidade de compra de vacinas pela iniciativa privada. “O sentimento geral de todos os ministros, do presidente Arthur [Lira], do presidente Bolsonaro é o sentimento de que o projeto tem bom mérito em relação a esta autorização para a União contratar com aquelas cláusulas de responsabilidade e também a possibilidade de a iniciativa privada adquirir com doação de 100% para o SUS”, disse o presidente do Senado.

Bolsonaro, porém, não comentou se o governo pode fechar acordo com a Pfizer caso a medida seja aprovada. “Falei que era importante a gente evoluir nisso. Essas cláusulas são uniformes da Pfizer e da Janssen e o que precisava, que é a autorização para que o governo adquira assumindo essas cláusulas, está neste projeto nosso que, se votado na Câmara e sancionado já vai dar segurança jurídica para o governo federal e para a própria iniciativa privada também”, afirmou o senador.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Foi o judiciário q determinou mesmo. Banque não, seu fantoche, pra saber o gostinho de uma cadeia.

  2. Esse governo federal aguenta porrada de todo lado, não rouba nem desvia recursos ilicitamente como faziam os ladrões anteriores . Vai bancar de novo as UTI’S , pra calar a boca dos lacradores, mas um dia , tenho a ctz que irão prender todos os governadores e prefeitos vagabundos que desviaram os recursos para combater o COVID-19.

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Economia

R$ 80 bilhões de verba da Covid em 2020 ficam parados, e parte segue represada

Para conter o avanço da Covid-19 e os efeitos do vírus na economia, o governo liberou R$ 604,7 bilhões no Orçamento em 2020, segundo o Tesouro Nacional. Parte do dinheiro, porém, ficou parada –ou seja, não foi usada. No ano passado, o montante represado chegou a R$ 80 bilhões.

Os gastos de algumas medidas lançadas em 2020 puderam ser estendidos para este ano, mas em valor mais baixo. Cerca de R$ 37,5 bilhões dessa sobra ainda podem ser desembolsados em 2021. Mas, até agora, passados os primeiros dois meses do ano, mais de 90% desses recursos permanecem estacionados.

As áreas com maior empoçamento de recursos, no ano passado e no início de 2021, foram o pagamento de auxílio emergencial, a verba para a saúde (inclusive para aquisição de imunizantes) e o programa de corte de jornada e de salários dos trabalhadores da iniciativa privada.

Do total programado para 2021 (R$37,5 bilhões), quase R$ 25,5 bilhões são para ações do Ministério da Saúde, mas apenas R$ 1,3 bilhão foi usado até fevereiro. Portanto, a área de saúde ainda tem mais de R$ 24 bilhões, especialmente para a compra das vacinas contra a Covid-19.​

A pandemia atinge novos recordes em fevereiro —um ano após o primeiro caso de coronavírus confirmado no país. O Ministério da Economia tenta conter a pressão para que mais dinheiro extraordinário seja liberado em 2021, mas com a lentidão do setor público, nem mesmo a verba disponível desde 2020 está sendo totalmente aproveitada. No auxílio emergencial, por exemplo, sobraram quase R$ 29 bilhões no ano passado. Há autorização somente para R$ 2 bilhões no começo deste ano. O restante expirou com o término do período de calamidade.

O montante atual —R$ 2 bilhões— é destinado ao pagamento de parcelas a quem conseguiu direito ao benefício no fim de 2020 (e pode receber cotas residuais no início de 2021). Também está reservado à espera de checagens, por exemplo, recursos de pedidos de auxílio que foram negados no ano passado. Segundo o Ministério da Cidadania, o valor é destinado a contestações e reavaliações que podem incluir mais pessoas no programa. “As liberações estão sendo efetivadas de acordo com a conclusão desses processos”, afirma a pasta.

Sobre a verba do auxílio não usada no ano passado, a pasta diz que houve cruzamentos de dados e medidas antifraude reduziram os custos do programa. Isso fez o dinheiro ser direcionado a quem mais precisava. “Dessa forma, a previsão orçamentária inicial sofreu uma variação que está se refletindo na execução”, afirmou a pasta.

O governo promete uma nova rodada do auxílio emergencial, diante do repique da pandemia em 2021, mas essa medida, em formato reformulado, depende de nova autorização do Congresso. Houve represamento também de recursos destinados a cobrir o Benefício Emergencial do Emprego e da Renda (o BEm), pago a trabalhadores que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de contrato. Para o pagamento desse benefício foram reservados R$ 51,5 bilhões em 2020. Ao final do ano, porém, R$ 18 bilhões (32% do total) não tinham sido executados. Com o fim do decreto de calamidade, o programa não pode ser estendido a 2021, mesmo contando com sobra de recursos. Apenas uma parte, R$ 8 bilhões, tem autorização para ser gasta nos primeiros meses de 2021. O objetivo é cobrir o corte na renda de trabalhadores que tiveram a jornada reduzida no fim do ano passado.

Desses R$ 8 bilhões, menos de R$ 400 milhões foram usados até o fim de fevereiro. O motivo é a demora para analisar os pedidos de trabalhadores pelo pagamento do governo -inclusive na Justiça. Houve também descompassos nas projeções sobre o alcance do programa. O Ministério da Economia desenhou a medida considerando uma adesão de 73% de todos os trabalhadores formais do país, baseado na tese de que os outros 27% eram de segmentos considerados essenciais e não seriam afetados pela crise.

De acordo com a pasta, foi projetado esse quantitativo para seguir o mote de que ninguém seria deixado para trás. Depois disso, na visão do ministério, a retomada das atividades e a reação da economia fizeram a demanda ser menor do que a imaginada. “O total de acordos realizados foi, portanto, abaixo do necessário, o que ocasionou a não utilização total do orçamento inicialmente previsto. E isso é algo extremamente positivo, pois mostra a rápida recuperação e evita um maior endividamento do país”, afirmou o Ministério da Economia, em nota.

Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e um dos principais articuladores do programa de empregos em 2020, houve um declínio natural da medida conforme ela foi sendo usada pelas empresas. No entanto, ele contestou a tese de declínio da demanda. Para Solmucci, uma nova medida do tipo é urgente. “O BEm não só foi importante como continua sendo vital para salvar as empresas que sobreviveram até agora.”

Especialistas dizem que o superdimensionamento de programas na área econômica em 2020 garantiu, por um lado, recursos mais que suficientes para atender os beneficiários segundo as regras adotadas. Isso ocorreu, lembram, em um cenário em que havia pouca clareza sobre a correta demanda por medidas. Por outro lado, há críticas sobre os recursos terem chegado a 2021 sem poderem ser usados, travados principalmente por diferentes regras orçamentárias.

Bráulio Borges, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirmou que isso poderia ter sido resolvido com um diálogo técnico ao longo do ano passado com órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União). Para ele, uma resolução dos impasses burocráticos poderia ter dado fôlego ao pagamento do auxílio emergencial no início de 2021. “Certamente tinha espaço para prorrogá-las neste ano, mesmo sem o decreto de calamidade. Acho que teve um erro de cálculo enorme, ou um wishful thinking [pensamento positivo, nesse caso sobre a melhora da pandemia]”, afirmou.

Na avaliação de Borges, declarações da equipe econômica sobre a baixa probabilidade de uma nova onda da Covid indicam que o governo, na verdade, chegou ao fim do ano apostando no arrefecimento da pandemia. Para 2021, os analistas afirmam que, neste segundo ano de pandemia, há menor margem de tolerância para medidas incorretamente desenhadas ou dimensionadas e erros de procedimento, principalmente considerando o cenário do endividamento público.

De acordo com Borges, houve grande desperdício principalmente no auxílio emergencial, com estimativas indicando que R$ 50 bilhões foram pagos a quem não tinha direito. Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as contas públicas), disse que a tolerância para erros em 2021 é menor pois a crise não é mais algo imprevisível e as necessidades da sociedade já são em grande parte conhecidas. “No ano passado, ok, teve o problema do superdimensionamento porque os programas tiveram de ser desenhados com rapidez. Mas neste ano não pode se repetir o erro”, afirmou.

Outra crítica feita por Salto é a necessidade de elevar o rigor no controle e no monitoramento sobre as medidas para que elas sejam aprimoradas. “Faltou um maior acompanhamento do governo para verificar onde teve uma superestimativa e onde precisava mexer, para avaliar e adaptar as necessidades”, disse. Ele dá como exemplo o repasse a estados e municípios, visto por parte dos economistas como exagerado. “Agora, o governo já tem o aprendizado do ano passado. Ou espera-se que tenha”, disse Salto.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O governo do RN que diga, estocando a verba federal pra destinar cumprindo com suas obrigações e fazer teatro dizendo que está tudo em dia.

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