Pessoas que contraíram covid-19 podem doar sangue, se respeitarem um período mínimo após a melhora completa de sintomas. Para que estejam habilitadas a doar, é necessário que aguardem 30 dias depois que todos os indicativos da doença tenham desaparecido, conforme explica a médica hemoterapeuta Roberta Fachini, do Hospital Sírio-Libanês.
Em entrevista concedida à Agência Brasil, a profissional destacou que, até o momento, não houve evidências científicas de que o Sars-CoV-2 possa ser transmitido através de transfusões de sangue. Mesmo assim, ressalta, os bancos de sangue e hemocentros têm tido cautela em relação ao assunto, como prevenção.
“Felizmente, esse vírus, apesar de ser detectado, por exames de biologia molecular, também na corrente sanguínea, não existe nenhuma comprovação científica de que essa quantidade de vírus seja capaz de infectar um paciente pela via transfusional. Mas, de qualquer forma, o critério de 30 dias após plena recuperação dos sintomas tem sido bastante aceito, é o praticado mundialmente, como critério de segurança adicional”, afirma.
“Considero que a medicina leva um tempo de amadurecimento. Assim como ocorre com as vacinas, só o tempo irá nos dizer se transmite ou não por transfusão. Nesse momento, se existir uma transmissão transfusional, tem sido muito incipiente, muito reduzida, porque não tem sido evidenciado isso por toda essa vigilância que a comunidade médica tem feito”, acrescenta, assinalando que, atualmente, o que se verifica é que o contágio está relacionado à interação com mucosas e a uma série de fatores imunológicos.
Por esse motivo, perguntas relacionadas à covid-19 tornaram-se praxe, sendo adicionadas ao questionário que já era feito anteriormente pelas equipes de triagem dos bancos de sangue. Durante a entrevista, os profissionais de saúde buscam saber se o potencial doador teve contato recente com alguém que teve o diagnóstico de covid-19 confirmado, ou seja, que testou positivo para a doença, o que pode, inclusive, identificar candidatos que possam ser assintomáticos. Para averiguar, indagam também se o voluntário apresentou febre nos últimos 14 dias, sintomas gripais, como falta de ar, tosse e coriza, perda de paladar ou paladar distorcido, perda de olfato e cefaleia.
“É diferente do risco de transporte ou do supermercado, que a gente não sabe se entrou ou não em contato com o vírus. Mas se teve alguém que trabalha com a gente ou da mesma casa, com diagnóstico recente, a gente pede que esse doador não doe nesse momento e aguarde um período de quarentena, para ver se vai manifestar algum sintoma ou não, que são os 14 dias de quarentena”, explica Roberta.
“E nesse momento, a gente orienta também que, caso nos dias pós doação, apresente qualquer sintoma de covid-19, com diagnóstico ou não, com sintoma suspeito, que avise imediatamente ao banco de sangue, porque muitas vezes a gente tem condição de bloquear algum hemocomponente produzido a partir da doação que ainda esteja em estoque”, disse.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, está com Covid-19. A informação foi divulgada pela assessoria do ministério nesta terça-feira (24).
Segundo a equipe da pasta, Mendonça “está bem e permanecerá em isolamento em casa nas próximas semanas”.
Com o anúncio, chega a 13 o número de ministros do governo Jair Bolsonaro que receberam diagnóstico positivo da infecção. O presidente e a primeira-dama, Michelle, também tiveram o vírus.
Além de Mendonça, foram infectados:
Eduardo Pazuello (Saúde)
Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo)
Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)
Bento Albuquerque (Minas e Energia)
Milton Ribeiro (Educação)
Onyx Lorenzoni (Cidadania)
Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações)
Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União)
Braga Netto (Casa Civil)
Jorge Oliveira (Secretaria-Geral)
Marcelo Álvaro Antônio (Turismo)
Fábio Faria (Comunicações)
Em setembro, Mendonça foi internado para exames médicos depois de um mal-estar durante a madrugada. Ele foi diagnosticado na oportunidade com “miocardite aguda, inflamação do músculo do coração desencadeada, na maioria das vezes, por um processo viral”.
O ministro chegou a passar por um cateterismo, porém a suspeita de infarto foi descartada.
Segunda onda
Pesquisadores brasileiros divulgaram na segunda-feira (23) um estudo que alerta para o que eles identificaram como o começo da segunda onda da pandemia no país. O estudo traz a assinatura de seis especialistas, de cinco universidades e institutos de pesquisas.
Com base nos números de casos e de mortes do Ministério da Saúde, eles concluíram que o pico da doença, no Brasil, se deu nos meses de julho a setembro. Depois disso, houve uma queda que durou até o início de novembro.
O estudo afirma que “a situação no Brasil se deteriorou fortemente nas últimas duas semanas, e o início de uma segunda onda de crescimento de casos já é evidente em quase todos os estados, de forma particularmente preocupante nas regiões mais populosas do país”.
Além dos números de casos e mortes, os pesquisadores levaram em conta outros indicadores, como a taxa de transmissão da Covid-19, chamada Taxa R. O ideal é que ela fique abaixo de 1, mas em praticamente todos os estados a taxa está acima de 1,1. No Paraná, por exemplo, a Taxa R está em 1,5. Teoricamente, isso significa que cem pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 150.
Segundo os pesquisadores, o indicativo de que o Brasil está retomando o aumento de casos de contaminação e de morte coincide com o relaxamento de medidas de isolamento social, dando a falsa sensação de que o pior já passou.
Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual cuidam de paciente com Covid-19 em hospital de campanha em Moscou, na Rússia, no dia 30 de outubro. — Foto: Alexander Avilov/Moscow News Agency/Handout via Reuters
A Rússia anunciou, nesta terça-feira (24), que a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya contra a Covid-19, teve eficácia “acima de 95%” 21 dias após a segunda dose da vacina e 42 dias após a primeira dose. Os dados ainda são preliminares e não foram publicados em revista científica.
Veja os principais pontos do anúncio:
A eficácia da vacina foi “acima de 95%” 21 dias após a aplicação da segunda dose da vacina (42 dias após a aplicação da primeira dose).
Antes disso, 7 dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose), a eficácia vista foi de 91,4%.
Ao todo, a análise considera dados de 18.794 pessoas vacinadas. Dessas, 14.095 receberam a vacina, em ambas as doses. As outras 4.699 receberam uma substância inativa (placebo).
Entre os vacinados, houve 8 casos de Covid-19 sete dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose). Entre os não vacinados, houve 31 casos no mesmo período. Os números equivalem à eficácia de 91,4%. Não foram divulgados números detalhados sobre a eficácia acima de 95%.
Até esta terça (24), nenhum evento adverso inesperado havia sido identificado. Alguns dos vacinados apresentaram eventos adversos menores de curto prazo, como dor no ponto de injeção e sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, fraqueza, fadiga e dor de cabeça.
A capacidade de produção russa é de 1 bilhão de doses – o suficiente para 500 milhões de pessoas (com duas doses para cada).
Assim como a vacina de Oxford, a temperatura de armazenamento da Sputnik V é de 2°C a 8°C (condições normais de refrigeração). É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC.
Há cerca de duas semanas, a Rússia havia anunciado uma eficácia de 92% para a Sputnik V um dia após a aplicação da segunda dose (e 21 dias após a aplicação da primeira dose).
Na prática, se uma vacina tem mais de 95% de eficácia, isso significa dizer que mais de 95% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.
Recorde de infecções
O anúncio sobre a eficácia da Sputnik V foi feito em mais um dia em que a Rússia bateu um recorde de casos diários de Covid-19: foram 24.326 novas infecções em 24 horas, anunciou o centro de crise de coronavírus nesta terça (24), segundo a agência de notícias estatal Tass. É o quinto dia seguido em que o número de novos casos no país fica acima de 24 mil.
Ao todo, o país registrou 2.138.828 casos desde o início da pandemia, e 37.031 mortes – quinto maior número da Europa.
Vacina
A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19 no mundo, em agosto. O anúncio gerou preocupação entre cientistas, entre outros motivos, por causa do anúncio dos testes de fase 3 e da vacinação em massa de forma simultânea (veja detalhes sobre as fases de testes de uma vacina mais abaixo).
Em outubro, o país pediu aprovação do uso emergencial da Sputnik V à Organização Mundial de Saúde (OMS).
O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. No mês passado, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la em dezembro.
A Rússia anunciou, também em outubro, a sua segunda vacina candidata. A vacinação em massa da população russa com a segunda vacina está prevista para o ano que vem, segundo a Tass.
Concorrentes
Nas últimas semanas, laboratórios como a Pfizer, a Moderna e a AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com Oxford, divulgaram resultados iniciais de fase 3 sobre a taxa de eficácia de suas vacinas ainda em desenvolvimento. Nenhuma publicou, até agora, estudo científico com os dados.
Os dados iniciais divulgados pelas empresas apontaram as seguintes taxas de eficácia para suas vacinas em desenvolvimento – os índices ainda podem mudar:
Pfizer: 95% de eficácia
Moderna: 94,5% de eficácia
Oxford: 90% de eficácia
A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.
Como funcionam as 3 fases
Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.
Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.
Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.
Têm sido semanas agitadas com notícias sobre vacinas de Covid-19. Primeiro tivermos resultados preliminares dos estudos clínicos com a vacina da Pfizer, depois da vacina russa Sputnik V. Na última semana, ouvimos sobre a vacina da Moderna [e nesta segunda-feira (23), sobre a eficácia do imunizante da Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, que apresentou eficácia de até 90% de acordo com a dosagem]. Todos esses resultados foram compartilhados com a mídia, antes de serem revisados por pares e publicados em um periódico.
Enquanto esperamos mais resultados preliminares de mais ensaios com vacinas nas próximas semanas e meses, é importante entender o que está por trás desses anúncios, o que as notícias não nos contam e o que os pesquisadores ainda não sabem.
Isso pode nos ajudar a identificar boas notícias, ser mais críticos ou postergar nosso julgamento até que tenhamos mais informações.
1. A notícia me conta o tipo de ensaio?
Neste estágio da pandemia, os resultados que chegam às manchetes são geralmente resultados provisórios dos ensaios clínicos finais, conhecidos como fase 3. Isso é quando uma vacina é dada a milhares de pessoas e avalia-se quão bem ela funciona e se é segura (mais sobre isso abaixo).
Nesses ensaios, voluntários são aleatoriamente divididos em dois braços de estudo, o da vacina (pessoas que tomam o imunizante de verdade) e o do placebo (pessoas que tomam um placebo, em geral uma substância inerte, como uma injeção de solução salina). No entanto, alguns ensaios usam vacinas contra outras doenças como placebo. Então, idealmente, a divulgação midiática deveria mencionar como os resultados da vacina se comparam aos do placebo ou do outro imunizante.
Antes da vacina chegar nesse estágio ela terá completado com sucesso ensaios menores (fases 1 e 2). Frequentemente, essas fases se combinam. Então você poderia ter resultados de um ensaio que combine as fases 1 e 2 ou as fases 2 e 3.
2. A notícia menciona segurança?
Como as vacinas são testadas majoritariamente em voluntários saudáveis, é extremamente importante demonstrar que o imunizante é seguro.
Efeitos colaterais (também chamados de eventos adversos) são reportados a um comitê independente — geralmente com dois ou mais especialistas em imunologia e medicina, e também um bioestatístico. É um dos trabalhos desse comitê de monitoramento de dados receber e avaliar os relatórios de eventos adversos, e olhar os resultados provisórios para determinar se o ensaio deve continuar.
Às vezes, se forem levantadas questões de segurança, o ensaio é temporariamente interrompido enquanto o comitê faz a investigação. Foi o que aconteceu no ensaio da vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca [em setembro], que depois foi retomado.
Portanto, qualquer notícia deveria falar sobre quantas pessoas foram afetadas pelos efeitos colaterais, os tipos de reações adversas (comuns/raras, graves/leves), se são em pessoas que receberam a vacina ou o placebo e se o comitê de monitoramento está investigando. Nem todos esses detalhes estão disponíveis para o público.
3. A notícia fala quão bem a vacina funciona?
Os resultados dos testes são medidos em mais de um momento e ao final do estudo. Este é outro fator que o comitê de monitoramento de dados supervisiona. Por exemplo, o comitê tem regras sobre a eficácia da vacina que se aplicam durante o estudo para determinar se o ensaio prossegue. Então, uma regra pode ser algo como “para o ensaio continuar, a eficácia da vacina deve ser de no mínimo 60% depois que 25% dos indivíduos completaram os testes”.
Os resultados divulgados nas manchetes atualmente vêm desse tipo de análise. Em outras palavras, o comitê já acessou os resultados nesse ponto e deu o sinal verde para prosseguir.
Nenhum ensaio de fase 3 reportou, até agora, a análise completa de dezenas de milhares de participantes do estudo, mas isso deve acontecer nas próximas semanas.
Eficácia da vacina
A eficácia da vacina descreve o quanto a vacina oferece de proteção contra a doença-alvo. A fórmula e os cálculos podem ser bem complicados, então vou apenas dar um exemplo simples aqui.
Uma das medidas é baseada no “índice de ataque”, que é a proporção de pessoas no estudo diagnosticadas com Covid-19. Medimos esse índice nos “braços” da vacina e do placebo separadamente, e depois dividimos um pelo outro para ter a taxa de ataque. Em seguida, subtraímos a razão da taxa de ataque de 1 para obter uma medida da eficácia da vacina.
Por exemplo, se 5% dos que receberam a vacina são diagnosticados com Covid-19 e 40% dos que tomaram o placebo são confirmados com a doença, então a taxa de ataque é (5%/40%) ou 0,125 ou 12,5%. Isso significa que a eficácia da vacina é de 87,5% (100%-12,5%).
*Adrian Esterman é professor de bioestatística e epidemiologia na Universidade do Sul da Austrália. Artigo originalmente publicado em inglês no site The Conversation.
Vamos a interpretação
As enzimas primogênitas do RNA são caracterizadas pela dureza eletrostática do
citoplasma das células atingidas pelo vírus ?.
O nível de chocolate ? aumenta muito , a cápsula viral fica rachadinha na sua superfície e tem a cor laranja ? no conteúdo interno .
Somente um dado intriga os cientistas como é por que o depósito de 21 itens descoberto pelo virologista QUEIROZ e ainda não explicado .
Resumo da análise
Se você come chocolate gosta de uma laranja rachada e tem depósito em conta vai estar muito perto de ficar Imune .
O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta sexta-feira (20):
– Registro de 552 óbitos nas últimas 24h, totalizando 168.613 mortes;
– Foram 38.397 novos casos de coronavírus registrados, no total 6.020.164 pessoas já foram infectadas.
– O número total de recuperados do coronavírus é 5.422.102, com o registro de mais 14.604 pacientes curados. Outros 429.449 pacientes estão em acompanhamento.
A aliança entre o grupo farmacêutico americano Pfizer e a empresa alemã BioNTech confirmou que apresentará nesta sexta-feira à Food and Drug Administration (FDA), agência americana equivalente à Anvisa no Brasil, um pedido de autorização emergencial para a comercialização de sua vacina contra a Covid-19, tornando-se o primeiro fabricante a dar esse passo nos EUA.
O anúncio era esperado há vários dias, após a publicação dos resultados do ensaio clínico em andamento desde julho com 44.000 voluntários em vários países e segundo o qual a vacina seria 95% eficaz na prevenção da Covid-19 sem efeitos colaterais graves.
A FDA (na sigla em inglês) não informou quanto tempo levará para examinar os dados, mas o governo dos EUA se prepara para que o sinal verde para a vacina se dê até a primeira quinzena de dezembro.
Caso aprovado, seria o desenvolvimento mais rápido de uma vacina na História.
Sem acordo com o Brasil
O Brasil ainda não firmou acordos com a Pfizer, mas a farmacêutica e o laboratório alemão BioNTech informaram na última quarta-feira que fizeram uma proposta ao governo brasileiro para a comercialização da vacina.
“A Pfizer fez uma proposta ao governo brasileiro, em linha com os acordos que temos fechado em outros países – inclusive na América Latina, que permitiria vacinar alguns milhões de brasileiros no primeiro semestre, sujeita à aprovação regulatória”, informou a empresa em nota.
A Pfizer informou ainda que “trabalhará em parceria com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para fornecer todos os dados necessários para avaliação” de segurança da vacina.
E destacou também, em nota, que já traçou estratégias para contornar o que vem sendo apontado com um dos pontos mais complexos da logística de seu imunizante: a necessidade de conservação em baixíssimas temperaturas.
“A companhia elaborou um plano logístico detalhado com ferramentas para apoiar o transporte eficaz, armazenamento e monitoramento contínuo da temperatura da potencial vacina contra a Covid-19. Para isso, foi desenvolvida uma embalagem especial (em formato de caixa) com temperatura controlada, fácil de transportar e manipular, que utiliza gelo seco para manter a condição de armazenamento recomendada (…) por até 15 dias”, disse a empresa.
O Ministério da Saúde se reuniu na última terça-feira com representantes da Pfizer em uma série de encontros que segue com equipes das americanas Moderna e Johnson & Johnson, do laboratório russo Instituto Gameleya e da indiana Bharat Biotech, que também testam vacinas candidatas contra o Sars-CoV-2. A pasta pontuou, no entanto, que a agenda com as farmacêuticas não significa compromisso de compra dos imunizantes.
A Pfizer informou, ainda, que 170 voluntários contraíram a Covid-19 em seus testes, dos quais apenas oito haviam sido imunizados. Os demais 162 estavam no grupo placebo — ou seja, que não recebeu a vacina. Dez pessoas apresentaram sintomas graves de Covid-19, mas apenas uma delas foi imunizada.
A farmacêutica informou que o imunizante também se mostrou efetivo em diferentes faixas etárias e grupos étnicos e demográficos. A eficácia em idosos acima de 65 anos, que compõem um dos principais grupos de risco da Covid-19, foi de 94%. Nenhum efeito colateral significativo foi reportado entre os 43 mil voluntários. Isso é uma indicação importante, na avaliação da empresa, de que a vacina pode ser implementada de forma ampla ao redor do mundo.
Nesta semana, a concorrente americana Moderna também anunciou números promissores ao final dos ensaios clínicos. O desempenho dos dois imunizantes, baseados na inédita tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), aumentou as expectativas por um freio à pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 1,3 milhão de pessoas no mundo e derrubou a economia global.
Para a microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak, colunista do GLOBO, os resultados indicam uma mudança de paradigma na produção e no desenvolvimento de vacinas.
— Temos uma vacina segura contra a Covid-19 e com uma eficácia muito mais alta do que a gente imaginava. A OMS e a FDA trabalhavam com um patamar de pelo menos 50%, e agora a Moderna e a Pfizer apresentaram resultados acima de 90%. Mais do que ter a primeira vacina aprovada, é uma prova: vacinas contra Covid-19 podem funcionar — afirma Pasternak. — Do ponto de vista global, o fato da Pfizer ser a primeira empresa que aprovará uma vacina de RNA é uma mudança radical na nossa forma de fazer vacinas. Elas são muito mais rápidas de trabalhar. Na próxima pandemia não estaremos tão vulneráveis quanto nessa.
No anúncio desta quarta-feira, a farmacêutica reiterou que espera produzir até 50 milhões de doses de vacinas este ano, o suficiente para proteger 25 milhões de pessoas, e então produzir até 1,3 bilhão de doses em 2021.
O resultado da Pfizer foi registrado dentro dos sete dias da segunda dose da vacina. O imunizante é tomado em duas doses com três semanas de intervalo. O protocolo do teste era avaliar a eficácia uma vez que alcançasse 170 casos nos dois grupos.
O efeito adverso mais observado nos ensaios clínicos foi a fadiga, reportada em 3,7% dos voluntários imunizados depois da segunda dose. Adultos idosos se mostraram mais propensos a desenvolver febre e outros reflexos menores.
— Os resultados do estudo marcam um passo importante nesta jornada histórica de oito meses para apresentar uma vacina capaz de ajudar a acabar com esta pandemia devastadora — afirmou Albert Bourla, CEO da Pfizer. — Com centenas de milhares de pessoas em todo o mundo infectadas todos os dias, precisamos urgentemente levar uma vacina segura e eficaz ao mundo.
O anúncio da Pfizer ocorre em meio a uma segunda onda na Europa e ao aumento de notificações de casos em vários estados do Brasil, o que tem preocupado governos e cientistas. Com os riscos de novos picos na curva brasileira, Pasternak sublinha que a eficácia da vacina é motivo de comemoração e deve reforçar a cautela, especialmente diante do período das festas, em dezembro:
— Podemos comemorar. Temos que usar a vacina como fio de esperança para dizer às pessoas que estão relaxando medidas de quarentena e não aguentam mais: “olha aí, estamos quase lá, aguente mais um pouco”. Já estamos chegando na vacina. Vamos sacrificar um pouco as festas do fim de ano para garantir que estejamos festejando com essas pessoas no ano que vem.
Há, no entanto, desafios pelo caminho: a distribuição de doses da Pfizer depende de um armazenamento a -70°C, o que exige freezers e veículos especializados. O imunizante pode, no entanto, ser mantido em um refrigerador por até cinco cias ou em uma caixa térmica de transporte por 15 dias. A microbiologista lembra que esse detalhe pode ser especialmente desafiador fora das grandes metrópoles no Brasil, mas pontua que isso não é motivo para desânimo.
— Mesmo que a gente consiga um acordo bilateral para importar alguns milhões de doses, a vacina da Pfizer não é a mais apropriada para a nossa realidade. Mas isso significa que teremos vacina, mas não no Brasil? Não. O fato da Pfizer ter atingido uma eficácia tão alta indica que as outras também têm chance. Além disso, temos acordo com a AstraZeneca, Sinovac Biotech e estamos no acordo Covax, que fechou parceria com a Moderna — pondera Pasternak, que não descarta adaptações por parte da farmacêutica para que a vacina atinja mais mercados ao redor do mundo.
FDA se reúne em dezembro
Segundo o canal americano CNBC, a FDA planeja se reunir no início de dezembro, antes do previsto no calendário da agência, com o objetivo de discutir os resultados apresentados pela Pfizer e a Moderna. A intenção seria discutir uma eventual autorização do uso emergencial.
Ainda de acordo com a emissora, diretores da agência devem analisar, entre 8 e 10 de dezembro, os dados técnicos dos imunizantes das duas companhias. Espera-se que profissionais de saúde sejam priorizados nesse cenário.
Se confirmada a autorização de uma das vacinas candidatas, a fórmula em questão teria o desenvolvimento mais rápido da história. O imunizante contra a caxumba, cujo processo foi o mais veloz na história das vacinas, foi desenvolvido ao longo de quatro anos.
— É um marco na história do ser humano: menos de um ano entre o sequenciamento do vírus e os ensaios clínicos em larga escala que, acima de tudo, foram baseados em uma tecnologia completamente nova — disse Enrico Bucci, biólogo na Universidade Temple (EUA) que não participou do estudo. — Hoje é um dia especial.
Atualmente, mais de 10 candidatas à vacina estão na fase 3 de testes clínicos, a última etapa antes da aprovação pelas agências regulatórias — Foto: Getty Images via BBC
A comunidade científica recebeu com grande entusiasmo a notícia de que a vacina desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech atingiu os 95% de eficácia, não causou efeitos colaterais preocupantes e ainda foi capaz de oferecer uma boa proteção para pessoas com mais de 65 anos e de diferentes raças e etnias.
O anúncio se baseou numa análise com 170 voluntários dos testes clínicos de fase 3 que foram diagnosticados com Covid-19. Ao comparar os resultados, os cientistas viram que a esmagadora maioria dos participantes infectados pertenciam ao grupo placebo, que tomaram doses de uma substância sem nenhum efeito terapêutico.
Isso significa, portanto, que aqueles que foram imunizados de verdade parecem ter ficado protegidos do Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual.
O estudo, que analisa mais de 43 mil indivíduos espalhados por África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Estados Unidos e Turquia, vai continuar por vários meses. Porém, em razão da urgência da pandemia, esses achados iniciais já servirão de base para que Pfizer e BioNTech peçam uma liberação emergencial de seu produto ao FDA, a agência regulatória dos Estados Unidos. De acordo com as empresas, essa requisição vai acontecer “nos próximos dias”.
Mas essa candidata à vacina não é a única que está à beira da aprovação: em comunicado divulgado essa semana, o laboratório Moderna também garantiu que o seu imunizante possui uma taxa de eficácia de 94%.
Com esse avanço nas pesquisas, muita gente pode estar se perguntando: quais são os pontos fortes e os pontos fracos de cada competidor nessa corrida por uma vacina? Chegou a hora de conhecê-los.
BNT162 (Pfizer e BioNTech)
Pelo que sabemos até o momento, a vacina BNT162 é uma das mais adiantadas e deve ser aprovada nos Estados Unidos nas próximas semanas. Um de seus maiores diferenciais está no fato de que ela é baseada em RNA.
Em resumo, esse produto contém uma pequena sequência genética criada em laboratório que “ensina” as próprias células do corpo humano a produzirem proteínas parecidas com o Sars-CoV-2. A partir daí, o sistema imune reconhece a ameaça e cria uma resposta que protege o organismo de uma futura infecção.
É preciso ponderar que os resultados anunciados por Pfizer e BioNTech ainda precisam ser publicados em algum periódico científico para serem avaliados por especialistas independentes.
Se eles forem realmente consistentes, representarão uma mudança de paradigma na ciência: essa seria a primeira vacina genética da história.
Mas qual a vantagem disso? Em primeiro lugar, elas são muito mais fáceis e rápidas de serem produzidas. As exigências de laboratório e equipamentos são menores em comparação com os imunizantes que temos até o momento.
O maior ponto negativo por aqui está na necessidade de manter as doses numa temperatura de menos 70 °C para evitar que a substância perca seu efeito. Isso pode se tornar um grande empecilho em regiões remotas ou muito quentes.
Em entrevistas recentes, os representantes da Pfizer disseram que estão pensando em soluções e tecnologias para garantir essa temperatura tão baixa, que chega a ser mais fria que o inverno da Antártica.
Outro problema seria a disponibilidade desse imunizante no Brasil. Por ora, não há nenhum acerto para compra ou transferência de tecnologia ao país. Mesmo se o governo brasileiro e as duas empresas fecharem um acordo, as primeiras doses só chegariam aqui a partir do primeiro trimestre de 2021, uma vez que outras nações já garantiram os primeiros lotes.
mRNA-1273 (Moderna)
Essa candidata também integra o grupo das vacinas baseadas em RNA. O anúncio recente feito pela Moderna se baseou em 95 participantes dos testes clínicos que foram diagnosticados com Covid-19. Os resultados mostram que 90 deles eram do grupo placebo, o que permitiu estipular a taxa de eficácia de 94%.
Há outras boas notícias relacionadas a essas primeiras boas-novas: o imunizante não provocou eventos adversos dignos de nota e gerou uma resposta consistente do sistema imunológico mesmo em idosos ou indivíduos com doenças crônicas. Por fim, ele também parece prevenir contra quadros grandes de Covid-19, que necessitam de internação e intubação.
Antes de pedir a aprovação, a farmacêutica precisa aguardar mais um pouquinho para completar a meta de 150 eventos (ou 150 participantes do estudo que pegaram Covid-19) para ter dados mais robustos. Isso deve acontecer nas próximas semanas.
Em comparação com o concorrente de Pfizer e BioNTech, o produto da Moderna tem a vantagem de um armazenamento a menos 20°C. Essa é uma temperatura muito mais fácil de garantir com os congeladores e freezers que temos atualmente.
Não há muitas informações sobre a possível chegada dessa vacina ao Brasil. Um caminho para obter o produto pode ser o Fundo de Acesso Global à Vacina para a Covid-19 (Covax), criado pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de distribuir doses aos países menos desenvolvidos. Nosso país faz parte da iniciativa.
AZD1222 (Universidade de Oxford e AstraZeneca)
Testada no Brasil, essa candidata pertence ao time das vacinas de vetor viral não-replicante. Em resumo, ela foi construída a partir de um adenovírus, um tipo vírus que não prejudica nossa saúde. No interior dele, os cientistas inseriram alguns genes do Sars-CoV-2. Essa junção tem como objetivo suscitar uma reação do sistema imune.
A candidata está caminhando bem nos ensaios clínicos: as informações completas do estudo de fase 2 foram publicados nesta quinta-feira (19) no “The Lancet” e confirmam que o imunizante é seguro e não provoca efeitos colaterais graves, inclusive nos mais velhos. Outro destaque está no fato de que a aplicação das doses suscitou a produção de anticorpos, o que é um ótimo sinal.
Resta saber se essa produção de anticorpos está mesmo relacionada a um efeito protetor contra o vírus em si. Mas essa taxa eficácia só será conhecida na fase 3, cujos resultados preliminares estão programados para sair em breve.
Tanto o ponto forte quanto o ponto fraco da AZD1222 estão em seu ineditismo: até o momento, não existe nenhuma vacina aprovada que utiliza esse tipo de metodologia. Por um lado, isso pode dar certo e revolucionar o conhecimento da área. Por outro, é preciso aguardar os resultados com calma para ver a eficácia e a segurança do produto.
Uma vantagem da candidata desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e pela farmacêutica AstraZeneca está em sua disponibilidade. Há um acordo com o Ministério da Saúde para a compra e a transferência de tecnologia. O laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, está sendo capacitado para fabricar e distribuir as doses pelo país.
No cenário mundial, os responsáveis por essa vacina garantem que terão a capacidade de entregar 3 bilhões de unidades ao longo de 2021. As empresas ainda não divulgaram a necessidade de refrigeração de seu produto.
CoronaVac (Sinovac)
Ela foi destaque nas manchetes da semana passada, após a paralisação dos testes clínicos no Brasil por causa da morte de um voluntário. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan trocaram farpas numa série de notas e entrevistas coletivas.
Passados alguns dias da disputa, tudo acabou esclarecido (o óbito nada teve a ver com a vacina) e o estudo foi retomado normalmente.
Polêmicas à parte, a farmacêutica Sinovac apostou na estratégia do vírus inativado. Os cientistas utilizaram algum método, como calor ou substâncias químicas, para incapacitar o Sars-CoV-2, de modo que ele não cause infecção ou se replique dentro do organismo. Mesmo assim, quando aplicado numa vacina, ele é reconhecido pelo sistema imune, que cria uma resposta protetora.
O ponto forte aqui está na confiabilidade. A ciência trabalha com vacinas de vírus inativados há quase sete décadas. Então já se sabe muito bem como produzi-las e os principais problemas que podem aparecer pelo caminho.
Na contramão, o ponto fraco é a demora. A fabricação exige um rigor elevadíssimo e uma planta industrial mais equipada. A formulação também não rende muito em doses por litro.
O produto está na fase 3 de testes e espera completar o número mínimo de eventos (voluntários infectados com a Covid-19) para calcular sua taxa de eficácia, como aconteceu recentemente com Pfizer/BioNTech e Moderna.
A refrigeração parece não ser um problema por aqui, já que outras vacinas de vírus inativados podem ficar numa geladeira convencional.
Outro ponto positivo é o acordo entre Sinovac e o Instituto Butantan, em São Paulo, que deve facilitar o acesso à CoronaVac no Brasil.
Sputnik V (Instituto de Pesquisa Gamaleya em Epidemiologia e Microbiologia)
Por muito tempo, a palavra que melhor definia a Sputnik V era mistério. As primeiras notícias vindas da Rússia, onde fica o Instituto de Pesquisa Gamaleya, já diziam que a candidata estava em fase avançada de pesquisas. Logo em seguida, ela foi aprovada pelo governo daquele país.
Os especialistas ficaram bastante apreensivos, pois os testes clínicos que garantem confiabilidade ao processo de pesquisa não haviam sido registrados ou publicados em qualquer periódico científico.
De lá para cá, muitas informações vieram à tona: a vacina é baseada no vetor viral não-replicante (o mesmo tipo da Universidade de Oxford/AstraZeneca) e está sendo testada em cerca de 40 mil voluntários em países como Rússia, Emirados Árabes Unidos e Belarus.
Numa dessas análises preliminares, os pesquisadores da Sputnik V revelaram uma eficácia de 92%, com base em 20 eventos registrados. É preciso esperar o estudo evoluir um pouco mais para que essa taxa seja consolidada.
Há especulações de que o imunizante não requer congelamento, mas essa informação ainda precisa ser confirmada.
O governo do estado do Paraná anunciou acordo com os russos há quase dois meses. O Ministério da Saúde também disse manter conversas a respeito da Sputnik V, mas sem definições por enquanto.
JNJ-78436735 (Johnson & Johnson)
África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru são os países onde a vacina da Johnson & Johnson é testada atualmente. São mais de 60 mil voluntários nesses países.
Baseada na tecnologia do vetor viral não-replicante (a mesma utilizada por Universidade de Oxford/AstraZeneca e Sputnik V), ela parece estar um pouco atrasada, uma vez que ainda não foram feitos anúncios de análises preliminares pela farmacêutica. A expectativa é que isso ocorra nas próximas semanas.
A principal vantagem aqui estaria nos números: uma parte dos estudos de fase 3 dessa candidata avalia uma única aplicação da vacina. As demais concorrentes carecem de duas doses para surtir efeito. Se esse esquema der certo, isso pode significar uma economia de bilhões e bilhões de dólares.
Até o momento, não foram oficializados acordos entre Brasil e Johnson & Johnson para a compra desta vacina contra a Covid-19.
NVX-CoV2373 (Novavax)
Falamos aqui da representante mais avançada da classe das vacinas de subunidade proteica. Em vez de usar o vírus inteiro, ela foi desenvolvida a partir de um pedacinho do Sars-CoV-2 capaz de ativar uma resposta imune.
Em relação aos competidores listados anteriormente, o desempenho da Novavax demorará mais para ser conhecido. Uma parte dos estudos de fase 3 são realizados no Reino Unido com 15 mil voluntários, onde os resultados preliminares são aguardados para janeiro ou fevereiro de 2021.
Há uma outra parcela desta pesquisa que vai ser feita com dezenas de milhares de participantes nos Estados Unidos. Mas a etapa está prevista para começar apenas no final de novembro ou início de dezembro.
Como o produto da Novavax faz parte do Covax (aquele consórcio da OMS para compra e distribuição de doses aos países menos desenvolvidos), é possível que ela chegue ao Brasil em algum momento, se tudo der certo.
Ad5-nCoV (CanSino)
Também feita a partir de vetor viral não-replicante (a exemplo das candidatas de Universidade de Oxford/AstraZeneca, Sputnik V e Johnson & Johnson), ela foi aprovada emergencialmente para uso entre militares chineses, mesmo antes dos estudos maiores de segurança e eficácia.
Nos testes de fase 3, a Ad5-nCoV é atualmente aplicada em mais de 40 mil voluntários do Paquistão, da Arábia Saudita e do México.
São poucas as informações a respeito desta vacina. Portanto, é necessário aguardar os responsáveis para novos anúncios e novidades.
Covaxin (Bharat Biotech)
Desenvolvida na Índia, é uma das últimas candidatas a entrar na fase 3 dos testes clínicos. Assim como a CoronaVac, ela também utiliza vírus inativados em sua formulação.
Como dito anteriormente, há uma grande experiência mundial no uso dessa tecnologia, apesar de ela ser custosa e demorada quando comparada aos métodos mais modernos.
Os responsáveis pretendem recrutar mais de 25 mil participantes em território indiano. De acordo com uma reportagem da Reuters, a expectativa é que a distribuição das doses se inicie a partir de fevereiro de 2021.
Mais detalhes sobre a Covaxin devem ser divulgados em breve.
Um levantamento feito pela Universidade Johns Hopkins mostra que o mundo voltou a bater recorde diário de mortes por Covid-19. Foram 11.099 óbitos registrados na terça-feira (17), o maior número diário de vítimas registrado desde o início da pandemia.
Esse aumento ocorre no momento em que os Estados Unidos, o epicentro global do vírus, entraram no inverno. Os países com mais mortes causadas pela doença são os EUA, Brasil, Índia, México e Reino Unido.
Para tentar conter o avanço da Covid-19, muitos países da Europa voltaram a adotar lockdowns e medidas mais restritivas de funcionamento dos estabelecimentos.
Ainda de acordo com a universidade, o mundo tem 55.946.862 casos e 1.344.557 mortes pela doença.
Foi publicado no Diário Oficial do Estado edital que pretende selecionar 26 pesquisadores bolsistas para o Projeto de Pesquisa Aplicada no enfrentamento à Covid-19 e na Promoção de Saúde do Programa RN Mais Saudável. A seleção é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do RN (Fapern).
Estão sendo disponibilizadas 20 bolsas para pesquisadores-bolsistas (graduandos), 05 para supervisores-bolsistas (mestrando) e 01 para coordenador-bolsista (doutorando). As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet a partir do dia 20 de novembro até o dia 30 do mesmo mês. O candidato deverá preencher o formulário disponível em https://forms.gle/XtfKxSvjEFyXtimw6 e anexar a documentação exigida no edital. A divulgação dos resultados está prevista para 19 de dezembro e convocações no dia 21 de dezembro.
O projeto será realizado em duas frentes de pesquisa paralelas ao desenvolvimento das ações com o intuito de realizar um diagnóstico situacional sobre a condição de saúde da população do Rio Grande do Norte face à pandemia da Covid- 19 e desenvolver ações de educomunicação baseadas nesses diagnósticos para encontrar formas de estimular uma mudança de comportamento da população.
A carga horária presencial das atividades a serem desenvolvidas pelos pesquisadores é de 20 horas semanais. O acompanhamento da frequência e do desenvolvimento da atividade dos pesquisadores será realizado pelo Coordenador Técnico do Projeto indicado pela Sesap.
O portal G10-RN noticia que duas agências do Banco do Brasil em Natal, uma na Ribeira e outra em Candelária, amanheceram interditadas nesta quarta-feira (18). O motivo foi a suspeita de casos do novo coronavírus entre funcionários. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte, responsável pelas interdições, houve um caso confirmado e três suspeitos na agência da Ribeira, localizada na Av. Duque de Caxias.
O Sindicato ainda informa que um funcionário testou positivo na agência do Banco do Brasil de Candelária, localizada na BR-101. O local passou por sanitização e ficou permitido o acesso aos terminais de autoatendimento.
SE GOVERNO FEDERAL NÃO IMPOR AS SUAS ORDENS ESSE PAÍS PASSAR A DEPENDER DOS SINDICATOS COMUNISTAS O BRASIL VAI A BANCO RÔTA LIGEIRO. ART 142 CORRIGI DIREITINHO.
Embora ainda não esteja confirmada a duração da imunidade contra o novo coronavírus após a infecção, há cada vez mais indícios de que ela seja, sim, duradoura. É o que aponta um estudo publicado na revista Nature Medicine no útilmo dia 12 de novembro, conduzido por uma equipe do Centro Médico da Universidade de Friburgo, na Alemanha.
De acordo com a pesquisa, após a recuperação da Covid-19, células de defesa são formadas e permanecem no corpo, podendo mediar uma resposta rápida em caso de reinfecção.
“As chamadas células T de memória após a infecção pelo Sars-CoV-2 são similares àquelas formadas depois de uma gripe”, explica Maike Hofmann, um dos autores do estudo, em nota. “Estamos confiantes, então, de que a maioria das pessoas que sobreviveram à doença têm alguma proteção contra uma nova infecção.”
Para o cientista, os resultados sugerem que a imunidade contra a Covid-19 pode ser alcançada após uma infecção. “Da mesma forma, vacinas atualmente em testes poderiam fornecer proteção significativa contra o vírus”, comenta Hofmann.
Imunidade durante anos?
Outra pesquisa, esta liderada por estudiosos do Instituto de Imunologia La Jolla, nos Estados Unidos, aponta que a imunidade contra o novo coronavírus poderia durar anos. O estudo ainda não foi revisado pela comunidade científica e foi divulgado na última segunda-feira (16) na plataforma bioRxiv.
De acordo com a investigação, oito meses após a infecção pelo Sars-CoV-2, a maioria das pessoas recuperadas ainda tem células imunológicas suficientes para afastar o vírus e prevenir a Covid-19. Uma lenta taxa de declínio no curto prazo sugere que essas células podem persistir no corpo por muitos anos.
A pesquisa é a mais abrangente e de longo alcance da memória imunológica ao coronavírus até agora. Participaram do estudo 185 homens e mulheres, com idades entre 19 e 81 anos, que se recuperaram da Covid-19. A maioria teve sintomas leves e não precisou ser hospitalizada. Foram recolhidas amostras de sangue de todos os voluntários e 38 deles foram testados mensalmente para verificar a situação de vários tipos de anticorpos.
“Essa quantidade de memória provavelmente impediria a grande maioria das pessoas de contrair a doença quando hospitalizadas ou formas graves da doença por muitos anos”, disse Shane Crotty, virologista do La Jolla e coautora do estudo, em entrevista ao The New York Times.
Cientistas de Cardiff dizem que uso de enxaguante bucal pode se tornar parte da rotina diária para prevenir o coronavírus. — Foto: Getty Images via BBC
Enxaguantes bucais podem matar o coronavírus em 30 segundos, revela um novo estudo realizado em cima de testes de laboratório.
Embora a pesquisa sugira que o uso do produto pode ajudar a matar o vírus na saliva, não há evidências de que ele possa ser usado como um tratamento para o coronavírus, uma vez que não alcança o trato respiratório ou os pulmões.]
Cientistas da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriram que havia “sinais promissores” de que os bochechos com enxaguante buscal poderiam ajudar a destruir o vírus.
A descoberta ocorre antes de um ensaio clínico sobre covid-19 em pacientes do Hospital Universitário do País de Gales.
Nick Claydon, especialista em periodontologia, disse que o estudo pode fazer com que o enxaguante bucal se torne uma parte importante da rotina das pessoas.
“Se esses resultados positivos forem refletidos no ensaio clínico da Universidade de Cardiff, enxaguantes bucais baseados em CPC (Cloreto de cetilpiridínio)… podem se tornar um complemento importante à rotina das pessoas, junto com a lavagem das mãos, o distanciamento físico e o uso de máscaras, ambos agora e no futuro”, diz.
O estudo afirma que enxaguantes bucais contendo pelo menos 0,07% de CPC mostraram “sinais promissores” de serem capazes de erradicar o coronavírus quando expostos ao vírus em um laboratório.
Embora a pesquisa ainda não tenha sido revisada por pares, suas conclusões sustentam a de outro estudo recente que constatou que os bochechos com CPC são eficazes na redução da carga viral.
Richard Stanton, principal autor do estudo, assinala: “Este estudo acrescenta à literatura emergente que vários enxaguantes bucais comumente disponíveis projetados para combater doenças gengivais também podem inativar o coronavírus Sars-CoV-2 (e outros coronavírus relacionados) quando testados no laboratório sob condições projetadas para simular a cavidade oral/nasal em um tubo de ensaio”.
“Este estudo ainda não foi revisado por pares e publicado, o que significa que ainda não foi examinado por outros cientistas, como é o processo normal com a pesquisa acadêmica. Agora foi submetido para publicação em uma revista científica”, diz Stanton.
“As pessoas devem continuar a seguir as medidas preventivas emitidas pelo governo do Reino Unido, incluindo lavar as mãos com frequência e manter distanciamento social”, completa.
Um ensaio clínico vai analisar agora se o enxaguante bucal ajuda a reduzir os níveis do vírus na saliva de pacientes com covid-19 no hospital de Cardiff, com resultados esperados no início do próximo ano.
Segundo David Thomas, professor e diretor do Programa de Treinamento Acadêmico Integrado em Odontologia da Faculdade de Odontologia da universidade, os resultados iniciais foram animadores, mas o ensaio clínico não produz evidências de como prevenir a transmissão entre pacientes.
“Embora esses enxaguantes bucais erradiquem o vírus de maneira muito eficaz em laboratório, precisamos ver se eles funcionam em pacientes e este é o ponto de nosso estudo clínico em andamento”, diz ele.
“O estudo clínico em andamento, no entanto, nos mostrará quanto tempo os efeitos duram, após uma única administração do enxaguante bucal em pacientes com covid-19.”
“Precisamos entender se o efeito dos enxaguantes bucais sem receita médica sobre o vírus da covid-19 obtidos em laboratório podem ser reproduzidos em pacientes”, conclui.
O alerta vem do pesquisador Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.
Alves vem acompanhando há oito meses os dados da pandemia brasileira como um dos responsáveis pelo portal Covid-19 Brasil, que reúne dezenas de especialistas de diferentes áreas em torno da produção de estatísticas e análises da propagação do novo coronavírus no país.
Sua avaliação de que o Brasil está vivendo, assim como os Estados Unidos e a Europa, uma nova onda de contágios se baseia na evolução da taxa de reprodução (Rt) do coronavírus no país, que indica que a pandemia voltou a crescer por aqui.
Essa taxa é calculada com base no aumento de novos casos e permite saber quantas pessoas são contaminadas por alguém que já está infectado.
Se o índice fica acima de 1, isso indica que a pandemia está se expandindo. Quando está abaixo, é um sinal de que a pandemia está perdendo intensidade.
No caso do Brasil, a taxa era de 1,12 em 16 de novembro, de acordo com o Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba.
Isso significa que 100 pessoas irão infectar outras 112, que, por sua vez, irão infectar outras 125. Assim, a epidemia brasileira cresce exponencialmente.
Na mesma data, a Rt estava acima de 1 em 20 Estados (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins) e no Distrito Federal.
A situação estava mais crítica no Paraná, onde a taxa era de 1,62. Já em Santa Catarina a Rt está acima de 1 há mais tempo: desde 14 de outubro.
Alves também analisou a média móvel da Rt, que é calculada com base nos 14 dias anteriores.
“É importante a gente olhar a média móvel porque isso indica que não se trata apenas de uma flutuação do índice, mas que há uma tendência concreta de alta ou queda”, diz o pesquisador.
Neste caso, em 16 de novembro, o valor no Brasil era de 1,06. Na mesma data, a média móvel da Rt estava acima de 1 em 16 Estados (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo).
De novo, o maior índice era o do Paraná (1,34), mas o do Acre (1,32) estava quase tão alto quanto.
O Espírito Santo era o Estado onde a média móvel da Rt estava acima de 1 há mais tempo, desde 20 de setembro. Mas Santa Catarina também se destacava, com uma média móvel de Rt acima de 1 desde 8 de outubro.
Média de novos casos também voltou a crescer
A média móvel da Rt do Brasil está acima de 1 desde o dia 11 de novembro. Ou seja, há quase uma semana. O índice não ultrapassava esse patamar desde o dia 10 de agosto.
Em outras palavras, depois de três meses de contração, a pandemia voltou a crescer no país, caracterizando a segunda onda identificada por Alves.
Isso se reflete claramente no monitoramento da média móvel de novos casos registrados no país feito pelo Covid-19 Brasil.
Essa taxa vinha apresentando uma tendência de queda desde meados de agosto e atingiu seu menor valor desde então em 6 de novembro, com 13.644 de novos casos.
Então, voltou a subir. Em 16 de novembro, a média móvel ficou em 28.425 novos casos, um aumento de 208% em questão de dez dias.
É a mesma situação enfrentada por Estados Unidos e Europa, onde a propagação do coronavírus voltou a se intensificar nas últimas semanas.
“Nossa segunda onda vai ser mais parecida com a dos EUA do que com a da Europa, porque a Europa conseguiu controlar de verdade a transmissão, que voltou com força depois do verão, quando as pessoas foram viajar e trouxeram novas cepas do vírus para casa”, afirma Alves.
Já nos EUA e no Brasil, não houve um real controle da pandemia, na avaliação do pesquisador, o que gerou quase uma sobreposição entre as ondas de contágio.
“Nunca conseguimos controlar a transmissão comunitária”, diz o cientista da USP, em referência ao estágio de uma epidemia em que um vírus circula livremente entre a população.
Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou sobre a possibilidade de o país enfrentar uma segunda onda de contágios.
“E agora tem a conversinha de segunda onda. Tem que enfrentar se tiver (segunda onda). Se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis”, disse ele na sexta-feira (13/11) ao deixar o Palácio da Alvorada.
Subnotificação pode ocultar realidade ainda mais grave
Domingos Alves diz que a situação na realidade pode ser ainda mais grave do que o que mostram os dados oficiais.
“Desde meados de setembro, o problema da subnotificação vem se agravando, porque estão sendo feitos menos testes, e, entre os que são realizados, são cada vez menos os de PCR, que são mais precisos, e mais testes rápidos, que dão muito falso negativo (exames que falham em constatar que a pessoa está contaminada)”, afirma o pesquisador.
Alves afirma que esses números devem se traduzir em um maior número de internações, como já vem ocorrendo em São Paulo.
“É de se esperar um aumento significativo nestes Estados nas próximas duas semanas”, afirma ele. “A tendência é o quadro piorar muito.”
Tudo dependerá de como as autoridades brasileiras vão lidar com a nova leva de casos que já começam se refletir nas estatísticas.
“Quando veio a primeira onda, o cenário era o mesmo: os casos estavam se multiplicando na Europa e nos EUA e sabíamos que ia chegar aqui, mas ficamos enxugando gelo, não tomamos as medidas adequadas e tivemos que fechar tudo”, afirma o cientista.
“De novo, sabemos o que vai acontecer com a gente ao ver os EUA e a Europa. Não é uma questão de se, é uma questão de quando.”
Agora, diz Alves, o país já tem uma experiência acumulada sobre como lidar com a pandemia e exemplos de o que funciona melhor para conter a disseminação do coronavírus.
Ele defende a testagem em massa e o rastreamento das pessoas com quem os infectados entraram em contato para isolar todas para quebrar a cadeia de transmissão.
“Só assim vamos conseguir reverter essa segunda onda e não ter que fechar tudo de novo.”
Ou novidade, acabou as eleições começou a 2ª onda, assim vai até 2022, se Bolsona for eleito vai até 2026, se ele não for eleito as ondas acabam em 2023.
Esses politicos.nossos sao muito bandido mesmo vai ai uma sugestao para o povo se houver outro fique em casa
TODOS FUNCIONARIOS PUBLICOS
EXETO SAUDE E SEGURANÇA PUBLICA TEM QUE FICAR EM CASA SEM RECEBEREM NADA
E O PESSOAL DA SAUDE E SEGURANÇA RECEBE O DOBRO
Desculpa esqueci da limpeza publica também
Agora da governadora a auxiliar dica tudo em casa ate promotorea e juizes AI EU DUVIDO QUE FECHA ALGUMA COISA
Elementar que a COVID-19 é um incoveniente para nós e conveniente para essa gente da politica. As aglomerações estavam visíveis, nas caras das autoridades e nada fizeram, por conveniência ou omissão.
Na Europa foi nova cepas do vírus, aqui foi a transmissão comunitária , vocês lembram do feriadão de 07/09, o vírus ficou encubado até o dia 15/11, quando acabou a eleição eles combinaram a sua volta, está tudo explicado.
O novo coronavírus já circulava na Itália desde setembro de 2019, mostra um estudo do Instituto Nacional do Câncer (INT) da cidade italiana de Milão, sinalizando que o COVID-19 pode ter se espalhado para além da China antes do que se pensava.
Oficialmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o novo coronavírus e a Covid-19, a doença respiratória que ele causa, eram desconhecidos antes do surto ser relatado pela primeira vez em Wuhan, no centro da China, em dezembro. O primeiro paciente Covid-19 da Itália foi detectado em 21 de fevereiro em uma pequena cidade perto de Milão, na região norte da Lombardia.
Mas as descobertas dos pesquisadores italianos, publicadas pela revista científica Tumori Journal do INT, mostram que 11,6% dos 959 voluntários saudáveis inscritos em um teste de rastreamento de câncer de pulmão entre setembro de 2019 e março de 2020 desenvolveram anticorpos contra o coronavírus bem antes de fevereiro.
Um outro teste específico de anticorpos SARS-CoV-2 foi realizado pela Universidade de Siena para a mesma pesquisa, intitulada “Detecção inesperada de anticorpos SARS-CoV-2 no período pré-pandêmico na Itália”.
O estudo mostrou que quatro casos datados da primeira semana de outubro também foram positivos para anticorpos que neutralizam o vírus, o que significa que eles foram infectados em setembro, disse Giovanni Apolone, coautor do estudo.
— Este é o principal achado: as pessoas sem sintomas não só eram positivas após os testes sorológicos, mas também tinham anticorpos capazes de matar o vírus. — disse Apolone. — Isso significa que o novo coronavírus pode circular na população por muito tempo e com baixo índice de letalidade, não porque esteja desaparecendo, mas apenas para aumentar novamente.
Em março de 2020, pesquisadores já haviam observado um número maior do que o normal de casos de pneumonia e gripe graves na Lombardia no último trimestre de 2019, em um sinal de que o novo coronavírus pode ter circulado antes do que se pensava.
Após ficar marcado pela polêmica de recomendar um tratamento retal com ozônio para combater o novo coronavírus, Volnei Morastoni (MDB) conseguiu, nesse domingo (15), a reeleição como prefeito de Itajaí, em Santa Catarina.
O tratamento indicado por Morastoni, que é médico, não possui comprovação científica e nem recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Apesar da vitória em primeiro turno, a diferença entre o médico o e segundo lugar foi de menos de 3%. Volnei Morastoni ficou com 47,98% dos votos válidos (49.888) e, logo atrás, Robison Coelho, do PSDB, com 44,95% (46.734).
Como a cidade tem menos de 200 mil habitantes, não tem a disputa de um segundo turno.
Além do tratamento com ozônio, o prefeito reeleito também já indicou a medicação de pacientes do novo coronavírus com a hidroxicloroquina e invermectina, que também não possuem eficiência comprovada empiricamente contra a doença.
Pesquisadores britânicos estão pensando em realizar testes que vão misturar duas vacinas diferentes contra a Covid-19 para ver se a combinação funciona melhor do que uma fórmula única. As fabricantes buscam diferentes abordagens para tentar encontrar uma substância eficaz que proteja as pessoas contra o novo coronavírus.
Algumas vacinas, como as da Pfizer e Moderna, usam partes do material genético chamadas mensageiros RNA ou mRNA para fazer o corpo produzir pedaços sintéticos do novo coronavírus e estimular uma resposta imunológica.
Outras substâncias, como da Johnson & Johnson e AstraZeneca, usam um tipo diferente de vírus chamado adenovírus para carregar fragmentos genéticos do novo coronavírus ao corpo.
A empresa de biotecnologia Novavax está testando uma vacina que utiliza nanopartículas semelhantes a pedaços do novo coronavírus junto a um adjuvante vegetal (espécie de reforço) para aumentar a resposta imunológica.
A maioria das vacinas requer duas doses para fornecer imunidade total. Apesar de a Johnson & Johnson ter começado a testar sua vacina contra a Covid-19 com dose única, a companhia já começou um novo teste com dose dupla.
Preocupações
Uma das preocupações é que, se mais de uma marca tiver a substância aprovada ou autorizada para uso público, será difícil para as pessoas saberem qual vacina receberam na primeira injeção. Será necessário manter registros cuidadosos para garantir que as pessoas recebam duas doses da mesma vacina, não de duas vacinas diferentes.
Mas os especialistas britânicos disseram que vão avaliar a possibilidade de testes nos quais as pessoas recebem duas doses de substâncias diferentes, para ver como elas funcionam.
“Pode ser que a combinação de duas vacinas diferentes dê uma proteção melhor”, afirmou Adam Finn, diretor do Centro de Vacinas Infantis da Escola de Medicina de Bristol.
Finn destacou também que ele e outros pesquisadores estão elaborando protocolos para um potencial ensaio clínico que vai testar a combinação de um tipo de vacina para a primeira dose e um segundo tipo para a segunda dose.
Uma combinação dos dois tipos de vacina pode gerar uma imunidade mais ampla, não apenas na produção de anticorpos, mas uma melhor produção de células imunológicas chamadas células T, disse Kate Bingham, que lidera a força-tarefa da vacina contra a Covid-19 do governo britânico.
(Com informações de Maggie Fox, da CNN, em Atlanta)
Se não agir desta forma, vai ter um momento em que não terá mais doadores, aqueles que não se infectaram tem medo de doar.
Conforme o titula da notícia, é melhor não contrariar esse vírus.