Saúde

Opas: Brasil pode receber em até 4 semanas itens para intubação

O Brasil poderá receber em até quatro semanas medicamentos usados no processo de intubação de pacientes. A notícia foi dada pela representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, durante uma coletiva junto ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal estão em “estoque crítico” de abastecimento de medicamentos para intubação de pacientes em meio ao agravamento da pandemia da Covid-19.

 

De acordo com Gross, a solicitação pelo governo envolve 22 tipos de medicamentos, sendo oito prioritários. A representante da Opas citou que esses itens podem chegar ao país entre duas a quatro semanas, e em cinco semanas no caso de alguns dos medicamentos. “Temos recebido solicitação do Ministério da Saúde de número de medicamentos, 22 tipos de medicamentos, oito prioritários, e temos oferta que estamos apresentado ao ministério para fazer as primeiras ordens de compra, que estariam chegando ao país entre duas, quatro semanas, cinco semanas para alguns itens”, disse Gross.

As declarações à imprensa foram dadas após o ministro se reunir com Tedros Adhanom, diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com Queiroga, na conversa foram discutidas formas de se assegurar mais vacinas ao Brasil dentro dos próximos meses. “Nós temos com a Opas e OMS um acordo de colaboração técnica para ampliar a produção de vacinas no Brasil”, disse o ministro.

METRÓPOLES

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Saúde

Após Anvisa estender validade, 2,8 milhões de testes para Covid seguem encalhados

Cerca de 2,8 milhões de testes RT-PCR para detectar a Covid-19 seguem encalhados no Ministério da Saúde, mesmo após a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) estender o prazo de validade até junho deste ano. Em dezembro do ano passado, a Anvisa prorrogou, por mais quatro meses, o vencimento de 6,9 milhões de exames que estavam prestes a ser descartados, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo.

Ao Metrópoles, o Ministério da Saúde informou, nessa quarta-feira (31/3), que, desse total, 4,1 milhões foram enviados aos estados e ao Distrito Federal. Isso não significa, contudo, que mesmo os exames enviados às unidades federativas tenham sido aplicados, uma vez que os governos estaduais também compraram testes para identificar o novo coronavírus (Sars-CoV-2).

O Ministério da Saúde ressaltou a possibilidade de nova avaliação da Anvisa para estender o prazo de validade desses exames estocados. A agência informou ao Metrópoles, porém, que ainda não tem “perspectiva do que poderá ocorrer com os referidos testes”, que foram comprados em abril de 2020 por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Ao estender o prazo de validade, a Anvisa condicionou a decisão a medidas de monitoramento das condições de armazenamento e da avaliação laboratorial que deverá avaliar se os produtos mantêm o perfil de eficiência.

Em nota, o Ministério da Saúde esclareceu que “trabalha, juntamente com os estados e municípios, para que nenhum teste perca a validade”. A pasta disse ter gastado mais de R$ 1,1 bilhão em exames. Uma das formas usadas pelo Ministério da Saúde para tentar esvaziar o estoque foi oferecer doação de 970 mil exames para o Haiti. O país caribenho, no entanto, recusou a oferta, aceitando apenas 30 mil, segundo revelou o colunista Guilherme Amado, da revista Época.

Dados do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), do Ministério da Saúde, apontam que o sistema público aplicou até agora 13,058 milhões de testes RT-PCR, que têm resultado mais preciso se comparado a testes rápidos e sorológicos. Inicialmente, a meta era superar 24 milhões de exames RT-PCR até dezembro de 2020.

Em março de 2021, foram aplicados cerca de 1,4 milhão de exames RT-PCR. Em dezembro de 2020, esse número foi de 1,8 milhão, o maior número para um mês desde o início da pandemia. Os dados foram apresentados na terça-feira (30/3), durante reunião ordinária da comissão intergestores tripartite, que envolve o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais e a OPAS.

A taxa de positividade desses exames é de 33,5%, bem superior ao limite de 5%, indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como patamar indicativo de que a pandemia de Covid-19 está controlada.

Hoje, Canadá, Portugal e Reino Unido, por exemplo, têm taxa de positividade de 4,8%, 1,7% e 0,4%, respectivamente. Esses dados são do Our World In Data.

Diretor da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal (SIDF), José David Urbaez explica que esses dados representam, mais uma vez, uma “política pública” do governo federal de negar a pandemia. “O Brasil está se limitando basicamente à pessoa que tem sintomas da doença. Estamos testando muito pouco. É mais um dos fatores que apontam a ausência de ferramentas potentes de controles da pandemia”, diz.

Urbaez destaca, ainda, que o país não tem usado somente o teste molecular (RT-PCR) para diagnóstico da pandemia, mas também testes rápidos e de sorologia, “onde há uma distorção enorme do resultado”. Se contar com esses exames, e incluir ainda aqueles que foram realizados em laboratórios privados, o país aplicou 44,3 milhões de testes para detectar o novo coronavírus.

O número equivale a 20,7% da população do país (desconsiderando, portanto, a possibilidade de uma mesma pessoa ter realizado o exame mais de uma vez). Ou seja, 207 testes por 1 mil habitantes. Dinamarca, Israel e Estados Unidos, por exemplo, têm 3,7 mil, 1,7 mil e 1,1 mil testes para cada 1 mil habitantes. “Negou-se a falta de oxigênio para o Amazonas; negou-se no início, e ainda continua se negando, a magnitude da crise humanitária. Seria improvável, então, que a administração pública acelerasse a distribuição desses testes”, complementa o infectologista.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Isso é a prova cabal que governadores não querem testar o povo em massa.
    Querem fechar empresas, provocar desemprego e quebrar o país.
    Bando de safados!

  2. Aí a “competência” do ex-Ministro especialista em logística…Isso é que é “exemplo de “custo Brasil”. Né não?

    1. Eu vou te dar o benefício da dúvida, e crer que se trata só de um alienado, é não de um parasita comprado. Governadores é prefeitos tem de solicitar esses testes, assim como qualquer insumo do SUS. Mas testagem em massa é um atenuante de qualquer pandemia ou epidemia, eles não querem isso agora.

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Economia

Impasse no Orçamento agrava a incerteza fiscal, diz presidente do BC

Duas coisas tiram hoje o sono do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto: a vacinação no Brasil, que vai ditar o ritmo de abertura da economia, e o risco de descontrole das contas públicas. Os dois fatores estão no radar do BC para a definição dos próximos passos da taxa Selic, os juros básicos do Brasil, que depois de cair para o patamar histórico de 2% ao ano, subiram para 2,75% para conter o avanço da inflação. Agora é o Orçamento que pode aumentar o risco fiscal e atrapalhar a condução da política de juros. A lei orçamentária foi aprovada pelo Congresso com despesas subestimadas e pode se tornar inexequível. Negociações estão em andamento entre governo e Congresso para a saída do impasse. “Se o Orçamento passar a percepção de que ele é inexequível, é um fator que vai preocupar o BC”, diz. Na conversa com o Estadão, Campos Neto defende o liberalismo como “a solução para o País” e diz que nunca houve um convite para substituir o ministro Paulo Guedes, uma especulação que circula no mercado de tempos em tempos.

O sr. já disse que o descontrole fiscal é o que lhe tira o sono, depois da ampliação das vacinas. O Orçamento federal com “maquiagem” agravou a insônia?
Eu demonstrei preocupação com os dois pontos. A vacinação é o que faz a economia abrir. Para o BC, é relevante ter uma estimativa de abertura da economia para traçar o nosso cenário. O segundo ponto é o fiscal (os gastos públicos). Olhando as curvas de juros do mercado, há um prêmio muito grande relacionado à incerteza fiscal (os investidores cobram mais caro para financiar o governo porque colocam em dúvida a sustentabilidade das contas públicas). Qualquer incerteza em relação ao Orçamento agrava a incerteza fiscal. Entendo que o Orçamento ainda não está fechado e estou acompanhando para ver qual é a informação que vai sair da negociação para usarmos nos nossos cenários.

É muito importante que a gente passe uma mensagem de credibilidade em relação a uma convergência fiscal à frente. Tivemos um desvio ocasionado pela pandemia, mas é muito importante mostrar uma consolidação fiscal. Quando olhamos a reação do mercado e dos agentes econômicos às notícias fiscais, é uma preocupação que está no topo da lista, é o que tem sido responsável por fazer o risco do Brasil ser elevado, diferenciado o País do resto dos países. Hoje, somos o País mais endividado do mundo emergente.

Se o Orçamento passar, a percepção de que ele é inexequível ou precise fazer algum tipo de suplementação de crédito para que atinja os números é um fator que vai preocupar o BC. É um fator que vai alterar o prêmio de risco fiscal que está embutido nas variáveis macroeconômicas e isso atrapalha a condução da política monetária (a calibragem da taxa básica de juros para o controle da inflação).

Há risco de essa pressão adicional de suplementação de gastos ser um caminho para o estouro do teto de gastos?
Sempre existe uma preocupação relacionada ao estouro do teto de gastos (a regra constitucional que atrela o ritmo de crescimento das despesas à inflação). Mais do que o estouro em si, que é mais um símbolo, é se vamos conseguir passar uma mensagem de credibilidade. Ou seja, qual é o plano fiscal indo para a frente. Qualquer tipo de gasto extra vai causar aumento do prêmio de risco e influenciar a reação do BC.

O BC surpreendeu ao elevar os juros com uma dose mais forte que o esperado, e o dólar não baixou como se esperava. Por quê?
O BC não faz nenhuma política de juros olhando para o câmbio. O que importa é como o movimento do câmbio afeta a inflação. O movimento dos juros foi feito com os cenários que nós tínhamos. Na parte do crescimento, tínhamos boas notícias. O resultado do quarto trimestre tinha sido melhor que o esperado. Em janeiro, já tínhamos um número fechado, que é surpreendente levando em consideração que havia efeito menor do auxílio emergencial. Fevereiro, pelos dados preliminares, está aparecendo melhor. Já março, abril e uma parte de maio, entendemos que vai ter uma queda da atividade pelo agravamento da pandemia. Na parte inflacionária, o que tentamos comunicar é que tivemos um aumento grande da expectativa de inflação em relação a 2021. Grande parte se dá por fatores temporários, mas entendemos que teve uma contaminação da inflação através das cadeias (produtivas).

O Brasil não tem fundamentos sólidos para conviver com juro baixo, como o de 2% ao ano?
Os juros em 2% estavam dentro de um contexto de inflação e crescimento que não se realizaram. Entendemos que o Brasil ainda precisa de condições estimulativas. Ou seja, uma taxa de juros que estimule a economia. O BC não vai sair de onde está hoje para uma taxa neutra de juros (aquela adequada para estímulo de um País sem gerar instabilidade na inflação ao longo do tempo). O BC fará uma normalização da taxa parcial. Essa é a mensagem. Lembrando que não foram só os juros que serviram como estímulo. Fizemos um amplo conjunto de medidas, o que fez com que o crédito tivesse uma performance muito boa. Apesar de tudo que tem acontecido, nós revisamos a previsão de crédito em 2021 ligeiramente para cima. Na inadimplência, que é um fator que todos tinham preocupação, fomos surpreendidos com ela mais baixa do que imaginávamos.

O BC começou a construir o entendimento que, se reagir rápido e mais forte, o aumento total de juros poderá ser menor. Isso antecipa uma resposta mais agressiva na próxima reunião do Copom, como uma alta de 1,25 na Selic?
O que dissemos é que, a menos que as condições mudem de forma extraordinária, o que antecipamos é uma nova alta de 0,75 ponto porcentual. Num contexto que não se realizou e de inflação acima do esperado, com um processo de contaminação, acreditamos que fazer mais rápido significa que podemos antecipar e fazer menos no total.

É normal esse tipo de crítica. Vemos sempre opiniões muito distintas. Quando a gente estava lá rodando com previsão de crescimento bem negativa e existia expectativa de inflação de até 1,5%, teve uma crítica muito grande de que o BC deveria ter reduzido muito mais os juros. Agora, que há um recrudescimento da inflação, existe uma crítica de que os juros não sobem mais rápido. Nossa missão é sempre conduzir as reuniões com argumentos técnicos e tentar ser o mais transparente possível. Lembrando que o nosso processo de transparência tem aumentado. Temos divulgado muito mais os modelos do que era feito no passado para que os agentes econômicos tenham uma percepção clara do que passa na cabeça do Copom e o que estamos discutindo no dia a dia.

Confira matéria completa no Estadão.

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Política

Deus vai trabalhar, não acredito em cassação e não desistirei da política, diz deputada Flordelis

“Nos momentos mais difíceis, eu gosto muito de cantar”, diz Flordelis dos Santos de Souza, 60. E suas canções servem de trilha para esta fase da vida. Agora, poderiam ser versos como “o luto acabou/o sonho não morreu”, de “O Sonho Não Morreu”. Deputada federal, cantora gospel, pastora e, desde 2020, ré na Justiça do Rio de Janeiro, sob suspeita de mandar matar o marido, Flordelis (PSD-RJ) sonha com a reeleição.

“Quem me colocou na política foi Deus, e eu não vou desistir por que hoje eu tô passando por um período difícil”, diz a candidata à Câmara mais votada pelos fluminenses em 2018. Flordelis pensa num futuro mandato enquanto periga perder o primeiro. A deputada que em 2019 concorreu à presidência da bancada evangélica agora está na mão de seus pares, alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara que pode resultar em sua expulsão da Casa. “Não acredito nesta cassação, sinceramente não acredito. Acredito muito que Deus vai trabalhar em Brasília.”

Em fevereiro, o Tribunal de Justiça do Rio chegou a pedir o afastamento da parlamentar, mas o Congresso ainda não se manifestou. Flordelis conversa com a Folha no quarto onde, segundo ela, “ficava agarrada” com o marido sob a guarda de Romero Britto —um quadro do pernambucano, de um casal que abraça um coração, vigia a cama onde ela dorme só desde que Anderson do Carmo, pastor que nem ela, foi assassinado, em junho de 2019.

Ele tinha 42 anos e acabara de voltar com a esposa de um passeio. O laudo do Instituto Médico Legal constatou 30 perfurações de bala em seu corpo, nove delas na região de coxas e virilha. Na medida em que as investigações avançavam, a imprensa ia recebendo retalhos de uma trama que, se Hollywood tentasse emplacar, pareceria forçada. Uma narrativa que envolve seita religiosa, sexo entre pais e filhos, casas de swing, plots prévios de assassinato, abuso sexual e uma batalha familiar por dinheiro.

‘QUEM SOU EU?’

“Minha história tem seus altos e baixos/ De vitórias e alguns fracassos”, entoa Flordelis em “Quem Sou Eu?”. Ela é uma mulher criada por pais evangélicos na favela do Jacarezinho, uma das mais violentas da zona norte carioca.

Antes de frequentar o noticiário policial, foi aos programas de Ana Maria Braga e Marília Gabriela como exemplo de mãe modelo. Em 2002, Xuxa a entrevistou e, diante da mulher que sempre pareceu mais jovem do que é, decretou: “Fazer o bem é melhor do que plástica”.

Chegou a estrelar um filme sobre sua própria história. O elenco, digno de novela global, tinha atores como Reynaldo Gianecchini e Cauã Reymond no papel de perigosos traficantes. Fora os quatro filhos biológicos, Flordelis adotou mais 51, em sua maioria crianças de rua que diz ter abrigado após uma chacina na Central do Brasil. Hoje sete filhos e uma neta estão presos, acusados de tramar a morte de Anderson e, no caso de Flávio, apertar o gatilho.

A pastora conta que, por peitar chefes do tráfico para impedir execuções de jovens jurados de morte, ganhou a alcunha de Missionária do Comando Vermelho —a facção que comandava a área. No Jacarezinho conheceu Anderson, 16 anos mais moço, um adolescente batista que logo viraria líder evangelizador. Vendia bananas desde criança, cresceu e fez carreira no Banco do Brasil. Mais tarde, arquitetou em volta do nome de Flordelis um império religioso. “Era meu maior articulador político”, ela afirma. Colegas do Congresso viam Anderson e Flordelis como um só. “Em Brasília”, diz a viúva, “ele participava do futebol com os deputados”.

A ideia de entrar na política, contudo, Flordelis diz que partiu dela. “Tive um sonho. Sou muito movida por fé. Estava sentada no meio fio, e uma voz mandava eu levantar e caminhar. O chão coberto de papéis. Um vento soprou nas minhas costas e começou a mexer com os papéis. Quando olhei pra baixo, era a minha foto com quatro números.” A mesma quantidade de um candidato à Câmara.

Anderson costurou sua entrada no PSD, partido de Arolde de Oliveira. Magnata da comunicação gospel, após nove mandatos como deputado federal, Arolde se elegeu senador em dobradinha com Flávio Bolsonaro (Republicanos). Morto em 2020, de Covid-19, foi também patrão de Flordelis na gravadora MK, que removeu a artista de seu casting.

Em agosto, foi a vez da ministra Damares Alves, numa das lives presidenciais de Jair Bolsonaro, se distanciar da ex-aliada, alguém que para ela “enganou todo o Brasil”. Já o presidente se disse aborrecido porque a primeira-dama Michelle aparecia em fotos com Flordelis que viralizaram na internet.

​’VOLTA POR CIMA’

Rodeada de assessores, Flordelis dá esta entrevista como parte de sua tentativa de reabilitar a imagem e, quem sabe, fazer vingar a letra de “Volta Por Cima”, um de seus hits: “Olham para mim, já julgando o meu final/ Esquecendo que o meu Deus é um Deus sobrenatural”.

Esse caminho, contudo, é pedregoso. A barra do vestido longo esconde uma tornozeleira eletrônica, que usa por determinação judicial. Convencido de sua participação no homicídio, o Ministério Público do Rio pediu que ela seja submetida a um tribunal do júri.

A deputada se diz vítima de uma fábula de promotores e os acusa de trabalhar pela “desconstrução da imagem de Flordelis como ser humano, como pastora”. Como ao darem trela para um homem que diz ter morado com o casal e sido obrigado a passar por um “ritual de purificação” —teria ficado isolado num cômodo durante uma semana, vivendo à base de arroz e legumes e orando. No fim, teve de fazer sexo com Flordelis, segundo ele.

“Diziam que eu era uma seita, e não uma evangélica. Que eu era feiticeira. Se ter a fé inabalável em Deus é ser feiticeira, então eu sou”, afirma Flordelis. “E sou mãe de 55, imagina eu tendo prática [sexual] com os mais velhos, que respeito teria deles? E meu marido era ciumento, me tratava como diamante, jamais permitiria ser tocada por alguém. Não sei nem por que veio parar no processo criminal.”

Flordelis critica depoimentos anônimos acoplados ao inquérito. “Mereço que a investigação seja feita de forma correta. Que isso? Sem CPF, sem identidade, sem provas?” Partiu de um desses depoentes a hipótese de que Anderson e ela frequentassem casas de swing, inclusive no dia do crime.

Aos investigadores a deputada disse que ela e o marido teriam ido à orla de Copacabana naquela noite, feito juras de amor na praia e comido gurjão de peixe num restaurante. Câmeras que monitoram o trânsito, contudo, mostram que os dois estiveram num bairro vizinho na zona sul carioca, Botafogo, onde fica o tal estabelecimento que promove troca de casais.

Flordelis aponta um vale-tudo para manchar sua reputação. À Folha, sobre a última noite com o marido, fala que foi levada para um “lugar que até hoje não sei nem onde foi, esse lugar de praia onde só tinha carro”. Uma semana antes, porém, ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, tinha detalhado um passeio pelo calçadão de Copacabana. Após ser indagada a respeito, ela diz que de fato passou pelo bairro.

Questionada também sobre a passagem por Botafogo, responde: “Eu erro muito nessa questão de prestar atenção porque eu uso muito celular, joguinho” (gosta do “de bolinhas”).

Polícia pede quebra de sigilo telefônico dos dois filhos da deputada Flordelis suspeitos da morte do pai, o pastor Anderson do Carmo. Na foto, Anderson e Flordelis. Foto TV Globo/Reproducao
Flordelis gasta alguns minutos para criticar reportagens que a pintavam como dona de uma coleção de perucas que chegariam a custar milhares de reais, da mesma marca das que a americana Beyoncé usa. Mais uma vez, diz, parte de um complô para ridicularizá-la.

Conta que Yvelise, viúva do senador Arolde, lhe deu a primeira cabeleira de mentirinha. “Não uso peruca como a mídia fala, de cabelos humanos caríssimos. Mas o que isso tem a ver com o assassinato?” A que adornava sua cabeça na última quarta (31) era sintética e custa R$ 200, emenda.

Dona Yvelise foi arrastada para o caso por outro motivo. Segundo a Polícia Civil, depois do crime, Flordelis usou o celular do marido para ligar para ela. A deputada diz que pode ter acontecido, mas que não se lembra, pois estava muito abalada na época. “Tive apagão. A ciência explica isso, passei por um trauma grande e uma sedação forte.” Em depoimento, Yvelise chamou a ex-contratada da MK de “dissimulada e perigosa”

‘A VOZ DO SILÊNCIO’

Em “A Voz do Silêncio”, Flordelis sugere: “Tem horas que a melhor resposta é ficar calado/ Deixar que a voz do silêncio fale por você”. Ela decidiu, contudo, que é hora de apresentar sua versão dos fatos. Para conversar com a deputada, a repórter antes teve que falar com a assessoria jurídica dela.

Duas semanas antes, Flordelis chorou no Conselho de Ética. Na terça (30), Bárbara Lomba, primeira delegada responsável pelo caso, foi ouvida pelo comitê. Afirmou crer que “a motivação final [para matar Anderson] certamente passa por poder, provavelmente também dinheiro”.

Lomba também disse que não havia “uma ordem explícita da deputada para a execução”. O que depoimentos mostram é Flordelis dizendo “que não aguentava, que isso tinha que ser resolvido de alguma forma”, sobre uma situação limite com o marido.

“Até quando vou ter de suportar esse traste?”, dizia mensagem enviada para um filho pelo celular da pastora e obtida pelos investigadores. Flordelis afirma que o acesso a seu smartphone sempre foi liberado para assessores e filhos.

Suspeita-se que já em 2018 Anderson tenha sido alvo de investidas para eliminá-lo, com comida envenenada. Ele passou por hospitais no período, com episódios de vômito e diarreia.

A expectativa de ser inocentada aumentou após uma filha biológica, Simone, ter admitido, em janeiro de 2021, ser a cabeça do atentado. Ela disse à polícia que pagou uma irmã, a Marzy, para orquestrar o homicídio cometido um ano e meio antes, na garagem da casa em Niterói (RJ) onde Flordelis mora até hoje com parte da prole, o mais novo com 4 anos. Não sabe precisar quantos são, e a assessora diz 25, entre filhos e netos.

Marzy chegou a fazer buscas na internet como “assassino onde achar” e “alguém da barra pesada”, de acordo com a investigação. Filha biológica de Flordelis, de uma relação anterior à com Anderson, Simone contou que era sexualmente abusada pelo padrasto, daí querer matá-lo com ajuda de irmãos.

A mãe nega que a filha tenha assumido a autoria para acobertá-la, hipótese levantada. “Eu jamais ensinaria meus filhos a mentirem.” Afirma que Simone teve 35 tumores desde 2012, um câncer de pele que se espalhou pelo organismo. “Foram duas descobertas duras”, segundo Flordelis: saber que a filha era abusada até mesmo ao voltar da quimioterapia, e pelo homem que amava. “No momento que ela mais precisava de mim, eu não enxerguei”, diz e chora. “Nós acreditávamos no cristianismo do meu marido.” Pausa a conversa para chorar.

‘DEUS NO CONTROLE’

Flordelis não vai mais aos cultos da bancada evangélica, hoje feitos pelo Zoom por conta da pandemia. Cita “pastores que decidiram me incriminar antes mesmo de ser julgada”. Em 2019, chegaram a circular em grupos de evangélicos no WhatsApp memes zombando o suposto envolvimento da deputada na morte de Anderson. Uma imagem com a foto dela oferecia a “palestra do ano: como colocar seu marido nos braços de Jesus”.

No fim da entrevista, uma assessora pede que Flordelis reforce: se o suposto crime que cometeu não tem relação com o mandato, e sequer há uma sentença proferida, por que ser processada pelo Conselho de Ética? “Nem era para eu estar lá. Não cometi nenhum decoro parlamentar. A minha filha já confessou”, afirma a ré que imposta a voz no louvor “Deus no Controle”: “Não há caso impossível para o Seu Senhor”.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Nada de novo nesta terra de gigantes. Inclusive essa está ao lado dos hipocritas que vemos digitar merda pelos dias todos os dias. Aliás é só perguntar a metade dessa laia o que é esquerda e direita e perguntar o que eles acham da política pública aplicada em cada situação não sabem responder nada! Massa de manobra de miliciano corrupto!

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Saúde

Com plano de imunização alterado, comorbidades podem ficar para trás

Com a decisão de estados e municípios priorizarem professores e forças de segurança na vacinação contra a Covid-19, grupos de pessoas com comorbidades podem ficar para trás na fila da imunização. Pela ordem do plano nacional de vacinação, doenças que elevam o risco de agravamento da Covid-19, como diabetes, hipertensão, obesidade, cardiopatias, doenças pulmonares e renais, estariam na terceira fase da vacinação, à frente dos professores e de forças de segurança, por exemplo.

O grupo com comorbidades é o maior entre os prioritários, soma quase 17,8 milhões nos país, dos quais 4,8 milhões estão no estado de São Paulo. Dada a quantidade de pessoas, já se discute um escalonamento entre elas, pelo grau de gravidade, idade ou de vulnerabilidade, por exemplo.

Segundo Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conass (conselhos nacional de secretários da saúde), por se tratar de um grupo numeroso, é provável que o escalonamento se dê por idade, mas a logística ainda está sendo discutida.

Para a cardiologista Lília Nidro Maia, diretora da Sogesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, pacientes com diabetes, obesidade e síndrome metabólica deveriam ser priorizados. “Esse tipo de pessoa, com múltiplas comorbidades, deveria passar na frente porque tem mais riscos. Se você for priorizar só os hipertensos, por exemplo, seriam 60% da população adulta brasileira.”

Maia explica que a diabetes aumenta o risco de a pessoa infectada desenvolver a forma grave da Covid. Já obesidade, segundo ela, é um dos principais de fatores de risco para os pacientes mais jovens. “Às vezes, a gente vê a notícia: morreu com 24 anos, morreu com 30 anos. Quando vai ver, é obeso.”

Os pacientes renais crônicos também são outro grupo que deveria ter prioridade na imunização, segundo os especialistas. Além da saúde fragilizada, esses doentes precisam se deslocar três vezes por semana até as clínicas de hemodiálise, o que os deixam mais expostos à infecção.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, são mais de 140 mil recebendo diálise em cerca de 810 clínicas espalhadas pelo país.

A nefrologista Ana Beatriz Barra, diretora médica da Fresenius Medical Care, diz que, seja pela Covid seja pela desassistência provocada pela pandemia, a taxa de mortalidade desses pacientes está em 25%, seis pontos percentuais acima da média histórica.

Ela afirma que esses pacientes possuem outras comorbidades, como diabetes e e hipertensão, o que os tornam ainda mais vulneráveis à Covid. A maioria (73%) tem menos de 64 anos e não foi contemplada pela vacinação pelo critério de idade.

E tem o fato de não poderem ficar em casa, em isolamento social. “Boa parte precisa pegar transporte público e enfrentar uma, duas, três horas de viagem para chegar à clínica. E eles estão se infectando e morrendo. Precisam ser vacinados com urgência”, diz Gilson Silva, diretor da Abrasrenal, entidade representativa dos pacientes.

Segundo ele, vários pacientes renais já morreram após contrair a Covid. Outros, recém-transplantados, perderam os órgãos e tiveram que voltar para a máquina de diálise. A entidade ainda computa os números. Silva também lembra dos sobreviventes da Covid que estão se tornarando doentes renais.

Para chegar à clínica de diálise na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), Carolina dos Santos, 21, leva uma hora e pega ônibus, trem e duas linha de metrô. Mora em Ermelino Matarazzo (zona leste). “A condução tá sempre superlotada. É sempre uma insegurança, mesmo eu tomando todos os cuidados. Peguei Covid, me curei. Mas e se eu pegar de novo?”, indaga, dizendo que já perdeu colegas da diálise vítimas da Covid. Os enfermeiros da clínica onde se trata ainda não foram vacinados.

Pacientes com câncer também pedem prioridade na vacinação. Um estudo brasileiro que acompanhou 198 doentes oncológicos que tiveram Covid, mostrou que 33 deles morreram, uma taxa de mortalidade de 16,7%, seis vezes mais que o índice global. “São pacientes que tendem a complicar mais se adquirir a forma grave da Covid, uma vez que já estão lutando contra o câncer. Precisam de vacina urgentemente”, diz o oncologista Bruno Ferrari, fundador presidente do conselho administrativo da Oncoclínicas.

Segundo Rodrigo Olmos, professor de clínica médica da USP e médico do Hospital Universitário, dentro das comorbidades existem diferenças de risco para a Covid e deveria haver uma classificação do impacto delas em cada município.

Para ele, como as comorbidades mais comuns, como diabetes e hipertensão, afetam boa parte da população adulta, um escalonamento por vulnerabilidade social seria uma boa saída. “Talvez o risco de uma pessoa que tenha nível socioeconômico bom seja menor do que outra que more na periferia, que vive em situação de vulnerabilidade social.”

Na opinião da epidemiologista Carla Domingues, que esteve à frente do PNI (Programa Nacional de Imunizações por oito anos, a alteração da ordem dos grupos prioritários é ruim não só pelo fato de atrasar a vacinação de quem tem mais riscos de adoecimento e morte pela Covid como também prejudica o monitoramento do impacto da vacinação nos diferentes grupos. “Cada hora tem um estado, uma cidade, fazendo uma política diferente. Muitas categorias que trabalham com o público deveriam ter prioridade, mas não temos vacina. O nosso foco tem que ser proteger os grupos mais expostos, os que estão morrendo mais mais.”

Para ela, professores que estão em home office e forças de segurança que ocupam cargos administrativos não deveriam estar entre os prioritários.

Em nota, o Ministério da Saúde diz a antecipação de parte do grupo prioritário das forças de segurança foi discutida na Comissão de Intergestores Tripartite e pactuada com o Conass e o Conasems (conselhos de secretários da saúde). Ressaltou ainda que o plano nacional de vacinação está sujeito a alterações e que a orientação aos estados, municípios e Distrito Federal é para que gestores de saúde locais sigam a ordem de prioridades estabelecida.

Juradir Frutuoso, do Conass, afirma que uma quantidade mínima de vacina foi destinada às forças de segurança que estão na linha de frente da pandemia, como os socorristas, pilotos de avião e motoristas de ambulância que estão transportando doentes com Covid.

Ele diz que a decisão foi tomada porque em abril haverá mais oferta de vacinas. As remessas, segundo ele, giram em torno de 25,4 milhões de doses, que serão usadas para iniciar novos grupos, os 5 milhões de 65 a 69 anos e os 9,3 milhões de 60 a 64 anos. “Vacinando esse grupo, inicia-se o grupo das comorbidades”, diz ele. A previsão é que isso ainda neste mês, se o ritmo de vacinação girar em torno de 700 mil doses/dia.

Para os pacientes com idades entre 18 e 59 anos e que apresentem uma ou mais das comorbidades listadas no plano nacional de vacinação, será necessário comprovar a condição na hora da imunização (com exames, receitas ou relatório médico, por exemplo).

Comorbidades que dão direito à vacina

– Diabetes melitus;
– Pneumopatias crônicas graves, como doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave;
– Hipertensão arterial;
– Insuficiência cardíaca;
– Hipertensão pulmonar;
– Cardiopatia hipertensiva;
– Síndromes coronarianas crônicas, como cardiopatia isquêmica;
– Valvopatias;
– Miocardiopatias e pericardiopatias;
– Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas, como aneurismas e hematomas da aorta;
– Arritmias cardíacas;
– Cardiopatias congênitas no adulto;
– Portadores de próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados (como marcapassos e cardiodesfibriladores)
– Doença cerebrovascular;
– Doença renal crônica;
– Imunossuprimidos, como indivíduos transplantados, com HIV, que usam imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
– Anemia falciforme;
– Obesidade mórbida;
– Síndrome de Down

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Sem contar que muito desses que tem comorbidades estão trabalhando em vários segmentos, inclusive nos essenciais

  2. Professores da rede pública sendo vacinados para ficarem em casa, recebendo salário sem trabalhar? Essa categoria, tão importante para o país, está sendo uma enorme decepção.

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Economia

Empresas listadas na Bolsa atravessam a década reduzindo seus investimentos

O investimento voltado para a modernização e a ampliação das estruturas de companhias listadas na Bolsa brasileira caiu drasticamente na última década, segundo levantamento da Economatica, empresa provedora de dados financeiros.

Estudo que analisou 221 companhias de capital aberto nos últimos dez anos mostra que o desembolso, considerando a inflação, caiu de R$ 338 bilhões, em 2011, para R$ 272 bilhões em 2019, antes de a pandemia provocar um mergulho mais profundo ainda, levando o investimento a R$ 153 bilhões no ano passado. O que mais preocupa nem é a cifra em si, mas o efeito dessa redução e o que ele sinaliza.

Foram considerados os investimentos puros, aqueles que a companhia faz em si mesma quando compra maquinário, veículos e imóveis para sua modernização ou expansão —o chamado capex ou despesa com capital.

A Economatica avaliou o valor central dessa série histórica considerando quanto investimento seria necessário para evitar a desvalorização do patrimônio dessas empresas (tecnicamente, extraiu a mediana do investimento em relação à depreciação).

O resultado dessa relação entre capex e depreciação é um índice —e quando ele fica abaixo de 100% significa que o investimento não é suficiente para repor a perda de valor da empresa no tempo. Na década, esse indicador registrou uma retração 130 pontos percentuais.

Esses indicadores são calculados pelas próprias empresas e apresentados nos balanços financeiros, seguindo as regras contábeis. Analistas e economistas monitoram esses números para medir a capacidade ou disposição do acionista controlador de promover o crescimento da companhia.

“Esse investimento indica o quanto do capital de uma companhia está comprometido em manter ou ampliar a produção, ou gerar melhorias em um determinado produto, elevando assim a produtividade e o lucro”, diz Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da Economatica. “Quando ele cai muito, podemos admitir que a empresa tem capacidade ociosa, não vê interesse na ampliação do seu parque industrial ou não tem capacidade de investimento.”

Em 2011, esta relação estava em 219,5%, ou seja, empresas geravam valor, ainda sob efeito do crescimento provocado pelo ciclo de valorização das matérias-primas.

Desde então, a relação desacelerou. Foi a 101% no ano do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016. Caiu a 94% em 2017, ano em que o presidente Michel Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS. No fim da gestão Temer, em 2018, ensaiou uma recuperação, indo a 109,3%. Mas voltou a cair para 91,1% no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

“Quando todo mundo reduz esse tipo de investimento é sintoma de que algo está errado na macroeconomia, e não simplesmente no ciclo da empresa”, diz Joelson Sampaio, professor da FGV EESP (Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas em São Paulo). “É preciso lembrar que investimento geralmente visa uma expansão com a previsão de determinado cenário econômico e, se esse crescimento não ocorrer, a empresa se ferra.”

Na história recente do Brasil, o fator PIB (Produto Interno Bruto) ficou comprometido. Depois de um crescimento de 7,5% da economia no último ano do governo Lula, houve desaceleração seguida de recessão de 2014 a 2016. “Tivemos uma forte crise em 2015 e 2016 da qual nunca saímos”, afirma Sampaio, da FGV.

O professor do Insper Roberto Dumas Damas chama a atenção para um outro componente que inspira ou posterga desembolsos empresariais: a confiança —outro critério que tem oscilado. “Todo ano, o Brasil tem intempéries. Em 2013, manifestações. Em 2014, eleição. De 2015 a 2016, erro na política econômica. Em 2017, o Joesley Day. Enfim, somado ao crescimento baixo nos últimos anos, não há credibilidade.”

Segundo o economista-chefe da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Renato da Fonseca, outra parte do problema está em limitações estruturais que todos conhecem e precisam ser resolvidas.

Além da burocracia, há ineficácia tributária, baixa produtividade, custos trabalhistas superiores ao valor do que se produz, além de uma infraestrutura logística insatisfatória. “A gente repete o mantra de que precisa de reformas para reduzir o custo Brasil, que precisamos rever o sistema tributário, ter marcos regulatórios confiáveis, uma legislação de meio ambiente mais moderna e clara, e se não resolvermos essas questões, dificilmente haverá reversão desse quadro”, diz Fonseca.

Ele afirma que a CNI também identificou a retração dos investimentos acompanhando os dados das Contas Nacionais. Detalhe: há retração não apenas no investimento do setor privado, mas também no do público, comprometendo o ambiente de negócios de forma generalizada.

No caso da indústria, ele cita a contração média anual de 1,6% do setor nos últimos dez anos, acompanhada do aumento da capacidade ociosa, que levou a um processo de desinvestimento. “Desde 2011, você tem uma indústria praticamente estagnada, com muitas, inclusive, largando o país. O fenômeno é simbolicamente representado pela saída da Ford”, afirma Fonseca. Em janeiro deste ano, a montadora americana anunciou que vai encerrar todas as atividades fabris no Brasil em 2021.

Em março, foi a vez de a japonesa Sony fechar sua fábrica de Manaus (AM). A marca também decidiu que não vai mais vender TVs, câmeras digitais e produtos de áudio no Brasil. Há 48 anos no país, a empresa afirmou que, diante do “recente ambiente do mercado”, decidiu fortalecer a estrutura e a sustentabilidade de seus negócios para acompanhar mudanças no ambiente externo.

Em 2020, a alemã Mercedes-Benz anunciou que decidiu parar a produção de carros em Iracemápolis (SP) após concluir que a unidade não se enquadrava mais no processo de reestruturação do grupo. De certa maneira, as empresas brasileiras estão seguindo o mesmo movimento: ampliaram a sua internacionalização no período.

Segundo o estudo “Trajetórias FDC de Internacionalização das Empresas Brasileiras”, publicado pela Fundação Dom Cabral e coordenado pela professora Lívia Barakat, muitas multinacionais aumentaram seus investimentos no exterior.

A maioria das empresas ouvidas pelos pesquisadores alegou que havia ampliado o investimento em outros países em função do cenário de instabilidade político-econômica brasileiro.

Outro fator que impulsiona esta expansão fora do país é que, quanto maior o grau de internacionalização, melhor o desempenho das companhias no exterior, já que elas se tornam mais conhecidas e adquirem competências para atuar no mercado global.

O estudo da Fundação Dom Cabral constatou que a exposição externa eleva a eficiência e o resultado financeiro da empresa. Foi utilizado um índice para medir a internacionalização dos negócios e, em média, quando houve um aumento de 100% neste índice ocorreu também um aumento de 14,01% no Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

PANDEMIA PIOROU AMBIENTE E FREOU INVESTIMENTOS EM 2020

Com a pandemia de coronavírus, a relação do indicador formado pela relação entre capex e depreciação foi ao seu pior nível da década no ano passado. Ficou em 89,1%.

Considerando as 221 empresas do levantamento, os setores que mais reduziram o investimento no último ano em relação a 2019 foram veículos e peças, agronegócio, telecomunicações, papel e celulose e petróleo e gás.

Segundo a casa de análises Suno Research, o elevado grau de incerteza fez com que as companhias adiassem os desembolsos e preservassem seus caixas durante a crise.

Ocorre que o indicador de 2020 não é muito diferente do registrado em 2019 por uma razão peculiar.

Houve euforia no mercado e nas empresas no início do governo Bolsonaro. O investimento foi a R$ 207,27 bilhões, bem acima dos R$ 124,14 bilhões do ano anterior. No entanto, a depreciação também crescia com força, indo de R$ 135,14 bilhões a R$ 191,64 bilhões.

Dessa maneira, o indicador mostra que os recursos não foram suficientes para repor a perda de valor, indo a 91,1%.

A empresa Suzano, de papel e celulose, é um exemplo do que ocorreu. O capex da companhia saltou de R$ 2,328 bilhões em 2018 para R$ 30,718 bilhões em 2019, segundo dados da Economatica.

No entanto, a depreciação declarada pela empresa foi de R$ 1,563 bilhão para R$ 8,053 bilhões. O período foi marcado pelos custos com a aquisição de ativos florestais da Duratex pela empresa, o que elevou os gastos com manutenção e modernização.

Na avaliação dos analistas, haverá alta nos investimentos neste ano, especialmente nas empresas de matérias-primas, já que os preços das commodities estão elevados e o real segue desvalorizado.

A Vale, por exemplo, projeta investimento de US$ 5,8 bilhões (R$ 33,12 bilhões) em 2021, um aumento de 31% comparado a 2020, de modo a aumentar sua capacidade de produção de minério de ferro.

Já os dois principais projetos da Petrobras neste ano —as unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência Carioca Sépia 1 e Guanabara Mero 1— têm um capex estimado em US$ 1,07 bilhão (R$ 6,11 bilhões).

A Weg é outra empresa que também irá fazer injeções de capitais maiores neste ano que em 2020. A companhia prevê investimentos de R$ 986,9 milhões em ativos imobilizados e R$ 29,2 milhões em ativos intangíveis.

Estes investimentos deverão ser focados em máquinas, equipamentos, ferramentas e dispositivos (R$ 299 milhões); informática (R$ 16,6 milhões); construções e instalações (R$ 42,2 milhões) e investimentos em controladas no exterior (R$ 620 milhões).

Confira matéria completa na Folha.

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Saúde

Falsa enfermeira que vacinou empresários em BH ganha liberdade provisória

Foto: reprodução/Globo

A cuidadora de idosos que fingiu ser enfermeira e aplicou doses de vacinas em 57 empresários do setor de transporte de Belo Horizonte, em Minas Gerais, ganhou liberdade provisória neste sábado (3). Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas foi liberada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que aceitou habeas corpus feito pela defesa dela. Cláudia foi detida na última quarta-feira (30) pela Polícia Federal (PF). As informações são do G1 Minas Gerais.

A decisão que determinou que a cuidadora seja solta foi tomada pela desembargadora Ângela Catão. Cláudia é acusada de ter vacinado os empresários em uma garagem da família Lessa, que comanda grande parte das empresas de transporte da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Uma das três linhas de investigação da PF sobre o esquema de vacinação clandestina envolvendo políticos e empresários do setor de transporte de Belo Horizonte está ganhando. Isso está acontecendo à medida que a Operação Camarote avança e com a descoberta de que os imunizantes aplicados não seriam realmente contra a Covid-19.

“Pelos indícios do material que foi identificado, tudo indica que seja material falso”, disse o delegado Rodrigo Morais Fernandes.

Procurada, a defesa de Cláudia Mônica não se manifestou sobre o assunto. Um laudo da Polícia Federal comprovou que parte do material apreendido na casa de Cláudia é soro fisiológico. Nenhum indício de vacina contra Covid-19 foi encontrado até o momento.

Robson Lessa e Rômulo Lessa admitiram que organizaram a imunização que seria contra Covid-19. O valor cobrado por duas aplicações foi de R$ 600.

O Dia – iG

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente vejo muito ódio aqui todos os dias, na democracia vence o que tem maioria, destilar ódio não resolve, convencer sim, o que parece é que tem alguns que querem manter o caos; Feliz Páscoa !

  2. Engraçado que agora aparece na mídia que as vacinas eram falsas, quando envolve poderosos, tudo vira falso, é tudo falso, eu “acredito!”

  3. O STF soltou o maior ladrão da história da humanidade, imagine manter presa uma pessoa que enganou outros ladraos , seria sacanagem , deixa a safada se candidatar a deputada pelo PT ou PSOL , q ela ganha disparada , ela e experta

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Saúde

Mais de 628 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas em todo o mundo


Foto: Yuki Iwamura – 4.jan.2021/Reuters

Mais de 628 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram administradas em pessoas de pelo menos 150 países, segundo um levantamento realizado pela Bloomberg. O desafio é ampliar para a casa dos bilhões, já que, para a imunização, algumas vacinas requerem a aplicação de mais de uma dose. No Brasil, o número de unidades aplicadas é de 24.021.559.

Até agora nos EUA foram aplicadas 153,6 milhões de doses – também se destacam no mapa a China, com mais de 118,2 milhões de unidades aplicadas, Índia, com 67,5 milhões, Reino Unido, com 35,6 milhões, e Israel, com 10 milhões – país que mais vacinou proporcionalmente. Na América do Sul, o Chile é a nação melhor colocada em relação à proporção de doses de vacina aplicadas e sua população, com mais de 10,4 milhões.

Veja

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Saúde

Brasil registra mais de 11,3 milhões de recuperados da covid-19


Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

O Brasil registrou neste sábado (3) mais 29.117 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 11.305.746 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas representa 87,3% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil é quase nove vezes superior ao número de casos ativos (1.317.658), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que 105,7 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.

Opinião dos leitores

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Saúde

Nunes Marques decide que estados e municípios não podem proibir celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas

Foto: Felipe Sampaio/STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em caráter liminar (provisório) neste sábado (4) que estados, municípios e Distrito Federal não podem editar normas de combate à pandemia do novo coronavírus que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas.

Segundo a decisão, tomada na véspera deste domingo (4) de Páscoa, governadores e prefeitos também não podem exigir o cumprimento de normas já editadas que barrem a realização de missas, cultos e reuniões de quaisquer credos e religiões.

“Concedo a medida cautelar pleiteada, ad referendum do Plenário, para o fim de determinar que: os Estados, Distrito Federal e Municípios se abstenham de editar ou de exigir o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais, por motivos ligados à prevenção da Covid19”, escreveu Nunes Marques na decisão.

Na decisão, o ministro também estabeleceu que será preciso respeitar medidas sanitárias como forma de tentar evitar a disseminação do novo coronavírus, entre as quais:

  • Limitar a ocupação a 25% da capacidade do local;
  • Manter espaço entre assentos com ocupação alternada entre fileiras de cadeiras ou bancos;
  • Deixar o espaço arejado, com janelas e portas abertas sempre que possível;
  • Exigir que as pessoas usem máscaras;
  • Disponibilizar álcool em gel nas entradas dos templos;
  • Aferir a temperatura de quem entra nos templos.

Ao justificar a decisão, Nunes Marques afirmou que há regras distintas pelo país sobre o tema e considerou ser “gravosa a vedação genérica à atividade religiosa” da forma como foi feita nos decretos, o que contraria a liberdade religiosa. “Proibir pura e simplesmente o exercício de qualquer prática religiosa viola a razoabilidade e a proporcionalidade”, escreveu.

Com informações de G1 e O Globo

Opinião dos leitores

  1. Esta certo, errado estão os outro em solta ladrões, graças a DEUS e a Bolsonaro as coisas estão mudando.

  2. Isso porque Kássio Conká ainda não é o ministro bolsominion terrivelmente evangélico. Imagina quando este chegar ao STF pelas mãos de Malafaias, Macedos,Valdemiros..

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Saúde

COVID: Brasil registra 1.987 óbitos e 43 mil casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil neste sábado (3):

– O país registrou 1.987 óbitos nas últimas 24h, totalizando 330.193 mortes;

– Foram 43.515 novos casos de coronavírus registrados, no total 12.953.597 pessoas já foram infectadas.

– O número total de recuperados do coronavírus é 11.305.746, com o registro de mais 29.117 pacientes curados. Outros 1.317.658 pacientes estão em acompanhamento.

Opinião dos leitores

  1. A carnificina e o negacionismo, continuam a todo vapor.
    Uma catástrofe como essa que estamos vivendo, num país sério, esse facínora desse presidente, já estaria preso.

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Geral

Governo do RN recomenda que municípios guardem vacinas para garantir 2ª dose, contrariando orientação do Ministério da Saúde

Foto: Raiane Miranda

Contrariando orientação do Ministério da Saúde, do último dia 20 de março, o Governo do Estado recomendou na tarde desta sexta-feira (2) aos municípios que guardem vacinas para garantir a 2ª dose.

A indicação do sétimo informe técnico do ministério, divulgado em março, é de que todas as doses distribuídas do imunizante sejam aplicadas, sem necessidade de reserva da segunda dose para completar o esquema vacinal. A recomendação do governo estadual, contrária ao que orienta o ministério, pode prejudicar o avanço das faixas etárias na vacinação.

“Ressaltamos ainda que até o presente momento não há um cronograma fixado pelo Ministério da Saúde (MS) com datas, quantitativo de doses a serem entregues e a finalidade de uso dessas doses, o que impossibilita a realização de planejamento antecipado de como se dará a operacionalização da vacina diante do recebimento de uma nova remessa de vacinas, assim, atualmente o planejamento do progresso da campanha de vacinação tem ocorrido em até 24horas da distribuição (até em menos tempo) das doses aos municípios, diretamente condicionado ao recebimento do Informe Técnico publicado pelo MS”, diz o documento enviado aos municípios.

O documento diz ainda que “na próxima entrega da Butantan será também mais um quantitativo expressivo de D2 para fechar os 100% das 2a doses das D1 anteriormente enviadas. Se utilizarem de outra forma não temos como assegurar D2, pois apesar de esperarmos a entrega do Butantan não há confirmação formalizada.”

Opinião dos leitores

  1. Por isso que tem uma diferença tão grande entre as vacinas distribuídas pelo ministério da saúde e o que ja foi aplicado na população, ainda tem quem diga que o presidente é que é o genocida…

  2. Esse gunvernu tem lá moral pra recomendar nada!!

    Respeite os trabalhadores e pagadores de impostos magote de zero a esquerda… Literalmente

  3. Blog imparcial ???
    O blog sempre tentando levar as pessoas para o lado contrário , blog totalmente parcial quando menti, quando trabalha para o ministro Rogério Marinho e sua trupe, se guarda vacina para a segunda dose é irresponsável, se manda usar a reserva da segunda dose é irresponsável, vai entender os bolsominios!!!

  4. Absurdo atitudes desse governo estadual genocida, seguindo o contrário do determinado pelo governo federal, que afirma veementemente que pode vacinar que vacina não vai faltar.

  5. Imparcial?!?!?! Nunca foi! Essa notícias replicadas de eventuais “recuperados” é prova inconteste…

  6. Melhor é guardar para aplicar a segunda dose do que aplicar em quem ainda não tomou e salvar mais pessoas? É isso mesmo que vi? Meu Deus, pode internar.

  7. Confiabilidade do ministério da saúde anda baixa… No mês de março entregaram 10 milhões de doses a MENOS que o previsto!

  8. A Governadora Fátima Cadeado, quer trancar as vacinas.
    Essa Governadora Fátima Bezerra PT é da turma do quanto pior melhor.

  9. definitivamente o pior governo que teve no RN , micarla a pior prefeita e fatima a pior governadora, ainda vem uma imbecil dizer que é melhor guardar dose , imbecil … qual foi a parte que estão chegando vacina toda semana que vc não entendeu ? , ah jumenta.

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Esporte

Branco, lateral do tetra, tem alta de hospital após quase um mês lutando contra a Covid-19

Foto: Reprodução/Internet

O sábado foi de ótima notícia para o ex-lateral Branco e sua família. Após quase um mês internado por conta da Covid-19, o tetracampeão mundial recebeu alta do hospital Copa Star e poderá passar o domingo de páscoa — e seu aniversário — com a família. A informação foi publicada pelo site “ge”.

Cláudio Ibraim Vaz Leal, o Branco, de 56 anos, estava internado desde o último dia 16 e chegou a passar por momentos complicados durante o período de tratamento. No dia 19, teve piora clínica e foi intubado na unidade de tratamento intensivo do hospital.

Mas o estado de saúde do ex-atleta, hoje coordenador das categorias de base masculinas da seleção braseira, evoluiu. O ex-lateral foi extubado no último dia 23.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Pepe, O gol mais bonito do Brasil em uma Copa do mundo, foi no mundial de1970, foi o quarto gol no jogo Brasil 4 x 1 Itália, em razão da plástica de toda jogada que findou do gol do capitão Carlos Alberto.

  2. Uma vez disse-lhe.Sabe qual o gol mais importante do Brasil em copas do mundo?
    Respondi-lhe o seu na copa de 1994,contra a Holanda.

  3. Grande Branco, salvador do tetra, excelente recuperação e vida longa.
    Graças a Deus, uma boa notícia

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Trânsito

Nova regra da cadeirinha nos veículos e aumento dos pontos da CNH entram em vigor dia 12

Foto: Freepik

A partir do dia 12 deste mês entra em vigor uma nova versão da “lei da cadeirinha”. Entre outras coisas ela prevê que crianças com até 10 anos de idade e que tenham menos de 1,45 devem, obrigatoriamente, ser transportadas no banco traseiro e usar os dispositivos de elevação de altura, as famosas cadeirinhas.

Essa é apenas uma das mais de 50 mudanças previstas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e que também entram em vigor no próximo dia 12. Além das novas regras da “lei da cadeirinha”, as medidas ampliam o limite de pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), altera prazos de documentação de habilitação e permite que algumas multas de trânsito leves e médias sejam convertidas em advertência.

Atualmente todos os menores de 10 anos são obrigados a serem transportados nos bancos traseiros dos veículos com cinto de segurança. Para aqueles com até 7,5, há a exigência dos assentos de elevação, definidos pela sua idade e peso.

A nova regra que entrará em vigor no dia 12 prevê que também seja levado em consideração a altura da criança. Com isso, somente aquelas com altura igual ou superior a 1,45 m estão dispensadas do uso do assento elevatório, mesmo que tenham idade inferior a 7,5 anos.

O uso do assento é necessário para que o cinto de segurança possa passar pelas partes corretas do corpo, tais como quadril, centro do peito e ombro.

Ao mesmo tempo em que elogia a alteração, dizendo que ela vai em direção da vida, o médico Flávio Adura, diretor científico da Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), diz que ela ainda carece de aperfeiçoamento.

A opinião se dá pelas exceções à medida, que estão detalhadas no artigo 3º da nova revolução e foram mantidas tal qual a resolução original, em 2008. Trata-se do trecho da norma que permite às crianças serem transportadas no banco dianteiro dos veículos, mesmo que contem com menos de 10 anos de idade e não tenham 1,45m de altura. Isso poderá ser feito quando o veículo possuir apenas dois bancos, como no caso dos modelos Saveiro, Strada e Smart, por exemplo.

“Do nosso ponto de vista melhorou bastante, mas ainda precisa ser aperfeiçoada”, afirmou Adura.

Outra exceção é quando a quantidade de crianças com esta idade exceder a lotação do banco traseiro. Com isso, uma criança, independente da idade, poderá ser levada no banco da frente, o do passageiro.

Uma outra exceção se dá quando o carro vier de fábrica com apenas cintos de dois pontos (subabdominais) nos bancos traseiros. Todas essas liberações foram mantidas para atender a pais donos de veículos fabricados antes de 1998, quando ainda não havia a exigência de que todos os veículos saíssem de fábrica com cinto de três pontos.

Em teoria, seria melhor que todas as crianças fossem transportadas no banco traseiro apenas. “Quando uma mãe me pergunta se pode levar o filho no banco dianteiro, eu digo que sim, a legislação permite, porém, pela segurança não”, afirma Adura.

E isso pode ser explicado pelos números. Segundo Adura, estatísticas dão conta de que a sobrevida de uma criança que está em um banco traseiro é 70% superior em relação a quem é transportado no banco da frente do veículo.

Além dessas exceções que já existiam, foram criadas mais duas: a que permite qualquer criança acima de 1,45m de altura ser levada no banco da frente, independente da idade, e a que permite o transporte de crianças com idade superior a 4 anos e inferior a 7 anos no banco traseiro de carros que possuírem apenas cintos de dois pontos. Neste caso, a norma cita que não deve ser utilizado nenhum dispositivo de assento de elevação.

“Inventaram uma maneira de permitir que a criança fosse transportada totalmente fora das regras científicas. Porém, neste caso, realmente não pode ter o assento, que não ficará preso. Numa frenagem, a criança pode até ser enforcada. Essa resolução está um pouco confusa”, afirmou Adura.

O termo “lei da cadeirinha” está entre aspas por não se tratar de uma lei, mas sim uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que, amparada no CTB, acaba tendo força de lei. Essa nova resolução é a de número 819, publicada no dia de 17 de março deste ano, que substitui outras seis resoluções sobre o mesmo tema. A primeira “lei da cadeirinha” foi criada por meio da resolução 277 de 28 de maio de 2008.

A nova norma dá nova redação aos artigos 64 e 65 do Código, o que trata do transporte de crianças.

Essa alteração de levar em conta a altura da criança já é adotada em países europeus desde o ano de 2006.

Uma outra norma constante no pacote de alterações do Código altera o enunciado do inciso 5 do artigo 244 da lei de trânsito. A nova redação impede que crianças menores de 10 anos sejam transportadas em veículos de duas rodas motorizados. A norma atual proíbe apenas crianças menores de 7 anos de idade.

A multa para quem desrespeitar permanece a mesma: trata-se de infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e o condutor tem a sua CNH suspensa e o veículo ficará retido.

Agora SP

Opinião dos leitores

  1. Hô Véio Bom da gota serena é o Presidente Bolsonaro.
    O homem é bom, o homem é espetacular.

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Saúde

Com filas de até 4h, barreira sanitária em cidade do litoral paulista identifica 84 pessoas com Covid

Foto: João Mota/ TV Vanguarda

A barreira sanitária realizada na costa sul de São Sebastião, no Litoral Norte paulista, identificou 84 pessoas infectados com Covid-19 até o término da ação na sexta-feira (2). O balanço da fiscalização foi divulgado neste sábado (3) pela prefeitura, que adotou a medida para barrar visitantes infectados pelo coronavírus durante o período de feriado estendido na capital.

Com filas de veículos de até 4h para testagem no posto montado na Rio-Santos, foram testados 2,2 mil visitantes. Os que tiveram o teste de IgM positivo para coronavírus, que identifica os infectados que seguem em período de transmissão da doença, tiveram que retornar para a cidade de origem. Os que tinham o teste de IgG positivo eram orientados, mas podiam entrar na cidade.

São Sebastião foi a primeira cidade do Litoral Norte a anunciar colapso na rede de saúde. O anúncio foi feito após o anúncio de fase emergencial, quando a cidade passou cerca de uma semana com a UTI em capacidade máxima.

Segundo a prefeitura, neste sábado a cidade tem 40% de ocupação de leitos, mas permanece no limite de estoque de medicamentos para realizar Intubação e não está mais recebendo novos pacientes.

De acordo com a administração municipal, 20 pacientes já foram transferidos para o Hospital Regional do Litoral Norte. Segundo boletim epidemiológico mais recente até a publicação da reportagem, a cidade registrou 7.405 casos positivos da doença e 103 mortes.

G1

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Educação

Sisu abre inscrições para mais de 209 mil vagas em cursos superiores nesta terça-feira (6)

Foto: Shutterstock

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) começam nesta terça-feira (6) e vão até às 23h59 desta sexta-feira (9). Ao todo, serão ofertadas mais de 209 mil vagas para pessoas que desejam estudar em instituições de ensino superior públicas ou federais do Brasil. As inscrições podem ser feitas clicando aqui. 

Podem participar da seleção candidatos que prestaram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2020 e não tiraram nota zero na redação. Quem fez a prova na condição de treineiro está fora do processo.

A classificação é de acordo com o desempenho obtido nas provas. Para determinados cursos, algumas instituições exigem nota mínima para ingresso. As informações estão nos editais elaborados por cada universidade na adesão ao programa.

Para concorrer ao Sisu não há critério de renda familiar. A condição é imposta apenas para candidatos a vagas reservadas para pessoas de baixa renda, quando a opção é disponibilizada pela instituição de ensino.

Segundo cronograma divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), o resultado do Sisu será divulgado no dia 13 de abril.

Se aprovado, o aluno precisa ficar atento às instruções para não perder o prazo de matrícula na instituição.

Quem não for aprovado em nenhuma opção de curso ainda poderá se inscrever na lista de espera, que ficará disponível até o dia 19 deste mês.

CNN Brasil com informações de Agência Brasil

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