Saúde

Prefeitura de Parnamirim reabilita leitos clínicos e de UTI para tratamento da Covid-19

FOTO: ASCOM

Para melhor atender a população e a atual demanda, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad), está reabilitando leitos clínicos e de UTI, na Maternidade Divino Amor e no Hospital de Campanha para atendimento exclusivo aos casos da COVID -19.

A prefeitura irá contar com o suporte de 20 leitos a mais, sendo 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), todos em pleno funcionamento, na Maternidade. Já no Hospital de Campanha, 10 leitos clínicos também serão reabertos.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o município conta ainda com 19 leitos clínicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança, 6 na Unidade de Saúde Suzete Cavalcante, em Nova Parnamirim, além de 31 leitos de retaguarda não Covid no Hospital Márcio Marinho, em Pirangi.

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Saúde

Dose única da vacina da Johnson é eficaz contra Covid-19 e contra variante sul-africana, aponta agência americana

Foto: Reprodução/TV Globo

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos publicou um documento nesta quarta-feira (24) afirmando que a vacina produzida pela Johnson&Johnson, administrada em dose única, oferece alta proteção contra os casos graves e mortes por Covid-19, inclusive contra a variante sul-africana, além de reduzir a transmissão do vírus nos vacinados.

Segunda a FDA, a vacina teve taxa de eficácia geral nos Estados Unidos de 72% e de 64% contra a variante sul-africana. A eficácia na África do Sul foi sete pontos superior aos dados anteriores divulgados pela Johnson (veja abaixo).

Em relação às formas graves da doenças, a vacina mostrou 86% de eficácia nos Estados Unidos e 82% contra as formas severas da variante na África do Sul.

Apesar da vacina de Johnson ter uma taxa de eficácia mais baixa do que as da Moderna e Pfizer/BioNTech, administradas em duas doses e com eficácia em torno de 95%, na África do Sul a vacina é a que se apresentou mais eficaz.

A vacina da Johnson, que usa a tecnologia de vetor viral, é a única em etapa avançada de testes com apenas uma dose. Mais de 44 mil pessoas nos EUA, América Latina e África do Sul participaram dos seus testes.

Entre os latinos, além do Brasil, os testes foram realizados na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru. Segundo a Anvisa, 7.560 brasileiros são voluntários nos testes.

No Brasil, a Johnson ainda não entrou com o pedido de uso emergencial ou pedido de registro à Anvisa. Nos EUA, a empresa pediu o uso emergencial ao FDA no dia 4 e, de acordo com o jornal New York Times, a agência pode dar a autorização já no próximo sábado (27).

Eficácia apresentada pela Johnson

Na sexta-feira (29), a Johnson anunciou que a vacina teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves, informação confirmada nesta quarta pelo FDA. Considerados apenas os casos graves, o nível de proteção foi de 85%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de Covid. A eficácia da vacina para pacientes com casos leves da doença não foi divulgada, e os resultados ainda não foram publicados em revista científica.

O que já sabemos sobre a vacina da Johnson contra a Covid-19

A vacina da Johnson é uma das que foram testadas no Brasil. Por isso, a empresa pode entrar com o pedido de uso emergencial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou que só pode haver liberação emergencial de vacinas testadas em voluntários brasileiros.

Ainda segundo a Johnson, o imunizante também funcionou contra a variante da África do Sul, mais contagiosa.

Veja os principais pontos do anúncio da Johnson:

Considerando todos os ensaios de fase 3 – em 8 países, incluindo Estados Unidos, Brasil e África do Sul – a vacina teve 66% de eficácia contra casos moderados e graves de Covid 28 dias após a vacinação. Isso significa uma redução de 66% nos casos moderados e graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado.

Nos ensaios dos EUA, a eficácia contra casos moderados e graves foi de 72%; na América Latina, de 66%; na África do Sul, onde uma variante mais contagiosa do coronavírus está circulando, a eficácia foi de 57%.

Considerados apenas os casos graves, em todas as regiões, a eficácia da vacina chegou a 85%. Isso significa uma redução de 85% nos casos graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado.

A proteção começou 14 dias após a vacinação.

A eficácia da vacina aumentou com o passar do tempo: não houve nenhum caso grave de Covid nos participantes vacinados 49 dias após a aplicação da vacina. A vacina garantiu 100% de proteção contra hospitalização e morte por Covid 28 dias depois da vacinação. Após essa data, ninguém foi hospitalizado ou morreu de Covid.

A proteção foi, de forma geral, “consistente” em todos os participantes, independentemente da raça ou idade – inclusive em adultos acima de 60 anos.

A vacina pode ser armazenada por pelo menos 3 meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC – o que é compatível com a rede de frio de vacinação usada no Brasil hoje. Em temperaturas de -20ºC, ela fica estável por dois anos, estima a Johnson.

Perfil dos voluntários

34% dos participantes no mundo tinham mais de 60 anos (14.672, no total).

55% eram homens e 45%, mulheres.

59% eram brancos; 45% eram hispânicos e/ou latinos; 19% eram negros/afroamericanos; 9% americanos nativos (indígenas) e 3%, asiáticos.

41% dos voluntários tinham uma comorbidade associada a maior risco de Covid grave: 28,5% tinham obesidade, 7,3% tinham diabetes tipo 2, 10,3% tinham hipertensão e 2,8% tinham HIV. Outros participantes com doenças do sistema imune também participaram dos ensaios.

G1

 

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Saúde

Natal registra mais de 40 mil doses aplicadas contra a Covid-19

Foto: Joana Lima

A Prefeitura do Natal registra até 22 de fevereiro a aplicação de 40.334 vacinas contra a Covid-19 na capital, número que representa a imunização de 27.951 pessoas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS/Natal), considerando que esse número tomou a primeira dose do imunizante e 12.383 destes já compareceram para tomar o reforço. A população da cidade tem número aproximado de 890.480 pessoas, de acordo com o IBGE, ou seja, cerca 3,14% da população está sendo imunizada contra a doença neste momento. A porcentagem demonstra índice maior que a média estadual, levando em conta as 83.761 pessoas vacinadas, ou ainda, 2,37% da população de 3.534.165 pessoas aptas a receber o imunobiológico de acordo com a plataforma RN + Vacina.

Os dados da Central Municipal de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (CEMADI) apontam que até o momento foram enviadas 43.880 vacinas contra a Covid-19, sendo 31.880 do tipo Coronavac e 12.000 da Oxford. Diante desse quantitativo foi preciso estabelecer públicos prioritários para atender a demanda de Natal entre as categorias preconizadas pelo Plano Nacional de Imunização, sendo definido inicialmente profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 (23.470/1ª dose e 11.932/2ª dose), idosos institucionalizados (492/1ª dose e 451 2ª dose), idosos acamados (2.518/1ª dose) e idosos com 90 anos e mais (1.471/1ª dose).

“Priorizamos iniciar pelos profissionais da saúde porque eles cuidam daqueles que estão doentes, em seguida contemplamos aqueles mais vulneráveis, e de acordo com o recebimento de novos lotes vamos ampliando esse leque e dando continuidade a nossa estratégia. Nossa intenção é vacinar o maior número possível de indivíduos, mas pedimos que as pessoas tenham paciência”, afirma George Antunes, Secretário Municipal de Saúde.

A Coronavac, produzida pelo Instituto Butantã e o Sinovac, tem intervalo de aplicação entre doses de 14 a 28 dias; já a Oxford, de fabricação em parceria com a Astrazeneca, sugere que o reforço seja ministrado em até três meses. Na reserva da Cemadi, ainda resta pouco mais de mil unidades de cada imunobiológico. A Prefeitura aguarda o repasse de mais vacinas pelo Governo Federal.

“Temos três drives de aplicação com salas para pedestres e mais cinco unidades básicas de saúde, uma em cada zona da cidade, para facilitar esse acesso à população contemplada no momento. Também realizamos estratégias a domicílio e estamos conseguindo suprir nossas expectativas e gerir o estoque de forma positiva. Alguns idosos institucionalizados, por exemplo, ficaram mais para frente devido ao período coincidir com um momento no qual eles adoeceram e não pudemos aplicar por questão de segurança”, comenta Juliana Araújo, Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde do município.

Em Natal a vacinação acontece no Ginásio Nélio Dias, Palácio dos Esportes e Via Direta em esquema drive-thru + salas da vacinação para pedestres, sempre de segunda a quinta-feira das 08h às 16h, e sexta-feira das 08h às 13h. Nos postos de saúde a vacinação ocorre nas unidades: UBS São João, UBS Nazaré, UBS Pajuçara, UBS Candelária e USF Vale Dourado com horário de funcionamento de segunda e sexta-feira das 08h às 12h e das 13h30 às 16h.

Números da Vacinação Contra a Covid-19 em Natal

Doses recebidas = 43.880

Doses aplicadas = 40.334

Total 1ª dose = 27.951

Total 2ª dose = 12.383

1ª dose profissionais da saúde

23.470 – Coronavac + Oxford

2ª dose profissionais da saúde

11.932 – Coronavac

1ª dose idosos institucionalizados

492 – Coronavac

2ª dose idosos institucionalizados

451 – Coronavac

1ª dose acamados

2.518 – Coronavac

1ª dose idosos 90 anos e mais

1.471 – Coronavac

*atualizado em 23.02.2021 com números do fechamento do dia anterior

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Polícia

Bandidos fazem arrastão em centro de testagem para Covid-19 na Grande Natal

Foto: Divulgação

Dois bandidos fizeram um arrastão no Centro Municipal de Covid-19 no bairro Rego Moleiro, na cidade de São Gonçalo do Amarante, na região Metropolitana, na tarde dessa terça-feira (23). Na ocasião, os homens renderam funcionários em uma sala e roubaram pertences de pacientes que aguardavam a realização de testes para detectar o novo coronavírus.

Segundo a polícia, os bandidos tomaram celulares, bolsas e outros objetos de valor, e depois fugiram do local com destino ignorado. A Polícia Militar realizou buscas na região, mas até agora, nenhum dos suspeitos foi localizado.

Essa é a segunda ação criminosa no local nesse ano. A primeira foi em 24 de janeiro, quando criminosos arrombaram o local durante o fim de semana e levaram computadores, impressoras, caixas térmicas e até o bebedouro. Na ocasião, o centro de testagem chegou a ficar fechado para reparos.

Opinião dos leitores

  1. BG.
    E o prefeito não tinha solicitado a FORÇA NACIONAL ao governador do RN Jair Messias Bolsonaro?. Esse desgoverno da ptralha tem muita é propagando e enganação.

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Saúde

Imperial College: Taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil tem pequena queda

Foto: Sandro Pereira/Fotoarena / Agência O Globo

A taxa de transmissão (Rt) da Covid-19 no Brasil é de 1,02, segundo levantamento do Imperial College de Londres, divulgado nesta terça-feira. O índice representa uma pequena queda em relação ao relatório divulgado na semana passada, quando o Rt estava em 1,05, mas ainda é considerado alto.

O Rt acima de 1 indica que a doença avança sem controle no Brasil. A taxa de contágio é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no país. Quando fica abaixo de 1, o índice indica tendência de desaceleração. O Rt atual significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 102.

A universidade britânica também projeta que o Brasil deve registrar 7.630 óbitos pelo novo coronavírus esta semana, um aumento em relação a anterior, quando foram contabilizadas 7.276 mortes pela doença. No pior quadro estimado, as perdas para a Covid-19 podem chegar a 7.910.

Dentro da margem do Imperial College, o Rt brasileiro pode variar de 0,95 até 1,06.

Especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhar o Rt por um período prolongado de tempo para avaliar cenários, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus, que chega a 14 dias. Além disso, por ser uma média nacional, a taxa de contágio não significa que a doença está avançando ou retrocedendo em todas as cidades e estados do país.

O Brasil, no entanto, apresenta um Rt acima de 1 desde dezembro. Na semana passada, a taxa de transmissão apresentou um viés de alta pela primeira vez desde a primeira quinzena de janeiro, revertendo uma tendência de oscilação negativa observada nas semanas anteriores. Agora, a taxa voltou a apresentar uma pequena queda.

Estatísticas oficiais indicam que a média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil está 2% maior do que o cálculo de 14 dias atrás, e se mantém superior a mil há 33 dias consecutivos. Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo.

Um levantamento realizado pelo GLOBO a partir de informações das secretarias estaduais de saúde também mostrou que ao menos 12 estados brasileiros e o Distrito Federal estão com taxas de internação por Covid-19 acima de 80% nas UTIs da rede pública para a doença.

Contágio pela Covid-19

Segundo o levantamento do Imperial College, as maiores taxas de transmissão da semana foram registradas na Etiópia (Rt 1,49), Iraque (1,44) e Quênia (Rt 1,33).

Já os menores índices foram identificados na Suécia (Rt 0,29), na Suíça (Rt 0,46) e em Portugal (Rt 0,57).

Os Estados Unidos, que ultrapassaram na segunda-feira a marca de 500 mil mortes pela Covid-19, não fazem parte do levantamento.

De acordo com o relatório do Imperial College, o mundo registrou, até o dia 22 de fevereiro, mais de 110 milhões de casos de Covid-19 e mais de 2,4 milhões de mortes pela doença.

O Globo

Opinião dos leitores

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Judiciário

STF forma maioria para permitir que estados e municípios comprem vacinas contra Covid-19 se União descumprir planejamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta terça-feira (23), para autorizar que estados e municípios comprem e distribuam vacinas contra a Covid-19. Essa permissão valerá caso o governo federal não cumpra o Plano Nacional de Imunização ou caso as doses previstas no documento sejam insuficientes.

O julgamento termina ainda nesta terça e, até o início da tarde, seis dos 11 ministros já haviam votado para permitir a compra – incluindo o relator Ricardo Lewandowski. A ação foi apresentada no fim de 2020 pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e é julgada em plenário virtual.

A tese que deve ser oficializada ao fim do julgamento define ainda que as vacinas eventualmente compradas pelos governos locais precisam ter sido aprovadas, em prazo de 72 horas, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caso o prazo não seja cumprido, a importação pode ser liberada se houver registro nas agências reguladoras da Europa, dos Estados Unidos, do Japão ou da China.

A entidade argumentou no STF que essa dispensa de autorização deve valer para imunizantes que tiverem obtido registro em renomadas agências de regulação no exterior.

Em dezembro, Lewandowski já havia concedido uma liminar (provisória) para permitir a atuação de estados e municípios na vacinação. Até agora, a decisão individual do ministro foi confirmada pelos ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

“A Constituição outorgou a todos os entes federados a competência comum de cuidar da saúde, compreendida nela a adoção de quaisquer medidas que se mostrem necessárias para salvar vidas e garantir a higidez física das pessoas ameaçadas ou acometidas pela nova moléstia, incluindo-se nisso a disponibilização, por parte dos governos estaduais, distrital e municipais, de imunizantes diversos daqueles ofertados pela União, desde que aprovados pela Anvisa, caso aqueles se mostrem insuficientes ou sejam ofertados a destempo”, afirmou o relator no voto apresentado virtualmente.

G1

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  1. Se os governadores com seus secretários de saúde compraram respiradores falsos e caros, montaram hospitais de campanha gastando milhões de reais que não funcionaram, imaginem a farra que farão comprando placebo caros para aplicarem na população.

  2. Quando o corpo não anda quem rola é a cabeça. Quando não há quem faça alguém fatalmente tomará o lugar!

  3. A governadora petralha que vive cobrando do governo federal a compra de vacina, tá a vontade pra comprar. Quero ver ser arrochada agora se o estado vai ter dinheiro.

  4. Só uma pergunta? Com o dinheiro da União ou com recursos próprios de cada ente da federação.
    Será se vão obrigar o PR mandar os recursos para estados e municípios comprarem as vacinas.
    O perigo vão serem os preços que utilizarão para comprarem os imunizantes, a farra vai grande!
    É interessante o quanto o STF tem se mentindo em questão administrativas que são de responsabilidade do Executivo, depois alguém grita aí mandam prender o sujeito.
    Depois não quero saber se houve descaminho e que o fornecedor não entregou o que foi comprado, porém, já tenha sido pago de forma antecipada, assim como foi os tais respiradores aqui em terras de Clara Camarão.

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Saúde

Primeira vacinada na Bahia é internada com Covid-19 antes de tomar a 2ª dose; entenda como é possível

Foto: Itana Alencar/G1 Bahia

A enfermeira Maria Angélica de Carvalho Sobrinho, de 53 anos, primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 na Bahia, contraiu a doença antes de tomar a segunda dose do imunizante. Nesta terça-feira (23), ela está internada no Instituto Couto Maia, em Salvador, e tem quadro clínico considerado estável.

A médica infectologista Ceuci Nunes, que é diretora geral do Couto Maia, referência em tratamento de doenças infectocontagiosas no Brasil, explica como é possível que Maria Angélica tenha se infectado com a Covid-19 após ter tomado a 1ª dose.

“O que aconteceu com Angélica é que ela pegou a doença após a primeira dose, mas antes da segunda dose. Ela ia tomar a segunda dose no dia 16 e, entre 12 e13, começou a sentir um mal estar. Ela está bem, está usando pouco oxigênio, mas quando se movimenta fica um pouquinho desconfortável, por isso ela está sendo mantida ainda no hospital”, explicou Ceuci.

A médica explicou que, para a vacinação atingir a eficácia máxima, é preciso que a pessoa tome as duas doses e respeite a ‘janela imunológica’, que é o período que o organismo leva para produzir os anticorpos do imunizante.

“Não é à toa que a vacina são duas doses. Todas as vacinas, até o momento, a exigência é de duas doses. Exatamente porque na segunda dose se faz um reforço, aumenta a proteção. Claro que algumas pessoas já vão ter a proteção após a primeira dose, mas essa proteção pode não ser suficiente e a segunda dose é necessária”.

Apesar de casos como o de Angélica serem pontuais, ainda não há vacina 100% eficaz contra o covonavírus, o que torna possível ser infectado com Covid-19 mesmo após receber o imunizante. Por isso, a vacinação em massa é a única forma de conter a pandemia e evitar o aparecimento de variantes mais perigosas da Covid-19.

O imunizante tomado pela enfermeira Maria Angélica foi CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e que é fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan. Essa vacina tem eficácia geral de 50,38%, o que significa que o risco de pegar Covid-19 foi reduzido em 50%.

Na prática, significa que a CoronaVac tem potencial de:

Reduzir pela metade (50,38%) os novos registros de contaminação em uma população vacinada;

Reduzir a maioria (78%) dos casos leves que exigem algum cuidado médico;

Além disso, nenhum dos vacinados ficou em estado grave, foi internado ou morreu.

Ceuci chama ainda a atenção para o fato de que, mesmo vacinada, a pessoa pode propagar a infecção, porque os estudos sobre a não transmissão do vírus após a vacina ainda não foram concluídos. Ela destaca a importância das medidas de proteção.

“Geralmente [a janela imunológica é de] no mínimo 15 dias. Para a vacina de Covid, a gente está falando de 20 dias depois da segunda dose, para você considerar que tem proteção. Mas é importante também a gente reafirmar que a gente não sabe se a vacina protege da infecção. Mesmo a pessoa vacinada, ela pode adquirir o vírus, não adoecer e transmitir. Isso é uma possibilidade que ainda não foi completamente afastada”.

“É importante que, mesmo as pessoas vacinadas, mantenham as medidas de proteção, de distanciamento e uso de máscara, até que a gente tenha 60 a 70% da população vacinada”.

A médica infectologista reforça ainda que cada organismo reage de uma forma e há pessoas que adquirem uma boa proteção ao tomar a primeira dose. Ainda assim, a segunda é necessária.

“A única saída possível dessa pandemia é a gente utilizar a vacina. E não é porque uma pessoa teve após a primeira dose – claro que é uma pessoa que chamou atenção porque foi a primeira baiana a ser vacinada – que um número enorme de pessoas vão ter. Os casos são esporádicos, de pessoas que têm a doença mesmo após a primeira dose, que já dá um pouco de proteção”.

“A garantia mesmo da proteção maior é após 20 dias da segunda dose. Então é importantíssimo que todas as pessoas tomem as duas doses”.

Depois que tiver a saúde restabelecida, Maria Angélica deverá tomar a segunda dose da vacina, para que seja reforçada a proteção contra o novo coronavírus.

“Vacina não perde a primeira dose. A gente sempre vai fazer a complementação do esquema. Angélica, na época certa, depois que ela estiver muito bem, ela vai tomar a segunda dose e não repetir o esquema de duas doses”, disse Ceuci.

G1 – Bahia

Opinião dos leitores

  1. Essa é a vacina do calça apertada que os esquerdopatas tanto defendem?
    Kkkkkkkkkkkkkk
    E aguardem que virão mais infectados que tomaram esta imundície.

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Saúde

Instituto abre chamada para inscrição de voluntários em Natal que desejam participar de protocolos de pesquisas para vacinas contra Covid-19

Fotos: Divulgação

O Instituto Atena de Pesquisa Clínica tem como missão desenvolver protocolos de pesquisa clínica abriu chamada para inscrição de voluntários que desejem participar de protocolos de pesquisas em Covid-19. Os estudos serão anunciados conforme o avanço do processo de aprovação regulatória, mas já é possível efetuar inscrições para interessados.

O centro de pesquisa médica é focado, hoje, em vacinas contra COVID e está atuando para trazer diversas vacinas em Fase 3 para o RN, que serão oferecidas gratuitamente para voluntários.

Em razão da extensa experiência da equipe, em particular os mais de 20 anos de engajamento de Dra. Maria Sanali Paiva, médica e pesquisadora potiguar que lidera o grupo, o Instituto Atena foi selecionado para receber incentivo da Fundação Bill e Melinda Gates, com a finalidade de adequar-se às necessidades que as pesquisas com vacinas para COVID exigem. Com esse apoio foi possível adquirir equipamentos e readequar o Instituto às mais modernas práticas de excelência em pesquisa clínica.

“Nossa missão é conduzir o desenvolvimento desses protocolos com excelência, tanto no que diz respeito à ética em pesquisa, como à qualidade e confiabilidade dos dados. No que tange os protocolos de vacinas e drogas contra COVID, buscamos também agilidade, visto a urgência na aprovação desses medicamentos” explica a pesquisadora.

Dra. Maria Sanali Paiva, cardiologista intervencionista, doutora em cardiologia pela FMUSP, especialista em Pesquisa Clínica pela Harvard TH Chan School of Public Health, trabalha há mais de 20 anos executando protocolos de pesquisa principalmente na área de cardiologia.

Vacinas têm sido usadas por mais de 200 anos para prevenir doenças, e a maior parte das vacinas atualmente usadas estão no mercado há décadas. Semelhante a qualquer medicamento, todas as vacinas precisam passar por extensos e rigorosos testes para assegurar que são seguras.

Na maior parte das vezes protocolos de pesquisa em Fase 3 ocorrem em muitos países simultaneamente, cada um com múltiplos centros de pesquisa, para que se tenha certeza que os resultados se aplicam a muitas populações diferentes.

Quem pode participar

Independente das condições de saúde, idade ou histórico com COVID, quem tiver interesse em participar de protocolos para vacinação já pode se inscrever pelo site https://atena.institute/ . O formulário foi elaborado com uma série de perguntas permitirá a triagem dos voluntários de acordo com os protocolos nos quais melhor se enquadram. Quanto maior o número de inscritos, mais protocolos poderão vir para o RN.

Opinião dos leitores

  1. Desejo participar deste projeto e pretendo me inscrever para os testes para Covid-19.

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Saúde

Pacheco se reúne com representantes da Pfizer e Johnson e mira com Pazuello disponibilização acelerada de vacinas contra a covid-19 para a população brasileira

FOTO: Reprodução/Twitter

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniu nesta segunda-feira (22) com representantes das empresas Pfizer e da Janssen, da Johnson & Johnson, sobre as vacinas contra covid-19.

O objetivo do encontro foi tentar viabilizar as vacinas contra a covid-19 produzidas pelas duas empresas para a população brasileira. As farmacêuticas ainda não fecharam contrato com o governo federal para a disponibilização dos imunizantes.

De acordo com Pacheco, o entrave é uma clausula em que as empresas não se responsabilizam por eventuais efeitos negativos das vacinas, risco que o governo federal não quer assumir. A condicionante, contudo, foi mantida pela Pfizer durante o encontro desta segunda.

Emenda

Diante da situação, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou uma emenda autorizando a União a assumir os riscos de responsabilidade civil na aquisição de vacinas – podendo, inclusive, ter garantias ou contratar seguro privado para a cobertura desses riscos.

“Essa cláusula foi aceita em 69 países. Na América Latina, somente três não aceitaram: Venezuela, Argentina e Brasil. É um empecilho burocrático, que se ele não existisse, nós já teríamos vacinas da Pfizer disponibilizada aos brasileiros desde dezembro”, disse Rodrigues.

Pazuello

Segundo o senador, o presidente do Senado conversará ainda hoje com o ministro general Eduardo Pazuello (Saúde) no sentido de encontrar saídas para a crise e ainda articulará sobre o tema com a Câmara dos Deputados.

“Paralelo a isso, será apresentado no Senado um projeto de lei com todos os pré-requisitos necessários para a utilização da vacina em território nacional”, acrescentou Rodrigues.

R7

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Saúde

Casos de Covid-19 e mortes caem globalmente, mas ritmo é diferente em cada país

Voluntária desinfeta a entrada de um abrigo do Exército da Salvação no Texas; os EUA são um dos países que vêm apresentando queda de casos na comparação com final do ano passado Foto: SHELBY TAUBER / REUTERS

O número de novos casos da Covid-19 no mundo vem caindo nas últimas semanas. De acordo com o boletim semanal mais recente da Organização Mundial da Saúde, do dia 16 deste mês, houve uma redução de 16% nas infecções em relação à semana anterior. A queda, segundo afirmam especialistas, é resultado do endurecimento das medidas restritivas implementadas no fim do ano passado e do início da campanha de vacinação contra o vírus, além de imunidade coletiva — embora este último, segundo apontam estudos, seja um fator transitório.

Desde que os primeiros casos do novo coronavírus foram confirmados, em janeiro do ano passado, o mundo já registrou mais de 111 milhões de infecções e quase 2,5 milhões de mortes provocadas pela doença altamente contagiosa. Segundo o relatório da OMS, a semana encerrada no dia 16 também registrou uma queda de 10% nos novos óbitos. Essa tendência aparece desde meados de janeiro, pelo menos. No entanto, apesar de ser uma boa notícia a respeito da crise sanitária, há muitas ressalvas.

Sem uniformidade

A redução de casos e mortes não é um fenômeno homogêneo. Das seis regiões examinadas pela OMS, uma apresentou aumento do número de novos casos: o Mediterrâneo Oriental, que engloba países do Oriente Médio, Norte da África e Ásia Central, e registrou um crescimento de 7% nas infecções. Além disso, embora a Europa e o continente americano tenham apresentado queda em seus números, essas regiões continuam a registrar um alto índice de casos diariamente, que ainda é maior do que os números de setembro do ano passado. Na sexta-feira, as médias móveis nas duas regiões eram, respectivamente, de 170 e 310 novos casos por milhão de habitantes.

— Quando falamos de valores globais, eles precisam ser quebrados em regiões e países para entendermos o que significam. Um número único não nos diz muita coisa — ressalta Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão Ciência (IQC) e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Segundo Gabriel Maisonnave, professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, ao analisar a curva da pandemia desde o início, o mundo já teve três “degraus” de contaminação, isto é, o número de casos já teve um aumento expressivo três vezes, sinalizando o início de cada onda. Desta vez, a redução de infecções é mais significativa, apesar de seu número absoluto ser maior do que nas ondas anteriores. No entanto, a tendência não reflete o real cenário nos países.

—Vemos que há surtos muito fortes do coronavírus nas Américas e na Europa, enquanto na Ásia e na África os casos são mais controlados. O que temos na verdade são epidemias locais com ritmos diferentes — explica o professor.

Os Estados Unidos, que de longe são o país mais afetado em números absolutos, com 28 milhões de casos e mais de 498 mil mortes, também vivem uma queda nas infecções e óbitos. Isso se deu principalmente após a posse do novo presidente americano, Joe Biden, em 20 de janeiro. Desde então, como uma nova orientação federal no combate à pandemia, o país passou a adotar mais medidas restritivas obrigatórias, como o uso de máscaras e o distanciamento físico, e acelerou a campanha de imunização.

— A troca de Presidência teve um efeito muito positivo no combate à pandemia. Saiu uma pessoa que era negacionista e entrou alguém mais favorável à ciência — afirma Pasternak, referindo-se ao presidente Donald Trump.

Brasil na contramão

Por diversas vezes, o republicano adotou uma postura errática em relação à crise sanitária, menosprezando a gravidade do vírus. A conduta levou a mortes que poderiam ter sido evitadas, apontou um relatório da revista científica Lancet.

Enquanto alguns países acompanham a tendência global de queda nos casos e mortes, outros seguem na direção contrária. É o caso do Brasil, que desde o dia 21 de janeiro registra uma média de mortes acima de mil por dia. O Brasil é o segundo país no mundo com mais mortes pela Covid-19 — 244 mil ao todo — e o terceiro com mais casos, tendo registrado mais de 10 milhões de infecções.

Com os gargalos na produção e distribuição da vacina contra a Covid-19, o país só conseguiu imunizar com uma dose 2,74% da população, segundo dados do consórcio de veículos do qual O GLOBO faz parte. Aqueles que receberam a segunda dose somam 0,53%, muito longe da proporção necessária para a volta da normalidade.

— Estimamos que é preciso ter 30% da população vacinados para começar a ver os efeitos da imunização. E 70% para podermos voltar à normalidade — explica Gabriel Maisonnave.

Taxas de 30% da população vacinados com duas doses foram atingidas em poucos lugares, como Israel, onde já foi possível verificar uma relação direta da imunização com a queda de casos.

O aumento da cobertura vacinal e a adoção de medidas mais rígidas para conter o contágio são as únicas soluções para a pandemia, apontam os especialistas. E embora haja uma redução nos casos e nas mortes por Covid-19 no mundo, este não é o momento para aliviar as restrições nem diminuir os esforços pela imunização, ressalta Paulo Petry, doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

— Numa metáfora, é como se estivéssemos num incêndio e alguns países tivessem conseguido diminuir o fogo. Mas ele não apagou. Se a gente se descuidar, o fogo volta a acender — explica Petry, que alerta para as consequências das aglomerações e desrespeito das medidas restritivas. — Quanto mais tempo a gente permite que o vírus circule, maior é a chance de ele sofrer mutações que podem pôr em xeque a eficácia das vacinas.

Risco das variantes

Esse é o mesmo alerta feito pela epidemiologista-chefe da OMS, Maria Van Kerkhove, responsável técnica pelo combate à pandemia na organização.

— Agora não é hora de baixar a guarda. Não podemos entrar em uma situação em que os casos voltem a subir — afirmou Kerkhove na semana passada, sobre a circulação das novas variantes do coronavírus por diversas regiões do mundo.

Até o momento, são três as principais variantes detectadas e com um potencial maior de contágio do que o vírus original: a britânica, a sul-africana e a brasileira. De acordo com o relatório da OMS, a mutação britânica já foi detectada em 94 países e é responsável, pelo menos na Europa, por frear uma queda maior no contágio. Já as variantes oriundas da África do Sul e de Manaus foram encontradas em 46 e 21 países, respectivamente.

Segundo Maisonnave, o surgimento de novas variantes é o principal risco decorrente dos diferentes estágios da pandemia em países e regiões. Sem o controle mais uniforme, casos e mortes sempre poderão voltar a aumentar.

— Ou o mundo inteiro controla a pandemia, ou ainda vamos viver essa situação por muito tempo.

O Globo

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Saúde

FOTOS: Capacete criado no CE pode reduzir internações em UTI por Covid-19 em até 60%

(Foto: Tatiana Fortes/Governo do Ceará/ Foto: Reprodução/Esmaltec)

Com a alta de casos e internações causadas pelo novo coronavírus no Brasil desde o fim de 2020, voltou a crescer também a demanda por leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e por equipamentos como respiradores e ventiladores pulmonares.

Pensando em tratar pacientes com insuficiência respiratória, incluindo a causada pela Covid-19, pesquisadores do Ceará desenvolveram o Elmo, um mecanismo de respiração artificial não invasivo que pode reduzir em 60%, de acordo com a comprovação dos testes, a necessidade de internação em UTI e a intubação de pacientes com Covid-19.

Recentemente, a Secretaria da Saúde do Ceará doou ao estado do Amazonas – que enfrentou a partir das primeiras semanas de janeiro o momento mais grave da pandemia – 65 unidades do aparelho e capacitou profissionais da saúde para utilizá-lo em pacientes internados com o novo coronavírus.

Mas, afinal, como o Elmo funciona e por que ele pode ser uma ferramenta importante para desafogar os sistemas de saúde em todo o país?

O equipamento envolve toda a cabeça do paciente e é fixado no pescoço em uma base que veda a passagem de ar. Com a aplicação de oxigênio e ar comprimido, o Elmo gera uma pressão positiva (em relação à pressão atmosférica) que ajuda pacientes com dificuldade de oxigenação.

Dessa forma, ele é indicado para o tratamento de pacientes com quadro clínico moderado, mas também auxilia casos que começam a evoluir para gravidade.

“A ideia do Elmo surgiu em abril de 2020, na primeira onda da pandemia aqui no Brasil, como uma iniciativa de várias instituições para achar soluções para a falta de respiradores e leitos”, explicou à CNN o médico pneumologista e intensivista Marcelo Alcantara Holanda, Superintendente da Escola de Saúde Pública (ESP) do Ceará e idealizador do Elmo.

“Mas, em vez de produzir um respirador mecânico do zero, algo que nunca foi feito no Ceará, coloquei essa ideia de fazer um capacete que pudesse ser uma interface, um dispositivo para administrar oxigênio com segurança ao mesmo tempo em que fornece uma pressão nas vias aéreas, facilitando a entrada e a saída de ar no pulmão que está doente”, completou.

Raul Gonzalez Lima, professor titular da Poli-USP, afirmou que, por ser desenvolvido com um material flexível, o capacete é benéfico para pacientes que precisam de fluxo contínuo de ar e oxigênio.

“Não tenho todos os detalhes da tecnologia do Ceará, mas quando você coloca pressão no material que eles utilizam isso aumenta o volume do capacete, que funciona bem para um fluxo contínuo de ar e oxigênio”, afirmou.

Força-tarefa pelo equipamento

Holanda destacou que foi montada uma força-tarefa que, só na fase de prototipagem, contou com a participação de mais de 40 pessoas entre pesquisadores, voluntários e equipe de apoio da ESP, da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor).

“O Elmo surgiu do espírito solidário entre pessoas e instituições. Isso foi fundamental para uma ideia inovadora ser aplicada com êxito na solução de um problema grave”. (Marcelo Alcantara Holanda, idealizador do Elmo)

“Demos uma contribuição muito significativa e continuamos com novas ideias para melhorar a qualidade do equipamento, já que essa é, digamos, a versão 1.0”, afirmou Holanda.

“A tendência é que ele seja aperfeiçoado. Em Fortaleza o pessoal está muito empolgado para fazer melhorias progressivas e, à medida que o Elmo é usado em larga escala e colhemos dados, podemos aperfeiçoá-lo.”

Ele explicou ainda que, por não depender de respiradores, o equipamento tem um custo relativamente baixo – estimado entre R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil.

Além disso, o Elmo pode ser esterilizado e reutilizado em outros pacientes, além de aumentar a segurança dos profissionais de saúde, já que, por ser vedado, não permite a proliferação de partículas de vírus.

“Também é eficiente para outras situações em que o problema do pulmão for a oxigenação, como em pneumonias e outras situações comuns, como um edema pulmonar.”

Autorização da Anvisa e produção em série

Depois de ser testado por cinco meses ao longo de 2020 em pacientes no Hospital Leonardo da Vinci, em Fortaleza – comprovando sua eficácia no tratamento de insuficiência respiratória –, o equipamento recebeu em outubro aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produção em escala industrial, que ficou a cargo da emprsa Esmaltec.

“Fomos convidados pela Unifor para integrar o time de desenvolvimento do capacete hiperbárico, através da parceria com pesquisadores, universidades e entidades de saúde e a nossa equipe de engenheiros fez o projeto dos componentes exclusivos e investimos em moldes de injeção específicos e únicos para esse produto”, afirmou Marcelo Pinto, diretor superintendente da Esmaltec, em nota.

A empresa afirmou que ficou encarregada pela parte fabril, pela comercialização e pelos registros de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o que foi feito em julho. Já a produção do Elmo foi iniciada em dezembro.

Também em dezembro, a Esmaltec doou 250 unidades do capacete de respiração para utilização na rede pública do Ceará. Desses, 200 foram destinados a hospitais públicos e 50 para a Escola de Saúde Pública (ESP). Neste ano, mais 300 aparelhos foram doados à Secretaria da Saúde cearense. Já a rede privada de saúde recebeu 100 unidades do Elmo.

Segundo a Pinto, a linha de produção da empresa tem capacidade para atender uma demanda de até 100 peças/dia – até o momento, já foram enviados mais de 700 unidades para secretárias e hospitais, das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“Estamos recebendo consultas de vários hospitais e instituições da área da saúde de todas as regiões do pais. O grande desafio durante o processo foi garantir um equipamento acessível a todos, principalmente quando se compara com preços de ventiladores hospitalares que tem preços bem elevados”, completou, destacando que o Elmo é comercializado por menos de R$ 2 mil.

“Nossa participação nesse projeto não busca a lucratividade, isso fazemos como fabricante de eletrodomésticos da linha branca. O que nos motiva com o Elmo é gerar valor à sociedade e contribuir para o bem estar das pessoas.”

Uso no Amazonas

Depois de doar 65 unidades do equipamento para o governo do Amazonas – que devem beneficiar 10 unidades de saúde amazonense –, a Secretaria da Saúde do Ceará realizou, no começo de fevereiro, o treinamento de 74 profissionais de saúde amazonenses para usar o capacete de respiração assistida.

A fisioterapeuta e bolsista da ESP Ingrid Sá foi uma das três responsáveis pela capacitação de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, além de engenheiros clínicos no Amazonas.

À CNN, ela destacou a parceria entre os dois governos e o interesse dos profissionais amazonenses em utilizar o Elmo nos pacientes com Covid-19.

“O Elmo será mais um recurso para ajudar [os profissionais do Amazonas] no tratamento dos pacientes com Covid-19. Além de não ser invasivo e ter baixo custo, acreditamos que ele será importante para ajudar nas internações”, afirmou.

Além da parte teórica sobre o funcionamento do aparelho, os profissionais passaram por uma simulação com um voluntário para experimentar o uso do capacete em situação próxima à realidade.

“Nossa orientação para eles foi que não deixem o Elmo para uso apenas em último caso e, sim, que o utilizem assim que a lista de recomendações [para uso do capacete] começar a ser preenchida”, explicou Sá.

Ela destacou ainda que foi criado um grupo focal por meio de um aplicativo de comunicação para que os profissionais no Ceará possam dar suporte durante os primeiros usos no Amazonas.

Para participar do treinamento, Sá, a também fisioterapeuta Betina Santos e a enfermeira Rebeca Bandeira foram imunizadas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

À CNN, a Secretaria da Saúde do Ceará esclareceu que a doação dos aparelhos foi feita a pedido do governo amazonense. A pasta afirmou ainda que os hospitais que quiserem adquirir o Elmo devem entrar em contato diretamente com a empresa responsável.

Já a Secretaria de Saúde do Amazonas informou que recebeu 40 unidades do aparelho e que “está providenciando a distribuição delas entre as unidades da capital”.

Equipamento semelhante

Raul Gonzalez Lima é coordenador de uma parceria da USP com a iniciativa privada que desenvolve um capacete que, adaptado a um respirador artificial, dispensa o uso do tubo endotraqueal em pacientes internados em UTIs.

O aparelho, batizado de Escafandro, teve alguns protótipos testados ao longo de 2020, incluindo a produção de um lote piloto, mas ainda não entrou em produção em larga escala.

À CNN, Lima afirmou que a equipe está trabalhando na modificação de alguns subsistemas e na simplificação de seu uso. Ainda não há, porém, um prazo para a conclusão dessas modificações.

Ele explicou ainda que o Escafandro, por ser destinado a pacientes já internados em UTI, se difere do Elmo por ter como objetivo trabalhar com um fluxo pulsado de ventilação.

“Alguns pacientes estão com músculos da respiração fadigados e, portanto, precisam de um descanso. Para eles, a respiração pulsada ajuda muito, porque é uma pressão positiva que se impõe para entrar no pulmão e, com isso, os músculos acabam relaxando e descansando, o que é benéfico para sua recuperação.”

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Não sei senhor Deco, teria que ver, os Hood normalmente são utilizados na pediatria e neonatos, portanto em tamanhos reduzidos.

  2. Popular Hood, a FANEM fabrica em acrílico a vários anos, por sinal a esse preço é bastante caro (R$ 2.000,00).

  3. Para quem é da área, principalmente UTI neonatal e pediátrica e conhece, isso que está nessa matéria, nada mais é do que uma tenda respiratoria, já fabricada e utilizada a muito tempo, agora só aumentada de tamanho.

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Saúde

MPF pede que teste negativo de covid-19 seja obrigatório em voos nacionais

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça para obrigar as companhias aéreas a exigirem teste negativo da covid-19 para embarque em voos nacionais.

A ação, impetrada na Justiça Federal do Ceará, busca evitar a disseminação da doença diante das novas variantes do coronavírus já observadas em algumas regiões do país.

Os procuradores pedem que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proíba a viagem daqueles que não apresentarem teste negativo do tipo RT-PCR, realizado em no máximo 72 horas antes do voo.

O exame deve ser exigido de passageiros e tripulantes, em voos comerciais ou privados. Segundo os procuradores, o tráfego aéreo é responsável pela universalização e diversificação da covid-19.

“De nada adianta distanciamento social e medidas farmacológicas, se se permite a inserção no território de novas pessoas infectadas, que não estavam submetidas a qualquer forma de contenção”, afirmam.

De acordo com o MPF, o número de pessoas infectadas “tende a crescer em escala geométrica se não forem adotadas sérias medidas de distanciamento social e restrições ao livre trânsito de pessoas”.

A petição é assinada pela procuradora Nilce Rodrigues e pelos procuradores Allessander Sales, Márcio Torres e Ricardo Mendonça.

“Quando não viável o fechamento das fronteiras, barreiras sanitárias eficazes devem ser criadas”, defendem.

Valor

Opinião dos leitores

  1. Tem razão Marcelo. Tem que testar todos e comprar mais testes superfaturados. O dinheiro mandando em tudo e todos.

  2. Nas eleições tinha nada disso! Kkkk só cai nessa balela gente muito alucinada e sem nenhum senso crítico.

  3. Excelente, tomara que seja aprovado mesmo, 1 contaminado num avião pode disseminar para vários outros passageiros.

    1. Tens razão Erasmo.

      Acho que deveria proibir viagem de avião, aí o risco de contágio seria zero.

      #aEconomiaNosVemosDepois

    2. Seguindo este seu pensamento, então, a medida também deveria ser tomada nos ônibus, taxis, uber e trens urbanos. Ou seria dois pesos e duas medidas?

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Saúde

(VÍDEO) – FALTOU ‘SOMENTE’ O LÍQUIDO: Rio tem novo caso de aplicação irregular de vacina da Covid-19

Foto: Reprodução

A CBN recebeu uma denúncia de mais um caso de falsa aplicação da vacina contra Covid-19 no estado do Rio. Esse foi registrado em Copacabana, na Zona Sul da capital, no Centro Municipal de Saúde João Barros Barreto. Uma mulher de 85 anos, profissional de saúde, foi se vacinar no dia 27 de janeiro, acompanhada pela filha, que fez imagens do momento em que ela teria recebido a dose do imunizante Oxford/Astrazeneca. Após ficar sabendo dos casos de falsa aplicação pela imprensa, a família resolveu rever as gravações e percebeu que a seringa estava vazia ou com uma quantidade mínima de líquido.

No mesmo dia, ontem, a filha dessa idosa foi ao posto de saúde e mostrou o vídeo a uma das chefes do local. Essa profissional prometeu analisar as imagens e entrar em contato. Mais tarde, ela retornou reconhecendo o problema e disse que a idosa precisaria ser vacinada corretamente. É o que conta uma das filhas dela, que pediu para não ser identificada.

“Ela viu que a seringa parece não ter nada, ou tem menos do que 0,5ml, que seria a dose que ela deveria ter tomado. Ela foi no posto ontem e a chefe do posto disse que ia analisar as imagens e depois entraria em contato. No mesmo dia, ela entrou em contato dizendo que o problema realmente tinha acontecido, que ela lamentava muito e que não era o comportamento padrão do posto. Minha mãe não foi vacinada ainda, a gente está aguardando isso. Essas pessoas estão fazendo o quê com as doses? Revendendo, vacinando parentes, vacinando amigos? A gente não tem como saber”.

A unidade de saúde garantiu à família da paciente que a procuraria quando tivesse disponibilidade de reparar o erro, com uma aplicação real da vacina. Nós entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para receber esclarecimentos sobre o caso e aguarda uma resposta. A família da mulher que receber a falsa aplicação disse que vai à delegacia amanhã prestar queixa contra a funcionária do posto de saúde.

Globo, via CBN

Opinião dos leitores

    1. A responsabilidade é do ministério da saúde. Cadê o Pazuello, cadê o Bozo?

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Saúde

COVID-19: Ventilar ambiente é mais importante do que passar álcool em tudo, segundo especialista

Foto: Ilustrativa

16 de fevereiro, 11h22: Desde o início da pandemia, tirar os sapatos ao chegar em casa, lavar sacolinhas de supermercado, tomar banho imediatamente após voltar da rua e borrifar álcool em tudo foram promovidos a hábitos típicos do novo normal. Como voluntária de uma vacina contra o novo coronavírus, adotei precauções ainda mais ortodoxas, como estocar máscaras feitas com tecidos antivirais e desviar de qualquer pessoa que teime em sair sem máscara pelas ruas. Mas é preciso tudo isso mesmo?

A cada dia cientistas apresentam estudos mais robustos sobre os modos de transmissão da Covid e concluem que a infecção por partículas suspensas no ar é muito mais provável do que tocar em uma superfície qualquer não limpa com álcool 70%. Isso significa que uma pessoa infectada tossindo, espirrando ou simplesmente falando em volume normal já está gerando partículas potencialmente contaminadas. Em um ambiente fechado ou mal ventilado, as micropartículas exaladas se acumulam à espera do próximo a ser alvejado.

Com essas novas descobertas, como ficam os antigos hábitos de higiene adotados contra a Covid? Para entender a efetividade dessas medidas, o blog ouviu a opinião de Vitor Mori, pesquisador na Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR.

Usar tapetes sanitizantes: “Não tem muito efeito instalar tapetes sanitizantes na entrada de estabelecimentos porque as vias de transmissão por superfície são muito menos prevalentes, são bastante raras, na verdade. Estudos de rastreamento de contato indicaram que a principal via de transmissão é por compartilhar o mesmo ar. Medidas como os tapetes não são totalmente inúteis, mas acabam sendo um foco desproporcional para uma via de transmissão que não é tão prevalente”.

Borrifar álcool em tudo: “Os estudos que elaboraram simulações de coletas de amostras próximas das condições do mundo real mostraram que, em superfícies, acabamos encontrando partículas do vírus, não o vírus com potencial de infectar outras pessoas. Estudos de rastreamento de contato indicaram que a principal via de transmissão é por compartilhar o mesmo ar. Nesse aspecto, borrifar álcool em tudo não tem muito efeito”.

Higienizar compras de mercado e limpar o sapato ao chegar em casa: “Em uma escala, diria que ventilação, uso de máscara e distanciamento são muito mais importantes do que fazer higienização de compras do mercado, limpar o sapato ou trocar de roupa quando chega em casa. É importante como higiene pessoal, mas para o vírus acaba sendo pouco efetivo”.

Máscaras antivirais: “O nível de proteção que uma máscara de pano ou cirúrgica oferece é muito limitado e depende do ajuste no rosto. O fato de a máscara ser antiviral não adiciona uma proteção extra muito grande. O mais importante é que a máscara tenha bom potencial de filtrar as partículas potencialmente contaminadas e que ela esteja bem ajustada. Não adianta muito a máscara ser antiviral se o ar sai pelos lados ou por cima”.

Desviar de pessoas sem máscara na rua: “A transmissão ao ar livre é muito mais rara e, para ocorrer, precisaria de uma interação por um período de tempo razoavelmente mais logo, com interação face a face e uma proximidade. Só cruzar com alguém na rua sem máscara não gera um alto risco de contágio, até porque o ar está em movimento. Não precisamos nos preocupar em desviar das pessoas sem máscara nas ruas, embora o ideal é que todos estejamos de máscara, cumprindo com as regras pré-estabelecidas como medidas de prevenção”.

O recado de Mori, doutor em Engenharia Biomédica, é simples: “As pessoas acabam ficando muito ansiosas com algumas situações e desenvolvem neuroses desnecessárias. O mais importante é a ventilação do ambiente. Se você não está fazendo medidas de ventilação e tomando os cuidados para barrar a transmissão pelo ar, não tem muito sentido focar tanto nas superfícies”.

Veja

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Saúde

Covid-19: Brasil tem menor média de novos casos desde janeiro, mostra levantamento

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O registro de novos casos de Covid-19 em todo o Brasil ainda é alto, mas começa a desenhar uma trajetória de queda desde o meio do mês de janeiro. Na última terça-feira 16, para se ter uma ideia, as médias móveis de novos infectados estava em 46.059,4 registros. Trata-se de uma média 9,9% menor do que 15 dias atrás e 15,7% menor do que o dia 13 de janeiro, o maior indicador daquele mês. O levantamento foi realizado pela reportagem de VEJA tendo em vista as notificações da doença oferecidas por secretarias de Saúde de todo o país.

Para que seja desenhada uma tendência, explicam os epidemiologistas, é considerado como “queda” ou “alta” qualquer oscilação acima ou abaixo de 15% — todas as outras variações dentro dessa janela são considerados períodos de estabilidade.

Uma das possibilidades para a retração de casos em relação às semanas anteriores é um aumento nos indicadores de isolamento social no país. Essa medida é feita pela startup InLoco, que monitora 60 milhões de telefones celulares em todos os estados e no Distrito Federal. O mês de janeiro manteve suas médias móveis acima de 50% ao longo de todos os finais de semana, um patamar superior ao aferido ao longo dos meses entre maio e dezembro. Como os efeitos do isolamento — e dos exageros cometidos por quem se aglomera — começam a ser vistos mais ou menos 15 dias após a ocorrência, pode ser que estejamos colhendo bons frutos desse período.

Estendendo a lupa até as regiões brasileiras, é possível perceber que a região Sul foi a que mais teve redução de registros ao longo do último mês e puxa a tendência. Para se ter uma ideia, a retração da área entre 12 de janeiro (maior registro do mês) e 16 de fevereiro foi de 41,5%. Também teve boa performance o Sudeste, que reduziu os registros em 24% entre 18 de janeiro (o maior registro) e 16 de fevereiro.

Há, contudo, apreensão ao efeito de recentes festas clandestinas de Carnaval. Aglomerações sem qualquer tipo de respeito sanitário realizadas no Natal e no Ano Novo, por exemplo, podem ter sido as grandes responsáveis pelo aumento de casos na primeira semana de janeiro. Portanto, ainda que a redução de casos seja positiva, é preciso manter o distanciamento e medidas rigorosas de higiene até que a vacinação atinja uma parcela importante da população.

Em relação à media de mortes, o gráfico teve um aumento de 11% entre 16 de janeiro e 16 de fevereiro e encontra-se em patamar de estabilidade.

Veja abaixo a variação de médias móveis no Brasil:

Foto: Reprodução/Veja

Veja

Opinião dos leitores

    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Cara desculpe, você é hilário ou se faz de idiota útil para aparecer…….
      Não sabe nada como as coisas realmente acontecem.
      Mas se um dos seus ídolos é o Dória, vá morar em SP, responsável por 1/4 do total de morte no Brasil e vetou o uso da ivermectina, medicação adotada por 85% dos médicos no Brasil e usada no Japão, Israel, EUA, Índia, Eslováquia, África e tantos outros.

    1. Entendido o motivo de você votar na esquerda, falta de condição mental em saber e entender as situações. Quantas doses da Vachina foram aplicadas?
      Vou desenhar 1,6 milhões: Isso dá para vacinar a enorme quantidade de 0,7% da população brasileira. Ainda, estão sendo destinadas aos idosos e pessoal da área de saúde.
      Traduzindo: Não há qualquer ligação da diminuição de infectados com o total da vachina aplicada. Conseguiu entender? Pensar não doe.

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Saúde

Em estudo inédito, Reino Unido vai infectar pessoas com covid-19

(Foto: Alex Robinson Photography via Getty Images)

O primeiro estudo sobre formas de contágio do novo coronavírus em humanos deve começar dentro de um mês no Reino Unido. A pesquisa, aprovada pelo departamento britânico de ética em estudos clínicos, irá envolver 90 adultos saudáveis com idades entre 18 e 30 anos. Essas pessoas serão expostas à covid-19 em um ambiente controlado.

O estudo visa estabelecer a quantidade mínima de vírus necessária para causar uma infecção e desencadear uma resposta imune, além de explorar como o coronavírus passa de pessoa para pessoa.

Os participantes serão monitorados por médicos e cientistas após a exposição ao vírus. A cepa usada será a variante que circulava no Reino Unido no ano passado, e não as que surgiram mais recentemente.

A expectativa é de que a pesquisa traga mais entendimento sobre o Sars-CoV-2 e ajude na resposta à pandemia, colaborando com o desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra a covid-19.

“Tivemos progressos muito positivos no desenvolvimento da vacina, mas queremos descobrir vacinas melhores e mais eficazes para usar no longo prazo”, afirmou Kwasi Kwarteng, um dos responsáveis pelo estudo.

Época

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