Candidatos a prefeito de Natal debatem amanhã suas propostas para as crianças e adolescentes

O Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN, o Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRN e o Observatório Infanto Juvenil em Contexto de Violência da UFRN, promovem nesta terça-feira (25), o debate “E aí candidato? Em pauta: Crianças e Adolescentes Natalenses” , no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, na UFRN. O debate começa as 8 horas da manhã e já estão confirmadas as participações de Carlos Eduardo (PDT), Fernando Mineiro (PT), Hermano Morais (PMDB), Professor Robério (PSOL) e Rogério Marinho (PSDB) e Roberto Lopes (PCB).

O encontro tem o objetivo de apresentar a Carta de Intenção, e a Carta da Campanha Luto Pelas Crianças e Adolescentes Potiguares aos candidatos à Prefeitura de Natal/RN em 2012, com o propósito de convertê-las em Carta de Compromisso dos Candidatos a Prefeito de Natal, bem como conhecer as proposições dos referidos candidatos sobre o tema em questão e as áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, Trabalho e Juventude.

Garoto gasta quase R$ 7.000 em jogos no iPad; família só descobre após cartão ser bloqueado

Olha o Prejuízo. Garoto gasta quase sete mil reais em jogos no Ipad. A família só descobriu quando a fatura do cartão chegou com a pequena continha para pagar. Um alerta para pais de todo o mundo.

Confira a reportagem

Um garoto britânico gastou 2.000 libras (quase R$ 7.000) ao comprar funções extras de um jogo disponível na App Store, loja de jogos de dispositivos da Apple. A família só descobriu o ocorrido após ver que o cartão de crédito estava bloqueado. As informações são do jornais britânicos “The Telegraph” e “The Daily Mirror”.

De acordo com a publicação, Will Smith jogava “Monster Islands”, um game que consiste em criar e alimentar monstros até chegar ao nível “Dark Monster” (Monstro das Trevas). Smith para avançar no jogo acabou comprando diversas moedas virtuais (algumas custavam 70 libras – aproximadamente R$ 230) e comida para os monstros.

O problema é que Barry Smith, vô do garoto que a conta atrelada à loja de aplicativos, não tinha a menor ideia que ele estava comparando créditos para o jogo em seu cartão de crédito. Ele apenas descobriu quando sua esposa foi fazer uma compra em um varejo no Reino Unido e a atendente informou que o cartão não estava passando.  “Eu não acredito na facilidade que é para as crianças comprarem coisas. O Will só tem seis anos de idade”, disse em entrevista.

A sorte de Barry Smith, avô do garoto, é que ele conseguiu explicar para a Apple a situação e as cobranças foram canceladas. Em comparação, Will Smith, que estava próximo de lutar com o “Dark Monster”, foi proibido de jogar “Monster Islands”.

Processo por cobrança indevida

O caso de Will não é o primeiro envolvendo altas compras de aplicativos na App Store. Em função disso, uma associação de pais nos Estados Unidos resolveu processar a empresa americana acusando-a de lucrar de forma injusta com a venda de bônus para jogos.  A principal queixa dos pais são os aplicativos in-app purchase. Esse tipo de programa, geralmente, dá acesso limitado ao usuário e só desbloqueia os restantes níveis mediante a compra de recursos dentro do próprio aplicativo.

Fonte: Uol Tecnologia

Hoje tem o dia do amigos da Amico. Vamos?

A AMICO – AMIGOS DO CORAÇÃO DA CRIANÇA, associação sem fins lucrativos, que auxilia famílias carentes com crianças portadoras de cardiopatias, através da sua rede de colaboradores e amigos promove o seu primeiro DIA DE VINHO. Evento beneficente que irá arrecadar fundos para aumentar a nossa rede do bem e nos ajudará a cuidar de mais crianças e famílias carentes.

A VINHEDOS selecionou uma incrível degustação com mais de 40 rótulos de vinhos tintos, brancos e espumantes de 14 países. A degustação harmonizará ainda com pães e frios preparados exclusivamente pela cozinha internacional do SERHS NATAL GRAND HOTEL para este DIA DE VINHO da AMICO, que será hoje 12 de setembro de 2012 das 19 às 22 horas no salão de eventos Agua Marinha do hotel SEHRS, na via costeira.

O DIA DE VINHO da AMICO é uma oportunidade de você fazer o bem duplamente ao coração. O Vinho além de todas as suas propriedades medicinais também nos ajudará a continuar tratando dos coraçõezinhos das nossas crianças, pois toda a renda do evento será revertida para a AMICO.

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Anvisa deve liberar venda de sombra e desodorante infantil

Uma consulta pública lançada  pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende liberar a entrada no mercado de desodorantes e sombras infantis.

De acordo com a proposta, desodorantes para axilas e pés podem ser ofertados para crianças a partir de oito anos, desde que não sejam antitranspirantes ou em aerossol –forma cuja toxicidade para crianças não está definida, segundo a agência.

Substâncias antissépticas estão liberadas, desde que sejam de “uso consagrado”. Já os componentes alcoólicos, normalmente presentes nos desodorantes, devem ter índices mínimos.

A sombra, diz a proposta, pode ser aplicada por adultos em crianças de três e quatro anos e pelas próprias crianças a partir dos cinco anos de idade. Produtos como blush, batom e brilho labial já têm regras específicas e são liberadas para o público infantil. O mesmo vale para xampus, sabonetes, esmaltes, protetores solares, entre outros.

Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, afirma que demandas da sociedade e do mercado levaram à revisão da norma anterior sobre cosméticos infantis, de 2001. “Brevemente você vai encontrar, em farmácias e supermercados, desodorantes para crianças. Hoje não existe, não havia um marco normativo que permitisse às indústrias lançarem um desodorante para uso infantil.”

BOM-SENSO

Sérgio Graff, médico da Unifesp especializado em toxicologia e que participou da elaboração dessa consulta, afirma que a proposta avança ao regular melhor o setor.

“A falta de alguns produtos destinados a crianças fazia com que as mães usassem produtos de adulto nos filhos”, diz. O problema, diz Graff, é que cosméticos para crianças precisam passar por testes de maior sensibilidade e não podem ter determinados componentes.

O médico argumenta que é justificável a entrada no mercado de desodorantes infantis, porque algumas crianças -principalmente meninas que menstruam mais cedo- podem precisar do produto por volta dos dez anos.

A coordenadora de dermatologia pediátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Silmara Cestari, diz que esses casos são raros e que o odor pode ser minimizado com sabonetes antissépticos.

“Por que a criança passa maquiagem? Porque vê o adulto passar. Com o desodorante é igual, a criança transpira mais, tem um cheirinho azedinho, a mãe acha que precisa passar desodorante.”

Alberto Keidi Kurebayashi, presidente da ABC (Associação Brasileira de Cosmetologia), diz que a norma pode proteger as crianças ao evitar propagandas equivocadas. Mas defende o bom-senso.

“Será que é preciso usar sombra na criança? Não pode ter exagero, a criança tem de ser bonita como ela é.”

A proposta fica disponível para sugestões no site da Anvisa por 60 dias.

Fonte: Folha de S. Paulo

Cresce quantidade de crianças na internet no Brasil

Enquanto toda a internet domiciliar cresceu apenas 7% no Brasil nos últimos seis meses, a quantidade de internautas entre 2 e 11 anos registrou alta de 15%.

Segundo o Ibope Nielsen Online, as crianças nessa faixa etária já representam 14.1% de toda a comunidade conectada do país, tendo chegado aos 5,9 milhões em maio.

Nos últimos 24 meses, a taxa de crescimento dos pequenos na rede foi de 1 milhão ao ano.

Fonte: Olhar Digital

Meta da campanha de multivacinação é imunizar 240 mil crianças no Estado

Começou neste sábado (18) e segue até a próxima sexta-feira (24) a Campanha Nacional de Multivacinação. Neste período, mães de crianças menores de 5 anos de idade terão a oportunidade de atualizar o esquema vacinal de seus filhos. No Rio Grande do Norte, aproximadamente 240 mil crianças devem comparecer aos postos de vacinação.

Durante a campanha, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa Estadual de Imunização, ofertará todas as vacinas do calendário básico de vacinação da criança, como BCG, hepatite B, tetravalente, pentavalente, poliomielite, rotavirus, pneumocócica, menigocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral e DTP.

A campanha tem o objetivo de diminuir o risco de transmissão de enfermidades imunopreveníveis e reduzir as taxas de abandono do esquema vacinal. De acordo com Helena Santana, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, esta é uma ação de conscientização para que as mães se sensibilizem e procurem os postos de saúde levando as crianças e as cadernetas de vacinação para conferir se o esquema vacinal está em dia.

 

Fonte: G1 RN

Ronco em crianças pode indicar infecções e outros problemas de saúde

O ronco infantil pode sugerir que a criança sofra de doenças respiratórias comuns da infância. Ele é comum, principalmente na faixa etária entre dois e nove anos. O alerta é feito pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP).

As infecções do aparelho respiratório são mais frequentes nos primeiros anos de vida, quando se desenvolve a imunidade a partir do contato com o ambiente, ressalta a pediatra do HC Filumena Gomes. “Com o início da escolarização, ela [criança] tem mais contato com vírus e bactérias, e acaba tendo mais infecções que os adultos”.

Segundo a pediatra, o ruído provocado pela obstrução da via respiratória pode ocorrer por causa do aumento do tecido adenoideano, de infecções respiratórias, ou da existência de alergias não tratadas.

Existem também os casos de crianças que roncam por estarem em um processo de doença respiratória aguda, como amidalite ou rinite alérgica não tratada. De acordo com a médica, na maioria desses casos, o tratamento dos problemas respiratórios leva o paciente a deixar de roncar.

Mais importante, porém, do que interromper o incômodo do ronco é impedir que o problema gere comprometimentos anatômicos mais graves no futuro. A pediatra explica que o sistema respiratório da criança está em desenvolvimento nesse período da vida e o ronco prolongado, assim como suas causas, podem ocasionar sequelas permanentes.

“Algumas delas são o comprometimento dos aparelhos fonoaudiológico e respiratório, além de alteração óssea da face e da arcada dentária”.

Outros problemas associados ao ronco infantil são o desenvolvimento de um palato mais fundo, a alteração da formação da fala, da postura da língua e da boca. Nesses casos, o uso excessivo de chupetas, mamadeiras e dedo levado à boca por crianças com mais de um ano, pode gerar problemas sérios. “As causas do ronco na criança podem ser menos graves que em adulto em um primeiro momento, mas, nas crianças, podem levar a consequências de longo prazo”.

Filumena orienta que os pais verifiquem se a respiração durante o sono de seus filhos ocorre pelo nariz e com a boca fechada. “Se essa respiração passa por outras vias que não o nariz, ela pode levar a deformidades anatômicas e funcionais”. Se for constatada alguma anormalidade, deve-se fazer uma avaliação com o pediatra e, se necessário, encaminhar a criança para um tratamento com profissionais especializados em distúrbios do sono.

Fonte: Agência Brasil

Conferência adverte sobre uso indiscriminado de estimulantes por crianças e adolescentes

O uso excessivo de medicamentos por crianças e adolescentes foi tema de moção de recomendação e repúdio da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. A nota proposta pelos conselhos federais de Psicologia e Serviço Social questiona o consumo indiscriminado de estimulantes do sistema nervoso central, como a Ritalina, e ansiolíticos.

Entre as principais propostas que serão usadas como referência para a construção do Plano Decenal de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente está a criação do Plano sobre Enfrentamento ao Uso de Substâncias Psicoativas, que vai ampliar as políticas sociais para prevenção e tratamento de crianças e adolescentes dependentes de álcool e outras drogas.

Outra proposta trata da ampliação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). “Vamos buscar a melhoria das instalações das unidades que abrigam os jovem que cumprem medidas socioeducativas, várias devem ser desativadas. Vamos melhorar o atendimento a esses adolescentes e também o processo de apuração das infrações cometidas”, destacou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.

A qualificação dos conselhos tutelares foi um dos temas centrais da conferência. Segundo a ministra, em apenas 12 municípios brasileiros não há conselhos. “Nosso foco agora é na qualidade. Vamos projetar ações que qualifiquem os conselhos e os conselheiros. Queremos fortalecer os conselhos para que eles cumpram sua função de proteção dos direitos das crianças e adolescentes”, explicou a ministra.

Maria do Rosário ressaltou a mobilização dos adolescentes durante a conferência. “Esses jovens reivindicam ser ouvidos e que a escola, os programas de saúde e as políticas públicas em geral considerem as suas necessidades de desenvolvimento integral dentro da comunidade que vivem”, disse.

De acordo com a organização do evento, 780 adolescentes participaram da conferência. Para Guilherme Augusto Santos, 16 anos, de Salgueiro, em Pernambuco, foi uma oportunidade em que crianças e adolescentes tiveram direito à voz. “Foi um momento de trocar informações para conhecermos a realidade de nosso país e sermos reconhecidos não somente nos nossos municípios e estados, mas também no Brasil inteiro.”

Maurício Silveira, de Juquiá, no Vale do Ribeira (SP), ressaltou a importância da discussão em torno do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) durante a conferência. “O ECA é da criança e do adolescente, então o jovem tem que participar e realmente fazer parte dele. Algumas coisas estão apenas no papel, ainda há muita criança que trabalha e em péssimas condições. Vemos diariamente exemplos de abusos sexuais na mídia. Quando conversamos com gente da nossa idade, dá muita vontade de fazer algo”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Homens solteiros terão 120 dias de licença em caso de adoção de crianças

LISANDRA PARAGUASSU – Agência Estado

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira a extensão para 120 dias da licença para homens que adotem crianças sozinhos. Os pais adotantes também terão direito a receber o chamado salário-maternidade, pago pelo governo durante o período de licença. A proposta tem caráter terminativo, mas ainda passará por outra votação na mesma comissão e seguirá para a Câmara dos Deputados.

O projeto também regulariza o pagamento do salário-maternidade para as mães adotantes. Mulheres que adotam crianças têm direito à licença de 120 dias desde 2002. O projeto inicial, no entanto, previa uma escala de tempo e de período de pagamento de acordo com a idade da criança adotada: 120 dias quando o adotado tem até um ano de idade, 60 dias em caso de adoção de crianças entre um ano e quatro anos e 30 dias para crianças de quatro a oito anos de idade. Em 2009, a legislação foi alterada para prever 120 dias em casos de adoção de qualquer idade, mas o salário-maternidade manteve o escalonamento.

A proposta aprovada hoje pelos senadores reviu a lei que trata do pagamento pela Previdência Social, além de ampliar os direitos para pais que adotem sozinhos.

Homem de 52 anos é preso após aliciar duas meninas de 9 e 12 anos

Edivaldo do Nascimento Cipriano, de 52 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira pelos policiais civis da Delegacia Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente (DCA). Ele é acusado de atentado violento ao pudor por tentar aliciar duas meninas menores de idade, uma de nove e outra de 12 anos. O caso aconteceu em agosto de 2009, na zona Norte.

As crianças que eram vizinhas e moravam perto do acusado passavam na frente de casa dele, momento em que Edivaldo acenava pra elas e falava palavras pornográficas e depreciativas, inclusive dizendo que iria ter relações sexuais com elas. Ele chegou a ficar pelado no meio da rua na frente da menor de nove anos e a passar a mão nas partes íntimas da menina, e também a correr atrás das crianças.

Edivaldo do Nascimento está preso no Centro de Detenção Provisória de Pirangi por força de um mandado expedido pela 2ª Vara da Infância e da Juventude.

Apenas uma em cada sete crianças e adolescentes que vivem em abrigos pode ser adotada

Em uma ampla sala colorida, cercado por cuidadoras, um grupo de seis bebês, com 6 meses de idade em média, divide o mesmo espaço, brinquedos e histórias de vida. Todos eles vivem em uma instituição de acolhimento enquanto aguardam que a Justiça defina qual o seu destino: voltar para a família biológica ou ser encaminhados para adoção.

A realidade das 27 crianças que moram no Lar da Criança Padre Cícero, em Taguatinga, no Distrito Federal (DF), repete-se em outras instituições do país. Enquanto aguardam os trâmites judiciais e as tentativas de reestruturação de suas famílias, vivem em uma situação indefinida, à espera de um lar. Das 39.383 crianças e adolescentes abrigadas atualmente, apenas 5.215 estão habilitadas para adoção. Isso representa menos de 15% do total, ou apenas um em cada sete meninos e meninas nessa situação.

Aprovada em 2009, a Lei Nacional da Adoção regula a situação das crianças que estão em uma das 2.046 instituições de acolhimento do país. A legislação enfatiza que o Estado deve esgotar todas as possibilidades de reintegração com a família natural antes de a criança ser encaminhada para adoção, o que é visto como o último recurso. A busca pelas famílias e as tentativas de reinserir a criança no seu lar de origem podem levar anos. Juízes, diretores de instituições e outros profissionais que trabalham com adoção criticam essa lentidão e avaliam que a criança perde oportunidades de ganhar um novo lar.

“É um engodo achar que a nova lei privilegia a adoção. Em vez disso, ela estabelece que compete ao Estado promover o saneamento das deficiências que possam existir na família original e a ênfase se sobressai na colocação da criança na sua família biológica. Com isso, a lei acaba privilegiando o interesse dos adultos e não o bem-estar da criança”, avalia o supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, Walter Gomes.

Mas as críticas em relação à legislação não são unânimes. O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Nicolau Lupianhes Neto avalia que não há equívoco na lei ao insistir na reintegração à família natural. Para ele, a legislação traz muitos avanços e tem ajudado a tornar os processos mais céleres, seguros e transparentes. “Eu penso que deve ser assim [privilegiar a família de origem], porque o primeiro direito que a criança tem é nascer e crescer na sua família natural. Todos nós temos o dever de procurar a todo momento essa permanência na família natural. Somente em último caso, quando não houver mais solução, é que devemos promover a destituição do poder familiar”, defende.

O primeiro passo para que a criança possa ser encaminhada à adoção é a abertura de um processo de destituição do poder familiar, em que os pais poderão perder a guarda do filho. Antes disso, a equipe do abrigo precisa fazer uma busca ativa para incentivar as mães e os pais a visitarem seus filhos, identificar as vulnerabilidades da família e encaminhá-la aos centros de assistência social para tentar reverter as situações de violência ou violação de direitos que retiraram a criança do lar de origem. Relatórios mensais são produzidos e encaminhados às varas da Infância. Se a conclusão for que o ambiente familiar permanece inadequado, a equipe indicará que o menor seja encaminhado para adoção, decisão que caberá finalmente ao juiz.

Walter Gomes critica o que chama de “obsessão” da lei pelos laços sanguíneos. “Essa ênfase acaba demonstrando um certo preconceito que está incrustado na sociedade que é a supervalorização dos laços de sangue. Mas a biologia não gera afeto. A lei acaba traduzindo o preconceito sociocultural que existe em relação à adoção.”

Uma das novidades introduzidas pela lei – e que também contribui para a demora nos processos – é o conceito de família extensa. Na impossibilidade de a criança retornar para os pais, a Justiça deve tentar a reintegração com outros parentes, como avós e tios. Luana* foi encaminhada ao Lar da Criança Padre Cícero quando tinha alguns dias de vida. A menina já completou 6 meses e ainda aguarda a decisão da Justiça, que deverá dar a guarda dela para a avó, que já cuida de três netos. A mãe de Luana, assim como a de vários bebês da instituição, é dependente de crack e não tem condições de criar a filha.

O chefe do Núcleo Especializado da Infância e Juventude da Defensoria Pública de São Paulo, Diego Medeiros, considera que o problema não está na lei, mas na incapacidade do Estado em garantir às famílias em situação de vulnerabilidade as condições necessárias para receber a criança de volta. “Como defensoria, entendemos que ela é muito mais do que a Lei da Adoção, mas o fortalecimento da convivência familiar. O texto reproduz em diversos momentos a intenção do legislador de que a prioridade é a criança estar com a família. Temos que questionar, antes de tudo, quais foram os esforços governamentais destinados a fortalecer os vínculos da criança ou adolescentes com a família”, aponta.

Pedro* chegou com poucos dias de vida ao Lar Padre Cícero. A mãe o entregou para adoção junto com uma carta em que deixava clara a impossibilidade de criar o menino e o desejo de que ele fosse acolhido por uma nova família. Mesmo assim, aos 6 meses de vida, Pedro ainda não está habilitado para adoção. Os diretores do abrigo contam que a mãe já foi convocada para dizer, perante o juiz, que não deseja criar o filho, mas o processo continua em tramitação. Na instituição onde Pedro e Luana moram, há oito crianças cadastradas para adoção. Dessas, apenas duas, com graves problemas de saúde, têm menos de 5 anos de idade.

Enquanto juízes, promotores, defensores e diretores de abrigos se esforçam para cumprir as determinações legais em uma corrida contra o tempo, a fila de famílias interessadas em adotar uma criança cresce: são 28 mil pretendentes cadastrados e apenas 5 mil crianças disponíveis (veja infográfico). Para a vice-presidenta do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Maria Berenice Dias, os bebês abrigados perdem a primeira infância enquanto a Justiça tenta resolver seus destinos. “Mesmo que eles estejam em instituições onde são super bem cuidados, eles não criam uma identidade de sentir o cheiro, a voz da mãe. Com tantas crianças abrigadas e outras tantas famílias querendo adotar, não se justifica esse descaso. As crianças ficam meses ou anos depositadas em um abrigo tentando construir um vínculo com a família biológica que na verdade nunca existiu”, critica.

Fonte: Agência Brasil

Conselho Tutelar da PB investiga rede de prostituição que leva crianças para o RN

O Conselho Tutelar da cidade de Guarabira, no Brejo do estado da Paraíba, está investigando a existência de uma rede de prostituição infantil que estaria recrutando crianças e adolescentes para serem abusadas sexualmente em cidades do vizinho estado do Rio Grande do Norte.

A confirmação foi feita na tarde deste domingo (20) pela conselheira Jussara Cunha, depois que ela e os demais profissionais, receberam a informação do desaparecimento de uma menina de apenas 14 anos de idade. “A jovem vivia com os avós e há mais de nove dias havia desaparecido. Na tarde de hoje descobrimos que ela estava escondida na casa de uma outra criança, de 12, na comunidade do Rabo da Lacraia, no bairro do Nordeste II. Quando chegamos lá, encontramos a menina e descobrimos toda a história” declarou a conselheira.

De acordo com as investigações a menina de 14 anos – que já estava dando muito trabalho aos avós porque fugia de casa frequentemente – recebeu o apoio da mãe da outra adolescente, que possivelmente sabia de todo o esquema. “Além delas duas, ainda existe uma outra menina de 13. A jovem que foi localizada hoje contou todos os detalhes do esquema. Disse que saiu de casa e durante três dias, ficou pelas ruas de Guarabira, principalmente durante a noite. Há cinco dias, as meninas conseguiram uma carona e estavam na cidade de Nova Cruz, no vizinho estado do Rio Grande do Norte.

Lá ficaram em um bar, possivelmente se prostituindo e usando drogas. Acreditamos que esta realidade é antiga e conta com o apoio de outras pessoas que estariam levando essas crianças para lá” completou.

A jovem de 14 anos foi encontrada com várias escoriações no corpo. Quando questionada, ela contou que se machucou depois que sofreu um acidente de moto. “Ela contou que estava no bar em Nova Cruz quando saiu com um amigo de moto e em uma curva, eles caíram. Inclusive existem registros do atendimento da menina no hospital da cidade” comentou Jussara.

O caso está preocupando o Conselho Tutelar, que neste domingo, realizou várias oitivas com as adolescentes e seus familiares, e, já começou a fazer um relatório que deverá ser encaminhado emergencialmente ao Ministério Público. A Polícia Civil também está acompanhando o caso.

Fonte: Portal Correio

Bebês e crianças em estado grave sem UTI denunciados por médicos vira destaque no Portal UOL

Local em que os bebês do hospital Januário Cicco, em Natal (RN), estão internados. A imagem foi publicada no Twitter de uma médicaSeis bebês e duas crianças estão à espera de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em hospitais de Natal. O problema foi exposto por médicos plantonistas neste domingo (20) na internet.

Na maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), cinco bebês em estado grave estariam recebendo cuidados em uma sala improvisada do centro cirúrgico. Um dos bebês pesa apenas 800 gramas e nasceu de parto prematuro na madrugada deste domingo (20).

Segundo os médicos da Maternidade de Natal, como também é conhecida a MEJC, a unidade está superlotada e há carência de pessoal.

“Deixar bebê prematuro de 800 gramas sem assistência intensiva adequada por falta de leitos de UTI neonatal é criminoso”, criticou, via Twitter, o médico anestesista José Madson Vidal, que esteve de plantão, neste domingo, na unidade. “Até quando a sociedade vai ficar anestesiada, permitindo que, diariamente, bebês agonizem pela desassistência neonatal?”, questionou.

Também no microblog, a pediatra Uelma Medeiros publicou uma foto do local em que os cinco bebês estão internados e lamentou a situação a que pacientes e médicos vêm se submetendo nos últimos meses devido a problemas enfrentados pela saúde pública no Rio Grande do Norte. “Estamos (MEJC) trabalhando há muito acima da nossa capacidade! Ninguém vai se recusar a dar assistência, mas não tem como dar a tanta gente!”, postou a médica.

No site da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), a maternidade Januário Cicco é citada como referência para residência médica e pós-graduação. O texto sobre a maternidade a descreve como “hospital de referência terciária do SUS [Sistema Único de saúde] e funciona como um campo de ensino e aplicação prática para as profissões da área da saúde, cumprindo um meritório trabalho de ensino, pesquisa e atenção à população pobre.”

Os médicos também denunciaram que há fila de espera por vaga de UTI em outra unidade, o Hospital Maria Alice Fernandes (HMAF), também em Natal.

Segundo a pediatra Kalline Jerônimo, que estava de plantão no HMAF na madrugada deste domingo, o pronto socorro está com duas crianças e um bebê necessitando de UTI e recebendo cuidados médicos em local inadequado.

A pediatra postou no Twitter a situação precária no atendimento por falta de estrutura. “Saindo do HMAF hoje… Resumo do plantão: 1 RN [recém-nascido] necessitando de UTI neonatal e 2 crianças em estado de mal asmático necessitando de UTI pediátrica.”

Caso vai à polícia

O Simed/RN (Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte) informou ao UOL que nesta segunda-feira (21) vai procurar os médicos que denunciaram os problemas para que sejam abertas investigações sobre o caso.

O presidente do Simed, Geraldo Ferreira, disse que vai anexar documentações com as denúncias a um relatório elaborado pelo sindicado  apontando à polícia a precariedade da saúde pública.

Segundo Ferreira, o sindicato está com uma agenda marcada para visitar as delegacias dos bairros de cada hospital do Estado para abrir boletins de ocorrência e, com isso, inquéritos policiais sejam instaurados contra o governo do Estado.

“A situação do atendimento público é grave. Antes existiam problemas setorizados, mas agora está generalizado. A situação escandalosa ocorre da pediatria a anestesia”, afirmou Ferreira. Ele exemplificou que estava de plantão no Hospital Walfredo Gurgel, na semana passada, e observou que as agulhas de aplicação de anestesia “não estavam perfurando a pele dos pacientes.” “A enfermagem nos informou que era um lote que veio com defeito, mas a direção do hospital não adquiriu novos lotes para substituí-lo”, citou.

Na avaliação de Ferreira, a saúde do Rio Grande do Norte passa por “uma grave crise”, com greve dos profissionais e falta de remédios e insumos básicos nos hospitais. Os médicos pararam as atividades no dia 28 de abril, 25 dias após os demais servidores terem cruzado os braços. Eles pedem melhores condições de trabalho e reajustes salariais, mas o Estado diz que não tem como dar aumento devido aos limites de gastos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Por conta da crise na saúde, o então secretário de Saúde, Domício Arruda, pediu demissão do cargo no último dia 3.

Morte

O Simed/RN também afirmou ao UOL que recebeu denúncia de dois óbitos de crianças que precisavam de UTI e morreram sem a assistência devida. Segundo Ferreira, uma criança internada no HMAF morreu por falta de vaga na UTI. Segundo o sindicato, a criança estava com problemas no aparelho gastrointestinal e necessitava de aparelhos para mantê-la viva. “O tempo em que ela ficou esperando surgir uma vaga na UTI, veio a óbito antes da transferência”, contou.

Ferreira citou ainda que o Simed vai denunciar à polícia, na próxima quarta-feira (23), a morte de outra criança por falta de UTI no Hospital Tarcisio Maia, em Mossoró.

O presidente do Simed disse também que na próxima terça-feira (22) vai aos dois hospitais para colher informações sobre o estado de saúde dos pacientes que estavam na UTI. “Recebemos relatos de que as máquinas que mantinham os pacientes vivos ficaram paradas devido à falta de energia, mas não sabemos se ocorreu óbito.”

Outro lado

A reportagem tentou falar com a direção dos dois hospitais maternidades citadas nas denúncias, mas não conseguiu contato. O UOL também procurou a assessoria de imprensa da Secretária Estadual de Saúde, mas as ligações ao telefone apontado como de “plantão” do órgão não foram atendidas.

Amico pede ajuda para comprar REVATIO; Medicamento está em falta na Unicat desde setembro

Por interino

A Associação Amigos do Coração da Criança (Amico) está apelando para a solidariedade. Esta é a única maneira de salvar crianças cardiopatas atendidas pela ONG. Um medicamento essencial para o tratamento delas, o REVATIO, está em falta na Unicat desde setembro do ano passado e a Amico não têm mais condições de bancar o tratamento que é de alto custo.

O REVATIO, cujo nome da droga é SIDENAFIL, sai por mês a uma média de R$500,00 por criança. A descontinuidade do tratamento pode acarretar complicações. “Quando deixam de usar o remédio, os sintomas pioram muito”, explicou José Madson Vidal, um dos diretores da Amico.

Das crianças atendidas, muitas vêm do interior do Estado e devem voltar para as suas cidade com o medicamento. Hoje, por exemplo, a Amico está com uma menina chamada Renata, que é de Martins e precisa da medicação. Das crianças dependentes do medicamento, algumas já foram operadas e outras em tão em pré-operatório.

Quem quiser ajudar com doações em dinheiro pode realizar o deposito no banco ITAÚ- Agência 8380 – Conta 07569-0. Aentidade também aceita outros tipos de ajuda como leites especiais, alimentação, vestimentas, brinquedos e fraldas. Colabore!

Tratamento

A medição é de uso continuo e crônico para crianças cardiopatas que tem hipertensão arterial pulmonar por cardiopatia congênita ou miocardiopatia apresentam dispnéia, sincopes. O remédio baixa a pressão dentro das artérias pulmonares.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wilson disse:

    Conheço uma pessoa que faz uso do Revatio, prefere não se identificar e pediu minha ajuda. Acontece que sua dose, segundo ela, diminuiu, e possui então algumas caixas com 90 comp de 20mg. A questão é que ele encontra-se em dificuldades, e precisa vender essas caixas para comprar outros medicamentos, o que me levou a pesquisar no google para ajudá-lo. Ele afirma estar vendendo cada uma com um desconto de R$ 1.000,00 (mil reais). Se for do interesse de vocês, entrem em contato. Muito obrigado.

Adolescente grávida é morta por amigas de 12 e 13 anos no CE

Uma criança de 12 anos e uma adolescente de 13 foram apreendidas suspeitas de matar uma outra adolescente por motivo banal segundo informações da Polícia Militar (PM) de Sobral, região norte do Ceará. De acordo com o comandante da PM na cidade, o coronel Gilvandro Oliveira, a família da vítima afirma que ela estava grávida de aproximadamente dois meses. A garota que morreu tinha 13 anos, o corpo foi enviado ao Insituto Médico Legal (IML), para verificação.

O crime, segundo o coronel, ocorreu por volta das 21h no Bairro Terrenos Novos. De acordo com o depoimento prestado na Delegacia Regional de Sobral, a criança de 12 disse ter sido agredida pela vítima há alguns dias e “ainda estava chateada” com o fato. Ao conversar com uma outra adolescente na frente de casa e contar sobre a suposta agressão, foram surpreendidas pela presença da agressora na mesma rua.

Ainda conforme o depoimento, a criança chamou a jovem que morreu para se juntar à conversa. Ela atendeu o chamado porque as duas eram amigas, mesmo com a ocorrência da suposta agressão. Logo que se aproximou das duas, a menina de 12 anos entregou uma faca para a amiga de 13. A adolescente atingiu a jovem  no tórax. Cerca de duas horas depois, a jovem morreu na Santa Casa de Sobral.

As duas suspeitas do crime fugiram, mas foram encontradas por policiais militares pouco tempo depois. Elas foram levadas para a delegacia onde prestaram depoimento. “Total banalização. Mataram a outra por uma briga, porque deu vontade”, afirmou o coronel Oliveira que acompanhou toda a ocorrência.

Fonte: G1

Pesquisas: Expor criança a alimento que causa alergia pode evitar reações mais fortes

Está no Estadão de hoje, só sabe o quanto são importantes essas pesquisas quem tem criança alérgica como eu. Segue reportagem:

Pesquisas publicadas nos últimos meses apontam a dessensibilização como a estratégia mais promissora para o tratamento de alergias alimentares. O objetivo é fazer com que o corpo se “acostume” à substância causadora da alergia. Além disso, cientistas também começam a desafiar consensos, como a conveniência de não se expor crianças até os dois anos a alimentos associados a reações alérgicas.

Pelo menos três trabalhos, divulgados em revistas científicas importantes, apontaram a eficácia da dessensibilização – também chamada imunoterapia oral. Pesquisa da Universidade de Cambridge mostrou que 22 crianças alérgicas a amendoim que comeram doses controladas e progressivamente maiores de farinha de amendoim durante 30 semanas tiveram um aumento de mil vezes na tolerância média ao alimento -o suficiente para evitar complicações de saúde mais graves em caso de ingestão acidental.

Um trabalho da Universidade Duke mostrou que, quando 16 crianças alérgicas submetidas previamente à imunoterapia oral comiam 20 amendoins, só uma apresentava reação. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina Mount Sinai, em Nova York, conseguiu resultados parecidos para derivados de leite.

A Iniciativa para Alergia Alimentar (FAI, na sigla em inglês), uma organização não-governamental, reuniu 40 alergistas em Nova York para discutir qual é a melhor opção de tratamento.

Segundo Mary Jane Marchisotto, diretora-executiva da FAI, o consenso provisório favorece a imunoterapia oral. Mas, como faltam testes de larga escala, não há nenhum regime aprovado por agências reguladoras. Por isso, a FAI está levantando fundos para um teste clínico de fase 3 com centenas de pessoas. As primeiras alternativas devem chegar ao mercado em sete anos.

Ana Paula Moschione Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), afirma que a técnica está sendo estudada no País. “Muitas vezes, não se consegue curar completamente a alergia”, pondera Ana Paula. “Mas as reações tornam-se bem mais leves, o que é importantíssimo para evitar que o pacientes coloque sua vida em risco ao comer, sem saber, algum ingrediente perigoso.”

Restrições. A bancária Sandra Guerino recorda que seu filho Rafael teve a primeira reação alérgica com um mês de idade. Ele estava no hospital tratando-se de uma virose. Os médicos decidiram a alimentação com mamadeira. A reação alérgica foi fulminante. “Por sorte, já estava internado e conseguiram reverter o quadro”, lembra Sandra.

Hoje, Rafael, com 8 anos, já está acostumado a um cotidiano que proíbe os menores traços de leite de vaca na dieta. Mas, mesmo com todo o cuidado, já teve surpresas desagradáveis. Um macarrão – que teoricamente não tinha leite na sua formulação – e uma mortadela já surpreenderam Sandra. Rafael agora está participando de um processo de dessensibilização para prevenir novos sustos.

Antonio Carlos Pastorino, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP, que conduz pesquisas sobre o tema, explica que a dessensibilização não será uma terapia universal para qualquer alergia alimentar, mas ajudará principalmente quem tem um risco mais elevado de reações graves.

Wesley Burks, diretor do grupo responsável pelo trabalho da Universidade Duke, sublinha que a dessensibilização só deve ser feita dentro da estrita supervisão de um teste clínico, pois há riscos de efeitos adversos. “É uma má ideia os pais tentarem fazer algo parecido sozinhos em casa”, alerta o pesquisador.