A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca teve 79% de eficácia na prevenção de casos sintomáticos da doença, anunciaram a empresa e a universidade nesta segunda-feira (22). Entre participantes com mais de 85 anos, a eficácia foi de 80%.
A vacina também se mostrou segura e teve 100% de eficácia contra casos graves e contra aqueles que necessitam de hospitalização dos pacientes.
Os dados significam que, nos testes, a vacina conseguiu reduzir em 79% a proporção de casos sintomáticos que ocorreriam se as pessoas não tivessem sido vacinadas. Da mesma forma, significa que conseguiu evitar todos os casos graves da doença, além de hospitalizações no grupo vacinado que ocorreriam se as pessoas não tivessem sido vacinadas.
Os testes, de fase 3, foram feitos com 32.449 voluntários nos Estados Unidos, no Chile e no Peru. Na fase 3, os cientistas analisam a segurança e a eficácia de uma vacina em larga escala, normalmente com milhares de voluntários.
A vacina de Oxford é dada em duas doses. Nesses testes, elas foram aplicadas com 4 semanas de diferença, mas outros ensaios, anteriores, mostram que, se as doses forem dadas com um intervalo de até 12 semanas, a eficácia da vacina pode ser ainda maior. Esse intervalo de 12 semanas é o que está sendo feito na vacinação no Brasil.
Os testes
A cada duas pessoas que receberam a vacina, uma recebeu um placebo (substância inativa) para servir de grupo controle; nem os cientistas, nem os participantes sabiam quem estava recebendo a vacina e quem recebia o placebo. As pessoas foram distribuídas de forma aleatória (randomizada) em cada grupo.
Dos 32.449 voluntários que participaram dos testes, 141 tiveram sintomas de Covid-19.
Cerca de 20% dos voluntários tinham 65 anos ou mais, e cerca de 60% tinham comorbidades associadas a um risco maior de complicação para a Covid-19, como diabetes, obesidade severa e doenças cardíacas.
Com os novos dados, a AstraZeneca deve solicitar autorização para uso emergencial nos Estados Unidos. No Brasil, a vacina teve o registro definitivo concedido há dez dias pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já é aplicada desde janeiro.
Um estudo preliminar feito por pesquisadores brasileiros e da Universidade de Oxford divulgado na quinta-feira (18) apontou que as vacinas de Oxford e da Pfizer foram eficazes contra a variante brasileira do coronavírus identificada pela primeira vez em Manaus, a P.1.
Sem relação com casos de coágulos
A AstraZeneca afirmou, na divulgação dos resultados da pesquisa, que não encontrou “nenhum risco maior de trombose [formação de coágulos]” entre os 21.583 participantes que receberam pelo menos uma dose da vacina.
Há cerca de duas semanas, a aplicação da vacina de Oxford foi suspensa em alguns países da Europa por causa de casos suspeitos de formação de coágulos após a vacinação.
Após uma análise, entretanto, a agência de medicamentos da União Europeia concluiu que a vacina era “segura e eficaz”. A agência também disse que vai continuar a acompanhar e analisar os dados de vacinação no continente, mas que os benefícios da aplicação da vacina superam os riscos.
Na sexta-feira (19), o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um parecer afirmando que nenhuma relação havia sido estabelecida entre qualquer vacina contra a Covid e trombose.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu aos países que continuassem usando a vacina.
Probióticos são microrganismos vivos, encontrados em alimentos, que fornecem vários benefícios à saúde Reprodução/Getty Images
Mais do que alimentos da moda, os probióticos podem ser importantes aliados na luta contra a Covid-19. É o que sugere uma revisão publicada recentemente na Nutrition Research. De acordo com o estudo, essas bactérias do bem encontradas em diversos alimentos, como iogurte, leite fermentados e queijo, podem ajudar a aumentar a imunidade para combater o vírus.
Nas últimas duas décadas, um crescente número de evidências mostrou que os probióticos podem ajudar a modular a resposta imunológica e tratar várias doenças, especialmente infecções virais. O novo estudo revisou essas evidências e concluiu que esses alimentos têm grande potencial contra a Covid-19.
Segundo o estudo, os probióticos podem aprisionar o vírus na infecção respiratória, bem como inibir a ligação do vírus ao receptor da célula hospedeira. Em estudos humanos, descobriu-se que os probióticos protegem contra o resfriado comum e a gripe em mais de 50%.
Um modelo de camundongo mostrou que os probióticos promovem a eliminação do vírus da gripe e neutralizam a produção de anticorpos. Como resultado, o vírus é eliminado dos pulmões e de outros locais de infecção.
Os autores chegaram a uma lista de cepas probióticas que podem ajudar a prevenir a infecção e aumentar a função imunológica para reduzir o impacto das infecções virais, especialmente do novo coronavírus.
Probióticos são microrganismos vivos que fornecem vários benefícios à saúde. Isso inclui os gêneros de bactérias Lactobacillus e Bifidobacterium, normalmente presentes em alimentos fermentados.
Os Lactobacillus, por exemplo, atuam no sistema imunológico. Uma combinação de três cepas de Lactobacillus induziu uma resposta antiviral, aumentando a produção de citocinas inflamatórias e regulando positivamente genes imunomoduladores.
Benefícios semelhantes foram encontrados com o gênero Bacillus, com inibição da replicação viral e maior taxa de sobrevivência. O peptídeo antiviral P18 protegeu camundongos em 80% das infecções e reduziu as cargas virais pulmonares, indicando seu potencial para desenvolvimento posterior.
“Muitas descobertas indicam que tais probióticos mantêm um sistema imunológico saudável, que ajuda o corpo a se recuperar após uma infecção viral respiratória em modelos animais. Essas intervenções não apenas melhoraram a saúde dos animais, mas também reduziram a carga viral em seus pulmões e aumentaram as taxas de sobrevivência”, explica a nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.
Mecanismos
Os efeitos benéficos dos probióticos são mediados por múltiplos mecanismos, incluindo a inibição da adesão bacteriana, melhor funcionamento da barreira mucosa, modulação da resposta imune e ação antioxidante.
“Estudos futuros devem identificar a combinação ideal de cepas de probióticos para atuar no combate à Covid-19, de acordo com o perfil de cada pessoa. Uma vez que esses achados sejam validados, os probióticos podem ser introduzidos no tratamento da Covid-19”, diz Marcella .
Nesse momento, ela ressalta que o importante é cuidar da saúde intestinal, comendo mais fibras probióticas e alimentos enriquecidos com probióticos para reduzir o risco de doenças graves. “Um mix saudável de frutas e vegetais irá contribuir para termos bactérias intestinais saudáveis, podendo ser complementado com kefir, kombucha, iogurtes probióticos e suplementos prescritos por médicos”, recomenda a nutróloga.
BG, tem estudo novo tbm da ivermectina (JAMA) e cloroquina (Lancet). Mais uma vez, sem qualquer evidência de melhorias nos pacientes. O da cloroquina testaram também em conjunto com a azitromicina e em fase inicial da doença! Deu em nada. P q será que você só publica notícias de estudos reiras aqui? Vamos buscar informação de qualidade, bebê!
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) divulgou os programas de estudo para o concurso público voltado ao provimento de cargos Técnico-Administrativos em Educação. As informações sobre o processo seletivo estão na página do Núcleo Permanente de Concursos (Comperve). A seleção é destinada a 22 vagas para cargos de níveis superior e médio nos campi de Natal, Macaíba, Caicó, Currais Novos e Santa Cruz.
As inscrições podem ser realizadas entre os dias de 3 de maio e 7 de junho, na página do Núcleo Permanente de Concursos (Comperve). A seleção terá provas de conhecimentos básicos e específicos (Língua Portuguesa, Legislação e Conhecimentos Específicos de cada área), mediante aplicação de provas objetivas e discursiva (redação), de caráter eliminatório e classificatório. Veja (AQUI) o edital do concurso.
As provas serão aplicadas no dia 4 de julho, nos municípios de Natal, Caicó, Currais Novos e Santa Cruz. Além das vagas existentes para provimento imediato, o concurso terá a formação de cadastro de reserva. Vale destacar que as nomeações para os cargos de Médico/ Área Psiquiatria (códigos 103 e 104), Técnico em Tecnologia da Informação (códigos 204 e 205), Técnico de Laboratório/Área Química (código 203) e Assistente em Administração (códigos 206, 207 e 208) vão acontecer após a convocação e esgotamento da lista de aprovados nos concursos anteriores ainda vigentes da UFRN.
Os cargos de nível superior são: Odontólogo, Enfermeiro, Médico/Área Psiquiatria, Médico/Área Ortopedia, Médico/Área Pediatria, Médico/Área Anestesiologia, Médico/Área Cirurgia Geral, Contador e Pedagogo. Para o nível médio, as vagas são para: Técnico em Contabilidade, Técnico de Laboratório/Área Biotério, Técnico em Laboratório/Área Química, Técnico em Tecnologia da Informação e Assistente em Administração.
esses concursos sao uma otima fonte de arrecadação p/ quem faz. A gente tira pelo preço das inscrições. Agora p/ chamar p/ trabalhar é luta praticamente eterna… se brincar a pessoa ate esquece que fez o concurso e ja ta em outra vibe. Ou seja, arrecada-se dinheiro e pronto, é isso o que importa. Agora dar emprego, que deveria ser a principal função dum troço desses chamado concurso, isso a gente praticmente nao ve acontecer. É luta, e pegue sofrimento
palhaçada é esse sorteio pra cotista nesse concurso, nunca vi isso na vida… tem cargos com apenas uma vaga, aí vai ser sorteada pra negro? isso não é um racismo inverso contra os brancos? isso já está passando dos limites. A lei é clara, só tem cota de 3 vagas pra cima.
Várias pessoas tentaram impugnar o edital e nada, infelizmente é UFRN sendo UFRN, vai entrar algum peixe aí de algum professor lá de dentro!
Se o próprio concurso fala que não vai chamar niguem por que ainda tem lista de concursos passados aguardando , por que fazer ? Para que fazer ? Isso é um concurso de palhaçada com a população .
Pesquisadores da universidade de Burgos, na Espanha, e da Universidade Federal de Santa Catarina, coordenaram um estudo que demonstra a presença do SARS-CoV-2, o novo coronavírus que provoca a covid-19, em águas residuais do Brasil ainda em novembro de 2019.
Conforme informou nesta terça-feira (8) a instituição espanhola, o estudo, publicado pela revista Science of the Total Environment, analisou especificamente a presença do patógeno em águas residuais em Florianópolis.
Todos os resultados da pesquisa indicavam que o SARS-CoV-2, provavelmente, circulava sem ser detectado no Brasil desde aquela época, dois meses antes da notificação do primeiro caso na América do Sul, em 21 de janeiro de 2020 e um mês antes da confirmação dos primeiros positivos em Wuhan, na China.
No estudo, foram analisadas as águas residuais humanas de Florianópolis, recolhidas diretamente da rede de esgoto, para a detecção do novo coronavírus, durante o período de outubro de 2019 e março de 2020.
O patógeno foi detectado mediante diferentes sistemas de RT-qPCR, recomendados por centros de controle de doenças dos Estados Unidos, Europa, entre outras. Todos os resultados positivos de amostras foram confirmados posteriormente por laboratório independente.
Para corroborar a veracidade das conclusões, foram sequenciados os produtos de RT-qPCR para confirmar a identidade com o SARS-CoV-2, e foi feito um estudo de sequenciação direto e completo das amostras de água residual.
Além disso, as amostras de três análises posteriores (de dezembro de 2019, fevereiro e março de 2020) deram positivo em todos os testes RT-qPCR, inclusive com um forte aumento nas amostras colhidas no início de março do ano passado.
Esta é a primeira detecção da presença do RNA do vírus SARS-CoV-2 no continente americano, e indica a presença e circulação do patógeno 56 dias antes da primeira notificação oficial de um caso clínico de Covid-19 no continente, e mais de 90 dias antes do primeiro positivo no Brasil.
Os resultados também demonstraram que a carga viral do novo coronavírus se manteve constante de novembro de 2019 até março de 2020, para em seguida sofrer aumento que coincidiu com o início dos casos em Santa Catarina.
Os trópicos podem tornar-se inabitáveis para o ser humano se não conseguirmos limitar o aquecimento global a 1,5 grau centígrado, alertam os cientistas. Cumprir as metas climáticas mundiais pode evitar que as populações das regiões tropicais enfrentem episódios de “calor insuportável”.
“O calor extremo, em consequência do aquecimento global, é uma questão preocupante para a crescente população tropical”, diz novo estudo publicado nessa segunda-feira (8), na revista científica Nature Geoscience.
As regiões tropicais do planeta podem atingir ou mesmo exceder os limites suportados pela vida humana, devido às alterações climáticas. O aumento do calor e da umidade ameaçam, assim, submeter grande parte da população mundial a condições potencialmente letais.
Se não conseguirmos limitar o aquecimento global a 1,5 grau centígrado , as faixas tropicais que se estendem em ambos os lados do Equador correm o risco de se transformar num novo ambiente que atingirá “os limite da habitabilidade humana”, adverte a pesquisa.
Desenvolvido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, o estudo lembra que a capacidade de o ser humano “arrefecer” o seu corpo depende de certas condições de temperatura e umidade do ar.
Como explicam os cientistas, há um limite de sobrevivência além do qual uma pessoa já não consegue regular a sua temperatura corporal com eficácia. Esse limite é excedido quando o denominado termômetro de bulbo úmido (WBGT, a temperatura mais baixa que pode ser alcançada apenas pela evaporação da água). indica que a temperatura e a umidade do ar ultrapassam os 35 graus centígrados.
Isto é, temos uma temperatura corporal que permanece relativamente estável em 37 graus, enquanto a nossa pele é mais fria para permitir que o calor flua.
Mas se a temperatura do bulbo úmido exceder os 35 graus, o corpo torna-se incapaz de se resfriar. “Se estiver demasiadamente úmido, o nosso corpo não consegue arrefecer evaporando o suor – é por isso que a umidade é importante quando consideramos a habitabilidade em um local quente”, disse ao Guardian Yi Zhang, investigador da Universidade de Princeton que conduziu o novo estudo.
“As altas temperaturas são perigosas ou mesmo letais”, acrescentou.
Nesse sentido, os especialistas concluíram que o aumento da temperatura tem de ser limitado a 1,5 grau para evitar que as regiões dos trópicos ultrapassem os 35 graus na temperatura do bulbo úmido.
Considerando o atual contexto de aquecimento global, os autores alertam que essas regiões podem experimentar “eventos de calor extremo” nos próximos anos, que podem exceder o “limite de segurança”.
Cumprir metas climáticas é solução
As condições perigosas e “intoleráveis” nos trópicos podem ocorrer ainda antes do limiar de 1,5 grau.
De fato, o mundo já aqueceu, em média, cerca de 1,1 grau centígrado nos últimos anos, e embora os governos tenham prometido, no acordo climático de Paris, manter as temperaturas a 1,5 grau, os cientistas têm alertado que esse limite pode ser ultrapassado dentro de uma década.
Isso tem implicações potencialmente negativas para milhões de pessoas – cerca de 40% da população mundial vivem, atualmente, em países tropicais, sendo que essa proporção deverá aumentar para metade da população mundial até 2050.
“Pode-se pensar neste termômetro do bulbo úmido como uma imitação do processo de arrefecimento da pele humana por meio da evaporação do suor – é por isso que é relevante para o stress térmico dos nossos corpos”, explicou Zhang.
“Quanto mais seco for o ambiente, mais eficaz é a evaporação e menor a temperatura do bulbo úmido”, acrescentou.
A investigação de Princeton centrou-se em regiões tropicais, em latitudes entre 20 graus a norte do Equador, uma linha que corta o México, a Líbia e Índia, até 20 graus ao sul, que passa pelo Brasil, Madagascar e o norte da Austrália.
A CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, mostrou ser eficaz contra a variante de Manaus do coronavírus, segundo dados preliminares de um estudo feito pelo Instituto Butantan, responsável pelo estudo clínico da vacina e que está envasando o imunizante no Brasil, disse uma fonte com conhecimento do estudo à Reuters nesta segunda-feira (8).
Segundo a fonte, o estudo foi feito por meio do exame de amostras de sangue retiradas de pessoas vacinadas com a CoronaVac e testadas contra a variante de Manaus, e os dados preliminares indicam que o imunizante foi eficaz contra a cepa. O estudo ainda será ampliado para a obtenção de dados definitivos.
A variante do coronavírus conhecida como P1 e originada em Manaus é apontada como mais transmissível do que cepas anteriores do coronavírus e, por isso, é vista como um dos fatores que levaram ao recrudescimento da pandemia de Covid-19 no Brasil nas últimas semanas.
O Butantan já entregou 16,1 milhões de doses da CoronaVac, que é aplicada em duas doses, ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. Além desse montante, o PNI conta atualmente com 4 milhões de doses importadas prontas da Índia da vacina desenvolvida em conjunto entre a AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido.
O presidente do Butantan, Dimas Covas, disse anteriormente que a CoronaVac teve resultados “muito positivos” em teses feitos na China contra as variantes britânica e sul-africana da Covid-19, também apontadas como mais contagiosas que cepas anteriores.
Uma das principais referências globais em estudos de imunologia, a pesquisadora Akiko Iwasaki, da Universidade Yale (EUA), se debruça há um ano em pesquisas que possam ajudar a combater a covid-19, mas teme que a pandemia ainda esteja bem longe do fim. Suas maiores preocupações agora são com as variantes que já demonstraram a capacidade de reinfectar quem foi contaminado anteriormente e com a desigual distribuição de vacinas pelo mundo.
Autora de trabalhos importantes – como o que mostrou que é possível prever, pela a carga viral na saliva de pessoas contaminadas com a covid-19, se elas vão desenvolver um quadro grave; e o que revelou por que homens têm quase duas vezes mais chance de morrer pela doença –, Akiko participa nesta quinta-feira, 4, às 11h, de webinar aberto ao público promovido pelo Instituto Serrapilheira.
A pesquisadora vai abordar o papel da ciência básica no enfrentamento de desafios concretos, como a covid-19. O evento marca o lançamento do Programa de Formação em Biologia e Ecologia Quantitativas, que o Serrapilheira promove com o objetivo de preparar futuros cientistas para a pesquisa transdisciplinar em ciências da vida. Akiko faz parte do comitê consultivo do programa.
Em entrevista exclusiva ao Estadão, a pesquisadora aborda os desafios que a pandemia ainda traz para a ciência – como o que faz as variantes mais potentes surgirem e os obstáculos para o desenvolvimento de tratamentos contra a covid. Ela explica também suas descobertas mais recentes e em quais aspectos é preciso investir para deixar o mundo mais preparado para futuras pandemias. Confira a seguir:
Como a sra. avalia o status atual da pandemia. Em um ano a ciência conseguiu desenvolver várias vacinas, mas elas ainda não estão amplamente distribuídas em todo o mundo. Ao mesmo tempo em que diversas variantes estão surgindo e alguns países, como o Brasil, ainda sofrem bastante com a doença. Ainda estamos muito longe de combater a covid-19?
Infelizmente, acredito que sim. Sem vacinas amplamente disponíveis em todo o mundo, será difícil alcançar imunidade de rebanho. Em alguns países há mais vacinas que em outros. Obviamente há uma disparidade no acesso à vacina em todo o mundo. Então, estou preocupada com a escassez de vacina assim como a iniquidade da distribuição.
Quais são os maiores desafios agora?
Os problemas são multifacetados. As medidas de saúde pública não são implementadas igualmente em todo o mundo, como o uso de máscaras, o distanciamento social, os hábitos de higiene. E a adoção de lockdown também varia muito, em alguns lugares foi muito tarde, em outros muito cedo, e é possível ver uma grande diferença na incidência das taxas de mortes dependendo do momento do lockdown. São todos fatores importantes que fazem com que alguns países sofram mais.
Em um de seus trabalhos mais recentes, a sra. discute o que a reinfecção significa para a pandemia. Acredita que as reinfecções são agora um problema maior do que se imaginava quando os primeiros casos apareceram?
Sim. Porque as variantes estão em alta em várias partes do mundo. Sabíamos que iriam ocorrer mutações, mas é surpreendente ver que tantas mutações estão aparecendo ao mesmo tempo em tantos lugares. E essas variantes parecem ser mais transmissíveis, em alguns casos mais fatais. Isso vai colocar um pouco em xeque os programas de vacinação, porque a imunidade induzida pelas vacinas pode não ser capaz de prevenir todas as infecções que poderiam ser evitadas se não fosse pelas variantes.
A sra. diz que é surpreendente ter tantas mutações aparecendo ao mesmo tempo. E a sensação é de que emergiram rápido demais, antes mesmo de termos a chance de vacinar as pessoas. Qual se imagina que seja a explicação para isso? Tem a ver com o fato de o vírus ainda estar se dispersando demais?
A resposta completa para essa questão ainda é desconhecida. Há alguns dados surgindo que apontam que pessoas que têm a imunidade comprometida e que estão infectadas por muito tempo acumulam mutações. As variantes que estão despontando podem estar vindo desses pacientes que estão infectados por um longo tempo com covid. Como essas pessoas não conseguem eliminar o vírus sozinhas, costumam receber plasma de convalescentes. Isso pode acabar eliminando o vírus, mas dá tempo para que as mutações se acumulem antes da eliminação. O vírus que é selecionado para escapar do plasma convalescente pode circular na população dando origem às variantes. Ainda não está claro quais são exatamente as fontes dessas variantes. Pacientes imunocomprometidos podem ser uma delas, porque tendem a acumular múltiplas mutações dentro de si. Se este for o caso, antes de tudo temos de entender a fonte das variantes para que possamos eliminar a fonte e também prevenir que futuras variantes aconteçam. É algo que ainda não entendemos muito bem, mas que pode ser um motivo pelo qual estamos vendo as variantes. É bem preocupante.
Cientistas brasileiros estão bastante preocupados que o cenário de descontrole da pandemia no País possa fazer com que o Brasil se torne um celeiro para o surgimento de novas variantes. Concorda com essa avaliação? Este tipo de situação em que o vírus circula livremente pode ser uma das explicações para o surgimento das cepas mais preocupantes?
Concordo. Quando a transmissão é galopante, novos mutantes podem surgir e se espalhar. É como colocar lenha na fogueira. No outono e inverno de 2020, a transmissão nos EUA foi galopante, mas tínhamos apenas um vírus. Agora, os EUA também têm as variantes. Eu me preocupo com outra onda e mais variantes se não controlarmos a propagação entre a população.
Um de seus trabalhos durante a pandemia foi mostrar que a quantidade de vírus na saliva pode predizer quão grave será a doença. Como isso funciona?
Entender o que faz uma pessoa ficar muito ou pouco doente é importante para os médicos poderem planejar um tratamento melhor. A saliva é um modo bem conveniente de dizer se uma pessoa pode desenvolver uma doença pior. É um dos fatores chave, além da idade, para predizer doença severa. E é fácil de coletar, mais do que amostras de nasofaringe, e são melhores em prever severidade. Imaginamos que o motivo é porque amostras de nasofaringe detectam os vírus do trato respiratório superior, que não é o que faz a pessoa ficar doente. O problema ocorre quando o vírus vai do nariz para o pulmão. E porque há um mecanismo que propele o vírus do pulmão todo até a boca, com tosse, por exemplo, a saliva acaba guardando essa informação que se mostrou chave para predizer a severidade da doença.
A sra. também desvendou por que a doença é pior em homens do que mulheres. O que faz com que eles tenham quase duas vezes mais chance de morrer que elas?
Focamos nas diferenças biológicas em homens e mulheres. E realmente vimos diferenças na forma como homens e mulheres respondem a esta infecção, especialmente no começo da infecção. Mulheres tendem a estimular melhor a resposta das células T (uma das células do sistema imune) que homens, que tiveram níveis mais baixos de ativação das células T. E isso também corresponde com o fato de homens desenvolverem doenças mais graves que as mulheres. Uma coisa interessante que vimos é que, com a idade, homens têm uma queda na ativação das células T. Já as mulheres, não. Mesmo quando as mulheres estão com 80 ou 90 anos, elas ainda estão bem em ativação dessas células. Acreditamos que isso pode ter a ver com o cromossomo X, que mulheres têm duas cópias e homens, só uma. E sabemos que alguns genes do cromossomo X são muito importantes para o sistema imune.
Esse pode ser um dos motivos pelos quais vemos casais em que os homens ficam muito doentes e as mulheres, não?
Pode ser um de muitos fatores que mudam a resposta imune, entre outras coisas.
Há alguns indícios de que as vacinas têm sido capazes de aliviar os sintomas das pessoas que continuam com problemas mesmo depois de terem tido covid. Estes casos também vêm se mostrando como um dos desafios da pandemia?
Há centenas de milhares de pessoas, se não milhões, que têm consequências de longo prazo da covid. Se isso é provocado por um vírus persistente ou algo mais, ainda não sabemos, mas certamente não é um evento raro. Mesmo pessoas jovens e saudáveis tiveram sintomas por longo tempo depois da covid. É um problema enorme. De fato, há exemplos de reinfecção e subsequente infecção que também deixam as pessoas doentes, mas estou falando de pessoas que tiveram apenas uma infecção e por um longo tempo ficaram doentes. Para esses pacientes, neste momento, não tem nenhuma boa terapia. Isso é especialmente aterrorizante nos jovens, capazes, atléticos, que nem ficaram doentes no começo da infecção e, de repente, passam a ter sintomas debilitantes. Não conseguem ir ao trabalho, não conseguem pensar direito, se lembrar das coisas. São tantas questões relacionadas ao cérebro que é devastador para essas pessoas. E para elas não existe nenhum tratamento.
Na verdade não existe tratamento para caso nenhum, não é?
Sim, ainda precisamos encontrar soluções para ambos os problemas: prevenir a doença com vacinas e tratá-la quando as pessoas pegarem. A melhor forma para lidar com isso é encontrar terapias para tratar precocemente, porque se passa muito tempo, o único tipo de droga que vai ajudar são corticosteróides, como a dexametasona, que só melhora os sintomas, mas não cura a doença, não mata o vírus. Se puder interferir bem cedo, seja com interferon ou com anticorpos monoclonais, seria possível prevenir a ocorrência de doenças mais severas. Novas drogas são necessárias, especialmente antivirais, mas de novo teria de ser para tratar muito cedo. Teria de ter um grande estoque de bons antivirais prontos para serem usados para dar para as pessoas que acabaram de ser expostas à covid e dar imediatamente, como ocorreu com o tamiflu (com a H1N1). Mas ainda não temos isso. E acho que já deveríamos ter.
Um dos tópicos que a sra. vai conversar com estudantes brasileiros é sobre como a ciência deve se preparar para as próximas pandemias. O que já aprendemos com essa?
Certamente aprendemos várias lições com essa pandemia que nos preparam para as futuras. As vacinas são realmente a história de sucesso, mas há outras coisas que poderíamos ter feito, como ter uma prateleira cheia de antivirais prontos para serem usados. São coisas que sei que a comunidade científica pode alcançar, mas ainda não houve esforço determinado nesse sentido e é algo que acho que podemos fazer para o futuro. E obviamente investir em ciência básica é a chave. Toda a tecnologia para desenvolver todas essas vacinas veio da ciência básica. E a curiosidade é o que direciona a pesquisa. Se parar isso, não haverá mais avanços. Tem de ter investimento para isso. E nem precisa ser especificamente para vacina, mas só de tentar entender melhor como o corpo responde a vírus, em geral, vai nos ajudar a fazer melhores vacinas no futuro. Vigilância é uma outra área que temos de melhorar, com certeza. Há muita vigilância ocorrendo em várias partes do mundo agora, mas deveríamos manter esse nível de vigilância o tempo todo, mesmo sem pandemia, apenas para ver se há a emergência de novos vírus sendo transmitidos para humanos.
O que a sra. recomenda que os estudantes que estão iniciando a carreira científica agora deveriam focar tendo em vista a possibilidade de emergência de novas pandemias?
Estudantes deveriam estar aprendendo amplamente sobre diferentes assuntos. Obviamente, uma vez que tiverem esse conhecimento, podem focar em alguma área. Mas hoje em dia o que acontece é que tem tanta ciência interdisciplinar acontecendo, que se você sabe apenas uma coisa, não é suficiente. Você precisa entender diferentes ciências, como matemática, física, biologia computacional, etc. Não é preciso ser um especialista em tudo isso, mas é muito importante entendermos as bases de todas essas diferentes disciplinas. Para que um dia você possa colaborar e fazer as perguntas certas com os especialistas.
Só falou verdades e só desmentiu o cara que engana a boiada até com ozônio no traseiro. Só pq ela é uma das maiores especialistas do mundo não significa que o Bozo, que mal tem um curso superior de paraquedismo não saiba mais que ela neh.
E desde quando cientista sabe de alguma coisa? Se Bolsonaro disse que é só um resfriado, qual é o cientista que tem voto suficiente pra desmentir isso? Viva a democracia e sua sabedoria.
Cuidado pra não perder um familiar para covid e “queimar” a língua.
Hang tá ai como exemplo.
A internet e as redes sociais tem muitos méritos mas o seu grande problema é dar voz a quem nunca leu um livro na vida, só posts fake e memes bovinos. Aí vira esse grande circo onde não faltam palhaços. Me desculpe se você foi apenas irônico.
Cientistas da Alemanha descobriram que uma proteína, conhecida como NFL, está relacionada com a longevidade. Ela é encontrada nas células nervosas do sangue. Os pesquisadores estudaram os níveis dessa proteína em idosos com cerca de 90 anos e também em um grupo centenário. De acordo com os resultados, ter níveis baixos dessa proteína pode aumentar o tempo de vida.
Na edição desta quinta-feira (4) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou por que níveis elevados dessa proteína podem ser prejudiciais para o organismo.
“Essa proteína é um neurofilamento que existe nos neurônios que estão dentro do nosso sistema nervoso central. Se o indivíduo tiver alguma doença neurodegenerativa, os neurofilamentos vão para a corrente sanguínea — conseguimos detectar por meio de um exame de sangue”, disse Gomes.
“Portanto, a correlação é que se for detectado níveis altos significa que eu estou tendo perda ou lesão neuronal, e isso se associa a um tempo de vida mais curto ou a presença de alguma doença neurodegenerativa. [A proteína] funciona como um biomarcador que nos mostra que o bom mesmo é ter os neurofilamentos onde precisam estar: dentro dos neurônios.”
A hiperatividade do sistema imunológico pode ser uma das causas da alta mortalidade da Covid-19 com relação a outras doenças do aparelho respiratório. Pesquisadores do Reino Unido apontam que um descontrole na resposta imune ao novo coronavírus (SARS-CoV-2) pode acabar por inflamar exageradamente os tecidos de órgãos afetados, agravando a doença e podendo levar à morte.
Assim como outros vírus respiratórios, como os que causam a Influenza A (gripe comum) ou mesmo outros coronarívus (MERS-CoV e a SARS-CoV), o novo SARS-CoV-2 causa um tipo muito particular de tempestade de citocinas, moléculas usadas pelo corpo para indicar às células de defesa onde a infecção está localizada e começar o processo de extinção do vírus.
Essas moléculas de localização, as citocinas, são dividias em duas classes, as pró-inflamatórias e as anti-inflamatórias. Durante as infecções pelos vírus da gripe comum, da MERS e da SARS, o corpo libera essas duas classes de citocinas de maneira equilibrada, de forma que as citocinas pró-inflamatórias sejam enviadas para combater o vírus invasor e, depois, as anti-inflamatórias avisem o sistema imunológico que é preciso relaxar as defesas para não agredir os órgãos.
O que os pesquisadores descobriram ao longo do estudo, é que, em casos graves de Covid-19, a resposta imune é diferente. Os níveis das citocinas anti-inflamatórias IL-2, IL-10, IL-4 ou IL-5 não sobem como deveriam, o que causa uma desregulação do IFN tipo 1, que é o processo de recrutamento dos leucócitos, que combatem o vírus invasor. A falta de um freio eficiente acaba fazendo com que essas células agridam o corpo.
Em resumo, em casos graves de Covid-19, as células pró-inflamatórias são convocadas, mas como o mecanismo anti-inflamatório está desregulado, o corpo não entende a hora que precisa encerrar o combate.
O sistema imunológico acaba estabelecendo um ciclo exacerbado da inflamação e agredindo os órgãos. Essa hiperindução de citocinas pró-inflamatórias causa quadros de inflação grave do aparelho respiratório. “É um dos fatores que contribuem para a mortalidade observada com o coronavírus 2019”, escreveram os pesquisadores.
Com o estudo, os pesquisadores esperam colaborar para a produção de tratamentos mais eficientes, que trabalhem as particularidades das doenças respiratórias. Segundo os cientistas, “o estudo poderia ajudar os especialistas a identificar intervenções que aliviam a síndrome de liberação de citocinas e diferentes doenças, e avaliar se poderiam utilizá-las nos casos de COVID-19”.
Pesquisadores brasileiros descobriram que duas doses da Coronavac podem não ser suficientes para a variante brasileira do novo coronavírus (P1), identificada primeiro em Manaus, capital do Amazonas, em dezembro de 2020.
A pesquisa, ainda preliminar, traz outro alerta importante: os anticorpos de quem já teve o novo coronavírus com a cepa mais comum da doença não garantem imunidade contra esta variante.
Apesar do alerta, pesquisadores que participaram do estudo, José Luiz Proença Módena e Fabiana Granja, ambos da Unicamp, destacaram que a aplicação do imunizante deve continuar e que essa é a “única forma de prevenir casos graves da doença”.
O estudo, conduzido por cientistas da USP, Unicamp, Universidade de Oxford entre outras instituições, sugere que a cepa, presente em pelo menos 17 estados brasileiros, é capaz de driblar a capacidade neutralizante dos anticorpos produzidos tanto por quem já pegou Covid-19, como por quem já recebeu duas doses da Coronavac.
O artigo chama a atenção para a possibilidade de novas variantes do Sars-CoV-2 serem mais resistentes às vacinas contra Covid-19. Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram o plasma de oito pessoas que participaram dos testes da fase 3 da Coronavac e que já haviam sido imunizados com as duas doses da vacina no final de agosto.
Os pesquisadores confrontaram a capacidade dos anticorpos presentes no plasma de “vencerem” a nova variante P1 e a cepa do vírus que mais circula no País, da linhagem B, e perceberam que o vírus conseguiu escapar. Não há informações no estudo sobre a gravidade da doença para quem se reinfectar ou se infectar com a cepa P1 mesmo tendo sido vacinado.
“Nossos dados, em hipótese alguma, indicam que a Coronavac não funciona. Só chama atenção para o fato de que as medidas de controle da doença precisam continuar mesmo entre os que já tomaram a vacina, que dá proteção contra formas graves e é a única forma de aliviarmos a pressão sobre o sistema de saúde”, afirmouo coordenador Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes da Unicamp, professor José Luiz Proença Módena.
Resposta imune
A Coronavac é produzida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica Sinovac e é a principal vacina contra a Covid-19 distribuída pelo Ministério da Saúde através do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Em nota, o Butantan informou que a vacina “induz ampla resposta imune” contra a Covid-19 e que “realiza estudos próprios em relação à variante identificada no Amazonas. Os resultados devem ser conhecidos nos próximos dias”.
“As novas variantes aumentam a chance de reinfecção. Quem já teve pode não estar protegido”, afirmou a pesquisadora Fabiana Granja, responsável pela manipulação do vírus em laboratório.
Anticorpos
Em outra conclusão que inspira preocupação, os cientistas analisaram o plasma sanguíneo de 19 pessoas que tiveram Covid-19. O resultado: há uma diminuição em seis vezes das chances de os anticorpos neutralizarem a nova variante.
Os pesquisadores seguem trabalhando e afirmaramque novos resultados, realizados com a análise do sangue de outras pessoas, estão mostrando os mesmos dados que os iniciais.
“É um alerta. Vamos continuar pesquisando. Talvez seja necessária a aplicação de uma dose de reforço, ou de vacinar as pessoas todo ano contra a Covid-19, como fazemos no caso da Influenza (gripe). As pessoas devem tomar a vacina, porque é ela quem vai evitar a ida ao hospital”, afirmou.
Calça cravada, rindo de orelha a orelha com essa informação, mais uns milhões garantido, e quando aparecer uma segunda cepa vem a quarta dose a terceira cepa a quinta dose desse placebo e por aí vai , e o governo federal só pagando e afundando o país.
Ôh, governo de bom coração , e se não quiser pagar o STF obriga e o governo que se vire aumentando a sua dívida vendendo títulos públicos para arrecadar dinheiro e pagar . E todos aqueles ligados ao calça cravada nos estados ganham, menos o povo.
Obrigado aos governadores em especial ao governador João Dória, por ter assumido a frente no combate ao coronavirus.
Qto ao irresponsável, espero que seja preso, o qto antes, por crime contra a saúde pública.
Nenhuma essas vacinas até agora fabricadas, garante com segurança total a imunização do vacinado. As diversas variações de eficácia são preocupantes e limitantes, bem como, o surgimento de novas cepas, imunizar só não resolve, apenas minimiza.
Os fabricantes da Vacina contra o Covid estão rindo a toa, vários estão ficando bilionários segundo uma reportagem, quanto mais vacinas melhor para eles. Se a vacina salvar mesmo vidas que fiquem cada vez mais ricos, agora se a indústria estiver se aproveitando do caos, logo saberemos.
Foto: American Roentgen Ray Society/American Journal of Roentgenology)
Em artigo publicado no American Journal of Roentgenology, a pesquisadora Shabnam Mortazavi, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, avaliou o inchaço de gânglios linfáticos axilares em mulheres que foram vacinadas contra a Covid-19.
A reação foi identificada nos casos dos imunizantes da Moderna e da Pfizer/BioNTech e já tinha sido observada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). Por se assemelhar a características de tumores malignos, o efeito colateral tem chamado a atenção de profissionais da saúde desde o início da vacinação no país norte-americano.
Mortazav analisou registros de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021 de um total de 23 mulheres, entre 21 e 49 anos. Todas apresentaram inflamação dos gânglios linfáticos na axila do mesmo lado do braço em que foi aplicada a vacina. Dentre as pacientes, 13% foram classificadas como sintomáticas em decorrência da presença de caroços. Em 43%, o inchaço foi detectado acidentalmente em exames de rastreamento, como mamografia, ultrassom e ressonância magnética. E em outros 43% dos casos, a reação foi identificada a partir de diagnósticos por imagem realizados por motivos distintos.
No caso das mamografias, um nódulo foi considerado anormal quando o tamanho, a forma ou a densidade dele divergiam das proporções dos demais nódulos axilares. Para ultrassonografias, identificou-se a irregularidade com base na avaliação da espessura cortical e na proeminência do nódulo comparada à axila oposta. Em ressonâncias magnéticas, foram considerados anormais os nódulos assimétricos em tamanho ou número em relação à outra axila.
Os resultados mostraram que 57% das mulheres estavam com um nódulo anormal. Esses dados foram obtidos durante um intervalo médio de 9,5 dias entre o recebimento da primeira dose de vacina e a realização dos exames. “O estudo destaca a inflamação dos gânglios linfáticos axilares do mesmo lado do braço vacinado com Pfizer/BioNTech ou Moderna como uma reação em potencial com a qual radiologistas devem estar familiarizados”, declara, em nota, Mortazavi.
A pesquisa ainda ressalta que as informações são importantes para que as reações não sejam confundidas com tumores malignos. De acordo com Mortazavi, para melhorar a avaliação dos casos de inchaço dos gânglios linfáticos e das suas possíveis causas, é fundamental levar em consideração a data em que o paciente foi vacinado contra o Sars-CoV-2 e o braço em que o imunizante foi aplicado.
No último dia 15 de fevereiro, o site da empresa de saúde University Hospitals, nos EUA, entrevistou a especialista em radiologia da mama Holly Marshall, médica no Cleveland Medical Center, que não esteve envolvida no estudo. Ela explicou à publicação que a reação não necessariamente é preocupante. “O inchaço pode ser um sinal de que o seu corpo está produzindo anticorpos em resposta à vacina, como é esperado”, disse. “É um acontecimento normal enquanto o corpo está construindo uma resposta imunológica para combater o vírus.”
Não criemos pânico, a vacina da Pfizer é muito moderna, usa uma tecnologia diferente do "feijão com arroz" aplicada na Coronavac (que é a mais amplamente aplicada no país) e a vacina da Sinovac é "tão perigosa" quanto do sarampo, catapora e outras aí com o vírus inativado. Ou seja, o risco é baixíssimo.
A da Pfizer ainda não veio ao Brasil, então não há porque associar vacinas a tumores de qlqr natureza.
FOTO: ALISSA ECKERT, MS; DAN HIGGINS, MAM/CDC/REUTERS
Resultados de uma pesquisa conduzida no Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) sugerem que pode ser arriscado reduzir de 14 para dez dias o tempo de quarentena indicado para casos leves e moderados de COVID-19, como recomendou em outubro o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
No estudo, apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), os pesquisadores do IMT-USP trabalharam com 29 amostras de secreção nasofaríngea de pacientes com diagnóstico confirmado por teste de RT-PCR. O material foi coletado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Araraquara no décimo dia após o início dos sintomas e, em laboratório, inoculado em culturas de células.
Em 25% dos casos, o vírus presente nas amostras se mostrou capaz de infectar as células e de se replicar in vitro. Em teoria, portanto, pessoas que tivessem contato com gotículas de saliva expelidas por 25% desses pacientes no período em que o material foi coletado ainda poderiam ser contaminadas. Os dados completos da pesquisa foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares.
“Recomenda-se que os infectados com sintomas leves permaneçam totalmente isolados em casa, sem contato com ninguém, durante todo o período de quarentena. E há uma grande pressão para reduzir o tempo de isolamento – tanto por fatores econômicos como psicológicos. Mas, se o objetivo da quarentena é mitigar o risco de transmissão do vírus, 25% [de pacientes com vírus viável] é uma proporção muito alta”, avalia Camila Romano, coordenadora da investigação.
Como explica a pesquisadora, a quarentena de 14 dias foi estabelecida ainda no início da pandemia com base no tempo médio que leva, após o início dos sintomas, para o SARS-CoV-2 deixar de ser detectado no teste de RT-PCR. Em geral, esses primeiros estudos foram feitos com indivíduos com doença moderada ou grave, que precisaram ser hospitalizados.
“Partiu-se do princípio de que quando a carga viral é tão baixa a ponto de ser indetectável nesse tipo de exame – considerado padrão-ouro para o diagnóstico da COVID-19 – o risco de transmissão torna-se muito pequeno. Naquela época nem sequer havia testes suficientes para diagnosticar todos os casos suspeitos e menos ainda para liberar os pacientes com sintomas leves da quarentena. Então estabeleceu-se como padrão o período de 14 dias para infectados não hospitalizados”, explica Romano.
Estudos posteriores mostraram ser possível detectar o RNA viral nas vias respiratórias pelo teste de RT-PCR por um período até superior a 14 dias. Contudo, segundo esses mesmos trabalhos, após o oitavo ou nono dia de sintomas dificilmente se conseguia isolar em pacientes com quadros leves ou moderados o vírus ainda viável, ou seja, com a capacidade de se replicar em células.
Desse modo, em meados de 2020, o CDC passou a rever as recomendações referentes ao período de quarentena. Para pessoas expostas ao SARS-CoV-2 sem diagnóstico confirmado por teste molecular, estipulou-se que um isolamento de dez dias seria suficiente para reduzir o risco de transmissão para 1%. Para casos confirmados com sintomas leves ou moderados, o isolamento poderia ser interrompido dez dias após o início dos sintomas, considerando a resolução da febre por pelo menos 24 horas. Este período, entretanto, deveria ser estendido em caso de COVID-19 grave, em pacientes com algum tipo de comprometimento imunológico ou caso o infectado ainda estivesse manifestando sintomas.
“No Brasil, a regra ainda é a quarentena de 14 dias, embora alguns municípios estejam cogitando reduzir para dez dias. Em países como a Suíça, infectados com sintomas leves são liberados do isolamento após sete dias apenas”, conta Romano à Agência FAPESP. “À medida que mais estudos vêm sendo feitos em populações diferentes e com metodologias mais sensíveis, percebemos que ainda é muito cedo para ‘bater o martelo’ sobre o tempo ideal de quarentena. Estamos vendo países sendo atingidos por novas ondas da doença e cada vez menos o isolamento de 14 dias é seguido. É importante levar em conta os dados mais recentes ao repensar políticas de isolamento”, defende a pesquisadora.
Metodologia
O estudo descrito no artigo é parte de um projeto ainda em andamento, cujo objetivo é avaliar a transmissão domiciliar do SARS-CoV-2 na cidade de Araraquara. A cidade decretou lockdown no dia 15 de fevereiro, depois que foi detectada em pacientes locais a nova variante brasileira do vírus, conhecida como P1.
Graças a uma parceria com os gestores municipais, os pesquisadores do IMT-USP conseguiram contatar pacientes com sintomas leves que tiveram o diagnóstico de COVID-19 confirmado por RT-PCR em uma UBS local e não foram hospitalizados.
Foram convidadas para participar 53 pessoas com idades entre 17 e 60 anos que testaram positivo no décimo dia de sintomas. Somente 29 das 53 amostras coletadas continham material suficiente e bem conservado e puderam ser utilizadas nos experimentos.
Em um laboratório com nível 3 de biossegurança (NB3) sediado no IMT-USP, as amostras selecionadas foram incubadas com linhagens de células Vero – originárias de rim de macaco –, modelo mais usado em estudos sobre coronavírus.
“O experimento consiste em oferecer para o vírus um ambiente adequado para ele se replicar. Inoculamos a secreção nasofaríngea coletada dos pacientes nas culturas celulares e acompanhamos durante quatro ou cinco dias”, conta Romano.
Esse intervalo, segundo a pesquisadora, é suficiente para observar se o contato com o vírus provoca um efeito citopático, ou seja, se as células em cultura começam a morrer. A variação da carga viral nas linhagens foi quantificada pela mesma técnica de RT-PCR usada no diagnóstico.
Em 25% dos casos avaliados observou-se um efeito citopático significativo, acompanhado de aumento na carga viral.
“Claro que um experimento feito em laboratório não reproduz com perfeição o que ocorre na natureza. Mas nossos resultados são um indício de que pode haver partículas virais viáveis nas secreções de pacientes no décimo dia de sintomas”, afirma Romano.
Atualmente, o grupo realiza novos ensaios com o objetivo de descobrir como varia, em um mesmo paciente, a dinâmica do risco de transmissão. Amostras estão sendo coletadas diariamente, entre o nono e o 14o dia de sintomas. Esse material será inoculado em culturas celulares para ver em que medida a proporção de amostras com vírus viável diminui com o passar dos dias.
Segundo Romano, os resultados obtidos até agora reforçam a importância de manter a quarentena de 14 dias. “O isolamento, de modo geral, precisa ser intensificado neste momento. Caso contrário, o avanço lento da vacinação exercerá uma pressão seletiva sobre o vírus e favorecerá a emergência de variantes resistentes. Diminuir o isolamento neste momento é extremamente perigoso”, alerta.
Pesquisadores sugerem que pessoas que já tiveram Covid-19 podem precisar de apenas uma dose da vacina para gerar uma forte resposta imunológica contra a doença, mesmo em vacinas cujo regime de administração prevê a aplicação de duas doses. Estudos recentes mostraram que pessoas previamente infectadas tendem a sentir efeitos colaterais mais intensos e apresentar níveis mais altos de anticorpos após a primeira dose da vacina, em comparação com aquelas que nunca tiveram a doença, o que seriam indicativos de que elas podem precisar de apenas uma injeção.
Um estudo publicado recentemente na plataforma pré-publicação medRxiv, mostrou que pessoas que já haviam sido infectadas com o vírus relataram fadiga, dor de cabeça, calafrios, febre e dores musculares e articulares após a primeira injeção mais frequentemente do que aquelas que nunca foram infectadas. Essas pessoas também apresentaram pelo menos 10 vezes mais anticorpos após a primeira dose da vacina do que a média de pessoas não infectadas que receberam duas doses, descobriu um novo estudo.
Os efeitos colaterais após a vacinação são totalmente esperados e são um bom sinal. Eles indicam que o sistema imunológico está montando uma resposta e estará mais bem preparado para combater uma infecção se o corpo entrar em contato com o vírus.
De acordo com os pesquisadores, isso pode significar que as pessoas previamente infectadas precisam apenas de uma injeção para protegê-las de ficarem doentes novamente. Uma única injeção também pode ajudá-las a evitar efeitos colaterais mais desconfortáveis após uma segunda dose.
Outro trabalho, publicado na mesma plataforma, analisou a reação de 59 profissionais de saúde após serem vacinados. Destes, 42 já tiveram a doença. Os resultados mostraram que as pessoas que haviam sido infectadas anteriormente apresentaram, após a primeira dose, os mesmos níveis de anticorpos de pessoas que nunca tiveram a doença tinham após a segunda dose.
Além disso, experimentos em laboratório mostraram que esses anticorpos foram capazes de impedir o vírus de entrar nas células. Diante da baixa disponibilidade da vacina neste primeiro momento, os pesquisadores concluem que aqueles que já tiveram Covid-19 devem receber apenas uma dose da vacina. Ao menos até o fornecimento se estabilizar.
Por outro lado, alguns especialistas acreditam que a estratégia é arriscada. Ambos os estudos avaliaram um pequeno grupo de pessoas vacinadas, portanto, as evidências não seriam suficientes para transformar as descobertas em uma recomendação generalizada e alterar os regimes avaliados nos testes clínicos. “Sou um grande defensor da dosagem certa e do cronograma certo, porque é assim que os estudos foram realizados”, disse a imunologista Maria Elena Bottazzi, do Baylor College of Medicine, ao The New York Times.
Todos os vírus causadores de Covid-19 que circulam no mundo atualmente poderiam caber facilmente em uma única lata de Coca-Cola, de acordo com cálculos de um matemático britânico, cuja soma expõe quanta devastação é causada por minúsculas partículas virais.
Usando taxas globais de novas infecções com a doença pandêmica, juntamente com estimativas de carga viral, o especialista em matemática da Bath University, Kit Yates, descobriu que existem cerca de dois quintilhões de partículas do vírus Sars-CoV-2 no mundo.
Yates usou o diâmetro do Sars-CoV-2 — que tem, em média, cerca de 100 nanômetros, ou 100 bilionésimos de um metro — e então descobriu o volume do vírus esférico.
Mesmo levando em consideração o fato de que as partículas deixam lacunas quando são empilhadas, o total ainda é menor do que a capacidade de uma única lata de Cola-Cola de 330 mililitros (ml), disse ele.
“É surpreendente pensar que todos os problemas, as interrupções, as dificuldades e as perdas de vidas que resultaram no ano passado ocupam um espaço tão pequeno”, disse Yates em um comunicado.
Mais de 2,34 milhões de pessoas morreram na pandemia Covid-19 até agora, e quase 107 milhões de casos foram confirmados em todo o mundo.
Peter Daszak, membro da equipe liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que busca pistas da origem da covid-19 na cidade chinesa central de Wuhan, disse que é preciso tentar rastrear os elementos genéticos do vírus em cavernas de morcegos.
Zoólogo e especialista em doenças animais, Daszak disse que a equipe em Wuhan vem recebendo informações de como o vírus, identificado primeiramente na cidade no final de 2019, levou a uma pandemia. Ele não entrou em detalhes, mas disse que não há indícios de que ele surgiu em um laboratório.
A origem do coronavírus se politizou muito depois das acusações, sobretudo dos Estados Unidos, de que a China não foi transparente na maneira como lidou com o surto no princípio. Pequim ventilou a hipótese de que o vírus surgiu em outro local.
Daszak se envolveu na pesquisa da origem da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em 2002-2003, rastreando-a em morcegos que viviam em uma caverna de Yunnan, uma província do sudoeste chinês.
“É preciso fazer uma pesquisa semelhante se formos encontrar a verdadeira origem [da Covid-19] na vida selvagem”, opinou Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, sediada em Nova York.
“Este tipo de trabalho para encontrar a fonte provável em um morcego é importante porque, se você conseguir encontrar as fontes destes vírus letais, pode diminuir os contatos com estes animais”, explicou ele à Reuters em uma entrevista.
Não está claro se atualmente a China está estudando suas muitas cavernas de morcegos, mas vírus semelhantes ao SARS-CoV-2 já foram encontrados em Yunnan.
“Estou vendo um quadro surgindo de algumas das possibilidades que parece mais plausível do que antes”, disse Daszak.
Uma possibilidade sendo analisada mais atentamente pela equipe é a de que o vírus podia estar circulando muito antes de ser identificado em Wuhan.
“Isto é algo que nosso grupo está analisando muito intensamente para ver qual nível de transmissão comunitária podia estar acontecendo antes”, disse Daszak.
“O verdadeiro trabalho que estamos fazendo aqui é rastrear desde os primeiros casos até um reservatório animal, e esta é uma rota muito mais tortuosa, e pode ter acontecido ao longo de vários meses, ou mesmo anos.”
Os investigadores estão visitando hospitais, instalações de pesquisa e o mercado de frutos do mar onde o primeiro surto foi identificado, mas seus contatos em Wuhan são limitados a visitas organizadas por seus anfitriões chineses.
Pacientes que sofrem de esquizofrenia têm 2,7 vezes mais chances de morrer de Covid-19, segundo novo estudo publicado na revista JAMA Psychiatry. Com esses resultados, o diagnóstico do transtorno mental pode ser um dos agravantes mais relevantes para a progressão da infecção, atrás somente do fator idade.
Na pesquisa, cientistas analisaram dados de mais de 7.300 pacientes diagnosticados com Covid-19 e tratados em hospitais de Nova York, EUA. Os pacientes que não tinham nenhum diagnóstico de transtorno mental serviram de grupo de controle; já os restantes foram divididos em três grupos: aqueles com problemas no espectro da esquizofrenia, os com diagnóstico de algum transtorno de humor (como depressão ou transtorno bipolar) e, por fim, os pacientes com ansiedade.
Os dados dos voluntários foram ajustados de acordo com vários fatores conhecidos por influenciar na progressão de infecções por Covid-19: sexo, idade, raça e outras comorbidades (como diabetes, doenças cardíacas, câncer e doenças crônicas). Entre os pacientes com algum diagnóstico de transtorno mental, havia 75 pessoas com histórico de esquizofrenia, 564 tinham histórico de transtorno de humor, e 360 sofriam transtorno de ansiedade. Os grupos foram acompanhados por 45 dias.
Comparando os resultados clínicos dessas pessoas com os pacientes sem histórico de transtornos mentais, a equipe não encontrou diferença significativa causada pelos transtornos de humor ou de ansiedade. No entanto, eles verificaram que aqueles com esquizofrenia tinham cerca de 2,7 mais chances de morrer do que os pacientes do grupo controle.
É um número muito significativo – possivelmente o segundo fator mais impactante para a mortalidade da doença depois da idade, segundo os pesquisadores. Em termos de comparação, pacientes com idades entre 45 e 54 anos tinham 3,9 vezes mais chance de morrer de Covid-19 do que pacientes mais jovens, independente se tinham ou não transtornos mentais. A cada 10 anos de idade após os 54, esse risco dobrava. Já pacientes com problemas cardíacos ou diabetes tiveram um risco 1,65 e 1,28 vezes maior de morrer, respectivamente.
A esquizofrenia é um transtorno mental crônico que afeta cerca de 23 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde. Ela é caracterizada por distorções no pensamento, percepção, emoções, linguagem, comportamento e podem incluir alucinações e/ou delírios.
O diagnóstico de esquizofrenia e outros transtornos psiquiátricos já havia sido associado com uma maior chance de contrair Covid-19 em estudos anteriores, mas nenhum outro trabalho havia analisado o impacto desses transtorno na letalidade da doença.
Não se sabe exatamente o que causa esse maior risco de morte em pacientes com esquizofrenia. Sabe-se que pessoas diagnosticadas com o transtorno possuem uma expectativa de vida menor (entre 10 e 20 anos a menos do que pessoas sem a condição), em geral. Mas isso geralmente é associado com outros fatores que comumente acompanham a esquizofrenia, como obesidade, doenças cardíacas ou o hábito de fumar. O estudo, no entanto, descobriu que mesmo ajustando esses fatores entre os pacientes, a esquizofrenia continuou sendo um fator de risco por si só.
Uma hipótese é que existam diferenças genéticas entre os pacientes com esquizofrenia que alteram a resposta imunológica de seus corpos, aumentando o risco de inflamações severas no sistema respiratório; estudos anteriores já demonstraram que há diferenças entre o sistema imunológico de pessoas com esquizofrenia, embora não se compreenda totalmente o fenômeno. Outra hipótese é que as medicações utilizadas nos tratamentos mais comuns de esquizofrenia possam ter um papel no fenômeno. Sabe-se que efeitos colaterais desses fármacos podem incluir ganho de peso e maior risco de desenvolver diabetes, por exemplo.
Mas essa é apenas uma hipótese – e os autores do novo estudo admitem que não incluíram dados sobre medicações em seu estudo, então não dá para concluir nada. Pacientes com esquizofrenia não devem abandonar seus tratamentos com base nisso, alertam os cientistas, mas devem considerar seguir os protocolos de proteção e distanciamento social com mais seriedade.
O estigma e o preconceito que essas pessoas enfrentam também pode estar ligado a cuidados de saúde menos adequados e a negligência da sociedade, que influenciam tanto em uma menor expectativa de vida quanto no tratamento da Covid-19.
A equipe espera que outros estudos sejam feitos para confirmar os resultados e tentar entender melhor o fenômeno. A pesquisa atual tem limitações reconhecidas: incluiu uma população relativamente pequena de pessoas com esquizofrenia e foi feita entre março e maio de 2020, quando Nova York enfrentava sua pior fase na pandemia e o sistema de saúde da cidade estava a beira do colapso, o que pode ter impactado nos resultados finais. Até novas informações, a comunidade médica deve estar atenta para a população de pessoas com transtornos mentais, já que parecem ser especialmente vulneráveis à Covid-19.
Eu sou bem aposentado, trabalhei muito, por mérito da minha capacidade e esforço, sou de família Humilde, tenho todo o tempo e prazer do mundo de ler e comentar as baboseiras de vcs e suas em particular ?????????????
Pior Zezinho do Gado é a incapacidade de vcs agirem como seres racionais ????????????????????? que Deus tenha piedade de vcs. Agora vc Desmaia e depois vai DeLira.
Todos sabem que o gado tem chifre, usa argola, tem badalo no pescoço para ser vigiado e recebe o ferrão do dono. Coisa dos eleitores da esquerda, tanto que temos o ZéGado.
Se essa matéria tem algum fundo de verdade, acho que os zumbis da esquerda poderiam pegar o covid, pois é melhor ficar com esquizofrenia que ser atestado como anencéfalo.
Jumento faia em causa própria, o vagabundo chora até hoje a perda da BOQUINHA , chora pelo seu LADRAO DE ESTIMAÇÃO ,
Estou adestrando jumentos, começo dando pão com mortadela e uma camisa vermelha , com dizeres de qualquer MERDA,
Amém!
A essa altura do campeonato não seria nada bom mais essa preocupação.