LEMBRA DOS FILMES E SERIADOS? Estudo de grupo financiado pela Nasa sugere existência de universo paralelo

Equipamento do projeto Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita), na Antártica. Foto: University of Hawai’i at Manoa/ Divulgação

Um estudo realizado por pesquisadores financiados pela Nasa levantou o debate sobre teorias que sugerem a existência de universos paralelos, tema debatido há décadas na comunidade científica, mas distante de comprovações. Um dos autores lamentou que o experimento tenha sido associado com as investigações sobre outros universos.

Peter Gorham, líder do projeto Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita), que realiza experimentos no Polo Sul, afirmou em entrevista à revista New Scientist, em abril, que o comportamento curioso de partículas observadas na Antártica contrariou as leis da física e poderia ter origem em um “universo paralelo”, ainda desconhecido pelos cientistas.

Anteriormente, ao jornal da Universidade do Havaí, ele classificou a descoberta como “uma nova classe de partículas subatômicas que mostra um novo padrão da física”.

Procurado pela CNN, ele negou que seus estudos tenham relação com teorias de universo paralelo e criticou a repercussão do caso. Ele considerou a associação de seu estudo a universos paralelos “evidentemente apenas clickbait inventado por tabloides”.

Em nota enviada à CNN, a Nasa esclareceu que financia a Anita, mas não corrobora necessariamente com as conclusões dos estudos. O projeto Anita consiste em uma investigação de balão liderada por Peter Gorham na Universidade do Havaí em Manoa. O trabalho científico usa o gelo antártico para detectar emissões de rádio de neutrinos interagindo com a massa de gelo abaixo.

O experimento de Gorham analisou partículas conhecidas como neutrinos, semelhantes às que normalmente podem cair em nosso planeta a partir dos cosmos. Segundo o grupo, porém, as partículas observadas na Antártica pareciam sair do gelo e impressionaram pela alta energia.

De acordo com eles, a presença dessas partículas na neve e os movimentos observados no experimento contrariam as leis da física até então conhecidas para o universo em que vivemos, supondo que a alta energia deveria ser interrompida pela matéria sólida do nosso planeta.

Para o físico Peter Gorham, o comportamento sugere que os neutrinos podem ter passado por um universo com outras leis.

“O que vimos é algo que parecia um raio cósmico, visto no reflexo da camada de gelo, mas não era refletido. Era como se o raio cósmico tivesse saído do próprio gelo. Uma coisa muito estranha. Então publicamos um artigo sobre isso, mostrando que contraria as leis da física”, relatou Gorham.

Na ocasião, Gorham sugeriu que o Big Bang pudesse ter gerado dois universos: o que conhecemos e um outro no qual as leis de físicas seriam opostas. A tese já foi apresentada por outros cientistas anteriormente, mas carece de elementos para comprovação.

“Nesse mundo-espelho, o positivo é negativo, o esquerdo é direito e o tempo anda para trás”, disse Gorham à revista New Scientist.

O físico reconheceu, porém, que dentro de seu próprio grupo há contestação sobre a teoria de que o fenômeno observado na Antártica tenha origem em um universo paralelo com outras leis da física.

“Nem todos estão confortáveis com essa hipótese”, afirmou.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Um homem une Ciência + Religião disse:

    Esse "novo universo", na realidade apenas um dos "multiversos", já apresentado na Teoria das Cordas ou das Supercordas, apresentada pela física é o dito "plano espiritual" onde se encontram os que partiram do mundo material (tridimensional) para "uma das moradas da casa do meu pai", conforme já dito pelo próprio Jesus e ratificado pela Doutrina Espírita, Ciência e Religião são complementares e apresentam lacunas que quando combinadas são preenchidas.

    • Netto disse:

      Eu só não entendo a resistência dos seres desses planos mais elevados em se mostrarem mais.
      Por que não temos, por exemplo, uma foto de uma colonia espiritual?
      A comprovação desses planos seria de grande conforto espiritual para todos.

  2. TATA disse:

    NO OUTRO UNIVERSO A PF SERVE PARA PRENDER CORRUPTOS E NAO SER BABA DE FAMILIA DE PRESIDENTE, PROTEGENDO FLAVINHO BOLSOMINION KKKK

  3. Anderson disse:

    No outro universo paralelo o Brasil não tem corrupto e é uma superpotência junto com a Somália e o Senegal.

Galileu destaca estudo de biólogos da UFRN, publicado em revista britânica, que identifica 13 regiões distintas da flora amazônica

Distribuição espacial das 13 sub-regiões florísticas identificadas para a Amazônia, de acordo com estudo feito por pesquisadores da UFRN (Foto: Karla Souza / Arquivo pessoal)

A floresta amazônica contém 13 regiões diferentes, cada qual com espécies de plantas particulares. É o que diz um novo estudo desenvolvido com mais de 5.000 espécies de árvores e de arbustos publicado na revista britânica Journal of Ecology. No trabalho, realizado por dois biólogos do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Karla Juliete Silva-Souza e Alexandre Souza, as regiões distintas foram chamadas de sub-regiões florísticas. Algumas das sub-regiões são grandes e dividem a Amazônia entre áreas a leste, a oeste e a norte (no planalto das Guianas). Outras regiões são pequenas e periféricas, contendo espécies de vegetações vizinhas como o cerrado, que penetram pelas bordas na Amazônia.

Para realizar o estudo, os pesquisadores compilaram um banco de dados, idealizado e batizado por Alexandre Souza de Caaporan (floresta bonita em tupi), contendo a distribuição geográfica de mais de 5.000 espécies de árvores e de arbustos encontrados na região. Eles aplicaram técnicas de estatística espacial sobre os dados, mapearam as sub-regiões e também construíram outro banco de dados contendo informações do ambiente para cada local onde as espécies foram registradas. Análises da compilação das informações permitiram aos cientistas investigar os fatores responsáveis pela distribuição e delimitação das várias “Amazônias”. Os resultados sugerem que a distribuição das sub-regiões está associada a ações humanas e a fatores ambientais, como variações do solo, regime de chuvas e inundação pelos rios.

Pioneirismo: divisão por composição de espécies

O estudo constitui a primeira divisão espacial da flora amazônica feita com base em dados de composição de espécies. “A delimitação e mapeamento de sub-regiões de espécies animais ou vegetais é muito importante para planejamentos de conservação da biodiversidade de uma região, pois permite aumentar o número de espécies protegidas. Isso acontece porque passa a ser possível a distribuição de áreas de proteção nas diversas sub-regiões identificadas”, explica Karla Souza.

Tentativas anteriores de divisão da Amazônia foram realizadas com base na aparência da vegetação, observação das predominâncias de ervas, arbustos ou árvores e se as plantas perdiam ou não as folhas na estação seca. Apesar do valor e da utilidade desses primeiros mapas produzidos, o presente estudo mostrou que várias sub-regiões florísticas distintas podem ter a mesma aparência. “Mapas baseados na aparência da vegetação não devem ser usados como indicativo da biodiversidade e não são eficazes nos esforços para aumentar o número de espécies protegidas”, adiciona Karla.

A floresta amazônica forma a região biologicamente mais rica do planeta. Ela cobre vastos 7.500.000 km² em nove países, o que equivale a 40% da América do Sul. Ela abriga um quarto da biodiversidade global e é uma das principais forças do funcionamento climático e biogeoquímico da Terra. A crescente perda e fragmentação de florestas devido à invasão de assentamentos e agricultura extensiva na Amazônia traz consequências para as populações humanas e demais formas de vida no planeta. As populações humanas dependem de forma direta ou indireta dos serviços produzidos pela biodiversidade da floresta amazônica, seja pela estabilização do regime climático ou pela utilização de espécies para produção de medicamentos, alimentos, cosméticos e outros produtos.

Impacto das mudanças climáticas

O mapeamento de sub-regiões florísticas da Amazônia produzido no estudo poderá ser utilizado para guiar os esforços de conservação da biodiversidade das plantas amazônicas. “A relevância que encontramos de fatores como o regime de chuvas e temperatura na explicação da distribuição espacial das sub-regiões alerta para um profundo impacto que as mudanças climáticas podem ter na organização espacial da flora amazônica. O aumento da frequência de anos secos na região deve promover a expansão de certas sub-regiões e a contração de outras, ameaçando a área disponível para milhares de espécies de árvores continuarem a viver e a prestar os seus serviços à humanidade”, analisa Alexandre Souza.

Galileu

 

Prática de exercícios diminui chances de complicações da covid-19, diz estudo

Foto: Antonio_Diaz/iStock

Praticar atividade física é ideal para manter sua saúde em dia. Nos últimos anos, ela vem sendo associada com a queda nos riscos de doenças como câncer, entre outras doenças. Agora, pesquisadores americanos estão sugerindo que exercício físico pode impedir o desenvolvimento da SARA (Síndrome da Angústia Respiratória Aguda), caracterizada pela falta de ar, respiração rápida, tosse, fraqueza muscular e uma das piores complicações do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Segundo o estudo da Universidade de Virginia, a prática de exercícios físicos eleva a produção da enzima superóxido dismutase (EcSOD), produzida pelos músculos e associada à proteção do sistema cardiorrespiratório. “Sua baixa concentração aumenta o risco para doenças como pneumonia ou enfermidades crônicas respiratórias”, afirma o pneumologista Humberto Bogossian, do Hospital Israelita Albert Einstein. Além disso, também sobe a chance de ocorrência de isquemia cardíaca (derivada da obstrução do fluxo sanguíneo) e falhas nos rins.

De acordo com os pesquisadores, a realização de exercícios em intensidade moderada é suficiente para obter os benefícios. “Exercício regular tem mais benefícios do que conhecemos. A proteção contra doenças respiratórias severas é um dos muitos exemplos”, afirma o médico Zhen Yan, chefe da pesquisa.

Confira algumas dicas antes de se exercitar Não é recomendado nem correr nem andar na rua sem máscara; Tome cuidado com lesões. A qualquer sinal, suspenda a atividade e procure um médico; Idosos podem fazer exercícios, mas dentro de casa. Atividades como andar pela casa ou se levantar e se sentar na cadeira podem ajudar.

Viva Bem – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dieta dos 17 dias disse:

    Emagrecer pode parecer difícil, principalmente quando nos encontramos mais velhos. Mas com a dieta dos 17 dias isso se tornou extremamente fácil, e com um preço TOTALMENTE ACESSÍVEL!
    Dieta VIP dos 17 dias: https://bit.ly/emagrecerdietadezessetedias

  2. Brasil Acima de Todos disse:

    As academias estão proibidas de abrir. Fiquem em casa…

RESULTADOS ANIMADORES: Estudo com coquetel de remédios tem boa resposta contra a covid-19 e pacientes ficam livres da doença em sete dias

FOTO: GETTY IMAGES

Por ser um estudo do tipo clínico randomizado controlado; por já envolver testes com humanos; e por ter passado pelo peer review (uma revisão independente por especialistas que não são os mesmos a assinar o artigo), trata-se de uma publicação com critérios de excelência na pesquisa científica.

O artigo, assinado por mais de 40 cientistas liderados pelo professor da Universidade de Hong Kong Kwok-Yung Yuen, mostra que a combinação tripla eliminou o coronavírus em média sete dias após o início do tratamento — tempo significativamente menor do que o grupo controle, que foi tratado apenas com lopinavir-ritonavir e precisou de 12 dias para que o vírus não pudesse mais ser detectado em teste molecular RT-PCR.

O grupo que recebeu a combinação interferon beta 1-b, lopinavir-ritonavir e ribavirin tinha 86 pacientes; e o grupo controle, 41.

Os autores também perceberam melhores resultados da combinação tripla no tempo para desaparecimento de sintomas (quatro dias, versus oito no grupo controle); e para alta do hospital (nove dias versus 14,5).

Cautela com os resultados

Os pacientes envolvidos tinham casos leves e moderados de covid-19 e receberam tratamento por 14 dias. Os efeitos adversos foram considerados leves e semelhantes nos dois grupos (relatado por cerca de metade dos participantes de cada grupo), incluindo principalmente diarreia, febre e náuseas.

Os efeitos adversos foram considerados leves e semelhantes nos dois grupos (relatado por cerca de metade dos participantes de cada grupo), incluindo principalmente diarreia, febre e náuseas.

“Apesar destes resultados animadores, precisamos confirmar em uma fase mais ampla, a 3, que o interferon beta-1b sozinho ou em combinação com outros medicamentos é eficaz em doentes mais graves”, afirmou Kwok-Yung Yuen em comunicado à imprensa.

Os resultados divulgados agora correspondem ao que é classificado como fase 2 de estudos clínicos, envolvendo algumas centenas de pacientes doentes com a patologia para a qual se busca tratamento.

Ele também é caracterizado como um estudo randomizado controlado porque as pessoas testadas foram divididas aleatoriamente em um grupo que recebe o tratamento em questão; e um grupo controle, que recebe outro tratamento — neste caso, a combinação lopinavir-ritonavir, apenas.

Os pacientes são recrutados aleatoriamente para evitar que haja um viés de confirmação (uma tendência de interpretar ou orientar os resultados de modo que confirme a hipótese inicial ou as certezas do pesquisador).

Outra característica deste estudo é que ele foi open label, ou seja, tanto os pesquisadores quanto participantes tinham conhecimento dos tratamentos recebidos e não havia um grupo recebendo placebo — isto é considerado uma limitação pelos próprios autores.

Os 127 pacientes envolvidos foram diagnosticados com covid-19 através de testes e foram internados entre 10 de fevereiro e 20 de março — em Hong Kong, toda pessoa que tem resultado positivo para o novo coronavírus é hospitalizada.

O grupo teste recebeu uma combinação de lopinavir-ritonavir (400mg/100mg) e ribavirin (400mg) a cada 12 horas, além de três doses injetadas de interferon beta-1b em dias alternados; já o grupo controle recebeu apenas o lopinavir-ritonavir a cada 12 horas.

Neste período, eles continuaram recebendo tratamento padrão para covid-19, como ventilação, diálise e antibióticos.

Diferente de outras síndromes respiratórias, como Sars e Mers, em que antivirais podem combater o vírus antes do pico dos sintomas (entre 7 a 10 dias após o início), na covid-19, o aumento da carga viral coincide com a piora dos sintomas, logo nos primeiros dias da doença.

Isso é semelhante ao que ocorre com a influenza, sobre a qual já se sabe que uma combinação medicamentosa, em vez de apenas um medicamento, por ser mais eficaz. Por isso a aposta na combinação tripla interferon beta 1-b, lopinavir-ritonavir e ribavirin.

No surto de SARS em 2003, a combinação lopinavir-ritonavir (normalmente usada contra o HIV) e o ribavirin (usado contra a hepatite C) reduziu significativamente a ocorrência de insuficiência respiratória e mortes em pacientes hospitalizados. Já o interferon beta 1-b, desenvolvido para tratar da esclerose múltipla, também levou a redução da carga viral e melhora nos pulmões em testes com animais para MERS.

“Estas descobertas sugerem que o interferon beta 1-b pode ser um componente essencial desta combinação de tratamentos e válido investigá-lo mais no tratamento da covid-19”, diz a coautora Jenny Lo, do Hospital Ruttonjee, em Hong Kong.

“Os interferons são proteínas que ocorrem naturalmente, produzidas em reação a uma infecção viral. A esperança é que o interferon beta-1b aumente a capacidade do organismo de combater o novo coronavírus”

Fora da equipe responsável pela publicação no Lancet, Sarah Shalhoub, pesquisadora da Universidade Ocidental do Canadá, enviou por escrito à imprensa um comentário sobre o artigo.

“A maioria dos estudos publicados até agora foram do tipo retrospectivos ou observacionais. Portanto, esse estudo controlado e randomizado, com objetivo prospectivo, agrega um valor significativo ao acúmulo de evidências sobre tratamentos, eliminando uma série de limitações inerentes aos estudos retrospectivos. ”

“No entanto, como os autores reconhecem, são necessários estudos futuros para examinar a eficácia do interferon beta-1b sozinho ou em combinação com outros medicamentos para tratar pacientes graves com covid-19, além de uma comparação com placebo.”

BBC

Se população se proteger, só 40% precisam ficar em casa, diz estudo

Matemático diz que prevenção não pode diminuir. Foto: Universidade Anhembi Morumbi / Divulgação

Um estudo do matemático Osmar Pinto Neto, da Universidade Anhembi Morumbi, mostra que, se pelo menos 68% da população paulista seguir corretamente as medidas de prevenção (máscaras, álcool gel, distanciamento físico, etc) contra o novo coronavírus, 40% apenas precisam ficar em casa.

Para chegar ao percentual, Neto levou em conta a capacidade do sistema de saúde atual do estado de São Paulo para suprir a demanda das novas infecções. O estudo foi publicado dia 1º de maio na plataforma medrxiv.

A novidade dessa divulgação foi o percentual dos que precisam se precaver, confinados ou não em casa. Até então se calculava somente que 70% das pessoas tinham de ficar em suas residências.

“Nessa semana surgiu a informação de que em Nova York [EUA] a maior parte dos novos casos de covid-19 era de moradores isolados em casa. Isso não quer dizer que o isolamento não adianta, claro que sim, mas ele também tem que ser seguido por procedimentos de segurança, da forma como se higieniza as embalagens do supermercado e lava-se as mãos à maneira como se recebe o entregador de pizza.”

Neto afirma que, em qualquer cenário, é preciso garantir um alto perecentual de cidadãos que usem corretamente as máscaras, que mantenham distância de ao menos 1,5 metro ou 2 metros para outras pessoas em filas, no trabalho ou corredores de lojas, que utilizem regularmente álcool gel e evitem levar a mão à boca, nariz e olhos. “Não é abrir indiscriminadamente, de qualquer forma, porque isso só vai agravar a pandemia”, analisa.

A pesquisa não tinha a intenção de sugerir a política que deveria ser adotada por autoridades públicas do estado ou do país, mas, sim, calcular o impacto nos hospitais que a retomada pode ter.

Com mais educação, poderia ser 20%

“Duas possibilidades ficaram claras no cruzamento de dados para nortear uma eventual reabertura. Ou se mantém 40% isolados com 68% utilizando com a máxima atenção os métodos de prevenção, ou 20% em casa, com 80% superpreocupados, seguindo os cuidados disponíveis para evitar o contágio”, explica o professor e pesquisador em Engenharia Biomédica da Anhembi Morumbi.

Como considera 80% de “conscientes e precavidos” uma fatia alta demais para os brasileiros, aposta que uma expectativa viável é a de 40% de isolamento para 68% de prevenidos.

O índice de isolamento em São Paulo tem ficado abaixo de 50% nos últimos dias.

Neto acredita ser possível que 68% da população tome as precauções para evitar a contaminação pelo vírus. De acordo com ele, esse número já é percebido em pesquisas feitas nos Estados Unidos e nos poucos levantamentos nacionais.

“Consideramos que tomam todos os cuidados pessoas que responderam nessas pesquisas que estavam preocupadas ou extremamente preocupadas com o novo coronavírus”, justifica Neto.

O pesquisador sugere que sejam feitas aferições mais abrangentes para se saber o exato índice de paulistanos que estão se prevenindo antes de fazer a reabertura. Além de se manter campanhas, pela imprensa e por órgãos públicos, para que a população continue se precavendo.

Vários cenários

Ele conta que milhares de cenários foram calculados por computadores que cruzaram dados das UTI (Unidades de Terapia Intensiva) do estado, número de casos registrados, letalidade da doença e a taxa de infecção que aumenta na medida em que se eleva o número de pessoas na rua.

“Observamos qual a quantidade de infecções seria possível e o número de ocorrências graves que não comprometeria o sistema de saúde.”

Inúmeras variáveis foram adicionadas. “Quando a doença surgiu na China, pensava-se que 20% dos doentes buscariam os hospitais. Hoje se fala em 5%. Também usamos, como referência, o comportamento do vírus nos Estados Unidos, que tem a covid circulando há mais tempo que aqui.”

O matemático acrescenta ainda que não só a covid-19 foi levada em consideração na busca do índice que colocaria as unidades de saúde do estado em colapso. “Nem todas as UTIs ficarão à disposição dos infectados pelo coronavírus, é preciso haver uma margem para o sujeito que se acidenta de carro e precisa ser internado e para doentes de outras enfermidades”, diz.

Osmar Pinto Neto diz que o estudo já foi ampliado para além de São Paulo e nos próximos dias serão divulgados os percentuais regionais indicados para a retomada gradual das atividades no Brasil inteiro.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sol disse:

    Existe, uma partícula, muito interessante aí. "Se". Um Brasil, com uma desigualdade desenfreada, onde muitos não tem, se quer, a higiene minima de um ser humano, há aqueles que são promíscuos em sua assiduidade, além da ignorância de muitos, achar que tudo isso é mentira, fake, é invenção. Portanto, esse "se", cai por terra essa teoria absurdamente equivocada, que 40%, só esse percentual precisa ficar em casa. Pois, caros colegas, enquanto a vacina não sair, continuarei a usar máscaras, luvas, quando preciso,lavar bem as mãos, usar meu bom e companheiro álcool 70 e manter o isolamento social, saindo de casa só em uma necessidade extrema. Quero cuidar dos meus, dos seus e dos nossos. Abraço

  2. Clara disse:

    Isso é criminoso. A História vai cobrar.

  3. Maria lenia disse:

    Matemático, de faculdade desconhecida…. No Ceará isso merece apenas uma resposta: aí dento!!!!

Estudo relaciona consumo de selênio com taxa de recuperação da Covid-19

Foto: Creative commons

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Surrey, na Inglaterra, identificou uma ligação entre a taxa de recuperação do Covid-19 e o consumo regional de selênio na China. O estudo foi publicado no American Journal of Clinical Nutrition.

Essencial para a saúde humana, o elemento químico pode ser obtido através da dieta (pela ingestão de peixe, carne e cereais) e já demonstrou ser importante no combate ou progressão de várias doenças. Um exemplo claro disso pode ser observado em pacientes com HIV: a falta de selênio mostrou ser um fator importante na progressão do vírus e de sua doença.

Casos opostos

A China possui populações com os níveis mais baixos e mais altos de selênio do mundo. Isso porque as diferenças geográficas do solo afetam a quantidade do elemento que estará presente na dieta da população. Cientes disso, pesquisadores liderados por Margaret Rayman, professora de medicina da Universidade de Surrey, se propuseram a investigar a relação entre os níveis de selênio de uma população e o número de casos recuperados de Covid-19.

Examinando dados de províncias com mais de 200 casos e cidades com mais de 40 casos, os cientistas descobriram que áreas com altos níveis de selênio eram mais propensas a apresentarem mais pacientes que haviam melhorado seu quadro.

Na cidade de Enshi, pertencente à província de Hubei, onde é registrada a maior ingestão de selênio na China, a taxa de recuperação dos pacientes era quase três vezes maior do que a média para todas as outras cidades. Por outro lado, na província de Heilongjiang, onde a ingestão de selênio é uma das mais baixas do mundo, a taxa de mortalidade por Covid-19 foi quase cinco vezes mais alta que a média de todas as outras províncias.

Mais estudos são necessários

Ramy Saad, médico do Royal Sussex County Hospital, no Reino Unido, disse que a correlação é convincente, tendo em vista pesquisas anteriores sobre selênio e doenças infecciosas. “Uma avaliação cuidadosa e completa do papel que o selênio pode desempenhar na Covid-19 certamente é justificada e pode ajudar a orientar as decisões de saúde pública em andamento”, concluiu.

Ainda assim, a médica estatística Kate Bennett pondera: “Existe uma ligação significativa entre o status de selênio e a taxa de recuperação da Covid-19, no entanto, é importante não exagerar essa descoberta; não conseguimos trabalhar com dados de nível individual e não conseguimos levar em conta outros fatores possíveis, como como a idade [dos pacientes] e [a existência de] doenças subjacentes.”

Galileu

 

COVID-19: Estudo solicitado pela Cooperativa Médica do RN alerta que estado ainda está na fase 1 e projeta avanço da doença

Fotos: Reprodução/Coopmed-RN

Diante da diversidade de informações conflitantes que circulam nos mais diversos meios em virtude da pandemia que assola nossa sociedade, a Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed/RN) divulgou um estudo estatístico sobre o comportamento analítico do COVID-19 – em termos de aplicação matemática.

“O objetivo desse trabalho é analisar de forma simples e compreensível, o comportamento dinâmico da doença, informando os seus cooperados e a opinião pública, o que realmente acontece com a evolução em relação aos números disponíveis e as projeções que podem ser feitas, facilitando a adoção de medidas e dinamizando investimentos”, diz a Coopmed-RN.

Estudo disponível no fim deste post mostra, detalhadamente, o avanço da doença no estado e emite alerta para a classe médica, especialmente, nos meses de maio, junho e julho.

Clique aqui e faça o download completa do estudo para que todos possam compreender melhor a dinâmica da contaminação e a demonstração numérica efetiva.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Delgas disse:

    O estudo não mostrou a evolução de um importante indicador utilizado no resto do mundo: os casos ativos (são os casos confirmados, menos os recuperados, menos os óbitos). No RN, a SESAP atualizou a quantidade de recuperados apenas 3 vezes em mais de 30 dias. Isto prejudica o cálculo deste indicador. De toda forma, com os dados disponíveis, devemos estar perto do pico, ou quem sabe até tê-lo ultrapassado. Pena não conseguir colar figuras aqui…

    • RICARDO LÚCIDO disse:

      Bem observado . Mas acho que o pico ainda não foi atingido e como a população está relaxando deve ser notado na segunda semana de maio .

    • Augusto Macedo disse:

      O objetivo do estudo é fazer uma análise simples e possivel de ser compreendido por um profissional da área de saúde. Usamos apenas conceitos mais intuitivos, deixando de fora ferramentas mais complexas como equações diferenciais e as funções de Lyapunov para validar o estudo.

  2. Manoel Neto disse:

    Ou se monta uma infra estrutura para bater de frente o vírus, ou ficaremos empurrando este pico para o próximo ano.

  3. Silva disse:

    O pico mudou de novo ?

    • João Neto disse:

      Quanto maior o isolamento, a tendência é também do pico ser adiado. Não é difícil compreender, basta se esforçar.

    • Luciano disse:

      Um dia ele chega mas aí será tarde muita gente já morreu por outros fatores

Anticorpos de lhama ajudam a neutralizar novo coronavírus, mostra estudo

Em 1989, a Universidade de Bruxelas, na Bélgica, foi a principal responsável por estudar as propriedades dos anticorpos de camelídeos, família de mamíferos que inclui animais como camelos, alpacas, lhamas, entre outros. Ao longo do tempo, essas proteínas do sistema imunológico foram usadas em estudos para combater o vírus do HIV e até doenças causadas por coronavírus, como a Sars (Síndrome respiratória aguda grave) e a Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio).

Agora, chegou a hora dos anticorpos terem suas propriedades testadas contra o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19. De acordo com pesquisadores belgas do Instituto de Biotecnologia de Flandres (VIB), os anticorpos encontrados em lhamas (Lama glama) podem ajudar a neutralizar o novo coronavírus, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de tratamentos para a doença.

O estudo foi liderado pelos professores Xavier Saelens e Bert Schepens, do VIB; Jason McLellan, da Universidade do Texas em Austin; e Stefan Pöhlmann, do Instituo Leibniz, na Alemanha. Pré-publicada no bioRxiv, a pesquisa observou a reação de dois tipos de anticorpo de lhamas expostos ao vírus da Sars (Sars-CoV) e da Mers (Mers-CoV).

Um deles foi capaz de neutralizar o Mers-CoV, enquanto o outro eliminou o Sars-CoV. Em uma fase posterior, foi produzido um anticorpo híbrido pela fusão desse segundo anticorpo de lhama com um anticorpo humano. Como resultado, foi possível neutralizar o Sars-CoV-2, causador da Covid-19. “Os dados sugerem que esses anticorpos podem ser úteis no combate às epidemias de coronavírus”, anunciou a Nature no início de abril.

“Com o anticorpo que propomos e anunciamos na nossa descoberta, podemos trazer proteção imunológica imediata para um paciente ou uma pessoa potencialmente exposta”, explica Xavier Saelens, em entrevista à emissora Euronews, adiantando que o desenvolvimento de um antiviral seguro pode demorar cerca de um ano.

Enquanto aguardam a confirmação dos resultados, que parecem promissores, os pesquisadores do VIB já estão se preparando para a fase de testes pré-clinicos, como informa um comunidado à imprensa. Caso tenham sucesso, o antiviral poderá ajudar a imunizar grupos de risco e profissionais expostos ao vírus de forma imediata.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Severino disse:

    A lhama é o mascote da esquerda !!!

Após 11 mortes, médico explica pesquisa com cloroquina e critica uso político do estudo

Foto: Hector RETAMAL/AFP

A morte de 11 pacientes durante estudo sobre o uso da cloroquina em pacientes graves com Covid-19, em hospital de Manaus (AM), está sendo usada politicamente tanto por críticos do presidente Jair Bolsonaro quanto por seus fiéis seguidores.

Para uns, as mortes provariam que a cloroquina não seria a solução para combater a doença causada pelo novo coronavírus – ao contrário do que defende Bolsonaro, que vê na substância a verdadeira saída para diminuir o isolamento social e suas consequências. Por outro lado, para os “bolsonaristas”, o uso de altas doses de cloroquina em 7 desses 11 pacientes mostraria um “plano da esquerda” para tentar desacreditar a cloroquina e Bolsonaro durante a crise sanitária. Algumas mensagens nas redes sociais, sem qualquer prova, sugerem que os pesquisadores teriam “matado de propósito” só para “desautorizar a campanha pró-cloroquina de Bolsonaro”.

O responsável pelo estudo, o médico infectologista Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador há 20 anos, vinculado a duas fundações reconhecidas internacionalmente pelos estudos sobre malária, a Oswaldo Cruz e a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, critica o uso político da sua pesquisa.

Em entrevista para a Gazeta do Povo (leia abaixo), ele afirma que os resultados preliminares não respondem de forma definitiva se a cloroquina é eficaz ou não no tratamento da Covid-19, apenas que a substância é tóxica se utilizada em altas doses – o próprio pesquisador continua um estudo com cloroquina em pacientes em fase inicial da doença, na dose indicada pelo Ministério da Saúde.

Ao mesmo tempo, ele confirma ter usado cloroquina e não a hidroxicloroquina (mais fácil de ser metabolizada pelo organismo), como adotou o estudo chinês que ele quis reproduzir, porque, segundo ele, “a curto prazo cloroquina e hidroxicloroquina não apresentam toxicidade cardíaca; a cloroquina, somente em longo prazo, apresenta toxicidade ocular”.

A Gazeta do Povo procurou diversas fontes que criticam o estudo realizado para tentar averiguar se há, de fato, algum erro no método científico adotado. Algumas dessas fontes questionam a conduta dos responsáveis pela pesquisa, sobretudo as altas doses, mas não quiseram ter seus nomes divulgados e nem mostraram provas.

Leia entrevista aqui na Gazeta do Povo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Adejair disse:

    Pelo que entendi na matéria o médico responsável pela pesquisa está querendo um álibi. Ficou bem nítido na matéria quando informa que foi utilizado limite superior ao recomendado em alguns pacientes, ou seja, "ERRO" médico.

  2. Henrique disse:

    Sabia que altas doses são tóxicas e mesmo assim forneceu aos pacientes?
    Queria testar o que todos conhecem?
    Tá mal contada a história.
    As doses eram cavalares. E depois saiu alardeando na mídia que iria parar o estudo porque tinha havido complicações com a cloroquina.
    É muita irresponsabilidade para um profissional.

  3. Joao disse:

    Esse medico foi irresponsavel.. se ha uma dose maxima diaria, pq ele passou deste limite recomendado pelo MS? Que tipo de pesquisa particular é esta que parece nem registro existir? Ora.. ate uma aspirina dada em excesso tb pode matar. E ainda continua a pesquisa usando agora a dose recomendada, isso corrige o erro anterior? Este farmaco pode ser administrado ate seis semanas pra tratamentos específicos, sem graves efeitos colaterais em percentual alto de pacientes. Sao 100 anos de uso para tratar malaria, sem praticamente riscos Muito irresponsavel.

  4. Manoel disse:

    Estou muito ansioso pra ver esses médicos e cientistas defenderem que TODOS os remédios vendidos em farmácia precisam de receita já que TODOS tem muitos efeitos colaterais e contra indicações. Quem quiser ver eh só ler a bula dos remédios que toma… Ou será que só agora descobriram que hidroxicloroquina e Anitta tem efeitos colaterais??

Distanciamento social intermitente pode ser necessário até 2022 se não houver vacina, diz estudo de Harvard

Foto: Ilustrativa/Seleções

Estratégias intermitentes de distanciamento social talvez precisem ser empregadas até 2022 para evitar que o novo coronavírus continue a colocar em risco os sistemas de saúde mundo afora, indica um estudo assinado por pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA.

Na pesquisa, que acaba de sair na revista especializada Science, a equipe liderada por Marc Lipsitch, do Departamento de Epidemiologia da instituição americana, usou dados sobre o Sars-CoV-2 e sobre outras formas de coronavírus para tentar simular uma enorme variedade de cenários de evolução da Covid-19 ao longo dos próximos anos, chegando até 2025.

As incertezas são grandes, a começar pelo fato de que ainda não está claro como ficará a imunidade das pessoas que já tiveram a doença e se recuperaram. Mas, considerando tudo o que sabe sobre os parentes do vírus que circularam ou ainda circulam pelo planeta, a resistência ao parasita, criada por uma primeira infecção que o organismo debelou produzindo anticorpos, será temporária, durando apenas um ou dois anos. Essa é, por exemplo, a escala de tempo da imunidade ao causador da Sars, “primo” do patógeno causador da atual pandemia.

Nessas condições, a tendência é que o novo coronavírus, Sars-CoV-2, passe a circular todos os anos, ou a cada biênio, tal como outros coronavírus que hoje causam formas de resfriado mundo afora (em geral, com sintomas leves ou moderados). Com a ajuda dos dados existentes nos EUA sobre a circulação desses coronavírus que já são velhos conhecidos dos médicos, os cientistas testaram estimar o que pode acontecer com a nova ameaça.

Uma das mais informações mais importantes para tais simulações é o chamado R0 ou número de reprodução básica — grosso modo, correspondente a quantas novas pessoas alguém que carrega o vírus é capaz de infectar, em média. Um R0 = 3, por exemplo, significa que cada doente contamina, em geral, três outras pessoas.

Os dados americanos indicam que os coronavírus que já são “mansos” possuem R0 em torno de 2. O número tende a cair nos meses mais quentes do ano e a subir no outono e no inverno, e essa queda é mais acentuada nos lugares mais frios, como Nova York, e menos importante nos locais mais quentes, como a Flórida. Já os dados obtidos até agora sobre o Sars-CoV-2 indicam que seu R0 fica entre 2 e 3, e não se sabe até que ponto ele pode ter atuação sazonal (dependente da época do ano).

Seja como for, todas as simulações mostram que o vírus continuaria conseguindo se multiplicar na população em qualquer período do ano. O que muda se ele “gostar” mais do inverno é a presença de picos maiores e recorrentes nessa época.

Os pesquisadores também simularam os efeitos das medidas de distanciamento social — fechamento de escolas, eventos, comércio, restrição da circulação etc. — sobre o avanço da doença e a sobrecarga do sistema de saúde. A principal variável seria justamente o efeito sobre o R0 do vírus (reduções de 60%, 40% ou 20% na quantidade de pessoas infectadas por cada doente, por exemplo).

Um dos indicativos importantes é que o distanciamento social radical, se realizado uma única vez e por um período relativamente curto, talvez traga resultados piores, porque ele acaba “reservando” uma grande população de pessoas suscetíveis, sem que haja chance de algumas delas desenvolverem defesas. Assim, quando o contato com o vírus retorna, o pico de casos pode ser mais abrupto. Nas simulações, fases de distanciamento social longas (20 semanas de duração) e com efetividade moderada (reduzindo o R0 do vírus entre 20% e 40%) são as que mais conseguem reduzir o tamanho total e os picos da doença.

Os pesquisadores ressaltam que seu objetivo não é recomendar políticas específicas, já que é preciso considerar também fatores econômicos e sociais. O único jeito de calibrar melhor as medidas vai ser obter mais conhecimento, a começar por dados sobre o comportamento do vírus em regiões tropicais como o Brasil – eles ressaltam que seus dados valem para as áreas temperadas da Terra.

Também vai ser preciso saber como a imunidade ao Sars-CoV-2 realmente funciona e entender o impacto de medidas como medicamentos e vacinas (por ora, não há nada confiável, apesar dos muitos testes). Vai ser crucial testar cada vez mais pessoas para determinar a presença de anticorpos contra o vírus e saber calibrar o “abre e fecha” do distanciamento social com base na proporção de novos casos e de leitos de hospital e UTI na população de cada país, destacam eles.

“Eu diria que é uma previsão simples, mas honesta”, diz Chico Camargo, que faz pesquisa de pós-doutorado em ciência de dados na Universidade de Oxford (Reino Unido). “O modelo deles não divide a população em categorias demográficas, como a idade, nem considera nenhuma intervenção como o rastreamento de contatos. Uma das coisas que vai tornar a nossa sociedade mais resistente a essas doenças é poder reagir rápido, no estilo da Coreia ou de Hong Kong, e nos lugares certos, sem fechar tudo.”

Folha de São Paulo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Renan Lemos disse:

    Se sobrarem pessoas vivas, pois as que o covid19 não matar o Doria45 vai matá-las de fome, sede e falta de hospitais. A crise só existe porque o PSDB nunca investiu em nada na área da saúde nesse estado! Só criou alguns Hospitais para esquecer de manter os anteriores. Puro marketing.

  2. Everton disse:

    Havard comunista, Obama veio de lá. Malditos vermelhos e sua tal Ciência.

  3. Rocha Neto disse:

    Triste esta estimativa, pois no Brasil vai falir todas as empresas as quais já estavam na UTI econômica a bastante tempo. Em assim sendo, vamos preparar pra uma guerra civil.

  4. Wanderlei josé disse:

    Harvard? Prefiro confiar no meu Mito.

  5. P M Morais disse:

    Curioso. Até 2022, o ano da eleição presidencial. Muito curioso. O presidente é JAIR MESSIAS BOLSONARO. Igualzinho a massa de bolo, quanto mais bate, mais cresce. Vão se acostumando aí…. lacração despeitada. Vão morrendo aí do bofe…..

  6. Andreilson disse:

    Vai ter vacina no final desse ano.
    A maior corrida do ouro atualmente é comercializar essa vacina.

Estudo mostra que a Itália deve zerar os novos casos de Covid-19 entre os dias 5 e 16 de maio

Foto: Reprodução

Um estudo publicado pelo Corriere della Sera mostra que a Itália deve zerar os novos casos de Covid-19 entre os dias 5 e 16 de maio.

Em algumas regiões, porém, a epidemia talvez seja contida antes da Páscoa.

O resto do mundo observa o caso italiano para estimar quanto tempo pode durar o regime de lockdown, que foi decretado três semanas atrás, no dia 8.

Se o cálculo estiver correto, em seis semanas de isolamento social um país pode dar os primeiros passos fora do buraco.

O Antagonista

 

Coronavírus nas superfícies: estudo aponta que plástico e aço ampliam a sobrevida

Foto: Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/Handout via Reuters

Um estudo publicado na terça-feira (17) na revista científica “New England Journal of Medicine” afirma que o coronavírus responsável pela doença Covid-19 consegue sobreviver até 3 dias em algumas superfícies, como plástico ou aço.

O estudo foi realizado por cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), da Universidade da Califórnia, de Los Angeles e de Princeton. O trabalho avalia a resistência do vírus em cinco materiais diferentes, e mostra que o novo coronavírus fica “mais estável” em plástico e aço inoxidável, que são materiais bastante utilizados no dia a dia da população.

Veja o tempo de sobrevivência do novo coronavírus em cada material, de acordo com este estudo.

Sobrevida do coronavírus em cinco superfícies e materiais — Foto: Arte/G1

Aço inoxidável: 72 horas
Plástico: 72 horas
Papelão: 24 horas
Cobre: 4 horas
Aerossolizada/ Poeiras: 40 minutos a 2:30 horas

A pesquisa simulou pessoa tossindo ou espirrando usando um nebulizador, e descobriu que o vírus se tornou uma espécie de poeira – suas partículas ficam suspensas no ar – tornando-o detectável por quase três horas.

Segundo a AFP, um artigo feito por cientistas chineses descobriu que uma forma aerossolizada do novo coronavírus estava presente nos banheiros de pacientes de um hospital de Wuhan. Segundo estudos, o novo coronavírus é eliminado nas fezes.

Ainda segundo a agência, uma forma aerossolizada de SARS foi responsável por infectar centenas de pessoas em um complexo de apartamentos em Hong Kong, em 2003, quando uma rede de esgoto vazou para um ventilador de teto, criando uma fumaça carregada de vírus.

Comparativo entre Sars

Por isso, o estudo norte americano, comparou o tempo de sobrevivência do vírus SARS-CoV-2 e do SARS-CoV-1. O primeiro é o coronavírus, responsável pela Covid-19. O segundo, é o vírus que provoca a Influenza. Os vírus foram testados por 7 dias em diferentes superfícies a uma temperatura entre 21 e 23ºC, com 40% de umidade.

A comparação entre os dois vírus demonstrou que eles possuem características semelhantes, apesar de, em algumas superfícies, variar o tempo de sobrevivência.

“Isso indica que as diferenças nas características epidemiológicas desses vírus provavelmente surgem de outros fatores, incluindo altas cargas virais no trato respiratório superior e o potencial de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 transmitirem o vírus enquanto assintomáticas”, aponta o estudo.

Sobre os velhos coronavírus e suas resistências

Em um outro trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de medicina de Greifswald, na Alemanha, foi feita a revisão de estudos já divulgados sobre os outros tipos de coronavírus o SARS-CoV e o MERS-CoV.

Neste estudo, foi verificado que estes vírus sobrevivem da seguinte maneira as superfícies:

Aço – a 21°C – 5 dias
Alumínio – a 21°C – 4 a 8 horas
Vidro – a 21°C – 5 dias
Plástico – temperatura ambiente – 2 a 6 dias
PVC – a 21°C – 5 dias
Borracha de silicone – a 21°C – 5 dias
Luva de latex – a 21°C – 8 horas
Cerâmica – a 21°C – 5 dias
Teflon- a 21°C – 5 dias

Segundo o estudo, que ainda não tem os resultados do novo coronavírus, em diferentes tipos de materiais, ele pode permanecer infeccioso por entre 2 horas e até 9 dias. Como o estudo considerou diferentes tipos de coronavírus, observou-se que alguns deles têm menos resistência a temperatura mais alta, como 30°C ou 40 °C.

Entendendo o vírus

Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explicou ao G1 que o tempo de sobrevida do vírus depende, também, do material orgânico que ele tem contato.

“Uma gotícula de saliva, por exemplo, ela não tem só água, ela tem proteínas da saliva. Uma gotícula de secreção respiratória tem muco, que tem proteína, tem resto de célula. Todo esse material orgânico protege o vírus. Esse material orgânico consegue formar uma capa ao redor do vírus. Quando tem muco, catarro, essas coisas, o vírus fica viável por muito tempo, em qualquer superfície, é claro que se a superfície for porosa ele pode durar muito mais” – Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

O professor Júlio Borges, do Grupo de Bioquímica e Biofísica de proteína da Universidade de São Paulo(USP) de São Carlos, explica que o tempo de sobrevivência dos vírus é variável e depende do tipo, da superfície e das condições ambientais.

“Quando o vírus é exposto ao ambiente ele sofre desidratação e isto pode ocasionar danos à estrutura das biomoléculas e levá-lo ao desmonte e à sua inviabilidade em infectar as células do hospedeiro” – Júlio Borges, do Grupo de Bioquímica e Biofísica de proteína da Universidade de São Paulo(USP) de São Carlos.

O professor ressalta a importância da constante higienização das superfícies com desinfetantes em geral: álcool em gel 70%, água sanitária, sabão.

Bem Estar – G1

 

Tsunami que devastou Portugal em 1755 chegou ao Brasil no Nordeste, conclui estudo

Sabia que o Brasil já foi vítima de um tsunami? Mas calma: não como Japão, em 2011, ou Indonésia, em 2006 e 2010. Segundo o estudo de doutorado do pesquisador Francisco Dourado, da Faculdade de Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), um tsunami que atingiu Portugal no século 18 também chegou ao nordeste brasileiro.

O evento ficou conhecido como Sismo de Lisboa, já que a capital portuguesa foi devastada pelo tsunami no dia 1º de novembro de 1755. Um grande terremoto desencadeou as ondas, atingindo também as costas atlânticas da África e da América. Até pouco tempo atrás, os impactos transatlânticos tinham sido descritos apenas em algumas ilhas caribenhas. Contudo, Dourado viu que as ondas chegaram ainda mais longe — ou perto, no caso do nosso país.

O grupo de pesquisadores da Uerj realizou um trabalho de campo, percorrendo 270 km ao longo de 22 praias do Nordeste para captar evidências da chegada do tsunami na costa brasileira. Na cidade de Pontinhas, na Paraíba, por exemplo, foi possível detectar uma camada peculiar de areia grossa que, ao ser analisada, apontou um evento de alta energia como responsável por sua deposição.

Com base em dados de modelagem histórica, sedimentológica e numérica apresentados, os cientistas encontraram uma associação altamente provável e compatível ao tsunami de 1755, demonstrando pela primeira vez as evidências desse fenômeno no Atlântico Sul.

A equipe liderada por Dourado encontrou evidências do evento até quatro quilômetros do litoral nordestino, principalmente em locais com rios e nas proximidades da Ilha de Itamaracá, em Pernambuco.

O pesquisador conta que há registros de que as ondas que chegaram ao nosso país mataram um casal, mas isso não foi investigado neste estudo. O que o pesquisador concluiu é que o tsunami não causou muitos danos por aqui.

Segundo Dourado, no ano do fenômeno, o governador da Paraíba enviou uma carta ao Rei de Portugal informando que “uma grande onda” também havia inundado o litoral do estado. “Mas não houve muitos estragos porque o Brasil ainda não era tão populoso”, explica o especialista à GALILEU.

Galileu

Estudo da UFRN mostra a riqueza dos resíduos do solo potiguar para a construção civil

Foto: Reprodução/UFRN

A utilização de água em larga escala somada ao descarte inadequado de substâncias tóxicas por parte da indústria de construção civil motivou pesquisadores do Centro de Tecnologia da UFRN (CT) a buscar novos materiais que impactem cada vez menos o meio ambiente. O estudo tem como objetivo reaproveitar e valorizar resíduos como a manipueira, scheelita e o pó de pedra, resíduos próprios do território potiguar, de modo a desenvolver materiais sustentáveis ideais para as condições climáticas da região, gerando menos gastos e menos danos ao meio ambiente.

Inicialmente, o grupo — coordenado pelos professores Wilson Acchar, do Departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN, Vamberto Monteiro, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), e alunos do mestrado em Materiais e Processos Construtivos — estudou o planejamento da base estrutural da parede, na busca por um tipo de tijolo mais sustentável, e em seguida explorou a possibilidade de utilizar esses resíduos nas argamassas. Além disso, foram resgatadas técnicas antigas de construção, como as edificações de adobe, propondo uma adaptação mais moderna nessa retomada. O estudo obteve resultados bem promissores com essa adaptação. “No processo, percebemos propriedades bem melhores em todos os aspectos, como resistência e absorção”, afirma o mestrando Rayanderson Saraiva, um dos integrantes da pesquisa.

Planta do projeto e amostras dos recursos utilizados. Foto: Hogla Geovanna

Um dos resíduos utilizados, a manipueira, um líquido proveniente da produção de mandioca que oferece riscos aos lençóis freáticos, muitas vezes é mal descartado por casas de produção de farinha, como destacou um dos pesquisadores, Jonathan Macedo. Isso acontece no momento em que se prensa a macaxeira: um líquido nocivo ao meio ambiente é expelido, contendo elevada carga de materiais orgânicos danosos e ácido cianídrico que atingem o lençol freático.

A manipueira é, de fato, significativamente danosa, porém o cianeto contido nela é extremamente volátil, então, quando exposta ao ambiente em qualquer temperatura na faixa dos 20°C, já é suficiente para que evapore. Se o cianeto for exposto por um período de 24 horas, por exemplo, a meia-vida do seu teor cianídrico cai pela metade, depois de 48 horas cai por um quarto e assim sucessivamente. Além do mais, a manipueira extraída no Rio Grande do Norte é mais suave, pois a mandioca, conhecida como mansa, que é trabalhada no litoral, não contém tanto ácido cianídrico.

Outra característica crucial para o projeto é o fato da manipueira poder substituir a água potável no processo de hidratação do cimento, de acordo com Jonathan. “Vimos que foi bastante viável, atendeu a todas as normas, obtendo até resultados melhores do que com tijolo convencional”, afirma. O tijolo de manipueira apresenta apenas um pouco de porosidade externa. Contudo, em termos técnicos, esse tijolo tem mais resistência que o convencional. Não obstante, devido a presença do cianeto e do enxofre, a manipueira também serve para combater pragas, como formigas e insetos.

Outro material pesquisado, a scheelita, é encontrado em grande proporção na Mina Brejuí, em Currais Novos. O mineral, quando unido ao pó de pedra e à manipueira, promove um melhor empacotamento das partículas nos tijolos, tornado o material resultante mais maleável e de fácil manuseio. O tijolo convencional tem várias consequências negativas ao meio ambiente, por causa dos impactos provenientes de sua fabricação: a produção dos tijolos de resíduos evita a liberação de gases tóxicos, que acontece no processo de queima tradicional.

É assim que a produção de tijolo de solo-cimento passa a ser o objeto de pesquisa das construções inovadoras. O pesquisador Ricardo Ramos afirma que o tijolo feito de solo, cimento e manipueira foi alvo de “testes obtendo a combinação de resíduos, de forma que a união proporcione melhoria nas propriedades”.

Casas ecológicas e a problemática das zonas bioclimáticas

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Estudo mostra porque alguns casos de Covid-19 são fatais, e a maioria não

(STR/AFP/Getty Images)

A Covid-19 apresenta sintomas leves na maioria dos casos, mas pode ser extremamente agressiva a uma minoria. E um novo relatório divulgado pela OMS, que analisou os primeiros 56 mil casos da doença na China, pode explicar o porquê: o que parece definir a gravidade da Covid-19 é o local até onde o vírus chega em seu corpo. Quando ele se restringe ao nariz ou à garganta, os sintomas são leves. Já se ele chega aos pulmões a doença tende a ficar séria e, dependendo do caso, até levar à morte. O documento também alerta que essa evolução pode ocorrer rapidamente.

Para entender por que, precisamos analisar os mecanismos de infecção do coronavírus. Quando o SARS-cov-2 entra em nosso corpo pelas vias respiratórias, através de gotículas de saliva geralmente transportadas pelas mãos, ele encontra uma série de células prontas para infecção. Mas, assim como todos os outros patógenos invasores, o vírus não consegue sair entrando em tudo o que ele vê pela frente: ele precisa de uma entrada específica. Para isso, os coronavírus têm uma arma secreta: as proteínas spike. São elas, inclusive, que dão o nome ao grupo – essas proteínas aparecem como protuberâncias pontiagudas ao redor do envelope viral, resultando em uma formato de uma coroa (“corona”).

As spike são adaptadas para se ligar com receptores específicos em nosso corpo. Por isso, quando os vírus estão do lado de dentro, eles procuram por essas “fechaduras” nas células. O SARS-cov-2, especificamente, consegue se ligar a uma proteína conhecida como ACE2, que está presente em diversos tecidos do nosso corpo, incluindo nariz e boca. E, como o coronavírus tem acesso ao nosso corpo exatamente por esse sistema, ele não precisa procurar muito para encontrar suas vítimas.

Assim que encontra os receptores ACE2, as spike do vírus se ligam à proteína e faz com que a célula o englobe, colocando seu material genético para dentro. E aí o vírus faz a festa: transforma suas células em verdadeiras fábricas de RNA viral e de proteínas. Quando vários outros vírus são criados a partir desse processo, eles saem da célula a procura de outra – e assim o ciclo se reinicia. Aos poucos, os vírus vão matando as células de seu tecido, uma por uma. Mas seu corpo logo perceberá que há algo errado. E vai acionar seu sistema de defesa para tentar se livrar do invasor – ou seja, o sistema imunológico.

O problema é que essa tentativa do corpo de se proteger pode trazer algumas consequências negativas. Isso porque o resultado é um processo inflamatório – seu corpo aumenta a circulação de sangue e demais líquidos no local, a fim de levar mais células de defesa para o front de batalha.

Se os coronavírus estiverem apenas no começo do seu trato respiratório, ou seja, no nariz ou na garganta, isso vai resultar em alguns sintomas leves. Primeiro, a febre – seu corpo aumenta de temperatura para elevar o metabolismo e tentar fritar os invasores. Segundo, a tosse, que é basicamente seu corpo tentando expulsar os acúmulos de vírus para fora, através de saliva. Outros sintomas menores podem surgir, como dor de garganta e dores de cabeça. É esse o quadro de sintomas da maioria das pessoas que pega Covid-19 – 80%, mais precisamente –, que se curam em poucas semanas.

O problema mesmo é se o vírus continuar avançando e chegar aos pulmões. Aí, um sintoma mais grave surge: dificuldade para respirar. Isso por uma combinação de fatores: o vírus começa a literalmente matar os tecidos do órgão, e o corpo cria um processo inflamatório para se livrar do invasor, mas acaba atacando tudo o que há pela frente – incluindo células saudáveis do pulmão. Se piorar, o quadro pode se desenvolver para uma pneumonia grave. E pode ser fatal. Mas, obviamente, não é uma sentença de morte: seu sistema imunológico pode combater o vírus mesmo no pulmão e curar a doença.

Esse mecanismo ajuda a explicar, pelo menos em parte, o motivo pelo qual pessoas mais velhas são mais vulneráveis a quadros graves de Covid-19 do que pessoas jovens. A mortalidade entre indivíduos com 80 anos ou mais chega a quase 15%; em contraste, esse número é de apenas 0,2% entre pessoas de 10 a 39 anos, segundo estimativas iniciais dos 72 mil primeiros casos da China. Isso porque o sistema imunológico de pessoas mais velhas é mais debilitado, e nem sempre conseguiria combater a infecção antes de ela seguir em direção aos pulmões.

O relatório também afirma que apenas 1 em cada 7 pacientes chega a desenvolver a dificuldade de respirar como sintoma, e só 6% dos casos se encaixam na categoria de “crítico”. Mas alerta que a evolução clínica de um caso pode evoluir rapidamente de leve para severo – e o “ponto de virada” é exatamente a chegada do vírus aos pulmões. Segundo o estudo, entre 10% e 15% dos casos leves evoluem para severos; destes, 15% a 20% pioram e podem ser classificados como críticos, quando os pulmões são severamente afetados. Ou seja: não dá para descuidar.

Super Interessante

Divisão de tarefas domésticas é quase a mesma de 20 anos atrás, diz estudo

Foto: PavelRodimov/iStock

Um estudo divulgado no final de janeiro deste ano mostrou que, embora se fale cada vez mais em uma divisão igualitária das tarefas domésticas entre homens e mulheres, a porcentagem de lares em que os casais se dedicam à casa da mesma maneira é praticamente a mesma do que era em 1996.

O levantamento, feito pela Gallup, empresa americana de pesquisa de opinião, entrevistou 3.062 pessoas nos anos de 1996, 2007 e 2019.

Mostrou, por exemplo, que o número de lares em que homens e mulheres se dedicavam da mesma maneira à limpeza da casa subiu apenas cinco pontos em 23 anos — de 32% para 37%.

Lavar roupas foi de 22% para 28%, enquanto cozinhar subiu de 27% para 32% no mesmo período. E a louça? Também registrou uma pequena diferença, de 31% para 36%.

A maioria das tarefas domésticas ainda são executadas, principalmente, por mulheres. Elas são as maiores responsáveis por lavar a roupa (58%), cozinhar (51%), e limpar a casa (51%).

Os homens só aparecem à frente nos cuidados com o carro (69%) e com o jardim (59%).

“Apesar de algumas mudanças nas últimas duas décadas, a divisão do trabalho nos lares dos EUA continua bastante ligada aos estereótipos tradicionais: as mulheres cuidam mais da casa e dos filhos do que os maridos”, afirma o estudo.

Universa – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano disse:

    Eu lavo mas não enxugo !

  2. Cap_Mor disse:

    Vixe…vou levar essa pesquisa pra mulher ver e talvez ela me dê uma folga quando souber que nos States quem trabalha mais é a mulher.

  3. Bento disse:

    Normal