Economia

Petrobras recebe R$ 78,2 milhões e conclui venda de parques eólicos no RN

A Petrobras finalizou a venda dos Parques Eólicos Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, segundo comunicado enviado ao mercado. A venda foi finalizada de forma conjunta com a Wobben Windpower Indústria e Comércio Ltda (Wobben), da totalidade de suas participações (51% Wobben e 49% Petrobras), para a V2I Energia S.A., investida do Vinci Energia Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura, que tem como gestora a Vinci Infraestrutura Gestora de Recursos Ltda.

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de R$ 78,2 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato de compra e venda de ações. O valor recebido no fechamento se soma ao montante de R$ 22,5 milhões pagos à Petrobras na assinatura do contrato, totalizando R$ 100,7 milhões. Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

As sociedades Eólicas Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4 fazem parte de um complexo de quatro parques eólicos (Mangue Seco 1, Mangue Seco 2, Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4) localizado em Guamaré, no estado do Rio Grande do Norte, com capacidade instalada total de 104 MW. As Eólicas Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4 detêm e operam dois parques eólicos, com capacidade total de 52 MW, sendo 26 MW cada.

Parques

A Petrobras já havia assinado contratos para venda de sua participação nas eólicas Mangue Seco 1, 3 e 4, em 7 de janeiro de 2021, conforme plano de desinvestimento para o setor aqui no Estado.

No dia 26 de fevereiro, a petrolífera assinou com o Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Pirineus (FIP Pirineus) contrato para a venda da totalidade de sua participação de 51% no capital social da sociedade Eólica Mangue Seco 2 – Geradora e Comercializadora de Energia Elétrica S.A. (Eólica Mangue Seco 2), proprietária de parque de geração de energia eólica.

O valor da venda foi de R$ 32,97 milhões, a ser pago em uma única parcela no fechamento da transação, sujeito aos ajustes previstos no contrato. A transação decorreu do exercício do direito de preferência pelo FIP Pirineus, em conformidade com o acordo de acionistas da Eólica Mangue Seco 2.

Redução

Mais uma vez, a Petrobrás afirmou que a operação estava alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas. “A Petrobras mantém o foco na redução do seu endividamento, ao mesmo tempo em que concentra seus recursos em ativos com maior potencial de geração de valor, como os campos de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas. Em paralelo, a Petrobras segue comprometida com a transição para uma economia de baixo carbono, investindo em novas tecnologias para descarbonização da produção e no desenvolvimento de combustíveis mais eficientes e sustentáveis. A companhia também mantém investimentos em renováveis, por meio de pesquisas, visando adquirir as competências necessárias para, eventualmente, operar fontes renováveis em maior escala no futuro”, destacou, à época, o Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy.

A Eólica Mangue Seco 2 faz parte de um complexo de quatro parques eólicos (Mangue Seco 1, Mangue Seco 2, Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4) localizado em Guamaré, no estado do Rio Grande do Norte, com capacidade instalada total de 104 MW. A Eólica Mangue Seco 2 detém e opera um parque eólico, com capacidade de 26 MW.

Compradora administra mais de R$ 47 bilhões

A Vinci é a uma sociedade limitada responsável pela gestão de fundos de infraestrutura do Grupo Vinci Partners, assim compreendido como a Vinci Infraestrutura Gestora de Recursos Ltda. e suas controladas (Grupo Vinci), o qual possui atualmente mais de R$ 47 bilhões sob gestão. O Grupo Vinci foi fundado em 2009, possuindo 226 colaboradores, dentre os quais 33 sócios, divididos em escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Nova York.

O Grupo Vinci possui investimentos em diversos setores da economia, dentre os quais se destacam os investimentos realizados na Equatorial Energia S.A. (energia), Light (energia), LEST – Linhas de Energia do Sertão Transmissora (energia), Água Vermelha Transmissora (energia), Arcoverde Transmissão de Energia (energia), Transmissora Porto Alegrense de Energia (energia), Grupo Los Grobo (agronegócio), Austral (seguros e resseguros), Unidas (locação de veículos), Inbrands (varejo), Burger King (varejo), Le Biscuit (varejo), Cecrisa (revestimentos cerâmicos), Companhia Brasileira de Offshore (navegação), Uniasselvi (ensino superior), Dominos Brasil (varejo), Vero (telecom) e Cura (saúde).

TRIBUNA DO NORTE

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Nacional

Governo do Amazonas projeta terceira onda da Covid-19 para maio

O governo do Amazonas prevê uma terceira onda de contaminação pela Covid-19 no estado em maio. De acordo com a avaliação do Executivo estadual, o ritmo da vacinação ainda é lento e a imunização será incapaz de segurar uma piora nos índices da doença que já infectou pelo menos 300 mil pessoas e matou mais de 12 mil no estado.

O governador Wilson Lima relatou à CNN que o estado se prepara para estocar cilindros de oxigênio e tenta finalizar uma fábrica do insumo hospitalar a tempo. O estado também vai parar de receber pacientes de outros estados diante do risco de as unidades de saúde locais ficarem sem kit intubação. Ainda segundo o governador, todos os leitos ficarão abertos à espera desta possível terceira onda.

 

Lima, entretanto, descarta fechar o comércio até haja aumento do número de mortos. “Não consigo ficar muito tempo fechado porque a população é muito pobre. É o cara que vende picolé, trabalha para conseguir o jantar. Tenho que apresentar essa janela de flexibilização ou quebro alguns setores”, disse Wilson Lima. “Nossa preocupação é que outros estados saiam do pico e tenham condição de nos ajudar porque, se agravássemos, não teríamos a quem pedir ajuda”.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. Aí é competência!! O Amazonas antes lembrado pelas riquezas naturais, a Mata, a ZF, agora tá adentrando na Futurologia! Só que para prever o Mal! Já está prevendo uma nova Onda de infecção pelo Vírus!! Ô praga é o Comunismo!

  2. Entendi seu governador, vc não receberá ninguém de outro estado, mas quando a saúde aperta aí, vc sai ligando pra um e outro atrás de leitos. Natal como sempre terá o prazer em salvar vidas.
    Fica aqui o exemplo de que não devemos fechar nenhum leito quando a situação estiver desestabilizada.

  3. Essas ondas de picos vão durar até as eleições.
    A ganância e a sanha por dinheiro público é maior que a vida do ser humano.
    MITO TEM RAZÃO
    MITO 2022

  4. Agora o governador está agindo com inteligência se preparando para uma possível nova onda.

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Saúde

Pesquisadores da Fiocruz alertam para piora da Covid e sugerem lockdown nacional

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acreditam que apenas um lockdown nacional, com duração mínima de duas semanas, é capaz de conter o avanço da Covid-19 no Brasil. Os especialistas ouvidos pela CNN nesta terça-feira (6) reiteraram que só medidas rígidas podem evitar que o mês de abril seja “ainda pior” que março, o mês mais fatal da pandemia até o momento, com 66.868 óbitos registrados.

Esse total representa quase o dobro da marca anterior, de julho de 2020, quando 32,9 mil pessoas perderam a vida para a doença. Dados da Associação Brasileira de Empresas do Setor Funerário (Abredif) apontam que a pandemia fez o país ultrapassar a marca de mil óbitos por dia em março e segue com tendência de alta. A entidade projetava que que, sem a Covid-19, esse número só seria atingido em 20 anos, seguindo os padrões de crescimento e a expectativa de vida no país.

A pesquisadora e pneumologista Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, alertou que o Brasil vai bater novos recordes de mortes e casos de Covid-19 em abril. A especialista alertou que somente um lockdown pode reverter essa tendência. “Só com uma restrição total na circulação das pessoas é que vamos conseguir interromper totalmente as infecções”, avaliou.

A recomendação por um lockdown nacional já havia sido feita pela fundação no Boletim Observatório Covid-19 de 7 a 20 de março. Professor de Infectologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda também acredita que um cenário mais grave se aproxima nas próximas semanas. Ele disse, entretanto, que a gravidade da situação vai depender se “vamos manter as medidas restritivas ou não”.

Já a sanitarista e pesquisadora Bianca Leandro relaciona o cenário caótico da pandemia de Covid-19 com a desigualdade socioeconômica no país. Segundo ela, o aumento de mortes e casos de Covid-19 do Brasil não pode ser analisado apenas com base nas condições da rede de atendimento em saúde e à circulação de pessoas: “Vem acompanhado de outras condições, como o aumento da fome e a dificuldade de acesso a renda”, afirmou.

Nesta segunda, o Brasil atingiu a marca de 13 milhões de casos de Covid-19 e, até o momento, 333 mil brasileiros morreram por causa da doença.

Outra maneira de frear a pandemia seria o avanço da vacinação. Até esta terça, o país aplicou ao menos 26 milhões de doses —dessas 20,3 milhões são referentes à primeira dose e 5,6 milhões, à segunda, necessária para ser considerado imunizado. Os números correspondem à 9,6% e 2,6% da população, respectivamente.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. A Dra. Roberta Laura falou uma coisa estarrecedora:
    Investiram 90% do dinheiro em pesquisa de vacinas e somente 10% em tratamento da doença. A Covid-19 é a única doença no mundo que os médicos não sabem como tratar e colocam como o santo Graal a vacina. No início da pandemia na Itália era proibido até autópsia de quem tivesse morrido de Covid. Um médico desrespeitando a lei fez as autópsias e descobriu o que realmente matava os doentes era o coágulo sanguíneo e publicou os seus estudos que mudaram o tratamento da doença no mundo, ele falou que estavam matando os doentes com os remédios usados então que numa analogia equivalia a tratar diabéticos com açúcar. Depois desta pesquisa passaram a tratar direito os pacientes, mas como anunciaram que estavam desenvolvendo vacinas o que interrompeu o financiamento da pesquisa sobre tratamentos e remédios que curassem os doentes.

    Até as doenças incuráveis tem tratamento, inclusive tratamento precoce, agora quando se fala da Covid-19 tudo que se aprendeu sobre medicina é esquecido.

  2. Macedo ai embaixo disse tudo. Essa é a epidemia da mentira, da hipocrisia e da politicagem. Remedios seguros e baratos estão sendo PROIBIDOS por não terem “comprovação científica dexsua eficácia contra esse vírus. Enquanto isso, vendem-se vacinas experimentais e de baixa eficácia, conforme dito por seus próprios fabricantes. Um total absurdo.

  3. Não acredito que os cientistas da fiocruz estão falando isso! Aqui no blog e nos grupos de WhatsApp todo bolsopetista que se preze segue a cartilha de que lockdown não funciona talkei! Alemanha, Austrália, Reino Unido que fizeram só tem cientista bobo talkei! Kkk

  4. Lockdown elimina o vírus? Qd acabar o Lockdown acaba tbm a Pandemia? Ou só acaba o resto da economia?

  5. Enquanto a “CIÊNCIA” brasileira continuar com o tome dipirona (medicamento proibido nós EUA) vai para casa e quando tiver com falta de ar volta para o hospital a segunda, terceira, quarta….. onda sempre vai voltar.
    No continente africano morrem poucas pessoas por que?
    A CIÊNCIA informa?
    As mídias lixo informam?
    Os médicos e infectologistas informam?
    NÃO.
    o interesse deles é vender vacinas e medicamentos caros.

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Saúde

Teste da Astrazeneca com crianças e adolescentes é interrompido no Reino Unido

O estudo da vacina de Oxford/Astrazeneca com crianças e adolescentes foi pausado no Reino Unido após relatos de coágulo sanguíneo em adultos que receberam a injeção. Os testes estavam sendo realizados em quatro cidades, com 300 participantes saudáveis entre 6 e 17 anos.

Cientistas disseram que vão aguardar uma nova revisão do regulador de medicamentos do Reino Unido, antes de prosseguir com a aplicação das doses, mas que não há preocupações de segurança no ensaio clínico pediátrico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também afirmou que deve terminar, nesta semana, uma nova avaliação sobre o risco de trombose entre os vacinados, após estudar os casos mais recentes relatados.

CNN BRASIL

 

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Nacional

STF julga nesta quarta-feira se prefeitos e governadores podem proibir cultos e missas na pandemia

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira a ação que trata da abertura de igrejas e a liberação de cultos durante a pandemia. A deliberação acontece na esteira do imbróglio jurídico em torno da questão, após o ministro Kassio Nunes Marques liberar monocraticamente, no último sábado, a realização dos encontros religiosos de forma presencial.

O parecer de Nunes Marques atendeu um pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). O ministro sustentou que a proibição das reuniões religiosas seria uma extrapolação de poder dos estados e municípios e poderia ferir a liberdade religiosa. Na decisão, o magistrado defendeu que o momento da pandemia pede cautela, mas reconheceu a “essencialidade” da atividade religiosa para dar “acolhimento e conforto espiritual”.

A decisão individual gerou insatisfação nos bastidores do tribunal e a votação em plenário acabou acelerada pela decisão do ministro Gilmar Mendes, que negou liminar pedida pelo PSD contra decreto do governo do estado de São Paulo que proibiu a realização de cultos, missas e e outras atividades religiosas coletivas. “Em um cenário tão devastador, é patente reconhecer que as medidas de restrição à realização de cultos coletivos, por mais duras que sejam, são não apenas adequadas, mas necessárias ao objetivo maior de realização da proteção da vida e do sistema de saúde”, escreveu Gilmar.

Com decisões opostas de Nunes Marques e Gilmar Mendes, caberá agora ao plenário fixar um entendimento sobre o tema. A tendência é que a Corte reafirme a autonomia de estados e municípios para estabelecer medidas restritivas baseada em decisões anteriores de outros ministros. Além de Gilmar, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, e a ministra Rosa Weber já haviam deliberado sobre atividades religiosas presenciais na pandemia e ambos decidiram manter as proibições em Pernambuco e Mato Grosso.

No pior momento da pandemia enfrentado no Brasil, ministros da Corte ouvidos pelo GLOBO defenderam que a decisão, proibindo que estados e municípios suspendam completamente celebrações religiosas, vai contra o entendimento do plenário do STF de que os entes da federação têm autonomia para decidir sobre as restrições na pandemia.

— Não temos expertise na área (de saúde) e nem somos Executivo — disse o ministro Marco Aurélio, que discorda da decisão de Nunes Marques.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Alguém tem dúvida que os demônios do apocalipse irão manter a proibição de cultos?
    Bolsonaro ainda não foi impeachmado.

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Saúde

Brasil estabelece novo recorde com 1,26 milhão de vacinados contra covid em 24h

No dia em que holofotes se voltaram para os 4.195 óbitos, que tiveram os registros represados devido ao feriadão de Páscoa e o “feriadaço” paulista, o Brasil bateu recordes da vida na guerra ao coronavirus.

Foram mais de 954 mil pessoas vacinadas com a primeira dose e quase 312 mil com a segunda dose, o que levou ao recorde disparado de cerca de 1,26 milhão de pessoas vacinadas, literalmente nesse caso, em apenas 24h. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Só China, Índia, EUA e Brasil bateram a marca de um milhão de doses em 24h. Do grupo, só o Brasil não é grande produtor de vacinas.

O recorde de ontem é 50% maior que o máximo obtido pelos britânicos. Em seu melhor dia, o Reino Unido conseguiu aplicar 844 mil doses.

Durante o feriadão, o número de vacinas caiu para 350 mil por dia. Com a volta ao normal, os profissionais de saúde recuperam o tempo perdido.

O número de primeiras doses foi pouco maior que de outros dias em que superamos um milhão. A diferença foi que as segundas doses dobraram.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Enquanto a oposição “lacradora” fica nas mentiras e no blá-blá-blá, o governo Bolsonaro AGE. E no RN, o que está fazendo a governadora pelo povo potiguar?

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Polícia

Falsa enfermeira usou documento falso para conseguir emprego, diz PF

A cuidadora de idosos investigada por suposta vacinação de empresários contra covid-19 em garagem de empresa de ônibus em Belo Horizonte trabalhou como técnica em enfermagem em clínica do Rio de Janeiro e usou documento falso para conseguir o cargo, conforme investigação da Polícia Federal. A mulher não tem formação profissional na área. A corporação apura se houve aplicação de imunizante falso e também quem está por trás do esquema.

A partir de novas apurações, a PF descobriu ainda que a cuidadora de idosos atuava com “atendimentos” para suposta vacinação em BH desde fevereiro, e não a partir de março, como apontado inicialmente. A PF identificou também que, antes de começar a oferecer o que seriam vacinas para covid, como no caso dos empresários da garagem de ônibus, a falsa enfermeira aplicou na capital mineira o que afirmava ser vacinas contra H1N1 (gripe) e pneumonia.

Não há qualquer comprovação, até agora, de que alguma das vacinas seja verdadeira. Em uma das diligências durante as investigações, a PF encontrou na casa da falsa enfermeira soro fisiológico, que a corporação acredita ser o que a mulher aplicava em seus clientes, e caixas de vacina para gripe.

Conforme a PF, todas as embalagens estavam vazias. A suspeita é de que as caixas tenham sido guardadas pela cuidadora de idosos por causa do trabalho que chegou a exercer na clínica do Rio, e que seriam utilizadas apenas como parte do “teatro” armado pela cuidadorapara conseguir manter o golpe por tanto tempo na capital mineira.

A vacinação da gripe ocorre anualmente, com imunizante diferente, pela mutação do vírus. A cepa para qual é feita a vacina de 2020, por exemplo, não é a mesma do imunizante a ser aplicado em 2021. Conforme informações do Ministério da Saúde, a vacinação contra gripe este ano começa na próxima segunda-feira, 12.

A zona sul de Belo Horizonte, que concentra a maior parte da classe média alta da capital, é onde a falsa enfermeira mais teria atuado, tanto com as supostas vacinas para covid-19 como para gripe e pneumonia.

Ao mesmo tempo em que apura o período do golpe, e obtém informações de que a cuidadora de idosos também oferecia supostos imunizantes para outras doenças, a PF investiga se outra pessoa, que não a falsa enfermeira, possa ter arquitetado o esquema. A suspeita surgiu a partir do depoimento da mulher.

A cuidadora chegou a ser presa no dia 30, mas foi solta no sábado, 2, por habeas corpus. A atuação da falsa enfermeira em BH foi revelada pela revista piauí, em reportagem de 24 de março. Vídeos aos quais o Estadão teve acesso mostram uma mulher de jaleco branco em meio a carros na garagem da empresa, que fica no bairro Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Segundo as apurações da PF, a suposta vacinação na empresa ocorreu na segunda-feira, 22, e na terça-feira, 23. Pelo menos 80 pessoas no local passaram pelo procedimento. Funcionários informaram à reportagem do Estadão que a empresa faz parte do grupo de transporte Saritur, um dos maiores de Minas. Segundo a revista piauí, cada pessoa que contratava os serviços da falsa enfermeira pagava R$ 600 por duas doses da vacina contra covid.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Até que me prove o contrário, acredito que tomaram vacina sim. Prá isso já está na hora da testagem sorológica com os empresários. se apresentarem anticorpos, foi vacina sim. caso contrário era placebo o que a enfemeira aplicou

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Economia

Maior parte do público do auxílio emergencial vai receber parcela mínima de R$ 150

A maior parte do público do auxílio emergencial vai receber o menor valor do benefício, que é de R$ 150 mensais, informou o Ministério da Cidadania ao Estadão/Broadcast. Serão 19,994 milhões de famílias contempladas na categoria “unipessoal”, isto é, formadas por apenas uma pessoa. O número representa 43,6% do público total estimado para a nova rodada.

Outras 16,373 milhões de famílias com mais de um integrante vão receber R$ 250, enquanto 9,47 milhões de mulheres que são as únicas provedoras do lar receberão R$ 375. A nova rodada do auxílio emergencial terá quatro parcelas, e o pagamento começou ontem.

Os dados já haviam sido antecipados pela reportagem, mas nunca foram revelados oficialmente pelo governo, que preferiu centrar seu discurso no “valor médio” de R$ 250. A estratégia foi adotada depois da insatisfação de aliados e dos próprios beneficiários com a redução do valor da ajuda, que começou em abril de 2020 em R$ 600 e caiu a R$ 300 entre setembro e dezembro do ano passado.

Os valores atuais são considerados insuficientes para atender a demandas básicas de alimentação, higiene pessoal e limpeza de uma família. Como mostrou o Estadão, o custo da cesta básica na capital paulista para uma família de quatro pessoas ficou em R$ 1.014,63 em fevereiro, segundo levantamento da Fundação Procon feito em parceria com o Dieese. O “valor médio” do auxílio cobre menos de 25% do custo. Só o preço do gás de cozinha, por exemplo, já está próximo de R$ 100.

Para ter acesso aos dados oficiais e detalhados, o Estadão/Broadcast fez a solicitação com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) em 19 de março, um dia após a edição da medida provisória que recriou o programa sob novas regras. No mesmo dia, a reportagem fez pedido igual por meio de assessoria de imprensa do Ministério da Cidadania, mas foi informada de que a pasta ainda estava “consolidando os números sobre a quantidade de pessoas beneficiadas por faixa de valor”. A nota técnica com todos os detalhes, porém, foi assinada pelas áreas responsáveis em 15 de março.

No documento, o governo detalha o processo de exclusão de beneficiários que permitiu “afunilar” o programa, chegando ao número de 45,8 milhões de brasileiros que receberão a ajuda. Essa foi uma diretriz adotada pela equipe para limitar o custo do auxílio, que no ano passado ficou em R$ 322 bilhões. Para este ano, estão reservados R$ 44 bilhões.

O critério que mais excluiu beneficiários foi a regra que prevê apenas uma cota do auxílio por família. Até o ano passado, era possível que duas pessoas recebessem a ajuda. Sob o novo critério, foram removidos 6,567 milhões de beneficiários.

A redução dos valores do auxílio também fez com que 2,875 milhões de beneficiários do Bolsa Família permanecessem no programa, que tem valor mais vantajoso para eles, em vez de serem transferidos ao auxílio emergencial. Segundo estimativa do governo, só essa mudança gerou economia de R$ 1,5 bilhão.

Há ainda exclusões de quem não movimentou os valores da primeira rodada do auxílio até outubro de 2020 (751,5 mil) e pela redefinição do limite de renda (188,3 mil). Antes, poderia receber o auxílio quem tivesse renda de até meio salário mínimo por pessoa, ou três salários mínimos por família. Agora, os dois critérios têm de ser preenchidos ao mesmo tempo – o que elimina, por exemplo, uma família de apenas duas pessoas com renda de dois salários mínimos.

Para justificar os valores da nova rodada do benefício, o governo calculou o “hiato” entre a renda habitual dos trabalhadores e o que foi efetivamente recebido. Esse hiato seria a perda de renda durante a pandemia e uma medida do impacto do distanciamento social.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Que saudade de nhonho, pixuleco bradava que meus antigos 600 foi obra dele. Será se foi luladrão e o congresso que fizeram rebaixar a esse valor?

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Economia

Senado põe na pauta projeto que recria programa de corte de salário e jornada

O Senado decidiu pautar projeto que permite às empresas cortarem até o fim do ano jornada e salário dos funcionários ou suspenderem contratos, nos mesmos moldes do programa adotado em 2020. Como contrapartida, o governo complementaria a renda dos trabalhadores atingidos com o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

A equipe econômica discute reeditar o programa por meio de medida provisória (MP), mas ainda esbarra no impasse jurídico em torno da abertura de um novo crédito extraordinário, fora do teto de gastos, para bancar a rodada do benefício. O movimento dos senadores pressiona o governo a retomar a medida. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro deve se encontrar com empresários em São Paulo. Eles devem reforçar o apelo pela volta do programa para que demissões sejam evitadas.

 

Como mostrou o Estadão, o novo programa de redução de jornada e salário ou suspensão de contrato deve alcançar entre 3,8 milhões e 4 milhões de trabalhadores. Esse é o número máximo de acordos entre empresas e empregados que podem ser abarcados pelo valor estipulado para bancar a medida, que deve ficar em R$ 9,8 bilhões.

O modelo deve ser o mesmo do ano passado: acordos para redução proporcional de jornada e salário em 25%, 50% ou 70%, ou suspensão total do contrato.

Cobertura

As estimativas são maiores do que as iniciais porque o governo quer garantir cobertura e disponibilidade de recursos em caso de necessidade, uma vez que diversos prefeitos e governadores têm adotado medidas mais rígidas de distanciamento social. O setor de serviços é um dos mais impactados e tem assistido a um aumento de demissões nas últimas semanas, segundo representantes do setor.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, lembra que o presidente Jair Bolsonaro disse em 27 de janeiro que em 15 dias daria uma resposta sobre a reedição do BEm. “O programa é fundamental para nossa sobrevivência. Vivemos um colapso”, afirmou.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) admitiu que o Senado quer pressionar o governo a tirar do papel uma nova rodada de socorro a empresas em função da pandemia de covid-19. “Na pior das hipóteses, mutuca tira o boi do mato. Ou seja, uma mosquinha pequena tira um touro do mato”, afirmou Amin.

O projeto do Senado obriga a União a retomar os programas executados no ano passado, mas não apresenta impacto financeiro e medidas de compensação no Orçamento deste ano, como exige a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Em 2020, o governo tinha um “cheque em branco” para gastar com medidas de combate à pandemia sem precisar respeitar essas regras por causa do decreto de calamidade. Neste ano, porém, não há regra de calamidade em vigor.

No ano passado, o governo destinou R$ 33,5 bilhões ao programa, que registrou mais de 10 milhões de acordos entre empresas e trabalhadores. O resultado foi considerado bem-sucedido. O Brasil registrou a criação de 95,6 mil postos de trabalho com carteira assinada em 2020 (incluindo declarações feitas fora do prazo).

Calamidade

A votação do projeto expõe uma pressão no Congresso Nacional para editar um novo decreto de calamidade pública, abrindo a porteira para novos gastos com o argumento de conter o avanço do novo coronavírus, em um período de aumento de mortes e falta de vacina para a toda a população. “Se tiver que colocar dinheiro novo, nós vamos ter de rediscutir o decreto de calamidade”, disse o senador.

Pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial, promulgada no mês passado, um novo período de calamidade só pode ser decretado pelo Congresso a pedido do presidente da República.

A votação do projeto não foi negociada com o Palácio do Planalto. O relator do projeto, Carlos Viana (PSD-MG), vice-líder do governo no Senado, aguarda um levantamento com o impacto financeiro da proposta antes de apresentar o parecer. O governo não enviou representantes para a reunião de líderes partidários que decidiu incluir a proposta na pauta. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), concordou em pautar o projeto, apesar de não haver acordo com o governo. /COLABOROU IDIANA TOMAZELLI

ESTADÃO

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Saúde

Câmara aprova texto principal do projeto que amplia compra de vacinas por empresas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (6) o texto-base do projeto que abre mais possibilidades para empresas que querem comprar vacinas contra Covid-19 para imunizar funcionários, sócios e outros prestadores de serviço. O texto foi aprovado por 317 votos a favor e 120 contrários. Agora, serão apreciadas sugestões de modificação da proposta, que, na sequência, vai ao Senado.

O projeto altera lei de março que permite que empresas comprassem vacinas autorizadas ou registradas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), desde que as doses fossem integralmente doadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) para uso no PNI (Programa Nacional de Imunizações).

Depois que acabasse a vacinação de grupos prioritários, as companhias poderiam comprar vacinas, com a obrigação de doar metade das doses ao SUS.

O texto aprovado nesta terça mantém o aval para que empresas, individualmente ou em consórcio, comprem vacinas contra a Covid-19 autorizadas ou registradas pela Anvisa.

No entanto, permite que as companhias possam adquirir imunizantes que tenham sido autorizados ou registrados por autoridade de saúde estrangeira reconhecida e certificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Ou seja, seria possível à empresa entrar em contato com a Moderna, aprovada pela agência FDA, dos Estados Unidos, mas que não pediu autorização para a Anvisa para uso emergencial ou registro no Brasil.

Além disso, as empresas vão poder contratar estabelecimentos de saúde que tenham autorização para importar e dispensar as vacinas, como hospitais, laboratórios ou farmácias, para intermediar a compra de vacinas.

Como contrapartida à aquisição, as empresas continuam com a alternativa de doar doses integralmente ao SUS para uso no PNI, como na lei em vigor. Porém, têm a opção de vacinar gratuitamente funcionários, cooperados, sócios, prestadores de serviço e terceirizados.

Se optarem pela imunização, as companhias deverão doar ao SUS a mesma quantidade de doses compradas. Ou seja, se comprarem 200 doses, têm que doar 200 doses ao SUS. De acordo com o projeto, a empresa deverá seguir os critérios de prioridade estabelecidos pelo PNI.

O projeto diz também que se a empresa quiser fechar negócio com laboratório que tenha contratos com o Ministério da Saúde, o acordo só poderá ser firmado após a pasta receber todas as doses que contratou. Caso descumpra as exigências, a empresa estará sujeita ao pagamento de multa equivalente a dez vezes o valor gasto para comprar vacinas, além de sanções administrativas e penais.

As vacinas deverão ser aplicadas em estabelecimento de saúde com sala para aplicação autorizada pela vigilância sanitária local. Para a oposição, o projeto tem vários pontos de crítica. O deputado Jorge Solla (PT-BA) citou as dificuldades de governadores de conseguirem comprar a vacina Sputnik. “Depois de três horas de reunião [com os governadores], a Anvisa diz que não vai poder aprovar a vacina Sputnik no SUS. Vão ter que ir na Rússia avaliar”, critica.

“Para o SUS não pode, mas autoriza o privado a comprar vacina que não tem autorização da Anvisa. Está explicado agora onde é que vão achar vacina para a elite deste país. Eles querem não permitir que a Sputnik seja comprada pelo consórcio Nordeste, querem que a Sputnik não seja usada pelo SUS para terem a oportunidade de achar bote salva-vidas do Titanic que está afundando.”

O líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral (PE), diz que o projeto viola princípios de acesso universal e igualitário do SUS. “Infelizmente, estamos discutindo essa proposta porque o governo federal não adotou as medidas necessárias para termos vacinas para todo o povo brasileiro”, afirmou o líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral (PE). “Na ausência de vacinas para todos, temos que seguir o Plano Nacional de Imunização, que estabeleceu os grupos prioritários a partir de critérios técnicos. Essa fila precisa ser respeitada”, afirmou.

Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o texto estabelece um “regime de fura fila” no Brasil, em que o critério “é estar empregado, ser dono ou acionista de uma grande empresa”. “Por que as empresas não compraram vacinas para doar ao SUS? Porque, na verdade, essas grandes corporações estão atrás de um processo para furar a fila de vacinação. É uma gambiarra o que eles querem”, disse. “Eles querem encontrar uma alternativa para privilegiar os seus funcionários, as suas direções, para que passem na frente de outros.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. São esses os únicos que têm aumento, ficam fora das reformas trabalhista e previdenciária e ainda ocupam cargos de confiança com dupla remuneração.
    Em troca, pintam os meio-fios e aparam a grama.
    Um peso pra Nação.

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Saúde

Hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares e deixam até 85% de leitos ociosos sem atender civis

Após determinação do TCU (Tribunal de Contas da União), as Forças Armadas abriram, pela primeira vez na pandemia, os dados sobre ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 nos hospitais militares. As planilhas mostram que as Forças bloquearam leitos à espera de militares em enfermarias e UTIs e que há unidades com até 85% de vagas ociosas.

O TCU investiga possíveis irregularidades por parte de Ministério da Defesa, Exército, Aeronáutica e Marinha ao não ofertarem a civis leitos destinados a pacientes com Covid-19 em unidades militares de saúde. Essas unidades consumiram pelo menos R$ 2 bilhões do Orçamento da União em 2020, segundo auditoria do TCU.

Os auditores sustentam que os hospitais militares deveriam fazer convênios com o SUS para ampliar atendimentos à população durante essa fase mais crítica da pandemia, quando há um colapso generalizado das redes públicas de saúde nos estados.

A reserva de vagas aos militares contraria os princípios da dignidade humana e viola o dever constitucional do Estado de oferecer acesso à saúde de forma universal, conforme o tribunal, que determinou no dia 17 a abertura dos dados sobre ocupação de leitos.

O Ministério da Defesa pediu mais 10 dias para sistematizar os dados, o que foi autorizado pelo plenário do TCU no dia 24. Vencido o prazo, as primeiras planilhas com as informações começaram a ser publicadas nos sites das Forças Armadas. As próprias planilhas registram que leitos são reservados exclusivamente a militares e seus familiares.

Até então, o Ministério da Defesa, os comandos das Forças e a direção do HFA (Hospital das Forças Armadas), em Brasília, evitavam dizer se as unidades estavam abrindo ou não espaços a civis, diante do colapso nas redes públicas de saúde.

A Folha formulou pedidos de informação a HFA, Marinha, Exército e Aeronáutica, por meio da Lei de Acesso à Informação, sobre destinação de vagas a civis. As respostas dadas pelas duas primeiras instituições confirmam que os leitos são destinados a militares e seus dependentes e que não houve abertura de vagas a civis em geral.

No HFA, são atendidos apenas servidores civis do Ministério da Defesa. O hospital também atende o presidente Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e ministros de Estado.

O Exército afirmou que seu sistema é voltado aos militares, sem dizer se abriu alguma exceção a civis. A Aeronáutica pediu mais tempo para responder.

A Folha localizou as planilhas com dados sobre a ocupação dos leitos publicadas por Aeronáutica, Exército e HFA, publicadas após a determinação do TCU, mas não os da Marinha.

A Aeronáutica lista 27 unidades de saúde, das quais 14 têm leitos reservados a pacientes com Covid-19. Em quase todas não há vagas em UTIs, que estão lotadas, conforme dados atualizados na segunda-feira (5). Há uma exceção: a UTI do Hospital de Aeronáutica de Recife, onde a ocupação é de 71,43%.

Quanto aos leitos de enfermaria, apenas três têm 100% de ocupação. Em outras seis, o índice é de 50% ou menos. São os casos dos esquadrões de saúde de Guaratinguetá (SP), Curitiba (PR), Natal (RN) e Lagoa Santa (ES), com ocupação inferior a 25%.

A ocupação dos leitos clínicos para Covid-19 no Hospital de Aeronáutica de Canoas (RS) estava em 41,67%. No Hospital de Aeronáutica de Manaus, em 50%.

Já o Exército divulgou a disponibilidade geral de leitos, não apenas para Covid. Segundo a força, 23 unidades de saúde têm 366 leitos, um terço do total. Em 14 delas, a ocupação geral é de 50% ou menos.

As maiores ociosidades, segundo planilha do Exército, estão no Hospital de Guarnição de Florianópolis (ocupação de 13%), no Hospital Geral de Curitiba (19%), no Hospital de Guarnição de Marabá (PA) (22%) e no Hospital Geral de Juiz de Fora (MG) (26%).

No caso das UTIs, há um cenário de superlotação. Dezenove hospitais militares do Exército oferecem 217 leitos, e apenas três não têm 100% ou mais de ocupação geral.

No Hospital de Guarnição de Marabá, há duas vagas e as duas estão livres, segundo o Exército. No Hospital Militar de Área de Manaus, a ocupação geral é de 33%; há seis leitos ativos para pacientes com Covid-19. E no Hospital de Guarnição de Porto Velho, há quatro vagas, todas livres.

A administração dos leitos para Covid-19 nos hospitais militares do Exército faz parte da chamada Operação Apolo, cujas ações são gerenciadas pelo Departamento Geral de Pessoal.

O chefe do departamento é o general Paulo Sérgio de Oliveira, que foi indicado na semana passada ao cargo de comandante do Exército, após a demissão do atual comandante, Edson Leal Pujol.

No HFA, quase todos os 40 leitos de UTI estão ocupados com pacientes com Covid-19. O índice divulgado é de 97,5%. Já os leitos de enfermaria têm ocupação de 57,1%, segundo atualização feita pelo hospital nesta terça.

Dos pacientes que estão em enfermaria (há 70 leitos), 10% integram uma lista de espera e aguardam uma vaga em UTI, segundo o HFA. Parte dos leitos de enfermaria se destina a pacientes que tiveram alta da UTI.

Segundo o Ministério da Defesa, a respeito do HFA, o número de leitos de UTI ou clínicos não é constante e se adapta à demanda. Não há ociosidade e há grande rotatividade, afirmou o ministério. “Isso acontece não só em hospitais militares, mas também em hospitais públicos e privados”, disse, em nota. “A informação sobre a taxa de ocupação faz alusão apenas aos dados do dia corrente, pois qualquer número ou porcentagem relacionada à disponibilidade de leitos que vier a ser divulgada de maneira equivocada poderá construir um cenário incerto, que não condiz com essa realidade que muda a todo instante”, afirmou.

A pasta disse ter fornecido todos os dados ao TCU, a partir da determinação feita. “Os hospitais militares estão com número limitado de leitos, assim como os hospitais públicos. Esses dados estão disponíveis na internet e podem ser acessados, de maneira irrestrita, nos sites do HFA e das Forças Armadas.”

O percentual de militares da ativa infectados pelo coronavírus por estarem na linha de frente supera 13%, valor superior à média nacional, conforme a nota. “Esse número elevado, somado à grande quantidade de dependentes, militares da reserva, reformados e pensionistas, normalmente de idade bastante avançada, que são atendidos por lei, tem mantido o sistema de saúde das Forças e hospitais militares no limite de suas capacidades, como no restante do país”, afirmou a Defesa.

Com o objetivo de liberar para o SUS os leitos ociosos das Forças Armadas, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) vai entrar, nesta quarta-feira (7), com uma ação popular contra o ministro Braga Netto (Defesa).

Na ação, o deputado argumenta que os leitos pertencem à administração pública, mesmo que parcialmente custeados com recursos privados dos militares e de seus dependentes. “É uma vergonha que os militares mantenham leitos vazios enquanto milhares de civis morrem sem ar nas filas de hospitais. Uma vergonha ilegal”, afirma o deputado. “O corporativismo é tamanho que a taxa de desocupação de alguns hospitais militares chega a 85%. É como se as vidas civis fossem de segunda classe, descartáveis.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Tanta gente morrendo e os militares com vagas sobrando em seus hospitais. É muito triste o ver o egoismo humano se replicando nas instituições.

  2. O que mais revolta é que quem sustenta as Forças Armadas é a população civil. E quando mais se precisa delas, elas se voltam para seus interesses corporativos.

  3. Muito nobre e corajoso por parte das forças Armadas agir assi: deixar 85% dos leitos ociosos enquanto brasileiros morrem sem atendimento… Kd o MINTOmaníaco que não toma providências?

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Saúde

Coronavac é efetiva contra variante de Manaus, mostra estudo com 62 mil profissionais de saúde da cidade

A vacina CoronaVac se mostrou 50% efetiva em prevenir adoecimento por Covid-19 após 14 dias da primeira dose, na análise interina de efetividade em trabalhadores de saúde em Manaus. O estudo, do grupo Vebra Covid-19, é o primeiro que avalia o impacto do imunizante em locais onde a variante P.1, conhecida como variante brasileira ou de Manaus, é predominante.

Os dados relativos à efetividade depois de 14 dias da segunda dose ainda estão sendo coletados.

O estudo envolveu 67.718 trabalhadores de saúde que moram e trabalham em Manaus. “Os resultados são encorajadores”, diz o cientista Julio Croda, que coordenou o estudo. “Eles mostram que a Coronavac segue sendo efetiva para a nova variante do Brasil [batizada primeiramente como variante de Manaus] e poderá ser usada no mundo todo para as novas variantes”, diz ele.

Croda afirma que a variante brasileira já está se tornando predominante em muitos países da América Latina. Daí a importância do resultado encontrado agora em Manaus.

O Vebra Covid-19 é integrado por pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e por servidores das secretarias estaduais e municipais de saúde do Amazonas e de São Paulo. Ele tem o apoio da Opas (Organização Panamericana de Saúde).

Segundo Croda, o grupo vai avaliar agora a efetividade da Coronavac e da Oxford/AstraZeneca em idosos das cidades Manaus, Campo Grande e de todo o estado de SP.

FOLHAPRESS

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Saúde

Fiocruz já produz 900 mil doses de vacinas por dia em Bio-Manguinhos

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que já está produzindo, em duas linhas de produção no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), 900 mil doses por dia da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19.

Atualmente, a Fundação prevê entregar 18,4 milhões de doses do imunizante até 2 de maio, o que significará, de acordo dom a instituição, 26,5 milhões de doses totais entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até o início de maio – 8,1 milhões já foram entregues até 2 de abril, sendo 4 milhões importadas da Índia e 4,1 milhões produzidas no país.

Na nota divulgada à imprensa, a Fiocruz ressaltou que, por seguir “rígidos protocolos de controle de qualidade estabelecidos internacionalmente”, pode haver redução ou no aumento nas previsões de entregas no cronograma semanal que a Fundação tem divulgado.

“Nesta semana (5 a 10/4), por exemplo, o cronograma original previa a entrega de 3,2 milhões de doses, mas Bio-Manguinhos/Fiocruz entregará 2 milhões. As doses que deixarão de ser entregues estão em análise e deverão ser encaminhadas ao PNI nas próximas semanas”, diz o comunicado.

Hoje, a Fiocruz possui ingrediente farmacêutico ativo importado para produzir até 19 de maio. A partir dessa data, a produção passa a depender de novos insumos vindos da China.

Neste momento, a produção semanal em Bio-Manguinhos alcança entre 5 e 6 milhões de doses. O processo de escalonamento da produção prossegue e o próximo passo é a entrada do segundo turno de trabalho, que permitirá a produção de até 1,2 milhão de doses diárias. Todas as entregas ao PNI, no entanto, são feitas após processo de controle de qualidade.

O cronograma de entregas pactuado com o Ministério da Saúde está seguindo um esquema semanal e está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta, além dos protocolos de controle de qualidade. “Bio-Manguinhos/Fiocruz não está enfrentando qualquer problema técnico ou operacional na fábrica. Todos os equipamentos funcionam corretamente e as equipes de fabricação da vacina covid-19 já dominam os processos de produção”, diz a nota.

A Fiocruz informou ainda que as suas instalações receberão a visita da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de abril para que a área local de produção de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) receba o certificado técnico Operacional da agência reguladora.

A fundação ressaltou também que o recebimento de remessas de IFA importado segue normalmente. “Não há qualquer indicação de possível atraso no fornecimento de IFA por conta do avanço da vacinação na China”, diz a Fiocruz, lembrando que na semana passada recebeu mais 225 litros do ingrediente, volume que vai garantir a produção de vacinas até maio.

No comunicado, a Fundação frisa também que a alta demanda por insumos no mercado internacional e a crise na malha aérea por conta da pandemia do novo coronavírus no mundo geraram o alerta de alguns fornecedores sobre riscos futuros de cumprimento dos cronogramas de entrega. “Bio-Manguinhos/Fiocruz já está monitorando esse cenário de forma rigorosa para garantir que a produção da vacina não seja impactada. O Ministério da Saúde e empresas privadas já ofereceram apoio para o caso da situação se agravar e este apoio será solicitado em caso de necessidade”, diz a nota.

VALOR ECONÔMICO

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Esporte

SBT oficializa compra dos direitos da Champions em TV aberta até 2024

O SBT oficializou nesta terça-feira (6) a compra dos direitos de transmissão da UEFA Champions League, o torneio de clubes mais importante do mundo. A confirmação foi anunciada durante a edição de hoje do jornal “SBT Brasil” pelo narrador Téo José, titular das transmissões de futebol na emissora.

O contrato é válido por três anos e começa na temporada 2021/2022, que se inicia em agosto. Além do torneio, o pacote também garante a exibição da Supercopa da UEFA, torneio em jogo único que une o vencedor da Champions e da Liga Europa da temporada anterior para um confronto.

A TNT Sports exibirá o evento na TV paga e em streaming. O SBT terá o direito de exibir um jogo por rodada da Champions League —da fase de grupos até a semifinal—, e transmitirá a final em jogo único com exclusividade na TV aberta.

O dia de exibição dos jogos da emissora não é fixo. Ou seja, dependendo da estratégia e do duelo escolhido em um mata-mata, por exemplo, o SBT pode mostrar confrontos nas tardes de terça e quarta.

O SBT irá exibir 15 jogos do campeonato, totalizando 45 partidas ao final das três temporadas do contrato. Como o acordo é válido até 2024, já se sabe que o projeto esportivo do SBT irá além do final de 2022, quando termina o atual acordo para exibição da Libertadores da América.

Leia o comunicado oficial do SBT sobre a aquisição da Champions League:
“É com enorme satisfação que o SBT comunica à imprensa, agências, anunciantes e espectadores, que finalizamos o processo de aquisição dos direitos esportivos de uma das maiores competições de clubes do mundo – a UEFA Champions League – para as temporadas 2021-2024.

É o retorno das transmissões em Televisão Aberta desse torneio tão importante, que reúne os maiores astros do futebol mundial, com jogos emocionantes, disputados e com alta qualidade de produção.

A chegada da UEFA Champions League reforça nossa crença no futebol como sendo o esporte mais popular de nosso país com total sinergia ao perfil do SBT, que continuará investindo na estratégia de consolidar esse gênero em sua programação, levando sempre os melhores campeonatos para nossas telas, com a missão e o compromisso de atender às expectativas dos espectadores e do mercado publicitário.

Agradecemos à UEFA e à Agência Team pela confiança em nós depositada, na certeza de que trabalharemos para valorizar cada vez mais esse grande direito.

Bem-vinda UEFA Champions League, que começa em agosto, mês do aniversário do SBT”

UOL

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Geral

Governadores pressionam Anvisa por aprovação de Sputnik V e não descartam ir à Justiça

Foto: MOHAMMED ABED / AFP

Em uma reunião durou cerca de quatro horas, governadores pressionaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela liberação da importação dE 37 milhões de doses da vacina russa, Sputnik V. Na quinta-feira passada, estados entraram com o pedido de importação excepcional com base na lei que prevê prazo de sete dias úteis para análise da Anvisa de imunizantes que tenham sido autorizados em determinadas agências do exterior. Ao GLOBO, gestores afirmaram que não descartam recorrer à esfera judicial caso a Anvisa não aprove a importação da vacina.

Os governadores cobraram celeridade na análise do processo e acabaram agendando uma reunião para esta quarta-feira para solucionar pendências técnicas. Na reunião desta terça-feira, participaram governadores de 14 estados do país: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe.

— Pelo momento que estamos vivendo, não só por conta dos quase 4200 óbitos de hoje , mas também pelo fato de que temos um risco grande com pouca vacina no mês de abril, tirar do calendário de abril essas vacinas que estão garantidas com a Sputnik é um desastre para o Brasil. Há necessidade de todo um esforço para aprovação— afirmou o governador do Piauí e representante do Fórum de Governadores, Wellington Dias (PT).

O pedido de importação feito pelos governadores é diferente da solicitação de autorização emergencial de uso feita pela empresa União Química, que está com prazos suspensos na agência. Em nota, a Anvisa afirmou que “vai buscar de forma proativa informações que busquem superar aspectos técnicos do pedido de importação da Sputnik feito pelos estados”. Segundo a Anvisa, a lei exige apresentação de relatório técnico da vacina emitido pela autoridade internacional, o que ainda não foi apresentado no processo.

Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro telefonou ao presidente russo, Vladimir Putin para falar sobre a aquisição da Sputnik V. Após a reunião, Barra Torres afirmou que uma equipe da Anvisa irá à Rússia inspecionar as fábricas de produção da Sputnik e dos seus insumos.

— A expectativa era de que hoje ja pudéssemos ter uma reunião objetiva, foi isso que acabou a levar a todos a reagir. Não é possível um negócio desse. Se não houver resposta a contento, recorreremos à lei. Nossa expectativa é que amanhã tenhamos bom resultado e que não seja necessário, mas a urgência precisa pautar o comportamento de todos— afirmou o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB).

O governador afirmou que há expectativa de chegada de doses em abril e cobrou rapidez por parte da Anvisa.

— Estamos já com a perspectiva de chegada da primeira etapa das 37 milhões de doses da Sputnik V, temos perspectivas de chegada de doses em abril. Não temos tempo a perder. A partir desse apelo que foi colocado por nós, eles (Anvisa) claramente se vendo um tanto quanto isolados, já que a cobrança foi uníssona, indistintamente, independentemente de qualquer coloração ideológica, houve marcação de reunião na expectativa que seja dado encaminhamento de maneira pragmática e objetiva— disse Barbalho.

Após a reunião, a Anvisa afirmou que informou aos governadores que caso não haja o relatório pendente, a agência poderá utilizaar outras fontes de informação. A reunião da quarta-feira servirá para alinhar essas questões com os estados.

“A Anvisa poderá utilizar outras fontes para autorizar a importação, desde que sejam informação que apontem para segurança e eficácia mínima para a vacina. O pedido de importação feito pelos governadores é um processo independente e separado do pedido de uso emergencial feito pelo laboratório União Química para a vacina Sputnik”, disse o órgão em nota.

Além da solicitação dos governadores, a aprovação da vacina Sputnik V com base nos pedidos da União Química na Anvisa vive um impasse desde o início do ano. A falta de dados para aprovação do imunizante já fez com que a agência paralisasse o prazo de análise por pelo menos duas vezes em processos diferentes.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. E QUEM disse que a justiça entende de Vírus, infecção, pandemia ou Vacina pra dar opinião?! Absurdo isso! Judicializar esse tipo de decisão é irresponsabilidade!

  2. Brasil realmente estabelece novo recorde!

    Brasil bate recorde trágico de mais de 4 mil mortes por Covid em um dia.
    Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 4.211 mortes por Covid-19, batendo pela primeira vez a trágica marca de 4 mil óbitos em um só dia.
    E não é só no RN não.
    Será que o MPRN está vendo isso e vai abrir suas portas para o trabalho e atendimento presencial em suas sedes?
    Ou só os Professores e alunos filhos de pobres é terão de se expor sem terem sido sequer vacinados?

  3. Bando de sem futuro esses governadores, o pais produzindo vacinas, e aínda querem comprar da Rússia? qual o enteresse, na minha leitura politicagem pura.

  4. Como sempre, a mesma panelinha, encabeçada pelo Governador do Piauí ou da Bahia. A mesma organização que sumiram com dinheiro dos respiradores. Por que só a Sputinik? Até sei do porquê💰💰💰. Vão atrás da Jassen ou Pfizer.

  5. Quem diria, os petralhas tão com ciúmes do centrão, antigos comparsas. kkkkKkkk, agora pedem que divulguem post de Valdemar da Costa, um dos aliados de luladrão nos atos inocentados pelo stf. Kkkk

  6. Aguardando um post no blog da presença do grande Valdemar da Costa Neto na posse da ministra que é esposa do ex-governador José Roberto Arruda.
    Tá todo mundo em kza.

  7. São doidos?
    O laboratório não apresenta documentação e querem que liberem?
    E se der problema eles vão assumir a responsabilidade?
    Por que não compram vacina paraguaia logo?

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Emprego

Renda média de servidor público aumenta 20% em oito anos, e a do funcionário privado sobe 7%

Foto: Pedro França / Agência O Globo

Enquanto a renda média dos funcionários públicos no Brasil subiu 20,4% entre o início de 2012 e o fim de 2020, a dos profissionais com carteira assinada do setor privado, aumentou apenas 7,1%.

A diferença no avanço dos rendimentos é ainda maior ao comparar os salários médios do quatro trimestre de 2020. Os servidores ganharam, em média, 76% mais do que os trabalhadores do setor privado.

Os números foram levantados pela consultoria IDados a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, com coleta do primeiro trimestre de 2012 até o último trimestre de 2020.

Os militares e estatuários (servidores por concurso público) também registraram alta em seus salários, de 13,1% no período.

Diferença aumenta na pandemia

A diferença salarial entre os setores é antiga, vem aumentando e deve ficar ainda maior na pandemia. Entre os motivos, o pesquisador da IDados Bruno Ottoni aponta o fato de os funcionários de empresas privadas sofrem com demissões e redução salarial, especialmente nos momentos de reestruturação de setores econômicos, enquanto os servidores mantêm a estabilidade, com correção monetária e ajustes de salário.

Esta disparidade deve ficar mais evidente nas próximas pesquisas. Em 2020, o governo criou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que permitia às empresas acordos de redução e suspensão de jornada com seus funcionários para conter as demissões na pandemia. Uma reedição do programa está sendo desenhada pelo governo e deve ser lançada em breve.

Especialista defende redução temporária no setor público

Para Ana Carla Abrão, sócia da área de serviços financeiros e setor público da Oliver Wyman no Brasil, até que aconteça uma reforma administrativa, o BEm deveria ser aplicado ao setor público também – para todos, reforça. Contudo, ela explica que o Judiciário se esquiva e o Congresso rechaça a ideia diante da pressão dos sindicatos.

— Além da estabilidade, as promoções no setor público acontecem automaticamente, independentemente do cenário econômico e produtividade. É quase uma imoralidade com esse colapso — diz Ana Carla.

Ela afirma que dentro do funcionalismo público também há grandes diferenças e pondera que, na prática, o programa de redução de salários e jornada talvez afetasse apenas quem está na ponta mais vulnerável, como professores, policiais e médicos, que acabariam trabalhando a mesma carga horária por menos.

— A desigualdade dentro do setor público também é imoral. Quem atende na ponta ganha mal. E quem está na outra ponta ganha salários altos e está protegido de qualquer choque.

O professor de direito público da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, Leopoldo Soares, também acredita que este hiato vai aumentar. Enquanto a reforma não vem, ele defende para este momento o corte de despesas como auxílio-paletó e moradia, os quais poderiam ser reduzidos com mais agilidade e seria significativo para o gasto público.

— É muito mais difícil mexer nos rendimentos do servidor do que no âmbito privado, mesmo com todas as regras da CLT, porque se você mexe no funcionalismo público é um efeito cascata que afeta todos, inclusive o alto escalão. No privado, não tem esta lógica — diz Soares que é também coordenador do curso de direito da universidade.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Mentira criminosa, sem nenhuma comprovação, desses crápulas para jogar a população contra o Servidor Público.

    1. Justamente! Jogada desse governo para emplacar a reforma administrativa sem resistência e acabar com a estabilidade do servidor.

  2. Sou asg da educação, se subiu vinte porcento caiu quarenta, minha mãe era funcionária da saúde, hoje aposentada, faz muitos anos que o salário é o mesmo. Funcionários público do rn.

  3. Isso é apenas um relatório contratado pelo Governo como forma de exterminar os direitos do servidor público. A iniciativa privada é quem paga melhor e tem mais riscos. Seus funcionários são contratados pelo que realmente valem. Não sejam tontos em acreditar em pesquisas direcionadas…

  4. Há muitos tipos de servidores.
    O servidor do estado do rn há 10 anos sem aumento, na prefeitura do natal são 7 anos.
    Na verdade apenas professor devido a lei do piso de lula e os que tem salário reajustado em decorrência de aumento de ministro do stf tem aumento.
    Em Natal os professores não tiveram aumento em 2020 pois o prefeito não cumpriu as leis.

  5. Sinal que a iniciativa privada precisa melhorar os salarios dd seus “colaboradores”. E com o advento da reforma trabalhista ter piorado bastante.

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