Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2018, 3,8 milhões de brasileiros trabalhavam dentro de casa, o chamado home office. Trata-se do maior contingente de pessoas nesta condição de trabalho já registrado – resultado da alta informalidade no país, que encerrou o ano passado em 41,1%, e segue em patamares semelhantes em 2019.
De acordo com o IBGE, o home office correspondia a 5,2% do total de trabalhadores ocupados no pais, excluídos da conta os empregados no setor público e os trabalhadores domésticos. Na comparação com 2012, quando teve início a série histórica da pesquisa, esse contingente teve alta de 44,4%.
O home office, destacou o IBGE, teve queda de 2,1% entre 2012 e 2014, cresceu 7,3% em 2015, e voltou a ter queda de 2,2% em 2016. Já entre 2017 e 2018, cresceu em 21,1%.
Também bateram recordes, em 2018, os números de trabalhadores trabalhando em veículo automotor (3,5 milhões), em via pública (2,3 milhões) e em empreendimentos distintos daqueles para o qual a pessoa foi contratada (1 milhão). As altas destes contingentes, na comparação com 2012, foram de 35,21%, 25,9% e 49,78%, respectivamente.
De acordo com a gerente da pesquisa, Adriana Beringuy, esses números refletem o movimento observado nos últimos anos no mercado de trabalho, que diante do desemprego crescente, viu aumentar a informalidade.
“São os arranjos que as pessoas encontraram para se ocuparem no mercado de trabalho”, disse.
Outros locais
O IBGE enfatizou, que a maior parte dos trabalhadores do país atuam no próprio estabelecimento do contratante. Porém, esse número vem registrando queda desde 2014, quando teve início a crise no mercado de trabalho. Em 2012, eram 44,9 milhões nesta condição, número que cresceu em 3 milhões até 2014, uma alta de 6,5%. Desde então, ele foi reduzido em 3,4 milhões (-7,1%), chegando a 44,5 milhões.
Em contrapartida, o trabalho em local designado pelo empregador aumentou em 19,9% entre 2012 e 2018, passando de 8,3 milhões para 10 milhões. Já o trabalho em estabelecimento diferente do contratado, o que indica a terceirização de mão de obra, quase dobrou no mesmo período, passando de 687 mil para 1,029 milhão.
Já o trabalho em fazenda, sítio, granja ou chácara vem registrando queda constante. Segundo a gerente da pesquisa, essa tendência de redução é observada desde o início da série histórica. “Essa diminuição está ligada ao processo de êxodo rural e mecanização dos processos”, disse Adriana Beringuy.
Transporte por aplicativo
O trabalho em veículo automotor é aquele realizado por taxistas, motoristas e trocadores de ônibus, motoristas de caminhão, entre outros. Mas, a alta deste contingente, segundo o IBGE, está relacionado ao crescimento do transporte particular por aplicativo.
“As recentes altas podem estar relacionadas ao crescimento dos serviços de transportes de passageiros e de entregas por aplicativos de celular, refletindo as mudanças na economia atual”, destacou a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.
Já o trabalho em via pública tem relação direta com o aumento de pessoas trabalhando por conta própria como ambulantes.
O Brasil estreia contra a Bolívia nas Eliminatórias da Copa 2022. A definição do confronto foi dada nesta terça-feira em sorteio na Conmebol. O primeiro jogo está previsto para 26 de março.
A CBF levará em conta o adversário do segundo jogo, o Peru, para definir o local da partida de estreia. A ideia é evitar ao máximo deslocamentos grandes na mesma data Fifa.
Era desejo da comissão técnica ter um início de Eliminatórias diante de um adversário mais tranquilo. O sorteio da Bolívia vem a calhar. Na campanha passada, o primeiro jogo do Brasil foi contra o Chile.
No evento desta terça no Paraguai, representaram a CBF o presidente Rogério Caboclo, o coordenador de seleções, Juninho Paulista, e o técnico Tite.
O formato das Eliminatórias segue o mesmo: quatro seleções se classificam diretamente e a quinta colocada disputará a repescagem.
Bruno Rocha, VP executivo do DAZN: estratégia é expandir a base de assinantes no país. Foto: (DAZN/Divulgação)
O DAZN, considerado o maior serviço de streaming de esportes do mundo, se prepara para crescer no Brasil. A empresa anunciou um novo posicionamento de preço, com redução da mensalidade para o início de 2020, de 37,90 para 19,90 reais, além do contrato de exclusividade de transmissão do Campeonato Paranaense de Futebol.
“Nossa empresa está em uma fase de crescimento único. Temos como foco acelerar a expansão no Brasil, ganhando escala de forma bastante rápida”, afirma Bruno Rocha, vice-presidente executivo do DAZN no país.
A plataforma de streaming de esportes tem apenas três anos de existência e já é considerada a maior do gênero no mundo. O DAZN já entregou 450 milhões de horas de conteúdo ao vivo. Embora a empresa não abra números, estima-se que já tenha atingido oito milhões de assinantes globalmente, segundo fontes do mercado.
No Brasil, o aplicativo chegou em maio e o Campeonato Paranaense será o primeiro torneio regional a ser exibido na plataforma. “Trata-se da maior cobertura da competição na história, com pelo menos 52 jogos disponíveis para os assinantes DAZN.” Rocha ressalta que o recorde de número de jogos já transmitidos do torneio aconteceu em 2016, com 45 partidas em TV aberta e canais fechados.
A negociação no mundo esportivo é geralmente restrita aos países onde as partidas são transmitidas. No Brasil, o DAZN também transmite a Copa Sul-Americana, a Série C do campeonato Brasileiro, a Série A do italiano, Ligue 1, campeonato Turco e jogos da Premier League, da Inglaterra.
Além do futebol, o serviço detém direitos para campeonatos nacionais e internacionais de basquete, tênis e lutas.
Rocha garante saber dos desafios de crescer em um cenário em que grandes grupos globais investem no streaming, o que divide a atenção do consumidor. “O consumo de conteúdo de mídia, em todas as áreas, vai caminhar para o streaming. Mas nós queremos ser líderes no esporte e temos condições de atingir essa meta.”
Dentro da estratégia da empresa também está a produção de conteúdo original, feito principalmente por parceiros. Além de documentários, o DAZN investiu na produtora de vídeos de comédia Porta dos Fundos para um conteúdo relacionado ao esporte.
“Queremos criar pontos de engajamento do assinante. Temos feito investimentos para trazer conteúdo novo, diferente, no esporte. Vai ser um laboratório interessante.”
Desafios
O DAZN está em nove países, eo Brasil é um dos que mais oferecem desafios para os planos de expansão da empresa em termos de infraestrutura. “Sem dúvida, a tecnologia é uma das grandes prioridades do DAZN. Se o usuário não tiver uma experiência agradável, ele não volta mais”, diz Rocha.
Conforme o executivo, a infraestrutura do Brasil ainda não é otimizada em todas as regiões e, portanto, os telespectadores não têm as mesmas condições de assistir, com alta definição ou sem interrupções, o conteúdo. “Mas o 5G vai chegar rapidamente a todo o país. Temos feito investimentos fortes em experiência ao vivo para maximizar todas as oportunidades. O avanço da banda larga nos dá animo para continuar crescendo.”
Para ele, o Brasil é um dos mercados com maior potencial mundo. “O brasileiro é apaixonado por esporte e principalmente por futebol. Além disso, a população é jovem e consome novas formas de conteúdo. Queremos colocar o DAZN na página inicial dos celulares.”
O mercado ilegal de bebidas alcóolicas movimentou pelo menos 112 milhões de litros de cachaça em 2017. A cada cinco garrafas de vodca, uma é falsificada. Uma a cada quatro garrafas de uísque não é regularizada. Os dados fazem parte de um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) sobre o impacto da clandestinidade no setor.
De acordo com o levantamento, a comercialização de produtos ilegais fez com que o Brasil deixasse de arrecadar R$ 10 bilhões em impostos em 2017, último ano com dados disponíveis. O valor seria suficiente para pagar salários de 83 mil enfermeiras ou construir mais de 5,2 mil escolas, estimam os autores da pesquisa. O estudo foi realizado pela consultoria Euromonitor International, a pedido de quatro empresas do setor.
Na avaliação do diretor-executivo do Ibrac, Carlos Lima, a ilegalidade no setor tem relação com a alta carga tributária no setor, que chega a 60% — quase o dobro da média nacional, hoje em 34%. A entidade está divulgando o estudo para sensibilizar o governo e a sociedade num momento em que o Congresso discute uma reforma tributária.
As duas propostas em discussão hoje preveem a criação de um imposto seletivo, voltado a produtos como cigarro e bebidas alcoólicas. O temor do Ibrac é que isso se traduza em aumento da carga e, consequentemente, em mais sonegação.
— A principal preocupação é em relação ao Imposto Seletivo. Há uma discussão se o IS será regulatório ou arrecadatório — afirma Lima. — Nossa preocupação é que, se a modulação dessa alíquota não for muito bem feita, o governo possa aumentar a tributação. A tributação de destilados no Brasil já passou há muito tempo do ponto ótimo de tributação.
O estudo estimou que o mercado geral de bebidas no Brasil representa 1,1 bilhão de litros de álcool puro — uma métrica que leva em consideração o teor alcoólico dos produtos pesquisados. Desse total, 14,6% é de bebidas ilícitas, considerando falsificação, sonegação, contrabando e produção ilegal.
Só na produção de cachaça, o número de agentes ilegais é superior a 9 mil produtores no país. Esses podem ser os responsáveis pelas 112 milhões de litros do produto.
Segundo Lima, com tanta bebida ilegal no mercado, o consumidor deve ficar atento para evitar comprar produtos ilegais.
— Primeiro, buscar no rótulo as informações sobre o produto, tentar entender a procedência. Qual é a questão do preço, o local. Às vezes você acha que vai encontrar determinada de uísque por um preço ou num lugar que não necessariamente aquele preço teria — pondera.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (12) que o Brasil está a caminho de um “upgrade” pelas agências de classificação de risco.
Guedes deu a declaração ao comentar a revisão da perspectiva da nota de crédito do Brasil, de estável para positiva, anunciada pela agência Standard & Poors nesta quarta-feira (11).
O rating brasileiro permaneceu em BB-. A mudança da perspectiva deixa o Brasil mais próximo de subir na classificação concedida pela agência nos próximos meses.
A economia brasileira ainda está dois degraus distantes grau de investimento, sob a classificação da S&P.
A marca, perdida em 2015, é uma espécie de “selo de bom pagador” que assegura a capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros.
“Então, a expectativa nossa é que estamos já a caminho do ‘upgrade’. Isso normalmente leva dois anos, mas acho até que vamos conseguir antecipar. Se mantivermos nosso ritmo de reformas, o Brasil vai retomar o crescimento acelerado muito rapidamente”, afirmou o ministro a jornalistas.
Segundo Guedes, a Standard & Poors “está só percebendo a efetividade das reformas que estamos implementando”.
“O Brasil está com o menor déficit dos últimos cinco, seis anos. A taxa de juros está desabando. O Brasil esta reacelerando. Vocês viram que os investimentos estão sendo retomados. O ritmo de crescimento esperado para o ano que vem já é mais do que o dobro do ritmo desse ano”, disse Guedes, após almoço com deputados da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
Decisão da S&P
A agência justificou a decisão de melhorar a perspectiva brasileira diante da aprovação da reforma da Previdência, da expectativa do avanço de outras medidas fiscais e de um crescimento mais acelerado, o que pode “melhorar a posição fiscal do Brasil no médio prazo (próximos três anos).”
A S&P disse ainda que a revisão reflete uma expectativa de melhora da nota para o país nos próximos dois anos se essa agenda avançar. A agência estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai crescer 1% neste ano e de 2% no ano que vem.
O Google divulgou nessa quarta (11) as palavras mais buscadas de 2019 no site. Entre as perguntas, se destaca “o que é libido?”. A palavra quer dizer desejo sexual ou vontade de fazer sexo.
Há muitos motivos para essa palavra estar em alta nas buscas. A falta de vontade de transar é mais comum do que se imagina, mesmo para quem está no auge da sexualidade.
O setor especializado em sexologia da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) revela que a diminuição da libido está em primeiro lugar entre as queixas femininas, seguida pela falta de orgasmo e dor na hora do sexo. São vários os motivos que fazem com que a libido desapareça. O relacionamento está interessante? Há algo atrapalhando o sexo, como traições ou hábitos que tornem a transa mecânica? Como anda a autoestima sexual? A mulher tem hábitos de erotização?
Depois de analisar essas perguntas, é importante verificar se existe algum sinal de depressão. O uso de antidepressivos ou anticoncepcionais e a ocorrência de menopausa mudam um pouco a intensidade do desejo.
Os especialistas garantem que o desejo feminino é, na maioria das vezes, ativado por um estímulo sexual. Ele costuma ser mais ativo no início da relação, quando há paixão e sedução. No relacionamento estável, a pessoa para de pensar em sexo, porque tem a falsa impressão de que a relação é segura. Outros impeditivos: trabalho, filhos, vida doméstica e pessoal.
E se eu nunca tive tesão na vida?
Essa é a falta de libido primária. Nesses casos, os motivos podem ser uma educação muito rígida e repressora, excesso de timidez, medo de se mostrar para o outro e até um trauma, como um abuso sexual. Já a causa secundária é quando estava tudo bem e o desejo foi se perdendo progressivamente. O termômetro para saber se algo está errado é ver se causa sofrimento para a mulher ou no casal.
Aí, é importante procurar um ginecologista e eliminar qualquer suspeita de origem fisiológica, como desequilíbrio hormonal ou doenças crônicas. Analisar os medicamentos e o anticoncepcional usados também faz parte.
A partir daí, a chave é procurar um médico especializado em sexualidade, um psicólogo ou um terapeuta sexual. É ele que vai orientar sobre os hábitos de erotização do casal, como driblar o cansaço e criar momentos de intimidade — um jantarzinho, um vinho ou até uma série erótica.
Serviço: O projeto Afrodite, da Unifesp, presta atendimento gratuito. Na rua Embaú, 66, Vila Clementino, SP. De segunda a sexta, das 7h às 15h30.
Uma pesquisa com funcionários de empresas com atuação no Brasil elegeu os 50 melhores lugares para trabalhar em 2020. O ranking, inédito no país, é realizado pelo site de recrutamento Glassdoor, o segundo maior portal do gênero do mundo. Nesta primeira edição, 20 companhias brasileiras figuram na lista junto com outras empresas com mais de mil funcionários no mundo.
Os setores de tecnologia, serviços financeiros e consultoria são destaques no ranking. A SAP , empresa de softwares corporativos, ocupa o primeiro lugar, com uma nota de 4,6. A consultoria em tecnologia ThoughtWorks (4.5), Google (4.5), Takeda Pharmaceuticals (4.5) e Banco Votorantim (4.5) completam o top 5.
Entre as firmas brasileiras, tiveram destaque a Eurofarma (8º lugar), Nubank Brasil (10º lugar) e Globosat (11º lugar).
A pesquisa, inédita no Brasil, é anunciada simultaneamente em outros 8 países, incluindo Estados Unidos, França, Alemanha. O prêmio também reconhece empresas no México, Singapura, Argentina, Reino Unido e Canadá.
Para constar no ranking, a empresa precisa ter pelo menos mil funcionários ao redor do mundo e contar com a avaliação de, no mínimo, 30 funcionários lotados no Brasil. Para esta primeira edição brasileira, foram consideradas classificações realizadas por colaboradores entre 23 de outubro de 2018 a 21 de outubro de 2019.
As notas vão de 1 a 5, sendo 1 muito insatisfeito e 5 muito satisfeito. Ao avaliar uma empresa no Glassdoor , os usuários classificam sua satisfação geral, além de critérios como oportunidades de carreira, remuneração e benefícios, qualidade de vida, alta liderança , cultura e valores. Além disso, compartilham sua opinião sobre os prós e contras do ambiente de trabalho e são incentivados a deixar conselhos para a presidência.
Também é perguntado aos profissionais se eles recomendariam seu empregador a um amigo e se acreditam que as perspectivas de negócios para os próximos seis meses são positivas, negativas ou neutras.
Entre mais de um milhão de empresas avaliadas pelo ranking, a nota média é de 3,5. Na visão de Christian Sutherland-Wong, presidente e diretor de operações do Glassdoor, as avaliações dos colaboradores demonstram maior preocupação com a cultura e valores das empresas.
“Os vencedores do prêmio são empresas que colocam a cultura, a missão e as pessoas no centro de tudo o que fazem. E, por isso, seus funcionários as reconhecem como os Melhores Lugares para Trabalhar em 2020”, diz Sutherland-Wong “Além disso, os vencedores deste ano se destacam por promover a transparência, oferecer oportunidades de crescimento na carreira e valorizar o trabalho impulsionado por impacto e propósito”.
O Brasil é um país de professores. Isso é o que defende o economista-chefe do Instituto Ayrton Senna , Ricardo Paes de Barros. Segundo ele, de todos os formandos no ensino superior no Brasil nos últimos cinco anos, 21% são professores .
Nesse período, o país formou 1,148 milhão de profissionais. Esse número é a metade de docentes que existem atualmente no país (2,2 milhões). Se considerarmos apenas a rede pública, o índice sobe para 66%.
Os dados foram apresentados, nesta quinta-feira, no lançamento de um estudo na oficina “Enfrentando os desafios educacionais” , com propostas de ações e políticas públicas voltadas para o ensino básico de cada um dos estados e o Distrito Federal.
— Há cinco anos, mandamos para as universidades a mensagem: formem professores. Mas ninguém avisou: parem de formar. Nos próximos cinco anos, serão mais 1,5 milhão. Não estamos preparados para essa queda da demanda. Temos que prestar atenção nisso, não é impacto pequeno no sistema de formação superior. Pode haver uma frustração grande desses formados que não vão conseguir emprego — afirmou Paes e Barros.
A tese, no entanto, não é consenso. Na avaliação de Claudia Costin, ex-diretora global de Educação do Banco Mundial, creches e pré-escolas ainda precisam de mão de obra porque o Brasil ainda não chegou à universalização.
Além disso, as redes do primeiro ciclo de ensino fundamental (1º ao 5º ano) estão recheando os currículos com professores especialistas em Artes, Educaçao Física e Inglês.
— Isso facilita o cumprimento da lei que prevê o planejamento. Ela diz que o professor tem que cumprir um terço da carga horária fora da sala de aula, para planejamento e formação continuada — explica Costin.
Corte de turmas e escolas
O sistema público, segundo Ricardo Paes de Barros, vai ter que reduzir o número de alunos por turma, fechar turmas ou até escolas. Ainda de acordo com o economista, a adoção de tempo integral pode ser um caminho para melhorar a educação e empregar esses professores.
No entanto, Barros acredita que o melhor caminho é melhorar a atratividade da carreira, não só com salários, mas nas condições de trabalho.
— Tem que avisar aos candidatos às universidades que não vai ter vaga para todo mundo. Tudo passa por tornar a carreira mais cobiçada. E não é só salário que conta, como os dados mostram.
Apesar de a formação estar crescente, enquanto a população em idade escolar vem caindo, ainda há áreas que precisam de formação específica.
Segundo o estudo, nos anos finais do ensino fundamental, somente a metade tem formação específica para área que está trabalhando. No ensino médio, essa parcela sobe para 62%. Em ciências, há 22% dos professores sem formação específica.
E a rotatividade dos professores não será tão grande para absorver os 200 mil professores formados a cada ano. Um quinto, na média, tem mais de 50 anos e pode estar mais perto de se aposentar.
A carreira é um instrumento de mobilidade social. Pelo estudo, esses professores, em sua maioria, são mulheres (74%), negros (52%), que concluíram o curso por faculdade privada (62%) e 18% fizeram a formação à distância. Vieram de famílias nas quais as mães não completaram o fundamental. No Brasil, essa parcela chega a 61% dos docentes.
— A maior parte veio de família pobres. A carreira é uma tremenda janela de mobilidade social no Brasil — afirmou.
Contratos
Segundo Ricardo Paes de Barros, um dos problemas de aprendizado no Brasil em relação à União Europeia é a parcela de professores que têm contrato por tempo integral. Lá, são 84% dos professores, contra 43% no Brasil.
— No Brasil, o professor tem contrato para a vida toda, mas roda por muitas escolas. Na União Europeia, a média em cada escola é de 10 anos, no Brasil, sete anos. No Acre, por exemplo, fica somente cinco anos.
Leia Mais: ‘Falta reforma sistêmica no ensino’, diz especialista sobre uma década de estagnação do Brasil no Pisa
O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, levantou outras questões prementes a resolver como o ensino médio noturno, o que reduz o rendimento. Segundo ele, um terço dessa faixa escolar funciona à noite, problema também do Rio de Janeiro.
— Temos que trazer esses jovens para o ensino diurno.
No Rio, não há vagas para todos os alunos do ensino médio em idade regular estudarem de manhã ou de tarde. Em 2018, 20 mil alunos não conseguiram se matricular no começo do ano e foram absorvidos principalmente nas turmas noturnas.
Em todos os governos fascistas do mundo os professores, artistas, cientistas e jornalistas são as primeiras vítimas.
Esse discurso anti educação, anti universidades, anti jornalistas, anti ciência e anti arte, que vem do bolsão fanático dos evangélicos liderados pela Universal de Edir Macedo e Silas Malafaia, trarão a idade média de volta com suas barbáries e perseguições aos que não se converterem.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (6) que o país vai economizar, em 2020, R$ 96 bilhões em pagamento de juros da dívida pública, um resultado da queda da Selic. Segundo ele, isso permitirá ao governo “gastar menos e melhor”.
“As despesas de juros vão cair R$ 96 bilhões em 2020, o equivalente a três Bolsa Família”, afirmou o ministro em discurso em seminário sobre saneamento básico promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Ao contrário do governo anterior, que os juros curtos caíam mas os longos não, agora os longos começaram a descer também”, disse.
Guedes abriu o discurso reiterando que o grande problema do Brasil nos últimos 40 anos era o “excesso de gastos, que chegou a 45% do PIB”, o que demandou ao atual governo promover reformas estruturantes. “O controle dos gastos era, portanto, indispensável para nós e está por traz de tudo o que estamos fazendo”, disse o ministro.
Ele destacou que o controle de gastos tinha como principais vilões “privilégios na previdência” e o pagamento de juros da dívida pública. “O Brasil reconstrói uma Europa todo o ano sem sair da miséria”, disse ele afirmando que o pagamento de juros tem montante equivalente ao desembolsado pelo Plano Marshall para reconstrução dos países aliados após a Segunda Guerra Mundial.
Além das reformas em curso, Guedes enfatizou a reestruturação do foco do BNDES que, segundo ele, era “uma máquina de fazer campeões mundiais” ao destinar recursos para “quem tem mais poder político e econômico”.
Segundo Guedes, os recursos dos bancos públicos, não apenas do BNDES, eram capturados por quem tem mais poder político e econômico. “Ninguém pode virar campeão mundial financiado com dinheiro público”, criticou.
Não é pra pagar os juros, é pra pagar a dívida.
Se eu lhe empresto 1000 reais pra vc me pagar 1200 daqui a um ano, o seu pagamento de 1200 representa apenas 200 reais, os mil que vc está colocando no bolo foi eu que lhe dei.
Esse seu argumento é o mesmo que a esquerda usa para dizer que pagamos muitos juros da dívida, pois eles consideram todo o montante como juros e isso está errado.
Economiza NÃO!
Os parlamentares vão reservar MAIS BILHÕES PARA O FUNDO ELEITORAL;
Os poderes Judiciário e Legislativo vão se DAR AUMENTO;
E o executivo mais uma vez será penalizado e culpado pelas despesas com pessoal.
Pelo menos diminuiu a corrupção como forma de governo e pagamento da mídia aberta.
Esses 96 bilhões eram rateados entre integrantes do governo central, políticos e banqueiros. No governo petralha era o ápice do saqueiamento, luladrão pegou dinheiro do mercado interno pra pagar dívida externa, só que os juros interno era 300 vezes maior que o pago no mercado externo. Não dá nem pra calcular a propina numa operação dessa. Aí os banqueiros nacionais foram no mercado externo e tomaram o dinheiro emprestado, a diferença dos juros que o Brasil pagava a maior, eles dividiam com os idealizadores do negócio, a esquerdalha, e nós entrávamos com o f***** nessa história. Bando de fdp
É destaque no Justiça Potiguar. No último dia 28, o STJ sediou uma audiência pública promovida por um grupo de trabalho constituído pelo CNJ para discutir as custas processuais no país. Atualmente, essas taxas são disciplinadas por leis estaduais, que fixam os valores de diversas formas. O Rio Grande do Norte ficou entre os mais baratos do país.
Enquanto alguns Estados levam em consideração o valor específico da causa para aferir as custas, realizando o cálculo com base em uma porcentagem do valor atribuído à causa, outros entes federativos estipulam as custas a serem pagas a partir de tabelas, com diferentes faixas, variando as custas conforme os valores das causas (px. causa de R$ 1 mil a R$ 10 mil, “x” de custas, e assim por diante). Em virtude disso, as custas judiciais em todo o país possuem valores absurdamente discrepantes, fazendo o acesso à Justiça tupiniquim ser um verdadeiro samba do crioulo doido.
É o que revela, historicamente, criteriosas pesquisas feitas pelo site Migalhas ao longo dos anos. Com efeito, assim como já fizemos em outras ocasiões, este ano fomos novamente apurar quanto custa a jurisdição em cada Estado da Federação.
Os resultados impressionam, já que os valores a serem desembolsados pelo jurisdicionado, numa hipotética ação com valor de R$ 100 mil, pode mudar de R$ 558, no DF, até vultosos R$ 7 mil, no Piauí – onde estão as custas mais altas.
Confira aqui a incrível diferença de valor das custas judiciais nos Estados brasileiros, a partir de uma hipotética ação cujo valor atribuído à causa seja de R$ 100 mil:
Matéria que parte de um dado parcial para chegar a uma meia-verdade.
Ser um dos mais baratos em comparação com outros Tribunais não significa muito.
É preciso levar em consideração, para essa avaliação ser séria, o salário médio do habitante do estado.
Por exemplo: em SP as custas podem ser o dobro da nossa, mas lá o salário médio é o triplo daqui. Isso não nos coloca entre os "bonzinhos", claro.
Importa dizer, também, que sendo um monopólio estatal sustentado por nossos impostos, sequer deveríamos pagar para usá-lo.
Em resumo: além de um abuso é caro sim.
Excelente comentario, qndo vi a chamada pensei em entrar pra postar exatamente isso.
Boicotem como puderem os cartorios locais, facam escrituras em outros estados, so assim o valor voltara a cair, pena sermos obrigados a registrar no local….
Já está em funcionamento o Cadastro Nacional de Adoção. O sistema tornou o processo mais fácil e mais rápido. Na Casa de Acolhimento, uma menina de 13 anos sonha com uma família. “Queria ter pai, mãe e irmãos”.
E no curso preparatório para pretendentes à adoção, vários casais estão gestando um filho no coração.
“A gente está com a fé que a gente vai conseguir. Pode demorar um pouco, mas um dia vai acontecer”, disse o pintor industrial Anísio Carlos dos Santos.
Unir as crianças e os interessados é um desafio para a Justiça. Hoje, são menos de cinco mil crianças aptas à adoção e mais de 42 mil famílias interessadas em adotar.
Essa era uma situação comum em muitos estados e municípios. Por muitos anos, fichários e livros manuscritos foram o único recurso de servidores e juízes para organizar as informações dos processos de adoção. O trabalho manual ficava mais demorado e sujeito a falhas. Mas isso tudo está sendo aposentado. Vai ficar num armário. A partir de agora, é a tecnologia que vai ajudar a Justiça a formar aumentar as famílias adotivas.
O Cadastro Nacional de Adoção interliga todas as Varas de Infância e Juventude do Brasil. Nele estão os dados das famílias pretendentes e os das crianças disponíveis para a adoção. Os interessados não podem ver os perfis. Os dados, atualizados diariamente, são sigilosos e ficam disponíveis apenas para a Justiça.
Hoje, quase 98% das famílias querem crianças com até 10 anos. O novo modelo é uma esperança para as mais velhas, que agora tem o Brasil inteiro na busca por uma nova família.
“Uma criança que esteja apta a ser adotada hoje no estado do Rio Grande do Sul, um adolescente de 14 anos, e não tenha ali nenhum interessado por aquele perfil de adolescente. Tem um interessado no Amazonas. O sistema, automaticamente, vai ter como fazer com que tudo isso converse e o juiz da Infância do Rio Grande do Sul vai ser avisado de que, no Amazonas, tem um interessado com tais características, endereço e tal para que a vara possa entrar em contato com esse interessado para que ele venha a começar o processo de aproximação e de adoção daquele adolescente”, explicou o juiz da Infância e da Juventude Iberê de Castro Dias.
Para quem vai começar o processo, como a fonoaudióloga Thais Inocêncio Pires e o marido, o novo cadastro pode facilitar o encontro do filho que eles estão procurando – um menino de até 4 anos. Nada que diminua a ansiedade dos futuros pais.
“A ansiedade acho que faz parte desse processo, mas, ao mesmo tempo, a gente tem muita tranquilidade. Eu acho que tende a ser um pouco mais rápido. A atualização do cadastro é muito interessante, a nova. Ajudou para eles e vai ajudar para a gente que vai entrar na fila”, disse Thais.
Criar menino legítimo hoje está difícil, imagine criança adotiva. Pensem muito bem antes de colocar uma criança nessa zorra. E olhe que quem vos escreve é um sujeito alto astral, não se trata de um depressivo da vida não.
“Você tem alto salários, estabilidade. Você vive em Brasília, é outro planeta. É Versalhes”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, no início de setembro, comparando as condições de trabalho dos servidores públicos federais à opulência da corte real francesa que ocupava o Palácio de Versalhes antes da derrubada da monarquia em 1789.
Sob o argumento de que o funcionalismo, em especial o da União, é caro e privilegiado, o governo de Jair Bolsonaro quer enviar ao Congresso no início de 2020 uma reforma administrativa para reformular as carreiras públicas, projeto que vem sendo chamado também de novo RH do Estado. Os gastos com pessoal ativo — que devem fechar o ano acima de R$ 300 bilhões — é o terceiro maior da União, atrás de Previdência Social e juros da dívida pública.
Guedes tem um importante aliado nessa empreitada: o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é antigo defensor da pauta. Ambos consideram que os servidores — com destaque para carreiras exclusivas de Estado como gestão tributária, Justiça, diplomacia — já começam ganhando alto para padrões brasileiros e progridem rapidamente para o teto de remuneração de cada categoria.
Nesse sentido, eles querem uma reforma que reduza os salários iniciais, torne mais gradativa a evolução na carreira e atrele a progressão a avaliações de desempenho. Também defendem flexibilizar as regras de estabilidade para facilitar a demissão em casos de baixa produtividade — essa última proposta sofre críticas inclusive de economistas liberais que consideram o mecanismo uma defesa contra perseguição política.
No Poder Executivo, algumas das carreiras que se destacam pela elevada remuneração paga aos recém-concursados são as de delegado da Polícia Federal (R$ 23.692,74), auditor-fiscal da Receita Federal (R$ 21.029,09), advogado da União (R$ 21.014,49), diplomata (R$ 19.199,06) e analista do Banco Central ou de Planejamento e Orçamento (R$ 19.197,06). São valores que colocam esses servidores entre os brasileiros mais ricos, no instante que ingressam na carreira.
De acordo com a Oxfam, organização internacional que atua na redução de desigualdades, trabalhadores com salário mensal a partir de R$ 15 mil já estão entre os 2% de maior renda no país, quando consideradas pessoas de mais de 18 anos que possuam alguma fonte de recursos. Já uma remuneração a partir de R$ 23 mil coloca o indivíduo entre o 1% mais rico.
Esses dados foram extraídos, a pedido da BBC News Brasil, de uma calculadora criada pela Oxfam com dados oficiais do IBGE e da Receita Federal para evidenciar a diferença de renda e do peso dos impostos sobre diferentes extratos sociais no país.
Para Rodrigo Maia, os ganhos iniciais altos e a rápida progressão permitida em algumas carreiras reduzem o “estímulo” para que o servidor público se esforce mais.
“Tem uma cúpula (de servidores) dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) que começa já ganhando perto do teto (do funcionalismo, hoje em R$ 39 mil). Então, eu pergunto: não é correto, em vez de a pessoa começar ganhando R$ 25 mil, ela começar ganhando R$ 12 mil, R$ 15 mil, que para o Brasil já é uma grande salário?”, questionou Maia, em entrevista em outubro ao programa Poder em Foco, do SBT.
Elite dos servidores começa ganhando mais que profissionais com doutorado
Os salários pagos à elite do Poder Executivo não estão apenas muito acima da renda per capita do país (R$ 1.373, segundo o IBGE), mas superam também largamente a de pessoas altamente escolarizadas. De acordo com o Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério da Economia, a remuneração média de profissionais com doutorado no Brasil, seja no setor privado ou público, estava em R$ 12.141 em dezembro de 2018.
Mas há salários iniciais ainda mais altos nos Poderes Judiciário e Legislativo. A remuneração mais baixa oferecida hoje para juízes federais no Brasil é de R$ 32 mil, mesmo patamar oferecido pelo Senado Federal como salário de entrada para o cargo de consultor legislativo.
O economista Nelson Marconi, professor nos cursos de Administração Pública e Governo da FGV-SP, atribui os altos salários da elite do funcionalismo a dois fatores: capacidade maior de pressão sobre o governo e o Congresso e a proximidade do processo decisório.
“Legislativo e Judiciário sempre tiveram mais liberdade para reajustar que Executivo, pois têm um número menor pessoas, então o impacto fiscal não é tão grande. Eles acabam conseguindo reajuste e aí, na sequência, as categorias mais fortes do Executivo, como Polícia Federal e Receita, pressionam também para não ficar muito atrás”, ressalta.
“E há a proximidade de vários servidores do processo decisório (do governo). Você está negociando com seus pares. É uma relação diferente do setor privado, em que há o patrão e o trabalhador. Quem no setor privado ganha R$ 19 mil no início da carreira?”, compara.
No entanto, o Ministério da Economia não esclareceu se a reforma atingirá apenas os servidores da União, ao ser questionado pela BBC News Brasil. Apenas o STF e o Congresso podem dar início a projetos de lei que alterem as carreiras dos servidores do Judiciário e do Legislativo, respectivamente. No entanto, o governo tem sinalizado com o envio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) — nesse caso, a reforma poderia atingir funcionários de todos os Poderes.
Resistência e críticas à reforma
Na tentativa de reduzir resistências dentro do funcionalismo e questionamentos jurídicos sobre direitos já adquiridos, o governo tem dito que as mudanças valerão apenas para servidores contratados após a reforma. Ainda assim, a proposta vem sofrendo grande oposição dentro do funcionalismo e, por isso, seu envio ao Congresso, previsto inicialmente para outubro, foi adiado para o ano que vem.
Líderes de associações de servidores ouvidos pela BBC News Brasil reconheceram que algumas categorias têm salários de partida elevados e que é possível melhorar os sistemas de avaliação de desempenho. No entanto, argumentam que um bom patamar de remuneração é importante para atrair bons quadros para o funcionalismo e temem que a reforma defendida pelo governo precarize o serviço público prestado à população. Eles ressaltam que há pessoas que entram no serviço público já no meio da carreira, tendo experiência profissional e pós-graduação.
No governo anterior, do presidente Michel Temer, a equipe econômica chegou a defender um limite de R$ 5 mil para o salário inicial dos servidores. Segundo estimativa divulgada em outubro pelo Banco Mundial, se fosse adotado esse teto para e também alongado o tempo necessário para se chegar a ganhos mais altos, a União economizaria R$ 104 bilhões até 2030.
No mesmo documento, o Banco Mundial apontou que os os servidores públicos federais brasileiros ganham quase o dobro (96% a mais) do que os trabalhadores do setor privado com mesma escolaridade. A maioria do funcionalismo, porém, trabalha para municípios, onde os salários são similares aos do setor privado, aponta o estudo. Segundo o Ipea, os servidores municipais ganhavam em média R$ 3 mil em 2016.
O documento do Banco Mundial vem sendo citado pela equipe de Paulo Guedes para defender a reforma administrativa. Opositores da proposta do governo, por sua vez, criticam a metodologia usada no estudo argumentando que carreiras típicas de Estado não têm correspondente na iniciativa privada.
“Essa comparação é totalmente descabida. Você vai comparar um diplomata com que trabalhadores da iniciativa privada? Com quem você vai comparar um auditor da Receita Federal? Só ele tem prerrogativas da política tributária”, afirma Rudinei Marques, presidente do Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado).
“Quem vai gerir R$ 3 trilhões (orçamento do governo federal)? É muito pagar para um servidor desse R$ 15 mil, R$ 16 mil como salário inicial? Acho que não”, reforça, em referência à remuneração líquida inicial de carreiras que administram as contas federais.
Para o economista José Celso Cardoso, Presidente da Associação de Funcionários do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a comparação feita pelo Banco Mundial “tenta jogar a população contra os servidores públicos usando uma estatística que é uma tortura de dados”. Ele acusa o governo de estar focado apenas em cortar gastos, e não em uma reforma que melhore o serviço público. Embora reconheça que alguns salários iniciais são altos, Cardoso considera arriscado uma redução para R$ 5 mil, por exemplo.
“Se eu jogo o salário de entrada muito embaixo, você vai atrair profissionais menos qualificados, menos estimulados, e o resultado agregado desse movimento vai ser diminuir o custo da folha de pagamento e piorar a qualidade do serviço público. Qual o custo da piora da qualidade do serviço público? Ninguém fez essa conta”, ressalta.
“Imagine um fiscal da Receita Federal que trabalhe cobrando empresários. O salário inicial líquido vai dar uns R$ 16 mil. Eu acho alto para o padrão brasileiro. Mas, se for menos, vai reduzir a corrupção? Esse cara vai ser mais ou menos facilmente capturado pelo empresário que quer burlar a fiscalização?”, acrescenta.
‘São bons profissionais, mas não gênios’
O professor da FGV Direito SP e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, Carlos Ari Sundfeld, contesta o argumento de que salários de carreiras de Estado não possam ser comparadas com o setor privado. Para ele, a remuneração no serviço público deve ser similar a dos demais trabalhadores com escolaridade parecida.
“Eles (elite do funcionalismo) argumentam que os salários têm que ser extraordinários porque eles são extraordinários, fora do normal. Isso é um delírio. São bons profissionais, mas não se trata de um universo de gênios”, crítica.
Sundfeld lembra também que o funcionalismo tem proteção maior em tempos de crise, não estando sujeito a demissões quando o governo enfrenta aperto nas contas, diferentemente do que ocorre em empresas. Dados do IBGE revelam que a crise econômica tem aumentado o fosso salarial — enquanto a renda média no serviço público subiu de R$ 3.483 para R$ 3.693 nos últimos cinco anos, no setor privado caiu de R$ 2.018 para R$ 1.977.
“Não são necessários salários altíssimos para atrair talentos adequados porque o setor público tem outros atrativos: é um trabalho com propósito, oferece estabilidade”, diz o professor.
Trabalhador sem diploma ganhando mais que graduados
As carreiras com maiores salários exigem curso superior para participar do concurso. No entanto, uma pesquisa na tabela de remuneração dos servidores federais, disponível no site do Ministério do Planejamento, permite encontrar carreiras de nível intermediário (que não exigem ensino superior) com salários iniciais também bem acima da média nacional.
O piso pago aos técnicos do Banco Central, cujo concurso exige apenas nível de Ensino Médio completo, é de R$ 7.283,31. Já no Ipea, auxiliares administrativos, secretárias e motoristas começam ganhando R$ 6.623,58.
São valores que superam a média da remuneração dos trabalhadores com graduação no país (R$ 6.004, segundo a Rais).
Como exemplo das distorções que existem dentro do próprio funcionalismo, esses salários estão perto ou acima da remuneração inicial de carreiras federais com nível superior, caso do engenheiro agrônomo do Incra (R$ 6.693,80) e do indigenista especializado da Funai (R$ 5.962,87).
Juízes brasileiros recebem mais que europeus
Comparações internacionais também indicam que algumas categorias brasileiras têm salário inicial acima de seus pares em outros países. Um estudo de 2018 da Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (Cepej, na sigla em francês) mostra que o salário inicial médio pago a juízes em 48 países (a maioria europeus) era de 50.529 euros anuais (cerca de R$ 236 mil) em 2016.
Naquele ano, o juiz federal brasileiro ganhava no mínimo R$ 27.500 ao mês, além de auxílio moradia de R$ 4.377. Considerando o 13º salário e o adicional equivalente a dois meses de férias aos quais a categoria tem direito, o ganho anual de um magistrado federal era de ao menos R$ 428 mil.
“Nós somos o teto do funcionalismo. E num país com tantos milhões de pessoas desempregadas, e alguns abaixo da linha da pobreza, realmente há um distanciamento”, reconheceu ao jornal Folha de S.Paulo a juíza Renata Gil, nova presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros.
“Mas, se pensar que as garantias remuneratórias são garantias do próprio funcionamento do Poder Judiciário, jamais pensaríamos que isso deveria estar em discussão”, argumentou em seguida.
Diplomatas brasileiros também não ficam atrás de pares estrangeiros. No Reino Unido, o salário inicial da carreira é de 28 mil libras no ano (o equivalente a quase R$ 153 mil), remuneração que pode chegar a 45 mil libras em cinco anos (quase R$ 246 mil) após promoções. Já o brasileiro que passa no concurso do Itamaraty começa ganhando R$ 19.199,06 mensais, o que dá quase R$ 256 mil ao ano, considerando o 13o salário e o adicional de férias.
Nos Estados Unidos, os salários iniciais variam de acordo com a escolaridade e experiência do recém-contratado. No caso de um diplomata graduado, mas sem ocupações anteriores, a remuneração anual é de US$ 55.272 (cerca de R$ 232 mil). Se ele tiver cinco anos de experiência profissional, ela sobe para US$ 64.075 (quase R$ 269 mil).
À BBC News Brasil, diplomatas argumentaram que a remuneração inicial é compatível com as exigências diferenciadas da carreira — para passar no concurso, é preciso falar inglês, espanhol e francês, por exemplo. Eles disseram também que o salário deve compensar o “ônus familiar” devido à constante mudança de país em que trabalham. Esse ônus, afirmam, inclui o alto custo educacional com os filhos, que precisam estudar em colégios internacionais, e a redução da renda familiar devido às dificuldades para que o marido ou esposa mantenha uma carreira.
Embora o salário oferecido pelo Itamaraty esteja no patamar do oferecido por nações desenvolvidas, eles ressaltam que o pacote de benefícios é inferior a de outros países. Uma das reivindicações da categoria é passar a receber auxílio para custear o ensino dos filhos quando estão no exterior — benefício concedido por Reino Unido e Estados Unidos.
Meu amor concurso é somente uma forma de seleção e não lhe dá o direito de ter todo tipo de privilégio com o dinheiro público pago por todos os cidadãos, tenham feito concurso ou não.
Em matéria de produtividade e efetividade, a maioria dos servidores públicos brasileiros só perdem para os das ONGs e Sindicatos…………… SQN!
Aí vem a pergunta: Por que os parlamentares já entram ganhando mais que os deuses do funcionalismo público?? Eles têm diplomas, experiência, pós-graduação a nível de mestrado, doutorado ou pós doutorado? Quanto tempo eles tiveram no serviço público para chegar a esta remuneração? Estes parlamentares realmente se afastam das suas outras atividades financeiras como é exigido ao servidor público? Estes parlamentares batem o ponto eletrônico e cumprem toda a jornada laboral como é exigido ao servidor público? Vamos fazer uma reforma também no sistema político do Pais. Justiça é para todos.
Já está dado o gabarito, legislativo e judiciário são Deuses, então o pessoal do executivo com toda razão não quer ficar para trás, afinal, excetuando os políticos, eles carregam a nação nas costas.
*Me referi apenas a classe de servidores, sem citar os trabalhadores liberais, assalariados, empresários..
Muito bem!
Tem que acabar essa farra com dinheiro publico!
Pouco trabalho para muito dinheiro e no caso dos juizes e promotores nem se fala, a farra é triplicada comecando pelas ferias de 60 dias, 90 dias de licenca premio e inumeras outras regalias.
Bota ordem nesse cabaré!
O promotor miserê só em 2 meses ganhou mais de 130mil reais, é mole?
Com o avanço de 0,6% no terceiro trimestre do ano, o PIB brasileiro registrou o 10º melhor desempenho entre 36 países, segundo ranking elaborado pelo GLOBO com base em dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Bloomberg.
Nesse tipo de comparação, com relação ao 2º trimestre deste ano, o avanço de 0,6% registrado pelo Brasil é igual ao da Romênia e pouco maior que o da Colômbia (0,57%). A lista é liderada pelas Filipinas (alta de 1,6% no período), China (1,5%) e Polônia (1,3%). Na outra ponta aparecem México (estabilidade da economia nesse tipo de comparação), Noruega (crescimento de apenas 0,02%) e Japão (0,06%).
Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o Brasil ficou na 43ª posição em um ranking de 54 países, de acordo com dados da agência de classificação de risco Austin Rating. Nesse tipo de comparação, o Brasil cresceu 1,2%, diante de uma média de 2,5% nas 54 economias analisadas e de 3,4% entre os países do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)
Essa lista é encabeçada por Armênia (7,9% de avanço), China (6%) e Chile (3,3%). Na outra ponta ficaram Hong Kong (recuo de 2,9%), que passa por crise política e uma onda de protestos, e México (queda de 0,3%).
Pela projeção dos economistas, o Brasil deve fechar o ano crescendo cerca de 1% – embora alguns bancos e corretoras já tenham melhorado suas estimativas após o PIB do 3º trimestre ter vindo acima do esperado. A projeção fica na 43ª posição de uma lista de estimativas para 54 países, segundo a Austin. Para 2020, a projeção de crescimento do PIB brasileiro fica no 30º lugar.
— O Brasil entrou em uma severa recessão mais por influência de assuntos domésticos do que internacionais. Agora, o país precisa fazer grandes esforços, como a aprovação de outras reformas da agenda econômica, como a tributária e o pacto federativo, para recuperar o investimento e a capacidade de o Estado sanear suas contas. Embora com dificuldade, o Brasil caminha nessa direção — analisou Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do FGV/Ibre.
Essa galera parece que é míope. Basta ler o texto do blog que qualquer analfa vai perceber que o Pib Chines puxa o mundo todo.
A locomotiva do mundo é um país "COMUNISTA".
E agora zé? Aonde que liberalismo puxa a economia do mundo?
Opa boa tarde BG, vai falar sobre a alta da gasolina quando? já estamos pagando 4,99 ..
lembro que na época de Dilma, a gasola estava 3,79 / 3,89 e Uma parte de Natal estava usando adesivos de Dilma com a perna aberta.. E agora? vai ter adesivo Natal?
PIB na era Dilma, atacada pela imprensa corporativa, era muito maior do que sob Bolsonaro
A título de comparação, em 2011, também primeiro ano de governo de Dilma Rousseff (PT), a imprensa lhe infernizava pelo “pibinho” de 2,7% naqueles tempos de prosperidade.
O casamento está ficando menos popular entre os brasileiros: em 2018, o número total no país caiu 1,6% na comparação com o ano anterior. Entre pessoas do mesmo sexo, no entanto, o movimento foi contrário e bem mais acentuado: esse tipo de união teve um crescimento de 61,7% na mesma comparação, segundo as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça somente em 2013. Naquele ano, foram registrados 3,7 mil em todo o país. Nos quatro anos seguintes, a média foi de 5,4 mil casamentos por ano. Já em 2018 foram 9,5 mil.
O IBGE destacou que o aumento do casamento entre pessoas do mesmo sexo ocorreu em todas as regiões do país, sendo o menor crescimento observado no Centro-Oeste (42,5%) e o maior no Nordeste (85,2%).
De acordo com a gerente da pesquisa, Klívia de Oliveira, o levantamento traz “os números frios”, ou seja, não permite analisar o que levou a esse aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Estudiosos de temas ligados à população LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e intersexo) ouvidos pelo G1 veem relação entre o fenômeno e o momento político do país.
Foto: Cido Gonçalves/Arte G1
Os números divulgados pelo IBGE apontam que o número de casamentos homoafetivos aumentou após o resultado das eleições. Entre janeiro e outubro, a média foi de 546 casamentos de pessoas do mesmo sexo por mês. Em novembro, subiu para 957 e saltou para 3.098 em dezembro – cinco vezes mais que a média.
“Muitos casais formalizaram suas uniões com medo de que em breve isso não fosse mais possível”, apontou a advogada Andressa Regina Bissolotti dos Santos, que é doutoranda em direitos humanos e democracia pela Universidade Federal do Paraná e integrante da Rede Lésbica Brasil.
Ela explicou que o casamento homoafetivo é garantido por uma resolução do CNJ que proíbe os cartórios de se negarem a celebrar casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo.
“Uma resolução, ou mesmo uma decisão judicial, não são leis. Mesmo a decisão, embora seja vinculante em todo o território nacional, não gera o que nós chamamos no direito de ‘coisa julgada’, ou seja, o tema poderia voltar a ser apreciado”, destacou.
Já Suane Felippe Soares, professora de bioética da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora do lesbocídio [assassinato de lésbicas por motivo de ódio], lembrou que o clima da campanha eleitoral foi marcado por diversos ataques aos LGBTI+, o que pode ter provocado um “pânico social” entre essa população.
“O que é fato, que a gente pode afirmar, é que a maioria das pessoas LGBTI+ estão demonstrando a busca por alternativas para manutenção de direitos básicos em função da ascensão dessa política de caráter discriminatório”, disse.
Casal oficializou casamento para garantir direitos
Foi justamente o receio de perder os direitos assegurados pelo casamento civil que fez Débora Calmon, de 32 anos, e Kaene Faria, de 29, alterarem os planos de sua união. Juntas há oito anos, elas já haviam programado para setembro uma festa que representaria o casamento, mas o “papel passado” em cartório não estava previsto.
“Vendo a eleição, que estava com um clima estranho, esquisito, a gente achou melhor casar formalmente, para ter um instrumento jurídico mais forte para que, no futuro, ninguém viesse questionar se o que a gente tinha era legal ou não”, contou Débora.
Débora Calmon, de 32 anos, e Kaene Faria, de 29, decidiram formalizar a união com receio de que a resolução que garante o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo viesse a ser derrubada — Foto: Arquivo Pessoal
Em novembro do ano passado, o G1 já havia mostrado aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Após a eleição, houve uma mobilização nas redes sociais para ajudar casais LGBTI+ a realizar a cerimônia.
Rossanna Pinheiro, fotógrafa e dona de uma empresa de karaokê, foi uma das muitas pessoas que se disponibilizaram a prestar serviços gratuitos para estes casais.
“Ano passado houve um boom mesmo… A procura foi tanta que precisei de ajuda para responder as mensagens”, contou.
A cada três casamentos, um divórcio
O levantamento do IBGE mostrou, também, que aumentou em 3,2% o número de divórcios realizados no país em 2018 na comparação com o ano anterior. Foram realizados 385.246 divórcios, cerca de 12 mil a menos que em 2017. Em média, equivale dizer que foi registrado um divórcio a cada três casamentos.
A pesquisa revelou ainda que o tempo médio entre o registro do casamento e a formalização do divórcio foi de 14 anos. Em 2008, essa distância era de 17 anos, o que indica que os casamentos estão durando menos. Segundo o IBGE, cerca de 8% dos casamentos desfeitos no ano passado não tinham nem 2 anos.
A pesquisa não detalha os divórcios pelo sexo dos cônjuges, ou seja, não permite saber se há diferença quando se trata de casais do mesmo sexo ou não.
A gerente da pesquisa, Klívia Oliveira, chamou a atenção para o fato de que, do total de divórcios, 27% foram entre casais sem filhos, enquanto 54,4% foram entre casais com filhos menores de idade. “Isso mostra que filho realmente não segura casamento”, disse a pesquisadora em referência a um jargão popular.
Em relação aos filhos, o levantamento evidenciou que houve aumento significativo do percentual de divórcios judiciais entre casais com filhos menores em cuja sentença consta a guarda compartilhada. Desde 2014 essa modalidade passou a ser priorizada mesmo quando não havia consenso entre os pais.
Em 2014, a proporção de guarda compartilhada entre os cônjuges com filhos menores era de 7,5% dos divórcios judiciais concedidos. Em 2016, esse percentual subiu para 16,9%, chegou a 20,9% em 2017 e atingiu 24,4% em 2018.
O mundo é p todos, o nascimento tem diminuído, não pq os homessexuais estão casando, o número deles não cresceu muito, apenas estão assumindo uma união. A natalidade vem diminuindo, pq os casais héteros não querem mais ter muitos filhos. Repito o mundo e p todos, apesar de alguns mortais se sentirem superiores. É para os negros, brancos, héteros, homos, cegos, superdotados, umbandistas, católicos etc. Doa em quem doer é assim o mundo civilizado. Sim, em um país sério não escutamos comentários preconceituosos.
Doe ler certas besteiras.
Mostra que nosso país ainda não nem um pouco evoluído.
Nada como retroagir e analisar o contexto de nossa sociedade(Brasil).
Desde que fomos descobertos, existiram, gays, putas, héteros, todas as raças, etc..
Aliás , somos descendentes de uma miscigenação(várias raças).
Você com esse comentário infeliz, deve ser de outro planeta, então, pega sua nave espacial e vaza. Aqui não te pertence, você pousou no país(TERRA) errada.
Concordo, difícil aumentar a população na base do 0 x 0 ou 1 x o. Kkkkkkkkkk
O Vasco se tornou na terça-feira o clube com o maior número de sócios-torcedores do futebol brasileiro. Ao superar o Flamengo em uma campanha de associação em massa que começou no último dia 25, o clube ainda tenta dimensionar o tamanho do impacto que a adesão terá na sua realidade financeira. As projeções mostram que o Cruz-maltino pode arrecadar até R$ 6,2 milhões em um mês com um número de sócios na casa de 150 mil.
O cálculo é feito baseado nas informações disponibilizadas pela diretoria quando o número de novos sócios chegou aos 120 mil. O Vasco recebia, antes da promoção, com 33.400 sócios pagantes, cerca de R$ 1,3 milhão. Ao bater 120 mil, o clube afirmou que o número subiu para aproximadamente R$ 3 milhões.
Se as associações seguintes seguiram o mesma proporção quanto aos tipos de planos escolhidos pelos torcedores, com 150 mil sócios, o Vasco deve chegar a R$ 3,75 milhões, R$ 1,3 milhão dos sócios pré-promoção e mais R$ 2,45 milhões dos novos associados.
Mas existe um detalhe: todas as adesões foram feitas com 50% de desconto nas mensalidades nos seis primeiros meses. Se o Vasco, depois de encerrado o desconto, conseguir manter os novos sócios por pelo menos mais um mês, conseguirá receber algo em torno de R$ 6,2 milhões – R$ 1,3 milhão da base antiga, de antes da promoção, e mais R$ 4,9 dos novos sócios, que passariam a pagar o valor integral de seus planos.
Internamente, o clube sabe que é muito difícil manter intacta a base criada na campanha. As discussões agora são sobre como reter o máximo possível de torcedores. O valor de R$ 6,2 milhões por mês é equivalente ao dobro do custo atual da folha salarial do elenco vascaíno, de cerca de R$ 3 milhões.
Rivalidade acirrada
Desde que os números de sócios do Vasco se aproximaram dos do Flamengo, que a discussão entre torcedores das duas equipes aumentaram nas redes sociais. Os rubro-negros questionam os valores que o rival poderá ganhar com seu programa de sócio-torcedor, uma vez que o plano mais barato do “Nação Rubro-Negra” custa R$ 23,90, enquanto que no “Gigante” a opçao mais em conta, com a promoção, está saindo a R$ 4.
Uma análise dos balanços divulgados pelos clubes referentes ao terceiro trimestre de 2019 ajuda a ter uma noção da receita de Flamengo e Vasco com o programa de sócio-torcedor. O Vasco, até setembro, teve uma receita de R$ 13,277 milhões com sócios, uma média de R$ 1,48 milhão por mês. Com a base de sócios criada depois da promoção, esse número certamente aumentará mais que o dobro.
Já o Flamengo, de janeiro até setembro, acumulou um total de R$ 39,873 milhões com seu programa de sócios. A média por mês é de R$ 4,430 milhões. O balanço trimestral rubro-negro ainda permite ver a comparação com o mês anterior. De agosto para setembro, o Flamengo arrecadou R$ 5,850 milhões com seu programa.
Trecho da carta da ONU que cobra a dívida do governo brasileiro. Exibe o valor bilionário, apela que o Brasil pague imediatamente e informa que 136 outros membros estão com suas contribuições em dia. Reprodução – (VEJA)
O Itamaraty pediu que o Ministério da Economia libere verba com urgência para quitar a dívida do país com a ONU. Motivo?
O Brasil está a um mês de perder o direito de voto na Assembleia Geral das Nações Unidas por ser mau pagador.
O país deve 415,8 milhões de dólares, acumulado entre 2016 a 2019. Com o dólar a R$ 4,19, chega a 1,7 bilhão de reais.
Para não perder espaço na ONU, um mico histórico, o Brasil deve, pelo menos, efetuar o pagamento mínimo da fatura, de 126 milhões de dólares, ou R$ 530,6 milhões, até início de janeiro de 2020. Pouco mais de um mês.
Na Fazenda, o assunto está com o secretário-executivo do ministério, Marcelo Guaranys.
Radar teve acesso à carta de cobrança da ONU, enviada para o embaixador Mauro Vieira, representante do Brasil nas Nações Unidas, em 21 de novembro.
A entidade cobra o pagamento imediato da dívida e lembra que 136 estados membros já contribuíram na íntegra em 2019, e estão quitados com os anos anteriores.
“Se o seu governo pudesse se juntar a este grupo de Estados membros, seria um símbolo concreto de seu apoio à organização”, diz o documento.
E lembra de que a inadimplência pode tirar o direito de voto do Brasil na ONU, segundo o artigo 19 da Carta das Nações Unidas.
E pede que seja feito ao menos um pagamento mínimo, para o país participar das reuniões.
“Recomendo que seja considerado a aplicação desse pagamento mínimo ao orçamento ordinário”.
A carta é assinada por Chandramouli Ramanathan, secretário-geral assistente da ONU.
Acho que não vale a pena pagar pra fazer parte da ONU – de graça ainda sairia caro – e daqui por diante deve ser assim. Esse é um orgão intolerante e ditador de regras, não respeita o contexto cultural de cada país,não respeita a soberania de Israel, tem mesmo é que ser detonado.
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