Saúde

Holanda registra 1ª morte por reinfecção de covid-19 no mundo; cientistas assumem que as reinfecções ainda são “exceções”

Foto: Reprodução / Pixabay

Uma holandesa de 89 anos, um dos 25 casos conhecidos de reinfecção com SARS-CoV-2 no mundo, morreu dos efeitos da segunda vez que adoeceu com covid-19, agravado por uma forma rara de câncer de medula óssea que sofria, tornando-se a primeira morte conhecida por uma reinfecção pelo novo coronavírus.

Conforme explicou a virologista Marion Koopmans na terça-feira (12), a paciente teve que ser internada no hospital na primeira onda de infecções, após desenvolver sintomas como febre alta e tosse forte, mas teve alta após cinco dias e teste negativo em dois PCR a que ela foi submetida após o desaparecimento dos sintomas.

A paciente holandesa também sofria de uma doença conhecida como macroglobulinemia de Waldenström, uma forma rara de câncer de medula óssea, então seu sistema imunológico foi afetado por meses.

Dois meses após a superação do covid-19, a mulher iniciou novas sessões de quimioterapia, mas a paciente começou a ter febre, tosse e uma forte falta de ar apenas dois dias depois, sendo readmitida no hospital.

Ela foi submetida a uma PCR, na qual deu positivo, mas deu negativo em dois testes sorológicos que foram feitos para detectar se ela ainda tinha anticorpos contra o vírus no sangue, após a primeira vez que foi infectada.

Oito dias após a internação, o estado de saúde da paciente piorou drasticamente e ela morreu duas semanas depois.

“Ela provavelmente morreu de coronavírus, mas também estava muito doente”, disse Koopmans, que está participando de um acompanhamento de reinfecções realizado pela Universidade de Oxford, à imprensa local.

O virologista holandês destacou que hoje existem cerca de 25 casos conhecidos de reinfecção em todo o mundo e, na maioria dos casos, desenvolveram-se sintomas menos graves do que durante a primeira infecção.

Assim, os cientistas assumem que as reinfecções ainda são “exceções”, embora Koopmans acredite que “haverá mais”, mas esclarece que “a questão importante permanece se isso é típico de covid-19”, porque em muitos casos o segundo contágio ocorreu apenas dois meses após a primeira infecção.

Embora ele espere que a maioria das pessoas que superaram a primeira infecção pelo coronavírus estejam agora protegidas “por mais tempo” contra a covid-19, ele reconheceu que, em qualquer caso, “isso não durará uma vida inteira porque nunca foi visto. sem vírus respiratório. ”

Ainda não está claro o que o conhecimento desses casos específicos pode significar ao desenvolver a vacina covid-19, nem em que medida o sistema imunológico aprende o suficiente durante a primeira infecção por coronavírus, mas anticorpos produzidos naturalmente após um contágio inicial, parecem desaparecer com relativa rapidez em certos casos.

EFE

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Saúde

Angicos tem um dos melhores desempenhos no enfrentamento à covid-19 no RN

Com 15 mil habitantes, o município de Angicos pode ser considerado exemplo no combate ao Coronavírus. De acordo com o mais recente boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, desde o início da pandemia, foram notificados 574 casos, dos quais 211 testaram positivo. Desses, 206 estão curados, 01 está em monitoramento, 01 como óbito em investigação e 03 mortes confirmadas.

Localizado às margens da BR 304, Angicos é ponto de parada e tem tráfego intenso de veículos de carga vindos de todo país. Outros municípios da região tiveram números alarmantes da Covid-19, mas a cidade registrou índices menores de casos devido às ações imediatas da prefeitura. A administração de Deusdete Gomes criou o Comitê Municipal de Prevenção e Acompanhamento do Coronavírus, que desenvolveu trabalhos em diversas frentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, Angicos está entre os 40 municípios potiguares que melhores reagiram à covid no Rio Grande do Norte, o que se reflete nas taxas de contaminação e óbito para cada 100 mil habitantes. Com taxa de letalidade de 4,08%, o município tem o um dos menores índices do Rio Grande do Norte.

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Geral

OMS informa que uma em cada 10 pessoas pode ter contraído covid-19 e diz que “vasta maioria do mundo continua em risco”

Foto: © REUTERS/Denis Balibouse/Direitos Reservados

Aproximadamente uma em cada dez pessoas pode ter sido infectada com o novo coronavírus, deixando a grande maioria da população mundial vulnerável à covid-19, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (5).

Mike Ryan, o principal especialista em emergências da OMS, disse ao Conselho Executivo da agência que os surtos da infecção estão aumentando em partes do Sudeste da Ásia, além de os casos e as mortes estarem subindo em áreas da Europa e na Região Leste do Mediterrâneo.

“Nossas melhores estimativas atuais nos dizem que cerca de 10% da população global podem ter sido infectadas por esse vírus. Varia dependendo do país, varia de urbano a rural, varia dependendo de grupos. Mas o que isso significa é que a vasta maioria do mundo continua em risco”, disse Ryan. “Estamos entrando em um período difícil. A doença continua a se espalhar.”

A OMS apresentou às autoridades chinesas, para consideração, uma lista de especialistas para fazer parte de uma missão internacional à China a fim de investigar a origem do novo coronavírus, afirmou o especialista.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. … a fim de investigar a origem do novo coronavírus, afirmou o especialista.
    Isso só quer dizer uma coisa. A China criou e disseminou esse vírus, e a OMS, ficou em silêncio.

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Saúde

Oxford inicia processo para registro de vacina contra a Covid-19 no Brasil

Cropped hand wearing a nitrile glove holding a Covid-19 vaccine vial and a syringe Javier Zayas Photography/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu os primeiros documentos para solicitar o registro de uma vacina para Covid-19 no Brasil. Os atestados foram enviados pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, parceiras no desenvolvimento do imunizante.

Essa entrega só foi possível porque a agência alterou sua forma de recebimento de pedidos para liberação de vacinas para Covid-19 na terça-feira 29. Desde então, as organizações envolvidas no desenvolvimento dos imunizantes contra o novo coronavírus podem enviar a documentação de forma fracionada, permitindo a aceleração do processo de revisão dos dados realizado pela Anvisa. O procedimento é chamado de “submissão contínua”.

Os documentos enviados pela AstraZeneca correspondem às fases não clinicas do estudo. Além disso, a agência esclarece que, apenas com essa entrega, não será possível determinar a qualidade, a segurança e tampouco a eficácia do medicamento. “Muitos dados ainda precisam ser submetidos à análise”, diz o comunicado.

Segundo a agência reguladora brasileira, a entrega fracionada ocorrerá gradativamente, conforme o laboratório tenha informações disponíveis acerca dos estudos sobre o imunizante. O mesmo ocorrerá com todos as empesas no desenvolvimento de vacinas para a Covid-19.

A vacina de Oxford é atualmente testada em 10 000 brasileiros em um estudo clínico coordenado pela Universidade Federal de São Paulo. Os voluntários são de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Os quatro estudos acerca de imunizantes no país devem totalizar a monta de 35.750 participantes.

Decisão

Antes dessa decisão, a entrega dos documentos para pedido de registro só era permitida com todas as papeladas enviadas em conjunto – um total de 10.000 a 12.000 páginas a serem analisadas por um comitê multidisciplinar da agência. A decisão de permitir a entrega em partes garante que este processo seja acelerado, uma vez que as partes iniciais do estudo já têm sua revisão adiantada.

Essa nova decisão faz parte de um esforço da Anvisa para responder com celeridade aos avanços científicos que buscam respostas para a pandemia da Covid-19. Para se ter uma ideia da movimentação realizada neste ano, o tempo para liberação de um estudo clínico de fase 3 era de 90 dias antes da pandemia. Agora, o processo ocorre em 72 horas.

Veja

Opinião dos leitores

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Política

Campanha de Trump adia todos os eventos após diagnóstico de Covid-19; presidente dos EUA apresenta sintomas leves

Foto: Joshua Roberts/Reuters 

A campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta (2) que todos os eventos foram temporariamente adiados. Nesta madrugada, Trump divulgou que ele e a primeira-dama Melania testaram positivo para o novo coronavírus.

“Todos os eventos de campanha anunciados anteriormente envolvendo a participação do presidente estão em processo de mudança para eventos virtuais ou estão sendo temporariamente adiados”, diz o comunicado.

“Todos os outros eventos da campanha serão considerados caso a caso e faremos todos os anúncios relevantes nos próximos dias. O vice-presidente Mike Pence, cujo teste deu negativo para Covid-19, planeja retomar seus eventos de campanha programados. Qualquer informação adicional sobre o presidente virá da Casa Branca”, finaliza.

O gabinete do presidente afirmou que ele apresenta “sintomas leves” da doença, sem especificar quais. Donald Trump tem 74 anos.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Abri apenas para ver os comentários…
    Pra quem negou a doença, mas tomava cloroquina todo dia, tá muito bem! Esse doido tem muito é reumatismo e falta de bom senso!
    Tonho da Lua galego!

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Saúde

TÁ MAIS PERTO QUE LONGE: Anvisa começa a análise do primeiro pedido de registro de uma vacina contra a Covid-19 no Brasil

Foto: Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira (1º) que vai começar a primeira revisão para o registro de uma vacina contra Covid-19. A análise será feita nos moldes de um novo processo que havia sido autorizado na terça-feira (29), uma medida que reduziu a exigência da documentação inicial e simplificou o processo para os imunizantes contra o coronavírus.

Dois dias após a flexibilização, o primeiro pedido foi protocolado pela Astrazeneca. A farmacêutica está desenvolvendo uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford, que deverá ser produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esse é o passo inicial para que se autorize a aplicação de uma vacina no país – caso ela seja aprovada em todos testes clínicos, que ainda estão em andamento.

Inicia-se, portanto, a análise dos técnicos da Anvisa sobre os primeiros resultados dos testes, ainda dos estudos pré-clínicos, que não envolveram seres humanos. A ideia é agilizar o registro da vacina, caso ela apresente resultados positivos de segurança e eficácia.

Pausa temporária

Em 8 de setembro, os testes da fase 3 da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford precisaram ser interrompidos temporariamente. Uma voluntária apresentou reações adversas, mas os estudos foram retomados quatro dias depois, no dia 12. A continuidade das pesquisas foi liberada após confirmação da Autoridade Reguladora da Saúde de Medicamentos (MHRA) de que era seguro continuar com as pesquisas.

Compra de 30 milhões de doses

A vacina britânica é tida como uma das principais apostas para a imunização contra o Covid-19 no Brasil.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz, assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem. Há, ainda, a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão de início, de acordo com o ministério, ainda no primeiro semestre de 2021.

G1

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Saúde

África surpreende com baixas taxas de covid-19

Foto: Ahmed Jallanzo/EPA/Direitos Reservados/Agência Lusa

Passados oito meses do início da pandemia de covid-19, com a marca de 1 milhão de pessoas mortas pela doença em todo o mundo e 33,5 milhões de casos, o Continente Africano chama a atenção por sua relativa baixa taxa de contaminação e mortes. Após atingir o pico dos registros por semana no fim de julho e ter a expectativa de se tornar o novo epicentro da pandemia, depois das Américas, os casos na África vêm diminuindo desde então.

O continente como um todo tem população de 1,2 bilhão de pessoas e registra, até o momento, cerca de 1,5 milhão de casos de covid-19, segundo dados do Africa Centres for Disease Control and Prevention (CDC África). O número é menos de um terço do registrado no Brasil, que tem 210 milhões de habitantes, população seis vezes menor. Ou seja, a África está com uma taxa de incidência da doença de 125 casos por 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a taxa é de 2.258, segundo dados do Ministério da Saúde.

Nos óbitos pela doença, os registros na África estão perto de 36 mil, pouco mais do que no estado de São Paulo, que tem população de 46 milhões. A taxa de mortalidade por covid-19 no Brasil está em 67,6 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença é de 3%. No Continente Africano, a mortalidade por covid-19 é de 3 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença de 2,4%.

Os números mundiais indicam uma taxa de 430,9 por 100 mil habitantes e 12,92 mortes por 100 mil, segundo o Wordometer, com letalidade de 4%.

Explicações

De acordo com o pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz) Augusto Paulo Silva, já é um consenso mundial que a situação da covid-19 na África é peculiar e surpreendente. Ele credita a baixa taxa de contaminação no continente a pelo menos quatro fatores, um deles a capacidade de resposta a epidemias.

“Há várias hipóteses, não são explicações assertivas. Mas uma das explicações mais plausíveis é que muitos países africanos já vêm enfrentando outras epidemias, em algumas partes é o cólera, outras o ebola, que até recentemente estava na República Democrática do Congo, em 2014 houve ebola na Libéria, Sierra Leoa e na Guiné Equatorial. Com isso, essas grandes epidemias fizeram com que muitos países africanos tivessem planos de emergência”.

Outra explicação, de acordo com o pesquisador, é a imunidade da população, afetada por outras doenças. “Porque as pessoas que sofrem daquela forma acabam por criar certas imunidades, por causa do tratamento de doenças como a malária, que tem muita prevalência na região, e de outras”.

A terceira possibilidade é o fator etário, ou seja, a população africana é mais jovem do que a média mundial e a covid-19 tem demonstrado uma incidência maior entre pessoas mais velhas. Silva lembra também o baixo desenvolvimento de muitos países, principalmente na região central do continente, o que leva essas regiões a terem poucas conexões internacionais.

“A quarta explicação é que muitos países não têm aquela intensidade de comunicação e contato com o exterior. Se for ver o número de casos nesses países, são mais elevados nos que têm maior índice de desenvolvimento, como a África do Sul, o Egito, a Argélia. O que significa que o nível de desenvolvimento permite o contato com o exterior e o contágio é feito por meio dessas ligações e comunicações com o exterior, acho que são essas as explicações”.

De acordo com a OMS/Afro, foram implantadas com sucesso na região as medidas de saúde pública para “encontrar, testar, isolar e tratar as pessoas com covid-19, rastrear e colocar em quarentena os seus contatos”. Apesar da perspectiva de queda na curva de contágio, o pesquisador destaca que não há espaço para relaxar na vigilância, já que se trata de um vírus novo sobre o qual ainda não há conhecimento consolidado.

“Em qualquer epidemia são várias fases. No Continente Africano entramos na fase de abertura, então não sabemos se aquela curva vai continuar descendente ou não. Temos que ver aqueles países que não foram muito afetados, se essas curvas vão aumentar por causa dessa abertura. Não se pode fechar os países durante muito tempo. Então aí a questão do rastreio vai ser fundamental para poder seguir, tem que ficar vigilante”.

Além da covid-19, Silva destaca que no dia 25 de agosto ocorreu de forma virtual a 70ª sessão do Comitê Regional Africano da OMS, na qual foi celebrada a erradicação do Poliovírus Selvagem na África. Também durante a pandemia, a República Democrática do Congo recebeu o certificado de erradicação do ebola.

Panorama mundial

Segundo o último boletim Panorama da Resposta Global à Covid-19, do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz), o número de mortes tem diminuído devido à maior experiência no manejo clínico-terapêutico da doença. Porém, o centro destaca que a prioridade ainda é “conter a pandemia”, que impôs um quadro “quase apocalíptico” em oito meses de duração até o momento.

“Bilhões de pessoas em isolamento social, economias paralisadas e em declínio, bilhões sem trabalho, amplificação da pobreza e das desigualdades, empresas destroçadas, ameaças de crise alimentar, poucas esperanças no horizonte propiciadas pela ciência: ainda nenhum medicamento, nove vacinas em finalização, mas sem certezas quanto à sua eficácia. O mundo tenta se reinventar, mas a prioridade ainda é conter a pandemia”, destaca o boletim.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de covid-19 registrados por semana apresentou em setembro um leve declínio nas Américas, mas se mantendo estável em um nível ainda muito alto e permanecendo como epicentro da pandemia. Em julho e agosto, a região registrou 64% das mortes por covid-19 no mundo, embora responda por apenas 13% da população global. O vírus aumentou a circulação no Caribe em agosto e, nas últimas semanas, em alguns países da América do Sul, como Colômbia e Argentina, além do aumento da taxa de mortalidade no México.

O Sudeste Asiático segue com aumento crescente desde julho, com a Índia atualmente em segundo lugar no número total de casos, atrás dos Estados Unidos e passando o Brasil, e em terceiro em número de mortes. A Europa registrou diminuição no ritmo de contágio entre junho e julho e, a partir de agosto, vê os casos aumentarem rapidamente, com a proximidade do inverno no Hemisfério Norte, podendo indicar o início da segunda onda da pandemia no continente.

Na África, o pico dos contágios ocorreu no fim de julho e a tendência atual é de queda nos registros. Segundo Silva, o CDC África, lançou, em parceria com o Projeto de Melhoria do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) da Saúde Pública de Inglaterra (PHE), a ferramenta AVoHC Net, que vai facilitar a implantação e administração de um grupo de trabalho para emergências de saúde pública em todo o continente. O mecanismo foi autorizado após o surto de ebola em 2014 e vai auxiliar na emergência da covid-19.

Quanto aos óbitos totais globais, o pico de registros por semana ocorreu no começo de abril, segundo os dados consolidados da OMS, tendo caído até o início de junho e voltado a subir a partir de então, se mantendo em níveis altos, mas sem atingir novamente o pico.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. "Outra explicação, de acordo com o pesquisador, é a imunidade da população, afetada por outras doenças. “Porque as pessoas que sofrem daquela forma acabam por criar certas imunidades, por causa do tratamento de doenças como a malária, que tem muita prevalência na região, e de outras”.

    Ele só não quis dizer que isso implica a utilização da hidroxicloroquina. Há também o uso em larga escala da ivermectina em razão da alta incidência de parasitas na população.

  2. Sem muitas delongas, pois muitos dos que me antecederam foram no cerne da questão, indiscutivelmente o uso da ivermectina de modo profilático, foi um dos fatores de barreira mais importantes na contenção da pandemia naquele continente.

  3. Interessante que a reportagem fala em "tratamento de doenças como a malária", mas não cita quais medicamentos são utilizados por lá. Mas já é de amplo conhecimento que dentre estes medicamentos está a ivermectina, utilizado há muito tempo e que tanto deu o que falar por aqui.
    A Ivermectina também foi usada na Nova Zelândia que teve o controle da doença rapidamente, com baixíssimo índice de contaminação e mortes, mesmo se considerada a pequena população do país.
    Logo no início da pandemia a Austrália apresentou um estudo que já anunciava sucesso no uso da ivermectina, mas como o estudo ainda estava em andamento os nossos "especialistas" disseram que não havia "prova". Observação: A Austrália teve pouco mais de 800 mortes desde o início da pandemia. Nós tínhamos até pouco tempo mais de 1.000 por dia.
    Parece que o problema é que são medicamentos baratos e os lucros não seriam tão bons assim!!!!! Além disso, acabando com a pandemia, acabariam as compras de respiradores e milhares de outros insumos sem licitação!!!!
    O que deu pra perceber com essa pandemia é que o bem estar da população nunca estará na lista de prioridades da maioria dos políticos desse nosso país. Espero que a população tenha se dado conta disso.

  4. Provavelmente é devido à subnotificação. Muitas pessoas não tem nem o que comer, avalie recursos para fazer o teste de covid.

  5. Metade do continente Africano toma Ivermectina para matar os vermes e a outra metade toma Cloroquina para malária, quer que desenhe ?, Bolsonaro sempre teve razão.

  6. O continente africano é constantemente assediado pela malária, dentre outras epidemias, como o próprio artigo acima menciona. E os países e regiões mais carentes são os mais atingidos. E quais medicamentos são amplamente utilizados contra a malária? Ivermectina e hidroxicloroquina. Entenderam? Portanto, é fácil entender porque os "lacradores", a "torcida do vírus" combate tais medicamentos com tanto fervor.

  7. É a ivermectina que está fazendo efeito contra a covid 19 no continente Africano, lá a ivermectina é distribuida faz mais de uma década para combater várias doenças, malária, doenças de pele e a ivermectina está bloqueando os efeitos da covid na populacão africana.

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Diversos

Covid-19 fez reduzir em quase 0,5% a população de idosos do país

Brasil já perdeu 100 mil idosos por conta da doença | Foro: Pedro Teixeira

O Dia Internacional do Idoso é comemorado hoje no Brasil com menos 100.818 pessoas com mais de 60 anos, todas vítimas da Covid-19 em pouco mais de seis meses de pandemia. A conta é da economista Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Ipea e nossa grande especialista em envelhecimento. Este número significa cerca de 11% do total de óbitos de idosos verificados em todo o ano de 2019. Representa, ainda, uma redução de quase 0,5% na população de idosos em 2020.

Por falar em Covid…

Ruy Castro, como todos os flamenguistas, estava ontem triste com a morte por Covid-19 do ídolo Silva “Batuta”, aos 80 anos. Ainda assim, o cronista reparou que no noticiário muita gente estava chamando o atleta de “Silva Batuta”, como se fosse nome e sobrenome:

— Errado. Era Silva, o Batuta. Muito mais nobre. Tipo D. Manuel, o Venturoso.

Ancelmo Gois – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Estou errado oo não, idoso não é a partir dos 60 anos, mudaram esta classificação? Ou ninguém quer assumir que é sexagenário?

  2. Infelizmente o dado apresentado no título da reportagem induz à desinformação, fazendo com que o leitor pense que o Brasil agora tem menos idosos que antes devido aos efeitos da pandemia. O que os pesquisadores esqueceram de levar em conta é o quantitativo de pessoas que passaram a ser idosas nesse ano, ou seja, completaram 65 anos em 2020. Se o Brasil possui cerca de 200 milhões de habitantes e se considerarmos, só a título de ilustração aqui, que 1% nasceram em 1955, teríamos 2 milhões de pessoas que farão ou fizeram 65 anos em 2020, tornando-se idosos. Então o mais provável é que o número de idosos no país tenha aumentado, como em todos os anos anteriores, ainda que em um ritmo menor nesse ano devido à COVID-19. Mas isso teria que ser comprovado ainda.

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Saúde

Pesquisa comprova que covid-19 é também doença vascular

Foto: Gian Galani Fotografias/PUCPR

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) comprovaram que a covid-19 não é somente uma doença pulmonar, mas se trata também de uma doença vascular. Estudo realizado com amostras post mortem, autorizadas pelos familiares de pacientes mortos em decorrência da covid-19, mostrou que eles apresentavam lesões na célula que reveste o vaso sanguíneo, com possibilidade de ocasionar trombos e levar a óbito. Foram analisados pacientes com idade média de 75 anos e com comorbidades como hipertensão arterial, diabetes e obesidade.

Após publicação do resultado das primeiras análises na revista médica internacional Arteriosclerose, trombose e biologia vascular (ATVB, do nome em inglês), da Associação Americana do Coração, os pesquisadores indicaram que o uso precoce de anticoagulantes pode ajudar no tratamento da covid-19 e evitar tromboses.

A professora da Escola de Medicina da PUCPR e uma das responsáveis pela pesquisa, Lucia de Noronha, disse hoje (30) à Agência Brasil que foram feitas autópsias minimamente invasivas por meio de incisões pequenas no tórax dos pacientes, logo depois da morte, por onde os pesquisadores tiveram acesso aos pulmões. As biópsias são guiadas por imagens que ajudam a distinguir as áreas mais lesadas do pulmão. Já foram feitas biópsias pulmonares em 25 pacientes e mais de 20 biópsias renais. O estudo publicado se refere às primeiras seis análises. Novas pesquisas serão efetuadas para confirmar os achados.

Parâmetro

Lucia destacou que, “mesmo com seis pacientes, a gente já pôde ver o grau de lesão vascular que a covid-19 causa”.

Para comparação, os pesquisadores utilizaram um grupo controle de biópsias post mortem de pacientes de H1N1, que já vinham estudando desde 2009. “Já tinha um parâmetro. Embora os vírus sejam diferentes, são doenças pandêmicas”.

Foram usadas também biópsias de outros dez pacientes que morreram não de doença pulmonar, mas de outras causas, como infarto agudo do miocárdio, por exemplo. “Pegamos um pulmão normal, para comparar”, disse a pesquisadora.

Com o estudo, observou-se que a covid-19 causa uma lesão muito importante no endotélio, que é uma camada fina de células que protege o vaso para evitar tromboses. “Ela tem uma função de barreira, para que o sangue fique dentro do vaso, mas não coagule e continue a fluir. É como se fosse uma camada protetora e lisa. Tem uma função também de lubrificante, para que o sangue não fique viscoso e flua com facilidade”, explicou Lucia.

Além disso, segundo a professora, o endotélio, no pulmão, tem uma função de troca de ar. “Porque o endotélio do pulmão, além de ter todas essas funções de proteção, camada lubrificante para que o sangue flua e não aconteça coagulação, ele também faz a troca gasosa. É o endotélio que ajuda que o ar que está no pulmão passe para dentro do sangue”.

Lucia de Noronha explicou ainda que quando ocorre lesão no endotélio, a situação tende a piorar. Em uma pessoa com o pulmão lesado pela covid, o ar já não está passando direito. “Além disso, o vaso não está deixando o sangue fluir direito porque está trombosado. Você não consegue nem fazer a respiração, ou seja, nem passar o teu ar para dentro do vaso, e nem distribuir o ar para todo corpo pelo sangue, porque este não flui. Isso agrava bastante a situação do paciente”, disse a professora.

Os pesquisadores sugeriram então que o uso de anticoagulantes precoce poderia ajudar esses pacientes com todos os cuidados que o anticoagulante precisa e que incluem indicação médica e cuidados de monitoramento. Advertiram também que é necessário ainda se pensar em qual paciente teria mais risco para lesão endotelial e qual se beneficiaria mais com o anticoagulante, porque são exatamente os pacientes com risco que devem ser tratados com mais atenção e mais precocemente.

O risco é intrínseco, ou seja, o paciente já tem. É o caso de pessoas hipertensas, com obesidade mórbida, diabetes e com lesões de rim.

Pulmão

Outro estudo foi feito pelos pesquisadores da PUCPR com foco no mastócito do pulmão e descobriu-se que os pacientes com a covid-19 tinham mais mastócitos que pacientes de H1N1. “Como a covid é nova, a gente começou a olhar para todo tipo de células e, por um acaso, viu que o mastócito tinha mais nos pacientes com a covid”, disse a professora.

Segundo Lucia de Noronha, as pessoas com covid-19 têm dez vezes mais mastócitos do que as pessoas com H1N1. “Se tem mais é porque está produzindo alguma lesão ali”. O mastócito é uma célula que está envolvida nos processos alérgicos, como asma.

O estudo mostrou que o mastócito causa um edema, um aumento de líquido no pulmão, o que dificulta a troca gasosa de oxigênio para dentro do vaso. Os pesquisadores concluíram, ao final da pesquisa, que o mastócito pode ser tratado. “Existem alguns medicamentos que são estabilizadores de mastócito. Deixam o mastócito estável e ele para de soltar grânulos e fazer esse edema”, explicou Lucia.

Esse estudo foi publicado na revista de ciência básica Fronteiras na Imunologia, da União Internacional de Sociedades Imunológicas (IUIS, do nome em inglês) .

Da mesma maneira que na pesquisa sobre lesão no endotélio, os pesquisadores da PUCPR sugeriram que alguns estabilizadores de mastócitos poderiam ser usados precocemente para pacientes com forma moderada ou leve da covid, para evitar que eles passem para uma forma grave, porque estabilizariam o mastócito, cujos grânulos agravam a lesão pulmonar, provocando edema no pulmão. Sugeriram ainda que esses medicamentos poderiam ser testados em pacientes com covid-19, porque não têm efeitos colaterais.

Os testes clínicos com modulares de mastócitos ainda não começaram no Hospital Marcelino Champagnat, do Grupo Marista, onde as pesquisas foram realizadas porque, para testar essas drogas, seriam necessários muitos pacientes. A professora Lucia disse que a ideia é entrar em um consórcio pré-existente, que reúna várias cidades em todo o mundo.

Programa

Os dois estudos fazem parte de um programa mais amplo de pesquisas sobre o novo coronavírus (covid-19) que vem sendo efetuado no Hospital Marcelino Champagnat sobre várias linhas da covid-19, do qual participam professores da PUCPR, alunos de graduação e pós-graduação, enfermeiros, intensivistas, entre outros profissionais da área da saúde.

Um desses grupos faz estudos com pacientes que sobreviveram à covid, por meio da coleta de soro e sangue que começa desde o primeiro dia de internação até terem alta. A ideia é, no final, casar essas informações de quem viveu e de quem morreu para saber o que tem de diferente nos que morreram daqueles que conseguiram vencer a doença.

“Provavelmente, a gente vai juntar figurinhas até o final do ano”, disse Lúcia de Noronha.

O grupo que estuda os pacientes com a covid que sobreviveram já tem mais de 100 amostras para pesquisa.

Agência Brasil

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Saúde

Idosos representam quase 70% dos óbitos por Covid-19 no RN

Foto: Ilustrativa

O boletim epidemiológico mais recente da Covid-19 no Rio Grande do Norte, informa que 69,6% dos óbitos pela doença ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais. O dado foi destacado na coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta quarta-feira (30), e chama atenção para o cuidado com a saúde da pessoa idosa, que tem o dia 1º de outubro instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional do Idoso.

De acordo com o professor Kênio Costa Lima, do Instituto Envelhecer/UFRN, na maioria dos estados do Nordeste o índice de óbitos em idosos chega aos 70%, e no Maranhão a taxa é de quase 80%. “Precisamos refletir sobre a perda da autonomia e da independência que a população idosa está sofrendo com a pandemia. Temos que voltar as atenções para a manutenção da condição de saúde dos idosos e evitar o preconceito. Ninguém precisa morrer apenas por causa da idade”. O professor também destacou a importância da atenção primária em saúde no acompanhamento da população idosa, segundo ele “essencial para controlar as doenças crônicas, para que não haja agravamento dos casos, evitando óbitos”.

Nesta quarta-feira (30), foram 69.433 casos confirmados para Covid-19, 36.318 suspeitos e 143.424 descartados. Até o momento foram registrados 2.393 óbitos, sendo três nas últimas 24 horas, outros 6 óbitos em semanas ou meses anteriores e um total de 319 óbitos ainda estão em investigação.

“Tivemos de ontem para hoje um acréscimo de 420 novos casos confirmados da doença, que podem se referir a dias ou até meses anteriores, mas precisamos avaliar. Essa elevação merece o nosso acompanhamento, atenção e cuidado. Por isso, nossas atitudes devem proteger também quem amamos, principalmente os idosos que tem maior vulnerabilidade frente à Covid. Temos que respeitar as regras e estarmos vigilantes na proteção e defesa da vida”, disse o secretário estadual de saúde, Cipriano Maia.

 

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Saúde

Covid-19: Vacina da Johnson & Johnson induz resposta imune com dose única, indicam resultados preliminares

Foto: MARK RALSTON / AFP

A farmacêutica americana Johnson & Johnson publicou na última sexta-feira na plataforma de pesquisas medRxiv resultados preliminares das fases 1/2 de sua vacina candidata contra a Covid-19, desenvolvida pela sua subsidiaria belga Janssen Pharmaceuticals. De acordo com a pesquisa, submetida ao site ainda sem a revisão de pares, indica que a fórmula foi capaz de induzir resposta imune contra o novo coronavírus e se demonstrou segura no experimento randomizado. Os resultados passarão pelo teste final na terceira etapa dos ensaios, conduzida em vários países, inclusive o Brasil, e envolverá 60 mil voluntários.

Segundo a empresa, 796 pessoas participaram as duas primeiras fases, que foram conduzidas de forma simultânea. O terceiro, composto por 394 voluntários, englobou apenas idosos com mais de 65 anos. Os 402 restantes têm entre 18 e 55 anos e foram avaliadso entre 22 de julho e 24 de agosto. O estudo, do tipo duplo-cego, assegurou que nem os pacientes nem os pesquisadores tinham conhecimento de quem foi administrado com a vacina e quem recebeu o placebo. Diferentemente dos outros imunizantes tidos como líderes da corrida global por uma vacina, o produto da J&J é desenvolvido com base em apenas uma dose.

A companhia americana tem apresentado esse diferencial como um elemento importante na competição com as demais vacinas, uma vez que diminuiria pela metade a logística da distribuição de uma eventual vacina segura e eficaz contra o Sars-CoV-2. Foram testadas diferentes doses e a menor delas foi considerada eficaz, de acordo com os autores da pesquisa. A resposta imune por meio de anticorpos se mostrou estável entre adultos e idosos. Os efeitos colaterais, por sua vez, foram febre, dor de cabeça, dor no corpo e fadiga.

A Johnson & Johnson anunciou no último dia 23 o início dos testes da Fase 3 de sua vacina candidataA companhia informou que espera os resultados desta etapa dos testes até o fim deste ano ou no início de 2021.

Em agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia autorizado a companhia a desenvolver estudos clínicos no Brasil através de sua subsidiária belga. No país, a empresa deve recrutar sete mil voluntários maiores de 18 anos em sete estados e no Distrito Federal: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná.

O objetivo desta etapa de testes é verificar se a vacina pode prevenir a Covid-19 em estágios moderados e graves após a manipulação de uma única dose, bem como casos mais leves e doenças graves decorrentes da infecção que requerem intervenção médica.

A empresa planeja fabricar até 1 bilhão de doses em 2021 e aumentar a produção nos anos seguintes.

O Globo

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Saúde

Wuhan, cidade chinesa epicentro da covid-19, deixa o vírus para trás

Em Wuhan, o orgulho de ter vencido a covid se confunde com a tristeza causada pelo trágico balanço de mortes Foto: Hector Retamal/AFP

Wuhan, a cidade chinesa que há nove meses era o epicentro da covid-19, deixou o vírus para trás e renasceu, mas testemunha com desolação o balanço de um milhão de mortes que a pandemia já provocou em todo o planeta.

Na cidade, submetida a um duro confinamento no início do ano, o orgulho de ter vencido a doença se confunde com a tristeza causada pelo trágico balanço.

“Um milhão de pessoas, falando em termos relativos à população global, pode não ser muito”, diz Hu Lingquan, cientista que mora em Wuhan. “Mas estamos falando de pessoas reais, de pessoas que tinham família.”

Esta manhã, em Wuhan, as crianças iam para a escola, em meio ao trânsito intenso da cidade, que quase voltou ao normal.

No início de 2020, as imagens fantasmagóricas e sombrias da cidade confinada e isolada rodaram o mundo, que ainda mal imaginava a pandemia que viria.

Hoje, a China afirma ter derrotado o vírus, enquanto de Londres a Melbourne, passando por Madri e Tel Aviv, as pessoas voltam a se confinar.

Após meses de medidas duras, a economia está se recuperando na China, com a reabertura de fábricas e os consumidores de volta às lojas.

A própria Wuhan, considerada o “marco zero” da epidemia, agora se orgulha de seu retorno à normalidade, com grandes festas em piscinas ou parques de diversão lotados.

Desde maio não são registrados novos casos na cidade, e muitos de seus habitantes criticam agora a resposta global à epidemia, enquanto aqueles que sofreram as devastadoras consequências econômicas e sociais da crise costumam responsabilizar a China por ela.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o número de vítimas da pandemia pode continuar a aumentar até que uma vacina eficaz seja encontrada e ela possa ser distribuída globalmente.

“Quando a epidemia estourou, nunca imaginei que o número de mortes pudesse ser tão alto”, afirmou à Agência France Press Guo Jing, outro residente de Wuhan.

“Superou tudo o que se pode imaginar e continua subindo”, acrescentou.

Enquanto isso, em Wuhan, a maioria das máscaras estava pendurada no queixo de seus usuários, ao invés de cobrir a boca e o nariz, enquanto os shoppings estavam lotados.

“Wuhan renasceu”, disse An An, residente na cidade, à Agência France Press.

“A vida voltou a ser o que era antes. Todos nós que moramos em Wuhan nos sentimos bem.”

Estadão, com AFP

Opinião dos leitores

  1. Como pode não ter uma segunda onda na China?
    O que aconteceu para os chineses ficarem imunes?
    Quais medicamentos utilizaram para combater o vírus?
    Ou vocês acreditam que foi o lockdown junto com dipirona e respiradouro.

  2. Como a China que conseguiu conter o virus em Wuhan deixou que ele se espalhasse no mundo inteiro? Em 6 meses todos os países já tinham pessoas infectadas.
    Agora a China está achando virus em caixas de carne e pescado exportado pelo Brasil.

    1. coincidência, né? O vírus começou por lá, não repercutiu na China como repercutiu em outros países, logo encontraram a solução (também na China) e, agora, a China parece ser a primeira a se livrar do vírus… coincidência demais…

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Saúde

Covid-19: Nove em cada dez pacientes apresentam sintomas depois de se recuperar, aponta estudo; fadiga, efeitos psicológicos e mais

Foto: Ajeng Dinar Ulfiana / Reuters

Nove em cada dez pacientes que contraíram o novo coronavírus relatam ter experimentado sintomas depois de se recuperar da doença. Fadiga, perda de olfato ou paladar e efeitos psicológicos são alguns deles. As informações são de um estudo preliminar realizado na Coreia do Sul e divulgado nesta terça-feira (29).

Em uma pesquisa on-line com 965 pacientes recuperados da infecção viral, 879 deles, o equivalente a 91,1%, responderam que estavam sofrendo pelo menos um efeito da doença, afirmou Kwon Jun-wook, autoridade da Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia (KDCA).

A fadiga foi o sintoma mais comum, registrado em 26,2% dos participantes da pesquisa, seguido pela dificuldade de concentração, que se manifestou em 24,6% das pessoas. Outras reações incluíram sintomas psicológicos ou mentais e de perda do paladar ou olfato.

O pesquisador Kim Shin-woo, professor de Medicina Interna da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook, em Daegu, buscou relatos de 5.762 pacientes recuperados na Coreia do Sul. Ao todo, 16,7% deles participaram da pesquisa on-line. O pesquisador afirmou que publicará em breve o estudo com uma análise mais detalhada sobre o tema.

Durante entrevista coletiva, Kwon Jun-wook informou que a Coreia do Sul também está conduzindo para o próximo ano um estudo com cerca de 16 organizações médicas sobre complicações potenciais da doença por meio de uma análise detalhada envolvendo tomografias em pacientes recuperados.

Na segunda-feira (28), o país registrou 38 novas infecções, elevando a contagem nacional para 23.699 casos, e 407 mortes.

Na mesma data, o número de mortes globais pela Covid-19 chegou a 1 milhão, nove meses após a irrupção da doença na China. No total, o novo coronavírus infectou mais de 33,2 milhões de pessoas no mundo, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins (EUA).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em número de mortes e casos, com aproximadamente 205 mil óbitos. Em seguida está o Brasil, com cerca de 142 mil mortes, e depois Índia (95,5 mil), México (76,4 mil) e Reino Unido (42 mil).

O Globo

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Saúde

Covid-19: China diz que OMS aprovou uso emergencial de vacina

Foto: Wu Hong/EFE/EPA

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse à China que apoia e compreende que o país inicie a administração de vacinas contra coronavírus experimentais enquanto os testes clínicos ainda estão em andamento, disse uma autoridade de saúde chinesa nesta sexta-feira (25).

A China fez contato com a OMS no final de junho e lançou seu programa emergencial em julho, de acordo com Zheng Zhongwei, autoridade da Comissão Nacional de Saúde do país.

Centenas de milhares de trabalhadores essenciais e outros grupos limitados de pessoas que se considera correrem risco alto de infecção receberam a vacina, embora sua eficácia e segurança ainda não tenham sido plenamente estabelecidas, já que os testes clínicos de estágio avançado estão incompletos.

“No final de junho, o Conselho de Estado da China aprovou o plano de um programa de uso emergencial de vacina contra coronavírus”, disse Zheng em uma coletiva de imprensa.

“Após a aprovação, em 29 de junho, fizemos contato com os representantes relevantes do escritório da OMS na China e obtivemos apoio e compreensão da OMS”, disse.

O representante da OMS na China não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

A cientista-chefe da agência, Soumya Swaminathan, disse em Genebra neste mês que autoridades reguladoras nacionais podem aprovar o uso de produtos médicos em suas próprias jurisdições na situação atual de emergência, mas descreveu a medida como uma “solução temporária”.

A solução de longo prazo está na conclusão dos testes de estágio avançado, disse a autoridade da OMS.

Reuters

 

Opinião dos leitores

  1. A OMS é muito generosa com a China.

    E a "Ciência" onde é que fica nessa história macabra?

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Saúde

Com slogan “Tratamento Precoce é Vida”, Governo planeja ‘Dia D’ contra Covid em 03 de outubro com kit com hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco

Foto: Adriano Machado/Reuters

O Ministério da Saúde planeja um dia “Dia D” contra a Covid-19 para 3 de outubro. A informação foi divulgada pelo âncora Daniel Adjuto, da CNN, nesta sexta-feira (25).

As ações terão como slogan: “Tratamento precoce é vida”. Entre os eventos previstos, está um pronunciamento e live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em rede nacional, e-mail para todos os hospitais do SUS, campanha nas redes sociais e orientações pelo 136, o Disque Saúde.

A campanha de mobilização vai pedir que, já nos primeiros sintomas, as pessoas procurem um médico e solicite o tratamento precoce, que inclui os medicamentos do chamado “Kit Covid”, com hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco.

A estratégia do governo federal é convencer população, médicos e governantes a adotarem o tratamento precoce e uso do “kit covid”. A proposta da pasta chega às vésperas das eleições municipais e usa medicamentos sem comprovação científica.

Para conscientizar gestores, serão feitas palestras, lives, encontros e campanhas de mídia para enfraquecer o discurso “ideológico”, segundo a fonte que participa da organização do Dia D, que “atrapalha” a adesão à cloroquina.

Foto: CNN

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Esse tratamento precoce funciona ,experiência própria minha mãe (76 anos)
    No início levei ao médico que constatou suspeita fez exame do PCR e só receitou invermectina e dipirona se tivesse febre, o que eu fiz comprei por conta azytromicina , amoxicilina, HidroxoCloroquina, o resultado saiu 6 dias depois como positivo, graças a Deus no dia do resultado ela já não apresentava sintomas, só depois de ver o resultado que o médico receiitou azytromicina ,amoxicilina e um expectorante e mandou para casa.
    Enfim não acreditem em receita com um medicamento com dipirona, usem o kit de sobrevivência indicado, esperar o resultado para depois receitar o kit pode ser tarde demais.
    Esqueçam política e salvem suas vidas e das pessoas que amam.

  2. kkkkkkkkkkkkkkkk
    Tem que despachar essa hidroxicloroquina. Tá sobrando, ninguém está receitando e a conta vai chegar.
    Bora… bora… distribuir.

    1. Vai para o "MOBRAL" …
      Antes de criticar (negativamente), tente ler a matéria, compreendê-la, comente privadamente com colegas, então talvez você entenda que medicamento é diferente de vacina….
      E não passe vergonha nos comentários do Blog.

  3. Ja pensou se o ministro tivesse de receitar cada uma das receitas, passaria o resto da vida escrevendo provavelmente desenvolveria LER, acho que para ser Ministro da Saúde não é obrigatório ser médico não, se fosse assim para ser ministro dos transportes teria de ser engenheiro, do turismo, turismólogo, da educação., pedagogo, acho que para o ministro dos transportes teria de ser motorista de caminhão, do meio ambiente teria de comer capim, com todo respeito aos médicos, más no “resto” das profissões também tem muitas pessoas Capacitadas para gerenciar a máquina pública.

  4. Esse kit covid é indicado pelo ministro que não é médico? Não sabia que quem não tem CRM pode indicar remédio.Vivendo e aprendendo.

    1. O medico Antonio Palocci foi ministro da fazenda e o economists José Serra foi ministro da saúde premiado com a melhor campanha de tratamento da AIDS pela ONU . Vejam só que coisa. Mas aua miopia ideologica não enxerga isso

  5. Se a esquerdalha podre, junto com a mídia negra tivesse ajudado a absorver essa informação, não teríamos tantos mortos. Esses canalhas assassinos da esquerda, eram pra serem responsabilizados.

  6. Já existem várias estudos comprovando a eficácia desses medicamentos no início da doença, inclusive, estudos feitos na China.
    Quem discordar, não tome e, se possível, apresente uma alternativa melhor.

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Saúde

Rússia anuncia acordo para oferecer remédio contra Covid-19 ao Brasil

Foto: Ilustrativa/Folha Vitória

O fundo soberano da Rússia e a farmacêutica russa ChemRar anunciaram nesta quinta (24) um acordo para fornecer a 17 países, inclusive o Brasil, um antiviral contra a Covid-19.

Segundo o fundo, que bancou também a criação da vacina Sputnik V, o Avivafir está sendo negociado com um laboratório privado brasileiro, que não teve o nome divulgado. Para ser usado, ele precisa ser aprovado pela Anvisa.

A droga em questão é o Avifavir, nome comercial do favipiravir, composto que é usado desde 2014 no Japão contra a gripe chamado de Avigan.

Em abril, sua fabricante, a Fujifilm (a mesma do ramo fotográfico), começou testes clínicos de fase 3 para determinar se ele poderia ser eficaz no combate ao novo coronavírus. Seu princípio é o de inibir a enzima polimerase, que ajuda o patógeno a se reproduzir quando invade uma célula saudável.

A Rússia iniciou testes próprios com um genérico sob licença japonesa e, em junho, aprovou o uso emergencial de 60 mil doses do remédio em 74 de suas 85 regiões.

Como no caso da Sputnik, houve críticas à aprovação sem o fim dos testes clínicos. Segundo o Ministério da Saúde da Rússia, como o remédio não trazia riscos à saúde por já estar em uso, isso seria tolerável.

Segundo o órgão, 940 pacientes foram acompanhados. Neles, 30% tiveram o Sars-CoV-2 eliminado do corpo e o restante, reduziu seu tempo de tratamento de sintomas como pneumonia leve de quatro para dois dias.

Ainda assim, houve questionamentos na comunidade médica russa.

Nesta quarta (23), a Fujifilm divulgou os resultados de sua fase 3, apontando que o remédio de fato é eficaz para reduzir o tempo de tratamento em casos não graves da Covid-19. Agora, pretende iniciar o processo de aprovação do uso da droga no Japão, o que pretende concluir em outubro.

A ação do Avifavir é semelhante à da droga experimental remdesivir, cujos estoques mundiais foram virtualmente sequestrados pelo governo dos Estados Unidos, numa iniciativa condenada pela Organização Mundial da Saúde.

Os russos já haviam enviado a medicação para as ex-repúblicas soviéticas Belarus, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Turcomenistão. Além deles, na segunda (21), o governo da Bolívia anunciou a compra de 150 mil doses da droga.

Agora, o fundo soberano afirma que deverá fornecer o remédio, que custa cerca de três vezes menos que o Remdesivir, para Brasil, Argentina, Bulgária, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Kuwait, Paraguai, Panamá, Arábia Saudita, Sérvia, Eslováquia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.

“Quando nós registramos a primeira droga contra o coronavírus no mundo, houve ceticismo porque o Japão ainda não havia a registrado. Agora a eficácia está comprovada”, afirmou Kirill Dmitriev, presidente do fundo.

A estratégia de marketing dos russos na pandemia tem sido agressiva. Após uma atitude inicial negacionista do governo de Vladimir Putin, o país abraçou uma agenda de busca pela vacina e por drogas com velocidade criticada por médicos russos e estrangeiros.

No caso da Sputnik V, ela foi registrada em 11 de agosto para uso civil, a primeira do mundo. Na verdade, ela só tinha passado pelas fases 1 e 2 dos ensaios clínicos, indo para a fase 3 agora —Dmitriev diz que há mais de 50 mil voluntários inscritos para os testes.

Nenhum estudo científico havia sido publicado até o dia 4 de setembro. O texto aprovado pela prestigiosa revista britânica The Lancet apontava a eficácia do imunizante, mas ressaltava que faltava ainda a fase 3 para confirmá-lo.

Mesmo o estudo foi alvo de críticas de um grupo de cientistas, que questionou a duplicação de alguns resultados. Os russos responderam ao texto com um novo artigo na mesma revista.

Dmitriev disse à Folha, na semana retrasada, que as críticas são parte de um jogo político que une governos contrários ao Kremlin e as grandes farmacêuticas, que controlam 80% do mercado mundial.

Seja como for, há um padrão de anúncios que se antecipam a resultdos clínicos. Para Dmitriev, isso é justificável dada a emergência da pandemia e pelo fato de a Rússia usar como base medicamentos que já estavam em uso —o favipiravir no caso da droga e o vetor adenoviral humano, no caso da Sputnik.

Ainda assim, há uma certa opacidade nas ações. Na entrevista à Folha, o presidente do fundo revelou que negociava a produção da Sputnik V com parceiros europeus e americanos, além de parcerias conhecidas como as com a Índia ou com os governos do Paraná e da Bahia.

Ele disse que anúncios deveriam ser feitos nas próximas duas semanas. Tal prazo acaba nesta sexta (25), e o fundo informou que as negociações continuam, mas não havia ainda acordos a serem revelados.

Folha de SP

 

Opinião dos leitores

  1. Como o Governo Federal não providenciou o antiviral dos EUA nem negociou com Trump, só sobra o “resto” pra população brasileira…

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