Corrupção, crise e populismo: esquerda latino-americana enfrenta desafios para se manter no poder

3qyzg8sq9n_9qwf1v64zc_fileCúpula do Mercosul do final de 2015, contou com o novo presidente da Argentina, Mauricio Macri; O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não foi ao encontro no Paraguai. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ano de 2015 foi marcado por intensos acontecimentos ao redor do mundo. Na Europa, 1 milhão de refugiados cruzaram as fronteiras com o Oriente Médio, fugindo da guerra civil na Síria. Na China, os altos índices de poluição têm mudado a rotina de toda a população. Os ataques terroristas na França e a ascensão do Estado Islâmico nos países árabes deixaram o mundo em alerta. Mas aqui, na América do Sul, a questão que tomou conta de 2015 foi outra: os governos de esquerda estão perdendo força. Mas, por quê?

A alta popularidade dos governos da Argentina, Venezuela e Brasil, que caracterizou o início do século 21, passou a cair. No dia 22 de novembro, o ex-prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, venceu o candidato apoiado pela então presidente Cristina Kirchner nas eleições presidenciais argentinas. Macri faz parte do partido Proposta Republicana, de ideologia liberal-conservadora, contrariando a antiga preferência da sociedade que deu base para os doze anos de kirchnerismo — um governo “de esquerda”, que valorizava a intervenção do Estado na economia e os avanços sociais.

Foi também em 2015, mais especificamente em 6 de dezembro, que a oposição ao governo da Venezuela conquistou a maioria das vagas nas eleições legislativas para o Parlamento. Das 167 cadeiras disponíveis, 99 foram preenchidas por opositores de Nicolás Maduro, e apenas 46 por membros do governo — as 22 restantes ainda não foram definidas.

No Brasil, não é diferente. O ano foi marcado pelas intensas manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, herdeira do ex-presidente Lula — que governou com alto índice de aprovação durante boa parte dos seus dois mandatos. Além disso, a chapa da oposição foi eleita para compor uma comissão especial que vai analisar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

Será o fim da tendência esquerdista na América do Sul? A especialista em organizações internacionais Natália Fingermann acredita que não.

— Assim como houve uma tendência aos regimes de esquerda, durante o início do século 21, é possível que essa preferência por governos mais conservadores seja apenas uma tendência também, e não uma situação instaurada.

Segundo Natália, a crise econômica pela qual passa os três países em questão colocou à prova a confiança nos governos.

— É um movimento histórico. Sempre que há crise em um país, a sociedade busca refúgio no conservadorismo.

Para a especialista, o sucesso econômico que a princípio se deu com a instauração dos governos de esquerda foram muito impulsionados por fatores externos da época: a guerra no Iraque aumentou os preços do petróleo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) impulsionando a produção na Venezuela.

O crescimento da China e a necessidade do país por commodities, no início do século 21, fez com que o preço delas subisse muito, favorecendo o Brasil, que é forte produtor e exportador. A partir daí, o País passou a exportar commodities por um preço inferior ao ofertado pela China.

Natália ainda ressaltou que, hoje, a produção de xisto — uma alternativa ao petróleo —, nos Estados Unidos, fez com que a OPEP abaixasse o valor do produto para continuar na concorrência, prejudicando os negócios da Venezuela. Com a crise econômica que rege o mundo, a busca por commodities também diminuiu, uma vez que a demanda por produtos finais caiu bastante, interferindo nos negócios brasileiros.

O cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) Heni Ozi Cukier também relaciona a mudança na América do Sul à crise econômica. Contudo, ele acredita que o populismo — característico desses três governos — também chegou à exaustão.

— Populismo só funciona quando a economia vai bem. As políticas assistencialistas foram reduzidas com a crise, gerando descontentamento até mesmo dos principais apoiadores dos governos, que são as classes de baixa renda.

Para Cukier, o período de idolatria aos governos se desgastou com o tempo, ainda mais quando um dos países passou a ser dono da maior inflação do mundo — como é o caso da Venezuela — e os outros contam com índices absurdos e crescentes de desemprego.

A explosão dos escândalos de corrupção corre lado a lado com a má situação da economia, de acordo com o historiador Odilon Caldeira Neto. Para ele, o pouco controle e a maior liberdade dos governos de esquerda permitem uma maior transparência, fazendo com que casos como a corrupção na Petrobras, no Brasil, viesse à tona.

— No caso do Brasil, a população até aceitou o mensalão de 2005 porque os avanços sociais promovidos pelo governo Lula, como o extermínio da pobreza extrema, e as políticas assistencialistas contentavam as pessoas de menor renda. Além disso, a economia ia de vento em popa, o que agradava também aos mais ricos.

Legados

Iniciativas típicas da esquerda, as políticas assistencialistas e avanços nos direitos das minorias foram os principais legados desses governos. No Brasil, a miséria foi extinta; na Argentina, o casamento gay foi legalizado; na Venezuela, o governo de Hugo Chávez (que governou o país de 1999 a 2013, até sua morte) declarou guerra à discriminação de negros, índios, mulheres e pobres, dando lugar a todos eles no espectro político. As reformas na educação e na saúde também foram fatores importantes do governo chavista.

Agora, com a ascensão de um governo liberal-conservador na Argentina, uma possível eleição tucana em 2018, no Brasil e um avanço da direita na Venezuela, será possível saber se essas melhorias de cunho social realmente foram instauradas e concretizadas ou se vão retroceder. É devido a essa incerteza que Cukier afirma que ainda não se pode chamá-las de legado.

— Um legado é algo que se mantém vivo independentemente do que vier depois. Só saberemos disso quando acompanharmos a ascensão desses políticos mais conservadores na América do Sul. Se essas medidas permanecerem, teremos um legado da esquerda.

Influência no Brasil

O cientista político acredita ainda que o que está acontecendo na Venezuela e na Argentina pode sim ter um impacto no Brasil, principalmente na questão da opinião pública.

— Essa situação é similar à forma como ocorreu a Primavera Árabe. Algo se inicia em um país e quando você se dá conta, ele se expande a outros países. Os protestos que ocorreram no Brasil, contra o mundial de 2014, por exemplo, se deram devido à onda de manifestações que tomava conta do mundo.

Segundo Cukier, os brasileiros vão acompanhar as mudanças na Venezuela e na Argentina e chegarão à conclusão que o modelo de esquerda realmente se esgotou.

— Além disso, o baixíssimo índice de popularidade da Dilma não se compara com os índices de desaprovação de Kirchner e Maduro. O fim desses governos é uma tendência natural que vai reforçar a opinião pública, já manifestada nas ruas.

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. IB disse:

    Macri foi eleito com uma margem muito pequena, assim como Dilma aqui no Brasil. E já no ínicio do seu mandato se encontra no meio de polêmicas e como a tentativa de impor membros da Suprema Corte por decreto e tentar revogar a lei dos meios (que quebrou monopolios midiaticos herdados pela ditadura militar na Argentina). Suas medidas ecônomicas já geram impacto as classes sociais mais abaixo da pirâmide social e isso para beneficios de curto prazo que se concentram aos grupos ligados ao mercado financeiro e especuladores. Seu governo é mais do que uma mudança na política regional, é um exemplo para as proximas eleições dos países da America do Sul; se fracassar (o que provavelmente irá!) dará mais força aos governos de esquerda no continente!

BOMBA: Eduardo Cunha cobrou R$ 52 milhões em propina

cunhaDois novos delatores confessaram à Procuradoria-Geral da República que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cobrava propina para liberar dinheiro do FI-FGTS para empresas e recebia os valores em contas até agora desconhecidas, na Suíça e em Israel, segundo documento obtido por ÉPOCA. No total, a PGR afirma que reuniu provas de R$ 52 milhões em propina, divididas em 36 prestações. A revelação foi feita na delação premiada de Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da empreiteira Carioca Engenharia.

Ao contrário dos outros casos da Lava Jato, a dupla afirma que a propina foi cobrada diretamente por Eduardo Cunha, sem intermediários, em encontros pessoais. Os delatores detalham até os centavos da propina paga para receber R$ 3,5 bilhões do Fundo de Investimento do FGTS, o FI-FGTS, para uma obra no Rio. Há mais: o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, também trocou mensagens diretas com Cunha, justamente para tratar da liberação de valores do FGTS.

As evidências foram levadas ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, relator da operação Lava Jato que autorizou dezenas de buscas na última terça-feira. Entre os alvos, está Fábio Cleto, indicado para cuidar das loterias e do FGTS para uma diretoria da Caixa Econômica Federal. Ele era indicado por Cunha e foi nomeado com o aval da presidente Dilma Rousseff – ele deixou o cargo na semana passada. “Seguindo no esquema ilícito, Eduardo Cunha se valia de sua influência sobre Fábio Cleto para aprovar a liberação dos investimentos do FI-FGTS e cobrava valores neste sentido dos empresários interessados”, diz a PGR. Em 2014, o FI-FGTS tinha R$ 31,9 bilhões em ativo total e tinha participação em 44 projetos, segundo o seu relatório de gestão.

A delação premiada da Carioca Engenharia inclui até uma tabela com os valores das propinas. “Eduardo Cunha deu uma conta de um banco chamado ISRAEL DISCOUNT BANK para fazer a transferência de parte dos valores. O depoente preparou uma tabela, com data, conta de onde saiu e do destinatário dos valores, no montante total de US$ 3.984.297,05”, diz o documento.

Ricardo Pernambuco é taxativo: “em relação a estas transferências tem absoluta certeza que foram destinadas para Eduardo Cunha”, diz o delator. Há outras provas. A secretária de Pernambuco tentou, em 16 de agosto de 2011, agendar uma reunião com Cunha e enviou e-mail ao deputado, perguntado qual seria a pauta. Cunha foi curto e grosso: “Ele está a par. Só avisar q sou eu!”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fernando disse:

    Parabéns pra esse que se diz cristão.

  2. Comedor de Coxinhas disse:

    Foi esse corrupto q o PSDB/DEMO colocaram na presidência da Câmara pra derrubar Dilma.

  3. caio fabio disse:

    Esse é cara da Assembleia de Deuse

  4. ELTON disse:

    ALEM DE SER O MAIOR DEMAGOGO CARA DE PAU QUE JA PASSOU PELO PLANALTO

  5. ELTON disse:

    EDUARDO CUNHA ROUBOU E CONTINUA ROUBANDO, MAS MAIS DO QUE O LULA NÃO. O TAL LULA….O QUE TEM A CARA DE NORDESTINO BEBEDOR DE CACHAÇA, É O MAIOR LADRÃO DESSE PROCESSO TODO.

Agripino é rápido e já solta nota de esclarecimento sobre acusações de receber propina da obra da Arena das Dunas

O senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, que pode ser alvo de investigação por supostamente ter recebido propina da OAS para construção da Arena das Dunas foi rápido no gatilho. Ele já emitiu uma se defendendo, alegando que a acusação é “absurda, inverídica e descabida” e que estará pronto para prestar esclarecimentos.

Confira nota na íntegra:

“NOTA

Apesar de considerar a acusação absurda, inverídica e descabida, me colocarei à disposição do Judiciário para os esclarecimentos que se vierem a fazer necessários.

Senador José Agripino Maia”

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rômulo disse:

    Será que ele vai adotar o discurso de Eduardo Cunha e dizer que sua acusação é uma "trama palaciana" para lhe derrubar? Fiquei curioso em saber de quanto foi a propina…

  2. medeiros disse:

    Em alguns momentos discordo com o nobre blogueiro, porém nesse caso do Zé ele está sendo imparcial, tenho que se justo, mais justo ainda seria ver Zé na cadeia…

  3. Junior pinheiro disse:

    E agora Jose???? será que a festa acabou!!!

  4. Alisson Almeida disse:

    Previsível que ele negasse. A pergunta é: o blog vai dispensar ao senador do DEM o mesmo tratamento que dá, por exemplo, aos petistas acusado de algum ato de corrupção? Porque, quando se trata de gente do PT, a simples acusação já se transforma em sentença de culpa.

  5. Augusto Faria disse:

    Quem tem telhado de vidro não deve jogar pedra no do vizinho, viu seu Zé?

  6. Flauberto Wagner disse:

    A nota é padrão e a desculpa é a mesma de sempre.

    Até tu Zé!!!

    O Rabo de palha vai pegar fogo…

VÍDEO: Inflação, desemprego, corrupção. 87% dos brasileiros concordam que vivemos uma crise econômica

Foi pensando em como se relacionar com consumidores durante a crise que, nos últimos meses, o IBOPE Inteligência realizou uma série de pesquisas com o objetivo de compreender em profundidade o contexto atual do país e seu impacto no comportamento e no consumo da população brasileira.

Isto É, via Ibope

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. DHYEGO PETTY disse:

    Vaga de emprego no RN
    http://www.empregodorn.com

  2. Laura disse:

    E a crise ética e moral???

  3. J.Ribeiro disse:

    Dilson Andrade seu comentário ficou melhor do que ao da reportagem, tendo em vista, que nunca ouvi e não vivi tanta banalização no seio do poder e da politica. Aonde chegamos! Tudo depende de decisão politica e hoje vivemos refém de tanta lei que só quem cumpre são os pobres e os trabalhadores.

  4. Dilson Andrade disse:

    Acho que a matéria ficou em meia informação, vivemos várias crises: Econômica, Política, Institucional, Moral e quem sabe jurídica depois das nomeações dos ex advogados do PT para o STF.
    Nosso momento histórico é muito pior que 31 de março de 1964.
    Hoje até os princípios basilares da sociedade brasileira estão sendo mudados e distorcidos.
    Vivemos a década da dissimulação, enrolação, falta de caráter, mentiras em nome do poder.
    O preço a ser pago começa a ser cobrado e povão que votou no PT vai pagar, primeiro com o desemprego, depois com o desespero de não ver futuro com a economia falida e o país improdutivo.
    Mais o que importa é o PT no poder.

Juiz acredita que financiamento privado de campanhas ajuda a corrupção

herval sampaioO juiz Herval Sampaio, que teve uma participação profunda nos processos eleitorais no Oeste nos últimos anos, criticou o financiamento privado de campanhas nas redes sociais.

Após o deputado federal Beto Rosado (PP) defender a doação de empresas para os partidos com o custear campanhas, alegando que os custos são altos, o juiz iniciou a discussão em torno do tema. Mesmo sem defender o financiamento público, Herval observou que as empresas que doam querem um retorno futuro.

“Com todo respeito, os que votaram favor desse sistema, nesse difícil momento país, de algum modo estão ajudando corrupção. E não estamos defendendo o financiamento público e mais defendemos o enxugamento total dos gastos eleitorais e acabar com a ditadura do poder econômico aonde os eleitos são aqueles que têm mais dinheiro e compram os votos. Na maioria dos casos,  querem retorno garantido através de contratos superfaturados auferindo lucros que o mercado não dá”, escreveu nas redes sociais.

Mesmo com todos os tuites sendo registrados e acompanhados pelos usuários do Twitter, Beto Rosado apagou praticamente tudo o que escreveu na discussão com o juiz.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junior pinheiro disse:

    CORRETO, CORRETISSIMO!!!!

  2. Luciano disse:

    Algum tucano consegue me explicar o pq do PSDB votar maciçamente a favor desse absurdo, financiamento empresarial de políticos?

Vaccari, Duque e outros 25 viram réus por corrupção, lavagem e formação de quadrilha

A Justiça Federal aceitou nesta segunda-feira a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e contra o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras, Renato de Souza Duque. Além dos dois, outras 25 pessoas também se tornaram réus diante da Justiça Federal sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O MPF apresentou a denúncia na última segunda-feira (16), dia em que a 10ª fase da Operação Lava-Jato foi deflagrada com o nome de “Que país é esse?”, frase atribuída a Duque, que reclamava das investigações envolvendo seu nome para o seu advogado. Nesta fase, o ex-diretor foi preso pela segunda vez. O pedido de prisão foi motivado por movimentações financeiras realizadas pelo ex-diretor em contas bancárias do exterior. Ele foi flagrado transferindo da Suíça para o Principado de Mônaco quantias superiores a 20 milhões de euros.

O doleiro Alberto Youssef, apontado como o líder do esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o engenheiro Pedro José Barusco Filho, que era gerente-executivo de Serviços e Engenharia e braço direito de Duque, também foram denunciados.

Nesta ação, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância, deixou de receber denúncia contra Youssef pelo crime de corrupção, pelo fato do doleiro já responder por este crime em outras ações penais.

De acordo com a denúncia, Vaccari participava de reuniões com Duque para tratar de pagamentos de propina, que eram pagas por meio de doações oficiais ao PT. Dessa maneira, os valores chegavam como doação lícita, mas eram oriundas de propina. O MPF aponta que foram 24 doações em 18 meses, no valor de R$ 4,2 milhões. O tesoureiro do PT indicava em que contas deveriam ser depositados os recursos de propina, segundo o MPF. “Vaccari tinha consciência de que os pagamentos eram feitos a título de propina”, afirmou o procurador do MPF Deltan Dallagnol.

Entre os denunciados e agora réus quinze são empreiteiros, cinco são operadores, quatro são ligados aos operadores, dois ex-diretores da Petrobras e um ex-gerente. A denúncia envolve desvios de recursos da Petrobras em quatro obras: Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria de Paulínia (Replan), Gasoduto Pilar/Ipojuca e Gasoduto Urucu Coari. As empresas responsáveis por estas obras são OAS, Mendes Júnior e Setal.

Os 27 réus são:

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JRibeiro disse:

    Gostaria de saber quando vai ser relatado o nome dos politicos envolvidos na operação LAVA A JATO? Alguém poderia dar essa informação, porque até o momento só se fala de pessoas comuns e nada de parlamentar listado por Janot.

    • O natalense disse:

      O amigo anda desinformado… kkkkkkkkkkkkkkkk
      A lista ja saiu faz teeempo!

Brasil cai três posições e fica em 72º em ranking mundial sobre corrupção

O Brasil aparece na 72ª colocação no ranking mundial de combate à corrupção que será divulgado hoje em Berlim pela ONG Transparência Internacional. O país caiu três posições em relação a 2012 e permanece no grupo de alerta, formado por nações que não conseguem diminuir a percepção de corrupção com os anos.

Numa escala de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito transparente), o Brasil atingiu 42 pontos, um a menos que 2012, e integra os dois terços entre os 177 países avaliados que não conseguem superar a faixa dos 50. O país empatou com São Tomé e Príncipe, Bósnia Herzegovina, Sérvia e África do Sul.

Na América Latina, está atrás de Chile, Uruguai, Costa Rica e Cuba, entre outros. Entretanto, ganha de Argentina, Venezuela, Paraguai, Bolívia e Equador. No mundo, perde para nações como Croácia, Malásia, Turquia e Gana.

Dinamarca e Nova Zelândia atingiram o melhor desempenho (91 pontos), seguidos por Finlândia, Suécia e Noruega. Empataram na última colocação Somália, Coreia do Norte e Afeganistão.

O ranking da Transparência Internacional é divulgado desde 1995 e e se baseia em dados levantados por 13 instituições internacionais, entre elas o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial, o banco africano de desenvolvimento e consultorias como a ISH Global Insight, que estuda 203 países do mundo.

São avaliados, por exemplo, acesso a informação pública, regras de comportamentos de servidores, prestação de contas dos recursos e a eficácia de órgãos.

O Brasil cai três posições no ano seguinte à aplicação da Lei da Ficha Limpa, da implementação da Lei de Acesso à Informação, e durante o período de prisão dos políticos envolvidos no mensalão.

Para Alejandro Salas, diretor de América Latina da Transparência Internacional, o resultado mostra que, apesar de alguns avanços, o Brasil caminha a passos lentos.

“No caso do Brasil, percebe-se que, mesmo sendo uma economia emergente, querendo se posicionar, isso não é suficiente. Os cidadãos, por exemplo, muitas vezes pedem o fim da corrupção, mas somos os primeiros a pagar um suborno”, disse à Folha.

Ele destaca que a punição dos envolvidos no mensalão é um passo importante, mas não significa que o desvio de dinheiro está no fim no país.

Salas ressalta ainda a estagnação dos demais países da América Latina, que não conseguem melhorar o desempenho no ranking.

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Folha

STF tem 834 ações contra políticos acusados de corrupção

A prisão de condenados do mensalão chama a atenção para outras 834 ações ou inquéritos contra políticos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Em 36% dos casos existem indícios fortes de crimes como lavagem de dinheiro, desvio de recursos, falsidade ideológica e até homicídio.

Desde a Constituição de 1988, quando passou a ser foro privilegiado de autoridades, o STF pôs na cadeia dois deputados com mandato – Natan Donadon, que era filiado ao PMDB de Rondônia, acusado de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa do Estado, e o deputado licenciado José Genoino (PT-SP).

Os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), que, como Genoino, foram condenados no escândalo do mensalão, aguardam em casa uma decisão do ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal e presidente do Supremo. Os mandados contra Costa Neto e Henry podem ser expedidos ainda nesta semana.

João Paulo Cunha (PT-SP), o quarto deputado federal condenado no mensalão, ainda terá um recurso analisado antes que sua pena seja executada.

Nos últimos anos, outros cinco deputados em atividade chegaram a receber a pena de prisão por cometerem irregularidades no exercício de cargos públicos, mas não há previsão a médio prazo de serem presos – ainda aguardam julgamento dos recursos. Ou, em boa parte dos casos, já tiveram as penas prescritas pela demora no julgamento das ações penais.

Um dos processos mais antigos contra políticos completa 29 anos. Desde 1984, o inquérito para investigar o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) por suposto desvio de recursos do Banpará passou por diversas instâncias da Justiça.

Há nove anos, o STF considerou que havia indícios suficientes para tornar Jader um réu, isto é, abrir uma ação penal. Na época, o inquérito contra ele estava perto de prescrever. A ação começou a correr, mas a defesa do senador conseguiu protelar uma decisão final sobre o caso. Jader ainda responde a dois inquéritos (investigação) e a outras cinco ações (acusação formal).

“Na minha opinião, os inquéritos e as ações não vão dar em nada”, afirma o advogado José Eduardo Alckmin, que defende o parlamentar. “As acusações não têm consistência. Há deduções absurdas, sem provas.”

No Senado, 28 parlamentares são investigados no Supremo. A lista inclui praticamente toda a Mesa Diretora da Casa.

Deputados

Um dos deputados com mais investigações no STF, Abelardo Camarinha (PSB-SP), três vezes prefeito de Marília, enfrenta quatro ações penais e sete inquéritos, a maioria por calúnia e injúria. No ano passado, ele foi condenado por uso indevido de dinheiro público durante mandato de prefeito. A pena de prisão de quatro meses foi substituída por multa de R$ 40 mil. Não precisou fazer o depósito porque a pena prescreveu. Ao contrário do que pregam muitos, Camarinha afirma que o foro privilegiado para parlamentares é um “engodo” e reclama que as autoridades não podem recorrer de decisões do STF. Por isso, diz preferir ser julgado pela primeira instância. “Se meus processos fossem para o Tribunal de Justiça, eu poderia recorrer ao STJ.”

Há dois anos, o Supremo condenou o deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) a três anos, um mês e dez dias de prisão por trocar cirurgias de laqueadura por votos, durante campanha a prefeito de Marabá (PA) em 2004. A execução da pena nunca saiu. O mesmo ocorreu com o ex-deputado José Fuscaldi Cesílio, o Tatico, do PTB de Goiás. Em 2010, ele foi condenado a sete anos de prisão por não fazer a contribuição previdenciária de funcionários do curtume da família. A defesa de Tatico entrou com embargo declaratório. Joaquim Barbosa chegou a pedir, neste ano, a prisão imediata de Tatico, que não está mais na Câmara, mas continua solto.

Em 2004, o ex-senador e hoje deputado Sebastião Rocha (PDT-AP) apareceu na TV algemado e escoltado por agentes da Polícia Federal. A Operação Pororoca apontou Rocha como participante de um esquema que teria desviado R$ 103 milhões de recursos federais no Amapá. Quando Rocha assumiu a cadeira na Câmara em 2009, o processo contra ele subiu para o STF. “Agora, no caso do mensalão, o PT reclama da exposição dos seus condenados. Mas foi o Márcio Thomaz Bastos, na época ministro da Justiça, que mandou a Polícia Federal me algemar. Foi o PT quem inventou essa história de algemas para expor as pessoas no Brasil.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Jornal A Tarde

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos Aurélio disse:

    Caro Bruno, tenho paciência histórica e desconfiança filosófica suficiente para tentar manter a sanidade num MUNDO completamente DOENTE, para onde quer que eu olhe. Quem precisa de tratamento é a HUMANIDADE em sua CONSCIÊNCIA alienada que ainda alimenta FANATISMOS e ILUSÕES, tipo o surgimento de SALVADORES DA PÁTRIA que surgirão fora deles, ao invés de olhar para dentro e ver que se a trans formação não acontecer dentro de si próprio, jamais acontecerá tampouco. A filtragem de matérias, a substituição das mesmas, a rolagem rápida com notícias "vazias', além da "omissão" de outras previamente selecionadas, assim como a filtragem ideológica de comentários; são técnicas amplamente disseminadas no meio jornalístico. Não seria novidade descobrir que vc também joga no time, embora de vez enquanto precisemos testar tais meios de comunicação para podermos decidir confiar neles e vc tem passado bem nos testes até o momento, ganhando a minha confiança e respeito aos poucos e a de muitos, embora tenha deixado um pouco descoberto no episódio das vaias a Governadora durante solenidade no Atheneu, o julgamento de Claudia Regina no TRE que tinha sido adiado para essa terça que passou ontem, entre outros casos (queda do teto da delegacia de Ceará Mirim, etc). Senhora Leila Dias, não sou petista e também ligado a nenhum partido. Se A SENHORA OU SENHORITA acompanhar o que tenho escrito, faço críticas a tudo e a todos livremente de acordo com minha interpretação e consciência. Críticas NO SENTIDO científico, filosófico e social. As personalidades das pessoas são apenas componentes de personagens que encarnam sentimentos, pensamentos, valores, atitudes, comportamento, qualidades e defeitos de âmbito coletivo que devem ser incentivados e/ou combatidos.
    Nesse sentido é que defendo a DEMOCRACIA, mesmo sabendo de seus muitos defeitos e mazelas decorrentes do seu mal uso, assim como da mesma forma me comporto a respeito da LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE IMPRENSA. Quando estamos criticando as atitudes inéditas (beirando a suspeição) do Ministro-Presidente Joaquim Barbosa, não quer dizer que apoiamos a corrupção ou mesmo que os mesmos não cometeram crimes seja de compra de votos ou de caixa dois. mas apenas que diante da quantidade absurda de processos e procedimentos acumulados como agora começa a vir a tona, esse processo e essa sentença teve um tratamento altamente diferenciado em todos os passos, níveis e continua a ter na sua execução. O que nos chama atenção pelo fato de que esse comportamento destoa do costume de maneira chocante e nada discreto ao mesmo tempo que ficamos sabendo das conversas do Barbosa com o Aécio nos meses que antecedem e permeia tal julgamento, sendo por ele convidado para ser candidato a Vice em sua chapa Tucana; que o filho do Joaquim Barbosa trabalha na Globo e que o Juiz que foi sumariamente substituto no casos da execução em Brasília é filho de um Deputado Tucano, cuja mãe faz campanha de maneira aberta no facebook pela candidatura do Ministro Presidente. De maneira que devemos perguntar se não é muita coincidência tudo isso e mais o conjunto de "erros" e destaques especiais observados até pelos grandes juristas doutrinadores na área penal do país, independente de suas pocisões ideológicas, colocando em risco a SEGURANÇA JURÍDICA em nosso ordenamento pátrio.
    Nesse sentido é que questionamos se o Brasil está mesmo mudando com a primeira condenação e execução de presos na alta esfera da política e economia ou se esse é apenas um caso isolado que serve a propósitos que só vamos vislumbrar com o registro das candidaturas na próxima eleição?
    Será que agora, aberto o gargalo, o Judiciário/STF-STJ passará a julgar os outros inúmeros casos, como vemos na matéria acima, da mesma forma, com a mesma velocidade, celeridade e rigor que esse, ou era apenas um julgamento direcionado de cunho Político eleitoral como está cada vez mais parecido?
    Só o tempo e as revelações de bastidores dirão!

  2. Francisco Xavier da Silva disse:

    Será que agora vai sair os daqui do RN? era um avançp para o Estado

Revista IstoÉ denuncia esquema corrupto em obras do metrô de SP

cms-image-000326591A revista IstoÉ vem, desde o último final de semana, trazendo reportagens que denunciam o governo paulista por corrupção. As irregularidades seriam nas obras do metrô da capital São Paulo, onde teriam sido desviados pelo menos R$ 425 milhões dos cofres públicos, segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público de São Paulo.

O esquema está sendo chamado de “propinoduto tucano” e vem acontecendo desde a gestão Mário Covas (PSDB), governador entre 1995 e 2001, segundo a revista. As denúncias são baseadas em depoimentos de um ex-funcionário da multinacional alemã Siemens, empresa que participou das obras e é ré confessa de um processo de formação de cartel.

Clique aqui e veja na íntegra a mais recente reportagem da revista.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano disse:

    Nossa esse mensalão coloca o do PT no chinelo….será q Reinaldo Azevedo comentará algo? E Miriam Leitão? Quem sabe o Merval Pereira? Ou até o Sardenberg….Mas acho que o sempre “limpo” Alexandre Garcia vai falar algo. E a Veja? Vamos esperar sentado pra nao cansar

  2. Pedro Paulo disse:

    Daniel, as irregularidades têm de ser apuradas, e não importa qual o partido que esteja envolvido.
    Interessante é a postura dos manifestantes paulistas. É como se a Saúde e a Segurança do RN estivessem um caos, mas o povo norte-rio-grandense fosse às ruas protestar contra Ricardo Coutinho, governador da Paraíba, por denúncias de suposta contratação de ambulâncias sem licitação. Não faz sentido.

  3. Rafael Vale disse:

    E nesse final de semana os paulistas foram as ruas contra o governador do Rio de Janeiro, muito estranho!

    Enquanto uma denúncia gravíssima contra o governo do PSDB estoura, os paulistas se mobilizaram contra o governador do RJ.

    Está começando a ficar evidente que essas manifestações estão sendo manipuladas nas redes sociais.

  4. Daniel disse:

    A reportagem ta sendo paga pelo PT? Kkk

Mensalão: STF começa a julgar pagamento de propina a partir de segunda

O julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, chega ao ponto crucial nesta segunda-feira (17). Depois de 23 sessões com dedicação exclusiva ao processo, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começarão a analisar se houve pagamento de propina a parlamentares da base aliada em troca de apoio ao governo, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de onde veio o termo “mensalão” usado pela imprensa.

A sessão começará com o voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, sobre o sexto capítulo da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Esta etapa trata dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro entre os partidos da base aliada do governo de 2003 a 2004.

Incluindo 23 dos 37 réus de todo o processo, esta é a maior fatia do julgamento. O relator já informou que deve demorar pelo menos uma sessão e meia para ler seu voto, e pediu sessão extra para que a Corte consiga terminar esta etapa em tempo razoável. Os ministros devem analisar a proposta no início da sessão desta segunda.

De acordo com a acusação, os petistas José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno “articularam ofereceram e, posteriormente, pagaram vultosas quantias a diversos parlamentares federais, principalmente os dirigentes partidários”, para conseguir apoio político para votar as projetos de interesse do governo, em especial, as reformas tributária e da Previdência em 2003.

O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira também era citado como articulador do esquema, mas deixou de integrar a ação penal quando fechou acordo com o MPF. O réu Carlos Alberto Quaglia, sócio da empresa Natimar, figurava nesta etapa do processo, mas seu caso foi mandado para a primeira instância devido a falhas processuais. José Janene, político do PP também denunciado nesta fase, morreu em 2010.

Segundo a denúncia, foram distribuídos R$ 4,1 milhões ao PP, R$ 10,8 milhões ao PL (atual PR), R$ 5,5 milhões ao PTB e R$ 200 mil ao PMDB. O MPF informa que o repasse das verbas era feito de diversas formas: por saques dos próprios parlamentares ou seus assessores no Banco Rural, com a ajuda de integrantes do grupo de Marcos Valério, ou por meio de empresas usadas para lavar o dinheiro.

Vários réus confirmam ter recebido dinheiro do esquema de Marcos Valério, porém em menor quantidade que o apontado pela denúncia. A principal linha de defesa é que o dinheiro se destinou a pagar gastos de campanha após acordos políticos fechados com o PT. Os assessores usados nas operações alegam que não sabiam do esquema criminoso.

Dos 23 réus desta etapa, pelo menos dois devem ser absolvidos. O MPF já pediu a absolvição de Antônio Lamas, ligado ao PL, por falta de provas. No julgamento do capítulo anterior, a maioria dos ministros aderiu à tese de que Geiza Dias, ex-gerente financeira da empresa de Marcos Valério, não podia ser condenada porque não sabia que estava cometendo crime ao fazer repasses do esquema.

 

Confira os réus que serão julgados nesta etapa e os crimes aos quais respondem no Capítulo 6:

 

1) José Dirceu – corrupção ativa

2) José Genoíno – corrupção ativa

3) Delúbio Soares – corrupção ativa

4) Marcos Valério – corrupção ativa

5) Ramon Hollerbach – corrupção ativa

6) Cristiano Paz – corrupção ativa

7) Rogério Tolentino – corrupção ativa

8) Simone Vascolcelos – corrupção ativa

9) Geiza Dias – corrupção ativa

10) Anderson Adauto – corrupção ativa

11) Pedro Corrêa – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

12) Pedro Henry – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

13) João Cláudio Genu – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

14) Enivaldo Quadrado – lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

15) Breno Fischberg – lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

16) Valdemar Costa Neto – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

17) Jacinto Lamas – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

18) Antônio Lamas – lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

19) Bispo Rodrigues – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

20) Roberto Jefferson – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

21)Emerson Palmieri – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

22) Romeu Queiroz – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

23) José Rodrigues Borba – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Fonte: Agência Brasil

Manifestantes realizam protesto contra a corrupção na Av. Engº Roberto Freire

Aproximadamente  300 pessoas participam de uma marcha contra a corrupção  na avenida Engº Roberto Freire, zona sul de Natal. O  trânsito  está lento no local. A movimentação faz parte do Dia do Basta, uma manifestação que acontece simultaneamente em todo o país.

A passeata ocupa uma faixa de uma das vias da avenida e começou em frente ao restaurante Sal e Brasa em direção à rotatória da Via Costeira. Eles seguram faixas e cartazes, além de entoar palavras de ordem.

O protesto é pacífico, mas a polícia acompanha de perto para não haver incidentes.

Com informações do Via Certa Natal

 

 

 

 

Secretário investiga suposta rede de corrupção no sistema penitenciário do RN

O secretário Kércio Pinto, titular da pasta de Justiça e Cidadania (Sejuc), não gostou das notícias de uma possível rede de corrupção dentro do sistema penitenciário potiguar e já solicitou a abertura de um inquérito policial para investigar as denúncias.

A informação veio através de nota divulgada pela própria Sejuc. Confira nota na íntegra:

Nota à imprensa

O Secretário de Estado da Justiça e da Cidadania, Kércio Pinto, em decorrência das matérias veiculadas pela Tribuna do Norte (edição de 24/07) e Novo Jornal (edições de 23 e 24/07), versando sobre a existência de uma possível “REDE DE CORRUPÇÃO” no Sistema Penitenciário do Estado do Rio Grande do Norte – notadamente na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, expediu oficio ao Secretario de Segurança e da Defesa Social solicitando a apuração dos fatos noticiados, através de Inquérito Policial.

Isto porque as matérias jornalísticas veiculadas contam, inclusive, com depoimentos de Agentes Penitenciários abordando, dentre outras coisas, fatos inquinados de ilícito penal. Tais fatos requerem imediata investigação para individualização e responsabilização dos seus autores.

Tais medidas deixam claro que esta Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (SEJUC) não compactua com desvios de conduta e nem se submeterá a desmandos de quaisquer ordem.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rodrigomuora disse:

    Amigo, conheço vc e toda sua família, vc tb me conhece,  depois falo com seu irmão e ele vai ti dizer quem sou eu, olhe leio todos os dias seu bog , uma coisa que tenho conhecimento é , como funciona o sistema da sejuc, tão feliz como em outras notas, vc pode ter certeza a sejuc é um câncer, a começar das compras, fornecedores, encargados das despensas,recebedores de mercadorias,  etc se a policia quiser ser federal vai pegar sim.  

“Ninguém tolera mais a corrupção”, disse a presidente do TSE em Natal

 

Em reunião ocorrida na manhã de hoje, no Plenário do prédio-sede do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, falou aos membros da Corte Eleitoral potiguar, juízes eleitorais, chefes de cartório e servidores acerca das Eleições 2012.

Durante o encontro, a ministra Cármen Lúcia falou sobre a importância do processo eleitoral frente à democracia brasileira. Para ela, essas eleições serão um desafio para a Justiça Eleitoral, que deverá aplicar, pela primeira vez, a Lei da Ficha Limpa. “Ninguém tolera mais a corrupção. Temos que fazer cumprir essa lei”, disse.

A ministra garantiu que os juízes eleitorais terão segurança para trabalhar com tranquilidade, além de assegurar o apoio do TSE em todo o processo eleitoral. “Me coloco a disposição de qualquer juiz a qualquer momento para que se cumpram as demandas, vamos analisar as singularidades de cada um, a fim de garantir a democracia e o direito do cidadão”, pontuou a presidente.

Cármen Lúcia pediu ainda o apoio de todos os servidores que fazem a Justiça Eleitoral potiguar, que considera de alto grau de capacitação. Em suas palavras, “a democracia brasileira passa pelo povo brasileiro, mas somos privilegiados por fazer garantir esse direito”.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRE-RN

Igreja Católica cobra do Congresso e STF punição aos corruptos

A Igreja Católica levanta a bandeira de combate à corrupção, tendo na punibilidade um fator corretivo e preventivo. Por isso,  o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cobrou do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), providências para punição de corruptos. Por meio nota oficial, os integrantes do colegiado, considerando as denúncias de desvio de recursos públicos, advertiram que a sociedade chega “a colocar em xeque a credibilidade das instituições”.

Os bispos cobraram aos deputados e senadores, na sexta-feira (22), resultado nas investigações em andamento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Os integrantes da CNBB manifestaram aos ministros do STF a expectativa de que avancem no julgamento dos 36 acusados pelo Ministério Público de participar de formação de quadrilha, prevaricação, peculato e lavagem de dinheiro no episódio do mensalão.

O processo em julgamento pelo STF  resulta dos trabalhos de investigação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquéritos) dos Correios, em 2006. De outro lado, a CPMI em curso no Congresso investiga a participação de políticos e agentes públicos e privados em um esquema de corrupção que seria comandado pelo empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

“Esperamos que a CPMI dê em alguma coisa. O Congresso Nacional deve representar nossa sociedade. Isso é fundamental para que o trabalho dos deputados e senadores não termine em pizza”, declarou o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis.

De acordo com o cronograma da Corte, está previsto para agosto o julgamento dos réus do mensalão no STF. “Se a Justiça não cumpre sua missão, isso servirá de estímulo para outros crimes”, disse o cardeal Raymundo Damasceno.

Aproveitando que 2012 é um ano eleitoral, a Conferência Nacional  vai estimular os padres a debaterem com os fiéis o tema da ética pública, ensejando que os eleitores cobrem dos candidatos compromisso no cumprimento de projetos que melhorem a qualidade de vida nas comunidades e nos municípios. A orientação é que os párocos incentivem a comunidade a promover debates com a participação dos próprios candidatos.

O Conselho Permanente é o órgão de orientação e acompanhamento da atuação da CNBB e dos organismos a ela vinculados. Está abaixo da Assembléia Geral, órgão supremo da entidade, conforme o Artigo 27 do seu estatuto canônico.

Com informações da Agência Brasil

Sinal Fechado: Dois desembargadores podem estar na lista de favorecidos do esquema do Detran

O BG ainda não teve acesso a esse trecho do depoimento do empresário Alcides Fernandes Barbosa, mas a informação já está circulando na internet.

O lobista do esquema de fraudes e corrupção no processo de instalação do programa de inspeção veicular entre os anos de 2008 e 2010, através do Departamento de Trânsito (Detran), teria acusado os desembargadores Expedito Ferreira de Souza e Saraiva Sobrinho de também terem se beneficiado. Isso, com direito ao advogado George Olímpio (acusado de ser o mentor e principal beneficiário) pagar a festa da posse desse na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Confira a notícia que está publicada no Blog do Daniel Dantas:

Alcides Barbosa também relata que foi feito um acerto, já em 2011, com Érico Ferreira [então diretor do Detran] e seu pai, o desembargador Expedito Ferreira: cada um receberia, mensalmente, R$ 50 mil em dinheiro vivo, a partir do momento em que Érico assumiu a diretoria-geral do Detran até o dia da Operação Sinal Fechado.

Para garantir o cartório, que rendia R$ 700 mil, a organização repassou R$ 1 milhão de Mou [Édson César da Silva, da Inspetrans] para o ex-governador Iberê Ferreira.  Uma parte desse dinheiro ficou com Luiz Carlos Chop.  Além de Iberê, seu filho Joca também tinha uma participação nos cartórios e na inspeção.
Segundo Alcides Barbosa, já no governo Rosalba, Paulo de Tarso Fernandes trabalhava pela manutenção da inspeção, mas substituindo Marcus Vinícius por Rosseaux Rocha, identificado como testa-de-ferro de Iberê Ferreira e seu filho Joca.  Alcides dá a entender que Paulo de Tarso sabia perfeitamente as cirscuntâncias, criminosas até, do Consório.  Citar Paulo de Tarso seria o mesmo que citar Robinson Farias?
O depoimento de Alcides Barbosa também envolve outros desembargadores, além de Expedito Ferreira.  Segundo ele, o que João Faustino mandava, Saraiva Sobrinho fazia – o filho de João, e também réu, Edson Faustino, era assessor de Saraiva. O grupo também foi conversar com o desembargador Osvaldo Cruz na casa dele – a quem George Olímpio já havia dado R$ 100 mil em favor dos negócios dos cartórios.   Além disso, George pagou a festa da posse de Saraiva na presidência do TRE.
Meses atrás, publiquei que o desembargador Saraiva Sobrinho teria recebido vantagem indevida para transportar o processo da Inspeção Veicular para a Justiça Federal.  Alcides confirma que houve uma decisão favorável a isso no âmbito do Tribunal de Justiça.  Não sabia no entanto que fora pronunciada por Saraiva Sobrinho – em 19 de abril de 2011, Saraiva remeteu o instrumento recursal ao TRF da 5a Região.

FHC: O país cansou de corrpução

Na Presidência, Fernando Henrique Cardoso revelou-se um estraga-CPIs. Fora do Planalto, já se permite enxergar que, em certas ocasiões, algo precisa ser feito. Nem que seja uma pantomima.

“Acho que é bom, porque o país precisa muito passar a limpo as questões com serenidade. Nos cansamos de ver o grau de corrupção existente”, disse FHC sobre a CPI do Cachoeira. “Eu não estou criticando A, B ou C, porque infelizmente atinge a quase todos. Digo, não pessoas, mas partidos. Acho que o país cansou.”

Aditou: “Então, talvez seja o momento de o Congresso crescer, fazendo uma CPI que vá à raiz das questões. E que não seja somente para acusar sem base. Acho que o Congresso, em certos momentos, tem que fazer. Este é um dos momentos em que tem que fazer.”

De fato, o momento pede cara de nojo. De tempos em tempos, surge um personagem como esse Carlinhos Cachoeira para mostrar ao Brasil que, se os Poderes fossem feitos à base de honestidade, ia faltar material.

Fonte: Blog do Josias