Saúde

COVID-19: Estudo solicitado pela Cooperativa Médica do RN alerta que estado ainda está na fase 1 e projeta avanço da doença

Fotos: Reprodução/Coopmed-RN

Diante da diversidade de informações conflitantes que circulam nos mais diversos meios em virtude da pandemia que assola nossa sociedade, a Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed/RN) divulgou um estudo estatístico sobre o comportamento analítico do COVID-19 – em termos de aplicação matemática.

“O objetivo desse trabalho é analisar de forma simples e compreensível, o comportamento dinâmico da doença, informando os seus cooperados e a opinião pública, o que realmente acontece com a evolução em relação aos números disponíveis e as projeções que podem ser feitas, facilitando a adoção de medidas e dinamizando investimentos”, diz a Coopmed-RN.

Estudo disponível no fim deste post mostra, detalhadamente, o avanço da doença no estado e emite alerta para a classe médica, especialmente, nos meses de maio, junho e julho.

Clique aqui e faça o download completa do estudo para que todos possam compreender melhor a dinâmica da contaminação e a demonstração numérica efetiva.

Opinião dos leitores

  1. O estudo não mostrou a evolução de um importante indicador utilizado no resto do mundo: os casos ativos (são os casos confirmados, menos os recuperados, menos os óbitos). No RN, a SESAP atualizou a quantidade de recuperados apenas 3 vezes em mais de 30 dias. Isto prejudica o cálculo deste indicador. De toda forma, com os dados disponíveis, devemos estar perto do pico, ou quem sabe até tê-lo ultrapassado. Pena não conseguir colar figuras aqui…

    1. Bem observado . Mas acho que o pico ainda não foi atingido e como a população está relaxando deve ser notado na segunda semana de maio .

    2. O objetivo do estudo é fazer uma análise simples e possivel de ser compreendido por um profissional da área de saúde. Usamos apenas conceitos mais intuitivos, deixando de fora ferramentas mais complexas como equações diferenciais e as funções de Lyapunov para validar o estudo.

  2. Ou se monta uma infra estrutura para bater de frente o vírus, ou ficaremos empurrando este pico para o próximo ano.

    1. Quanto maior o isolamento, a tendência é também do pico ser adiado. Não é difícil compreender, basta se esforçar.

    2. Um dia ele chega mas aí será tarde muita gente já morreu por outros fatores

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Saúde

(VÍDEO) – Covid-19: Eficácia com anticoagulantes desenvolvido por médica brasileira ganha destaque internacional; 27 tratados e nenhum morto

O SBT mostrou em primeira mão, há duas semanas, o tratamento com anticoagulantes desenvolvido pela equipe comandada por Elnara Negri, pneumologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A doutora Elnara descobriu que o vírus provoca trombose nos pulmões observando a necropsia dos corpos daqueles que não resistiram. Ela, então, decidiu testar a medicação, que é indicada nesses casos, nos que ainda lutavam desesperadamente para viver. Dos 27 tratados, nenhum morreu. Dois ainda estão hospitalizados.

Com a publicação do artigo da doutora, médicos e hospitais do mundo todo passam a conhecer o protocolo e poderão usar a técnica em seus pacientes.

Todos os hospitais da rede municipal de São Paulo já estão usando os anticoagulantes, conforme a indicação clínica de cada paciente.

SBT

Opinião dos leitores

  1. Mais importante que a notícia em si é saber se já estão usando esse protocolo de tratamento aqui no RN. Estão? Cabem aos bons jornalistas investigarem e darem essa resposta.

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Diversos

Novo Decreto da Prefeitura do Natal prorroga medidas de proteção ao Covid-19; confira publicação do Diário Oficial do Município

Foto: Reprodução/DOM

O Diário Oficial do Município desta sexta-feira (24) publica novo decreto disciplinando o funcionamento do comércio.

O Decreto N.º 11.947, de 23 de abril de 2020, prorroga o anterior especificamente sobre o horário do funcionamento do transporte público da Capital, o funcionamento do comércio, serviços essenciais e feiras livres.

O novo Decreto faculta a abertura do comércio e serviços essenciais, durante o período de 24 a 30 de abril das 7h às 22h. Em relação às feiras livres, permanece o funcionamento de acordo com o Decreto nº 11.933 de 03 de abril de 2020, assim como o transporte público, que funcionará das 05h às 20h, sendo este, o último horário em que os ônibus sairão do terminal.

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Saúde

A aposta no remdesivir, antiviral com ótimos resultados contra a Covid-19

ESPERANÇA - Ampola do composto: rápida recuperação de doentes Ulrich Perrey/Pool/Reuters

Lá no outro mundo em que vivíamos, em fevereiro, quando a Covid-19 começava a se espalhar, ainda silenciosa e sorrateiramente, o consultor sênior da Organização Mundial da Saúde (OMS), o canadense Bruce Aylward, alocado na China, mal foi escutado ao chamar atenção para um composto químico desenvolvido em um laboratório da farmacêutica Gilead, em Foster City, na Califórnia, ao sul de São Francisco. “Há apenas uma droga com real eficácia contra a Covid-19”, disse Aylward. “É o remdesivir.” Criado em laboratório há exatos oito anos — o primeiro estudo foi publicado na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters em 15 de abril de 2012 —, o antiviral foi aplicado em dois outros momentos. Inicialmente, nas pesquisas em torno de um possível tratamento do surto de Mers, a síndrome respiratória por coronavírus, identificada na Arábia Saudita, naquele mesmo ano do primeiro registro científico do medicamento. E, depois, como terapia em casos africanos de ebola, na Guiné, Serra Leoa e Libéria, entre 2013 e 2016. Nos episódios da Mers, verificou-se em laboratório uma freada na multiplicação do vírus. Com o ebola, houve testes em humanos, mas os resultados foram decepcionantes.

A segunda vida do remdesivir, celebrada agora nos corredores da OMS, veio à luz de forma quase anedótica, bem ao modo de nosso tempo, o das redes sociais, da internet. No dia 16, o conteúdo de um vídeo sobre um estudo da Universidade de Chicago com 125 doentes (113 deles com infecções graves) foi vazado pela Stat News, uma influente publicação americana do setor de saúde. Nele, Kathleen Mullane, especialista em doenças infecciosas e líder dos ensaios clínicos, informava que, depois de iniciado o tratamento com o remdesivir, os pacientes tiveram a febre diminuída rapidamente e alguns saíram dos ventiladores no dia seguinte. “Mas a melhor notícia é que a maioria dos nossos voluntários se recuperou e apenas dois morreram”, ela afirmou. A resposta pôde ser rapidamente medida em dólares. Pouco mais de quinze minutos após a celebração de Kathleen, as ações da Gilead, a fabricante da droga, saltaram até 14% nas bolsas de Chicago e Nova York. O índice financeiro Stoxx 600, que reúne pequenas e médias empresas de países europeus, registrou ganhos de 2,9%. O FTSE, de Londres, subiu 3,2%. Deu-se alguma oscilação natural nos dias seguintes, mas a Gilead cresceu e apareceu — e, tudo indica, definitivamente.

As curvas ascendentes dos papéis foram o eco financeiro, medida de interesse global, atrelado a um par de ótimas notícias. Além dos dados vazados, outro trabalho, cujas conclusões foram publicadas na reputada revista científica The New England Journal of Medicine (NEJM), apontou boas respostas com o remdesivir. Um grupo de 53 pacientes afetados pela Covid-19 recebeu por via intravenosa 200 miligramas do antiviral e, na sequência, foi tratado ao longo de nove dias com 100 miligramas da substância. Depois de dezoito dias, 68% dos doentes apresentaram melhora na condição clínica — entre os trinta casos mais graves, controlados por meio de ventilação mecânica, na UTI, dezessete pacientes deixaram o quarto de tratamento intensivo. Do grupo inicial, sete pessoas morreram. Parece muito, mas o medicamento foi ministrado quando a situação já era desesperadora, e, mesmo assim, mais da metade se recuperou.

O renascimento do remdesivir, que anima os mercados e representa uma esperança, muito além de uma quimera, é a tradução de um dos movimentos mais fascinantes da aventura histórica da medicina, em especial da epidemiologia: substâncias originalmente desenvolvidas para determinada enfermidade são aplicadas, com sucesso, em outra. A trajetória mais espetacular foi de outro antiviral, a zidovudina, mais conhecida pela sigla AZT, que se mostraria eficaz no combate ao vírus HIV, da aids. Desenvolvida em 1964 como fármaco contra a leucemia, foi deixada de lado depois do desempenho ruim em testes com ratos. O criador da medicação, o americano Jerome Horwitz (1919-2012), guardou as anotações numa gaveta e disse a seus colegas da Wayne State University, em Detroit, uma frase que se tornaria célebre: “Desenvolvemos um conjunto muito interessante de compostos que aguardam a doença certa”. A partir da eclosão da aids, a inesperada e triste “doença certa”, o AZT voltou a entrar na engrenagem dos laboratórios. Foi patenteado pela farmacêutica Burroughs Wellcome (Horwitz nada recebeu) e, em 1987, quase 25 anos depois dos passos iniciais, acabou aprovado oficialmente pela rigorosa FDA, a agência de controle de saúde dos Estados Unidos. Em São Francisco, com o anúncio, foram organizados bailes de rua pela comunidade de homossexuais, então o grupo de risco mais atingido pela síndrome, para celebrar a boa-nova, o prólogo de um coquetel que salvaria vidas. A bioquímica Janet Rideout, agora com 81 anos, envolvida na descoberta da relação do AZT com o HIV, lembra-se daqueles dias como quem esteve na frente de batalha de uma guerra, e a metáfora ainda hoje é pertinente. “Trabalhávamos em altíssima velocidade”, recorda. “Havia muito nervosismo quando chegava a hora de administrar o medicamento aos pacientes pela primeira vez. Era assustador pensar que poderíamos prejudicar as pessoas que queríamos socorrer.”

A velocidade que se impunha é a mesma que se exige atualmente — e, tanto para o AZT quanto para o remdesivir, a corrida autorizou e autoriza a supressão de algumas etapas, como ocorre com a criação de uma vacina (veja a reportagem na pág. 54). O motivo é simples: não há tempo a perder. A conduta é atrelada a riscos. Os próprios cientistas da fabricante Gilead admitem algumas fragilidades, ainda, embora tenham a anuência das autoridades de saúde para seguir em frente. As investigações divulgadas na semana passada foram ancoradas em uma metodologia conhecida como “teste aberto”, em que médicos e pacientes sabiam que o remdesivir estava sendo ministrado — o padrão acatado hoje é o “duplo-cego”, em que ambas as partes trabalham com desconhecimento sobre o remédio oferecido. Evidências estatísticas realmente válidas virão de levantamentos mais amplos. Nesses ensaios, os doentes são divididos aleatoriamente em dois grupos — um recebe remdesivir e o outro, placebo.

Um estudo mais detalhado, dentro dos rigorosos moldes exigidos pela boa medicina, está sendo conduzido pela universidade americana de Nebraska. Iniciado em meados de fevereiro, terá os primeiros resultados concluídos em três semanas. Trata-se da pesquisa com o mais curto tempo para aprovação das autoridades do governo na história dos Estados Unidos. Financiada pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH) americanos, ela investiga a ação do remdesivir em 500 infectados de setenta instituições de saúde de diversos países, acometidos pela doença, em estado clínico de média e alta gravidade. “Estou esperançoso, mas o ímpeto para a descoberta da bala de prata não pode comprometer a ciência séria”, disse a VEJA o infectologista e intensivista brasileiro André Kalil, um dos coordenadores do trabalho de Nebraska.

Na terça-feira 21, autoridades dos NIH informaram, claramente, a inexistência de remédios já aprovados para o controle da Covid-19 — mas puseram o remdesivir no grupo de substâncias que aguardam “dados definitivos de ensaios clínicos para identificar tratamentos ideais”. Faz parte do pacote outro antiviral, a famosa cloroquina, a droga da ideologia, desenhada originalmente contra malária, lúpus e artrite reumatoide. Cabe aqui fazer uma pergunta que não quer calar: por que, afinal de contas, apostar no remdesivir e não na cloroquina? “Os primeiros relatos que indicam a eficácia da cloroquina, um antiviral e anti-inflamatório disponível no mercado e barato, contra uma epidemia desconhecida nos entusiasmaram”, afirma a pesquisadora da molécula Ludhmila Hajjar, intensivista do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. “Mas o tempo tem mostrado que os resultados não representaram melhora real para os doentes.” Entre os problemas estão efeitos colaterais drásticos, como arritmia e defeitos visuais. Há relatos de mortes em decorrência das aplicações. São obstáculos que não foram identificados na trajetória do remdesivir com a Mers e o ebola, apesar da insuficiência de certezas. Ressalte-se, ainda, que o remdesivir atua de modo muito mais direto no controle da circulação do coronavírus no organismo (veja o quadro na pág. 50).

Não seria exagero dizer, portanto, que estamos hoje, com três décadas de avanços em tecnologia e ciência, em momento semelhante ao da véspera do bater de tambores com o AZT — talvez seja cedo ainda, talvez haja demasiado e humano otimismo, mas dados os investimentos em jogo (só nos Estados Unidos, despendem-se 8 bilhões de dólares, o equivalente a 44 bilhões de reais, em pesquisas com o remdesivir e similares) e o empenho da OMS, além da iniciativa privada, há uma avenida aberta, como a de uma cidade em isolamento. A disputa, paralela e positiva, é outra — o que virá antes, um medicamento poderoso, sem falsas promessas, como pode ser o remdesivir, associado a mecanismos de fortalecimento do sistema imunológico (veja o quadro na pág. 52), ou a vacina. É uma luminosa luta pela vida.

Veja

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Saúde

Mapeamento analisa percepção de natalense sobre a Covid-19

Foto: 4X-image/istock 

O Grupo Georisco, do Núcleo de Pesquisa sobre Desastres (NUPED/UFRN), divulgou os resultados preliminares da Pesquisa Participativa para o Mapeamento da Covid-19 na Região Metropolitana de Natal, que busca mapear os casos suspeitos e confirmados da COVID-19 a partir da percepção da população. Foram aplicados 3.966 questionários no período de 15 a 19 de abril.

A pesquisa constou de perguntas como: você conhece alguém que contraiu a Covid-19? Você conhece alguém que faleceu por conta da Covid-19? Há casos confirmados de Covid-19 na sua casa? Entre outras. As respostas dos entrevistados identificaram 38 casos confirmados da doença, concentrados especialmente nos bairros da Zona Sul.

A pesquisa também analisou a dimensão de subnotificação da doença que poderia chegar a 1.390 casos, além de 140 suspeitos. Os números revelam ainda que 823 pessoas teriam ido ao hospital com sintomas relacionados ao coronavírus, mas não foram testados, enquanto que 1.500 fizeram os testes para a doença. Outro número revelado pela pesquisa é que haveria 541 possíveis óbitos em Natal relacionados à Covid-19, também com maior concentração na área Sul.

O professor Lutiane Almeida, coordenador da pesquisa, explicou que a metodologia utilizada tem algumas limitações em relação à precisão das informações se comparada com os dados da Secretaria de Saúde de Natal. Porém, ressalta que essa metodologia tem grande potencial, pois é fácil e rápido de conseguir informações com as pessoas, ainda mais por causa da internet e das redes sociais. “Assim, a pesquisa tem um potencial enorme à medida em que há um grau elevado de subnotificação da Covid-19 na região metropolitana de Natal e no RN também”, lembrou.

A pesquisa conta ainda com a coordenação da professora Marysol Dantas de Medeiros e os pesquisadores Jhonathan Lima de Souza, Vinnícius Dionízio, a estudante Ana Clara Belchior e Francisca L. S. Oliveira.

UFRN

Opinião dos leitores

  1. hoje dei uma volta de carro depois de 2 semanas sem sair e passei em ponta negra… estava LOTADA, cheia de carros, surfistas, gente trabalhando. Então tem gente em casa fazendo sua parte enquanto tem gente tratando tudo isso como FÉRIAS!

  2. Só 540 mortos? Tipo 15x mais que o oficial? Çei! Eh por essas e outras que certos modelos matemáticos que estão usando não batem com a realidade…

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Saúde

São Paulo registra recorde de 211 mortes por coronavírus em 24h e total sobe para 1.345 no estado

Testes para Covid-19 em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

O estado de São Paulo registrou o recorde de 211 novas mortes por coronavírus em 24 horas nesta quinta-feira (23) e o número total subiu para 1.345 desde o início da pandemia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Também já são 16.740 casos confirmados da doença no estado.

Isso não significa, no entanto, que as mortes aconteceram necessariamente de um dia para o outro, já que os dados precisam ser incluídos em um sistema e há a liberação de resultados de testes que foram realizados anteriormente. Na quarta-feira (22), o Governo de São Paulo anunciou que zerou a fila de 17 mil amostras represadas e que o processamento deve acontecer agora em até 48 horas.

Segundo a secretaria, 256 municípios têm pelo menos um caso confirmado da doença e 114 cidades já registraram pelo menos uma morte. A maioria das mortes ainda se concentra na capital, com 912 registros. No entanto, o número de óbitos cresceu 21 vezes no interior, litoral e outras cidades da Grande São Paulo. Balanço desta quinta aponta 433 mortes nessas regiões. No dia 1º de abril, eram apenas 20 mortes fora da cidade de São Paulo.

Há um aumento expressivo nas internações por Covid-19, com 7.003 suspeitos e confirmados nos hospitais de São Paulo – 2.807 internados em UTI e 4.196 em enfermaria. Na quarta-feira (22), o número total de internados por suspeita ou confirmação era de 6.163.

A taxa geral de ocupação nas UTI de hospitais públicos e privados do estado é de 55,3% (4.342 leitos) e na enfermaria de 37,4% (8.960 leitos). Já na Grande São Paulo, a taxa de ocupação de UTI é de 74% (2.469 leitos) e de 57,8% nas enfermarias (4.479 leitos).

Vários hospitais de referência já estão com o sistema sobrecarregado. A taxa de ocupação das UTIs dos hospitais mais procurados na Região Metropolitana varia entre 96% no Instituto Emílio Ribas e 89% no Hospital Mário Covas de Santo André.

Com G1

Opinião dos leitores

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Saúde

Conselho Federal de Medicina libera uso de cloroquina para covid-19 em três situações

Foto: Divulgação

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Mauro Ribeiro, disse, nesta quinta-feira (23) no Palácio do Planalto, que não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19.

O CFM, no entanto, em função de estudos observacionais, libera o uso da cloroquina para tratamento da covid-19 em três casos, desde que haja consentimento do paciente e que médico alerte sobre a eficácia não comprovada e efeitos colaterais já observados do uso do remédio.

Ribeiro apresentou o posicionamento do conselho ao presidente Bolsonaro, ao ministro da Saúde, Nelson Teich e outros ministros palacianos.

“O posicionamento é que não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19. É uma droga amplamente usada para outras doenças há 70 anos, mas para covid não tem ensaio clínico prospectivo randomizado feito por pesquisadores e publicado em revistas importantes que aponte para benefício de uso da hidorxicloroquina para covid-19″.

Ribeiro citou estudos observacionais, de pouco valor científico, mas importantes usados para liberar o uso da hidroxicloroquina pelos os médicos brasileiros em 3 situações:

1) paciente crítico, internado em terapia intensiva já com lesão pulmonar estabelecida com reação inflamatória sistêmica. Todas as evidências são de que a hidroxicloroquina não tem nenhum tipo de ação nesse paciente, mas ela pode ser usada pelos médicos por uso compassivo, uso por
compaixão. Ou seja, o paciente está praticamente fora de possibilidade terapêutica e o médico com autorização dos familiares pode utilizar essa droga.

2) paciente chega com sintomas leves no hospital. Existe um momento de replicação viral e essa droga pode ser usada pelo médico desde que ele tenha o consentimento do paciente ou dos familiares, uma decisão compartilhada e o médico sendo obrigado a explicar para o paciente que não existe nenhuma evidência de benefício da droga e que a droga pode também ter efeitos colaterais importantes.

3) no início dos sintomas, sintomas leves tipos de uma gripe, no caso o médico pode utilizar também descartando a possibilidade que o paciente tenha influenza A ou influenza B que são as gripes normais, ou dengue ou H1N1 e também uma decisão compartilhada com o paciente, em que o médico explique pro
paciente que não existe nenhum benefício provado dessa droga pro uso na covid-19 e explicando também os riscos que a droga apresenta. Os riscos são baixos, mas eles existem.

O CFM ressaltou que não recomenda, apenas libera o uso da droga pelo médico em decisão compartilhada com o paciente.

“Essa doença é nova e diferente, colapsa o sistema de Saúde e de sistema econômico-financeiro e tem um custo social imenso, em função do isolamento. Aparentemente sem igual na história da humanidade. Mas somos guiados pela ciência e infelizmente até o momento não existe nenhuma droga com eficácia comprovada ao tratamento a essa doença”.

O CFM, no entanto, acredita que em poucos meses já haja estudo científico que comprove a eficácia de algum medicamento para tratamento da covid.19.

“Até o momento, na literatura mundial, não existe nenhuma droga que faça qualquer diferença no tratamento dessa doença. Logo nós teremos. Porque hoje existem mais de 500 ensaios clínicos no mundo sendo estudados por grandes cientistas e nós acreditamos que no prazo de talvez dois meses nós tenhamos alguma coisa mais palpável. Mas hoje, não existe esse tratamento”.

O CFM é uma autarquia federal de direito público que tem a competência legal de determinar o que é ou não tratamento experimental no Brasil.

R7

Opinião dos leitores

  1. Pronto, muito bem.
    Se nenhum medicamento ainda é comprovado cientificamente eficaz, toma quem quiser, divide a responsabilidade com o médico e está resolvido.

  2. Pessoal é bem simples, o médico vai informar, se vc não concordar não vai tomar, é uma decisão do paciente, só se vc quiser, simples assim, leiam: “ cloroquina para tratamento da covid-19 em três casos, desde que haja consentimento do paciente e que médico alerte sobre a eficácia não comprovada e efeitos colaterais já observados do uso do remédio“.

  3. É, parece que não se tem tempo pra fazer testes randomizados em massa, com duplo-cego e grupo de controle. O que se tem é já uma base de dados que mostra uma correlação entre o uso e a melhora. Se existe uma relação causal ainda vai demorar a se concluir. Teste randomizado é como pesquisa aleatória, pegando uma amostra representativa da população. Hoje só se testa quem vai em busca de tratamento. Não se testa o assintomático quem não foi atrás de um hospital. E ninguém nessa hora que se submeter a teste de duplo-cego.

    1. Não se testa o assintomático ou quem não foi atrás de um hospital. E ninguém nessa hora quer se submeter a teste de duplo-cego.

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Saúde

Governo do RN sobe em ranking de transparência relativo ao Covid-19

FOTOS: Elisa Elsie

O Governo do Estado tem avançado na prestação de informações exigida pelo Índice de Transparência da Covid19, organizado pela ONG Open Knowledge Brasil. Os dados apresentados colocam o Rio Grande do Norte na 5ª posição (classificação “BOM”) entre os 27 estados da Federação. O terceiro boletim foi divulgado nesta quinta-feira (23).

“Compartilhamos a metodologia e critérios utilizados para apuração do Indicador com servidores da comunicação e do setor de epidemiologia da Sesap. Queremos melhorar cada vez mais a transparência pública do RN. E, para além do acompanhamento que fazemos, a Sesap tem trabalhado para reforçar essa transparência. A Controladoria Geral do Estado tem como próximo passo ampliar as informações relacionadas ao combate ao covid 19 no Portal da Transparência do Governo”, adiantou a assistente de controle interno e gestora da Lei de Acesso à Informação da Control, Lenira Fonseca.

O Estado potiguar avançou 7 pontos (de 60 para 67) neste terceiro boletim semanal, em relação ao último. O motivo da evolução foi a publicação de informações sobre atendimentos e leitos exclusivos para tratamento do Covid-19. O Índice leva em conta, entre 13 critérios, a hospitalização dos pacientes confirmados, infraestrutura da saúde, ocupação de leitos, testes disponíveis e aplicados, planilhas analíticas, séries históricas e localização dos casos registrados.

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Judiciário

MPRN, MPF/RN e MPT/RN recomendam que prefeitos cumpram decretos estaduais sobre Covid-19

Foto: Ilustrativa

Recomendação conjunta foi assinada nesta quinta-feira (23). Gestores municipais devem se abster de praticar quaisquer atos que possam flexibilizar medidas restritivas estabelecidas pelo Governo do RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte (MPF/RN) e o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Norte (MPT/RN) recomendaram aos prefeitos de todos os municípios potiguares que cumpram os termos dos decretos estaduais que tratam da Covid-19. O documento foi assinado nesta quinta-feira (23) e já foi encaminhado a cada gestor municipal.

A recomendação é para que os prefeitos se abstenham de praticar quaisquer atos, inclusive edição de normas, que possam flexibilizar medidas restritivas estabelecidas pelo Governo Estadual. O documento prevê que fica ressalvada, na hipótese de necessidade local, devidamente justificada, a possibilidade de estabelecimento de medidas de prevenção de caráter mais restritivo.

Matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

Opinião dos leitores

  1. MP'S fazendo o que sabem melhor, atrapalhar, o próprio STF já decidiu, quem decide sobre comércio é os municípios, os MP'S deveriam abrir mão dos duodécimo, e ir trabalhar, função de MP é FISCALIZAR, não é Legislar !!

  2. Não entendo mais nada, governo federal determina uma coisa, a governadora descumpre, aí o município não tem o que discutir, tem que cumprir o que a governadora manda. Isso quer dizer que a presidência da república é só uma fachada, não serve pra nada. Os governos estaduais manda no federal e nos municípios. Tá um cabaré de mãe joana

  3. Se os Governadores não têm que cumprir o que recomenda o Presidente, pq os Prefeitos têm que cumprir o que recomenda os Governadores?

  4. Entao norma estadual prevalece sobre a municipal. E se Bolsonaro fizesse uma norma federal, prevaleceria sobre as normas estaduais?

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Diversos

Trump assina decreto que suspende imigração nos Estados Unidos durante a pandemia de Covid-19

Foto: Agência Reuters

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou nessa quarta-feira (22) decreto que suspende temporariamente a imigração para o país durante a pandemia do novo coronavírus.

“Isso garantirá que norte-americanos desempregados sejam os primeiros na fila para empregos conforme nossa economia abrir”, afirmou Trump na entrevista diária sobre o coronavírus.

Ele disse que assinou o decreto pouco antes da entrevista.

Isolamento

O presidente norte-americano afirmou que o país está começando uma reabertura segura dos negócios, mesmo que algumas autoridades de saúde tenham alertado que afrouxar as medidas de isolamento muito rapidamente poderia desencadear uma nova onda de casos de covid-19.

Um tuíte de Trump, no início da manhã, demonstrou apoio aos governadores de vários estados do Sul, que estão flexibilizando as diretrizes de distanciamento social, que fecharam negócios e confinaram os moradores em suas casas.

“Os estados estão voltando com segurança. Nosso país está começando a abrir para negócios novamente. Cuidados especiais são e sempre serão dados aos nossos amados idosos (exceto eu!)”, escreveu Trump, de 73 anos.

Um desses Estados é a Georgia, que deu sinal verde para a reabertura de academias, salões de beleza, boliches e estúdios de tatuagem a partir de amanhã (24), seguidos de cinemas e restaurantes na próxima semana.

Pesquisa de opinião realizada pela Reuters/Ipsos mostrou que a maioria dos norte-americanos acredita que as ordens de confinamento devem permanecer em vigor até que as autoridades de saúde pública determinem ser seguro suspendê-las, apesar dos danos à economia.

Balanço

As mortes por coronavírus nos Estados Unidos superaram ontem 47 mil, depois de subir em número quase recorde para um único dia na terça, segundo contagem da Reuters.

Um modelo da Universidade de Washington, frequentemente citado pela Casa Branca, projetou um total de quase 66 mil mortes por coronavírus nos EUA até 4 de agosto, uma revisão para cima de sua estimativa anterior, de 60 mil Nas previsões atuais, as mortes no país podem chegar a 50 mil no fim desta semana.

O estado de Nova York, epicentro do surto nos EUA, registrou 474 novas mortes nessa quarta-feira, o menor aumento desde 1º de abril. Alguns estados próximos, como Pensilvânia e New Jersey, tiveram número recorde de mortes em um dia na terça-feira.

Agência Brasil,com Reuters

Opinião dos leitores

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Diversos

Operações comerciais diárias caem 24,9% no RN depois da Covid-19

A chegada do novo coronavírus (Covid-19) provocou um impacto negativo nas atividades econômicas do Rio Grande do Norte. A média diária de transações de compra e venda de produtos registrou uma redução de 24,9% no estado. O volume movimentado diariamente também caiu, passando de R$ 310 milhões, média verificada no período anterior às medidas de restrição à circulação de pessoas, para R$ 210 milhões por dia, média registrada na segunda semana deste mês. Uma redução de 32,2%. Os números constam no Boletim Semanal de Atividade Econômica, elaborado pela Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN) e divulgado nesta quarta-feira (22).

O estudo se baseia nos documentos fiscais, sujeitos à aplicação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) emitidos entre os dias 06 de janeiro e 15 de março, e os compara com os das semanas subsequentes quando já estavam em vigência os decretos estaduais com foco na prevenção do coronovírus. O material completo está disponível para download no site da SET-RN (www.set.rn.gov.br).

“Esse informativo que será divulgado periodicamente permite que se monitore os indicadores de retração ou aquecimento da nossa economia, além de dar ainda mais transparência os números que a nossa equipe de auditores e técnicos processa diariamente para a sociedade. É um importante instrumento para medir a situação do estado diante desse cenário gerado pela pandemia”, reforça o secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier.

O boletim mostra que a emissão média de notas fiscais por dia saiu de mais de um milhão na segunda semana de janeiro para 719 mil no período de 6 a 12 deste mês. Comparando com a mesma semana de abril do ano passou, a quantidade de documentos emitidos por dia diminuiu 27,9%.

O informativo também demonstra na análise do nível de atividade dos principais setores que geram ICMS para o estado que a indústria de transformação foi o segmento mais atingido com a crise do novo coronavírus. A indústria potiguar retraiu pouco mais de 44% a média de atividade diária. Já o setor de combustíveis teve a segunda maior retração. As operações diárias caíram 29,4% quando comparadas à média diária antes da Covid-19. O varejo potiguar e comércio atacadista tiveram recuos de 26,5% e 8,11% nas atividades diárias respectivamente. Já a indústria extrativista apresentou uma baixa de 19,7%.

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Diversos

Isolamento social e medidas de higiene: Caern orienta combate à Covid 19 com uso racional da água

Foto: Caern/Assecom

O isolamento social e as medidas de higiene são fundamentais para a redução da curva de contágio da Covid 19. Neste momento, todas as famílias travam a batalha da limpeza para eliminar o inimigo invisível. A equipe da Gerência de Qualidade do Produto em Meio Ambiente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) orienta sobre como manter a higiene sem desperdiçar água.

Com a informação certa, as famílias se protegem e evitam o uso descontrolado da água. É uma tendência mundial que o consumo de água aumente durante a pandemia, pois as ações de limpeza são intensificadas. Daí a importância de adotar posturas corretas quanto ao uso da água.

De acordo com o gerente de Qualidade do Produto e Meio Ambiente, Francisco Canindé de Morais Filho, a água é fundamental para eliminarmos o vírus e por isso devemos pensar nela como nossa principal aliada. “Durante a realização de tarefas, devemos fazer o planejamento das ações e não usar a água de forma desordenada”, ressalta.

Francisco Canindé, que é engenheiro químico, coordena as equipes que realizam testes laboratoriais em todo o Estado para atestar a qualidade da água e realizam trabalho de educação ambiental. Uma das integrantes da equipe é a socióloga Marília Adelino, que relata que a Organização Mundial de Saúde já enfatizou a importância e a centralidade da lavagem frequente das mãos com água e sabão como sendo a principal medida de proteção contra a doença Covid-19.

“Mais uma vez, a água vem nos provar a sua importância e sua centralidade para a manutenção da vida no planeta, e por isso, precisamos usá-la de forma consciente, evitando desperdícios”, acrescenta Marília. Abaixo orientações para que possamos contribuir para a economia de água, preservando a nossa saúde. Assim como água e sabão são grandes aliados na lavagem da mão e do corpo, a água sanitária é aliada na limpeza de superfícies. Fique atento ao rótulo da água sanitária, pois ela deve ter a concentração de cloro ativo de 2% a 2,5%. Lembre-se também da importância da diluição do produto como medida protetiva contra as alergias. Na rua ou quando não puder lavar as mãos, use álcool gel 70.

Orientações

• Na lavagem das mãos: mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa as mãos. Esse processo de lavagem das mãos deve durar, em média, 20 segundos para garantir a eficiência da limpeza. Por isso a importância de fechar a torneira e evitar o desperdício de água;

• Na limpeza das pias, torneiras, maçanetas, chaves, interruptores, superfícies em geral: utilize uma solução antisséptica caseira composta por 25 ml de água sanitária diluída em um litro de água. Basta colocar em um recipiente com tampa ou borrifador e aplicar nas superfícies com um auxílio de um pano macio;

• Na limpeza das embalagens dos produtos comprados em supermercados: as embalagens podem ser lavadas com água e sabão ou pode ser utilizada a mesma solução citada anteriormente. Com o auxílio de um borrifador lance a solução das embalagens e após 20 segundos remova o produto com um pano macio;

• Na desinfecção de frutas e verduras: Antes de armazená-las na sua casa, lave as verduras com um sabão/detergente líquido neutro, enxugando-as e secando-as bem. Antes de consumir esses alimentos pode ser utilizada uma solução de sanitização composta por uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água.

• A higiene e desinfecção de frutas e verduras pode ser feita colocando-as em um recipiente com essa solução durante.10 minutos. Dessa forma, os alimentos estarão prontos para consumo, sem a necessidade do uso de água para a lavagem individual, a cada vez que forem consumidos;

• Na lavagem das roupas: ao chegar em casa, coloque as roupas usadas dentro de sacos plásticos e acondicione em cestos com tampa. Não misture as suas roupas utilizadas na rua com as dos outros membros da sua família. Realize a lavagem quando tiver uma quantidade suficiente para preencher a máquina. Isso ajudará a reduzir o consumo, sem comprometer a saúde da família. A lavagem individual de cada peça de roupa requer uma quantidade muito maior de água, elevando o consumo;

• Na limpeza de solas de sapato, pisos e áreas abertas: Uma solução composta por 50 ml de água sanitária diluída em um litro de água potável é suficiente para realizar a assepsia das solas dos calçados utilizados na rua, bem como para a desinfeção de áreas abertas.

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Judiciário

MP pede afastamento de prefeito no RN que contraiu Covid-19, mas não seguiu isolamento na notificação e esteve com 49 pessoas

O prefeito de Encanto, município do interior do RN, Atevaldo Nazário da Silva, é alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público pedindo afastamento do cargo público, por ter sido diagnosticado com o Covid-19, mas não ter seguido o isolamento social, mantendo atividades e encontros habituais.

A peça assinada pelo promotor Paulo Roberto de Freitas, aponta que o prefeito deveria ficar isolado por 14 dias após a suspeita de coronavirus, mas não completou o período e teve contato com 49 pessoas, o que poderia levar riscos a saúde pública do município.

Matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

Opinião dos leitores

  1. O irresponsável prefeito seguiu apenas o conselho do irresponsável presidente. Isso é apenas uma gripezinha.

  2. Se for aprovado, deve ser feito a mesma coisa com o presidente. O fato foi o mesmo. E não venham falar que o presidente não foi infectado. Se não tivesse sido, teria a ombridade de mostrar os resultados.

  3. Olhem ai o Genocida Mor fazendo escola, que se apure e que pague se tiver infectado alguem.

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Economia

Covid-19: Caixa e Sebrae oferecem crédito ao pequeno empresário

Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado

A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta segunda-feira (20), um convênio com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para oferecer crédito a micro e pequenas empresas e MEI (microempreendedores individuais). A medida será operacionalizada por meio do Fampe (Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas), do Sebrae, e que oferece as garantias complementares.

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a expectativa do banco é disponibilizar o montante de R$ 7,5 bilhões em crédito, valor que representa cerca de 1% da carteira do banco.

Guimarães disse, durante videoconferência com a participação do presidente da entidade, Carlos Melles, que o crédito vai atender a um dos segmentos mais afetados pela redução na atividade econômica com as medidas de isolamento social adotadas em razão da pandemia do novo coronavírus.

“Esta operação é extremamente importante porque oferece o crédito para uma parcela do segmento da economia que não tem tido a oportunidade dessa oferta ultimamente”, disse.

Segundo Guimarães, os empréstimos terão um período de carência que pode chegar a 12 meses e os prazos de pagamento podem variar de 24 a 36 meses. Guimarães disse ainda que as garantias complementares concedidas pelo Sebrae por meio do Fampe vão permitir ao banco a adoção de taxas 40% menores do que as praticadas pelo banco.

“A Caixa sempre foi um banco de apoio a esse segmento. Neste momento vamos acelerar o movimento que já existia [de oferta de crédito]. Temos um momento muito especial dado esse problema todo de saúde que faz com que haja um reforço muito grande da nossa estratégia”.

Oferta de crédito

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a oferta de crédito pode atingir 42 milhões de pessoas. As micro e pequenas empresas e MEI interessados no acesso aos recursos devem acessar o portal da Caixa para manifestar o interesse.

“Vamos fazer um credito assistido, que vai ser acompanhado administrativamente pelo Sebrae e pela Caixa Econômica”, disse Melles.

Serão disponibilizados até R$ 12,5 mil para os MEI, com carência de nove meses e taxas de juros de 1,59% ao mês, com prazo de dois anos para o pagamento. Já as micro empresas poderão requerer linhas de até R$ 75 mil. Nesse caso, a carência é de 12 meses, com prazo de amortização em até 30 meses, a taxas de 1,39%.

As empresas de pequeno porte poderão acessar até R$ 125 mil em crédito, também com carência de 12 mesese prazo de pagamento de até 36 meses a juros de 1,19%.

Melles disse que a expectativa inicial do Sebrae era de que o montante disponibilizado pela Caixa chegasse a R$ 12 bilhões. O presidente da Caixa disse que o banco até pode aumentar o volume de crédito, mas se houver muita demanda e as operações forem lucrativas para a Caixa.

“As operações só serão realizadas se for para a Caixa ganhar dinheiro. Nós não fazemos operação de subsídio para ninguém neste governo”, disse.

“Não há a mais leve possibilidade da Caixa realizar qualquer operação que não seja sustentável no longo prazo. Por causa disso, pode até chegar a R$ 12 bilhões, mas hoje a expectativa com as análises internas da Caixa são R$ 7,5 bi. É um dia após o outro”, afirmou.

R7, com Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. É imoral, indecente a caixa usando o FAMPE do Sebrae, ofertar uma taxa a 1,39 am para a micro empresa. Essa taxa estaria alta se vivêssemos em uma e economia em crescimento, imagine agora, onde as empresas estão vivenciando uma grave crise econômica. Cadê o banco central que não fiscaliza esses bancos que estão se aproveitando dessa crise?

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Saúde

Pandemia do novo coronavírus entra numa semana estratégica para contenção ou disseminação do contágio, alerta Sesap

Fotos: Demis Roussos

A pandemia do novo coronavírus entra numa semana estratégica para contenção ou disseminação do contágio. O alerta foi feito pelo secretário adjunto da Saúde Pública no RN, médico Petrônio Spinelli, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20) para atualizar o quadro de ocorrências.

“Esta semana é estratégica e exige reflexões. O Governo do RN continua em processo de expansão de leitos para assistência a casos críticos em todo o Estado. São leitos em Natal e Mossoró, e também em cada região. A ideia é que todas as regiões tenham pontos de estabilização incluindo respiradores, seja pontos públicos ou privados. Este esforço vem dando resultados sim”, afirmou.

O Rio Grande do Norte apresenta nesta segunda-feira (20) aumento do número de internados, mas uma percentagem de ocupação de leitos críticos (em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva) está estável (21%), devido ao aumento da oferta. Hoje há 91 pessoas internadas em leitos críticos e observação, 16 casos em UCI (Unidades de Cuidados Intermediários) confirmados e oito suspeitos, e 18 internados em leitos clínicos.

Os casos suspeitos são 2.785. Descartados 2541. Confirmados, em 46 cidades, 595 casos. São 161 pessoas recuperadas. Há notificações em 151 municípios. São 27 óbitos e sete em investigação.

“O diagnóstico de hoje é a fotografia do que aconteceu 10 ou 14 dias atrás. Nos últimos dias vimos um processo extremamente preocupante de aglomerações. E essas aglomerações de hoje terão repercussão nos próximos dias com possível aumento de casos. Não termos colapso no nosso sistema de saúde é resultante das ações normativas, dos decretos do Governo do RN tomou. E também da compreensão da sociedade que adere às medidas de proteção”, explicou Petrônio.

O secretário, entretanto, alertou: “precisamos entender que todas as medidas de mitigação foram fundamentais para o quadro atual. Mas, tudo isso pode ser neutralizado pelas aglomerações dos últimos dias. O Governo do RN tem como meta evitar mortes, salvar vidas, por isso toma medida baseadas no conhecimento científico que devem ser respeitadas. É preciso intensificar proteção aos idosos e generalizar o uso de máscaras. Isso é comprovado mundialmente”, afirma.

MUDANÇA NO PERFIL

A análise do perfil da contaminação, explicou Spinelli, mostra que nos estados em que o sistema de Saúde está em colapso, ou perto disso, como Amazonas, Ceará e São Paulo, apresentam mudança no perfil da pandemia. Antes a maior parte dos contaminados eram pessoas que viajaram. Hoje a contaminação é comunitária e chegou às periferias como está comprovado em São Paulo e aconteceu em Nova York. E está tem sido característica também no RN com a contaminação indo ao interior.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Me impressiona o grau de "deseducação" de alguns "brasileiros-patriotas". Parece até que a Covid-19 surgiu na semana passada e aqui no Brasil. Se fosse algo tão novo assim, comentários como os vistos aqui em em dezenas de outros locais, não me espantariam. Mas vimos o que ocorreu e está acontecendo na China, Itália, Espanha, Irã, Reino Unido, Estados Unidos (pásmen!). Temos FATOS e EXEMPLOS! Do que deu errado e do que deu minimamente certo para conter a pandemia. Mas a seita que segue o atual "presidente?" é de um grau de ignorância (nos sentidos de falta de conhecimento e brutalidade, afinal, tem um mito por exemplo) que me surpreende.

  2. Kkkkkkkk…….esse desgoverno e irresponsável e míope (sem desmerecer os últimos) muita farra, mentira, desmantelo, e desorganização. O secretário um abestalhado incompetente, uma governadora inábil e fraca.

  3. Toda semana é a semana estratégica, desde março que eles repetem a mesma conversa, estão mais perdidos que cego em tiroteio

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Diversos

Covid-19: Empresa laticínia do RN consegue liminar para suspender dívida bancária por seis meses

Foto: Reprodução

Uma empresa de laticínios potiguar, que gera mais de 150 empregos, conseguiu liminar na Justiça contra o banco Santander para repactuar os contratos de operação de crédito. A juíza Amanda Grace Dias deferiu a liminar para que o banco só faça cobrança seis meses após o fim da pandemia do coronavírus. A notícia é destaque no Justiça Potiguar. Clique aqui e confira texto completo.

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