Diversos

Home office bateu recorde no Brasil em 2018, diz IBGE

Foto: Economia G1

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2018, 3,8 milhões de brasileiros trabalhavam dentro de casa, o chamado home office. Trata-se do maior contingente de pessoas nesta condição de trabalho já registrado – resultado da alta informalidade no país, que encerrou o ano passado em 41,1%, e segue em patamares semelhantes em 2019.

De acordo com o IBGE, o home office correspondia a 5,2% do total de trabalhadores ocupados no pais, excluídos da conta os empregados no setor público e os trabalhadores domésticos. Na comparação com 2012, quando teve início a série histórica da pesquisa, esse contingente teve alta de 44,4%.

O home office, destacou o IBGE, teve queda de 2,1% entre 2012 e 2014, cresceu 7,3% em 2015, e voltou a ter queda de 2,2% em 2016. Já entre 2017 e 2018, cresceu em 21,1%.

Também bateram recordes, em 2018, os números de trabalhadores trabalhando em veículo automotor (3,5 milhões), em via pública (2,3 milhões) e em empreendimentos distintos daqueles para o qual a pessoa foi contratada (1 milhão). As altas destes contingentes, na comparação com 2012, foram de 35,21%, 25,9% e 49,78%, respectivamente.

De acordo com a gerente da pesquisa, Adriana Beringuy, esses números refletem o movimento observado nos últimos anos no mercado de trabalho, que diante do desemprego crescente, viu aumentar a informalidade.

“São os arranjos que as pessoas encontraram para se ocuparem no mercado de trabalho”, disse.

Outros locais

O IBGE enfatizou, que a maior parte dos trabalhadores do país atuam no próprio estabelecimento do contratante. Porém, esse número vem registrando queda desde 2014, quando teve início a crise no mercado de trabalho. Em 2012, eram 44,9 milhões nesta condição, número que cresceu em 3 milhões até 2014, uma alta de 6,5%. Desde então, ele foi reduzido em 3,4 milhões (-7,1%), chegando a 44,5 milhões.

Em contrapartida, o trabalho em local designado pelo empregador aumentou em 19,9% entre 2012 e 2018, passando de 8,3 milhões para 10 milhões. Já o trabalho em estabelecimento diferente do contratado, o que indica a terceirização de mão de obra, quase dobrou no mesmo período, passando de 687 mil para 1,029 milhão.

Já o trabalho em fazenda, sítio, granja ou chácara vem registrando queda constante. Segundo a gerente da pesquisa, essa tendência de redução é observada desde o início da série histórica. “Essa diminuição está ligada ao processo de êxodo rural e mecanização dos processos”, disse Adriana Beringuy.

Transporte por aplicativo

O trabalho em veículo automotor é aquele realizado por taxistas, motoristas e trocadores de ônibus, motoristas de caminhão, entre outros. Mas, a alta deste contingente, segundo o IBGE, está relacionado ao crescimento do transporte particular por aplicativo.

“As recentes altas podem estar relacionadas ao crescimento dos serviços de transportes de passageiros e de entregas por aplicativos de celular, refletindo as mudanças na economia atual”, destacou a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

Já o trabalho em via pública tem relação direta com o aumento de pessoas trabalhando por conta própria como ambulantes.

G1

 

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Política

Zenaide ajuda a derrubar o veto que prejudicava o “Minha Casa, Minha Vida”

Foto: Divulgação

Na última sessão do Congresso Nacional em 2019, nessa terça (17), a senadora Zenaide Maia (Pros – DF) defendeu a derrubada do veto ao PL 888/2019, que restabelecia o Regime Especial de Tributação (RET) para a incorporação de imóveis residenciais do Programa Minha Casa, Minha Vida.

“Um veto desses a gente só acredita porque está vendo! Temos que estimular o Minha Casa, Minha Vida. Porque, quando dizem aqui que ‘defendem a família’, quem defende a família defende um teto para essa família”, argumentou Zenaide, que orientou o voto da bancada de seu partido. O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto com o argumento de que não havia estimativa do impacto financeiro da retomada do RET.

O veto foi derrubado por 343 votos a 3, na Câmara; e por 63 votos a zero, no Senado. Zenaide ajuda a derrubar o veto que prejudicava o “Minha Casa, Minha Vida”

Na última sessão do Congresso Nacional em 2019, nesta terça (17/12), a senadora Zenaide Maia (Pros – DF) defendeu a derrubada do veto ao PL 888/2019, que restabelecia o Regime Especial de Tributação (RET) para a incorporação de imóveis residenciais do Programa Minha Casa, Minha Vida.

“Um veto desses a gente só acredita porque está vendo! Temos que estimular o Minha Casa, Minha Vida. Porque, quando dizem aqui que ‘defendem a família’, quem defende a família defende um teto para essa família”, argumentou Zenaide, que orientou o voto da bancada de seu partido. O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto com o argumento de que não havia estimativa do impacto financeiro da retomada do RET.

O veto foi derrubado por 343 votos a 3, na Câmara; e por 63 votos a zero, no Senado. Zenaide ajuda a derrubar o veto que prejudicava o “Minha Casa, Minha Vida”

Na última sessão do Congresso Nacional em 2019, nesta terça (17/12), a senadora Zenaide Maia (Pros – DF) defendeu a derrubada do veto ao PL 888/2019, que restabelecia o Regime Especial de Tributação (RET) para a incorporação de imóveis residenciais do Programa Minha Casa, Minha Vida.

“Um veto desses a gente só acredita porque está vendo! Temos que estimular o Minha Casa, Minha Vida. Porque, quando dizem aqui que ‘defendem a família’, quem defende a família defende um teto para essa família”, argumentou Zenaide, que orientou o voto da bancada de seu partido. O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto com o argumento de que não havia estimativa do impacto financeiro da retomada do RET.

O veto foi derrubado por 343 votos a 3, na Câmara; e por 63 votos a zero, no Senado.

Opinião dos leitores

  1. O que será que a senadora achou da reforma da previdência aqui no RN??
    Bico CALADO barulho só em Brasília contra Jair Bolsonaro.
    Esses políticos profissionais são, ou não são uma vergonha??
    Calado!!!!!!!!

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Diversos

Ibama rejeitou relatório contra navio grego suspeito de derramar óleo antes da operação da PF

Relatório da empresa Hex Tecnologias Geoespaciais que baseia investigação da Polícia Federal sobre origem de manchas de óleo — Foto: Reprodução

O relatório que embasou a Operação Mácula, da Polícia Federal, deflagrada em novembro contra navios suspeitos de derramar petróleo no litoral, já havia sido rejeitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O documento se baseava na localização de uma mancha, com aparência de óleo, e no rastreamento de navios que passaram por aquele ponto. Entretanto, para o Ibama, as provas eram frágeis.

O aspecto da mancha, a falta de dados como a localização, o satélite usado e a composição colorida para montar a imagem – elementos que trazem credibilidade a documentos técnicos como este – foram cruciais para que o estudo fosse rejeitado, disse em entrevista ao G1 Pedro Bignelli, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), ligado ao Ibama.

A mesma declaração foi dada a deputados nesta terça-feira (17), durante um depoimento a deputados na CPI do Óleo, que investiga o desastre ambiental na Câmara.

Estudo da HEX

Segundo Bignelli, a empresa HEX Tecnologia, responsável pelo relatório, havia feito um estudo em que apontava uma mancha com aparência de óleo ao lado da trajetória de navios.

Em outubro, os responsáveis pela HEX foram até o Ibama apresentar a descoberta. Como a empresa tem contrato de prestação de serviço com o Ibama, eles pediram que fosse emitida uma ordem de serviço para pagar o trabalho.

“Há uma cláusula no contrato que permite a eles fazerem isso, não é ilegal. Mas como envolvia uma quantia expressiva de dinheiro, e eu ao bater o olho vi ali problemas, remeti ao meu diretor a minha avaliação”, conta Bignelli.

“Expliquei para o meu diretor que eu não tinha sido convencido, pelo aspecto da mancha e pela falta de informação no relatório. Eu trato essas imagens [de satélite] há 25 anos, tenho dois doutores no assunto aqui que ajudaram a avaliar. Disse [ao diretor] que não arriscaria meu currículo naquele relatório, que não acreditava naquele documento” – Pedro Bignelli, coordenador-geral do Cenima

No dia seguinte, segundo Bignelli, a HEX Tecnologia foi à Polícia Federal apresentar o relatório, que foi aceito pela corporação e submetido à Superintendência do Rio Grande do Norte. Em 1º de novembro, a operação foi deflagrada.

“Após a operação eu tive acesso ao relatório completo e fiz o caminho inverso: fui buscar as imagens que eles haviam usado e comprovei que meu veredito estava certo. Não era óleo, era clorofila” – Bignelli

Novos estudos sobre a origem do óleo

Bignelli afirma que o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) está desenvolvendo um novo estudo para localizar a origem das manchas de óleo.

Já que as análises de pontos mais próximos à costa brasileira ainda não apontaram uma hipótese que explicasse o que causou o maior desastre do litoral do país, os pesquisadores do Inpe passaram a vasculhar regiões a Oeste, mais próximas à África, para ver se encontram possíveis derramamentos de óleo.

“O Inpe conseguiu colecionar uma série de gráficos de navios e imagens mais a Oeste, mais à África, e também dados meteorológicos”, diz Bignelli. “O problema é que em nenhum momento este óleo foi detectável [na superfície], então não sabemos o que houve no meio do caminho [entre o derramamento e o aparecimento no litoral]”, afirma.

Mais de 100 dias de registro de manchas

Mais de 100 dias após a primeira mancha surgir em agosto, na Paraíba, 966 pontos do litoral do Nordeste e estados do Sudeste já foram atingidos pelo óleo, segundo o mais recente balanço do Ibama.

Em algumas semanas, as manchas de óleo se espalharam pelos 9 estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e, em novembro, chegaram ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro.

Para Pedro Bignelli, será difícil encontrar uma explicação para o desastre. “Perdemos o timing”, afirmou ao G1.

“Perdemos o ‘timing’. Quanto mais passa o tempo, mais difícil encontrar a origem das manchas de óleo. Você perde as conexões, precisa mapear as correntes e, como espalhou demais, puxar o fio da meada é complicado” – Pedro Bignelli, coordenador-geral do Cenima.

Investigações

Mais de um mês após as manchas surgirem na Paraíba, o presidente Jair Bolsonaro determinou em 5 de outubro que fosse feita uma investigação para encontrar de onde vinha o petróleo. Ele deu o prazo de 48 horas para que fossem apresentados “os dados coletados e as providências adotadas”. Entretanto, as ações se concentravam em limpar as praias, já que a mancha não era visível na superfície do oceano.

Em 25 de outubro, a Petrobras informou que o óleo recolhido nas praias tinha características semelhantes àquele produzido na Venezuela.

Em 1º de novembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Mácula e apontou um navio grego como suspeito pelo derramamento: o petroleiro Bouboulina. Ele se tornou alvo da operação porque carregou 1 milhão de barris do petróleo tipo Merey 16 cru no Porto de José, na Venezuela, no dia 15 de julho, e zarpou no dia 18 com destino à Malásia, passando pelo Brasil em 28 de julho. Foi nesta data que a empresa HEX Tecnologias Espaciais disse ter encontrado manchas de óleo no oceano próximo à costa por onde passou o Bouboulina. O relatório foi base da operação da PF.

A empresa responsável pela embarcação no Brasil, a Delta Tankers, negou a suspeita e afirmou que “não há provas” de que o navio Bouboulina vazou petróleo na costa do Brasil. Dias depois a empresa foi notificada e, desde então, a Marinha não divulga novidades sobre a investigação.

No início de dezembro, o comandante de Operações Navais da Marinha, Leonardo Puntel, afirmou em audiência no Senado que não há provas que identifiquem o responsável pelo vazamento.

G1

 

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Geral

Entra em vigor lei em Natal que determina que couvert artístico em bares seja destinado exclusivamente aos músicos

Foto: Divulgação

O portal G1-RN destaca nesta quarta-feira(18) que a a Prefeitura do Natal aprovou nesta data uma lei complementar que determina que a cobrança de couvert artístico em bares, restaurantes, quiosques e lanchonetes de Natal seja destinada exclusivamente aos músicos.

A lei complementar nº 186/2019 publicada no Diário Oficial do município especifica que a cobrança poderá ser feita nos dias em que houver música ao vivo e que os estabelecimentos deverão afixar placas que informem o valor do couvert. A informação também deve ser divulgada nos cardápios, como determina o Inciso III do Artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Veja outros artigos em destaque em matéria na íntegra aqui.

Opinião dos leitores

  1. Outra coisa que merece atenção. os 10% de tacha de serviço não é repassado na integralidade para os garçõns. ele srecebem 2, 3, 4% e o resto fica pro dono do bar. tá errado. se a taxa é de serviço deve ser paga ao garçon e poderia ser como nos EUA que vc gradua a taxa "TIP" entre 8 e 18% . quem prestar melhor serviço ganha mais!

  2. A maioria dos bares, e quiosques estao cobrando muito caro, R$ 5,00 por pessoa, o que significa que cada mesa com 4 pessoas deixa um total se R$ 20,00, com certeza o cantor nao recebe este valor, parte fica para o dono do estabelecimento, quem vai fiscalizar?

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Diversos

Sindicatos perderam 1,5 milhão de associados em 2018, mostra IBGE

Foto: Fenasps

O ano de 2018 teve a mais intensa queda dos últimos seis anos no número de associados a sindicatos, mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, mesmo com o aumento de cerca de 1,3 milhão na população ocupada, os sindicatos perderam mais de 1,5 milhão de associados no ano passado.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) sobre mercado de trabalho, que teve informações adicionais divulgadas hoje (18). Segundo a PNAD, o percentual da população ocupada filiada a sindicatos vem caindo desde 2012, quando era de 16,1%, e teve sua queda mais intensa no ano de 2018, quando chegou a 12,5%. Nos seis anos analisados, os sindicatos perderam quase 2,9 milhões de associados, grupo que chegou ao total de 11,5 milhões em 2018.

Analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy diz que diferentes fatores vêm puxando essa queda. “Sabemos que essa população ocupada que cresce é muito calcada em trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada. Esses dois segmentos, tradicionalmente, não têm uma grande mobilização sindical”, afirma ela, que também identifica a reforma trabalhista, que passou a vigorar em novembro de 2017, como fator que pode ter contribuído para a redução do número de associados em 2018. Apesar disso, a pesquisadora pondera que não é possível especificar quantos pontos percentuais dessa queda podem ter relação com a mudança nas regras e quantos se devem à redução dos empregos com carteira assinada.

Os empregados do setor público têm a mais alta taxa de associação a sindicatos, com 25,7%, seguidos pelos trabalhadores do setor privado com carteira assinada, com 16%. Entre os trabalhadores domésticos, apenas 2,8% estão associados, e, entre os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, o percentual é de 4,5%. Os que atuam por conta própria também estão bem abaixo da média nacional de sindicalização, com 7,6%.

As regiões Norte e Centro-Oeste têm os menores percentuais de população ocupada sindicalizada, com 10,1% e 10,3%, respectivamente. As duas regiões tiveram as maiores quedas no contingente de sindicalizados em 2018, chegando a uma redução de 20% em relação a 2017.

Já o Nordeste tem o maior percentual do país, com 14,1% da população ocupada sindicalizada. Na região, estão os únicos estados em que houve aumento do contingente de sindicalizados em 2018: Pernambuco, Sergipe e Piauí.

Em relação a gênero, o IBGE mostra que a população ocupada masculina é mais sindicalizada que a feminina, com uma diferença de 12,6% para 12,3%. Somente no Nordeste as trabalhadoras são mais sindicalizadas que os homens, com 14,9% contra 13,5%.

A queda registrada em 2018 fez com que todas as atividades da economia atingissem o menor patamar de sindicalização da série histórica iniciada em 2012. Os setores em que a taxa de sindicalização é mais elevada são a administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, em que o percentual chega a 22%. Em segundo lugar vem o grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 19,1%. Na Indústria geral, o percentual é de 15,2%.

Depois dos serviços domésticos (2,8%), as menores taxas de sindicalização estão na construção (5,2%), outros serviços (5,3%) e alojamento e alimentação (5,7%).

A queda no número de associados também foi registrada entre todos os níveis de escolaridade. As taxas de população ocupada sindicalizada chegaram, em 2018, a 10,4% no Fundamental incompleto, 8,1% no Fundamental completo, 11,5% no Médio completo e 20,3% no Superior completo.

CNPJ

O IBGE também verificou que 19,4% das pessoas que trabalham por conta própria têm Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Esse percentual cresceu entre 2012 e 2018, quando chegou ao maior índice da série histórica, mesmo após pequena queda em 2017.

“Isso é importante para saber como estão se estruturando e qual é a viabilidade que eles têm de ter acesso a crédito e emitir nota fiscal”.

Entre os empregadores, a cobertura do CNPJ chegou a 82,5% em 2015 e vem caindo desde então, encerrando 2018 em 79,4%.

A Região Sul tem os maiores percentuais de CNPJ para esses dois grupos (com 28,8% e 87%), e a Região Norte, os menores (7,5% e 59,3%).

O crescimento do CNPJ entre os empregados por conta própria se dá com mais intensidade nos mesmos setores em que o número de empregadores mais cai: indústria, comércio e construção.

Local de trabalho

Outro movimento captado pela pesquisa é a queda na proporção da população ocupada no setor privado que trabalha em estabelecimentos dos próprios empreendimentos que a empregam, como lojas, fábricas e escritórios. Esse percentual vem caindo desde 2014 e chegou a 59,8% em 2018, o que está associado à redução do emprego com carteira assinada em setores como a indústria e a construção.

Já o pessoal ocupado em fazenda, sítio ou granja também está em queda, puxado pelos resultados do Nordeste, onde esse movimento é mais intenso. O percentual de trabalhadores do setor privado nesses locais chegou a 10,7% em 2018.

Por outro lado, crescem as fatias que trabalham em local designado pelo empregador, patrão ou freguês (13,5%), no domicílio de residência (5,2%), em veículo automotor (4,8%) e em via ou área pública (3,1%).

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Sindicato só luta por enteresse próprio esquece que eles sobreviver dos trabalhadores coisa que eles não honrram maís.

    1. Quem luta pelos direitos dos trabalhadores são os empresários.

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Polícia

Chácara com 33 pit bulls no interior de SP tinha esteira, anabolizantes, piscina e espaço para treinamento

Chácara em Itu tinha anabolizantes, esteira e rinha — Foto: Reprodução/TV TEM; Animal ferido encontrado em rinha de cães em Mairiporã — Foto 2: Marcelo Assunção/TV Globo

A chácara de onde foram resgatados 33 cachorros da raça pit bull em Itu (SP) tinha equipamentos e substâncias para o treinamento dos animais, segundo a polícia. A retirada dos cães por entidades, na região do Chácaras Reunidas Ipê, terminou depois de 17 horas de trabalho.

De acordo com a Polícia Civil, foram encontradas uma esteira adaptada, uma piscina vazia e um espaço onde seriam realizadas as rinhas, além de frascos de anabolizantes.

Participaram da força-tarefa voluntários e representantes de ONGs de várias cidades da região de Sorocaba (SP) e da Grande São Paulo.

De acordo com a polícia, foram encontrados indícios de que os cachorros eram alimentados com restos dos outros animais mortos que eram criados na propriedade, como bodes e gambás. Os animais silvestres também foram retirados da área.

A veterinária Patrícia Daut, presidente da ASPA Itu, foi até a chácara e identificou situação de maus-tratos. A maioria, segundo ela, estava magra e doente.

Segundo uma pessoa que trabalha no local, a área estava sob responsabilidade de um dos peruanos presos em uma operação que fechou uma rinha internacional, em Mairiporã (SP). A defesa dele não foi localizada para falar sobre o caso.

Denúncia

Na tarde de segunda-feira (16), uma denúncia anônima informou que os animais estavam sendo retirados da propriedade depois da ação que prendeu 41 suspeitos.

Vídeos mostram que os animais ficavam espalhados e acorrentados em espaços separados. Como algumas casinhas estavam vazias, a polícia suspeita que eles estavam sendo retirados do local.

A perícia foi acionada e imagens de câmeras de segurança devem ajudar a polícia na investigação sobre a movimentação no endereço.

Em nota enviada à TV TEM, a prefeitura afirmou que o local não tem registro para funcionamento.

Operação

A Polícia Civil do Paraná informou na segunda-feira que 41 pessoas foram presas na operação. Equipes foram até a rinha em Mairiporã na noite de sábado (14).

No momento em que os policiais invadiram o local, ainda segundo a investigação, houve resistência por parte dos suspeitos. As apostas eram feitas pessoalmente e também pela internet. Ao todo, foram apreendidos R$ 47 mil.

Dos que foram presos, apenas o suspeito de organizar o evento teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia no Fórum de Guarulhos (SP) na segunda-feira.

Entre os detidos que foram liberados estão o veterinário e o médico, que, segundo a Polícia Civil, eram responsáveis por reanimar os cães machucados durante as lutas.

Os quatro estrangeiros que foram presos em flagrante tiveram a soltura decretada mediante pagamento de fiança. Eles também ficaram proibidos de deixar o Brasil e devem entregar seus passaportes.

Os suspeitos podem responder por associação criminosa, maus-tratos contra animais com agravante de morte e jogo de azar.

G1

Opinião dos leitores

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Esporte

Polícia faz operação contra desvio de dinheiro em entidades do futebol carioca

Policiais civis e integrantes do Ministério Público cumprem nesta quarta-feira(18) treze mandados de busca e apreensão contra suspeitos de desviar dinheiro de entidades ligadas ao futebol carioca. A Operação Cartão Vermelho também pede a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados.

Os mandados serão cumpridos nas residências do presidente do Sindicato de Árbitros do Estado do Rio de Janeiro, do presidente da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Coopaferj), de integrantes das duas entidades, além das sedes dos órgãos e da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

A investigação apura o desvio de dinheiro dessas entidades e o uso da Coopaferj para arrecadar dinheiro para os dirigentes, sem nenhuma contraprestação ou transparência nas contas, de acordo com a Polícia Civil.

Agência Brasil

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Polícia

VÍDEOS: PRF apreende 45 pássaros silvestres em residências na Grande Natal

Foto: Divulgação/PRF

Em uma operação de combate a crimes ambientais, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu, no final da tarde desta terça-feira (17), em Ceará-Mirim, 44 pássaros silvestres. Seis pessoas foram detidas.

Após denúncia anônima, equipes da PRF se deslocaram até a comunidade de Maçaranduba, entre os Kms 159 e 161, Zona Rural do município de Ceará-Mirim, onde encontraram, em algumas residências, vários pássaros silvestres de espécies diferentes, presos em gaiolas.

Durante a operação, foi constatado que os responsáveis pelas aves, não tinham autorização dos órgãos ambientais para mantê-los em cativeiro.

Foram apreendidos três canários da terra, dois gaturamos, três golinhas, 10 galos de campina, dois periquitos da caatinga, três guriatãs, seis sanhaços, dois sibites, três papa-capim, oito azulões, um bigode, um sabiá e um xexéu.

Opinião dos leitores

  1. Vão prender os assaltantes de ônibus, combater o tráfico de drogas nas estradas, prender motoristas irresponsáveis . Agora ir atrás de passarinhos , tenha paciência.

    1. Marcos, sua vc e sua família não anda de ônibus, bem como, não utiliza as estradas ( viajam de jatinho executivo) . Utiliza o serviço de segurança armada. Parabéns, defenda a natureza.

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Esporte

Goleiro Jean, do São Paulo, é preso nos EUA, acusado de agredir a esposa

Ficha da prisão do goleiro Jean nos Estados Unidos — Foto: Reprodução

O goleiro Jean, do São Paulo, foi preso nos Estados Unidos. O atleta foi detido acusado de agredir a esposa. Sua ficha já aparece no sistema do Departamento de Correções do Condado de Orange, na Florida.

Consta na ficha de Jean que ele foi preso no começo da manhã e pré-sentenciado por violência doméstica. O São Paulo estuda seriamente rescindir o contrato do jogador.

As acusações de violência vieram a público na madrugada desta quarta-feira, quando a esposa do jogador postou uma série de vídeos, com o rosto machucado, acusando Jean de agressão. O casal estava de férias em Orlando e havia visitado a Disney.

– Eu tô aqui, em Orlando, e olha o que Jean acabou de fazer comigo. Alguém me ajude. Jean acabou de me bater. Gente, socorro – diz ela em um dos vídeos.

Os vídeos postados por Milena acabaram salvos por pessoas que os assistiram e circulam por redes sociais, apesar de apagados por ela. Em outro vídeo, a esposa de Jean pede justiça, e é possível escutar uma voz masculina ao fundo, sugerindo que ela se preocupe com o futuro das filhas.

– Jean, goleiro do São Paulo. Olha o que ele fez comigo. Eu quero justiça – diz Milena.


O empresário de Jean, Paulo Pitombeira, está em contato com a diretoria do São Paulo para decidir os próximos passos. A ideia inicial do clube é rescindir o contrato. O Tricolor, antes de a prisão ser noticiada pelo GloboEsporte.com, soltou a seguinte nota oficial:

“O São Paulo Futebol Clube informa que acompanha o caso envolvendo o atleta Jean Paulo Fernandes Filho e aguarda apuração dos fatos para definir as medidas cabíveis.

Em seus quase 90 anos de existência, o São Paulo construiu uma história pautada por princípios sólidos de conduta dentro e fora de campo, e não abre mão deles.”

O GloboEsporte.com entrou em contato com o Itamaraty, o ministério das relações exteriores brasileiro, que ainda não respondeu.

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. Canalha! Como todos os embustes que agridem mulheres. Cadeia nessa cambada de delinquentes…

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Diversos

Desvio de água em condomínio na Zona Sul de Natal gera multa de quase R$ 100 mil

FOTO: CAERN/ASSECOM

Dentro do trabalho de intensificação de combate às fraudes ao sistema de água, uma equipe do Núcleo de Fiscalização/ Zona Sul de Natal, da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), flagrou um condomínio em Neópolis, na capital potiguar, que desviava água para seu reservatório, sem contabilizar pelo hidrômetro.

O referido condomínio, não especificado em texto via assessoria, vinha demonstrando um consumo mensal bastante inferior ao volume esperado para a quantidade de moradores, contando com 102 apartamentos. Após uma série de indícios comerciais, a fiscalização encontrou um ramal clandestino no local, que saía direto da rede da Caern, sem passar pelo hidrômetro, e abastecia a área comum e uma cisterna do empreendimento, o que mantinha o baixo registro pelo medidor da Companhia.

A síndica do condomínio recebeu um auto de infração e multa no valor aproximadamente R$97 mil, referente a um ano de desvio de água. Desvios e ligações irregulares interferem na distribuição para a coletividade, tendo em vista que o fornecimento é calculado de acordo com a quantidade de imóveis a serem atendidas.

Opinião dos leitores

  1. Valeu a pena ser espertalhão?
    Cidadão cidadão procure fazer a coisa certa..
    E agora quem vai botar o seu na seringa?
    O Brasil mudou jmb.

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Diversos

Sindicato diz que Álvaro Dias faz Fake News

A notícia dada pelo Prefeito de Natal, Álvaro Dias, comunicando o fim da greve dos médicos do município, trata-se de Fake News com o intuito de desmobilizar a categoria.

Até o momento não houve convocação por parte do Prefeito para um entendimento entre a prefeitura e os médicos. A informação é do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte(Sinmed-RN).

A greve continua com intensificação das manifestações nos eventos de derrame irresponsável de dinheiro público que a prefeitura está fazendo em shows faraônicos com artistas de fora, enquanto a saúde de Natal agoniza.

O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte convoca todos os médicos estatutários a se fazerem presentes em Assembleia:

DATA: 19 de dezembro (quinta-feira)
HORA: 19:30h
LOCAL Sede do Sinmed RN

PAUTA: Gratificações, retroativos, tabela 2019 do PCCV, manifestações de rua, ações judiciais e negociações.

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Finanças

Novo golpe usa cartão Nubank para roubar dados dos usuários

Foto: Reprodução

Circula um novo golpe para clientes do Nubank em que usuários recebem um e-mail falso avisando que seu cartão de crédito está parcialmente bloqueado por motivos de segurança, necessitando de informações pessoais para “resolver o problema”. O que acaba enganando os clientes do banco é o endereço do remetente usado para aplicar o crime, [email protected], que soa confiável – mas não é.

Acontece que o endereço falso pertence a um domínio hospedado pela Umbler. Neste momento, o site não pode mais ser acessado (http://desbloqueionuconta-com-br.umbler.net/), após usuários relatarem o ocorrido para o Nubank e para a Polícia Federal.

No golpe, informações pessoais do usuário como CPF, endereço e senha do e-mail, número do celular, senhas de oito dígitos e do cartão são solicitadas. Caso os criminosos tenham consigam esses dados, além de usar o cartão para fazer compras na internet, eles podem hackear a NuConta e até mesmo clonar o telefone do cliente.

O Nubank se pronunciou sobre o golpe, afirmando que:

“Esse tipo de atividade é crime, e sempre iremos colaborar com as autoridades competentes para investigar e coibir golpes como esse. Além disso, nós deixamos claro que nunca pedimos para que os clientes nos mandem seus documentos ou outras informações sensíveis por e-mail. Em casos de conteúdo suspeito, pedimos sempre que reportem por meio dos nossos canais de atendimento (chat, e-mail ou telefone), para que o conteúdo seja direcionado para o nosso time de especialistas. É importante também reportar o e-mail como phishing ao seu respectivo provedor de acesso.”

Olhar Digital via Seu Crédito Digital

 

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Diversos

Fiat e Peugeot anunciam fusão; empresa terá 21% do mercado brasileiro

Foto: (Germano Lüders/EXAME)

As megafusões automotivas estão de volta. Nesta quarta-feira a italiana Fiat Chrylser e a francesa PSA (dona de Peugeot e Citroen) anunciaram terem chegado a um acordo para uma fusão avaliada em 50 bilhões de dólares. O negócio une a segunda e a terceira maiores montadoras da Europa, e deve mudar a dinâmica global de produção de veículos.

A nova empresa, ainda sem nome, terá metade das ações de cada companhia e deve ser a quarta maior montadora do planeta, com faturamento combinado de 170 bilhões de euros. Juntas, as empresas fabricaram 8,7 milhões de veículos ano passado, mas têm potencial instalado para produzir 14 milhões de unidades, segundo projeções da consultoria LMC Automotive divulgados pela agência Reuters.

Fazer funcionar uma empresa dividida igualmente deve ser um grande desafio de gestão. Outro será atingir as metas anunciadas de cortes de custos de 4,1 bilhões de dólares ao ano sem bater de frente com os combativos sindicatos de trabalhadores na Itália e na França

A união das duas montadoras acontece apenas seis meses depois de a Fiat tentar se unir a outra gigante francesa, a Renault. A proposta era muito similar, com 50% das ações de cada lado, e até 5 bilhões de dólares em economias anuais. Foi abortada, entre outros fatores, pelas dificuldades internas da Renault, às voltas com os desdobramentos da prisão de seu ex-presidente, Carlos Ghosn, no que seus advogados afirma ter sido um golpe dos controladores da parceira japonesa Nissan.

Desde a gestão do falecido Sérgio Marchionne, a Fiat se mantinha obstinada em se unir a outras empresas com a visão de que apenas montadoras que produzissem 10 milhões de unidades por ano conseguiriam sobreviver. A premissa leva em conta as profundas transformações do mercado, com o avanço de carros conectados, elétricos e autônomos.

A grande fusão anterior da Fiat, com a americana Chrysler, mostra as dificuldades de unir duas grandes montadoras. A união levou dez anos para se concretizar, num processo penoso de unir portfólios, fornecedores, redes de distribuição, e funcionários. Atualmente, a FCA tem 102 fábricas pelo mundo e tem no Brasil seu segundo maior mercado. No Brasil, a nova empresa terá cerca de 21% do mercado — enquanto Fiat e Jeep são marcas de massa por aqui, Citroën e Peugeot são consideradas de nicho.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Fusoes quem perder é o consumidor. E ainda juntando 2 marcas de mesma qualidade…. vai ficar uma maravilha.

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Diversos

GOLAÇO: Prefeito Taveira inaugurou primeiro museu da Segunda Guerra da América Latina em Parnamirim

Foto: Divulgação

Foi apresentado nessa terça-feira (17) a primeira etapa do Centro Cultural Trampolim da Vitória, implantado no antigo terminal de passageiros do Aeroporto Augusto Severo. O projeto resgata o início da história de Parnamirim e a participação da FAB na Segunda Guerra Mundial e conta com duas grandes áreas, que serão inauguradas em quatro etapas, de forma gradativa: o polo pavilhão de exposições (antigo terminal) e o polo Base Oeste, que terá a Ala 10, o Campo da Aeropostale/Air France e a Estação da Lati.

O pavilhão de exposições (inaugurado ontem) tem exposição de aeronaves, simulador de voo e grande acervo de fotos e objetos da Segunda Guerra. Outro espaço a ser inaugurado será o Campo da Aeropostale/Air France, que teve suas origens no ano de 1927, quando aqui chegou Paul Vachet, a fim de instalar um aeródromo para a empresa francesa de aviação, dando início assim a história de Parnamirim.

Além deste espaço, será utilizada ainda a Estação da Lati, fundada em 1939 quando a Linee Aeree Transcontinentali Italiani (Linhas Aéreas Transcontinentais Italianas) construiu seu primeiro Hangar para ligação aérea das Américas com a Europa, em substituição aos alemães, envolvidos na Segunda Guerra Mundial. O Prefeito Taveira marca um tremando golaço com este museu, que vai incrementar o turismo de Parnamirim e de toda a região, e ainda preservar a memória da fundação da cidade.

Opinião dos leitores

  1. Ja pode ir visitar?Se sim por favor detalhes.Estacionamento,como chegar,valor da entrada,horário,etc.

    1. O Centro Cultural Trampolim da Vitória será aberto para visitação pública a partir do dia 28 de janeiro de 2020.

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Judiciário

Quem é o empresário ‘fantasma’ suspeito de desviar milhões da Saúde que delatou Witzel

A imagem que ilustra a nota foi capturada pelos investigadores, em um dos momentos em que o empresário “fantasma” se deixou filmar por uma câmera de segurança. Foto: Divulgação

O empresário Daniel Gomes da Silva é apontado por investigações do Ministério Público do Rio, da Paraíba e de outros estados como chefe de uma rede de corrupção que desviava recursos da saúde a partir do pagamento de propina e de repasses de caixa dois a políticos de diferentes regiões do país.

Apenas no Rio, ele teria desviado cerca de 15 milhões de reais da Saúde. Jovem para os padrões da corrução nacional, Daniel Gomes, 42 anos, gostava de passar o tempo em Portugal, distante dos holofotes do Rio, tanto que não havia, ainda hoje, imagens dele na internet.

O empresário fazia parte da “República da Barra”, onde ainda hoje tem endereço na Praça Telê Santana. A imagem que ilustra a nota foi capturada pelos investigadores, em um dos momentos em que o empresário “fantasma” se deixou filmar por uma câmera de segurança.

A origem da investigação contra ele foi a filial da Cruz Vermelha no Rio Grande do Sul. O empresário, preso no fim de 2018 na Operação Calvário, montou um esquema de corrupção a partir de organizações de saúde que assumiam contratos milionários para gerenciar unidades hospitalares nos estados.

O esquema abasteceu os bolsos de políticos e financiou o caixa dois de campanhas em diferentes estados. Desde 2010, como revelam as investigações da PF na Paraíba, Daniel operava não apenas no setor de saúde, mas também em alguns contratos da educação paraibana.

A delação de Daniel Gomes, já homologada pelo Superior Tribunal de Justiça, além de comprometer autoridades com foro privilegiado, como Wilson Witzel, apresenta um cenário devastador para alguns figurões que já ocuparam o poder, como o ex-governador Ricardo Coutinho e o ex-senador Ney Suassuna.

Como o Radar mostrou, Daniel detalhou em longa delação o pagamento de propinas a Suassuna e repasses de caixa dois para quitar dívidas de campanha do PSB na Paraíba.

Radar – Veja

Opinião dos leitores

  1. Empresário fajuto sem prova alguma a mando do Bolsonaro. Quando o trabalho bom do governador começa a incomodar, dá nisso.

  2. Enquanto isso quantas pessoas morrem esperando atendimento nos corredores dos hospitais?
    Todos os envolvidos diretamente ou mesmo indiretamente deverão carregar a culpa milhares de vidas ceifadas de forma tão cruel.

    Parabéns ao sistema politico brasileiro… vocês matam mais que qualquer outra praga conhecida na história da humanidade.

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Economia

Alta no preço da carne pressionará inflação só até fim do ano, prevê Banco Central

Foto: Holger Langmaier/Pixabay

A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada na terça-feira (17) pelo BC (Banco Central) trouxe uma informação que pode representar um alívio para o brasileiro que não dispensa um pedaço de carne nas refeições do dia a dia.

A alta no preço da carne, impulsionada pelas exportações para a China, ficará concentrada apenas em novembro e dezembro de 2019, não impactando nas projeções para a inflação em 2020, afirma o documento, que explica quais foram as variáveis analisadas na última reunião do ano e traz pistas para o mercado fazer suas próprias projeções.

“Os economistas do Banco Central estão apostando que o reajuste no preço da carne é algo passageiro. E, de fato, é uma tendência natural de mercado que exista uma demanda muito grande em um determinado período e depois ocorra o desaquecimento”, diz Ricardo Teixeira, coordenador do MBA de Gestão de Financeira da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para o economista, o Brasil tem condições de atender tanto o mercado interno quanto o externo. “O preço pode até subir um pouco nos próximos meses, mas depois vai estabilizar e ficará num nível administrável”, comenta.

No final de dezembro, o quilo da carne bovina era cotado a R$ 15,79, segundo levantamento feito pelo Cepea/Esalq/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Esse valor refere-se ao quilo da carcaça casada dianteiro (carne de segunda), traseiro (carne de primeira) e a ponta de agulha (costela).

Thiago Bernardino Carvalho, pesquisador de pecuária do Cepea, diz que 80% da carne produzida no Brasil é consumida pelo mercado interno.

“Em cada cinco bifes produzidos, quatro ficam por aqui. O aquecimento do mercado interno dependerá do fortalecimento da nossa economia”, afirma Carvalho.

O pesquisador conta que a oferta de carne bovina estava mais restrita no Brasil, principalmente no segundo semestre.

“Somada uma oferta restrita com uma demanda forte da China, consequentemente houve aumento nas exportações e gerou um reflexo por aqui.”

R7

Opinião dos leitores

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