Política

Kelps convida Bruno Giovanni para o Partido Solidariedade

Em reunião no noite dessa quarta-feira, 4, em Natal, o deputado estadual Kelps Lima oficializou o convite ao comunicador Bruno Giovanni, o “BG”, para se filiar ao Partido Solidariedade em Natal, somando ao projeto alternativo que o Solidariedade e o PSL estão construindo para a cidade.

Segundo Kelps “existe uma geração nova de pessoas que pode liderar um projeto novo para Natal e BG é um dos grandes nomes que representam esse novo movimento”.

Kelps acrescentou que “a conversa com BG foi franca. “Apresentamos nossos projetos, inserimos o partido e acreditamos que BG pode somar muito conosco em qualquer posição, nesse pleito de 2020 e para o futuro”, concluiu o deputado Kelps.

Opinião dos leitores

  1. As pessoas precisam entender que se pessoas do bem não assumirem alguns papéis na política sempre seremos dominados pelas oligarquias que levaram nosso estado ao atraso que se encontra hoje. Parabéns pelo convite que lhe foi feito BG.

  2. BG você tem todo perfil para entrar em um partido limpo como o solidariedade, tenho certeza que vai ter o reconhecimento dos Natalenses, um jornalista sério e destemido que tem grande aceitação e um grande potencial, essa união seria de grande valia pra o povo Natalense.

  3. A política está assim , pq as pessoas do bem não participam acham melhor não participar por achar e julgar que todos vão fazer a mesma coisa, veja se não houver renovação nunca vai mudar e vc que discorda de BG participar do pleito 2020 ou 2022 vai continuar criticando ( pq e seu e de todos o direito de criticar ) mais nada vai fazer ou vc participar ou vc apoia quem vc tem convicção de participar, BG e um cara antenado , seu pai já foi vereador , vem de uma família estruturada e cristã, eu acho que não só ele mais muitos deveriam participar mais da política, é a essência da democracia a alternância do poder. A política só muda , mudando os políticos.

  4. BG, você tem dos melhores programas do RN. Um público que lhe admira e respeita; que reconhece seu talento. Pondere, reflita e veja se está, ou não está na hora de uma nova opção.

  5. Espero que o eminente blogueiro permaneça sem filiação formal para continuar com a isenção (nem que seja uma isenção aparente de acordo com alguns poucos) no blog mais acessado do RN. Prós expatriados potiguares não tem canal de informação melhor que aqui.

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Diversos

Entre fatores que determinaram a decisão de devolução do aeroporto da Grande Natal, Inframérica destaca tarifas “inferiores e defasadas”

Foto: Reprodução/site oficial

Segundo a Inframérica, em nota, alguns fatores determinaram a decisão da Companhia em buscar a relicitação da concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Uma das justificativas é em relação ao tráfego de passageiros “que foi negativamente impactado principalmente pela severa e longa crise econômica enfrentada pelo país, ocorrida justamente no período inicial da concessão e que impactou diretamente o turismo na região. Nos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) feitos pelo Governo Federal no início da concessão, a expectativa era que o terminal potiguar movimentasse 4,3 milhões de passageiros em 2019. Contudo, o fluxo registrado foi de 2,3 milhões, cerca da metade do que era previsto nos estudos”.

Disse mais:

“Além disso, as tarifas de embarque de Natal são 35% inferiores se comparado aos demais aeroportos privatizados do país sob o mesmo regime tarifário (dados de dezembro de 2019). As tarifas de navegação aérea do Aeroporto de Natal também estão defasadas. Os valores cobrados pelas outras torres de controle chegam a ser 301% mais altas que a do Aeroporto de Natal”, destaca, em trecho.

Leia íntegra de nota em post abaixo:

Inframerica solicita à União devolução amigável do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal

Opinião dos leitores

  1. Esse consórcio bofote deve ir mesmo embora, aquele monstrengo ser fechado, o Aeroporto Augusto Severo reativado, e a população do estado devia mandar a GD junto com eles, soltem aí em qualquer canto, menos no RN. Se continuar ela vai deixar o estado pior que o RJ.

  2. Hospital ideal para o coronavírus, Sr. Edson, dado o isolamento.
    O perigo são as ambulâncias serem assaltadas.

  3. SÓ PRA LEMBRAR AOS ZEZINS, O AEROPORTO DE PARNAMIRIM É MILITAR, A AERONALTICA SEDIA O ESPAÇO PORQUE NATAL NÃO TINHA AEROPORTO, OUTRA COISA SAIAM DE NATAL, VÃO CONHECER OUTROS AEROPORTOS E VEJAM QUE SÃO CONSTRUIDOS LONGE DO CENTRO DA CIDADE

    1. Fortaleza, JPessoa, Recife, Salvador, Brasília, entre outros são todos dentro da cidade! Geralmente são construídos afastados mas com o desenvolvimento das cidades, são engolidos! O daqui de Natal exageraram e muito no afastamento do aeroporto.

  4. ACHO QUE DEVERIA FAZER DAQUILO QUE CHAMAM DE AEROPORTO , UM GRANDE HOSPITAL PARA ATENDER TODA A POPULAÇÃO TANTO DA ZONA NORTE COMO TAMBEM DOS INTERIORES VIZINHOS.

  5. Volta Aeroporto Augusto Severo!
    Nunca deveria ter deixado de ter parado.
    Agora que muita gente ganhou dinheiro com o aeroporto de SGA, o antigo pode voltar.

  6. É muito cômodo dizer que o aeroporto é longe, coisa de gente que é acostumado a viver dentro de um ovo.
    O aeroporto de Parnamirim só serve pra museu

    1. Não é bem pelo fato de ser longe, mas de não ser integrado à cidade. Aeroportos como o Galeão, no Rio de Janeiro, e Cumbica, em São Paulo também são afastados das áreas mais centrais e turísticas dessas cidades, porém estão inseridas no contexto urbano destas metrópoles, possuem facilidade de meios de transporte, os quais estão interligados (ônibus, carros, metrô, trens, barcas etc). Você, por exemplo, leva mais de uma hora para sair da Zona Sul do Rio e chegar ao aeroporto do Galeão, mas tem vários meios de chegar. Voltando a Natal, o que encontramos é um aeroporto praticamente inserido em zona rural, isolado, sem interligação com meios de transporte (que já são deficientes por aqui), onde você precisa passar por estradas desertas para chegar ao terminal, e ao chegar se depara com um estacionamento "pedágio", estrategicamente posicionado de modo a atrapalhar a recepção dos turistas e viajantes pelos poucos meios que lhes restam para chegar na cidade (taxi, carro por aplicativo, vans de recepção etc). Não adianta agora chorar pelo leite derramado. É muito improvável que o aeroporto retorne ao local anterior. O que resta é governo e concessionária encararem os problemas de frente, sem fecharem os olhos, e procurar soluções viáveis (policiamento permanente, fim do "pedágio" etc). Não pode simplesmente continuar do jeito que está.

    2. Ainda bem que apareceu 01 favorável ao problemático aeroporto de SGA.
      Melhor assim pois dizem que toda unanimidade é burra.
      Mas em terra de coroné é assim mesmo, 85% contra o aeroporto, 14% indiferente e 1% favorável e como os 5% são políticos ou ligado a eles, o 1% leva e o resto fique a reclamar.

  7. BG
    O "elefantinho BRANCO" gestado por henriquinho e seus amiguinhos de Brasilia. Não podia ser diferente.

  8. Na teoria a governadora sempre foi d palanque contrário aos Alves e está perdendo uma excelente oportunidade para dar o destino ao qual esse aeroporto de São Gonçalo foi inventado, transporte de carga e, talvez, vôos internacionais.
    Deveria reativar o aeroporto de Parnamirim para os vôos nacionais o mais rápido, vai agradar grande parte da população votante no RN.
    Mas como a política é exercida da forma mais rasteira, estão preocupados em procurando um culpado, apontar o dedo a esse ou aquele, desprezível e desnecessário.
    Então vem ocorrendo a diminuição do fluxo turístico, por acaso isso seria culpa apenas dos governos?
    Os serviços e preços praticados nos hotéis, restaurantes, passeios, acesso a lagoas não colaboraram diretamente para isso?
    Tem a insegurança no RN que a anos vem amedrontando o turista e piora a cada dia.
    Enfim, situação anunciada a muito tempo, que foi negligenciada e agora tem que ser resolvida. Mas parece que vão tapar o sol com peneira, fazendo um arrumado e deixando o ruim aeroporto ainda pior. Depois vem a queda do turismo, o desemprego e vão se fazer de desentendidos. Não esqueçam, João Pessoa está bem mais estruturada e fica logo ali.

  9. Pelo amor de Deus, gente! Vamos aproveitar essa oportunidade e tentar com o governo federal o retorno ao Augusto Severo! Este maldito aeroporto do fim do mundo está acabando com o turismo do RN.

  10. “Além disso, as tarifas de embarque de Natal são 35% inferiores se comparado aos demais aeroportos privatizados do país sob o mesmo regime tarifário (dados de dezembro de 2019). As tarifas de navegação aérea do Aeroporto de Natal também estão defasadas. Os valores cobrados pelas outras torres de controle chegam a ser 301% mais altas que a do Aeroporto de Natal”, destaca, em trecho.

    HAHAHAHAHAHAHHHAHA
    Só pode ser fake news, ou o cara é vesgo e vive numa realidade alternativa

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Diversos

Inframerica solicita à União devolução amigável do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal

(Foto: Jobson Galdino/Divulgação)

A Inframerica, concessionária do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, solicitou à União a devolução do terminal potiguar. Se a solicitação for aprovada, haverá um processo de licitação e a operação do Aeroporto de Natal será transferida para um novo operador. Com isto, a Inframerica deverá receber uma indenização, baseada principalmente no valor dos investimentos não amortizados, a ser determinada pelos órgãos competentes.

Durante o trâmite administrativo de análise do pedido, e até que haja a relicitação e a entrada de um novo operador, a administradora manterá todas as operações do aeroporto, com a mesma qualidade e segurança, bem como a execução de todos os contratos em vigor com seus colaboradores, cessionários fornecedores e companhias áreas. A concessionária informa que o pedido de devolução está circunscrito exclusivamente à concessão do Aeroporto da Grande Natal.

O Aeroporto da Grande Natal foi o primeiro aeroporto do Brasil transferido para a iniciativa privada, em 2011, e o primeiro aeroporto federal a ser construído do zero pelo setor privado. A concessionária iniciou suas operações em maio de 2014, oito meses antes do prazo previsto em contrato de concessão, e deu à população local um aeroporto novo, moderno e confortável, inclusive com obras não obrigatórias realizadas pela Concessionária. Nos anos de 2016 e 2017, o terminal aéreo recebeu o prêmio de “Melhor aeroporto da região nordeste do Brasil” e “Melhor do país” em sua categoria. A administradora já investiu no Aeroporto da Grande Natal aproximadamente R$ 700 milhões em valores nominais até dezembro de 2019.

Alguns fatores determinaram a decisão da Companhia em buscar a relicitação da concessão. Uma das justificativas é em relação ao tráfego de passageiros que foi negativamente impactado principalmente pela severa e longa crise econômica enfrentada pelo país, ocorrida justamente no período inicial da concessão e que impactou diretamente o turismo na região. Nos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) feitos pelo Governo Federal no início da concessão, a expectativa era que o terminal potiguar movimentasse 4,3 milhões de passageiros em 2019. Contudo, o fluxo registrado foi de 2,3 milhões, cerca da metade do que era previsto nos estudos. Além disso, as tarifas de embarque de Natal são 35% inferiores se comparado aos demais aeroportos privatizados do país sob o mesmo regime tarifário (dados de dezembro de 2019). As tarifas de navegação aérea do Aeroporto da Grande Natal também estão defasadas. Os valores cobrados pelas outras torres de controle chegam a ser 301% mais altas que a do Aeroporto da Grande Natal.

Apesar do déficit recorrente da operação aeroportuária, que tem requerido que os acionistas realizem aportes anuais para a manutenção do empreendimento, a administradora está adimplente com todas as suas obrigações estabelecidas no contrato de concessão e pactuadas junto às instituições financeiras, a exemplo do pagamento das outorgas e financiamentos com o BNDES.

“A devolução amigável e relicitação, na forma prevista pela legislação, é a melhor saída para a concessão do Aeroporto de Natal. Diversos fatores nos levaram à decisão. A operação do terminal acabou se mostrando financeiramente desafiador, e esta é a maneira de se encerrar o Contrato de forma amigável, sem traumas, e sem impacto para a operação aeroportuária, lojistas, turismo, passageiros, e operações aéreas. Queremos assegurar também o compromisso com todos os nossos funcionários, que não serão prejudicados durante o processo de análise até a relicitação, quando uma nova empresa assumirá a administração. Reiteramos nosso compromisso com o desenvolvimento da infraestrutura no Brasil, e continuamos atentos a novas oportunidades de investimentos no país”, esclarece o presidente da Inframerica, Jorge Arruda. O executivo ainda pontua que todo o processo está sendo feito observando as regras de governança corporativa e compliance, com estrito cumprimento à legislação.

O pedido de relicitação ora proposto é medida prevista na legislação brasileira. Em 2019 abriu-se a possibilidade de relicitação pelo Governo Federal. Em agosto do ano passado foi feito o decreto e em novembro saiu a Resolução da ANAC, disciplinando como funcionaria a devolução amigável. O pedido da concessionária passa, agora, a tramitar nas instâncias competentes.

A Inframerica reforça que o Aeroporto da Grande Natal seguirá operando com as mesmas condições de segurança e excelência na prestação do serviço, e honrará com todos os seus compromissos. Nenhum passageiro, funcionário, fornecedor ou companhia aérea será prejudicado no transcurso do pedido de devolução. Toda operação acontecerá normalmente e em observância às normas de segurança da aviação civil, e com a parceria que sempre teve com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

Com este pedido de relicitação, a concessionária acredita que um novo operador, com novas condições contratuais terá mais chance de ter uma operação sustentável a longo prazo.

Opinião dos leitores

  1. AGORA VEMOS GRANDES ENTENDIDOS COMENTARISTAS, E ESQUECEM QUE O RN PERDEU ESPAÇO PARA O AEROPORTO DE JOÃO PESSOA PORQUE LÁ O GOVERNO TEVE VISÃO DE FUTURO, BAIXOU O VALOR DO ICMS DO QUEROSENE DE AVIAÇAO, AI PERDEMOS MUITOS VOOS, É SÓ ISSO, A EMPRESA TAMBEM É FRACA NÃO TEM UM PROJETO PARA CAPTAR MAIS VOOS CHEGANDO E SAINDO DE NATAL

  2. Este foi um presente de grego que D Rosalba junto com os ALVES deixaram para terminar de afundar o RN – a construção desse aeroporto em terreno dos alves e a arena das dunas que contribuíram para as dividas do RN.
    Tínhamos um aeroporto central e que atendia com mais alguma reforma as necessidades do estado, fizeram um elefante branco e agora entregam o pacote .
    Vergonhoso e agora o antigo foi transformado em museu e o RN?

  3. Essa foto já diz tudo. Quem precisa ficar a espera de um vôo, sofre nesse aeroporto. Até a farmácia que tinha lá dentro fechou. A pessoa morre com uma dor de ouvido( o que é comum) e não tem uma "píula" pra tomar. Tem que andar com kit do deserto.

  4. Acho que houve falta de planejamento, venderam uma utopia deste aeroporto, sem fazer um estudo sério de mercado e estrutura do estado, infelizmente quem pagou caro foi a população, porém não tem desculpa, pois nesse mesmo período houve um crescimento de movimento exponencial nos aeroportos de Fortaleza e Recife, Fortaleza sendo hoje referência em voos internacionais. A verdade que infelizmente RN não tem condições estruturais de concorrer com CE e PE. Sou a favor do livre mercado, mas infelizmente o liberalismo que se prática neste país não condiz com a realidade, quem investe alto, assume um risco de ganhar e perder, mas aqui a visão do empreendedor é apenas de falar o seguinte jargão " Difícil empreender no país" só querem o bônus sem assumir o ônus, colocando culpa nos governos de esquerda e direita, isto é, independente do perfil ideológico. Diante disso, hoje estou com receio sobre os ganhos reais das privatizações para sociedade como todo.

    1. Excelente o seu comentário, especialmente no que tange aos "liberais de ocasião", que é o que mais se vê no nosso Brasil.

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Diversos

Consumo de álcool cresce entre mulheres brasileiras, alerta relatório

Não é segredo para ninguém que bebidas alcoólicas fazem mal à saúde. Claro que, em doses moderadas, não há problema em tomar uma taça de vinho ou um copo de cerveja – pelo contrário, estudos indicam que essas bebidas até trazem benefícios quando consumidas na quantidade certa. O risco existe quando um drink inocente vira uma ingestão exagerada de álcool.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) planeja diminuir em 10% o uso nocivo de álcool (quando há consequências sociais ou de saúde tanto a quem bebe quanto a quem está próximo) até 2025. E, nesse ponto, o Brasil não está mal na fita. Segundo a OMS, o país reduziu em 11% o consumo de álcool per capita em seis anos: passou de 8,8 litros em 2010 para 7,8 litros em 2016. Com base em dados do Datasus, o Cisa concluiu que o número de internações por causa de bebidas alcoólicas a cada 100 mil habitantes baixou de 172,9 para 168,2 entre 2010 e 2018. As mortes por álcool também caíram: de 5,8% para 5,4% nesse mesmo período.

Esses e outros dados estão reunidos na edição de 2020 do relatório Álcool e a Saúde dos Brasileiros, publicado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). Em evento que aconteceu nesta terça-feira (3) em São Paulo a entidade apresentou dados que animam – mas que também preocupam. Entre eles está o crescimento da ingestão de álcool entre mulheres e jovens.

Apesar de o consumo abusivo de álcool ainda ser mais frequente entre homens, as brasileiras passaram a beber mais nos últimos anos. A pesquisa Vigitel 2018 mostra que, de 2010 a 2018, o índice de mulheres de 18 a 24 anos que bebem além do recomendado cresceu de 14,9% para 18%. Na faixa etária dos 35 aos 44 anos, esse índice passou de 10,9% para 14%.

As internações relacionadas ao consumo exagerado de álcool também chamam atenção: aumentaram 19% entre mulheres de 2010 a 2018, de 85.311 para 101.902. Entre os homens, esse índice teve uma ligeira queda de 1,15%.

A OMS classifica como consumo abusivo – ou beber pesado episódico (BPE) – o consumo de 60 gramas (4 doses) ou mais de álcool puro em ao menos uma ocasião no último mês. A ingestão é considerada moderada entre homens quando ela se limita a quatro doses em um único dia ou 14 doses por semana; entre mulheres, o limite seriam três doses por dia ou sete em uma semana.

O psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, presidente da Cisa, explica que essa diferença se deve ao fato de que o organismo das mulheres é mais vulnerável aos efeitos do álcool. Por ter uma estrutura corporal menor, elas têm uma quantidade menor de água e de enzimas responsáveis por metabolizar a substância. Sendo assim, o álcool tende a ficar mais tempo – e em maior concentração – no corpo delas.

Para além de questões fisiológicas, há outros riscos associados. O relatório da Cisa traz uma pesquisa brasileira publicada em 2019 no Brazilian Journal of Psychiatry segundo a qual quase metade das mulheres que reportaram BPE também relataram ter relações sexuais desprotegidas – e esse hábito aumentou o risco de sexo sem camisinha em 1,5 vezes, de acordo com o estudo. Entre aquelas que tinham filhos ou estavam grávidas e abusavam do álcool, o risco de aborto era duas vezes mais alto.

Chama atenção também o consumo de bebida alcoólica entre mulheres idosas: 11,3% daquelas com idades entre 55 e 65 anos bebem além do recomendado, de acordo com o III Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz.

Sabe-se que a tolerância do corpo ao álcool diminui na terceira idade e pode trazer consequências como déficit cognitivo, maior risco de sofrer quedas e outras lesões, além de interação com medicamentos.

Adolescentes

O relatório da Cisa também destaca o consumo de álcool entre jovens no Brasil e no mundo. Um relatório global de 2015 da OPAS aponta que, entre estudantes com idades de 13 a 17 anos, mais de 20% das meninas e 28% dos meninos relataram já ter ficado bêbados ao menos uma vez na vida. No Brasil, a pesquisa PeNSE 2015, do IBGE, indica que por aqui esse índice vale para 26,9% das garotas e 27,5% dos garotos.

Isso é preocupante porque, nessa etapa da vida, o sistema nervoso central ainda está em desenvolvimento – esse processo só será concluído por volta dos 20 anos. Estudos também apontam que a ingestão de álcool antes dos 15 anos aumenta em quatro vezes o risco de dependência no futuro.

Galileu

 

Opinião dos leitores

  1. Se levassem a vida a sério evitariam consumir qualquer tipo de drogas; principalmente de tiverem algum interesse em reproduzir.

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Tecnologia

Uber vai impedir que motorista trabalhe mais de 12 horas por dia pelo app

Foto: Gustavo Azeredo/Agência O Globo

Nesta semana, a Uber vai lançar uma ferramenta que impede os motoristas de trabalharem mais de 12 horas por dia através da plataforma. A medida é uma iniciativa que faz parte da campanha Maio Amarelo, que propõe sensibilizar a população à respeito da segurança no trânsito.

Assim que o parceiro se aproximar do limite de tempo máximo dirigindo, a empresa vai enviar notificações de alerta. Passadas as 12 horas, o motorista praticamente será desconectado do aplicativo, conseguindo fazer o login novamente apenas seis horas depois.

A ferramenta também compara o tempo on-line e o período rodando, para que o condutor possa fazer uma melhor análise de seu uso do app.

O novo recurso, que foi desenvolvido em parceria com organizações globais de segurança no trânsito, já funciona em outros lugares do mundo.

“Estamos investindo cada vez mais em soluções tecnológicas para proporcionar mais recursos de segurança na mobilidade urbana como um todo. Sabemos que a plataforma pode ter um impacto positivo na segurança do trânsito, este é principalmente um trabalho para prevenção”, afirma Marcello Azambuja, diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Uber no Brasil.

Outra iniciativa da campanha visará a segurança dos ciclistas que dividem as ruas com os carros. Quando o passageiro for embarcar ou desembarcar próximo a uma ciclovia, será alertado para redobrar a atenção antes de abrir a porta do veículo, a fim de evitar colisões.

Além disso, a Uber iniciou o projeto “Como você vê o mundo”, em parceria com o Instituto Ver & Viver, para a realização de exames de visão em motoristas parceiros interessados e descontos para aquisição de óculos fornecidos pelo Instituto.

Na França, a Suprema Corte (Cour de Cassation ) reconheceu o direito de um motorista do Uber para ser considerado empregado da empresa de transporte por aplicativo. A decisão pode afetar o modelo de negócios da Uber e requerer o pagamento de mais taxas e benefícios aos motoristas, como férias.

O Globo

Opinião dos leitores

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Economia

MUITO BOM: Ministra Tereza Cristina confirma reconhecimento e RN passará a ter o Selo de Inspeção dos Produtos de Origem Animal

Foto: Reprodução

Exclusivo no BG. O Rio Grande do Norte, finalmente, vai ter o Selo de Inspeção dos produtos de origem animal, que significa que o Governo Federal reconhece o serviço de inspeção estadual e, a partir de agora, qualquer produto com selo estadual no estado poderá ser comercializado no Brasil inteiro.

Entre os produtos beneficiados no RN, entram, por exemplo, os queijos artesanais, como de manteiga e coalho, carnes dos ovinos e caprinos, tudo de forma organizada e com reconhecimento de qualidade.

Opinião dos leitores

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Diversos

Presidente do Sindicato de Hotéis do RN alerta perdas do turismo com devolução do aeroporto

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares do Rio Grande do Norte, Habib Chalita, mostrou sua preocupação com a devolução por parte da Inframerica ao governo federal da concessão do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, localizado em São Gonçalo do Amarante.

Chalita alertou que, nos últimos anos, o turismo potiguar tem sofrido perdas consideráveis e isso tem se refletido na economia deste importante setor da cadeia produtiva. “As diárias de hotéis foram afetadas, o preço das passagens continuam caras e isso só dificulta a quem trabalha neste setor do turismo”, comentou.

Ele destacou que “o poder público até tem trabalho pelo setor. Contudo, é preciso fazer mais, ter mais empenho”. “O turismo de Natal e do estado são fundamentais para nossa economia”, disse.

Opinião dos leitores

  1. O que mais prejudicou foi à mudança do aera porto, bem localizado que era e em ponto estratégico.

  2. O setor hoteleiro do RN na verdade são grandes sugadores dos recursos públicos do Estado e Município de Natal, não é de hoje que se investe milhões em infra estruturas para o resultado ir para o bolso de meia duzia de hoteleiros.

  3. Vamos pedir o apoio politico para trazer de volta o funcionamento do Aeroporto Augusto Severo em Parnamrim que ja teria um grandioso atrativo de desembarcar no museu da II Guerra. Sucesso absoluto.

    1. Fale com o Gal. Girão (o nome dele é Gal!), ele é o embaixador da taba junto ao Cap. Messias.

  4. Peraí gente! O aeroporto NÃO vai fechar! O fluxo de turistas não está caindo por causa do fim da concessão do aeroporto e sim por que o Estado está com uma violência sem controle (a começar dos assaltos chegando e saindo do aeroporto), como também preços das passagens elevados e por fim a diminuição mundial de fluxo de turistas devido ao coronavírus…

    1. A questão de distância é muito relativa. Para quem mora em Ponta Negra por exemplo o novo aeroporto ficou distante. Porém para nós da Zona Norte é muito bom.

    2. Esse djalmir é doente mental, ponta negra com turismo movimenta mais de 60 % do aeroporto. Portanto, o aeroporto teria q pensar primeiro nesses consumidores, Pra se viabilizar economicamente.

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Diversos

Aeroporto de São Gonçalo do Amarante: Inframérica isenta Governo do RN por quebra de contrato com a União

FOTOS: ELISA ELSIE

A governadora Fátima Bezerra foi comunicada oficialmente, na manhã desta quinta-feira (5), sobre a decisão unilateral do grupo Inframérica em devolver ao Governo Federal a responsabilidade pela operação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Durante reunião, que contou com a presença do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulo Emídio, o vice-presidente do grupo, Jean Dedjeian, isentou o Governo do Estado e a Prefeitura da responsabilidade perante a decisão e assegurou que a empresa continuará operando normalmente o aeroporto, sem qualquer prejuízo aos serviços e empregos, até que seja feita nova licitação pelo Ministério da Infraestrutura e a empresa vencedora assuma.

O grupo alegou que vem tendo prejuízos por questões contratuais e a rigidez do marco regulatório da aviação civil que não permitem ajustes no contrato de concessão e argumentou que os estudos de projeções de embarque e desembarque feitos no período da concessão, em 2011, não se consolidaram. Jean Dedjeian também reconheceu os esforços do Governo do RN para o crescimento e valorização da atividade turística e econômica no Estado.

O Governo do Rio Grande do Norte lamenta a decisão da empresa Inframérica e ressalta que o Estado não tem gerenciamento sobre o transporte aeroviário, competência exclusiva da União. Entretanto, o Governo do Estado, preocupado com a questão econômica, vai se reunir no início da próxima semana com o Ministério da Infraestutura e a Anac para tratar sobre o assunto.

A governadora lembra que por parte do Governo do Estado foram tomadas medidas de incentivo à atividade turística e econômica como o novo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi), a nova política de redução do ICMS de querosene de aviação, a iluminação do acesso ao aeroporto, atração de novos voos nacionais e internacionais – medidas que projetam um aumento de 15% no número de voos para o Rio Grande do Norte em 2020.

Opinião dos leitores

  1. Melhor aproveitar e já fazer a troca entre com a FAB, devolvendo o Aeroporto Augusto Severo ao estado e entregando essa bomba que nunca foi viável. Esse aeroporto, gerou e ainda gera enormes prejuízos a estado do RN. Diversos turistas deixaram de vir ao estado devido ao custo das passagens que subiram descabidamente e desproporcionalmente e relação aos estados vizinhos, ao risco de assalto nos deslocamentos por enormes distâncias, com estradas desertas, escuras e mau sinalizadas e, muitos dos que ainda vêem, optam por pousar em Joao Pessoa, em especial quem aluga carro. Até porque muitos dos destinos do RN estão no litoral sul, e as pórprias empresas de turismo, estão divulgando pacotes para Natal com pousos em João Pessoa. Tenho parentes em Brasília, Rio e São paulo e quase todos quando vêem e NAtal estao pousando em Joao Pessoa, Eu mesmo quando morava em Brasília fiz isso algumas vezes, chegando a pousar em Recife que mesmo onerando o aluguel do carro ainda valia a pena.

  2. Óia só! Fatão GD querendo tirar o braço da agulha! Ela só quer saber de faturar o bônus, como no episódio das viaturas policiais enviadas pelo governo Bolsonaro. É ruim, hein?

  3. Já pensou como seria espetacular você chegar numa cidade via aeroporto e desembarcar em um museu da II guerra ? Sucesso garantido.

  4. O governo estadual já tirou o corpo de lado !!! Por qual motivo o fluxo do novo aeroporto apenas diminui ? Como anda o turismo em nosso estado ? Essa atitude deplorável mostra que o gestor estadual está mais preocupado em apontar um culpado do que efetivamente resolver a situação. Enquanto isso, o RN vai de mal a pior !

  5. Bem que o Presidente Bolsonaro poderia conversar com as autoridades da Aeronáutica e trazer o Aeroporto de volta para Parnamirim. Triste do poder que não pode……principalmente se a causa é justa. Com certeza Natal vibraria de satisfação.

  6. Governadora, o seu pt de luladrão com HEA construíram esse elefante branco e a arena das dunas, agora a Sra resolva esses encostos. Obrigado luladrão, presidente mais onesto e imprendedor do mundo. Kkkkkkk

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Educação

Quase 300 milhões de estudantes estão sem aula por conta do novo coronavírus, diz ONU

Foto: CIRO DE LUCA / REUTERS

Um total de 290,5 milhões de estudantes ao redor do mundo vão passar semanas em casa a partir desta quinta-feira, quando autoridades da Itália fecharam escolas em uma tentativa de conter a proliferação do novo coronavírus. Pelo menos 22 países espalhados por três continentes adotaram medidas similares em escala nacional ou local. A informação foi divulgada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

O coronavírus já atingiu cerca de 90 países, infectando mais de 95 mil pessoas e causando a morte de mais de 3.200.

A Itália fechou todas as escolas e universidades nesta quinta-feira até ao menos 15 de março, encorajando aulas online, à medida que tenta desacelerar a taxa de contágio no epicentro europeu. Outros paises duramente afetados pela Covid-19, como Irã, Coreia do Sul e Japão, adotaram medidas similares. Nos Estados Unidos, escolas foram fechadas em algumas cidades e distritos dos estados de Washington e Nova York.

— A escala e a velocidade globais da atual interrupção educacional são incomparáveis e, se prolongadas, podem ameaçar o direito à educação — disse Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco em Paris.

Em um sinal da rapidez com que o vírus se espalhou, a China, onde se originou o surto de coronavírus, era há duas semanas o único país em que o fechamento das escolas era obrigatório. Outros nove países implementaram fechamentos escolares locais, de acordo com a agência. Inicialmente, o fechamento de escolas esteve limitado ao território chinês, o mais afetado pela Covid-19.

Em Los Angeles, nos EUA, as autoridades declararam estado de emergência na última quarta-feira e orientaram pais a se prepararem para o eventual fechamento de escolas. A cidade, localizada no estado da Califórnia, é o segundo mairo distrito escolar no país. O estado de Washington, também na Costa Oeste americana, também fechou escolas, assim como o de Nova York, no lado oposto do país.

Especialistas afirmam que a escala de alunos sem aula tem poucos paralelos na história moderna. Os reflexos da interrupção de aulas por dias, semanas ou até mesmo meses podem ser expressivos para os estudantes e para a própria sociedade.

Em alguns países, alunos mais velhos perderam aulas essenciais para exames de admissão para as universidades, enquanto os mais novos encontrarão dificuldades com o raciocínio matemático e a leitura. Os pais, por sua vez, têm aumentado despesas e tentado se equilibrar entre cuidar de seus filhos e o trabalho, além de encontrarem dificuldades na busca por babás. Em alguns países, há casos de crianças que foram realocadas pelos responsáveis para áreas não afetadas pelo novo coronavírus.

— Elas sempre me perguntam ‘quando poderemos sair para brincar? Quando poderemos ir à escola?’ — relata Gao Mengxian, uma segurança particular com duas filhas em Hong Kong, onde escolas estão fechadas desde janeiro.

Gao, de 48 anos, parou de trabalhar para cuidar das filhas, que têm 8 e 10 anos cada. Ela têm se esforçado para reduzir as despesas domésticas e se aventura a sair apenas uma vez pro semana. A segurança passa a maior parte do tempo ajudando as duas meninas em tarefas da escola disponibilizadas na internet, ferramentas que as deixa confusa e as filhas, frustradas.

— Não tenho dados a respeito, mas não me recordo de qualquer ocasião tem tempos modernos onde economias avançadas fecharam escolas nacionalmente por períodos prolongados de tempo — disse ao New York Times Jacob Kirkegaard, pesquisador sênior do Instituto Peterson para Economia Internacional em Washington (EUA).

Mães sofrem impacto

Governos ao redor do mundo estão tentando ajudar a mitigar os impactos. O Japão ofereceu às companhias privadas subsídios para compensar o custo das folgas dos pais de crianças que não podem mais ir à escola. A França, por sua vez, prometeu 14 dias de licença remunerada para aqueles com crianças em necessidade de isolamento e não têm alternativas disponíveis. Na Itália, o governo estuda vouchers para babás e licenças parentais extraordinárias.

Julia Bossard, mãe de duas crianças na França, afirma que precisou repensar toda a sua rotina desde que a escola de seu filho mais velho foi fechada por duas semanas. Os dias, agora, consistem em ajudá-los com o dever de casa na internet e vasculhar supermercados por produtos que estão desaparecendo das prateleiras, como macarrão, arroz e comida enlatada.

Os efeitos das interrupções nas aulas têm caído sobre os ombros das mulheres, particularmente. Regiões duramente afetadas pelo novo coronavírus estão com falta de babás. Lee Seong-yeon, gerente de informações de saúde em um hospital de Seul, na Coreia do Sul, sai do trabalho mais cedo todos os dias para conseguir cozinhar para o filho de 11 anos.

— Eu saio quando todos ainda estão em suas mesas. Eu sei que por conta disso jamais serei reconhecida pelo meu trabalho na empresa — lamenta. — Eu acho que teria que abandonar o serviço se meu filho fosse mais novo. Eu não teria como deixá-lo em casa.

Seu marido também trabalha em um hospital e a rotina de ambos não permite que folgas ou home office para cuidar do menino, que passa a semana em casa comendo lanches e refeições preparadas previamente. Em Atenas, a corretora Anastasia Moschos, de 47 anos, teme que a escola do filho volte a ser fechada. Ela é mãe solteira e não tem com quem deixar o filho. Por sorte, quando a instituição fechou as portas preventivamente por uma semana, o pai da criança estava visitando a cidade.

— Há a presunção de que sempre há alguém para cuidar (das crianças). Esse não é o meu caso. Sou uma mãe solteira e não tenho quem ajude em casa — afirma Anastasia.

Cristina Tagliablue, uma empreendedora que vive em Milão, o epicentro da epidemia de Covid-19 na Itália, se mudou recentemente para Roma, onde mantém uma casa, com seu filho de dois anos. No entanto, nenhuma creche aceitou matricular a criança por conta da residência prévia em uma região afetada pelo novo coronavírus. Além disso, encontra dificuldades em encontrar babás.

Desde então, ela precisou recusar diversas propostas de trabalho.

— É correta a medida de fechar escolas, mas isso tem um custo. O governo poderia ter feito algo para as mães. Nós (indiretamente) também estamos em quarentena — diz a empresária.

Problemas com tecnologia

As tarefas online, propostas por diferentes governos, trazem desafios. Problemas tecnológicos e distrações inevitáveis são problemas para crianças e adolescentes. Thira Pang, de 17 anos, tem se atrasado frequentemente para as aulas virtuais por conta da conexão de internet lenta. Ela tenta, agora, acessar o sistema com 15 minutos de antecedência.

— É uma questão de sorte conseguir se conectar ao sistema — relata a aluna do ensino médio.

Publicações em redes sociais da China mostram professores e alunos no teto de escolas procurando por um sinal mais intenso de internet ou mesmo caminhando pelos arredores de escolas com o mesmo objetivo. No Japão, onde o ano escolar costuma terminar em março, muitas escolas estão restringindo as cerimônias de graduação a professores e alunos. É o caso de Satoko Morita, moradora de Akita, no Norte do Japão, que não pôde assistir ao evento de sua filha.

— Minha filha me perguntou qual era o sentido de participar e discursar em uma cerimônia de formatura sem a presença dos pais — relatou ela.

Avós que tentam compensar a ausência de pais que trabalham também encontram problemas na familiaridade com os dispositivos eletrônicos.

— Eles não têm como supervisionar o aprendizados das crianças que, ao invés de acompanharem, desenvolvem hábitos ruins, como não dar total atenção ao tempo de estudo — relata Ruby Tan, processora de Congqing, cidade no Sudoeste da China.

O Globo

 

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Segurança

Feminicídios têm queda de 30% em 2019 no RN, aponta levantamento

Foto: Reprodução/G1

Um levantamento do Monitor da Violência, do portal G1, baseado em números oficiais de todos os estados brasileirosrevela que o número de feminicídios diminuiu 30% no Rio Grande do Norte, ao longo de 2019, na comparação com o ano anterior. Ao todo, 21 mulheres foram mortas no estado pelo fato de serem mulheres. Em 2018, foram 30. A quantidade de feminicídios do estado também foi a menor desde 2015, quando a lei brasileira passou a considerar este tipo de crime. Os dados locais estão na contramão do país, que apresentou crescimento de 7,3% na comparação com 2018.

O levantamento faz uma ressalva, que, apesar disso da redução, o estado ainda tem a mesma taxa de mortalidade que a média nacional: 1,2 vítimas de feminicídio a cada 100 mil mulheres.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.

Reportagem na íntegra aqui.

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Educação

MPF arquiva notícia de fraude de cota racial para ingresso em Medicina na UFRN

Foto: Oscar Cowley – Ascom PR/RN

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou representação criminal contra candidata que ingressou no curso de Medicina da UFRN alegando ser parda. Visualmente, a partir de imagens de redes sociais, a pele da candidata aparenta ser branca.

Segundo Kleber Martins, procurador da República responsável pelo caso, concluir que a candidata cometeu o crime de falsidade ideológica tendo por base apenas o documento em que se declara como parda e a visualização de sua pele é praticamente inviável. Há uma contradição entre a lei criminal (art. 299 do Código Penal) e a lei que prevê o critério étnico-racial (Lei nº 12.711/2012).

Enquanto aquela exige que o criminoso tenha certeza absoluta que está mentindo na declaração, esta permite que o candidato se autodeclare como pertencente à etnia merecedora da cota, deixando ampla margem para a subjetividade. “É nesse espaço de subjetividade que há lugar tanto para a mentira (configuradora do crime) quanto para o erro ou o mero descompromisso no preenchimento do documento (não configuradores do crime, mas capazes de levar à desclassificação do candidato)”, explicou.

Matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

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Saúde

Após reunião com especialistas, Saúde decide reconhecer quarto caso de coronavírus no Brasil

Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

O secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, informou que há quatro casos confirmados do novo coronavírus no Brasil. Mais cedo, porém, o Ministério havia informado que eram apenas três confirmados. O quarto teste, que também deu positivo, não estava sendo contabilizado porque a paciente não apresentou sintomas de Covid-19, como febre e problemas respiratórios.

A pessoa em questão é em uma menina de 13 anos que viajou à Itália. Depois da divulgação da nota do Ministério da Saúde, houve uma reunião de representantes da pasta e especialistas em saúde pública em um hotel de Brasília. Lá ficou definido que a contabilidade seria de quatro casos confirmados.

Foram considerados quatro critérios para contabilizar o caso sem sintomas como confirmado: resultado positivo do teste; local provável de infecção, ou seja, passagem pela Itália, um dos países mais afetados pela epidemia; possibilidade de os sintomas terem sido mascarados, uma vez que ela foi medicada em um hospital italiano em razão de uma lesão sem relação com o novo coronavírus; e possibilidade de ainda desenvolver os sintomas.

A Itália, para onde a jovem viajou, é o maior epicentro da Covid-19 na Europa. Até o momento, foram registrados 3.089 casos e 107 mortes.

Inicialmente, a equipe da SVS havia deixado o caso fora da tabela de casos confirmados. Segundo Wanderson, foi uma falha da equipe dele, já corrigida. O secretário destacou que a menina de 13 anos teve um acidente na Itália e precisou ir ao hospital para tratar uma lesão.

— Não temos certeza se ela realmente não teve sinais e sintomas (na Itália), porque podia estar tomando um anti-inflamatório ou qualquer medicamento para abaixar a febre. Será que ela não teve febre? Não dá para saber — disse Wanderson.

Ele destacou ainda que é comum os mais jovens não terem sintomas quando contraem vírus.

— Vinte e cinco por cento das crianças e dos adolescentes até 17 anos não apresentam sintomas, então isso já é esperado. Na China (isso) aconteceu, tem vários artigos publicados, então isso já é esperado. A dúvida que paira é: ela não desenvolveu porque estava tomando anti-inflamatório e antipirético, ou seja, para baixar a febre, ou ela está no período de incubação e vai desenvolver (sintomas) ao longo do tempo? — indagou Wanderson.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou do começo do encontro com especialistas, mas já deixou o local. O secretário Wanderson de Oliveira continuará na reunião. Os especialistas — representando várias entidades da sociedade civil e órgãos públicos diferentes — vão se dividir em grupos e discutir vários pontos apresentados pelo Ministério da Saúde. À tarde, será feita uma síntese.

Algumas questões podem exigir mais tempo. O resultado ajudará a embasar as ações do Ministério da Saúde. Entre outras coisas, os especialistas discutirão os procedimentos a serem adotados em quarentena e isolamento domiciliar de pacientes com o vírus. As sugestões constarão em instruções normativas do ministério.

O Globo

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Clima

FOTOS: Chuvas suspendem temporariamente obras da Estrada do Melão III – a RN 015

Fotos: Divulgação

Devido à intensidade das chuvas ocorridas na última semana e com previsão de continuidade, as obras de construção e pavimentação da RN-015 (Estrada do Melão III) serão suspensas até que as condições climáticas possibilitem a retomada das intervenções, de maneira que não haja comprometimento na execução da terraplanagem e, consequentemente, na qualidade dos serviços. A via liga a cidade de Baraúna à BR 437, no trecho conhecido como estrada do Cajueiro.

Com 20% das obras concluídas, a rodovia é estratégica para a economia do Território Assu-Mossoró e de regiões vizinhas e vem recebendo a intervenção do Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagens (DER RN) e do Projeto Governo Cidadão, a partir de recursos do empréstimo do Banco Mundial na ordem de R$ 18,7 milhões.

O trecho em obras tem 19 quilômetros de extensão e é de fundamental importância para o escoamento da produção de sal, caju e para outras cadeias econômicas regionais.

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Diversos

Pane elétrica em Estação de Tratamento suspende fornecimento de água em bairros de Natal; veja quais

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) interrompeu o fornecimento de água em 19 bairros de Natal após uma pane elétrica registrada a madrugada desta quinta-feira (5) na Estação de Tratamento de Água do Jiqui (ETA). Segundo o órgão, a expectativa é de que o fornecimento seja normalizado em até 48h após vistoria da Companhia Elétrica do Rio Grande do Norte (Cosern).

Os bairros afetados são: Alecrim, Areia Preta, Bom Pastor, Candelária, Capim Macio, Cidade Alta,  Cidade da Esperança, Cidade Nova, Dix-Sept Rosado, Felipe Camarão, Lagoa Nova, Lagoa Seca, Mãe Luiza, Nazaré, Neópolis, Nova Descoberta, Petrópolis, Ribeira e Tirol.

Opinião dos leitores

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Diversos

(VÍDEO) – Aeroporto: Fábio Faria aciona Anac e Ministério da Infraestrutura para uma solução

O deputado federal Fábio Faria (PSD/RN) postou um vídeo na manhã desta quinta-feira para informar à população do Rio Grande do Norte que já está trabalhando numa solução para a devolução da concessão aeroporto de São Gonçalo.

A notícia foi divulgada inicialmente pelo Jornal Valor Econômico e confirmada pela Inframerica, atual concessionária, alegando prejuízos nas operações.

O parlamentar, que embarcou para Natal na manhã desta quinta (05), disse que já ligou para o ministro da infraestrutura e para o presidente da Anac para buscarem uma solução e reclamou que o Governo do estado sequer avisou à bancada federal sobre o problema, “seríssimo” e que “merece toda a atenção”.

Fábio também vai propor uma audiência pública na Câmara Federal e reunir a bancada para unirem forças em torno do assunto.

Opinião dos leitores

  1. Solução coerente, seria transformar esse aeroporto em aeroporto de cargas, construindo nos terrenos existente um polo industrial

  2. só voltar para o antigo aeroporto que era MUITO melhor e dentro da cidade.
    melhor que esse aeroporto no meio do mato, cheio de bandido ao redor!

  3. É só os nossos parlamentares acabar de blá blá e exigir do governo federal que faça um novo leilão e com dinheiro arrecadado investir no nosso aeroporto Augusto Severo.

  4. O problema do aeroporto é apenas a ponta do iceberg da falta de planejamento e do tratamento que sucessivos governos estaduais dispensaram ao setor industrial,imaginando que sol,dunas e praias poderiam sustentar o desenvolvimento do RN.
    Falta de visão e de conhecimento.

  5. Pelo amor de Deus! Vamos aproveitar essa oportunidade e tentar com o governo federal o retorno ao Augusto Severo! Este maldito aeroporto do fim do mundo está acabando com o turismo do RN.

  6. É evidente que a governadora do RN já sabia dessa possibilidade há um bom tempo. Não foi surpresa, até porque a infra américa foi oferecer a devolução do aeroporto ao governo do Estado. e o que a nossa maravilhosa governadora fez? Nada. Não tomou nenhuma providência. Não deu a necessária importância ao problema que atinge diretamente a maior fonte de impostos e gerador de emprego do RN, que é o turismo. Não fez, não quis, não se preocupou, simplesmente porque ela sabe que a solução não passa pelo Estado do RN, mas pelo governo federal, que agora deverá se virar para dar uma solução que não prejudique ainda mais o nosso combalido RN. Lembrando, ainda tem mais 3 anos e 9 nove meses pela frente com ela sendo governadora e "gestora" do RN. Quem quiser e puder que se aguente na cela, porque o tombo vai ser grande ao final.

    1. Disse tudo Antenado, e o Governo Estadual gastando como sempre com propagandas enganosas e números fantasiosos!!! Enquanto muitos so preocupam em defender os seus $$$$, as consequências da realidade vão sendo explícitas!!! O RIO GRANDE DO NORTE ESTÁ ABANDONADO E ESSE AEROPORTO JÁ NASCEU MORTO!!!

    2. Antenado e burro. Como devolver para o Estado se não pertencia/pertence a ele?

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Saúde

Risco de transmissão da Covid-19 é maior entre membros de uma família, e isso até é uma notícia boa, diz novo estudo; entenda

Foto: (monzenmachi/Getty Images)

Enquanto a Covid-19 avança para a marca de 100 mil casos confirmados no mundo, especialistas em saúde pública estão correndo para tentar entender melhor como o vírus se espalha pela população. Agora, uma nova análise revelou o que parece ser uma boa notícia: as chances de infecção entre membros de uma mesma família são muito mais altas do que entre um paciente e pessoas que tenham contato com ele fora de casa – o que ajuda a conter o espalhamento do vírus.

O estudo, feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, acompanhou os 10 primeiros casos da doença confirmados em território americano. Os pesquisadores rastrearam todas as pessoas que tiveram “contato próximo” com os pacientes – ou seja, que permaneceram a no máximo 1,8 metros do infectado por um intervalo maior que 10 minutos. Isso levou a um total de 445 pessoas acompanhadas, entre pessoas que moram na mesma casa que os infectados (19), indivíduos que compartilharam espaços com eles fora de casa (204) e agentes de saúde que atenderam os pacientes (222).

Dessa amostragem, apenas duas pessoas acabaram infectadas com o coronavírus – ambas eram parentes que compartilhavam a mesma casa com os pacientes confirmados. Nenhum outro caso testou positivo para o SARS-cov-2019, incluindo cinco pessoas que permaneceram em contato domiciliar com pessoas infectadas por longos períodos.

Os resultados são positivos porque indicam que muitas pessoas que entram em contato com infectados fora de suas casas não acabam infectadas. E também mostra que a epidemia pode ser enfraquecida com medidas de precaução e de higiene, especialmente dentro de famílias com casos suspeitos ou confirmados.

A conclusão da pesquisa também faz sentido: o vírus passa de pessoa para pessoa através de fluídos, como gotículas de saliva. O contato é essencial para que a doença entre no organismo: principalmente através das mãos sendo levadas à boca ou ao nariz. Esses tipos de contato mais diretos se concetram em relações familiares, o que explicaria os resultados.

Mas há ressalvas importantes: o estudo foi feito com uma base de dados pequena: apenas 10 casos (até essa quarta, dia 04, os Estados Unidos já haviam confirmado 138 ocorrências). E o país, assim com a Alemanha, já registrou casos de Covid-19 sem fonte determinada, ou seja, em pessoas que não viajaram para o exterior e nem tiveram contato claro com nenhuma pessoa conhecida que esteve em outro país ou que teve o diagnóstico confirmado. Isso pode indicar que a doença pode sim se espalhar por contatos aleatórios, apesar de parecer bem mais difícil.

Além disso, muitos casos são assintomáticos ou apresentam sintomas leves, principalmente em pessoas mais jovens – mas, mesmo nesses casos, parece ser possível a transmissão do vírus para outras pessoas. Resumindo: não dá para se descuidar.

No Brasil, até agora, são três casos confirmados, todos em São Paulo. Não se conhece nenhum caso de transmissão entre familiares por enquanto – todos parecem ter sido “importados” da Europa, especialmente da Itália, que enfrenta um surto da doença. De qualquer forma, o Ministério da Saúde recomenda precauções, como lavar bem as mãos com água e sabão ou higienizá-las com gel antisséptico; evitar grandes aglomerações e pessoas com sintomas; evitar tocar a boca, nariz e olhos antes de lavá-las e procurar uma unidade de saúde caso sintomas apareçam.

Exame

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