Diversos

ALARMANTE: O que ‘sinal de OK’ retratado como racista nas redes sociais revela sobre a ‘cultura de cancelamento’

Emmanuel Cafferty comemorou com as filhas e os netos o emprego ? que perdeu depois de cancelamento no Twitter. Foto: Arquivo Pessoal

No último dia 3 de junho, o americano Emmanuel Cafferty, de 47 anos, voltava para casa depois de mais um dia de trabalho. Sua rotina era passar entre 8 e 12 horas diárias em inspeções na rede subterrânea de gás e eletricidade da cidade de San Diego, na Califórnia. Era fim de tarde e fazia calor. No volante da caminhonete da empresa, ele mantinha a janela aberta, o braço esquerdo pendendo sobre a porta do veículo. Segundo Cafferty, ele estalava as juntas dos dedos da mão esquerda com displicência, o polegar alongando os demais dedos em direção à palma da mão, um tique que repetiu algumas vezes durante a entrevista com a BBC News Brasil.

“Foi nesse momento que um homem desconhecido, com um celular e uma conta de Twitter, virou minha vida de cabeça pra baixo”, contou Cafferty.

Fazia apenas uma semana que George Floyd, um homem negro e desarmado, havia sido morto por um policial branco em Minneapolis. As imagens do assassinato de Floyd causaram o que tem sido considerada a maior onda de protestos populares contra o racismo nos Estados Unidos. Nesse contexto, o estalar de dedos de Cafferty acabou interpretado por um motorista de outro veículo como um gesto específico, um símbolo usado por movimentos supremacistas brancos.

“Esse homem começou a buzinar e me xingar. Ele gritava: “Você vai continuar fazendo isso?” E sacou o celular para fotografar. Achei que eu talvez tivesse fechado ele no trânsito, por acidente. Mas estávamos os dois parados no semáforo, eu não estava entendendo nada”, relata Cafferty.

Duas horas após o incidente, seu supervisor telefonou para dizer que ele havia sido denunciado como racista nas redes sociais e estava sendo suspenso do trabalho, sem vencimentos. Uma hora mais tarde, seus colegas chegaram à sua casa para levar a caminhonete e o computador da empresa embora. Cinco dias depois, ele estava demitido.

“Foi assim que eu perdi o melhor emprego que já tive na vida”, diz Cafferty. Sem faculdade, filho de migrantes mexicanos, ele vivia sua versão do sonho americano. Ganhava US$ 41 por hora, o dobro do salário de seu emprego anterior, e tinha plano de saúde e de aposentadoria pela primeira vez na vida. Quando conseguiu a vaga, há seis meses, ele, as três filhas e os netos saíram para jantar em comemoração.

OK ou supremacia branca?

De acordo com Cafferty, ele não tinha ideia que o gesto a ele atribuído, comumente associado a “OK” nos Estados Unidos, pudesse ter conotação racista.

De acordo com a Anti-Defamation League, uma organização centenária que combate discursos de ódio, o símbolo de “OK” foi adotado em 2017 por usuários racistas em fóruns online como o 4chan. A própria organização recomenda cuidado na interpretação do sinal.

“Na esmagadora maioria das vezes, o gesto significa consentimento ou aprovação. Por isso, não se pode presumir que alguém que faça o gesto o esteja usando em um contexto de racismo, a menos que exista outra evidência contextual para apoiar esse entendimento. Desde 2017, muitas pessoas foram falsamente acusadas de ser racistas ou supremacistas brancas por usarem o gesto no seu sentido tradicional e inócuo”, alerta a organização.

É exatamente o que teria acontecido a Cafferty. Ou pior. “No meu caso, nem era um símbolo, só estava estalando os dedos. Mas um homem branco interpretou como um gesto parecido com OK, que seria racista e disse isso a meus chefes, também brancos, que decidiram acreditar nele, não em mim, que não sou branco”, afirmou exasperado, enquanto esfregava os braços para mostrar a cor de sua pele.

O autor da fotografia e do primeiro post contra Cafferty admitiu à equipe local da emissora americana NBC que pode ter exagerado na interpretação que fez do suposto gesto e que, apesar de ter marcado a empresa em que Cafferty trabalhava em seu post, não queria que ele fosse demitido. O usuário apagou a mensagem original e a própria conta de Twitter. Mas já era tarde, o post havia viralizado, o emprego estava perdido. A BBC News Brasil não conseguiu localizar o autor do primeiro post.

“Uma multidão de Twitter me cancelou. Já liguei para todos os meus ex-empregadores nessas seis semanas desde que aconteceu o episódio e ninguém me retorna. A primeira coisa que um empregador faz na hora de contratar é jogar seu nome no Google. O meu ficou ligado a esse episódio, não importa se estou certo ou não. Não sei como vou seguir a vida daqui pra frente”, desabafa. Ele tem tido que fazer terapia semanalmente para lidar com a dor e o medo que tem sentido.

Multidão online, efeitos offline

O caso de Cafferty é emblemático do que tem sido considerado um efeito colateral perigoso da cultura do cancelamento. O movimento começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental, uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas.

Funciona assim: um usuário de mídias sociais, como Twitter e Facebook, presencia um ato que considera errado, registra em vídeo ou foto e posta em sua conta, com o cuidado de marcar a empresa empregadora do denunciado e autoridades públicas ou outros influenciadores digitais que possam amplificar o alcance da mensagem. É comum que, em questão de horas, o post tenha sido replicado milhares de vezes.

A cascata de menções a uma empresa costuma precipitar atitudes sumárias para estancar o desgaste de imagem, sem que a pessoa sob ataque possa necessariamente se defender amplamente.

“No meu caso, eles me ouviram uma vez e logo já me demitiram. Fica parecendo que concluíram que eu era racista mesmo”, afirma Cafferty. A BBC News Brasil procurou a empresa SDG&E, onde ele trabalhava, mas não obteve retorno até a conclusão desta reportagem. Em resposta às denúncias de usuários contra Cafferty no Twitter, a empresa afirmou que “acredita firmemente que não há espaço na sociedade para discriminação de qualquer tipo” e que havia iniciado uma investigação sobre a conduta do funcionário”.

O cancelamento é mais do que a trollagem típica de internet, eventualmente com insultos coordenados, frequente em disputas de opinião entre usuários das redes. É um ataque à reputação que ameaça o emprego e os meios de subsistência atuais e futuros do cancelado. Extremamente frequente nos Estados Unidos, ela hoje abate anônimos, gente comum como Cafferty.

“Você pode ser cancelado por algo que você disse em meio a uma multidão de completos estranhos se um deles tiver feito um vídeo, ou por uma piada que soou mal nas mídias sociais ou por algo que você disse ou fez há muito tempo atrás e sobre o qual há algum registro na internet. E você não precisa ser proeminente, famoso ou político para ser publicamente envergonhado e permanentemente marcado: tudo o que você precisa fazer é ter um dia particularmente ruim e as consequências podem durar enquanto o Google existir”, definiu o colunista do The New York Times Ross Douthat em uma coluna sobre cancelamento há alguns dias.

O fenômeno acontece também no Brasil, mas frequentemente tem como alvo famosos. Um exemplo recente de cancelamento foi o da blogueira Gabriela Pugliesi. Depois de postar imagens de uma festa que deu em sua casa, em abril, em meio a uma quarentena por conta da epidemia de coronavírus, uma multidão online passou a cobrar as marcas que a patrocinavam para que rescindissem os contratos de publicidade com ela. Pugliesi perdeu pelo menos cinco contratos e seu prejuízo teria superado os R$ 2 milhões.

Injustiças no movimento por justiça social?

O alcance da cultura do cancelamento nos Estados Unidos tem gerado questionamentos sobre a possibilidade de que injustiças sejam cometidas.

Cafferty não é um caso único. No fim de maio, um pesquisador contratado por uma consultoria política progressista compartilhou no Twitter o resultado de um estudo que indicava que, nos anos 1960, protestos raciais violentos aumentavam o percentual de votos em candidatos republicanos, enquanto atos pacíficos favoreciam políticos democratas nas urnas. Ativistas consideraram que seu comentário era uma reprimenda aos atos pela morte de George Floyd e passaram a exigir sua demissão. O pesquisador foi demitido dias mais tarde.

No último mês, uma professora de teatro em Nova York foi acusada de ter cochilado durante uma reunião online para tratar de ações por justiça racial no curso. Uma petição assinada por quase duas mil pessoas pede sua demissão, acusando-a de racista. A professora nega e alega que apenas descansava as vistas olhando momentaneamente para baixo quando a foto foi feita.

No começo de junho, um migrante palestino, dono de uma rede de padarias que emprega 200 pessoas em Minnesota, se tornou alvo depois de serem encontrados — e divulgados — na internet posts racistas e antissemitas de sua filha, adolescente quando os escreveu. Apesar de ter demitido a filha, hoje adulta, da empresa, seus compradores cancelaram os contratos e ele perdeu linhas de crédito. O negócio pode não sobreviver.

Diante do que qualificaram como “atmosfera sufocante”, um grupo de 150 jornalistas, intelectuais, cientistas e artistas, considerados progressistas, resolveu publicar, na Harper’s Magazine, há duas semanas, um texto intitulado “Uma carta sobre Justiça e Debate Aberto”. Assinada por nomes de peso, como o linguista Noam Chomsky, os escritores J.K. Rowling e Andrew Solomon, a ativista feminista Gloria Steinem, a economista trans Deirdre McCloskey, e o cientista político Yascha Mounk, a carta afirma que “a livre troca de informações e ideias, força vital de uma sociedade liberal, tem diariamente se tornado mais restrita. Enquanto esperávamos ver a censura partir da direita radical, ela está se espalhando também em nossa cultura: uma intolerância a visões opostas, um apelo à vergonha pública e ao ostracismo e a tendência de dissolver questões políticas complexas com uma certeza moral ofuscante”.

Na mesma toada, uma das editoras de opinião do jornal The New York Times, Bari Weiss, se demitiu essa semana por meio de uma carta aberta, na qual acusa a publicação de promover um “novo macartismo”, em referência à patrulha ideológica anticomunista dos anos 1950 nos Estados Unidos. “Artigos publicados com facilidade há apenas dois anos, agora colocariam um editor ou autor em apuros. Isso se ele não for demitido. Se um texto é percebido como provável fonte de reação interna ou nas mídias sociais, o editor sequer o publica”, escreveu Weiss, contratada pelo New York Times pouco depois da eleição de Trump em 2016, em um esforço para amplificar a diversidade de vozes no diário..

A demissão de Weiss acontece semanas após a de seu chefe, James Bennet, que optou por publicar um artigo do senador republicano Tom Cotton que defendia o uso do Exército americano para reprimir as manifestações pelos direitos dos negros. O artigo foi considerado “fora dos padrões” pelo New York Times.

Em um artigo para a revista The Atlantic, em que cita o caso de Cafferty, o cientista político Yascha Mounk explica porque assinou o manifesto. Mounk aplaude o que chama de “nova determinação americana” para desenraizar preconceitos da sociedade. “No entanto, seria um erro enorme, especialmente para aqueles que se importam com justiça social, considerar o que aconteceu com Cafferty como um detalhe menor ou o preço a ser pago pelo progresso”, escreveu Mounk.

A resposta à carta dentro do movimento progressista não tardou. Um grupo de jornalistas, artistas e intelectuais acusou os autores da primeira carta de, do alto de seu sucesso profissional e posição confortável no mercado, ignorar as dificuldades de minorias, como negros e população LGBT, no debate público no mundo acadêmico, nas artes, no jornalismo, no mercado editorial.

“Os signatários, muitos deles brancos, ricos e dotados de plataformas enormes, argumentam que têm medo de ser silenciados, que a chamada cultura do cancelamento está fora de controle e que eles temem por seus empregos e pelo livre intercâmbio de ideias, ao mesmo tempo em que se manifestam em uma das revistas de maior prestígio do país”, afirmam os signatários do novo documento, intitulado “Uma carta mais específica sobre Justiça e debate aberto”. Alguns dos apoiadores do texto preferiram ficar anônimos, citando apenas a instituição em que trabalham, por medo de represálias.

Os autores citam ainda nominalmente alguns de seus antagonistas: mencionam que J.K. Rowling esteve recentemente envolvida em um debate sobre a palavra “mulher”. Ao comentar um texto que mencionava “pessoas que menstruam”, ela afirmou: “Se sexo biológico não é real, a realidade vivida por mulheres globalmente é apagada. Eu conheço e amo pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo (biológico) remove a capacidade de muitas pessoas discutirem o significado de suas vidas. Falar a verdade não é discurso de ódio”. Sua afirmação foi considerada transfóbica e duramente criticada. Os autores da segunda carta dizem ainda que negros e trans que assinaram a primeira carta serviram como álibi para os brancos signatários não serem considerados racistas.

A disputa política em torno da questão deve ser longa e aguerrida. Alheio à ela, Cafferty tenta recuperar seu emprego. Ele está processando a empresa onde trabalhava e o homem que o fotografou, mas não há expectativa de que haja uma veredicto para a questão em menos de um ano. Cafferty se diz simpático aos movimentos por justiça racial, mas afirma nunca ter tido qualquer atuação política ao longo da sua vida. “Nem conta de Twitter eu tinha até ser cancelado”, diz.

UOL, com BBC

Opinião dos leitores

  1. Essa história de racismo já chegou em nível de radicalismo tal que vai aumentar somente a violência urbana e respingar sob todos nós , lamentavelmente. Temos que formar essa cultura de respeito racial mútuo nas escolas com nossas crianças e adolescentes. É um trabalho de médio e longo prazo.O resto por enquanto a justiça resolve , somos todos iguais !

  2. Esse povo usa qualquer coisa pra relacionar o racismo e a politica. Esse tipo de conduta vai provocar novos preconceitos, atrasos e violencia. Por isso nunca fui a favor de cotas que recriam os tribunais raciais. Estao plantando algo pessimo para o futuro, talvez pior que o passado. Moralismo com cara de politica oportunista e destrutiva.

    1. Com Ctza não é negro pois se fosse já estaria chato pra nao dizer imoral.

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Diversos

“Autoridade na rua é o guarda, não o desembargador”, diz ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse à coluna que ficou “estarrecido” com a carteirada que o desembargador paulista Eduardo Siqueira tentou aplicar no guarda municipal da cidade de Santos Cícero Hilário Neto. “A autoridade na rua é o guarda, não o desembargador”, disse o ministro. Para ele, o caso exige a punição do magistrado.

“Somos autoridades no tribunal, com a capa nas costas. Na rua, somos cidadãos”, declarou Marco Aurélio, antes de relatar um episódio que ele próprio viveu, há cerca de um ano. Retornava de um show musical. Estava com sua mulher, a desembargadora Sandra De Santis Mendes de Farias Mello, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

“Fomos parados por uma patrulha de trânsito, na entrada da minha quadra. O guarda me reconheceu. Disse: ‘Ministro, o senhor me perdoe, mas poderia me passar os seus documentos?’ Atendi imediatamente. Ele perguntou: ‘O senhor se importa de soprar o bafômetro, ministro?’ Eu disse a ele: Cumpra o seu dever. Não me ocorreu dar nenhuma carteirada. Ali, eu era um cidadão. A autoridade era o guarda de trânsito.”

Na cena em que humilhou o guarda Cícero Hilário, chamando-o de “analfabeto”, o desembargador Eduardo Siqueira declarou que “decreto não é lei.” Por isso, decidiu descumprir o decreto municipal que tornou obrigatório o uso de máscara em Santos. Marco Aurélio discordou: “O decreto municipal precisa ser observado.”

O ministro leu o artigo 23 da Constituição, que estabelece o que “é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.” Há uma lista com 12 itens. No segundo, lê-se o seguinte: “Cuidar da saúde e assistência pública…”.

Em abril, o plenário do Supremo decidiu que, além do governo federal, estados e municípios têm poder para determinar regras sanitárias de combate ao coronavírus —do isolamento social ao uso de máscara, passando por interrupção de atividades comerciais não essenciais e suspensão do funcionamento de escolas.

“O que consta da Constituição Federal é que cabe aos três níveis da federação —municipal, estadual e federal— a tomada de providências”, disse Marco Aurélio. “E essas providências podem ser formalizadas mediante decreto.”

Marco Aurélio disse que espera por uma punição do desembargador. Avalia que o comportamento inadequado do magistrado não prejudicou apenas os guardas municipais de Santos. “Atinge a todos nós do Judiciário”, afirmou o ministro. Para ele cabe ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo punir Eduardo Siqueira.

Previsto no regimento interno do tribunal, o Órgão Especial é composto pelo presidente da Corte, Geraldo Francisco Pinheiro Franco, e mais 24 desembargadores —12 escolhidos entre os mais antigos, e 12 eleitos. Marco Aurélio estranhou que o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, tenha determinado que o TJ de São Paulo envie para o CNJ o procedimento aberto contra o desembargador da carteirada.

“Essa avocação me causou espécie”, disse Marco Aurélio. “O corregedor pode avocar se houver omissão do Tribunal de Justiça. A menos que se considere que o Órgão Especial não teria isenção para julgar um membro do próprio tribunal.”

O ministro disse ter conversado com “um colega desembargador” que conhece Eduardo Siqueira. “Ele é tido como um sujeito complicado. O Órgão Especial já esteve para afastá-lo. Mas acabou não tomando a iniciativa. Talvez tenha claudicado. O passado desse rapaz não o recomenda. Se é que podemos considerá-lo rapaz… Pela falta de juízo, talvez.”

Josias de Souza – UOL

Opinião dos leitores

  1. Suspeitei desde o princípio que esse Sr Cidadão, que é Desembargador tinha o juízo "embargado"… não tem expressões de normalidade e, demonstrou nesse episódio que não possui um equilíbrio mental de gente normal.

  2. Se fosse um cidadão comum esses GMs teriam imobizado, algema e levado para delegacia.
    Só não concordei em ter chamado os GMs de analfabetos.

    1. Boa tarde GIBIRA, então você é de acordo com o ato do desembargador em desrespeitar o decreto-lei, rasgar e jogar a notificação no chão.

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Polícia

FOTO: Polícia Civil divulga retrato falado de suspeito de crime sexual na Zona Sul de Natal

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente (DCA) solicita que a população envie informações anônimas que possam colaborar para que a Polícia Civil localize um suspeito de ter praticado um crime sexual contra vulnerável, em Natal. Na manhã desta terça-feira (21), a Especializada divulgou um retrato falado elaborado pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).

O crime ocorreu na madrugada do dia 01 de junho deste ano, próxima a área de um supermercado, localizado no bairro Capim Macio, em Natal. De acordo com o laudo do ITEP, o suspeito é de cor parda, com idade entre 25 e 30 anos, altura de 1,75m, cabelos de cor preta, olhos de cor castanho escuro, nariz largo, usa barba.

Qualquer informação que possa ajudar a Polícia Civil a localizar o suspeito pode ser enviada, de forma anônima e com garantia do sigilo, para o Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

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Diversos

FOTO: Desempregado desde fevereiro, jovem de 20 anos pede oportunidade com cartaz em semáforo de Natal

Jovem segura cartaz no cruzamento da Salgado Filho com a Antônio Basílio — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

Reportagem do portal G1-RN destaca que desde segunda-feira (20), quando acende a luz vermelha do semáforo entre as avenidas Salgado Filho e Antônio Basílio em Natal, Geovane Guimarães Ferreira, de 20 anos, aparece com um cartaz pedindo um emprego aos que passam pelo cruzamento. A decisão de ir para as ruas pedir ajuda para arrumar um emprego foi tomada após conversas com a mãe e a companheira, que está grávida de seis meses. No entanto, o jovem conta que o grande incentivador da ideia foi o irmão, que atualmente trabalha em um petshop porque teve a mesma iniciativa: pedir trabalho no semáforo.

Desempregado desde fevereiro, o jovem que vivia de aluguel precisou entregar a residência para a proprietária porque não iria conseguir manter a mensalidade em dia. Ele se mudou para a casa da sogra, onde mora com ela e a companheira no bairro Guarapes, Zona Oeste de Natal. A família enfrenta dificuldades financeiras. Geovane só teve acesso a uma das parcelas do auxílio emergencial de R$ 600. Leia matéria completa aqui.

Opinião dos leitores

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Saúde

COVID-19: RN tem 544 pacientes internados, sendo 280 em leitos críticos; taxa de ocupação é de 85%

A Secretaria de Estado e Saúde Pública-Sesap atualizou os dados do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta terça-feira(21). Na ocasião, foi informada a taxa de ocupação geral de leitos, que registra neste momento 85%.

A Sesap também informou que 544 pessoas estão internadas em hospitais públicos, privados ou filantrópicos, entre suspeitos, confirmados, pacientes em enfermaria ou críticos, que neste último caso, somam (280 críticos e 264 clínicos).

Entre regiões, a ocupação se encontra no seguinte cenário:

Região metropolitana de Natal: 88%

Alto Oeste (Pau dos Ferros): 88%

Oeste (Mossoró):  81%

Seridó: 76%

Mato Grande: 50%

Opinião dos leitores

  1. Eita! A ocupação de leitos na Região Metropolitana de Natal estava 83% na semana passada; agora, 88%. Ou seja, só faz aumentar!!

  2. É Os 5milhões de reais investidos numa empresa de vender produtos a base de Maconha para compras de respiradores pelo consórcio Nordeste não faltam serão devolvidos aos cofres públicos?

    1. Me informa aí qual o nome dessa empresa, amigo. Isso muito me interessa.

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Religião

Arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha testa positivo para coronavírus

O Arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, recebeu, na noite dessa segunda-feira(20), a confirmação de que testou positivo para a COVID-19.

O gabinete do Arcebispo tranquiliza os fiéis:

“Graças a Deus, o Senhor Arcebispo encontra-se praticamente assintomático, sereno, disposto, com acompanhamento médico e devidamente medicado. Seu quadro clínico está muito bom, sem sinais que apontem para gravidade alguma. Dom Jaime prosseguirá sendo acompanhado e realizando o tratamento em sua própria residência.

Acompanhemos o nosso Arcebispo com nossas orações e confiemos o seu pleno restabelecimento e de todos os demais enfermos aos cuidados da Virgem Maria, nossa padroeira, Nossa Senhora da Apresentação”.

Opinião dos leitores

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Saúde

RN contabiliza 44.267 casos de coronavírus e registra 1621 mortes; 09 óbitos confirmados nas últimas 24 horas

Foto: Reprodução/Youtube

A Secretaria de Estado e Saúde Pública-Sesap atualizou os números do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta terça-feira(21). Os casos confirmados chegam a 44.267. No boletim dessa segunda-feira eram (43.957).

O total de vítimas da covid-19 no RN chega a 1.621, sendo 09 confirmadas nas últimas 24 horas, e outras 27 após resultados de exames divulgados dos últimos dias. Em investigação estão mais 201 óbitos.

Os casos suspeitos somam 56.143, descartados(68.806) e pacientes recuperados são 3.441.

Opinião dos leitores

  1. E tome contabilidade nos casos de corona virus. Prometo que vou estudar esse lançamento contabil

  2. Aquela aglomeração no final de semana último foi uma grande demonstração de irresponsabilidade da populaçáo e omissáo do poder publico.

    1. E é bem capaz do resultado aparecer daqui a 2 semanas

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Judiciário

Toffoli atende pedido do Senado e suspende busca no gabinete de José Serra

Dias Toffoli atendeu ao pedido do Senado e suspendeu a busca no gabinete de José Serra, dentro da operação deflagrada hoje para investigar caixa 2 repassado à campanha de 2014 do senador.

Mais cedo, conforme O Antagonista, a mando de Davi Alcolumbre, a Polícia Legislativa impediu a entrada de policiais federais no gabinete. A advocacia do Senado acionou o Supremo para suspender a operação, para que o Supremo avalie se há fatos relativos ao mandato.

Na decisão, Toffoli destacou que, apesar do mandado de busca fazer referência a doações eleitorais não declaradas em 2014, antes do mandato parlamentar, havia ordem para coletar computadores e documentos no gabinete, “conjunto de bens que são diretamente implicados ao desempenho da atividade parlamentar típica”, segundo o ministro.

“A situação evidenciada, portanto, eleva, sobremaneira, o risco potencial de sejam apreendidos documentos relacionados ao desempenho da atual atividade do congressista, o que, neste primeiro exame, pode implicar na competência constitucional da Corte para analisar a medida”, escreveu o ministro na decisão.

Toffoli concedeu a liminar pedida pelo Senado por estar no plantão do STF durante o recesso de julho. Em agosto, a ação será encaminhada a Gilmar Mendes, relator do caso na Corte.

Na ação, o Senado pediu a suspensão da operação, de modo que o STF analise se há fatos relacionados ao mandato. Quer ainda que seja colhido parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a competência e também a intimação do juiz de primeira instância, Marcelo Antonio Martin Vargas, para prestar informações sobre o caso.

Toffoli, no entanto, suspendeu apenas as buscas no gabinete.

As demais buscas, no apartamento funcional que Serra ocupa em Brasília, em dois imóveis do senador em São Paulo e na sede da Qualicorp permanecem válidas, assim como as prisões temporárias determinadas por Marcelo Vargas.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. (…)sejam apreendidos documentos relacionados ao desempenho da atual atividade do congressista. Oxe, medo de quê? Continua roubando? Que vergonha, Serra, naompermitie a Polícia Federal de escrever mais um capítulo da "Historinha do Carequinha". Cabra safado.

  2. Interessante, computadores e documentos tbm são "conjunto de bens" diretamente implicados a profissão de jornalistas e blogueiros. Mas mesmo assim foram apreendidos e ainda proibiram os blogueiros de trabalharem.???

    1. O STJ com o padrinho Noronha é o mais honesto do mundo !!!!! kkkkkkkkkkkk

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Saúde

Drive Thru com testes rápidos para covid-19 em Parnamirim na última semana registrou 397 casos positivos entre mais de 1500 testados

FOTO: ASCOM

O Drive Thru de testagem rápida realizado pela Prefeitura de Parnamirim na última semana, entre os dias 15 e 17 de julho, ofertou mais de 1.500 testes para a população, e apresentou o seguinte balanço: 1.127 tiveram resultados negativos e 397 positivos.

Desta vez, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesad), por meio dos departamentos de Vigilância em Saúde, Laboratório Central, Atenção Primária e apoio da Secretaria Municipal de Segurança, Defesa Social e Mobilidade Urbana (Sesdem) e Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Selim), realizou os testes nos Ginásios Esportivo de Passagem de Areia, Liberdade e no Parque Aristófanes Fernandes.

De acordo com a Sesad, foram realizados no último drive thru, entre os dias 15 e 17 de julho, 1.524 testes, onde 1.127 tiveram resultados negativos e 397 positivos. Thulianne Lopes, Coordenadora da Vigilância Epidemiológica, comentou sobre a importância, objetivo e benefícios da ação. “A oferta da testagem para diagnóstico de COVID-19, através do drive thru, nos permite ter dados epidemiológicos mais fidedignos em relação aos casos da doença no nosso município. Uma vez que essa estratégia aumenta a testagem nos bairros envolvidos. A ação evita também aglomeração de pessoas e a ida em unidades hospitalares de quem teve ou está com sintomas leves”.

Apesar da porcentagem de testes positivos nos três dias do último drive thru ter chegado aos 35%, a coordenadora explicou que a vigilância Epidemiológica realiza avaliações semanais em relação aos dados recebidos, e há 3 semanas foi observado uma queda no número de casos positivos. Ainda assim, Thulianne deixou um alerta para a população continuar tomando todas as medidas recomendadas pelos órgãos de saúde. “Mesmo diante da queda no número de casos positivos nas últimas semanas epidemiológicas, reforço que não podemos relaxar, quanto às medidas preventivas impostas pelas autoridades sanitárias. A prevenção é sempre o melhor remédio. E para aqueles que podem, fiquem em casa”.

Como o resultado dos testes levava em média 20 minutos para ser entregue, as pessoas que testavam positivo para a Covid-19 eram orientadas quanto às medidas de isolamento social. Fundamental neste período de pandemia, o Drive Thru teve alta procura e foi muito elogiado pelos parnamirinenses. “A aceitação da população foi excelente, principalmente em relação ao atendimento e à organização do evento, como também aos esclarecimentos prestados pelos profissionais envolvidos”, disse Thulianne Lopes.

Confira abaixo os número do drive thru realizado nos dias 15, 16 e 17 de julho.

• Dia 01 – Passagem de Areia: 306 testes negativos e 138 positivos. Porcentagem de confirmados 31%.

• Dia 02 – Liberdade: 327 negativos e 152 positivos. Porcentagem de confirmados 31%.

• Dia 03 – Parque de exposições: 494 negativos e 107 positivos. Porcentagem de confirmados 17%.

• Total de testes realizados: 1524
1127 negativos e 397 de positivos.

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Diversos

Esquema de corrupção no Exército ocorrido em 2005/2006 pagou festa com prostitutas em motel

Operação da Polícia Federal desvendou esquema que ocorreu no CMA, entre 2004 e 2005/ Foto: Divulgação

Um esquema de corrupção que envolveu um conluio entre oficiais do Exército e empresários em fraude de compra de alimentos para a caserna, ocorrido entre 2005 e 2006, começa a ser punido agora. A Justiça Militar condenou recentemente 26 acusados sendo onze oficiais — dois coronéis, um tenente-coronel, um tenente, um subtenente, um major e cinco capitães –, oito militares de baixa patente e sete empresários da área de alimentos.

Os militares e civis foram condenados pelo juiz federal substituto da Justiça Militar Alexandre Quintas a penas que chegam a 16 anos, no caso de um coronel.

Na sentença, o juiz relata que a proximidade entre dois capitães e um empresário era tamanha que “este último contratou prostitutas e promoveu uma festa em um motel de Manaus para os referidos oficiais”.

O esquema foi desvendado pela Operação Saúva, realizada pela Polícia Federal em 2006. Revelou, com gravações e documentos, fraude em licitação na compra de alimentos, pagamento de propina, manipulação de preços, fraude no recebimento dos produtos em qualidade e quantidade.

Esse esquema — coisa de petequeiro, se comparado aos bilhões do petrolão ou ao dinheiro administrado por Fabrício Queiroz — se repetiu em alguma unidades militares, como batalhões de suprimentos, e até mesmo no Comando Militar da Amazônia e na Diretoria de Suprimentos do Exército em Brasília.

A sentença não traz um valor atualizado do montante desviado. Em valores de 2005, os oficiais, segundo dados da PF, dividiram entre eles um total 620.000 reais.

A denúncia original envolvia 39 pessoas, dos quais 29 militares, incluindo praças que recebiam “mesadas” dos oficiais de 500 reais. A ação se arrastou porque ao longo desses anos foram muitos recursos, trancamento do processo e habeas-corpus.

Alguns acusados confessaram o esquema, outros argumentaram violação da garantia do contraditório e ampla defesa e tentaram descaracterizar o crime de peculato para lei de licitações. Como todos são primários e com bons antecedentes, poderão recorrer da sentença em liberdade.

Radar – Veja

Opinião dos leitores

  1. O dinheiro público paga tudo, basta os gestores quererem, não tem MPU q consiga fiscalizar. Quando acha o dinheiro nunca retorna, fica por isso mesmo.

  2. Isso tudo aconteceu entre 2005 e 2006, em pleno governo Lula, o PT conseguiu implantar a corrupção até no exército quando esteve no poder.

    1. Verdade, caro Luan. Isso é uma vergonha que mancha a honradez dos nossos homens. Envolvimento com prostitutas? Jamais! Isso é inaceitável. Acabou essa falta de vergonha. Agora é broderagem. Machos! Fardados e desfardados! Armas em punho! Delicia.

  3. Parece que os corruptos foram punidos com penas de até 16 anos, pelo juiz Alexandre Quintas, como informado acima. Lá pode ter corrupto (tem em todo lugar), mas são punidos, devolvem o que roubaram e não tem campanha de "Lula Livre" nao.

    1. Teve sim, entre 2004 e 2005 no governo Lula, ness época não escapou nada no Brasil, o PT passou o rodo!

  4. Exército Comunista! não acredito nisso… vou rasgar minha camisa da Cbf e apagar minha tatuagem do mito.

  5. E tem alienado que pensa que os milicos não têm os mesmos defeitos dos políticos, dos magistrados… em suma, do povo brasileiro.

  6. Será que seguiram o exemplo do Comandante Supremo das Forças Armadas da Época. Diga-se de passagem o Sr Ladrão Mor 9 dedos? Kkkk

    1. Esse Gibira sempre dá uma checada embaixo da cama antes de dormir com medo que o Lula esteja lá. Kkkkkkkk

  7. Vixe ! Pensei que não tinha corrupção nas forças armadas… Quero ver daqui a alguns anos o que descobriremos mais…

    1. As Forças Armadas assim como outras instituições tem bons e maus profissionais.
      A diferença é que quando alguma conduta ilegal é descoberta, os culpados são punidos,o que muitas vezes não ocorre em outras instituições.

  8. Corrupção no exército? Isso não existe. Puxa, BG! Não pública essas mentiras não. A gente quer ler matérias do Cláudio Humberto., Robson Pires(espancador de mulher) e do Allan Santos. O resto é mentira pra agradar comunistas. Nas forças armadas só há santos.

    1. E os milicos verde oliva e seus asseclas cristãos, patriotas e cidadãos de bem frequentam bordéu?

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Diversos

FOTO: Bombeiros controlam incêndio em micro-ônibus na Zona Norte de Natal

FOTO: CBM/ASSECOM

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN) foi acionado durante a madrugada desta terça-feira (21) para atender uma ocorrência de incêndio em um micro-ônibus, no conjunto Parque dos Coqueiros, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, Zona Norte de Natal.

A central do CBMRN recebeu o chamado por volta das 02h e imediatamente uma guarnição de combate a incêndio com cinco militares foi enviada para controlar as chamas. Além disso, outro veículo que também pertencia ao dono do micro-ônibus estava estacionado próximo e recebeu alguns danos causados pelo forte calor. O trabalho de combate durou cerca de 20 minutos e ainda não se sabe a causa do incêndio. Não houve vítimas.

Opinião dos leitores

  1. TENHAM PACIÊNCIA QUE ESSE ABSURDO VAI CAIR.

    Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade de dispositivo de lei do Estado de Sergipe que instituiu taxa anual de segurança contra incêndio. Em sessão virtual, o Plenário julgou parcialmente procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2908, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    Na ação, a OAB questionava a Lei 4.184/1999 de Sergipe, que prevê taxa de aprovação de projetos de construção e taxa anual de segurança contra incêndio. Para a entidade, os serviços de combate a incêndio e outras calamidades efetuados pelo Corpo de Bombeiros não podem ser remunerados por meio de taxas, mas apenas por impostos. A lei sergipana, portanto, violaria o disposto no artigo 145, inciso II, da Constituição Federal.

  2. Dúvida sincera: considerando que o dono desse veículo pagou a taxa de incêndio, ou seja, pagou para ter a prestação de um serviço que deve ser eficaz e eficiente, como os Bombeiros não tiveram e nem terão condição de executar o serviço com essas características, é possível entrar com ação contra o Estado?

    1. A " taxa de incêndio" não serve apenas para os bombeiros combaterem as chamas, e sim a prestação de vários outros serviços. Como por exemplo, desencarceramento de vítimas em ferragens, acidentes e etc.. É só experimentar, esse trabalho é feito com maestria. Faça o teste! Em caso de incêndio é bem mais complicado, porque a ação do fogo é muito rápida. Mesmo assim o serviço é prestado, independente da perda. Há uma solicitação e realmente tem a demora, isso não é só no corpo de bombeiros. O que não pode é colocar a culpa na corporação por um incêndio criminoso, falha mecânica ou algo do tipo.

    2. Poderia ser cobrado uma taxa de socorro do beneficiário que teve seu carro salvo pelos bombeiros. Agora cobrar por um serviço que tem 0000000001% de chançe de ser realizado. ecumênico assalto. Alguém tem q fazer alguma coisa p acabar com esse roubo. Cobrem essa taxa no IPTU, pois nesse caso ainda se tem alguma chance de acontecer a prestação do serviço. Se eu fosse Dep Estadual a primeira coisa q eu faria era apresentar um projeto p acabar esse roubo descarado.

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Polícia

FOTOS: Trabalhadores rurais reagem a assalto e espancam ladrões na Grande Natal

Foto 1: Cedida/ Foto 2/PRF/Divulgação: Armas apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal após assaltantes serem espancados por trabalhadores rurais

Reportagem do portal G1-RN nesta terça-feira(21) destaca que trabalhadores rurais reagiram a um assalto e espancaram dois bandidos que abordaram o ônibus em que eles estavam nesta manhã. A informação foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Militar. De acordo com o registro da ocorrência, os homens invadiram o veículo que estava em uma área de canavial próxima à BR-101 em São José de Mipibu, na região metropolitana de Natal. Eles estavam com uma pistola e uma faca. Durante a ação, os trabalhadores reagiram, acabaram tomando as armas dos criminosos e passaram a agredi-los.

Segundo a PRF, os bandidos ficaram gravemente feridos e foram levados para o pronto-socorro Clóvis Sarinho, em Natal, e estão presos, sob custódia da corporação. Ainda segundo a PRF, cortadores de cana também tiveram ferimentos leves e foram socorridos à Unidade de Pronto-Atendimento de São José de Mipibu. A unidade confirmou a entrada de dois pacientes.

Com acréscimo de informações do G1-RN

 

Opinião dos leitores

  1. Que notícia boa, pena que não deu para exterminar essas pestes. Tomara que agora não venham um Delegado ou, um Promotor e queiram responsabilizar esses trabalhadores dígnos a responder algum inquérito. Ganhei meu dia com essa notícia, e antes que uns bestas venham me recriminar, é porque nunca tiveram nas mãos duns pestes desses.

    1. Delegado favorecendo bandido? Tais sabendo hein, Saulão. Promotor então… Acho que vc tá meio confuso sobre o papel dos servidores do executivo e judiciário…

    2. Caro Manoel, só pra citar UM caso, a tentativa de assalto a Ana Hicmann, lembra? O cunhado foi processado mesmo com todas as provas de legítima defesa a seu favor. Em todas as profissões temos bons e maus profissionais.

    3. Ser processado é uma coisa, e outra, nenhum trabalhador rural matou ou fez uso de arma de fogo. Vamos ser condizentes, não tem delegado nem promotor que vá desabonar a honra desses batalhadores rurais.

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Saúde

É possível, não certo, que vacina contra Covid-19 esteja disponível neste ano, diz desenvolvedora de Oxford

Foto de 24 de junho de 2020 – Cientista trabalha durante visita do príncipe William, Duque de Cambridge, ao laboratório onde uma vacina contra o novo coronavírus (COVID-19) está sendo produzida, no Hospital Churchill, em Oxford — Foto: Steve Parsons/Pool via Reuters

A possível vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19 pode estar disponível até o final deste ano, mas não há certeza de que isso vai acontecer, disse a principal desenvolvedora da vacina nesta terça-feira (21).

A vacina experimental, que foi licenciada pela AstraZeneca, produziu resposta imune em ensaios clínicos de estágio inicial, mostraram dados divulgados na segunda-feira, o que manteve as esperanças de que ela pode estar disponível até o final do ano.

“A meta do final do ano para ter a vacina disponível é uma possibilidade, mas não há absolutamente certeza sobre isso, porque precisamos que algumas coisas aconteçam”, disse Sarah Gilbert à Rádio BBC.

Ela disse que é preciso demonstrar que a vacina funciona em testes em estágio avançado, que é necessária a fabricação de doses em larga escala e que os órgãos reguladores precisam licenciar a vacina rapidamente para uso emergencial.

“Todas essas três coisas têm que acontecer e se juntarem antes que possamos começar a ver uma grande quantidade de pessoas vacinadas”, disse ela.

Os cientistas de Oxford esperam que 1 milhão de doses da potencial vacina sejam produzidas até setembro.

Embora o acordo com a AstraZeneca tenha dado a capacidade industrial para fazer isso, a menor prevalência do novo coronavírus no Reino Unido complicou o processo de provar a eficácia da vacina.

Os testes em estágio avançado estão em andamento no Brasil e na África do Sul e devem começar nos Estados Unidos.

“O crucial é que tenhamos um número suficiente de pessoas expostas ao vírus que também tenham a vacina para que possamos ter um julgamento adequado sobre se ela evita a doença e permanece segura”, disse John Bell, professor de Medicina da Universidade de Oxford, à BBC.

“Estamos esperançosos, particularmente por causa das baixas taxas de incidência no Reino Unido, de que os indivíduos recrutados no Brasil e na África do Sul serão, em última instância, capazes de fornecer os dados.”

Ainda não há vacina aprovada contra a Covid-19 no mundo. Há cerca de um mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a da AstraZeneca é uma das principais candidatas, mas, nesta segunda, alertou que ainda há “um longo caminho a percorrer” na busca pela imunização.

Corrida

O resultado anunciado por Oxford – de que a vacina é segura e induz a produção de anticorpos – não permite ainda concluir de fato se uma pessoa exposta ao novo coronavírus (Sars-Cov-2) fica imune com a vacina. Isso porque a resposta imune foi medida em laboratório.

A fase 3, final, ainda está em andamento; ela é que irá determinar se há eficácia num grande número de pessoas. Os cientistas ainda não sabem, exatamente, o quanto de resposta imune é necessária para combater a doença.

Na segunda (20), além do anúncio de Oxford, também saiu o resultado preliminar de testes de uma vacina desenvolvida pela China e a chegada de uma carga de outra vacina chinesa a São Paulo.

G1

 

Opinião dos leitores

    1. Gado nao tem direito a vacina pois nao acredita na ciência. No máximo toma cloro de piscina q tem o mesmo efeito da cloroquina em conjunto com remédio contra piolho.

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Política

Câmara aprova Rio Grande do Norte, Paraíba e Amapá na área da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf)

Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nessa segunda-feira (20) proposta que acrescenta os estados de Amapá, Rio Grande do Norte e Paraíba na área de atuação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).

Foi aprovado um substitutivo do relator, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que incorporou emendas ao Projeto de Lei 4731/19, de autoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O projeto volta ao Senado devido às mudanças propostas pelos deputados.

Para o relator, a Codevasf é “um instrumento fundamental para o desenvolvimento regional, principalmente o Nordeste, por isso o projeto oferece ao governo uma autorização para atuar em novas bacias hidrográficas”.

Além de atender integralmente os estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Piauí, Maranhão, Ceará e Goiás, nas bacias hidrográficas tanto continentais quanto litorâneas, a Codevasf deverá atuar ainda no Amapá, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e nos municípios da região do Alto Rio Pardo, em Minas Gerais.

Devido às polêmicas debatidas em Plenário sobre a falta de recursos, Silvio Costa Filho acrescentou dispositivo para condicionar à dotação orçamentaria prévia a instalação e a manutenção de órgãos e setores de operação e representação da empresa fora de sua sede.

Entretanto, devido à grande extensão do estado de Amazonas, o relator decidiu não incluir suas bacias entre as apoiadas pela Codevasf, como proposto no projeto original.

Entre os rios pertencentes a estados não abrangidos totalmente pela atuação da empresa, o relator incluiu as bacias hidrográficas dos rios Jequitinhonha, Mucuri e Araguari, em Minas Gerais; de Contas, na Bahia; e de Gurupi, nos estados de Maranhão e Pará.

Ampliação

Para o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG), a votação do projeto não deveria ter acontecido neste momento de pandemia. “Em um período em que estamos vivendo uma crise da pandemia e uma crise fiscal muito grave, estamos fazendo um projeto de lei para estender a atuação de uma companhia que foi criada para cuidar do vale do rio São Francisco, inclusive, para o Amapá”, criticou.

Por outros motivos, o deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA) também afirmou ser contra o texto. Segundo ele, a companhia “tem, infelizmente, servido quase sempre como moeda de troca política para oportunistas e tem sido instrumento de expulsão de pequenos produtores rurais em favor do agronegócio”.

Já o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) argumentou que o projeto é inconstitucional porque a iniciativa seria exclusiva do presidente da República. “Isso é uma tremenda inconstitucionalidade. Não tem nenhum sentido. A Codevasf tem um tamanho com o qual não aguenta funcionar”, disse.

O deputado José Airton Félix Cirilo (PT-CE) concordou com a aprovação do projeto. “Acho positivo incluir novas bacias hidrográficas para promover o desenvolvimento regional, sobretudo na área de irrigação, na área de revitalização de bacias”, ponderou.

Também favorável ao projeto, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) ressaltou que a empresa precisará de mais recursos. “Vamos votar favoravelmente à matéria, mas alertamos que a Codevasf precisará de reforço para que não deixe em descoberto o cobertor que ora está estendido sobre a bacia do São Francisco”, declarou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Polícia

Fundador da Qualicorp é preso em operação da PF que investiga suposto caixa 2 de Serra na campanha de 2014

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (21) uma operação que investiga suposto caixa 2 na campanha de José Serra (PSDB) ao Senado em 2014. O empresário José Serpieri Júnior, sócio e fundador da Qualicorp, foi preso após as investigações apontarem que ele fez doações não contabilizadas de R$ 5 milhões ao tucano.

Em nota, o senador José Serra disse que lamenta a espetacularização da investigação e que desconhece as acusações. Ele disse que “foi surpreendido esta manhã com nova e abusiva operação de busca e apreensão em seus endereços, dois dos quais já haviam sido vasculhados há menos de 20 dias pela Polícia Federal. A decisão da Justiça Eleitoral é baseada em fatos antigos e em investigação até então desconhecida do senador e de sua defesa”. (Leia a íntegra abaixo). O G1 aguarda um posicionamento da Qualicorp.

A operação, que foi denominada Paralelo 23, é uma nova fase da Lava Jato que apura crimes eleitorais e é feita em conjunto com o Ministério Público Eleitoral (MPE). As apurações se restringem a fatos de 2014, quando Serra ainda não tinha o mandato de senador. Por volta das 8h50, três dos quatro mandados de busca e apreensão já tinham sido cumpridos.

Resumo:

Serra, que havia sido denunciado por lavagem de dinheiro no início do mês (leia mais abaixo), é um dos alvos de mandados de busca e apreensão.

Foram expedidos mandados para serem cumpridos no gabinete de Serra no Senado, no apartamento funcional dele em Brasília e em dois imóveis do senador em São Paulo.

Investigações apontam doações por meio de operações financeiras e societárias simuladas, que ocultavam a origem ilícita dos R$ 5 milhões recebidos.

Segundo investigações, o empresário José Seripieri Júnior, fundador e acionista da Qualicorp, grupo que comercializa e administra planos de saúde coletivos, determinou doações não contabilizadas a Serra em duas parcelas no valor de R$ 1 milhão e uma de R$ 3 milhões.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Brasília, Itatiba e Itu.

O empresário José Serpieri Júnior, sócio e fundador da Qualicorp, foi preso.

Até por volta de 8h45, três pessoas haviam sido presas; entre elas Artur Azevedo. Ele teria pedido a prisão domiciliar por motivos de saúde, segundo o MP.

Também foi determinado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral o bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados.

Os outros alvos de mandados de prisão são:

Arthur Azevedo Filho
Mino Mattos Mazzamati
Rosa Maria Garcia

Segundo a operação, os investigados responderão por pelos crimes descritos abaixo, com penas de 3 a 10 anos de prisão:

associação criminosa (artigo 288 do Código Penal)
falsidade ideológica eleitoral (artigo 350 do Código Eleitoral)
lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei nº 9.613/1998)

Serra denunciado por lavagem de dinheiro

O senador José Serra já tinha sido alvo de outra operação no início deste mês, quando foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo por lavagem de dinheiro. Na ocasião, a filha dele, Verônica Allende Serra, também foi denunciada pelo mesmo crime.

Segundo o Ministério Público Federal, a Odebrecht pagou a Serra cerca de R$ 4,5 milhões entre 2006 e 2007, supostamente para usar na sua campanha ao governo do estado de São Paulo. Outros cerca de R$ 23 milhões foram pagos entre 2009 e 2010, para a liberação de créditos com a Dersa, estatal paulista extinta no ano passado, ainda segundo a denúncia.

Os procuradores concluíram que houve lavagem de dinheiro usando a técnica “follow the money” (“siga o dinheiro”, em tradução livre). A denúncia diz que Serra e Verônica praticaram lavagem de dinheiro de obras do Rodoanel Sul no exterior de 2006 a 2014.

Operações ocultavam origem ilícita de dinheiro

Em relação à operação desta terça-feira, o caso de suposto caixa 2 foi remetido para a primeira instância da Justiça Eleitoral de São Paulo após a colaboração espontânea de pessoas que teriam sido contratadas em 2014 para estruturar e operacionalizar os pagamentos de doações eleitorais não contabilizadas.

Por meio da quebra do sigilo bancário e da troca de informações com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram identificados indícios do recebimento das doações eleitorais não contabilizadas a Serra.

As investigações apontam que as doações foram repassadas por meio de operações financeiras e societárias simuladas, de modo que ocultavam a origem ilícita dos R$ 5 milhões recebidos.

As investigações também identificaram outros pagamentos de valores elevados feitos por grandes empresas, sendo uma do setor de nutrição e outra da construção civil, perto das eleições de 2014. Essas doações, segundo foi investigado, eram feitas a uma das empresas supostamente utilizadas pelo então candidato para a ocultação do recebimento das doações. Esses fatos ainda serão objeto de mais apurações.

Nota Serra

“O senador José Serra foi surpreendido esta manhã com nova e abusiva operação de busca e apreensão em seus endereços, dois dos quais já haviam sido vasculhados há menos de 20 dias pela Polícia Federal. A decisão da Justiça Eleitoral é baseada em fatos antigos e em investigação até então desconhecida do senador e de sua defesa, na qual, ressalte-se, José Serra jamais foi ouvido.

José Serra lamenta a espetacularização que tem permeado ações deste tipo no país, reforça que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos. Importante reforçar que todas as contas de sua campanha, sempre a cargo do partido, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Serra mantém sua confiança no Poder Judiciário e espera que esse caso seja esclarecido da melhor forma possível, para evitar que prosperem acusações falsas que atinjam sua honra.”

G1

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Política

Pesquisa XP/Ipespe: Bolsonaro volta aos 30% de aprovação, enquanto 24% consideram regular e 45% desaprovam; avaliação no Nordeste apresenta melhora relevante

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) experimentou, nos últimos dias, uma melhora em seus níveis de aprovação junto ao eleitorado, a despeito do quadro ainda grave da pandemia do novo coronavírus e de seus impactos econômicos observados. É o que mostra a mais recente edição da pesquisa XP/Ipespe, feita entre os dias 13 e 15 de julho.

Segundo o levantamento, após atingir a mínima de 25% de avaliações positivas em maio, o mandatário viu o indicador crescer gradativamente até atuais 30%. É a melhor marca desde 24 de abril, quando 31% dos eleitores classificavam o governo como ótimo ou bom, e o mesmo patamar visto em março deste ano ou setembro de 2019. A margem de erro da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais.

As avaliações negativas, por sua vez, atingiram 45%, em uma queda de 5 pontos percentuais em relação à máxima de meados de maio. Apesar da melhora, o saldo das avaliações positivas e negativas do presidente – hoje de -15 p.p. – ainda é significativamente pior do que o registrado antes da covid-19 ser declarada pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 11 de março.

Em fevereiro, o grupo de eleitores que classificavam o governo como ruim ou péssimo superava em 2 p.p. o grupo dos que avaliavam a gestão como ótima ou boa. No segundo mês de gestão, Bolsonaro contava com vantagem de 23 p.p. das avaliações positivas sobre as negativas. O saldo foi diminuindo a cada nova pesquisa até se tornar negativo em maio de 2019.

Os dados abertos mostram que cresceu a participação da população com renda de até dois salários mínimos sobre o grupo que avalia positivamente a atual gestão. Antes da pandemia, o eleitorado mais pobre respondia por cerca de 46% de toda a base que avalia o governo como ótimo ou bom. Esse número passou para em média 48% e agora atingiu praticamente 50%.

A melhora no desempenho do presidente junto aos mais pobres coincide com a concessão do auxílio emergencial de R$ 600, pago a trabalhadores informais, desempregados e beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família durante a crise da covid-19. Inicialmente, foram aprovadas três parcelas, mas o governo prorrogou o benefício por mais dois meses.

A ideia agora é criar um programa permanente de renda mínima a partir da unificação de programas sociais já existentes. Com isso, o governo pretende ampliar a base de contemplados pelo Bolsa Família e os valores repassados, sem que isso implique em impacto fiscal adicional. Analistas observam potenciais dividendos políticos com o movimento.

Segundo a pesquisa XP/Ipespe, também houve melhora relevante na avaliação do presidente junto ao eleitorado do Nordeste, que responde por 27% da amostra da pesquisa. Deste grupo, 27% classificam a gestão como ótimo ou boa – melhor marca desde fevereiro, antes da crise sanitária. O presidente também melhorou seu desempenho, mesmo que dentro da margem de erro, em todas as demais regiões.

No recorte por gênero, a recuperação de Bolsonaro se deu entre os homens, ampliando o abismo observado desde a corrida presidencial. Hoje, o governo é avaliado positivamente por 36% dos homens e 24% das mulheres. Em maio, essa diferença chegou a ser de 15 pontos percentuais.

Recuperação

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. MITO 2022. Esses que acham péssimo devem tá com saudades das boquinhas das Estatais, do pão com mortadela, de invadir terras, casas e da vida fácil que levavam.

  2. e eu acho massa os comentários dos esquerdistas, kkkkkkk, eles piram com essa notícia, 30% de votos pra um candidato com certeza ele é eleito , teria que os outros 70% votar em outro candidato único, o que não é o caso , e ainfa faltam 2 anos , chora esquerda , mito 2022.

    1. Você até que é bom em matemática, mas é péssimo em análise. Nota zero!

  3. Quando acabar o auxílio emergencial, quero saber se vai manter essa ligeira alta… presidente fake

    1. Era uma vez um pais que tinha tudo para ser rico, mas os vagabundos roubaram durante 33 anos da saúde, educação, segurança, saneamento básico e habitação. Ai o povo se revoltou e elegeu uma cara honesto. Então agora querem tirar ele de lá, dizendo que ele nao gosta de marciano, saturniano, mercuriano, uraniano kkkkkkk! Vão arrumar um quintal para limpar no sol do meio dia, cambada de ladroes da nação!

    2. Mas Marcelo, o cara "honesto" era deputado há uns 35 anos e nunca produziu nada, aliás produziu: rachadinhas e enricou a família uma 1000 x.
      Estranho né?

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